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Aos 18 Anos

Aos 18 Anos

Autor:: Marilene Mateus
Gênero: Romance
Me siga lá no Instagram @marilene_mateus. Obrigada Ellen Cowper, uma jovem londrina, tímida, de poucas palavras e com poucos amigos, sempre sonhou ir para Universidade de Nova York. Durante os três anos no médio, isolou-se e dedicou dia e noite aos estudos para conseguir ter notas para ser admitida a bolsa. Porém, não conseguiu realizar o seu sonho. Mesmo deprimida, vai à festa, na casa de Harry-o garoto rico e popular da High School. Dia seguinte, acorda no meio de uma rua isolada, sem saber como foi parar lá... e sem lembranças da noite que passara. Dias depois, descobre que está grávida e não sabe quem é o pai e muito menos lembra da noite tida. E agora? O que Ellen fará?

Capítulo 1 Não Admitida

ELLEN

Hoje é um dia muito importante para todos os estudantes da High School! Todos os alunos estão ansiosos e até agora ninguém largou o celular. Daqui a mais alguns minutos, vai ouvir-se o grito de felicidade de alguns e os choros de outros.

E por que tanta empolgação? Eu respondo!

Hoje é o dia que vão enviar os e-mails de admissão da universidade de Nova Iorque. Para uns já está ganho, como Harry, o garoto mais popular da escola que é capitã do time de Futebol americano.

Ele é o tipo de garoto parvo. Sem nenhuma qualidade. Só sua aparência e seu dinheiro é que faz com que tenha amigos.

E falando dele, acaba de entrar na sala de aula chamando a atenção de todos. Na verdade, não precisa olhar para ele, para saber que está presente. O cheiro amadeirado e ativo do seu perfume chama a atenção de todos. Um garoto alto de 1,70. Ombros largos. Olhos azuis. Charmoso. Cheiroso. Musculoso. E muito mais! Tudo isso em apenas 19 anos.

- Sério que está todo mundo esperando a Porra do E-mail?! - Harry pergunta fingindo estar indignado e arregalo os olhos - isso é para os fracos!

Sem querer ouvir mais as parvoíces dele, me levanto do meu lugar e caminho até a porta.

- Até você Ellen? A filha do Albert Einstein?! - zomba e continuo a andar. Não vou ficar discutindo com um garoto de cérebro de amendoim!

Voltando ao foco principal-sendo a universidade de Nova Iorque- 70% dos alunos enviaram cartas em cidades longes de casa, por um único motivo. A.Liberdade. Quem não quer ser dono do seu nariz? Poder estudar numa casa onde tem jovens como você. Poder sair a hora que quiser sem dar explicações. Arranjar um emprego e ganhar sua remuneração de suor. E muito mais!

A Universidade de Nova Iorque, ocupa a posição, 43° entre as 1000 melhores do mundo! Não é um máximo?!

Fica no coração de Manhattan. O Washington Square Park é o epicentro das atividades da instituição. Muitos dos salões e prédios acadêmicos da universidade estão concentrados nas proximidades. Fundada pelo estadista Albert Gallatin em 1831, a NYU foi criada para atender estudantes de todas as áreas. Hoje, é uma das maiores universidades privadas do país, com mais de 40 mil estudantes. Também é membro da prestigiada Association of American Universities.

Eu sei isso e muito mais da universidade! Andei pesquisando desde o dia que soube que sou "Gente"

Sinto meu telefone a vibrar no bolso e rapidamente pego para ver o que tem, mas bem antes de ver, esbarro em alguém, que se não me segurasse, eu acabaria caindo.

- Desculpe! - falo envergonhada e lentamente ergo meus olhos.

Nunca tinha visto esse homem aqui.

O homem fixa sua par de íris castanho-claro em mim e cada vez mais fico envergonhada e muito constrangida!

- Eu que peço desculpa, não consegui notá-la. - fala calorosamente e a seguir em seu rosto se abre um sorriso dando visão a suas covinhas.

- Tá... - Afasto-me de seu toque que causava borboletas na minha barriga. Por um instante, meu coração batia num ritmo descompassado e me custava pronunciar uma só palavra.

- Estuda aqui? - Pergunta atencioso, e dou um passo atrás para aumentar a distância entre nós.

- Sim! - Respondo nervosa e passo por ele caminhando em passos largos.

Por um segundo olho para trás e me constranjo mais quando noto que ele ainda estava parado, enquanto me observava a andar.que vergonha!

Entro no toalete e finalmente consigo tirar meu telefone do bolso para checar o e-mail.

Suspiro.

Chegou a hora! Os gritos dos colegas no corredor me desconcentravam e me deixavam mais nervosa ainda!

Checo e começo a ler... Mas meu mundo se desmorona quando leio não admitida...

Foi como levar uma surra... é como se tivessem tirado de mim todos meus sonhos e tudo que planejei está se desmoronando. Mas como eu não passei? Não pode ser! Eu tenho boas notas e escrevi a carta com todo cuidado do mundo! Só pode ter algum engano. A professora de Língua Portuguesa checou! Até o diretor leu e disse que está simples e perfeito!

A pergunta não era tão difícil!

Agora terei que viver pelo resto da minha vida próximo do meu pai e minha madrasta! Sem esquecer da sua filha que não gosta de mim! Serei a Cinderela na realidade!

Todo mundo vai olhar torto para mim e... e serei zombada por todos os alunos! Todo mundo viu e presenciou meu esforço! Eles sabem que estudei dia e noite! Perdi várias festas, viagens, amigos e tudo porque queria ser admitida

Sem aguentar mais, desato a chorar. Choro tanto que minha cabeça dói. O que vou falar para meu pai? Claro que posso ir para outra universidade, mas eu só...

- Então Irmanzinha? - detesto esse apelido! Limpo as lágrimas do meu rosto com brusquidão - passou?

Me recomponho e pego meu celular. Fuja, Fuja, Cobarde!

Não, dessa vez não vou fugir! Não vou mesmo.

- Não é da sua conta! - respondo ríspida.

- Agora todos sabem que você não é assim tão inteligente porque eu consegui ser admitida e recebi uma bolsa pela composição esplêndida! - fala sorrindo como uma Hiena.

Como ela conseguiu?! Rebeca é o exemplo vivo de burrice! Como conseguiu escrever uma boa composição?! Isso é loucura! Onde estou?! Num universo paralelo?!

- Que Bom. Parabéns! - é tudo que digo e passo por ela em passos largos. Enquanto passava pelos colegas, eu não ouvia mais nada e minha cabeça dói tanto e sinto que está prestes a explodir!

- Ei! Ellen! Você passou?! - viro-me para responder Ben. E sua expressão muda para de pena quando vê meu rosto pálido!

- O que acha?! - pergunto de braços abertos e ele franze o cenho.

- Você é uma garota inteligente! Qualquer outra universidade vai querer você!

Eu e Ben não somos amigos. Ele é um garoto inteligente e papularzinho devido a sua beleza. É o típico menino de papai e mamãe.

Ele bagunça seus cabelos escuros e fixa seus olhos cinzas nos meus.

- Mas eu só quero uma! E infelizmente não consegui! - grito alterada e todos colegas olham para mim. Todos os colegas me conhecem porque todos os anos saio no quadro de Honra - Isso mesmo! Eu.não. Passei! - grito. Meu Deus, estou me comportando como uma criança que não aceita perder...

- Se quiser posso levá-la até sua casa...

- Não! Obrigada!

Sei que ninguém tem culpa do meu fracasso, mas é horrível sentir-me burra. Até Rebeca passou! Pior que agora ela vai está na universidade onde eu mereço estar!

Enquanto caminho sem rumo, ligo para o atendimento da universidade.

- Fala da Universidade de Nova Iorque, no que lhe podemos ser útil?

Uma mulher com voz fina atende.

- Ah... Daqui a Fala Ellen e enviei a carta para admissão e fui reprovada...- suspiro- Mas eu gostaria que checassem novamente!

- Nós não fazemos a avaliação duas vezes. E sentimos muito que tenha reprovado, talvez a próxima vez passe!

- Só que eu acho que teve algum erro! - falo rapidamente - por favor, eu imploro que me enviem um escanear da minha carta ou...

- Olha, não é permitido fazermos. Mas, eu não quero que você se suicide ou faça uma loucura, portanto, vou enviar o e-mail, mas me promete que não voltará para reclamar e fazer uma confusão!

- Eu prometo! Muito obrigada! encerro a chamada.

Não demora e ela liga novamente.

- Desculpe Ellen, mas sua carta de admissão não chegou aos nossos correios. Suas notas estavam boas, mas precisamos da carta para avaliar por completo!

- É impossível... Eu mandei, sim, a carta!

- Desculpe, mas não chegou. Talvez seja um problema do correio. Se não tiver mais nenhuma reclamação...

- Obrigada... Era só isso!

Encerro a chamada. Como algo assim foi acontecer?! Será que foi Rebeca?! Ela foi tão baixa ao ponto de me roubar a redação?! Mas por que estou admirando se sei que ela é capaz disso e muito mais?!

Levanto-me e caminho até a lanchonete em passos largos. Sinto Meu sangue a ferver e minha cabeça prestes a explodir!

Vejo ela junto do seu grupinho estúpido, conversando sobre coisas estúpidas em um momento estúpido!

- Oh, olha quem está aqui... A minha meia irmã! - sorri forçado.

Ela está sentada na mesa do refeitório esbanjando seu sorriso falso. Nem irmã somos! Meu pai casou com a mãe dela depois de um mês da morte da minha mãe. A mãe dela foi amante do meu pai enquanto minha mãe ainda estava em vida... Por causa desse e mais outros motivos é que não acredito no amor!

- Por que roubou minha carta?! - pergunto enfurecida e ela sorri.

- Do que está falando?

Sem paciência, puxo ela pelos cabelos e ela grita. Harry tenta me tocar - Não toque em mim! - grito brava e ele se afasta com as mãos no ar.

- Escute bem sua vadia! - falo próximo ao seu ouvido - você não ganhou! Ouviu? - solto seu cabelo com brusquidão e me viro para sair daquele lugar que só me faz mal.

- Ellen! Ellen! - me viro para ver quem é, e tranco o rosto quando vejo Harry.

- Me deixa em paz! - falo e limpo rápido uma gota de lágrima - veio zombar de mim também? - pergunto sorrindo de braços abertos - força!

- Eu não vim zombar... Só vim para convidá-la a minha festa! Toma esse convite.

Ele me entrega o convite e pego o mesmo. Analiso por alguns segundos e logo rasgo-o na sua cara e jogo o papel em seu rosto.

- Vai pro inferno e me deixe em paz!

Nesse Momento só me apetece ficar sozinha e respirar! Eu não acredito que mais uma vez ela me venceu! Ela tirou de mim minha família, meu pai, minha vida e agora meu futuro!

Paro um instante e me apoio no cacifo... Eu sinto meu coração bater a mil e não tenho mais peso para continuar...

"Isso não acabou irmanzinha! Eu vou dar o troco!"

Capítulo 2 Difícil Aceitar a Realidade

CRISTOPHER

- Irmão, você precisa muito colaborar com o tratamento... - minha irmã fala pela milésima vez num só dia.

Começo a pensar que não foi uma boa ideia visitar ela na escola. Mas foi bom porque sem querer esbarrei com uma menina que me lembrava muito minha mulher. Não digo os traços ou o rosto. Mas no jeito de vestir, de falar... de olhar.

- Sei que você ainda está de Luto... - fala tocando no assunto que há meses tento esquecer - e o facto de você não querer conversar e ter superado tão rápido, é que me preocupa mais...

- Eu acho que essa dor nunca vai desaparecer... - suspiro e passo as mãos no rosto - por vezes acordo ouvindo os risos de uma criança e imagino ouvir Brenda a rir-se... Podemos mudar de assunto?

Ninguém melhor que minha irmã para saber que não gosto de falar desse dia. Foi uma tragédia e por vezes até me apetece morrer... Mas estou esperando o tempo de Deus para morrer... E está próximo.

- Não podemos esquecer! - fala brava - eu estou muito preocupada porque a médica ligou dizendo que você não foi a nenhuma consulta desse mês! Sabe que o coágulo ou sei lá - gesticula com as mãos como se estivesse procurando as palavras certas - o Tumor maligno está se expandindo no seu crânio!

- Sabe que eu já me considero um homem morto? - Falo tranquilo para minha irmã de 17 anos. Eu sou um imbecil!

Quando nossos pais morreram, eu fui o único que cuidei dela. Agora que está próximo dos 18 anos, ela já não precisa de mim. Deixei para ela toda fortuna de nossos pais, terras e minhas economias que juntei nesses anos de carreira como um médico-cirurgião bem-sucedido.

- Porra Mano! - bate na carteira provocando um estrondo - Dias atrás você quase me matou de coração quando de repente desmaiou enquanto conduzia! Poderia ter acontecido algo pior, eu ainda preciso de ti! Todos nós que te amamos! - Fala magoada e limpa uma lágrima solitária que escorria em seu rosto.

- Eu já decidi mana - Carinho seu rosto e ela fecha os olhos - eu jamais esquecerei aquele dia... Por favor, respeite minha decisão...

Movimenta o rosto negando minhas palavras e se levanta da cadeira. - me dá um abraço? - pergunta de braços abertos.

Me dói muito ver minha irmã arrasada, mas eu não aguento mais viver nesse mundo sabendo que perdi minha família num maldito acidente. Eu gostaria que estivesse lá para morrer junto!

Me levanto e a envolvo num abraço forte. Não vai ser fácil... Eu sei... Mas será melhor assim!

REBECCA

- O que foi aquilo amiga?! Sua irmã está louca?! - Alma fala atônita.

Maldita seja Ellen! Ela sempre teve inveja de mim, sempre quis chamar atenção de todos, sendo tão diferente de outras garotas. Ela mal sabe a quantidade de garotos que gostam dela, incluindo Ben. Soube que ele concorreu para estudar na Universidade de Nova Iorque, e eu não podia deixar que eles ficassem tão próximo um do outro, por isso fiz o que tinha que ser feito!

- Você sabe como é minha irmã... Ela ficou com raiva de mim porque fui admitida a universidade de Nova Iorque.

Finalmente vou conseguir o que sempre quis. Destruir a vida de Ellen e por fim, conseguir o Patrocínio do meu pai para financiar meus desenhos.

Alma suspira e olho para ela. Estava passando Harry e ela olhava para ele como uma cachorrinha apaixonada - Você ainda gosta desse idiota?!

Solta uma lufada - E você ainda gosta do totó do Ben?! Você devia ir à terapia porque está se tornando obsessão!

- Você cale a boca Alma! - sussurro brava.

Dá de ombros - entenda que ele jamais vai ficar contigo porque ama sua irmã desde o primário!

Cruzo os braços e ergo uma sobrancelha - ah é? Ok.

Alma me irritou, por isso, terá troco! Somos amigas, mas quem ela pensa que é para dizer que Ben não gosta de mim?!

E como se não bastasse, joga na minha cara que ama minha irmã! Como se eu não soubesse! Que tipo de amiga faz isso? Sou ótima com os meus, mas quem escolhe me pisar sempre sofre as consequências!

- OK! - responde brava e se levanta do banco do parque.

Hoje a noite eu vou ficar com Harry e ela verá tudo!

- Tu não perde por esperar, garota burra!

Capítulo 3 Dar o Troco!

ELLEN

Chego em casa mais tarde do que de costume. Estou arrasada e precisei ficar sozinha por algumas horas. Rebecca vai ter que pagar pelo que fez comigo! E nada melhor que tirar dela o que mais ama! Seus desenhos!

"O melhor modo de vingar-se de um inimigo, é não se assemelhar a ele"

Eu até ouviria a minha consciência se não estivesse possessa! Rebecca ama criar desenhos de grifes. Ela tem uma coleção e meu pai disse que se ela passar esse ano, iria patrocinar seus desenhos e dar materiais para ela costurar... Mas, agora que vou destruir, já não terá mais desenhos para ele investir!

Rebecca é uma garota linda, porém burra. Uma loira oxigenada, de olhos castanhos, lábios rosados e carnudos, de mais ou menos 1,70, e com uma bunda que todo garoto quer comer. Porém, é uma Filha da Puta que não merece nem a beleza e muito menos a vida que tem!

Entro no seu quarto em silêncio, ela ainda não tinha chegado. Vou até a gaveta onde ela guarda os desenhos. Está trancada com um cadeado.

Quase reviro o quarto enquanto procuro a chave, mas nada acho.

- Preciso pensar como Rebecca... Se eu fosse ela, onde guardaria algo tão precioso?

Olho em volta do quarto e constato o quadro de fotos que havia colado na parede. Caminho até o mesmo e olho o que tem por trás... Encontro a chave guardada lá...

- Te apanhei! - murmuro.

Vou até a gaveta e abro a mesma. Tiro seus desenhos e quando estava preparada para rasgá-los paro... Fico estática!

O que estou fazendo? Eu não sou assim... Mas o ódio que sinto por ela agora não me permite esquecer e não dar o troco!

Mesmo sem coragem, pego nos papéis e rasgo-os mantendo os olhos fechados. Sei que vou me arrepender, mas Rebecca merece perder pelo menos uma vez na vida!

Deixo os papéis espalhados no chão para que o choque seja maior.

- O que faz no quarto da minha filha? - Paloma Pergunta. Imaginem uma mulher de cabelos pretos e longos. Olhos grossos e castanhos. Alta e de corpo de "Manequim". É assim minha madrasta. Jovem, linda e má. Bem parecida com a Cruela e madrasta da Cinderela.

- Vim procurá-la, mas ela não está... - digo meio baralhada. Espero que ela não tenha notado meu nervosismo.

- Você não está tramando nada, certo? - pergunta desconfiada

- O que eu poderia fazer?! Nós duas sabemos que as vilãs da história são vocês! E não eu!

- Controle a língua garota! - fala brava e me puxa pelo braço afrouxando - sabe muito bem que eu não costumo tolerar maus comportamento!

- Filha? O que está havendo? - meu pai pergunta. Olho amedrontada para ele, que estava confuso. Com certeza que ele vai achar que mais uma vez eu sou a vilã da história!

Meu pai está enfeitiçado por essa mulher e não consegue ver o monstro que ela é!

Paloma solta meu braço e sorri se virando para olhar no meu pai - Por incrível, Ellen me pediu que lhe mostrasse alguns vestidos para a festa que terá hoje!

- Depois eu só queria abraçá-la por ter finalmente me aceitado - fala com sua voz melosa e falsa. Só me apetece vomitar de tanto nojo - mas você sabe como são os jovens, detestam carinho!

Dá um beijo rápido nos lábios do meu pai - filha, já recebeu o e-mail?

Meu pai pergunta curioso.

Sorrio forçado - Não! E-eu ainda não recebi... - respondo nervosa.

Não tenho coragem de falar a meu pai que não passei... Ainda com essa louca aqui!

- Mas não precisamos nos preocupar por a vitória ser certa! - Ele fala sorridente.

Meu pai deposita um beijo na minha testa e entra no escritório.

- Daqui a uma hora vai no meu quarto e lhe darei uma roupa que preste para ir à festa. - Paloma sussurra próximo ao meu ouvido.

- Festa?! Que porra está falando?! Eu não vou! - falo furiosa e controlando minha voz para não gritar

- Vai sim! Ou não me chamo...

- Então mude de nome! - grito - eu não vou mais obedecê-la! Nunca mais!

Passo por ela caminhando em passos largos e me tranco no meu quarto. É que nem louca eu vou! Eu só quero ficar aqui, sozinha... Sem me divertir! E nem nada!

REBECCA

- Já avisei a minha mãe e meu pai que só volto em casa amanhã! - falo orgulhosa para o grupo. Reparo que Harry olhava para mim com interesse e jogo meu cabelo para o lado, expondo meus ombros magros.

A festa ainda não começou, mas o pessoal já está reunido para organizar. Tipo, colocar as luzes negras. Preparar as bebidas, como Coquetel. Arrumar os aperitivos.

- É isso aí, gatinha, melhor todo mundo avisar porque não quero ver pai de nenhum totó vir aqui estragar a festa! - Harry fala e reparo minuciosamente em cada canto de seu corpo. Ele é gostoso e isso não posso negar.

Mordo meu lábio inferior.

Vendo bem, não será nenhum sacrifício ficar com Harry... Ele é perfeito, porém, não é o Ben.

- Caraca!! - Xavier fala entrando, já todo animado - Trouxe aqui umas Diversões!

- Mano! Até que em fim você fez algo de jeito!- Harry zomba e arregalo os olhos.

Sem avisar aonde vou, me levanto e caminho até a cozinha. A conversa estava se tornando chata e eu preciso me focar em como mostrar a Alma quem manda!

A essa hora a estúpida da Ellen já deve ter contado a seu pai que roubei a sua carta. Mas ela não terá como provar e claro, vou negar tudo!

- Não está gostando da conversa? - Ouço a voz aguda e rouca de Harry e me viro para fitá-lo.

Pouso minha mão no balcão e fazendo apoio, me sento no mesmo com as pernas abertas.

- Gostei... Vou adorar provar uma dessas diversões... - sustento seu olhar no meu e Mordo meu lábio inferior.

Ele sorri de canto e dá passos até mim em silêncio. Ergo o rosto quando ele se alinha entre o meio das minhas pernas - melhor eu arrumar os aperitivos... - murmuro sem desviar meu olhar do dele.

Ele segura meu rosto e aperta. Mas invés de me causar dor ou me assustar, eu fico excitada.

Viro meu rosto para o lado, evitando contacto visual com ele - Não tá querendo brincar? - murmura no meu ouvido enquanto sua mão invadia minha calcinha me fazendo gemer.

Eu preciso me controlar, afinal, Harry será só um fantoche no meu plano para torturar Alma. E não vou lhe dar o gostinho de me ter antes do tempo.

- Me dá um tempo Harry... Ainda temos monte de coisas para fazer. - digo séria e lentamente ele tira sua mão dentro da minha calcinha e leva seu dedo a boca, chupando com gosto sem desviar seu olhar do meu.

- Você que manda gatinha... - fala se afastando de mim e desço do balcão.

- Eu estava procurando você amiga, nunca pensei que estaria aqui! Numa cozinha! - Alma fala entrando na cozinha. Pena que não viu nada!

- Mas estou, agora cale a boca e vem me ajudar aqui! - digo e ela fica parada, uma hora olhando para mim e outra em Harry - O que você tem?! Venha!

- Tá! Eu te ajudo!

Ela deve estar desconfiando de algo e isso é bom. A coitadinha não sabe o que lhe espera mais tarde na festa.

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