Lola:
Pego duas cervejas e coloco-as na minha bandeja, viro e caminho em direção à mesa, desviando de garotos excitados e bêbados enquanto tentam agarrar minha bunda. Mas esta é a norma no bar onde eu trabalho.
The Bottom of the Barrel , cujo nome é bastante preciso para os clientes que aparecem por aqui, está ocupado como de costume. Se não precisasse do dinheiro e se não tivesse sempre garantido um punhado de gorjetas no final da noite – principalmente porque os caras pensam que sou fraca e fácil – eu me afastaria desse lugar e nunca olharia para trás.
Mas a cidade de merda em que vivo não tem muitas opções de emprego, especialmente para uma menina de dezoito anos com uma família que se certificou de que todos a veem como lixo do parque de trailers.
Uma mãe que tem um número constante de homens aleatórios rolando entre seus lençóis e um pai que só me vê como um erro de uma noite. Esta é a minha vida.
A música está alta, a jukebox no canto é mais velha que eu. Os botões estão quebrados e algumas músicas tocam constantemente. Mas para a multidão que entra no bar é bom o suficiente.
A única coisa com que eles se importam é comprar bebida barata, dançar com as mulheres solteiras que andam por aí, e me pedir boquetes de cinquenta dólares depois do meu turno, como se eu finalmente fosse desistir e fazer isso uma dessas noites.
Pego outro pedido e volto para o bar, esperando que Slim se dirija para mim.
- Um Jack & Coke e dois Millers.
Ele não diz nada enquanto prepara o pedido, mas está lotado como o inferno esta noite e nós dois estamos correndo feito loucos. Os meus pés doem, e os meus shorts são um pouco pequenos demais, mas, novamente, é o que me dá as gorjetas assassinas.
Eu posso me vestir para mostrar um pouco de pele, mas não sou fácil. E se qualquer um desses idiotas soubesse que sou virgem, que nunca fui fodida porque escolhi isso, porque eu queria fazer sexo quando fosse adulta, eles provavelmente se tornariam ainda mais nojentos do que já são.
Eu me viro e olho para o bar, a multidão espessa, o ar quente e pesado. Este lugar é um lixo, com a metade dos clientes sendo desdentados, as barrigas pendendo sobre as fivelas de seu cinto e as manchas em suas camisas tão proeminentes quanto as marcas de água alinhadas no teto.
Estou prestes a dar uma volta e pegar os pedidos que Slim colocou na minha bandeja quando percebo a abertura da porta da frente. Apesar do tanto de calor que estou sentindo, com gotas de suor escorrendo entre meus seios, eu congelo. Os calafrios que senti em minha espinha, movem-se para meus braços, e eu juro que é como se esse toque gelado tivesse um controle sobre mim.
Lá, entrando como se ele fosse o dono do lugar – o que, pelo amor do inferno, ele é – está Ryker Stone.
Suas calças têm essa aparência desgastada, e Deus, ele fica bem nelas. A corrente de prata que vai do bolso até a sua coxa capta a luz brevemente. Ele está vestindo uma camiseta, que, embora se encaixe perfeitamente, também fala da força que ele tem.
Ele não é um cara enorme, não é musculoso como um fisiculturista. Mas ele é alto, tonificado, musculoso em todos os aspectos da palavra. Ele tem músculos magros que dizem a uma pessoa que ele vai chutar sua bunda e não terá problemas ao fazer isso.
Minha garganta está tão seca, minha língua de repente parece muito grossa. Ele é mais velho do que eu, de fato, por algumas décadas. Mas não me importo com nada disso.
Eu o quis desde os dezesseis anos, quando o vi trabalhar sob o capô de um carro. Graxa o cobrira da melhor maneira. E suas mãos - Deus, suas mãos - são tão grandes, com veias inchadas em seus antebraços musculosos. Toda vez que as vejo, minhas pernas ficam fracas, fico molhada entre minhas pernas, e minha respiração torna-se esfarrapada quando penso em todas as coisas que ele poderia me fazer com essas mãos. Eu posso ser virgem, mas é puramente por escolha. Eu não sou tímida sobre as coisas que quero... E quero essas coisas com Ryker Stone. Ele me faz ter pensamentos sujos.
Olho para o rosto dele e examino sua barba, enquanto penso em como seria tê-la pressionada entre minhas coxas enquanto ele me come...
- Pedido pronto. - Grita Slim sobre a música para que eu possa ouvir.
Eu me forço a virar, pegar a bandeja e entregar as bebidas. Mas mesmo que eu não esteja olhando para Ryker, posso sentir seu olhar em mim. Juro que é como se ele estivesse tirando minha roupa, rasgando o material do meu corpo para que ele pudesse chegar à parte boa.
E Deus, eu quero que ele chegue às partes boas.
Eu sinto seu olhar em mim no momento em que entro no bar, e meu pau endurece lentamente contra o interior da minha coxa. Eu vou para minha mesa habitual na esquina. Eu odeio esse bar de merda. Não há nada aqui para gostar, exceto por uma coisa. Lola Webb.
Ela é a única razão pela qual venho aqui há mais de um ano. Não a toco. Ela não é minha. Ela é muito jovem e é o tipo de mulher que faria um homem perder a cabeça. Então fico longe, tanto quanto eu posso.
Ainda assim, sou tão idiota que venho a este bar, como sua comida de merda e bebo suas cervejas diluídas há um ano, não porque eu quero estar aqui, mas porque sei que poderei vê-la. Até seis meses atrás, ela só trabalhava na cozinha - porque não tinha idade suficiente para servir álcool. Eu odeio que ela sirva bebidas para os idiotas aqui, mas não a reivindiquei, e a cadela do inferno que ela chama de mãe com certeza não a apoia. Então, Lola sempre batalhou para se sustentar. Admiro isso, mesmo que não goste da maneira como faz isso.
Lola tem um espírito que eu admiro. Ela é livre, auto suficiente e se recusa a tirar qualquer coisa de qualquer um. É o tipo de espírito que um homem - um homem de verdade - estimula. Porra. A verdade é que eu gosto de tudo sobre aquela pequena cabeça quente. Cada. Fodida. Coisa – em especial uma.
Eu me obriguei a me afastar dela por causa de sua idade. Mesmo agora ela tem apenas dezoito anos. Ela é muito inocente para um idiota bruto e sujo como eu tocar e ela merece muito mais do que um macaco velho sujo de graxa e quebrado. Então fico aqui, observando-a. Sentado um pouco distante das mesas de que ela cuida. Tudo isso com um propósito.
Se eu fosse fazer o que quero, a jogaria sobre meu ombro, levaria seu traseiro para minha casa e ela nunca mais iria embora. Eu provavelmente a amarraria a minha maldita cama.
Uma imagem de Lola presa à minha cama e completamente nua vem à minha mente. Meu pau pulsa com a imagem. Ela teria que depender de mim para tudo. Eu seria o único a alimentá-la, banhá-la... escovar seu cabelo. Ela ficaria completamente à minha mercê, forçada a me pedir o que quisesse ou precisasse. Talvez até tivesse que implorar.
Eu poderia ter gemido com aquela imagem, com os pensamentos sujos que estavam passando em minha cabeça.
Somente a ideia é tão potente que sobe à minha cabeça como uma droga. Uma das garçonetes sem nome traz minha garrafa habitual de Bourbon e um copo. Ela tenta jogar conversa fora, mas eu a ignoro. Só estou aqui por uma razão e não é ela.
Meu olhar está colado ao traseiro de Lola, redondo, apertado e excitante, moldado contra o shortinho jeans que parecia ter sido pintado em seu corpo. Eu tomo minha primeira bebida, tão irritado que minha mão literalmente treme. As bochechas de sua bunda estão aparecendo na parte de trás de seus shorts. Posso ver literalmente a curva que leva ao paraíso - o que significa que todos os fodidos aqui podem vê-la também.
A visão fica ainda melhor quando ela se vira. O top preto e apertado que usa abraça aqueles peitos dela como uma segunda pele. Toda vez que dá um passo, balançam e fazem esta dança sedutora que prende os olhos de um homem. De jeito nenhum ela está usando um sutiã. A velocidade do meu ritmo cardíaco e minha fodida respiração aumentam quando me pergunto se eu poderia ver seus malditos mamilos se ela estivesse mais perto. Eu aposto que poderia e aposto que eles são pequenos e ficariam duros para mim. O tipo de mamilos que um homem poderia envolver sua língua e chupar com força, deixando-os vermelhos antes de mordê-los e permitindo que a emoção da dor explodisse sobre seu corpo.
Eu me forço a tomar outra bebida e a contar de cinquenta para baixo. Lembro-me de todas as razões pelas quais eu não deveria tocar Lola Webb. Faço tudo isso enquanto meu corpo está me lembrando que não fodi uma mulher há mais de um ano, porque a que meu pau parece querer é a única que estou tentando negar a mim mesmo.
Maldito inferno...
Lola:
Por que pensei que esta noite seria diferente, eu nunca vou saber. Ryker passa toda a noite bebendo uma garrafa de Bourbon, olhando para mim, mas sem fazer nada. É o suficiente para deixar uma garota louca.
- Porra, olá, veja para onde você está indo! - Tina, a outra garçonete que trabalha comigo, grita. Eu olho para cima, a tempo de evitar trombar com ela.
- Desculpe, Tina. Eu estava distraída.
- Você estava fodendo com os olhos o Sr. Gostoso, chocante, e problemático ali. - Ela murmura. Eu tentaria negar isso, mas não há muito que possa dizer.
- Eu deveria simplesmente desistir. - Lamento, me sentindo completamente fora da minha zona de conforto e frustrada. O homem incendeia o meu corpo apenas com um olhar. Posso dizer que ele me quer.
Por que ele não faz nada sobre isso?
- Você deveria, mas só porque ele é muito velho para você. - Responde Tina. - Você precisa deixar homens como Ryker para mulheres como eu. Ele te assustaria até a morte. Fique com os meninos da sua idade antes de tentar ter um homem assim entre os seus lençóis. Porra, Ryker provavelmente faria você fugir no momento em que ele tirasse o pau para fora.
Eu tenho que literalmente me impedir de rosnar para ela.
Se ela soubesse como eu estava apaixonada por Ryker, pensaria que estou louca. Inferno, talvez eu esteja. Amo esse homem desde os dezesseis anos e rezei e rezei para que me notasse. Ainda me lembro do dia. Eu tinha acabado de completar dezesseis anos e a porcaria do carro da minha mãe precisava de reparos. Ela estacionou-o na garagem de Ryker e conseguiu que ele arrumasse seus freios. Ela tentou pagá-lo por consertar seu carro - e no mundo da mãe isso não incluía dinheiro. Ainda me lembro do quão atordoada fiquei quando ele a rejeitou.
- Eu não reparei os malditos freios por você. Sua garota deve estar segura e ter alguém cuidando dela. - Ele encolheu os ombros, ignorando-a. Mas seus olhos escuros, quase negros, olharam diretamente para mim. Parecia que seu olhar me penetrava, me marcando por dentro.
Até aquele momento, ninguém realmente tinha se importado comigo. Minha vida consistia em encontrar um emprego e trabalhar todas as horas que pude, tentando terminar a escola e ficando fora do alcance dos perdedores excitados que Etta Mae - minha mãe - trazia para casa.
- O que você quer dizer com "me assustar"? - pergunto a Tina, saindo das minhas lembranças do passado.
- Dizem que o homem é uma aberração no quarto e tem um pau enorme.
Eu nem vou comentar sobre a parte do pau. - Uma aberração?
- Viu? Isso é prova de que você não está preparada para um homem como ele. Dizem que ele gosta de sexo em público, chicotes e cordas, e qualquer outra coisa que um homem possa pensar em usar. - diz ela.
Sinto meus olhos revirarem ao imaginar o que Tina acabou de dizer. Eu imediatamente imagino Ryker assumindo o controle do meu corpo. Eu olho para a multidão. Meu olhar cai em sua mesa. Ele está olhando diretamente para mim - isso não pode ser minha imaginação.
Eu me imagino caminhando até ele e tirando a minha roupa, exigindo que ele me foda lá com todos nos observando. Eu nunca faria isso, mas a fantasia me faz ficar molhada e me dá um calor que não posso explicar. Eu posso sentir o interior das minhas coxas liso com minha excitação. O que ele faria? Ele me foderia logo na frente de todos? Ele finalmente me reivindicaria de todas as maneiras que sonhei ao longo dos anos?
- Oh. - Eu sussurro maliciosamente, meu corpo tão animado que o resto do meu turno pode se tornar um problema.
- Tire-o da sua mente, menininha. Você não é o tipo dele. - Ela diz e depois ri, fazendo-me sentir como uma idiota.
Se fosse assim tão simples.