No meio do tiroteio, Miguel ao ver seu irmão e pai sendo mortos, começa a correr para longe dali, conseguindo sair da Comunidade se distanciando, um pouco longe já ele percebe a aproximação de um carro, imediatamente Miguel se esconde de baixo de um carro abandona na rua e tenta segurar a respiração já que estava bem ofegante daquela correria, após o carro passar ele sai de seu esconderijo e começa a caminhar.
Após um dia caminhando e matando alguns infectados pelo caminho, comendo o que encontrar por aí, ele finalmente chega em uma instalação grande com muros altos cercando o lugar com pessoas armadas no portão que era feito de aço, uma delas se aproxima de Miguel e fala.
- Finalmente voltou. Onde estão os outros?
Miguel ofegante e cansado diz.
- Preciso falar com To...Metatron.
- O que aconteceu?
- Só com ele mesmo, é importante!
- Ok. Entre.
Ao entrar lá haviam pessoas orando em seus quartos, a instalação tinha vários, pessoas abençoando suas armas, outras gritando de dor já que estavam sendo crucificadas sem dó, outras recarregando as armas que na sua maioria eram fuzis e no pátio do lugar vários caminhões de lixo, chegando perto do quarto principal, na porta tinha um homem de braços cruzados com uma grande franja, então Miguel diz.
- Tenho que falar com ele.
O homem lhe respondeu.
- Miguel você sabe que quando ele está no harém, ninguém pode perturba-lo.
Miguel se aproxima do homem ficando cara a cara e diz.
- É extremamente importante, Gabriel!
Gabriel olha ao redor e pergunta.
- Onde estão Caio e Rafael?
Miguel responde nervoso.
- Mortos! Culpa daquela putinha e daquele preto!
Gabriel surpreso diz.
- Mortos? Como? O que vocês fizeram de errado?
- Fizemos tudo conforme o plano, mas o motoqueiro tinha armas escondidas que não estavam no arsenal, mas consegui sair vivo, minha família não teve a mesma sorte, por isso preciso falar com Metatron!
-Vou entrar contigo Miguel.
-Ok.
O garoto já ia entrando quando Gabriel o segura pelo braço dizendo.
- Ei!!! Você esqueceu que se tiver que entrar no harém tem de usar os falsos olhos?
- Eu ... tinha esquecido, estou ansioso com a situação, me dê eles.
Gabriel pega duas vendas com olhos desenhados, ambos colocam sobre os olhos e entram vendados num quarto iluminado apenas por velas e no centro uma cama onde uma orgia estava acontecendo com cinco pessoas, quatro mulheres e um homem, Gabriel e Miguel se ajoelham perto da cama e entre gemidos Gabriel fala.
- Metatron. Eu...
O homem fala interrompendo Gabriel enquanto fazia sexo na cama.
- Já não te falei para não me perturbar, Gabriel?
- Perdão senhor, mas Miguel retornou com más notícias.
- Miguel retornou? Garotas saiam.
As mulheres saem da cama e vão embora do local.
O homem se levanta se cobre com uma toalha em volta da cintura, e chega perto dos que estavam ajoelhados e fala.
- Miguelzinho, me conte sobre as boas novas!
Então Miguel começou a falar.
- Senhor Metatron eu...
O homem interrompe dizendo.
- Não precisa ne chamar assim aqui, estamos só nós três, em família!
Miguel engole a seco e diz.
- Tom...meu pai e irmão estão mortos!
Tom fica surpreso e fala.
- Tirem os falsos olhos.
Eles retiram as vendas e Tom continua.
- E o plano? Foi concluído pelo menos?
Miguel excita um pouco antes de dizer.
- Não. A putinha e o motoqueiro os mataram, eu consegui fugir.
Tom vai passando a mão na barba e cabelos ruivos em sinal de nervoso, sorrindo e olhando fixamente para Miguel que estava de cabeça baixa e sem esperar Tom bota um sorriso em rosto com poucas sardas e começa a rir muito e fala.
- Eles são fortes, veremos o quanto. Gabriel!!!
- Senhor. -Falou enquanto se erguia.
- Não vamos mais entrar em contato com eles, não por enquanto. Vamos realizar o plano nos outros grupos que encontrarmos e só vamos nos armar ainda mais, vamos ficar mais fortes. Gabriel lidere o próximo ataque a outro grupo.
- Sim!
- Pode sair, vou falar a sós com Miguelzinho.
Após Gabriel sair e Miguel ficar de pé, Tom se direciona a ele e fala.
- Como você falharam?
- Estava indo tudo certo meu pai até comeu aquela putinha para conseguirmos a chave do arsenal, mas o preto desgraçado tinha armas em casa e nos pegou de surpresa!
- Filho da puta esperto, -suspiro- bom teremos que dar o troco da pior forma, não só os matar todos de uma vez, isso não será o suficiente.
Tom começa a se trocar botando uma calça jeans vermelha e uma jaqueta de couro vermelha com uma cruz nas costas e por fim um colar com pingente de cruz no pescoço.
- Eles vão sofrer. -Disse Tom.
- Posso te pedir um favor?
- Diga Miguel.
Miguel olha no fundo dos olhos castanhos de Tom e fala.
- A putinha de coque e o motoqueiro negro são meus e só meus -começa a sorrir como um psicopata- pela minha família!
Tom chega bem perto do garoto coloca sua mão na nuca de Miguel e encosta sua testa na dele dizendo.
- É por isso que eu gosto de você Miguelzinho, eles são todos seus!
Ambos começam a sorrir até Tom o soltar e dizer.
- Agora vá descansar um pouco, você merece meu Arcanjo.
- Ok.
Miguel sai do quarto e vai para um dos cômodos do lugar e Tom, antes de sair também vai até sua mesa e se senta nela pensativo, ele pega um cubo magico e começa a tentar montá-lo e em poucos minutos ele o termina e coloca de volta em cima da mesa, sai do aposento e vai fazer uma caminhada pelo lugar com um estranho sorriso no rosto, até que dois guardas aparecem segurando um homem pelos braços enquanto ele se debatia então um dos guardas fala para Tom.
- Senhor esse cara estava andando ao redor do Éden.
O homem se debatendo fala.
- Por favor eu só estava passando, por favor eu não quero machucar ninguém, por favor me deixe ir!
Tom chega perto do homem e fala.
- E se você estiver mentindo? E se for um espião?
O homem estava assustado e com muito medo, então disse:
- Eu não sou de nenhum grupo, eu juro, jamais faria algo com alguém muito menos vocês, olha esse grupo e eu vi as pessoas crucificadas, por favor não me coloque neles só me deixe ir eu lhe imploro senhor!
Tom põe o dedo indicador na frente da boca e fez.
- Shhhh, eu não vou te colocar nas cruzes, acalme esse coraçãozinho.
Tom pegou sua própria mão e fez um pequeno corte, ao passar o dedo no sangue e fazer uma cruz na testa do indivíduo, ele disse:
- Está mais calmo agora?
O homem em pânico diz.
- Por que você fez isso?
- Eu ensinei para minha filha que, se ela quiser se sentir mais próxima de mim, era só desenhar uma cruz em sua testa e estaremos ligados, pai e filha, no seu caso você está ligado agora com seu criador, -Tom olha para os guardas- soltem os braços dele, -eles o fazem e Tom volta seu olhar para o homem- você não vai para as cruzes.
Tom se levanta puxa sua arma que estava na cintura, aponta para a cabeça do indivíduo e puxa o gatilho antes que ele pudesse ter qualquer reação.
- Tirem eles daqui, temos problemas maiores, se aparecer outro matem sem me perturbar. Ok?
Os guardas concordam assim retirando o corpo do local e Tom volta a caminhar pelo Éden, enquanto isso Gabriel começa a preparar as coisas para o ataque a outros grupos na lista e Miguel vem falar com ele.
- Ei Gabriel quando entraremos em contato com o outro grupo?
Ele joga a franja para a esquerda e fala.
- Daqui uma semana porquê?
- Eu quero ser um dos três!
Gabriel o olha e diz.
- Certeza? Você já falhou em uma e...
- Por isso mesmo, quero provar meu potencial ao Tom. Por favor Biel.
Gabriel hesita um pouco e fala.
- Está bem Miguel só não vacila dessa vez beleza?
- Eu não vacilei, foi o puto do meu pai!
- Que seja.
- Obrigado pela oportunidade Biel.
- Foi nada cara, -eles se cumprimentam- temos que nos ajudar, na bíblia somos irmãos. você é agora meu irmão mais novo Miguel, já que está sem família.
- Ei Gabriel, sem essas viadagens.
Gabriel dá risada e um soquinho no braço de Miguel dizendo.
- Estou brincando bobão, já não basta ter que cuidar de tudo por aqui, não quero ter que cuidar de adolescente.
- Posso ser mais novo, mas sei me cuidar, obrigado pela preocupação.
Ambos dão risadas e Miguel fala.
- Mas valeu pela oportunidade, o plano será um sucesso, garanto isso!
- Esperamos que seja mesmo!
Então, após essa conversa a semana passou rápido, Miguel e mais dois estavam prontos pra saírem no ataque quando Tom veio falar com ele.
- Ei Miguel, onde pensa que vai?
- To...Metatron, pedi para Gabriel deixar eu ir, para me redimir da última falha.
Tom passa a mão na cabeça e diz.
- Ok. Mas dessa vez -pós a mão dentro da camisa branca que estava usando e retirou do pescoço o colar com pingente de cruz- é meu amuleto da sorte, leva e traz de volta em? Se perder ele eu te mato!
Tom deu várias risadas e Miguel disse.
- Pode deixar senhor, eu o trarei.
Então se foram e Tom ficou no portão olhando, até que Gabriel chegou do seu lado e disse:
- Metatron, por que perguntou isso a ele se eu já tinha comunicado ao senhor?
- Ah Gabriel, ele é jovem e jovens são instáveis, só queria saber se ele ia ser honesto e ele foi, pro bem dele espero que continue assim, agora que perdeu o pai e o irmão, ele está fragilizado, eu e você teremos que tomar conta dele ok?
- Sim.
- Vamos entrar agora.
Eles adentram no Éden e a caminhonete segue seu caminho com Miguel e outros dois jovens um pouco mais velhos e o que estava dirigindo disse:
- Eae Miguel, está pronto pra volta para a matança?
Miguel estava no banco de trás olhando o pingente que Tom havia lhe emprestado e disse com uma voz calma.
- Sim Toledo e você?
- Nasci pronto pra isso, -Toledo olha para o banco do lado- e você Kevin? Como está?
Ele suspira e fala.
- Normal.
Toledo olha para Kevin e fala.
- Que falta de empolgação é esse meu amigo, vamos animar isso aí!
Toledo faz umas brincadeiras com a caminhonete jogando-a de um lado para o outro em alta velocidade, atropelando alguns infectados no caminho então Kevin, não gostando muito, mas com um pequeno sorriso no rosto disse.
- Ei cara para com isso, está querendo morrer?
- Animação Kevin, vai que você consegue fazer igual o pai do Miguel e come uma gata antes de matá-la!
Miguel se divertindo com as manobras que Toledo havia feito, arruma o cabelo o jogando para trás e disse:
- É Kevin, tenta se divertir antes de chegarmos lá, por mais que eu não goste do meu pai ele aproveitou.
Kevin suspira e fala com um sorriso no rosto.
- Beleza então, acelera isso aí, tem uns infectados a frente.
Toledo sorrindo fala.
- Aí sim meu garoto, se segurem!!!
Ele acelera e atropela mais alguns infectados, Miguel via seus amigos sorrindo e felizes, naquele momento ele também estava feliz, mas era uma felicidade momentânea, ao fim da brincadeira, um pouco distante da comunidade que seria o alvo deles, eles param a caminhonete e a escondem com vegetação e outras coisas que acharam, indo para a entrada da comunidade, já com caras sérias, um homem de lá os avista e fala.
- Vocês aí parados! O que querem? -Perguntou de dentro da pequena comunidade.
Eles estavam com as mãos erguidas e Miguel disse
- Somos apenas três amigos, estamos precisando de um lugar pra ficar, você sabe como o mundo está uma merda!
O homem responde com rispidez.
- Desculpem garotos, não estamos aceitando pessoas, temos poucos recursos e além do mais não estou na liderança.
- Eu posso falar com ele?
O cara olha bem para eles e fala.
- Acho melhor vocês irem embora.
Os companheiros de Miguel olham pra ele e o mesmo se sente pressionado, então ele força o chora, abre os braços e fala com lágrimas nos olhos.
- Então pode pegar essa pistola que está segurando e atire em mim, bem no peito!
O homem fica surpreso e fala.
- O que você disse?
- É isso mesmo, não nos deixando ficar está nos matando, então faça isso logo me dê um tiro pois eu e meus amigos não queremos mais sofrer aqui fora!!!
Os outros dois abrem os braços assim concordando com Miguel, nessa hora Toledo fala.
- É melhor morrer por um tiro só, do que mutilado por essas coisas aqui fora!
O homem fica em choque e Miguel dá um grito chorando.
- NÃO QUEREMOS MAIS SOFRER!!!
Com isso o homem se sensibiliza e os deixa entrar.
- Olha só, eu vou lhes dar uma chance para falar com ele, sei como é ficar aí fora desemparado, além do mais vocês são só garotos.
Eles acompanhavam o homem até o lugar onde o líder ficava e Miguel disse limpando as lágrimas.
- Obrigado. Você não tem ideia do que passamos.
- Eu imagino.
Eles chegam ao líder que era um homem velho, o cara do portão fala com o velho primeiro e então olhando seriamente para Miguel e os outros ele pergunta.
- Meu homem falou que vocês estão à deriva.
- Ele está certo, só precisamos de um lugar pra ficar.
- Qual seu nome filho?
- Miguel. E o seu?
- Christian, nosso grupo não é muito grande como pode ver, então não temos muitos recursos e...
Miguel o interrompe dizendo.
- Eu imploro ao senhor que nos deixe ficar, eu e meus amigos podemos ajudar nos recursos, vejo que o senhor está velho e precisando de corpos jovens pra fazer seu grupo prosperar, nos ajude que o ajudamos!
O homem fica pensativo e nesse momento uma garota com mais ou menos a mesma idade que Miguel entra na sala gritando.
- PAI!! Você não pode deixá-los lá fora, o mundo está horrível e como ele disse: pode nos ajudar e você está precisando!
- Rebeca, estou conversando eu resolvo isso!
- Eu estava perto quando esse garoto conversou com Josué, você estará os matando se não deixar eles ficarem!
Christian passa a mão na careca e diz.
- Está bem, está bem, vocês podem ficar, mas terão que trabalhar para trazerem suprimentos ok?
Miguel já com um pequeno sorriso no rosto fala.
- Ok, -chegou perto de Christian- não vai se arrepender meu velho.
Rebeca ao sair da sala feliz, dá uma piscada de olho para Miguel, então após serem aceitos no grupo, eles saem em uma ronda para buscar suprimentos.
- Que sorte tivemos -Toledo disse- ela parece ter gostado de você Miguel.
- Pode ser, na verdade, se for isso nosso plano vai de bom para excelente!
Assim, após matar alguns infectados eles chegam na caminhonete que vieram, ela estava cheia de suprimentos, tudo parte do plano, então Miguel fala.
- Peguem poucos, eles têm que achar que encontramos isso por aí, essa ideia do Metatron foi uma boa.
- Conseguimos suprimentos fáceis e a confiança dessas ovelhas. -Disse Toledo.
- Isso, agora vamos tenho que fazer uma visita para a senhorita Rebeca.
- Vai lá Miguel, -disse Kevin- imagina ela fica do nosso lado?
- Seria ótimo, mas o plano e matar todos no final.
- Isso! -Disse Toledo- só não vai se apaixonar em Miguelzinho.
Toledo e Kevin dão risadas e Miguel responde calmamente.
- Jamais! é tudo pelo plano.
- Sim, agora vamos voltar. -Disse Toledo todo animado.
Então eles retornam com os suprimentos e Christian vem todo feliz falar com Miguel.
- Conseguiram até bastante, estou orgulhoso, meu pessoal só conseguia metade disso e olhe lá, ainda bem que te aceitei filho, vejo um grande futuro agora.
- Obrigado meu velho, eu e meus companheiros temos um certo dom pra achar coisas boas.
Miguel repara que Rebeca estava lhe olhando, assim eles guardam as coisas e anoitece, Miguel vai atrás de Rebeca que estava em cima do telhado de uma casa, ela não havia percebido sua presença, então ele a chama.
- Ei você ai de cima!
A garota olha e repara que é Miguel e fala toda acanhada.
- O-Oi.
- Você é a...?
A garota toda envergonhada responde.
- R-Rebeca, e você garoto novo?
- Miguel, o que está fazendo aí em cima?
- Vem aqui pra você ver, atrás da casa tem umas caixas que dá pra você subir.
Miguel o faz e ao chegar do lado de Rebeca fala.
- Então, o que tem de tão legal ficar aqui?
- Olha naquela direção -a garota apontou o dedo- daqui dá pra ver a cidade queimando, eu sei que é triste, mas eu acho bonito o fogo de noite, acho que sou meio doida. -Risos.
- Realmente é bonito, é impressionante como algumas chamas ainda estarem acesas, acho que também sou meio doido.
- As pessoas devem reacender, por puro caos.
Miguel olha estranho para a garota, mas volta o olhar para as chamas e diz.
- Pois é.
Rebeca se vira para Miguel toda sorridente e fala.
- Mas agora que você me achou no meu lugar preferido, me diga de onde você e seus amigos são?
- Só andando, nunca moramos num lugar por mais de um dia, -olhou para ela e sorriu- as pessoas são perigosas, não dá pra confiar sabe?
- Pois é, ainda bem que vocês nos acharam, vai ficar né?
- Bem capaz, está difícil de viver lá fora.
- Fico feliz em ouvir isso!
- Por quê?
A garota responde meio envergonhada.
- Sei lá, quando vi vocês, ou melhor você, tive uma boa impressão sabe? Tipo um instinto, por isso te apoiei e ao saber que seu nome é Miguel tive certeza, é nome de anjo você sabe né?
Miguel responde com um pequeno sorriso no rosto.
- Sim eu sei, estou surpreso desse seu "instinto" -risos- gostei.
- Pois é, acho que acertei.
Miguel ri e ao olhar para Rebeca, a mesma passa a mão em seus cabelos e fala.
- É loiro natural? Ou você pintou antes de tudo isso acontecer?
Miguel responde enquanto ela acariciava seus cabelos.
- É natural.
- Seus olhos são azuis como o mar, você é realmente um anjo. -Risos envergonhados.
Miguel ao rir passa a mão nos cabelos pretos e cacheados da moça dizendo.
- Minha mãe também tinha cabelos cacheados, sempre os achei lindos.
Rebeca envergonhada diz.
- Vou entender como um elogio.
- Mas foi!
Ambos riem e de repente, Rebeca agarra o braço de Miguel, encosta a cabeça em seu ombro, o mesmo fica extremamente arrepiado e a garota fala.
- Sabe, não sobraram muitas pessoas no mundo, principalmente pessoas boas!
- Pois é.
A garota olha para o céu e fala.
- Ei olhe pro céu -ambos fazem isso- está tão cheio de estrelas, nunca vi tantas.
- A poluição deu uma diminuída. -Disse Miguel admirando o céu estrelado.
- Acho que esse fim do mundo foi bom, podemos ver as estrelas agora, são tão lindas!
Miguel olhando aquele céu estrelado e extenso enquanto ouvia a doce voz da garota, sentiu algo, um arrepio e por um segundo se perdeu naquela imensidão azul. Até que Rebeca o acorda do transe dizendo.
- Ei! Ficou hipnotizado?
- Ah? A, sim um pouco, eu acho.
A garota ri e diz.
- Normal, também fico as vezes.
Ambos ficam ali a noite toda conversando e olhando a linda noite. Ao amanhecer Miguel continua ajudando o grupo carregando e recarregando armas, conversando com todos principalmente Rebeca, ficando cada vez mais próximo do grupo até que, após alguns ele sai com seus companheiros para pegar mais coisas e Toledo diz.
- Eae Miguel? Como está indo?
- Está indo tudo bem, já estamos com bastante confiança.
- Eu vi, e a garota?
- O que tem ela?
- Vocês estão bem juntos.
- Faz parte do plano, idiota.
- Só não se apaixona em? Lembra, ela é só uma vadiazinha.
Miguel fica um pouco sério e Toledo continua.
- Na hora do tiroteio, vai ser você quem vai matar ela? Parece que você se aproximou de mais da vadia -risos- deixa que eu mato e eu sempre curti sexo ao barulho de tiros.
Toledo e Kevin dão muitas risadas até que Miguel abre um sorriso e vai até Toledo e o mesmo fala.
- Que foi Mi...
Miguel desfere um soco bem na cara dele que o derruba no chão e Kevin grita.
- Que porra é essa Miguel?
Miguel pega no colarinho da camisa de Toledo e fala olhando nos olhos do parceiro.
- Você não vai fazer nada ok? Só pega as armas e dá o sinal como combinada, TA ME ENTENDEDO?
Assustando ele responde.
- Si-sim Miguel, calma, foi só brincadeira.
- Ótimo, -solta a camisa dele- na hora eu vou acabar com ela sem sofrimento, não somos animais para ficar barbarizando, vamos fazer o plana e só!
Kevin ajuda Toledo a se levantar e ele sangrando pela boca fala olhando fixamente para Miguel.
- Beleza Miguel, Beleza!
Eles terminam de pegar os suprimentos e Miguel fala.
- Vamos!
Ao voltar com os suprimentos eles os colocam num quarto que adaptaram como dispensa, Miguel, sem pensar duas vezes vai até o lugar onde sempre se encontra com Rebeca, mas ela não estava no telhado, então ele começa a chamar pelo seu nome, até que a garota pula de cima da árvore que havia ali perto e dá um susto em Miguel, rindo muito a garota disse:
- Te assustei anjo? Você devia ver sua cara!
Miguel ri sarcasticamente e fala.
- Assustou nada, eu estou de boa.
- Estava preocupado comigo anjo?
Miguel hesita um pouco antes de falar.
- Ah...um pouco, sabe como mundo está um perigo.
- Obrigada pela preocupação anjo. Se vai subir?
- Primeiro você.
Após subirem e como de costume Rebeca ficar abraçada com Miguel e fala.
- Hoje não tem fogo.
- Já era hora de apagar, fazem uns dias que estava queimando.
- É. Vai, me fala quantos relacionamentos você teve antes do fim do mundo?
-Ah, você quer falar disso?
- Claro anjo, quero te conhecer.
- Ok. Só um.
Rebeca fica surpresa com a resposta e fala.
- Nossa! Um anjo desse só com um?
- Meu pai sempre me prendeu e a meu irmão também, dentro da nossa própria casa.
- E onde está seu irmão?
- Foi morto por pessoa e horríveis, bem na minha frente, não faz muito tempo isso.
- Nossa, meus pêsames.
- Está tudo bem.
- Agora me conte essa história do pai de vocês, por que ele não deixa vocês saírem de casa?
- Ele era policial, por isso vivia com medo de alguém machucar eu ou meu irmão querendo atingi-lo de alguma forma, nisso ele nos privou de muita coisa para nossa segurança, só consegui algum relacionamento aos 17 no último ano na escola durou um mês apenas.
- Por quê?
- Não soube lidar, era minha primeira vez em um namoro, foi meu primeiro beijo também, -ele sorri- provavelmente ela deve ter achado horrível.
- Ah não se cobre muito, era seu primeiro. Então quer dizer que você nunca.... fez?
- O que? -Ele demora um pouco pra entender- aaaaah entendi, não.
- Nossa!! Minha visão de você era tão diferente.
- Pois é, as vezes as aparências enganam, mas em compensação ele nos ensinou a atirar muito bem, parece que já previa esse apocalipse. E você? Quantos foram antes disso?
- Uns três.
- Legal, melhor que eu pelo menos.
- Só se for no número, porque todos eram escrotos, nenhum era igual a você e por isso temos algo em comum.
- O que?
Rebeca envergonhada diz.
- Eu também nunca fiz.
Miguel surpreso fala.
- Sério?
- Sim.
- Uau, somos parecidos então. Mas por que você disse que eles eram escrotos?
- Eles não me tratavam bem, só ligavam pra mim pra falar de sexo, na cabeça deles eu era algum tipo de objeto, mas você não, você fala comigo, nós conversamos e eu gosto da sua presença, me sinto segura!
Miguel fica todo vermelho e Rebeca se deita no telhado falando.
- Vem. Assim dá pra ver melhor as estrelas.
Miguel o faz e ela pega em sua mão ele sente senti aquele arrepio de novo, então a garota fala.
- O que você acha que vai acontecer no futuro?
- Como assim?
- Tipo, sobre esse apocalipse, esses infectados, o que você acha que vai acontecer daqui uns anos?
- Não sei, sinceramente, ultimamente eu não ando sabendo de muita coisa
Ela olha para Miguel enquanto o mesmo está novamente hipnotizado pelo céu estrelado, ela se aproxima do ouvido do garoto e fala baixinho.
- Ei, olha pra cá.
Miguel vira a cabeça para a moça e ela passa mão em suas bochechas indo até os cabelos e fala.
- Também estou um pouco perdida, mas se no futuro eu estiver com você, estarei bem.
- Você acha? Rebeca eu...
- Shhhh.
Ela põe o dedo na frente da boca dele fazendo sinal de silencio e ao retirar ela o beija, ao terminar ela fala.
- Seu segundo beijo, o que achou?
Miguel abre um pequeno sorriso e diz.
- Foi perfeito!
Ambos extremamente felizes naquele telhado, abraçados conversando coisas bobas como a noite, pela primeira vez na vida, Miguel se sentia em paz, como se mais nada importasse, mas ele sabia o que estava chegando e completamente perdido em sentimento de razão e amor, não estava mais tão de acordo com o plano e na manhã seguinte, Miguel foi falar com Toledo.
- Toledo. Eu fiquei pensando sobre o plano e...
- O que? Já está quase chegando o dia.
-Eu sei, mas e se não for o certo?
- Como assim Miguel? Você está louco? É isso que o Metatron mandou então é obvio que está certo!
- E se ele estiver errado? Essas pessoas, não acho que elas mereçam morrer e se pularmos esse grupo e partimos pro próximo?
Toledo estranha o comportamento do parceiro e fala
- É aquela vadiazinha né?
Miguel estende o dedo apontando para a cara de Toledo e fala bravo.
- Ela não é isso!!!
- Sabia, você se apaixonou de mais, você não pode fazer nada para parar o plano, só mata lá, o Juízo Final é daqui três dias, fique pronto e de um fim nesse relacionamento, são apenas mentiras Miguel, você pode ter qualquer mulher do Harém depois daqui.
- Tem que ter um jeito e... tipo ela não é qualquer uma.
- Metatron irá matá-la se a levar para o Éden!
Miguel começa a entrar em desespero.
- Não. Tem que ter um jeito!
Toledo já bravo diz.
- Para de ser viadinho Miguel, as coisas são assim e você sabe, só não enche mais meu saco e fique pronto!
Toledo se vai e Miguel está mais perdido do que nunca, ele começa a andar pensativo até que dá de cara com Christian, ele fala.
- Boa tarde meu velho.
- Boa tarde Miguel.
Miguel já ia passar batido quando Christian o chama.
- Ei filho, percebi que está cabisbaixo, aconteceu algo?
Miguel para de andar e fala.
- Não, está tudo bem!
- Certeza?
Miguel se vira para ele e fala.
- Mais ou menos.
Christian abre um pequeno sorriso e fala.
- Entendi, vamos dá uma volta Miguel?
- Pra que?
- Conversar um pouco, andar e falar dos problemas pode ajudar sabia?
Miguel hesita um pouco, mas acaba cedendo.
- Ok, vamos.
Eles começam a caminhar e Christian fala.
- Então, o que te incomoda Miguel?
Miguel respira fundo antes de responder.
- Indecisão meu velho, maldita indecisão!
- Na sua idade isso é normal filho, eu também era muito indeciso, com o que você está indeciso?
- Algumas coisas pessoas, desculpa falar assim, mas...
O velho riu e disse tocando no ombro de Miguel.
- Relaxe meu jovem, sei bem como é e acho que sei o que é, se trata de minha filha né?
Miguel fica surpreso e fala.
- Ah...também, como o senhor sabia?
Mais uma vez o velho ri e fala.
- Eu vi como ela te olhou quando você chegou, e eu também reparei como vocês conversam bastante, é uma coisa normal Miguel, só tem que deixar acontecer, você é uma boa pessoa, desde que chegou aqui só evoluímos, trouxe muitos suprimentos, alegra os dias da minha filha, é bom para proteger nosso pequeno grupo com suas habilidades.
Miguel extremamente surpreso diz.
- É verdade? Tipo, tudo isso que você diz?
- Claro meu jovem, te aceitar foi minha melhor escolha, lógico que teve um empurrãozinho da minha filha, mas te dei uma chance e você não me decepcionou, eu e todos do grupo estamos felizes por te ter aqui Miguel.
Miguel segurava o choro e falou.
- Não deveriam, eu já fiz muitas coisas ruins!
Christian põe suas mãos nos ombros de Miguel, ficando assim cara a cara com ele e disse:
- Todos nós já fizemos, hoje em dia, fazer essas coisas é normal para a nossa sobrevivência, não se culpe pelo o que aconteceu, é como eu sempre digo: erros do passado não podem afetar negativamente quem queremos ser no futuro!
Miguel fica completamente em choque com aquelas palavras e Christian continua.
- Errar no passado e se arrepender, é a melhor coisa, te muda, te deixa melhor, eu fui assim.
Eles voltam a caminhar e Miguel fala.
- O que aconteceu com o senhor?
Os olhos de Christian começam a lacrimejar e ele fala.
- Antes do apocalipse, eu não era esse bom velhinho que você vê hoje, vidas que eu tirei, vidas que eu deixei serem levadas, simplesmente por dinheiro, eu era traficante de órgãos, retira das pessoas que estavam precisando para vender para outras, quem pagasse mais eu vendia sem pensar no outro, até que um dia minha esposa precisou fazer um transplante de rim, eu me garanti no dinheiro que tinha, mas Deus me deu uma lição, a carga de rins havia sido roubada, eu corri atrás dos meus contatos para achar algum, mas tudo em vão, meus "parceiros" não me atendiam mais e isso trouxe a morte para minha esposa, as vidas que foram perdidas por conta da minha ganancia sem fim, a dor que eu levei indiretamente para essas famílias, voltou para mim levando minha esposa, aprendi com meu erros e nunca mais voltei para esse ramo, mudou minha vida, usei meu dinheiro para ajudar nos hospitais e ajudar na segurança contra esses ladrões de vidas, me arrependo de tudo e hoje sou um homem melhor do que jamais fui, quando você faz coisas ruins, de uma forma ou de outra elas voltam pra ti, igual as boas, você apareceu e melhorou nosso grupo e trouxe o sorriso para minha filha!
Miguel estava sem palavras, não se aguentou e derramou lágrimas e ao limpá-las passando o antebraço disse:
- Sua história é incrível, obrigado por me dar atenção, acho que agora eu sei o que devo fazer.
Miguel percebe que a noite já estava chegando e disse:
- Agora eu tenho que ir meu velho, mas valeu pelos conselhos.
Christian dá um abraço em Miguel e fala.
- Você é um bom rapaz, vai escolher o melhor, vai lá encontrar minha filha.
Miguel fica surpreso por ele saber que estava indo ao encontro de Rebeca no telhado, o abraça de volta e se vai. Chegando no telhado e ficando lado a lado com Rebeca ela diz.
- Ei anjo, você está muito estranho hoje, está calado o que aconteceu?
- Estou só pensando no que seu pai me disse.
- O que ele disse?
- Coisas que me fizeram pensar, eu estava indeciso hoje e ele tentou me ajudar, mas preciso saber de você, nossos sentimentos, o que estamos vivendo nesses últimos dias, é real?
Rebeca fica surpresa e dá um sorriso dizendo.
- É claro que é, você é perfeito, simpático e um pouco doido igual a mim. Por que essa pergunta? Eu não estou entendo.
- Por nada, você é praticamente meu primeiro amor então é tudo novo, mas fico tão feliz de ter te encontrado nesse mundo destruído.
- Destino é assim mesmo anjo, está melhor agora?
Miguel com um sorriso no rosto diz.
- Sim!
Rebeca dá uma risada meio doida.
- Você me deixou um pouco preocupada vai ter que me dar um beijo de consolação.
- Sem problemas baby.
Ambos riem e se beijam, mas começa a chover muito, eles riem mais ainda e se beijam mais também, até que Rebeca diz.
- Vamos para minha casa!
- Ok!
Eles descem já encharcados e vão correndo para a casa da garota.
- Onde está seu pai? Perguntou Miguel.
- Na casa do Josué, resolvendo sei lá o que, estamos tão molhados -risos- tem umas toalhas no meu quarto.
Subiram as escadas até o quarto e quando Rebeca da umas das toalhas para Miguel ele se vira de costas e tira a camisa encharcada, Rebeca vê em suas costas algumas cicatrizes.
- O que é isso?
Quando ele se vira de frente para ela, a garota percebe que também tem umas duas no peito e Miguel fala.
- Era um dos ensinamentos do meu pai, quando tudo começou ele queria que eu e meu irmão fossemos fortes então trouxe dois caras amarrados e pediu pra gente os matar.
Rebeca assustada e surpresa fala.
- Que horror! E você fez o que?
- Eu e meu irmão hesitamos então ele nos bateu muito até a gente prometer que ia fazer sem dó, eu fui o que mais resistiu -Miguel começa a derrama lágrimas- até que eu falei que iria fazer, mas pelo amor de deus PARE!!! peguei a arma apontei para a cabeça daquele homem, estava amordaçado então ele só me olhou e chorou, eu estava tremendo e então, apertei o gatilho, eu não queria que meu irmão fizesse isso, então matei o outro também, meu pai bravo comigo, me batei de novo.
- Que história pesada, seu pai era tão mau! Você só estava protegendo seu irmão.
- Ele achava que era pro nosso bem, disse para eu nunca mais privar meu irmão de virar um homem de verdade, desde aquele dia, sempre que fecho os olhos, lembro do olhar daqueles olhares inocentes, morreram sem saber o porquê, tento esquecer isso sempre, mas não dá!
Rebeca chega perto dele e fala suavemente.
- Acho que posso ajudar, feche os olhos.
Ele faz e ela o beija passando as mãos no seu corpo, Miguel coloca suas mãos na cabeça da garota enquanto a beija, eles vão para cama dela e a mesma solta o cinto de sua calça enquanto ele retira a camisa molhada de Rebeca e num calor sem fim eles fazem sexo pela primeira vez, com o barulho da chuva na janela e uma pequena brisa entrando pelas frestas da mesma. Ao amanhecer Rebeca acorda e como esperado Miguel estava ao seu lado, dormindo como uma pedra, ela se levanta, se troca sem o acordar e ao descer as escadas seu pai estava a sua espera sentado numa cadeira e disse com um sorriso no rosto.
- Noite longa?
- Pai? Você...
- Sim, eu cheguei da reunião e fui te dar boa noite e quando abri a porta vi vocês dois deitados dormindo e eu sei o que vocês fizeram.
- Pai, eu....eu posso explicar!
- Explicar o que? Que você está crescendo e arranjou um bom rapaz no final do mundo?
- Pai?
- Relaxa filha, Miguel é um bom rapaz, vou sair para dar uma volta e lembre-se, eu ainda não cheguei da reunião.
Ele sai com um sorriso no rosto, Rebeca volta pro quarto toda feliz e começa a acordar Miguel o chacoalhando.
- Ei Miguel, acorde!
Miguel Acorda sonolento e fala.
- Que foi?
Rebeca deitada ao seu lado diz.
- Só quero te falar que eu te amo!
Miguel a abraça com um sorriso no rosto e diz.
- Eu também, -eles se beijam e ele se levanta- acho melhor eu ir pra ajudar os outros.
- Verdade e não se esqueça de me encontrar no telhado essa noite em.
- Jamais!
Eles se beijam novamente enquanto Miguel colocava sua roupa e ele se vai, ao chegar na casa onde ele e seus companheiros moravam, Toledo aborda Miguel dizendo.
- Onde você estava? Com aquela garota né?
- O que faço ou deixo de fazer não é problema seu!
- Realmente não importa, só espero que tenha comido ela bem, pois noite que vem o Juízo Final começa.
- Eu sei.
- Vamos para nossa última ronda e finalmente acabar com essa gente, quero voltar logo pro Éden e receber minha recompensa.
Então o dia passa e eles voltam do que seria a última ronda, anoitece e Miguel vai no telhado ao encontro de Rebeca e fala todo alvoroçado.
- Rebeca eu quero te falar uma coisa!
- O que é anjo?
- Eu não sei como te falar isso, mas...amanhã vai acontecer algo e eu quero te proteger.
Ela sem entender fala.
- Miguel estou confusa, do que você quer me proteger e o que vai acontecer amanhã?
Miguel põe as mãos na cabeça jogando o cabelo para trás, respira fundo e fala.
- Amanhã de noite vai ter um ataque, eu sou de um lugar que chamamos de Éden, lá é seguro você pode ir pra lá comigo!
Ela fica surpresa e fala.
- Espera -solta o braço dele- como assim um ataque? De quem? E como assim você é de um lugar?
- Eu vou te falar toda a verdade.
Ela cruza os braços e fala.
- Acho bom!
- Eu faço parte de um grupo cujo o objetivo do nosso líder é acabar com outros grupos em nome de Deus, é nisso que ele acredita, então nos infiltramos nesses outros grupos como esse e depois de um tempo socializando a gente ataca e mata todo mundo, mas eu ne apaixonei de verdade por você e não quero que você morra, não posso impedir esse ataque, mas posso te salvar.
Rebeca fica horrorizada e fala.
- Você é louco!
Miguel quase chorando de cabeça baixa fala.
- Desculpa, minha intenção era te assassinar, mas agora eu quero te proteger, nunca falei tão sério em toda minha vida!
- Eu tenho que falar isso para o meu pai, ele te achava uma boa pessoa e eu também
Ela começa a derramar lágrimas e ele fala.
- Rebeca me escuta, no Éden a gente pode viver tranquilos, eles vão te aceitar, você só precisa confiar em mim só mais uma vez.
- Não posso abandonar meu pai, serei uma traidora, Miguel fique do nosso lado e lute contra esse seu grupo, eu também me apaixonei por você.
- Nunca vão derrota-los, são muitos, bem armados e treinados.
- Eu não quero te perder, mas também não quero perder meu pai.
- Eu sei, se quiser me odiar, odeie!
Ela pega na mão de Miguel e fala.
- Jamais, você é verdadeiro, me contou o plano do seu grupo, mostra que você não é igual a eles, desculpa eu ter ficada desse jeito é que me abalou, mas você é uma boa pessoa, boas pessoas sempre se mostraram boas mesmo estando nas trevas.
- E o que você vai fazer?
- Vou me despedir de meu pai e vou com você, ele sempre quis que eu arranjasse alguém bom.
Miguel a abraça e diz.
- Muito obrigado, por acreditar em mim, vamos viver felizes eu te prometo meu amor!
- Eu acredito em você, agora vou arrumar minhas coisas e preparar minha despedida.
- Ok. Me encontre aqui no pôr do sol, vou deixar tudo ajeitado.
- Ok. Até amanhã.
- Até.
E no dia seguinte de manhã, Rebeca vai chamar Miguel pra uma volta, ele estranha, mas vai mesmo assim, então ela fala durante a caminhada.
- Te chamei cedo porquê quero saber direito como vai ser essa noite?
- Eu e você vamos preparar as armas e quando estiver de noite a matança começa, então Toledo vai disparar um sinalizador no céu pra indicar que o Juízo Final começou e quando os outros chegarem, eu e você vamos com o carro que eu e os outros viemos, é uma picape velha, vamos pro Éden!
- Entendi. Só fico triste pelo meu pai.
Miguel pega na mão dela e fala.
- Não fique.
- Mas...
- Eu vou dar um jeito, só siga o plano ok?
- Ok.
O dia passa e Miguel explica o novo plano para Toledo que fica irritado e fala.
- Você ficou louco!
- Ela vai com a gente e ponto final, não tem problema nenhum.
- Só vou seguir o plano original, certo Kevin?
- Miguel, ouça o Toledo, Metatron jamais vai aceitar isso.
- Está decidido e que se foda o Metatron!
Toledo se vira e fala.
- Eu já disse: seguiremos o plano original!
- Só não entre no nosso cominho. -Disse Miguel.
Ao anoitecer, enquanto algumas pessoas faziam a segurança do local, Miguel e seus companheiros se preparam para o ataque e Toledo s evira para Miguel e diz.
- É sua última chance, vá e a mate sem dor!
- Jamais! Vocês dois só matem os outros e eu me viro com ela entendido?
Toledo e Kevin concordam de má vontade, e os três desenham uma cruz em suas testas, assim Miguel vai até a casa de Rebeca e os outras armados até os dentes começam a entrar nas casas e atirar nas pessoas que estavam dormindo, o pânico já tinha se estabelecido e então Kevin grita.
- TOLEDO, AGORA!!!
Toledo aponta o sinalizador para o céu e atira, as pessoas que estavam fugindo sem entender o que estava acontecendo viram o sinalizador e em mais ou menos 1 minuto, mais pessoas com cruz nas testas aprecem a pé e de carro atirando nos integrantes daquele grupo que estavam sem nenhuma defesa já que Miguel e os outros tinham pego as armas. Miguel ao entrar na casa de Rebeca se depara com Christian sentado numa cadeira e o velho fala calmamente.
- Pois é, você me enganou e enganou Rebeca também.
- Eu vim salva-la, eu a amo, a levarei para um lugar seguro, lhe prometo isso!
- Quando você me disse das coisas ruins que tinha feito, e sobre estar indeciso, eu perguntei se era sobre minha filha e você disse: também. Era sobre isso né?
- Sim, mas eu contei para Rebeca, fui sincero e o amor dela sobre mim falou mais alto, ela concordou com isso. Christian...ainda acha que eu sou uma boa pessoa?
O velho fica mudo e Miguel começa a gritar com os olhos lacrimejados.
- Eu não sou uma pessoa boa, eu queria que fosse diferente, mas isso era inevitável, eu só posso salvar Rebeca, queria poder te salvar também, mas...
Christian o interrompe dizendo.
- Eu não posso impedir sua missão, só cuide dela.
Christian se ajoelha, fecha os olhos, Miguel aponta a arma para sua cabeça e fala.
- Sempre!
Antes de puxar o gatilho, Christian dá suas últimas palavras.
- Só mais uma coisa Miguel.
- O que é?
Christian abre um sorriso, lágrimas caem de seus olhos fechados e ele fala.
- Você ficou sem resposta agora a pouco, mesmo fazendo isso, você é uma pessoa boa Miguel, morro feliz de saber que minha filha vai estar com alguém como você!
Em meio aos barulhos de tiros e gritos do lado de fora, Rebeca arrumava suas coisas em seu quarto, ouve Miguel gritar seu nome no andar de baixo, ela desce rápido e se depara com Miguel e seu pai morto no chão, ela fica assustada e se agacha perto do corpo de seu pai.
- Pai!
A garota começa a chorar e Miguel vai consolá-la.
- Ei Rebeca, vamos, você sabia que isso iria acontecer.
Ela abraça Miguel e diz.
- Ele sofreu?
- Não, foi um tiro limpo. Vamos agora!
- Ok.
Eles saem da casa e um inferno estava lá fora.
- Os gritos de dor são horríveis de ouvir. -Disse Rebeca assustada.
Havia pessoas mortas e alguns infectados que entraram na invasão do grupo de Miguel, muitos tiros e gritos por todos os lados, então Miguel a correndo junto a ela de mãos dadas disse:
- Vamos correr, você fica de cabeça baixa!
- Ok.
Enquanto corriam, ela viu um homem matar um integrante de seu antigo grupo e ao terminar ele passou a mão no sangue do morto, fez uma cruz em sua própria testa e foi matar outros, Rebeca estava aterroriza e então, finalmente chegando na picape, Miguel fala.
- Estamos quase saindo desse inferno!
Mas Kevin aparece e lhe dá um soco na cara que o derruba no chão e o segura lá mesmo, Rebeca ao ver isso fala desesperada.
- Ei largue ele!
Ela ia pra cima de Kevin que estava segurando Miguel, mas Toledo aparece e aponta a arma para Rebeca dizendo.
- Parada vadia!
Miguel no chão com a boca sangrando tenta falar com Toledo.
- Toledo. Ela vai comigo!
- Não. -Disse Toledo-Ela vai morrer.
Rebeca estava com as mãos para cima e disse:
- Calma, e-estou do lado de vocês.
- Você está ouvindo o que você está falando? -Disse Toledo com raiva- Não sei se percebeu, mas vocês são os alvos aqui!
Miguel grita ofegante.
- Toledo me escuta, se isso é pelo soco, me desculpa eu me descontrolei, só por favor não machuque ela, eu te imploro!
- Ela te envenenou meu amigo, vou te curar.
- TOLEDO, NÃÃÃOOO!!!
- Isso é pelo seu bem Miguel.
Toledo dá um tiro na cabeça de Rebeca que cai do lado de Miguel, o mesmo entra em pânico gritando e chorando.
- TOLEDO SEU FILHO DA PUTA, EU VOU TE MATAR SEU DISGRAÇADO!
- Como disse: é pro seu bem. Vamos amarrar ele e levar de volta pro Éden.
Enquanto Kevin e Toledo amarravam Miguel, o mesmo chorava igual uma criança e não parava de xingar Toledo enquanto olhava o corpo de sua amada no chão, então levaram ele para dentro da picape e de tanto chorar e gritar Miguel desmaia. E após um tempo andando de picape, Miguel acorda e vê que já estavam nos portões do Éden, Tom vem recebê-los dizendo.
- Meus garotos! Soube que foi um sucesso!
Miguel estava acordando, com as lágrimas secando em sua pele junto a sangue, seus olhos estavam roxos de tanto chorar, amarrado e com uma cara vazia de expressões, Tom vê Miguel amarrado pela janela da picape e pergunta.
- Por que ele está amarrado?
Toledo responde,
- As coisas quase fugiram do controle, mas eu as botei no lugar, acho melhor Miguel ficar aqui um tempo antes de sair de novamente.
- Se você diz, que assim seja, mas o que aconteceu?
Toledo olha para Miguel e fala.
- Acho melhor ele mesmo contar.
- Ok Toledo, como dito, você e Kevin, terão suas recompensas por um trabalho bem feito, vão com Gabriel.
Eles ficaram felizes e acompanharam Gabriel, enquanto Tom ia falar com Miguel e outros arcanjos descarregavam os carros com suprimentos, munição e armas.
- Eae Miguelzinho, como foi?
Miguel extremamente triste, mas sem querer de mostrar fala.
- Foi concluído com sucesso.
Com as mãos amarradas ele tira do pescoço a corrente que Tom o havia dado e fala.
- Eu trouxe de volta.
Tom abriu um sorriso e falou.
- Você trouxe, estava com saudades dela já -pegou a corrente e a pôs no pescoço- bom você fez melhor que seu pai agora tem direito a uma trepada com qualquer uma das minhas mulheres do harém, esse é o prêmio por voltar com vida depois de um tempo com aquela gente imunda, então vai querer qual?
- Nenhuma! -Miguel responde.
Tom surpreso fala.
- Como assim? Aconteceu alguma coisa lá? Estou percebendo que você está meio pra baixo.
- Não aconteceu nada, só quero descansar
- Recusar uma boa trepada só pra descansar? Estranho, mas tudo bem e por que você está amarrado?
- É... por que... eu não queria parar de matar, Toledo me amarrou, fiquei fora de controle.
Tom finge acreditar em Miguel e fala com um sorriso no rosto.
- Ok Miguel, as vezes a gente se empolga, mas que bom que você voltou bem.
- Sim.
- Deixa eu te desamarrar.
Ele desamarra Miguel que sai andando direto para seu aposento no Éden, foi tomar um banho e nesse banho ele começa a chorar baixo, as lágrimas se misturando com a água quente, ele se lava tirando o sangue seco em sua pele junto a sujeira, seu coração estava quebrado, ele dá um soco na parede do banheiro, ao termina o banho, e se trocar, senta na cama e abaixa a cabeça ficando com os dedos entre seus cabelos loiros chorando, ele se deita na cama e adormece.
Ao amanhecer, Gabriel estava indo até a sala de Tom quando vê Toledo saindo, ele passa reto e Gabriel entra na sala e se depara com Tom sentando em sua mesa mexendo no cubo mágico e fala.
- Bom dia Tom, o que Toledo queria? Vi ele saindo daqui.
- Eu o chamei, ele me contou tudo que aconteceu naquele grupo, Miguel é instável e não deverá mais sair do Éden.
- Ok senhor, eu cuidarei disso!
- E mais uma coisa Gabriel, você enviou minha carta para Alessandra?
- Sim senhor, levei ontem mesmo.
- E como ela está?
- Está bem, ela sempre pergunta sobre o senhor e eu sempre digo o que você está bem e com saudades dela.
- Obrigado Gabriel, não vejo a hora de revê-la.
- Ela também senhor.
Tom balança a cabeça e fala.
- Dispensado Gabriel.
Passou um tempo, os ataques a outros grupos continuaram e Miguel não saia do Éden por nada, até que Gabriel estava falando com os outros arcanjos, em cima de uma mesa ele dava tipo uma palestra, Miguel viu aquilo e se juntou para ouvir o que Gabriel falava.
- Arcanjos! Temos mais um grupo em vista para o Juízo Final, é um grupo muito bem armado, então eu vou ser um dos integrantes para garantir que tudo sai como planejado, a pergunta é: quem está disposto a ir comigo?
A primeira pessoa que levanta a mão é uma mulher de cabelos longos e loiros, com uma tatuagem de asas na parte externa do braço direito.
- Venha, -disse Gabriel- fiquei aqui atrás da mesa, alguém mais se voluntária?
Quando ela passa por Gabriel dá uma piscadinha para ele, mais dois homens vão para o lugar e Gabriel encerra a palestra, quando desce da mesa Miguel vai até ele e fala.
- Ei Gabriel, ouvi desse novo grupo, parecem serem bem fortes mesmo, acho que eu deveria ir também, já estou um tempo aqui parado.
Gabriel pede para os três esperarem um pouco mais distantes para poder falar com Miguel a sós.
- Opa Miguel, acho melhor não, aliás já estamos em quatro arcanjos.
Miguel sem reação fala indo embora.
- Entendi Gabriel, está tudo bem.
- Desculpa.
- Relaxa, como eu disse: está tudo bem.
Miguel sai andando triste e Gabriel se vira para os três que toparam participar do Juízo Final e disse:
- Os três, me sigam!
Gabriel caminha até um quarto e os outros o seguem, entrando nele, Gabriel fecha a porta e se encosta em uma mesa enquanto os outros ficam de pé o olhando, a mulher no meio entre os dois homens, então Gabriel fala
- Esse grupo é forte como já havia dito antes, dito isso, se alguém quiser desistir, é só sair.
Ninguém sai e Gabriel com um sorriso no rosto fala.
- Ninguém? Ótimo. Você -apontou para o homem a direita da mulher- será o que vai cuidar das armas e disparar o sinalizador na hora certa, ok?
- Ok!
Gabriel fala.
- Pode sair.
O homem sai e Gabriel aponta o dedo para o outro homem que estava à esquerda da mulher e fala.
- Ficará responsável por esconder nossa picape de suprimentos. Entendido?
- Sim!
- Pode sair também.
Ele sai e só sobra a mulher, Gabriel a olha e ela abre um sorriso e fala com uma voz doce, caminhando em direção a Gabriel.
- Então senhor Arcanjo Gabriel, qual será o meu papel nesse Juízo Final tão perigoso?
Gabriel também com um sorriso no rosto diz.
- Você sabe Uriel.
Ela o abraça colocando suas mãos em volta da cabeça de Gabriel e ele pega direto na bunda dela, Gabriel lambe os lábios e Uriel fala toda seduzente.
- Ah é? Você poderia me relembrar? Eu acho que bati minha cabecinha e esqueci.
Eles estavam cara a cara, com as pontas dos narizes se encostando e Gabriel disse:
- Coitadinha da minha anjinha, deixa que eu te lembro!
Eles começam a se beijar, Gabriel ergue Uriel e a coloca sentada na mesa que estava encostado, ela começa a passar as mãos no seu peito e ele faz o mesmo com Uriel, retira a blusa da moça, começa a beijar e chupar seus seios, Uriel começa a gemer e em seguida retira a camisa de Gabriel e desabotoa a calça do mesmo, Gabriel faz o mesmo com ela e ao retirar a calça da moça e aí começa a penetração entre beijos e gemidos. Ao final do sexo, ambos estavam colocando suas roupas e Gabriel disse:
- A cada vez que fazemos fica melhor.
Uriel responde vestindo sua camisa regata preta.
- Sim, eu adoro.
Gabriel e ela se olham com um sorriso, mas o de Gabriel some rápido quando ele pergunta.
- Você vai mesmo fazer o Juízo Final comigo e os outros?
- Sim. Por quê?
- É perigoso Uriel, esse talvez dê trabalho, provavelmente alguém vai morrer nesse, é um dos motivos que vamos em quatro pessoas ao invés de três e eu não quero que essa pessoa morta seja você!
Ela vai até Gabriel, entrelaça seus braços entorno do pescoço dele e fala com um sorriso no rosto.
- Gabriel, amor da minha vida, eu vou e não acontecer nada, nem comigo e nem com você ok?
Gabriel respira fundo e fala.
- Promete que vai ter muito cuidado?
- Prometo meu Arcanjo, isso serve pra você também.
- Cuidaremos um do outro lá.
- Ok.
Eles abrem sorrisos e se beijam, Uriel se vai e Gabriel fica em seu quarto, arrumando as coisas para o Juízo Final que começara amanhã, preparando sua arma e faca. Ao amanhecer, Gabriel vai até Tom e fala.
- Eu já estou ponto pra ir, todos eles já estão me esperando na entrada do Éden.
- Você sabe o que fazer Gabriel, pode ir!
- Sim senhor.
Antes que Gabriel saísse da sala, Tomo chama e fala.
- E Gabriel só mais uma coisa.
- O que?
Tom olha no fundo dos olhos de Gabriel e fala.
- Cuidado amigo!
Gabriel sorri e fala.
- Pode deixar.
Gabriel vai até os três que estavam a sua espera com uma picape, Gabriel chega e fala.
- Todos prontos?
Todos concordam e Gabriel diz.
- Vamos acabar com eles!
Se passam algumas semanas e Gabriel junto a Uriel e mais um, retornam para o Éden, os outros Arcanjos ajudam Uriel e o outro integrante a descarregar as armas e suprimentos conseguidos no Juízo Final, Gabriel vai direto falar com Tom em sua sala.
- Senhor, a missão foi um sucesso, com exceção de uma baixa do nosso lado, eles eram muito bem preparados, mas conseguimos!
- Fico feliz que tenha voltado com vida, pode descansar meu irmão, você merece!
- Obrigado Tom.
Gabriel já estava do lado de fora, quando se depara com Miguel.
- Ei Gabriel, vocês demoraram dessa vez e percebi que voltaram com um a menos.
- Esse demorou mesmo, eram muito bem preparados, mas com meu jeito de bom homem nos aceitaram e após matarmos todos e deixá-los largados, eu dei a ideia de colocarmos todos os corpos num quarto e enchermos de cruzes pelas paredes, quem achar vai ficar se cagando todo e talvez o grupo da Jade os encontre, sorte a nossa que só um morreu, mas é pelo bem maior.
- Sim, legal essa sua ideia e tomara mesmo que encontrem
- E você garoto? Como está?
- Estou bem Gabriel, ajudando no que posso aqui.
Gabriel coloca sua mão no ombro de Miguel e fala.
- Que bom que está bem, nos preocupamos com você.
Miguel abre um sorriso e se vai, nessa hora, Uriel chega, abraça e beija Gabriel dizendo.
- O que ele tem?
- Só está perdido, vou ajudá-lo a se encontrar novamente.
- Você gosta mesmo desse garoto né Gabriel?
- É como você mesma disse: ele é um garoto apenas, se eu não ajudar quem vai?
- Entendi. Bom se isso te deixa feliz eu te apoio.
- Obrigado Uriel.
Após essa conversa, mais um tempo se passou e Toledo volta de uma missão com a moto de Mike e vai falar com Tom.
- Senhor Metatron, quase acabamos com aquele preto, até roubei a moto dele, só que ele não estava sozinho, tinha um filho da puta de cabelos ondulados castanhos e barba cheia com ele, matou um dos nossos!
- Então eles arranjaram gente nova...já sei como vamos surpreende-los, pode ir descansar Toledo e obrigado pela informação.
- Foi um prazer senhor.
Toledo já estava saindo da sala de Tom quando Miguel chega nele e fala.
- Ei Toledo, vamos fazer uma busca por suprimentos?
Toledo o estranha e fala.
- Acha que já superou?
- Sim, já fazem alguns meses e eu tenho que falar com você também.
- Então ok, acho que será bom você sair um pouco. Vamos.
Eles saem, Miguel estava dirigindo e disse:
- Você abriu minha mente, eu estava cego com aquela garota, desculpe Toledo
Toledo abre um sorriso e fala.
- Está tranquilo parceiro, eu sabia que você entenderia mais cedo ou mais tarde, era só ilusão, eu como um bom amigo te salvei dela.
- Obrigado e sim, somos bons amigos.
- Sim!
Miguel para o carro no meio do mato e Toledo estranha perguntando.
- Por que parou aqui?
- Fiquei sabendo que aqui tem algumas coisas legais.
Toledo acha estranho e fala.
- No meio do nada?
- Sim, tem que saber onde procurar, Gabriel me disse isso. Vamos?
- Ok Miguel, vamos.
Eles descem do carro e Toledo fala.
- Qual lado você acha que devem...
Miguel atira na cabeça de Toledo, entra de novo no carro e se vai falando consigo mesmo.
- Isso foi por você amor!
Ao voltar para o Éden e os outros perceberem que Miguel estava sozinho, ele foi chamado na sala de Tom.
- Você saiu junto com Toledo e voltou sozinho. Quem deixou você sair e por que voltou sozinho?
- Toledo me chamou para buscar suprimentos, achou que eu deveria sair um pouco do Éden. ele foi pego pelos infectados, estávamos em uma loja e eles apareceram do nada e o morderam.
- Me de sua arma. -Disse Tom estendendo a mão direita.
Ele o faz, Tom retira o pente e fala.
- Gabriel me disse que uma arma carregada sumiu de nosso arsenal e suponho que quem a pegou foi você para dar essa saidinha com seu amigo, então por que falta uma bala?
- Atirei nele para que não virasse um infectado, pedido do próprio Toledo.
- Mataram todos os infectados só com as facas?
- Sim.
Tom segura a arma aponta para Miguel e pergunta.
- Tem certeza?
Miguel engole a seco e fala.
- Sim!
Tom gira a arma segurando pelo cano e diz.
- Ótimo, pegue!
Miguel a pega e Tom fala.
- Está dispensado.
Quando Miguel estava quase saindo da sala Tom fala.
- Só mais uma coisa. Não faça mais isso sem meu consentimento ok?
Miguel engole a seco novamente e se vai.
Três meses se passaram após isso e Gabriel vai até o quarto de Miguel.
- Miguel. Metatron está te chamando.
Miguel que nesse tempo ficou treinando luta e tiros, seu cabelo loiro já estava um pouco maior disse:
- O que ele quer? Estou treinando.
- É uma supressa, seu treino pode esperar.
Miguel fica curioso e vai até Tom. Chegando lá, Tom estava com um grande sorriso e disse:
- A Miguelzinho tenho uma surpresa pra você, venha comigo.
Eles vão andando e chegam numa porta de ferro e Tom fala.
- Gabriel foi fazer uma ronda e ir atrás do nosso primeiro passo para finalmente atacarmos os assassinos da sua querida família e olhe só -falou tudo isso com um sorriso de um psicopata no rosto- ele conseguiu!
- O que ele conseguiu? -Perguntou Miguel.
Tom abre a porta e lá havia três pessoas amarradas e amordaçadas, então Tom fala.
- Um passarinho me disse que eles se chamam.
Apontou com o dedo para a cara de cada um e disse:
- Cobra.
Apontou para outro.
- Lice.
Apontou o dedo para o último.
- E Maria.
Miguel e Tom se olham e sorriem e Gabriel entra na sala com mais uma pessoa amarrada, com um saco na cabeça dizendo.
- Senhor Metatron, esse é um bónus!
Miguel e Tom se olham e sorriem.
Richard estava sentado no chão, ao lado de seu pai morto, completamente desorientado, não conseguia escutar direito, havia um zumbido em seus ouvidos, uma mão toca seu ombro, era Cobra e ao olhar ao redor vê as outras pessoas da Comunidade, eles estavam falando algumas coisas, mas Richard não conseguia os ouvir, até que Lice toca em seu rosto suado e fala.
- Richard!!! Está me escutando?
Ele estava sem expressão, já tinha chorado muito, olhou ao redor de devagar e viu Victor carregando Mike para dentro da Comunidade, sua filha chorando nos braços de Jade e os outros ao redor de seu pai, com a audição voltando aos poucos ele ouviu.
- Ele .... ele está morto?
- Quem o deixou sair?
- Como essas crianças saíram?
Ao longe um grito desesperado, era de Maria ao ver o corpo do amigo, ela começa a chorar desesperadamente. Cobra e Lice ajudam Richard a se levantar e os outros levam o corpo de José para dentro da Comunidade para enterra-lo. Dentro da comunidade após terem cavado um buraco num canteiro, eles colocam o corpo de José enrolado em um lençol branco, todos da Comunidade estavam presentes então, um homem que trabalhava com enterros resolve dar algumas palavras.
- José era um bom homem, chegou a nós não faz muito tempo, mas, já conseguiu seu lugar no coração de muitos aqui, sempre feliz mesmo com sua limitação, que deus acalme o coração dos familiares -pegou um pouco de terra e despejou na cova- descanse em paz amigo, que Deus o tenha!
Todos fizeram o mesmo ato e Richard que foi o último, pegou uma pá e começou a enterrar seu pai, Cobra chega nele e fala.
- Ei amigo, você está cansado, deixa eu te ajudar.
Richard olha feio para Cobra e continua.
- Ok Ri, se precisar sabe onde nos encontrar.
Após terminar de enterrar, ele pega dois pedaços de madeiras e alguns pregos, faz uma cruz e enfinca na terra, com uma faca ele escreve na madeira: José de Castro, assim terminando o túmulo de seu pai. Indo para casa começa a chover e ao chegar nela, Julia estava cabisbaixa sentada no sofá, mas percebe seu pai e tenta ir até ele.
- Pai...eu...
Richard não dá atenção e vai direto pro banho, enquanto Julia senta no sofá de novo e chorando fala baixinho.
- Desculpa.
No dia seguinte, Richard arruma suas coisas como arma, munição e facão, então ele sai, mas se depara com Maria e a mesma começa a falar com seus olhos verdes cheios de lágrimas.
- Richard...desculpa....a culpa é minha, por favor Richard, eu quis leva-lo para casa, mas ele queria ir sozinho então por favor, por favor me desculpe!
Richard só olha para a mulher em prantos e segue seu caminho sem falar nada, entra em um carro e se vai para fora da Comunidade. Ao andar por algumas horas ele para em um lugar com algumas casas e muitos infectados, põe sua máscara pega seu facão com a mão direita, seu 38 com a esquerda e vai pra cima dos infectados matando um por um que havia ali, esquivando e dando facadas e até tiros quando juntavam ou quando o facão estava ocupado, ao final do dia ele retorna a Comunidade alguns perguntam onde ele esteve, mas Richard não quebra seu silêncio e ao chegar sua filha tenta abraça-lo para conversar mas ele a empurra fazendo a correr chorando para seu quarto, Richard repetiu isso por três dias e incansavelmente Maria tentava se desculpar com ele todos os dias, até que em um dia Richard estava saindo e Maria veio até ele e disse:
- Richard pelo amor de Deus me desculpe eu...
Richard para de caminhar se vira com ódio no olhar e grita.
- CALA A BOCA!
Maria se cala imediatamente e Richard fala gritando.
- VOCÊ FICA TODO DIA DIZENDO QUE A CULPA É SUA, PRA EU TE PERDOAR, QUE PODERIA TER FEITO DIFERENTE. FIZESSE DIFERENTE! AGORA NÃO ADIANTA FICAR CHORANDO E ENCHENDO A PORRA DO MEU SACO. SÓ PARA OK?
Maria calada e chorando, abaixa a cabeça e se vai, enquanto Richard faz seu trajeto de sempre, até que é parado por Mike que estava com a mão e a perna enfaixada, com dificuldades para andar ele fala.
- Onde você tem ido todos esses dias Richard?
- Não interessa!
Mike fica entre Richard e o carro e fala.
- A se interessa, você magoou a Maria e está deixando todos preocupados.
- Ao invés de ficarem preocupados comigo, deveriam estar preocupados com os fanáticos que podem nos atacar a qualquer momento, olha como eles te deixaram!
- Não é ficando calado e sendo grosso com as pessoas que você vai ajudar contra os fanáticos e pra onde você vai todo dia?
- A pergunta é: onde está Isa? Você não foi mais vê lá, nem sabe se ela está lá ainda!
- Ela está bem Richard, é um lugar escondido.
- Quem garante? Aqueles filhos da puta estavam nos esperando, sabiam que estaríamos lá
Mike fica sem palavras e Richard se vai mais uma vez. Parando o carro em um lugar onde nunca esteve antes ele avista alguns infectados e os mata sem dó, chegando numa loja, ele entra e toma um refrigerante que estava no chão, mas ouve um barulho no fundo da loja, com sua arma em punho ele vai até o barulho que vinha de uma porta, e ao abri-la viu que lá havia um homem no chão assustado e tremendo, o homem disse:
- P-Por favor...n-não atire.
Richard já ia embora quando viu em uma das mãos do homem um crucifixo, no mesmo estante os olhos de Richard se encheram de ódio e ele disse:
- Você é um deles filho da puta!
O homem sem entender nada e complete assustado diz.
- Que? Um d-deles quem?
Richard o pega gola da camisa e vai o arrastando para fora da loja enquanto o homem falava desesperadamente.
- Ei ... o que está fazendo?
Ao chegar do lado de fora, Richard o joga no chão e fala com raiva.
- Me fala onde estão os outros?
O homem no chão com as mãos tentando proteger a cabeça e ainda segurando o crucifixo diz.
- E-eu não sei do q você está falando cara, e-eu estou com a perna machucada esperando minha mulher e filha voltarem com os curativos.
Richard grita.
- MENTIRAAA!!!
E sem pensar duas vezes, Richard começa a socar a cara do homem enquanto falava.
- Seu fanático filho da puta, onde vocês se escondem?
Richard não estava mais deixando o homem falar e o esmurrava como se fosse um saco de pancadas, até que uma mulher chega com uma garotinha carregando algumas coisas médicas numa maleta, então ela disse:
- Ei!!! pare com isso agora.
Quando Richard Olha e vê a mulher segurando uma faca e muito tremendo, a criança em choque o olhando, ele se dá conta do que estava fazendo e ao olhar na vidraça da loja, vê que está com muito sangue nas roupas, mãos e um pouco na cara, ele se lembra dessa mesma cena no dia em que o mundo acabou, a alguns meses atrás, só que naquela época ele era o mocinho e agora se tornou o "infectado", saiu de cima do homem e falou consigo mesmo.
- Eu me tornei um deles pai, me tornei um monstro!
Quando ele se vira para a família e os vê assustados, pergunta.
- E esse crucifixo?
A mulher que já estava do lado de seu marido junto a garotinha, responde.
- Nós somos muito religiosos, por favor não nos machuque!
- Como posso saber se não estão com eles?
- Eles quem?
Richard sério fala.
- Esse é o jeito de vocês, se fingem de pobres coitados, com nomes de anjos, mas sei bem o que são na verdade, não vou deixar vocês feriram mais ninguém!
Richard puxa a arma e a mulher fala assustada.
- Moço se acalme... nós não sabemos de quem o senhor está falando.
- Mentirosos!
Richard aponta a arma na direção deles e dá um tiro no homem, a mulher grita e pede pra sua filha sair correndo, a menina o faz, mas Richard mira a arma na direção dela, mas a mulher entra na frente e toma o tiro, antes que a menina conseguisse escapar, Richard lhe dá outro tiro certeiro a matando. Ele deita no chão, começa a chorar e ao mesmo tempo rir (risadas descontroladas), Richard se levanta, coloca a arma na sua cabeça e um som de disparo ecoa em meio a árvores e as casas abandonadas.
•••
Julia estava cada dia mais angustiada, não queria mais sair de casa, Maria foi até seu quarto para tentar falar com ela.
- Julia, por que você não vai brincar com as crianças? Espairecer a mente pode te ajudar a sair da tristeza.
Julia chorando sentada em sua cama responde.
- Não. Muito obrigada!
Maria se aproxima da menina e fala.
- Eu também estou triste, mas....
- Por que meu pai gritou com você hoje? -Interrompeu Maria.
- A culpa é minha e eu e seu pai sabemos disso.
- Se ele pensa isso está enganado, você cuidou muito bem do meu avô, obrigada por ainda ficar comigo.
Maria se senta do lado de Julia, a abraça e diz.
- Eu jamais vou te abandonar.
Ambas se abraçam e Maria fala.
- Mas... por que você diz que ele pensa errado? Eu quem estava cuidando do seu...
- Não é nada, esqueça!
- Ok.
- Vou sair pra tentar brincar um pouco, como você sugeriu.
- É a melhor coisa que você faz Ju.
Julia vai até a porta e ao abri-la para sair, se depara com Lucas.
- Julia? Eu...ia te chamar.
- Pra que? Pra me deixar morrer de novo?
- Eu vim me desculpar, não foi certo e nem corajoso fazer aquilo, o Mike jamais faria aquilo. -Murmurou.
- Não, não foi. Agora saia da minha frente, já estou muito estressada.
- Ei, eu quero me desculpar.
- Isso não trará meu avô de volta.
- Ei sei, mas...só não fique brava comigo.
Julia saindo dali fala.
- Tarde demais Lucas, pensasse nisso antes de me arrastar pra morte e me abandonar lá. Tchau!
Lucas ficou ali vendo a se distanciar com lágrimas nos olhos. Julia andava pelas ruas da Comunidade choramingando e lembrando de seu avô, ela vai até a cova dele e se senta lá.
- Vovô, eu sinto sua falta e o papai está muito bravo, eu queria pedir desculpas -começou a chorar- eu fui fraca vovô, você não merecia estar aí de baixo, eu quem merecia, espero que esteja num lugar melhor, a menina se levanta e volta a caminhar de cabeça baixa. Dois dias se passam e Richard não havia retornado, seus amigos já estavam fazendo rondas atrás dele, mas nada, Julia fica no meio dos adultos que estavam falando sobre seu pai e as interrompe dizendo.
- Algum de vocês sabem onde meu pai foi e quando volta?
Todos se calam, Lice vai até a menina e diz.
- Estamos procurando Ju
Carol faz o mesmo.
- E vamos achar, pode ficar tranquila garota.
Julia fala.
- Só espero que os homens com cruzes não tenham o achado primeiro.
Mike se intromete na conversa e fala.
- Como sabe deles Ju?
- Eu ouvi meu pai falando deles uma vez, só quero que ele volte vivo, preciso me descul...falar com ele, preciso falar com ele!
- Estamos fazendo o nosso melhor Ju, fique tranquila nossos amigos vão achá-lo.
-Eu posso ajudar Mike?
- Você já ajuda ficando em segurança.
Julia abaixa a cabeça e fala.
- Ok.
A garota sai triste e de noite já em sua casa e nada de seu pai, ela conversa com Maria.
- E daí eu perguntei se podia ajudar e eles pediram pra eu ficar em segurança.
- É um trabalho sério Ju, eles só querem te proteger.
- Eu quero proteger também, mas..., mas...
- Você vai querida, um dia.
- Eles sabem que eu sou inútil e só causo problemas.
- Isso não é verdade Ju.
- Então me fala algo de útil que eu fiz?
- Ju, você é uma criança, não deve pensar nessas coisas.
Julia fica pensativa e diz.
- Ok. Estou com sono vou dormir agora e espero que amanhã o papai tenha voltado.
- Se Deus quiser sim querida.
Após cobrir Julia Maria dá um beijo na cabeça dela e fala.
- Boa noite.
- Pra você também Maria.
Então Maria se vai fechando a porta e após alguns minutos a menina levanta de fininho e ao ver que Maria havia adormecido na sala, sai de casa em silêncio e corre até a casa de Jade que estava acorda recarregando algumas pistolas. Julia entra sem bater e Jade fica surpresa com a visita noturna e fala.
- O que você quer pirralha?
Julia fica muda por alguns segundos e Jade fala
- Ficou muda?
- Eu...eu estou cansada de ser inútil, -começa a chorar- as pessoas me evitam por eu não saber nada, meu pai está desaparecido, Maria está muito triste e eu também, não consigo mais brincar como antes.... meu vovô está morto e a culpa é toda minha!
A garota se ajoelha no chão chorando e falando.
- Se eu não fosse inútil, nada disso teria acontecido, meu pai e avô estariam aqui comigo, eu não aguento mais esse aperto no peito, por favor Jade me ajuda!
Jade estava extremamente surpresa com tudo aquilo e falou.
- Coisas ruins acontecem pirralha e não podemos fazer nada a respeito e ficamos com essa sensação de culpa que você está agora.
- Eu só quero que isso passe!
-E o que você quer que eu faça pirralha?
Julia se levanta, enxuga as lágrimas e olhando sério para Jade diz.
- Me ensine a matar!
E nesse exato momento, enquanto as duas falavam na casa de Jade, em uma ronda noturna estavam Cobra, Carol e Lice atrás de Richard, até que Cobra disse:
- Vamos voltar, está muito escuro, nunca vamos acha-lo assim.
- Concordo - disse Carol- amanhã cedo voltamos.
- Ok, -disse Lice- vocês têm razão, vamos.
Quando Cobra se vira para voltarem para o carro, um infectado o assustado e antes que o mesmo pudesse fazer algo, a cabeça do infectado é arrancada e ao apontar a lanterna para quem teria matado o infectado, Cobra fala.
- Richard?
Richard estava com sem facão na mão direita cheio de sangue, igualmente suas roupas, estava segurando em seu ombro esquerdo um corpo ainda vivo, porem desmaiado, com as mãos e pernas amarradas, e na testa de Richard havia uma cruz.
Richard ofegante e cansado diz com a voz um pouco baixa e rouca.
- Vocês... estão... de carro?
Lice se aproxima dele dizendo.
- Richard! O que aconteceu? E quem é esse?
- Eu...conto...e-em casa.
Cobra percebeu q Richard estava cambaleando e o segurou dizendo.
- Ei chega de tentar andar, solta esse cara.
- Ele está vivo? -Pergunta Carol.
Richard põe o cara no chão e se sente balançando a cabeça em sinal de positivo, Lice dá um pouco de água para Richard e fala.
- Richard, responda nossas perguntas.
Ele se levanta e fala.
- Em casa, vamos!
Cobra ajuda Richard a botar o corpo no carro e se vão para a comunidade, chegando lá todos incluindo sua filha e Jade, estavam observando Richard descer do carro, pegar o corpo nos ombros e aquela cruz que ninguém estava entendendo, Marcos chega até Richard e o questiona.
- Que cruz é essa na sua cabeça? E quem é esse cara?
Richard olha fixo para Marcos e percebe que ao seu redor todos estão olhando desconfiados, então ele fala bem alto para todos.
- Talvez muitos de vocês não saibam, e eu sou o culpado disso, pedi para Mike e os outros como: Lice, Cobra, Carol e Marcos guardarem segredo, mas está na hora de abrirmos os olhos...Há um grupo, pessoas que já atacaram vocês antes, eles eram apenas três, mas há algo muito maior por trás, os chamamos de Fanáticos, -ele joga o corpo no chão, dá uns tapas na cara dele para o mesmo acordar e assim acontece, o homem vai acordando- eles acham que essa radiação é obra divina e matam qualquer um em nome de Deus, o primeiro ataque aqui falhou graças ao Mike, mas eles nunca nos esqueceram e passaram esses meses acumulando munição, treinando e planejamento como iam nos aniquilar.
Nessa hora uma pessoa pergunta.
- E como você sabe de tudo isso?
Outra também perguntou.
- E essa cruz?
Richard responde.
- A cruz na testa é uma marca deles, a usam para atacar os outros.
A pessoa insiste e fala.
- Ei, responda à pergunta! Como sabe de tudo isso?
Então Richard fala
- Eu estava saindo esses dias para descontar minha raiva nos infectados mas, eu acabei encontrando um grupo deles -apontou para o homem no chão- os segui por algumas horas escondido ouvindo suas conversar e até que eles se separam para buscar suprimentos, segui este, o nocauteei e amarei, peguei sua máscara e fiz esta cruz para me passar por um deles, ao me encontrar com os outros eu os matei sem hesitar, o levei para uma casa abandonada e fiquei o interrogando até achar que era hora de voltar para casa com uma vantagem sobre os Fanáticos.
Com o homem acordado, Richard tira o pano da boca dele e diz.
- Conte a eles o que me contou sobre o Juízo Final.
O homem estava todo ensanguentado e machucado, mas mesmo assim sorriu e falou.
- Você já contou quase tudo...quer que eu fale o que? Que vocês vão todos morrer não importa o que façam comigo?
Richard dá um soco na cara dele e diz.
- Conte!
Respirando fundo o homem começa a falar.
- Juízo Final é como chamamos os ataques, mas, não ia funcionou com vocês, então nosso líder Metatron tem...tem algo maior pra vocês.
Cobra se intervêm na conversa e fala.
- Qual é esse plano maior?
E o homem responde.
- Isso eu nunca vou revelar!
Richard fica surpreso e diz para o homem.
- Como é?
Com um sorriso e os dentes cobertos de seu próprio sangue, o homem fala.
- Pois é, essa parte eu jamais falarei.
Richard pega em seu colarinho e fala bravo.
- Você quer apanhar mais?
- Somos proibidos por Deus, não podemos falar nada do plano Apocalipse. Metatron também está nessa ordem.
- Vamos tortura-lo -um membro da Comunidade gritou- até ele falar!
- Não vai adiantar -Disse o fanático.
Victor caminha até Richard, olha para o fanático e fala.
- Veremos!
Ele dá uma coronhada no fanático que o desmaia então Victor fala.
- A festa acabou, voltem para suas casas e afazeres.
Richard vai até Victor e fala.
- O que vai fazer?
- Arrancar as respostas que procura, do jeito certo!
- Como?
- Do jeito certo! Vamos prendê-lo em um dos quartos o usaremos como jaula.
- Eu já o torturei Victor!
- Não foi o suficiente "exceção" e talvez nem da maneira certa.
Victor começa a arrastar o corpo e fala
- Me encontre amanhã em minha casa.
Richard extremamente cansado só aceita e se vai e no caminho Julia se junta a ele caminhando ao seu lado, Richard ao perceber tenta botar a mão em seu ombro, mas a menina acelera o passo e ao chegar em casa, Richard vai para o banho, come alguma coisa, pensando nos últimos dias que passara longe de casa e de Julia, indo para seu quarto ele vai até o quarto de Julia que já estava dormindo e sem acorda-la dá um beijo em sua cabeça, enfim cama e mais uma noite se passa. De manhã Richard acorda e grita por Julia, mas a menina não responde, indo até seu quarto, mas, a ela não estava lá um pouco assustado ele vai correndo até a saída da casa e se depara com Maria sentada na sala e pergunta.
- Onde está Julia?
- Ela me pediu para te avisar que estará com a Jade.
- Jade? Fazendo o que?
- Ela não me disse.
Richard passa a mão na barba e fala
- Obrigado.
Ele toma um café rápido, se troca e ia sair, mas parou para falar com Maria e disse:
- Maria, me desculpe por ter gritado com você, a culpa não foi sua.
Maria se levanta e vai até ele.
- Eu entendi que estava irritado, te perdoo.
Ele a abraça e se vai, um pouco indeciso se vai ver Julia ou Victor ele resolve ir até Victor achando que Julia não estaria fazendo nada demais e ao chegar na casa, Victor estava cheio de sangue sentado tomando uma latinha de cerveja e disse:
- Então você veio "exceção".
- Onde ele está?
-Final do corredor amarrado a uma coluna.
- Conseguiu alguma resposta?
Victor começou a se levantar dizendo.
- Acha q sou inútil igual você? Claro que consegui, vai lá!
Richard indo pelo corredor até chegar na porta e ao abri-la, tinha muito sangue no chão e o fanático estava com a cara toda arrebentada, as mãos amarradas, os dedos quebrados e suas duas pernas foram amputadas, Richard estava assustado ao ver aquilo tudo, até que Victor chaga e diz.
- Você teria estomago para fazer tudo isso? Não, você é fraco e é por isso que eu não confio em você!
- O que? Mas foi eu quem ficou dois dias lá fora e o trouxe pra cá!
- Só os achou porque estão querendo se aproximar pra nos atacar e ficou dois dias pra ele te contar o óbvio, eu em uma noite consegui saber do plano que eles têm contra nós.
- Você cortou as pernas dele!
- E você acha que eu iria acariciar a cabeça dele, pedir gentilmente para me dizer seu plano? Primeiro eu o soquei, depois quebrei seus dedos e o filho da puta ainda não queria falar, então eu cortei uma perna bem devagar, ele gritou muito e então eu disse que não cortaria a outra se me contasse o plano Apocalipse, ele me pediu minha palavra e eu a dei, então ele contou e quando vi que ele não tinha mais nada a dizer, eu cortei a outra, ele chorando me questionou dizendo que eu tinha dado minha palavra e eu disse que minha palavra é igual ao grupo, não vale nada!
- Meu deus! -Disse Richard surpreso.
- Chame os outros para ficarem sabendo do plano.
Richard encara Victor por uns segundos, mas vai e finalmente após todos chegarem na casa, Marcos pergunta.
- Onde está a senhorita Jade?
Mike o responde.
- Ela disse que estaria ocupada.
Marcos indignado fala.
- Como a líder não vai ouvir uma coisa tão importante como essa?
Victor os interrompe dizendo.
- Chega! Se ela quer ficar de babá não temos o que fazer.
Carol olha para o fanático e fala assustada.
- Nossa!!! Victor você quem fez isso com ele?
Victor responde dizendo friamente.
- Às vezes é necessário fazer atrocidades pela sobrevivência.
- Anda logo, - disse Cobra- e nos conte esse plano de uma vez.
Victor vai até o fanático e Lice até Richard dizendo.
- Você está bem Ri?
- Estou, deveria ficar surpreso por ver isso, mas...não!
- Eu estou, era necessário isso?
- Victor disse que sim.
Lice pega na mão direita de Richard e fala.
- Vamos ver.
Richard se solta da mão da moça e fica muda olhando para o fanático e Victor fala.
- Ei! Fale sobre o plano.
Quase não conseguindo falar o fanático começa a explicar.
- O plano...Apocalipse ... se trata -tosses- de um ataque em massa ... com bombas, muitos tiros e .... será daqui uma semana, ele... -Tosses- já está praticamente pronto.
- Meu Deus, -disse Cobra surpreso- temos que agir agora!
E o fanático continua.
- Só...por favor... não me machuquem mais, a palavra desse...louco não vale, mas ... a de você...
Lice o interrompe dizendo.
- Ninguém mais vai te machucar ok.
- O... Obrigado.
Mike olha para Richard e fala.
- O que vamos fazer em relação a ele Richard?
Antes que Richard pudesse falar algo, Victor dá um tiro na cabeça do fanático e fala.
- É isso que vamos fazer com ele Mike, o "exceção" não sabe de nada!
Todos menos Mike ficam em choque e Richard fala
- Por que você fez isso?
- E o que você faria? Já não temos mais que nos preocuparmos com ele e se fosse o contrário, ele atiraria em qualquer um de nós sem pensar. Ele disse uma semana, temos que nos apressar!
Richard se cala e Mike fala.
- O que você tem em mente Victor?
E ele responde.
- Vamos dobrar as patrulhas dentro da Comunidade, principalmente de noite e as rondas lá fora serão sempre em grupos bem armados, todos de acordo?
Lice olha para Richard e pergunta.
- O que você acha Richard?
Victor responde dizendo.
- O "exceção" não tem nada a dizer já que não há outra solução ele não tem capacidade
Cobra intervêm dizendo
- Ei Victor, ele quem trouxe o fanático pra cá!
Lice também se pronuncia dizendo.
- Somos um grupo e você deveria...
Richard os interrompe dizendo.
- Gente, ele tem razão, a informação mais vital eu não consegui tirar dele e não teria coragem de fazer o que o Victor fez.
Victor fica um pouco impressionado com o que acabara de ouvir e fala.
- Viram? Mike faça isso que falei das patrulhas e rondas ok?
- Ok.
Victor volta a falar.
- Alguém tem que liderar agora, já que nossa querida líder está de babá para uma pirralha inútil. -Olhou para Richard.
Richard o confronta dizendo.
-Ei! Pode falar mal de mim, mas não fale nada de minha filha! E como Lice disse; somos um grupo e devemos nos ajudar!
Victor rebate dizendo.
- E você é o papai do ano! sua filha quase morre duas vezes e o que você faz? A deixa aqui e outra pessoa que tem que ensinar ela a se defender, poxa com um pai assim acho que ela estaria melhor sozinha!
Richard se enfurece e tenta acertar um soco em Victor que desvia e acerta um soco em Richard que cai no chão e Victor fala.
- É aí que é o seu lugar!
Quando Richard ia se levantar pra bater em Victor, Lice entra na frente e diz.
- Já chega! O verdadeiro inimigo está lá fora e vocês dois tem que se entender!
- Garota, -disse Victor- isso nunca vai acontecer.
Cobra o questiona dizendo.
- Por que Victor?
Marcos fica do lado de Victor e fala.
- Victor está certo, ele tentou nos esconder a existência dos fanáticos.
Richard se levantando com a ajuda de Lice diz.
- Era pra nossa segurança.
Victor rebate dizendo.
- Como isso esconder isso seria para nossa segurança?
Mike se intromete dizendo.
- Pessoas em pânico não trabalham direto Victor!
Victor já bravo fala.
- Vai ficar do lado dele agora Mike?
E Mike responde.
- Estou do lado do certo, Richard está fazendo de tudo pra nos manter vivos.
Carol que até o momento estava quieta, fala para tentar acalmar a situação.
- Gente parem de brigar, como Lice disse nossos inimigos estão lá fora, vocês podem pelo menos trabalhar juntos para passarmos por isso? Depois podem volta a brigar!
Todos se calam e Victor olha para Richard e fala.
- Escuta aqui "exceção", só não atrapalhe ok? Agora todos para fora preciso limpar tudo e descansar.
Todos saem e Cobra vem falar com Richard.
- Não liga pra ele cara, gostamos de você!
Richard vê que Mike, Lice e Carol também estou o acompanhando, então ele fala com um pequeno sorriso.
- Obrigado!
Mas Marcos passa batido e com cara feia e Cobra fala.
- Marcos vai entender também, vou falar com ele, mas agora, quem quer treinar comigo?
Carol fala.
- Eu vou te ensinar algumas coisas.
- Isso nós vamos ver no treino!
Eles se vão, Mike só se despede e vai embora, ficando apenas os dois, Lice fala.
- Ei, vamos até minha casa, vou cuidar desse machucado na cabeça, o soco foi forte.
Richard passa a mão onde estava sangrando e diz.
- Não precisa se incomodar, nem está doendo.
Lice colocou as mãos na cintura e disse num tom de mandona.
- Richard de Castro, nós vamos cuidar disso sim!
Richard se surpreende com a atitude da moça e diz com um sorrisinho.
- Ok enfermeira.
Ambos saem dando risadas e Richard fala.
- Tenho que melhorar minha luta.
- Pois é, ele te acertou muito fácil.
- Pois é, por que ele não gosta de mim? Já provei que não sou o inimigo!
- Ri, pra você entender o Victor será difícil, ele é muito desconfiado e na cabeça dele você não é o inimigo, mas sim um peso morto.
Richard fica indignado e fala.
- Peso morto? Olha tudo que estou fazendo!!
- Não pra mim! Nem Cobra, Carol e Mike.
- E o Marcos? -Pergunta Richard.
- Ele é grande e forte, mas é muito sensível, se tiver calma e mostrar quem você é ele vai gostar de você.
- Pelo menos até essa fase passar.
Eles chagam na casa de Lice e a moça fala,
- Chegamos.
Lice põe um banquinho e pega uns curativos.
- Sente se senhor de Castro.
Richard o faz, ela limpa o sangue e põe um pequeno curativo em sua cabeça, enquanto faz carinho nos cabelos de Richard que ao notar se levanta e diz.
- Muito obrigado pela ajuda Lice mas...eu preciso ... ver o Mike.
Ele sai sem esperar a resposta dela e fica andando pela Comunidade até anoitecer já e ao chegar em casa, pegar algo para comer, vê sua filha entrando um pouco machucada e casada, então Richard pergunta.
- Aonde você esteve e o que houve?
Julia indo para seu quarto diz com seriedade.
- Nada!
Richard percebendo que ela o estava ignorando, não fala mais nada e ao terminar de comer vai dormir. Na manhã seguinte Julia já havia saído e ele vai até a casa de Mike, ao chegar, bater na porta e ele atender, Richard fala.
- Ei, podemos conversar?
- Claro, entre.
Após entra e se sentar, Richard percebe a Mike ainda está com dificuldades de andar e pergunta.
- Ainda dói?
Mike se senta e diz olhando a perna.
- Dói.
- Acha que volta ao normal quando?
- Maria disse que em algumas semanas, mas você não veio aqui pra falar da minha perna, meus machucadas logo se curam, mas e os seus? Quando vão se curar?
Richard coloca a mão no curativo e diz.
- Já nem está mais doendo.
Mike o olha bem e fala.
- Você sabe que não estou falando disso.
Richard abaixa a cabeça e fala.
- Eu não sei, depois que ele se foi eu não tenho mais dormido, não sou eu mesmo, nesse tempo que fiquei fora eu encontrei uma família que diziam serem religiosos e tinham um crucifixo, eu estava tão perturbado que os matei, eu pensei em me matar, mas alguns infectados apareceram, eu fui obrigado a atirar neles e fugir. Sinto que perdi minha filha também e a culpa é minha, eu não fui forte!
- Ser pai nunca foi fácil, ainda mais nesse mundo.
- Sim, mas eu podia... ter evitado, agora ela acha que a culpa do meu pai ter morrido é dela, ontem chegou em casa e nem falou comigo, mesmo eu tentando.
- Ela está treinando com a Jade, não sei se você sabia, mas agora sabe, isso pode ser bom pra ela.
- Sim, mas eu acho que eu deveria fazer isso, sou o pai dela!
- Deixe isso com a Jade, é bom pra duas e você tem outras coisas também, seu problema pode muito bem ser resolvido conversando com ela.
- Tenho medo de não saber o que dizer Mike.
Mike sorri e fala.
- Nós pais sempre sabemos, tudo vai terminar bem, relaxa Ri.
Richard suspira e fala.
- Valeu irmão.
- E a Lice? -Pergunta Mike.
- O que tem ela?
- Foi ela quem fez o curativo né? Ela se importa com mesmo com você, ouso dizer que mais do que todos nós!
- Ela só fez a parte dela em me ajudar, nada demais.
- Entendi. Bom, vamos falar do nosso problema, temos uma semana e teremos que lutar se quisermos ficar aqui e vivos de preferência.
- Acho que sim.
- Acha? Você não ouviu o fanático?
- Sim, mas algo me diz outra coisa.
- Como assim Ri?
- Mike, esse tal Metatron provavelmente já notou que alguns homens dele sumiram e pelo que vi, esse Metatron é inteligente.
- E daí?
- A não ser que ele bote muita fé que mesmo com tortura nenhum de seus homens irá falar do plano e venha nos atacar na data marcada, ou ele se liga que pode rolar de algum abrir a boca e deletar o plano e rapidamente o mudar.
- E o que você acha que esse louco vai fazer?
- Não sei. Mas faremos o que já está determinado, só vamos sair se for com quatro ou mais pessoas e bem armadas, com isso em mente, fiquemos preparados para a luta!
- Ok, vou avisar os outros. Você sabe que tem meu apoio amigo.
- Obrigado Mike.
•••
No Éden, Tom estava em sua sala sentado, mexendo em seu cubo mágico, fumando um cigarro, quando Gabriel bate na porta e Tom fala.
- Entre.
Gabriel abre e diz.
- Senhor, a patrulha que o senhor mandou não retornou.
Tom abre um sorriso e fala.
- Eu sei disso meu caro amigo, está correndo como eu esperava, faz tudo parte do meu grande plano!
Gabriel sem entender pergunta.
- Não entendi Tom.
Tom se levanta, coloca o cubo mágico na mesa e fala com um sorriso no rosto.
- Ah Gabriel, tenho olhos em tudo, há um espião nosso no pequeno grupo do Richard, aliás ele está aqui, estava me contando as boas novas.
A porta do banheiro abre e um homem com capuz escondendo o rosto sai de lá e Tom fala.
- Pode contar à Gabriel o que me disse?
O homem fala.
- Claro, a primeira parte do verdadeiro plano Apocalipse está concluída, Richard capturou a isca e ela disse exatamente o que combinamos, eles esperaram um ataque daqui uma semana, a isca está morta senhor Metatron.
- Obrigado meu espião.
- É um prazer senhor, agora vou voltar para a Comunidade, não podem perceber que sumi por muito tempo.
O homem se curva diante Tom e se vai, então Gabriel fala.
- Muito esperto da sua parte Tom e qual o próximo passo?
Tom se senta novamente, pega seu cubo mágico e com um sorriso tão grande que dava pra ver até de costas fala.
- Agora observamos e os deixamos confusos para enfim nos mostrarmos, eles acham que conseguiram uma vantagem, mas caíram direitinho na minha armadilha, Richard é o novo líder pelo que vi -risos- vamos dar um cheque mate tão grande que ele nem vai saber de onde veio!
- Entendi.
- Agora pode voltar a suas obrigações Gabriel, quando tiver mais boas novas eu lhe chamo novamente!
- Ok!
Gabriel se curva e vai embora, Tom pega em uma gaveta algumas fotos, são fotos dos membros da comunidade, ele marca um X com um canetão vermelho em três fotos, pega a foto de Richard, fica a olhando fixamente e fala.
- Richard de Castro!
Ele solta uma risada muito alta e enlouquecida, após isso coloca todas as fotos, menos a de Richard, na gaveta e fica ali fumando e mexendo em seu cubo mágico com a foto de Richard na mesa.