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Arthur Bornovvi

Arthur Bornovvi

Autor:: breany34
Gênero: Romance
Um CEO precisava de uma noiva para se casar Ele acaba salvando uma moradora de rua A quem propõe exatamente isso Um casamento por contrato, para atingir o objetivo de ambos. Sem amor, sem paixões, sem apegos...

Capítulo 1 1

Resgate

" Ele estava preso em uma redoma de culpa e ela em uma redoma de gelo, ela precisava do calor infernal dele para a proteger e ele dá sua doçura para o libertar "

Arthur Bornovvi era um rapaz que tinha acabado de tomar posse de uma das máfias mais influentes da América do Norte, ele ainda não era um homem tão temido nem influente porém era esperto o bastante para conseguir isso em apenas meses.

Tinha uma família materna e paterna extremamente rica e influente, não só dentro da máfia como também fora dela. Era dono de empresas de vários ramos e administrava tudo sozinho com exímia aptidão, ele nasceu para liderar e a sua mãe viu isso desde que ele nasceu.

Alto, com cabelos um pouco claros e olhos azulados o rapaz tinha um corpo forte e másculo, era tudo como um deus grego pelas mulheres que tocava e como um demônio pelos homens que matava.

Suas mãos tinham poderes dos dois lados da moeda, o lado bom fazia e dava prazer para diversas mulheres e o lado ruim tirava a vida de muitos infelizes que ousavam cruzar o seu caminho.

Ele não deveria ir para as missões devido ao alto risco porém além de sentir prazer nesses ambientes o homem foi treinado para isso por anos, então não iria desperdiçar o seu conhecimento.

Vivia sozinho como um lobo solitário porém as vezes dormia com uma ou outra garota, ele tinha uma de confiança que teve um certo apego porém nada sentimental, ele apenas queria ajudar a pobre moça e fazer do possível para que aquele ser que ela tinha no ventre não vivesse em um lar instável como o dele.

Lhe dava uma mesada, e cuidava da segurança do bebê afinal o pai dele era um homem extremamente influente e que não queria que viesse a tona esse caso extraconjugal, a mulher iria se arriscar e usar a criança para ter uma boa vida porém Arthur sabia das poucas chances de isso dar certo.

Vanessa era desmiolada porém era uma garota extremamente inteligente, bonita e se não tivesse nascido e sido instruída da forma que foi com certeza seria uma grande mulher.

Ela tinha tudo que precisava agora porém faltava um pequeno ponto, ela queria algo impossível que o próprio Arthur fez questão de lhe avisar todos os dias que eles se encontravam que ela não iria ter.

- Não temos e nunca teremos um relacionamento está bem ? Eu repitirei isso quantas vezes forem necessárias por que você não merece isso está bem ? Foque em outras pessoas para o seu próprio bem - aconselha o rapaz em todos os encontros que a garota decide tocar nesse assunto.

O coração de Arthur havia sido trancado de forma brusca e ele jurou nunca abri-lo, pelo menos não enquanto a ferida no seu peito ainda doesse.

Ele achava que não era o suficiente para nenhuma mulher e que provavelmente alguém que vivesse ao seu lado viveria um inferno e ele não queria submeter ninguém a isso, não mas.

Então decidiu viver sozinho amorosamente e se dedicar apenas ao seu império, porém alguns planos a vida tende a mudar de rota e cabia a ele administrar isso agora da melhor forma possível.

...

- Ele escondeu a maldita mala na ilha de Kodiak - bate na mesa olhando para o radar - Esse lugar nessa época do ano é praticamente inacessível e também frio pra caralho ! - xinga olhando para um dos seus homens.

- Será que não é uma armadilha senhor ? Sabe que Felippo tem dessas e da última vez que seguimos pistas dele perdemos a metade dos nossos homens - avisa o rapaz preocupado - Eu não confiaria novamente por que não chegaram ainda a remessa de novos soldados... Estamos desfalcados.

- É isso que ele queria... Se formos para lá com todos restantes iremos ser massacrados e ficaremos vulneráveis - se levanta - Vamos sozinhos.

- E se lá tiverem homens ? - se levanta também e segue até a porta.

- Os homens de Felippo não tem treinamento para lidar com o frio intenso, nós temos e iremos usar isso contra eles - pega a mochila pendurada no cabide - Vamos rápido antes que anoiteça.

...

Tinha uma coisa muito mais preciosa que a mala com milhões de dólares e jóias que foram roubadas da mãe de Arthur naquela cabana, havia lá uma coisa que mudaria a vida do rapaz para todo sempre e ele não estava preparado para isso.

Chegaram no local e já foram recebidos por tiros dos homens de Felippo, porém algo aconteceu ao redor da cabana que os fizeram correr e sumir em meio as árvores, se aproveitando disso Arthur e o homem invadem a casa a percebem que ela estava rodeada de explosivos e todos contavam exatos trinta segundos.

- Vamos sair logo daqui ! Não tem nada ! É uma armadilha ! - grita o homem na porta, algo vez Arthur ficar lá e entrar cada vez mais dentro da cabana.

- Arthur vem logo ! - apressa o homem vendo os segundos indo embora.

Um corpo gelido como os flocos de neve que caiam do lado fora estava definhando naquela sala, amarrado a algumas cordas, porém o corpo estava tão magro que elas saíram com facilidade.

Ele a pega no colo e sai rapidamente da casa com aquele corpo leve e frio em seus braços, o homem já estava longe e ele correu o máximo que podia com o corpo em seus braços, ele não o soltou em nenhum momento e o homem ao ver ele ficando para trás volta para o ajudar, a casa já havia explodido e por um triz ele não foi atingido pelos escombros que voaram longe, estavam na floresta caminhavam até o carro quando o rapas toca na garota e diz :

- É melhor deixar ela aqui, está morta praticamente - a coloco perto de uma pedra onde a sua cabeça fica apoiada como um travesseiro.

- Eu não vou deixar ela aqui, ainda respira então ainda pode viver - a pega no colo com cuidado e coloca no carro - Se quiser ficar esteja a vontade agora ela eu não deixo - entra no carro e rapaz faz o mesmo fechando a porta.

Eles voltam para a cidade mais próxima do local, Arthur para em um hospital para ver como ficaria a garota e as notícias não eram as melhores.

- Ela está viva, porém não sabemos até quando. Seus órgãos estão parando e faz dias que não come ou bebe algum líquido, seu pulmão funciona de forma bem lenta e o coração dela também não tem tanto sangue para bombear... Faremos o possível para salvar ela mas não nutra esperanças - afirma o médico o deixando estático.

- Façam o impossível para salvar ela por favor - pede se sentando na cadeira que estava no corredor.

Ele não era de orar nem muito menos tinha fé em algo, a única crença dele era que se havia algo ou alguém regendo o universo esse alguém não deixaria uma pobre inocente morrer de forma injusta sem aproveitar o máximo da vida.

- Ela não tem chance de sobreviver não é ? - confirma o rapaz que estava com ele.

- Talvez não.

- Ela parecia literalmente um floco de neve de tão gelada e pálida, mas parecia ser uma boa garota - dá um sorriso e se senta ao lado de Arthur.

- Literalmente ela parecia um floco de neve mesmo, acho que por ser tão frágil o Felippo a usou e deixou para trás assim... Apenas o resto - afirma bravo.

- Se ela sobreviver o que irá fazer com ela ?

- Eu não sei... No momento a única coisa que eu quero pensar é que ela vai ficar bem, caso contrário é mais uma dívida para acertar com o Felippo.

- Acho que se conseguirmos pegar ele teremos que dividir bem por que os dois tem motivos para fazê-lo sofrer muito... Ele matou o meu irmão e o pai dele foi responsável pela morte do seu pai e... - dá uma pausa - Talvez dela também não é ?

- Tomara que não... Ele já tem contas demais para acertar conosco.

Capítulo 2 2

No hospital...

Ela teve que ser transferida para um hospital de NY por causa de exames específicos e também por precisar de sangue, por sorte Arthur era um tipo compatível e estava apto para doar.

- Essa menina teve muita sorte, não só por você ser o doador compatível mas por estar apto a doar sabendo do seu histórico - brinca o médico e ele dá um sorriso.

- Eu sabia que parar de beber me ajudaria em algo mas não sabia que ajudaria literalmente a salvar uma vida - levanta da cadeira - Ela vai demorar muito para sair daqui ?

- Não mas, agora ela já está em um quadro estável mas ainda não é o momento de ficarmos cem por cento tranquilos, sempre tem aquela porcentagem chata de dar algo errado então... - a enfermeira abre a porta e entrega um prontuário a ele.

- Algum problema com ela ? - indaga Arthur preocupado.

- Não, é com outro paciente. Não mexe o braço bruscamente e evite fazer o que você gosta muito de fazer hein - brinca dando um abraço, ele abre a porta e Arthur sai com a mão no braço, Maris vem ao seu encontro preocupada.

- Tome - entrega uma bandeja ao rapaz - Coma para repor as suas energias... Ela vai ficar bem ?

- Provavelmente - tenta abrir o pote porém não consegue - Eu não sou canhoto Maria.

Ela abre o pote e ele consegue com comer com a outra mão, os dois ficam lá por toda a noite e nos dias seguintes Arthur ficava pela manhã e Maria pela noite.

Ao chegar em casa a tarde o rapaz estava cansadissimo, literalmente o pó porém havia alguém que queria que ele melhorasse instantâneamente.

- Arthur o que aconteceu com o seu braço ? - questiona Vanessa preocupada.

- Nada demais... Eu já te falei pra não vir aqui sem que eu te chame. Eu não pago um apartamento milionário pra você ficar parasitando a minha mansão - repreende subindo as escadas.

- Mas Arthur você sumiu por dias... Nem me deu notícias e também atrasou o pagamento... Eu não vim aqui por isso você sabe bem - olha de forma maliciosa para o rapaz.

- Eu preciso descansar e ficar de repouso então eu vou subir e tomar um banho... Pode ir embora que eu farei a sua transferência Jajá - continua a subir degrau porém a garota insiste em ficar.

- Arthur você não vai ficar aqui sozinho com o braço machucado... Seria egoísmo meu deixar você aqui...

- E deixar uma criança de quatro anos sem a mãe também não ? Ele ainda é uma criança e eu já sou um homem... Eu não preciso de uma mãe nem ao menos de uma babá Vanessa. Vai pra casa por favor, eu não quero brigar com você - repete e ela bufa de raiva.

Ela desce as escadas brava e pega sua bolsa no sofá, indo embora logo em seguida e o rapaz se sentiu vencedor em ter conseguido fazer ela sair de lá sem gritar com ela ou a tratar mal.

O rapaz segue para o seu quarto onde toma um banho com uma certa dificuldade, era um homem enorme porém a dor era chata e isso estava o deixando impaciente.

Ele sai do banho com uma toalha na cintura e se deita na cama, logo em seguida liga para Maria para perguntar como a garota estava :

- Maria ? Ela está bem ? - questiona se sentando na cama.

- Eu já ia te ligar Arthur - afirma a senhora com a voz embargada - Ela acabou de acordar e está bem... Mas ela quer muito falar com você - afirma emocionada.

- Como assim ? Ela está bem mesmo ? - confirma indo até o closet procurar algo para se vestir.

- Está sim... Relativamente bem não é ? Mas ela acordou e quer muito te ver. Se puder vir hoje acho que seria bom por que os médicos não querem que ela se agite - insiste enxugando as lágrimas.

- Eu já estou indo - desliga o celular e veste algo rapidamente.

Ele desce as escadas correndo e estava tão ansioso que nem liga para dor no braço, entra no carro e segue para o hospital o mais rápido possível e sobe correndo até o andar onde ela estava.

Nem com o médico e Maria ele fala direito, vai diretamente no quarto da garota e entra cuidadosamente, estava ansioso e nervoso porém não queria assustar ela.

Ele se aproxima vagarosamente da cama, ela estava com o respirador naquele momento porém com os olhos abertos e muito mais corada e viva do quando ele a resgatou.

Tinha olhos azuis como o dele só que mais claros, cabelos negros e ondulados que estavam macios, sua pele estava viçosa e macia como um pêssego e os seus lábios em um tom levemente rosado, não mais seco e pálido como antes.

Ele fica um pouco emocionado com a mudança da garota em alguns meses, estava feliz e se sentindo orgulhoso por ter arriscado sua vida para salvar a tal menina, ele estava feliz por ter salvado mais uma vida.

Ela põe as mãos no respirador lentamente, provavelmente para tentar tira-lo porém ele a impede e diz com uma voz calma :

- Eu acho que não pode... Eu vou chamar o médico e se ele deixar você tira ok ? - sugere indo até a porta.

Ela balança a cabeça lentamente em sinal afirmativo e a enfermeira vem até ela, checa algo no respirador e também na bolsa de soro e tira com cuidado o respirador, logo em seguida ela a deixa sentada na cama e sai deixando eles a sós.

- Está bem ? - questiona se aproximando.

- Sim e você ? - responde com uma voz doce e quase sussurada. Esta que lhe causou um certo sentimento no peito.

- Feliz por que você está bem... Pode me dizer o seu nome ? - se senta na outra ponta da cama.

- Me chamavam de Vitória mas eu não quero esse nome mas... Me lembra aquele lugar e eu não quero mais lembrar de lá - explica olhando para Arthur.

- Ok... Então eu vou ter que escolher um nome para você... O que acha de Analu ? - sugere e ela pensa um pouco e diz :

- Eu gosto desse nome... Qual que o seu ? - indaga com curiosidade.

- Arthur - responde e ela pensa um pouco e diz :

- Começam com as mesmas letras... Como me encontrou ? - puxa a coberta para mais perto de si.

- Digamos que o monstro que te prendeu roubou uma coisa bem valiosa minha e eu estava procurando e achei outra coisa valiosa... Você - se levanta e ela dá um sorriso.

- O que ele roubou de você ? - questiona e ele pensa em uma forma boa de dizer aquilo para ela.

- Ele roubou a única lembrança que eu tinha da minha mãe - responde a olhando.

- Ele roubou todas as minhas lembranças... Será que quando você conseguir a que ele roubou de você eu irei recuperar as minhas ? Eu sinto como se a minha memória estivesse vazia - explica um pouco triste.

- Eu vou fazer do possível para você se lembrar de tudo que for bom está bem ? Mas se não conseguir eu ficarei feliz em te ajudar a construir novas lembranças boas - faz um carinho no rosto dela.

- Obrigada por me resgatar... Mas, não tem nenhuma possibilidade dele me encontrar denovo ?

- Ele pode tentar mas não vai conseguir te tirar de perto de mim - jura olhando nos olhos dela - Pode ficar tranquila, ele não vai tocar um dedo em você nunca mais.

- Muito obrigada - agradece novamente e a porta se abre.

Era o doutor com uma enfermeira, eles iriam dar alguns remédios venosos porém ela parecia não ter boas lembranças de coisas daquele tipo.

Ela tem um surto e fica extremamente nervosa ao ver as agulhas, ela dizia que não queria que eles a machucassem por que os homens de Felippo além de baterem nela a dopavam com substâncias nas veias.

- Deixa eu conversar um pouco com ela... Depois vocês dão esse remédio - idealiza Arthur e o doutor aceita.

Ele se aproxima dela que estava com a cabeça baixa próxima aos joelhos, trêmula e chorando ele toca no ombro dela que pergunta :

- Eles já saíram ?

- Sim... Pode se sentar eles não vão coloca nada nas suas veias... Pode confiar em mim Analu - afirma e ela levanta a cabeça, olhando ao redor ela confirma se eles realmente haviam saído e aí ver que sim ela se aproxima de Arthur.

- Olha os meus braços - estende e ele vê algumas manchas roxas, marcas e também algumas feridas - Essas marcas redondas são das agulhas que eles colocavam em mim e essas são de quando eles me batiam... Ele que mandava e não pedia para eles pararem. Doía muito - explica chorando e ele sente uma angústia no peito ao imaginar a cena.

- Eles não vão mais te machucar ok ? Nunca mais - vira o rosto dela para o dele e olha nos seus olhos, limpando as suas lágrimas com os dedos - Eles nunca mais vão tocar em você ok ? Eu vou te proteger - jura dando um abraço nela.

Ele fica lá até que ela durma e quando isso acontece o médico volta para colocar as medicações, algumas eram com calmantes então ela dormiria a noite inteira tranquilamente.

Arthur sai da sala perturbado e com ódio, a cada podridão que ele descobria de Felippo mais ódio do homem ele tinha e mais sede para mata-lo.

- Arthur - o médico chama o tirando de seus pensamentos - Como não tem informações sobre conseguimos descobrir com os exames que ela dezoito anos, não tem como determinar data exata do nascimento mas já é muita coisa. Ela te contou algo que se lembre ? - se senta ao lado do rapaz.

- Ela se chama Vitória porém não quer que a chamem assim, a chamem de Analu... Ela só falou isso - afirma o rapaz o médico pensa por um tempo e diz :

- Não lembro de nenhuma Vitória desaparecida ou algo parecido... Eu acho que esse não é o nome real dela - levanta e Arthur percebe que realmente Felippo poderia ter mentido.

- Realmente... Mas agora eu não quero focar nisso. Quero apenas que ela melhore e saia logo daqui.

- Ela irá melhorar o mais rápido possível e ela tem muita sorte de estar com você... Eu vou até o outro bloco e se quiser pode dormir lá com ela, o sofá é mais confortável e qualquer coisa é só me chamar - se despede com um sorriso.

Ele até tenta dormir do lado de fora porém não resiste e vai até o quarto dormir no sofá que havia lá, já Maria estava na capela do hospital rezando e quando volta para o corredor decide dar uma passada no quarto de Analu para ve-la... A mulher fica extremamente feliz vendo o rapaz dormindo lá junto com a garota.

Capítulo 3 3

Em casa

Um mês de passa e Analu já havia sido liberada do hospital, dias antes disso Arthur ordenou que limpassem e arrumassem um quarto ao lado do dele na mansão, dando todo ar feminino o mais rápido possível.

Ele ainda não havia dito para Vanessa que a casa ganharia uma nova integrante e ao ver a arrumação a mulher julgou ser para ela.

- Nossa... Eu estou adorando que estão mudando tudo de lugar e deixando mais feminino só que eu não gosto dessas cores - aponta para cortina e Maria diz :

- Não é para você este quarto então não deve opinar em nada - debocha de forma rude e com a cara fechada. Ela odiava Vanessa e não via a hora de Arthur a expulsar de vez da sua vida.

- Mas quem virá para cá então ? É uma mulher eu tenho certeza mas quero saber quem é - afirma indo até Maria que a ignora - Conta logo empregada !

- Primeiro me respeite, segundo que não te interessa e terceiro... Saia já daqui por favor - ordena apontando para a porta.

- Até parece que você tem moral alguma nessa casa para me expulsar não é...

- Ela tem mais poder que você então quando ela lhe ordenar algo obedeça - afirma Arthur a puxando para fora.

- Arthur quem é que vai ficar naquele quarto ? Quem é essa vadia que você vai trazer pra cá ? - questiona revoltada e ele a encosta na parede e diz :

- Primeiro que eu já repeti várias vezes que essa casa não é sua entrega se eu quiser encher isso daqui de Prostitutas eu posso por que é meu... Segundo que você não tem direito nenhum de saber nada da minha vida está bem ? Eu já te avisei que não a quero aqui sem que eu te chame e eu espero ser a última vez que eu repito isso de forma educada - se afasta e abre a porta do seu quarto.

- Arthur que merda está acontecendo ? Você mudou muito comigo esses dias e eu quero saber o por que - salta na frente dele.

- Eu estou igual, como sempre... Você que insiste em se dar uma importância que claramente não tem - pega um presente - Entrega para o Felipe.

- Ok... Eu não sou Importante... Tudo bem - sai do quarto pisando duro e fingindo drama.

Arthur sabia que por mais que aquelas palavras tivessem doido nela quando ele a chamasse ela viria de prontidão... E nem ele sabia direito o por que.

Ele toma um banho rápido e depois vai até a cozinha almoçar, logo em seguida vai até o hospital onde pega Analu e trás para a mansão.

No caminho dirigindo ele conta algumas coisas sobre a paisagem e percebe ela extremamente maravilhada com tudo, quando estacionam na mansão o rapaz vê os olhos dela brilharem ao ver a propriedade e o vislumbre da garota o deixava satisfeito e feliz.

- Ali tem uma piscina e lá atrás uma cobertura com uma piscina maior, tem um lugar onde fazemos churrascos e lá dentro tem vários quartos e lugares bons para você ficar - abre a porta - Gosta de livros ? Tem uma biblioteca enorme lá em cima - aponta para as escadas.

- Eu acho que gosto e que casa linda - elogia olhando ao redor - Onde está aquela senhorinha muito fofa ?

- A Maria ? - confirma e a senhora vem da cozinha, Analu vai até ela animada e lhe dá um abraço forte.

- Essa daqui... O nome dela é Maria ? - indaga e ela acente com a cabeça.

- Que nome fofo, como a senhora... É a avó dele ? - questiona olhando para Arthur.

- Sou a babá dele minha querida.

- Babá ? Ele é tão velho e ainda tem babá ? - questiona e a senhora começa a rir.

- Eu não sou velho e não se tem idade limite para ter uma babá oras - abraça Maria - Essa daqui é a melhor de todas então não importa se eu sou um bebê ou um velho, eu sempre vou precisar dela - dá um beijo na senhora.

- Eu também preciso agora... Vamos ter que dividir - a abraça e ela retribui.

- Tem Maria suficiente para os dois não briguem... Agora venham almoçar por que eu fiz uma comida maravilhosa para os dois - segue até a cozinha e Analu vai junto porém ao ver Arthur na sala ela volta e pergunta ;

- Não vai comer com a gente ?

- Eu já almocei Analu... Vou resolver umas coisas do trabalho e Jajá eu volto pra te mostrar a casa está bem ? - dá um abraço nela - Qualquer coisa fala com a Maria e não esquece dos remédios - relembra e ela revira os olhos.

- A Maria é esquecida ? - indaga e ele estranha a pergunta.

- Um pouco por que ?.

- Eu sabia que tinha um motivo pra eu adorar ela - dá um abraço nele - Tchau e bom trabalho - vai até a cozinha e o rapaz percebe o que ela quis dizer.

- Saulo ! - grita o segurança vem até a sala.

- Pois não senhor.

- Lembra a Maria de dar o remédio da Analu as três e se eu não chegar antes das quatro lembra desse também ok ? E não deixa a Vanessa entrar de jeito nenhum - ordena indo até a porta da mansão.

- Ok senhor... Boa viagem.

- Obrigada - agradece fechando a porta.

Analu almoça e fica um bom tempo na cozinha com Maria, até que começa a se sentir um pouco mal porém disfarça e a senhora acaba não percebendo.

- Maria, o patrão disse que as três era para dar um remédio a uma tal de Analu - avisa Saulo bebendo um pouco de água.

- Ok eu acho que é esse - tira do avental e olha na receita - É esse mesmo - pega um copo de água e vai até Analu.

- Querida o seu remédio - entrega e a garota toma, aos poucos o mau estar vai passando porém Maria percebe ela um pouco quente e mede a temperatura na sua testa, preocupada a senhora procura um termômetro para confirmar a sua suspeita.

- O que está procurando ? - indaga Analu preocupada.

- Um termômetro minha linda... Você está um pouco quentinha e eu acho que foi o choque térmico devido ao ar condicionado - coloca o termômetro no antebraço dela e deixa um tempo até que percebe que ela realmente estava febril - Vem vamos deitar um pouquinho... Vou procurar o controle para desligar esse ar condicionado - a pega na mão e a conduz até o seu quarto.

- Que quarta lindo ! - elogia se sentando na cama - É só meu ?

- Sim é só seu... O Arthur mandou decorar desse jeito só por sua causa - a ajeita na cama.

- Que lindo... O Arthur dorme onde ? - questiona se deitando na cama.

- No quarto ao lado querida - fecha às cortinas e liga as luzes.

- Ah... Ele vai demorar ?

- Provavelmente não, então dorme bem pra quando ele chegar você estar bem disposta ok ? - dá um beijo na testa dela - Qualquer coisa aperta esse negócio aqui que eu venho correndo.

- Ok... Obrigada. Quando ele chegar me acorda ok ? - pede com carinho.

- Ok... Bons sonhos querida - vai até a porta e a fecha.

O tempo rapidamente muda e uma tempestade toma conta da cidade, estava tudo bem até começarem os trovões, algo que assustava bastante Analu.

- Arthur ! - grita se levantando assustada, ela suava frio e novamente estava tremendo bastante.

- Analu ? - abre a porta e ao ver ela mal corre para perto dela o mais rápido possível - Ei o que foi ? Não fica assim...

- Eu tenho medo de trovões Arthur... Eles me fazem lembrar quando ele... Você sabe - desaba em lágrimas e angústia da menina o faz ficar sem ação.

- Calma, fica calminha ok ? - dá um abraço nela - Ele não vai te fazer mal aqui está bem ? Eu estou aqui - faz um carinho nela.

- Fica comigo até tudo isso passar ? Por favor - implora com os olhos lacrimejando e ele aceita.

- Eu fico ok ? Eu vou ficar aqui o tempo todo... Não se preocupa - se senta na cama e ela o abraça com mais força.

A tempestade perdurou a noite inteira e só fez aumentar gradativamente, ela não conseguia dormir nem ao menos comer e o pouco que tentava ela acaba vomitando, desesperado Arthur cogita levar ela de volta ao hospital porém Maria diz que não seria uma boa ideia.

- Sair com ela nessa chuva pode piorar tudo querido, vamos esperar ela se acalmar que provavelmente ela voltará ao normal ok ? - sugere a senhora e o rapaz aceita a ideia, embora estivesse com medo.

Ele permanece com ela a madrugada inteira e com o tempo os trovões param e ela vai se acalmando até que dorme por completo, ele fica mais tranquilo ao ver ela dormindo e ir para o seu quarto vê a quantidade de ligações perdidas dos seus parceiros.

- Que merda eu esqueci hoje tem uma missão - bate na tela do computador - Nem vai dar tempo dormir... Que ódio! - esmurra a cama e logo em seguida vai pegar uma roupa.

Ele se veste e logo após pega as armas e a sua mochila, desce as escadas e vai até a cozinha onde fala com Maria.

- Eu vou sair e não sei quando volto exatamente, mas não conta para Alu e tenta deixar ela o mais calma possível ok ? - dá um beijo na senhora que ao ver aquela mochila nas costas do rapaz desfaz o sorriso imediatamente do rosto.

- Será que até com ela aqui você não largará essas missões Arthur ? Você não precisa mais disso - briga preocupada.

- Se eu não tivesse ido a uma missão a Analu estaria morta, não é tão ruim e você sabe que ninguém me pegará nunca ok ? - dá um abraço na senhora - Eu sempre tenho motivos pra voltar e nem quando eu não tinha não deixava de fazer isso.

- Eu vou orar por você... E se a broaca aparecer ? - cogita o deixando tenso. Só de imaginar Vanessa perto de Analu ele já beirava um colapso nervoso.

- Eu já avisei ao Saulo pra não deixar ela entrar ok ? Tchau - se despede saindo rápido e a senhora diz :

- Tomara mesmo que aquele homem de dois metros a contenha por que se ela falar alguma besteira pra Ana eu enfio essa colher na cara dela - afirma com ódio.

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