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As Estações Infinitas do Amor

As Estações Infinitas do Amor

Autor:: Jenni
Gênero: Romance
Ashley, uma garota focada em artes, esta em busca da sua ora perfeita. Ela descobre que a arte está nas pequenas coisas. Sem medo, a mesma continua nessa busca e acaba encontrando a arte em lugares inimagináveis.

Capítulo 1 Estação 12

Lá estava eu mais um dia olhando as pessoas descendo e subindo as escadas correndo com pressa, sem nem ao menos notar que tem pessoas necessitadas que precisam delas, me chamo Ashley tenho 20 anos, sou estudante de música e sempre venho na estação 12 pra cantar e as vezes até ganho gorgetas.

Nesse dia eu somente sentei e comi meu sanduíche olhando as pessoas despreocupadas uma com as outras.

-Ei Ash como está? - Noah correu pro meu lado com um violão.

-Oi Noah, que maneiro o seu violão, posso? -Eu digo já puxando o violão da sua mão e ele senta me admirando.

Eu começo a dedilhar e fecho meus olhos cantarolando uma música. Quando vejo um rapaz sentado me olhando de longe, ele está vestido de branco cabelo preso e está com o celular na mão mas sem olhar para o mesmo. Eu me viro para o Noah que percebe que estou sem graça e da risada.

-O que? Você está sem graça? Você jura? Cadê a Ashley que eu conheço. Ele diz se levantando pegando o violão da minha mão e colocando dipindurando nas costas.

-Tenho que ir medrosa. Até amanhã. -Ele diz me dando um beijo no rosto e entrando no trem.

Quando eu volto olhar para o banco onde o rapaz estava sentado ele já não estava mais lá. Aquele olhar ... Me fez lembrar de alguém, porém eu não me lembro quem. Eu me levanto e sigo em direção a escada subindo e saindo na rua.

-Hm olá. - Uma voz masculina soa atrás de mim.

Eu me viro e vejo o rapaz que estava me olhando.

-Oii .. eh .. oi - Eu digo arrumando meus cabelos cumpridos atrás da orelha.

-Eu ouvi você cantando ... Com seu namorado, achei muito linda sua voz. - Ele diz vindo até mim.

-Ah obrigado, mas ele não é meu namorado somos amigos de estação. - Eu digo seguindo ao seu lado.

-Amigos de estação? - Ele diz me olhando com seus olhos castanhos claros.

-Ah sim, bom eu tenho um amigo em cada estação, as vezes eu fico aqui as vezes vou na estão Richard, e por aí vai. - Eu digo dando de ombros.

-Você gosta de cantar? -Ele diz colocando as mãos nos bolsos.

-Na verdade eu estudo artes, tudo que envolva artes me envolve também, então cantar é uma arte eu amo sim. Eu sorrio olhando pra ele.

-Ah nossa como sou indelicado. - Ele diz tirando a mão do bolso e estendendo pedindo minha mão.

- Eu me chamo Bruce, e você? - Eu coloco minha mão sobre a sua e ele beija suavemente e me olha logo acariciando em cima dela.

-Eu me chamo Ashley, prazer Bruce. -Eu digo sorrindo.

Nós nós olhamos e rimos seguindo em frente lado a lado.

Capítulo 2 Chuva em Nova York.

- Vi que você ficou me olhando enquanto eu cantatolava. Eu estava cantando mal?

- Não não, eu só, bom você nunca deve ter me percebido por que geralmente eu estou de preto, mas como eu estava trabalhando, então ... Eu fiquei mais vizivel ao seus olhos. -Ele sorri olhando pra frente.

-Ah, para, não fala assim. - Eu digo sem graça.

- A quanto tempo você vai me ver cantar? - Digo olhando pro mesmo.

- Acredito que um mês, não sei bem. Eu antes andava muito de carro e comecei pegar trem recente então. - Ele diz sem graça.

- Entendi. - Eu faço silêncio.

-Bom o papo está bom mas eu preciso ir ... -Ele diz se afastando de mim do nada.

-Ei onde você vai? -Eu digo preocupada, será que eu disse algo?

-Eu ... Preciso ir. -Ele diz atravessando a rua na frente dos carros e sumindo na multidão.

Eu sinceramente achei hiper estranho aquele sumiço do nada,mas deixei pra lá, se for pra gente se encontrar de novo assim será.

Nisso eu prossigo meu caminho até chegar no meu apartamento. Eu moro no centro de Nova York, apesar de não conhecer muito por morar a pouco tempo eu gosto de morar ali.

Recebo uma ligação é Calton me chamando pra participar de um grupo de música que terá na praça.

-Vamos vai, você precisa estar lá vai ser legal. - Ele diz eufórico pelo telefone. Calton é amigo do Noah, eles sempre andam juntos e são cantores. Mas Calton é profissional, e já está em um nível mais elevado que o nosso, ele faz shows e algumas vezes beneficente.

Eu olho pela janela e vejo que está chovendo.

-Calton, eu não quero pegar um resfriado tá bom? Eu vou ver se a chuva passa e eu vou mas se não, vou ficar assistindo meus programas prediletos da minha TV a cabo tomando um chocolate quente debaixo das minhas cobertas ok? - Digo rindo olhando a janela.

- Espero que mude de ideia Ash, a vida é muito curta pra se perder assistindo TV. Você sabe muito bem disso. -Ele diz isso e logo desliga.

Me sento no sofá de frente pra janela vendo a chuva cair e as luzes foscas por conta da chuva fina então decido que vou, a vida é muito curta pra ficar eperando as coisas de casa, ele reslrmnte tem razão quanto a isso.

Eu me levanto vou até o banheiro me aolhando no espelho após o banho vejo as minhas olheiras por noites sem dormir direito. Vou até o guarda roupa e pego uma roupa quente e cachecol.

No elevador encontro Clara, ela é a menina do 10 andar e sempre está com Bob seu cachorrinho de estimação.

-Oi Clara como está?-Ela sorri com o cachorrinho no colo e me responde.

-Eu estou bem Ash está indo passear? -Ela diz segurando Bob com tanta força que as vezes acho que ele vai explodir a qualquer momento.

Ele é um Pug filhote ainda, não chora por ela apertar, mas espero que quando ele cresça em mostre pra ela que está incontente.

-Você vai explodi-lo Clara. Né Bob? - Digo fazendo carinho em sua cabeça e ela o solta um pouco e eu vejo o alívio em sua carinha.

-Eu ainda tô aprendendo, tenho medo dele fugir então ... Você está saindo? -Ela diz curiosa quando o elevador abre e saímos calmamente.

-Bom eu ... -Nisso o Bob foge do colo de Clara que sai em disparada atrás dele saindo pra rua.

Eu corro atrás dela gritando pra ela não ir pra rua e com certeza é a mesma coisa que falar com o Bob, sem obediência alguma, quando ela chega perto da rua movimentada ela não pensa duas vezes e corre pro meio da rua eu vou atrás dela e a empurro e sinto meu corpo ser levado por um carro caio no chão de barriga pra cima.

Fico olhando pro céu escuro e sentindo a chuva caindo no meu rosto e muitas pessoas a minha volta.

Capítulo 3 Me note.

Eu tento mexer meu braço sem sucesso. Tento mexer minhas pernas e consigo e tento me encher mas chega um rapaz e pede pra que eu fique imóvel.

-Moça você se jogou na frente do carr, por que fez isso?

-Eu estava tentando salvar uma garotinha, você não deve ter visto por que ela é muito pequena. Ela está bem? O nome dela é clara por favor veja se ela está bem.

Eu digo preocupada por não poder me mexer e logo escuto Clara chorando e os latidos desesperados de Bob.

-Ash me desculpe, por favor me desculpe eu não queria.-Ela diz chorando desesperada.

-Clara meu amor fica tranquila, só vai pra dentro tá bom? Fica tranquila a tia tá bem. -Eu digo sorrindo vendo ela de relance.

-Moco não se preocupe com o carro eu pago o concerto tá bom?-Eu moro aqui na frente onde essa menina vai te mostrar o meu porteiro você pode pegar meu telefone com ele por favor? Clara ... Mostra o porteiro e conta o que ouve, e vai pra casa pro favor.

O rapaz do carro sem se preocupar sai e me deixa no chão e acompanha Clara, eu fico de olho pois não confio em ninguém. Os dois entram e logo ele sai sozinho vindo na minha direção.

-Eu só fui levar ela pra dentro, depois eu falo com seu porteiro ou com você mesmo, a ambulância está vindo espero que você fique bem.

-Nao se preocupe moço o máximo que vai acontecer comigo eh eu colocar gesso e pegar um baita resfriado -Eu digo rindo e todos em volta riem comigo colocando a sombrinha para me proteger, eu olho aqueles guarda chuva cada um de uma cor e me dá ideia de um novo quadro para pintar.

Então eu sorrio e sinto meu corpo amolecendo, por que? Não sinto dor.

Quando estou quase apagando vejo as luzes da ambulância e um rapaz saindo de branco de dentro, é um pamedico ele é forte moreno com cabelos perfeitos até ele sair na chuva e molhar e ficar escorrido em seu rosto.

- Olá como se chama? -Ele diz chegando perto de mim.

-Me chamo Ashley.

-Ashley eu me chamo Bruce. Interessante conheci uma menina linda hoje chamada Ashley. -Ele diz sorrindo, conheci aquele sorriso e sorrio pro mesmo também.

-Bruce você ... é paramédico? Que ... conhecidencia.

-Sim mocinha e você, o que ouve? Por que está toda machucada assim?-Ele diz imobilizando meu pescoço.

-Eu fui salvar uma garotinha de ser atropelada, e atropelada fui eu.-Eu digo sentindo como se meu corpo estivesse desfalecendo então sinto meus olhos fechando.

-Ei ei nada de me deixar mocinha ... Que tal cantar uma música pra mim?-Ele diz chamando a parceira.

-Qual? -Eu digo sem pensar.

-Qual você quiser. Qual você gosta mais?

Eu começo a sentir a dor encontrar cada osso do meu corpo, sinto que meu braço está muito dolorido. Mas quando olho pra ele, preocupado mexendo comigo, eu resolvo lutar por um momento e tento cantarolar algo.

-A primeira vez que te vi ... Meu coração sorriu, A primeira vez que te vi ... Toda minha tristeza sumiu- Sigo cantando com eles me colocando na maca e vejo que seu semblante é de preocupação, mais do que quando começou.

-Ei, por que parou essa música? Está linda. -Ele diz me olhando.

-Ach... Achei... -Eu gaguejo sem conseguir falar olhando assustada pra ele.

-Ta bom, vamos fazer assim não fique nervosa é normal não conseguir falar, você está em choque, por que entramos na ambulância agora ... Então eu vou cantar pra você pode ser?

-Rute você dirige pra gente? -Ela diz algo e seguimos em frente. Ele segura minha mão e começa a cantar.

-Ah se ela me notasse, só queria que ela me olhasse pra que eu pudesse te mostrar em como eu fico sem ar somente de pensar que ela pode me olhar ...

Eu sorrio e aperto sua mão, nunca tinha escutado aquela música, assim como ele também nunca tinha escutado a minha até por que eu que inventei e vi que ele está a falando aquilo pra mim, sinto meu corpo novamente amolecendo e começo a fechar os olhos ele fala comigo mas eu escuto sua voz de longe e cada vez mais longe até eu apagar.

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