Ela podia dizer que naqueles dias o
maior amor de sua vida era seus filhos já criados. Cada
um com a sua vida não dependiam mais dela. Resolveu
se separar quando viu que os filhos podiam cuidar de si
mesmos. Afinal tinha ficado casada apenas por eles. Não
queria ninguém criando seus filhos sem ser o seu pai.
Marcelo seu ex-marido era o homem que um dia ela
achou que era o homem da sua vida, se enganou
redondamente, apesar de terem vivido por quase 20
anos, foram anos sem emoção, em comum só tinham os
filhos e viviam como dois amigos... Nao, amigos
conversão, riem. Entre eles nao existia nada disso.
Apenas rancor. Mas durante o tempo que viveram...pelo
menos por parte dela sempre houve fidelidade e
companheirismo. Tanto é verdade que o ex-marido nunca
aceitou o fato da separação, ele nunca entendeu porque
ela o deixou. Mas voltando aos filhos. Pode se dizer que
sua responsabilidade de criar os filhos foi cumprida, para
ela pôr os filhos no mundo foi decisão dela e, no entanto,
cria-los até eles terem condições para viver sozinhos
era sua obrigação e isso ela cumpriu com louvor. Ela ja
se julgava dispensável, mas ainda se dava ao luxo de
sonhar. No alto dos seus 40 anos apesar de sonhadora,
sabia que as coisas já nao eram como nos tempos de sua
juventude.
Morava no Rio desde a infância, nao conhecia
outros estados muito menos outros países.
O dia começava como todos os dias, as 06 da manhã ela
levantava e se aprontava para ir trabalhar, tomava um
banho quente, vestia seu uniforme surrado. Já a muito
Anna trabalhava numa fábrica de temperos. Ia para a
cozinha, fazia seu café, ajeitava tudo e ia trabalhar.
Pegava o ônibus da empresa as 7:30 e chegava as 7:55,
batia o ponto e ia fazer suas obrigações. Era muito intima
da amiga Divina, uma colega alegre e muito direta.
Divina era uma mulher magra, alta de cabelos curtos,
também de meia idade, porem vivia a vida como se não
houvesse amanhã. Anna era quem a tirava das
encarrascadas em que ela se metia. Divina amava a
amiga como se ama uma irmã, sabia que em qualquer
situação podia contar com ela. - Bom dia amiga, como
você está hoje?
-Estou bem, só um pouco cansada. Respondeu Anna.
Como ela era uma pessoa muito otimista, sempre estava
com um sorriso no rosto. - E você como foi o encontro
com aquele rapaz? Miguel né?
- Foi muito bom, o cara e a pessoa mais gentil, educada e
carinhosa que eu já conheci. Nós vamos sair novamente.
Quer vir com a gente? Ele tem um amigo, a gente pode
chamar ele, o que acha?
- Ah, nao sei nao, você sabe como eu sou. E acho que
esse negócio de encontro, namoro, nao e para mim, o que
eu quero de um relacionamento não existe mais.
- Também... Você é muito exigente amiga, tem que parar
de procurar perfeição. Se resolver me fala, vou cuidar
dos meus afazeres, até mais tarde amiga.
- Até mais tarde.
A manhã correu como sempre, sem
nenhuma surpresa. O sinal da sirene avisa que o horário
de almoço começou. Anna vai se juntar à Divina no
refeitório elas conversam sobre o encontro da noite
passada. Divina conta tudo, até os detalhes mais
sortidos, o assunto vai longe, ela tenta convencer Anna
de se encontrar com "amigo" do amigo dela. Anna nao
achou muito interessante, mas promete pensar. Segundo
a amiga, o amigo tinha mais ou menos a mesma idade
que a dela. Ela nao o conhecia pessoalmente mais
segundo Miguel era um cara legal. A hora do almoço
passa rapidamente e elas voltam ao trabalho.
A tarde passa normalmente e logo chega a hora de ir
para casa, o dia seguinte era sábado e elas nao
trabalhavam, ou pelo menos nao estavam escaladas.
Combinaram de ir se falando. Na manhã de sábado é
como as outras manhas de sábado, se levanta cedo, faz
seu café, cuida de suas plantas, dá uma geral na casa e
faz seu almoço. A tarde vai descansar.
O aplicativo chama. Sua amiga Divina chamando-a para
sair logo mais, Anna se esquiva de todas as maneiras,
mas nao houve jeito. Divina estava decidida a leva-la
junto. Anna já havia saído outras vezes com ela e seus
amigos. Eram passeios sem graça, com homens que não
tinham assunto, só queriam mesmo leva-la para a cama.
E ela sempre esperou algo mais, sabia que não ia
encontrar com os amigos da amiga. - Vamos comigo
amiga, você quase nao sai, e eu gostaria de ti apresentar
o Miguel, ele vai levar o seu amigo Paulo pra você
conhecer.
- Amiga você sabe que eu nao quero mais perder tempo
com coisas que nao vão dar em nada.
- Se você nao quiser, nao vai rolar nada, só fazer
amigos...vamoooos!
- Ta bom, onde encontro voces?
- Te pego as 20:00 horas... ai, ai!!! Ele tem carro. Kkkk
- Ok. Anna continua seu descanso de depois do almoço.
Logo pegou no sono. Acordou já passava das 18:00 horas,
ela se levantou, assistiu um pouco mais de tevê e foi se
arrumar, faltava pouco para sua amiga passar. Por mais
que ela soubesse que era outra saída sem graça, não
teve como escapar, ela gostava de agradar e naquele
momento não foi diferente.
Anna vestiu um vestido azul que destacava seu corpo
mostrando que ela ainda era uma mulher bonita e
atraente, calçava um sapato de salto alto o que a deixava
mais desejável ainda. A maquiagem era bem sutil, ela
nao gostava muito, mas queria ficar apresentável
então...O cabelo solto. Era um cabelo bem cuidado, mas
na altura do pescoço, curto por assim dizer. Apenas
batido nada de escova. Ela se olhou no espelho e
aprovou. Estava como queria estar...O mais simples e
elegante possível. Ela era dessas que menos é mais. Nao
demorou muito e sua amiga Divina chegou.
Anna entra no carro e cumprimenta Miguel. O rapaz era
um homem bem-apessoado de dentes claros e um
sorriso largo, meia idade muito educado. - Boa noite,
como voces estão?
- Muito bem e você? A Divina fala muito de você.
- E essa louca fala bem ou mal?
- Amiga, você e a melhor.
- Ela fala muito bem, diz que você e como uma irmã para
ela.
- Que bom, também gosto muito dela. Gentilmente ele diz
que irá passar na casa de Paulo para pega-lo.
- Se nao se importar vou pegar o Paulo. É aqui perto.
- Sem problemas. Estou por conta de voces.
- Vamos nos diverti muito hoje amiga.
- Hum, hum.... Quando eles chegam, Paulo já estava na
porta esperando, ele entrou e era um homem bem
cuidado e lindo, tinha os seus 45 anos. Tinha o físico
escultural chamava muito a atenção, grisalho. Deixava
transparecer que era muito fechado, mas sem deixar de
ser amigável. Parecia ser experiente. Era de poucas
palavras. E porque Anna nao conseguia ver nele os
amigos irresponsáveis e fúteis de sua amiga? Anna se
gabava de saber exatamente como era as pessoas. E era
justamente por isso que nao se envolvia com facilidade. -
Boa noite a todos.
- Boa noite, respondeu Anna não demonstrando muito
interesse,
- Boa noite. Divina como sempre respondeu muito
animada.
- Boa noite meu irmão, está e a Divina minha namorada e
a Anna sua melhor amiga. Onde vamos hoje?
- Que tal aquela casa de dança lá na Tijuca.
- E mesmo né? La e muito bom. Voces vão gostar.
No caminho apenas o silencio reinava. Ela olhava de vez
em quando para Paulo, imaginando o quanto aquele
homem lhe chamava a atenção. Ja havia vários anos que
nenhum homem lhe causava tamanho interesse. E
pensava será que ele também ficará interessado? Ela era
uma mulher recatada e se dependesse dela o primeiro
passo. Aí estava lascado. Ela nao tinha atitude para isso.
Divina vendo aquele silencio se pronunciou: - Então
Paulo, faz o que para viver?
- Sou Advogado.
- Que bom. Já tem sua própria empresa?
- Já sim.
- Que bom, você nao perguntou, mas somos operarias na
fábrica de tempero. Trabalhamos lá há muitos anos.
- Acredito ser um trabalho bastante cansativo.
- E muito cansativo mesmo.
- E você Anna nao fala nada?
- Ah, sim, claro que sim. É um trabalho cansativo e tudo
mais...mas paga as contas. Não é amiga?
- E sim minha irmã.
- Todo trabalho paga as contas.
Paulo foi ríspido. Anna já achou que entre eles nao iria
ser fácil. Ela continuou calada e ele também se calou e
nao deu mais conversa.
A chegada na casa de dança foi cheia de tumulto, as
pessoas empurravam daqui e empurravam dali, mas no
fim conseguiram entrar, arrumaram uma mesa de fundo
onde dava para ver toda a pista de dança. Muita gente
bonita no salão, e dançarinos de toda qualidade.
Dançarinos experientes, iniciantes e medianos. Anna se
classificava como mediana, mal sabia ela que poderia se
considerar experiente. Divina gostava mesmo era de
beber, dava uns passinhos, mas logo se cansava.
Pediram alguns aperitivos enquanto Anna pedira agua.
Paulo logo a questionou: - Você nao bebe?
- Nao, bebida me faz muito mal. Miguel e Divina nao se
largavam deixando Paulo e Anna desconcertados. Paulo
a chamou para dançar, era um tango. Ela toda tímida
aceitou. No salão, eles deslizavam na pista, Paulo ficou
encantado com a leveza da parceira. Quando a chamou
para dançar não imaginava se tratar de uma dançarina
experiente. Ele pergunta: - Nossa como você dança bem.
- Nem tanto, dou meus pulos. O engraçado e que Anna
sentia uma certa intimidade com Paulo, ela nao sabia de
onde vinha, mas a impressão e que o conhecia desde de
sempre. Os dois pareciam parceiros de dança a muito
tempo. Logo começa a tocar um bolero e os corpos deles
ficaram mais juntos. Anna estava toda arrepiada, um
sentimento que a muito tempo ela nao tinha. Aquele
homem definitivamente mexia com ela. Ao mesmo tempo
que sentia essa intimidade, ficava irada por se sentir
assim e, queria repeli-lo, fazer com ele ficasse longe
dela.
- É incrível como nos damos bem dançando. Você e
leve como uma pluma.
- Impressão sua, você deve dançar assim com todas,
afinal nao deve sair dessas casas de dança.
- Você nao sabe nada sobre mim...
- Sei o suficiente.
- Você e uma mulher muito dura, diz ele puxando-a mais
ainda para perto dele.
O coração de Anna estava acelerado e o seu corpo todo
tremulo. O que aquele homem tinha que a deixava tão
excitada? Anna logo o deixou no meio da pista, nao podia
deixar que ele sentisse as reações do seu corpo que
queimava como se estivesse com febre. Essas reações
se bem se lembra era coisa dos seus 18 anos. Ele veio
atrás dela questionando porque ela o deixara no salão. -
Que é isso? Ficou louca por acaso?
- Nao. Só me cansei e vim descansar
- Nunca mais faça isso. Anna deu de ombros e começou
e conversar com a amiga. - Então? Se divertindo?
- Muito. O que achou do Miguel? Ele nao e ótimo?
- Muito legal, educado. Bom e até onde vi está muito
interessado em você. Nao vai estragar tudo mais uma
vez Divina.
Ela era uma mulher muito festeira e
costumava por seus relacionamentos a perder por ser
assim. Paulo e Miguel cochichavam. E Anna era capaz de
dar uma unha para saber sobre o que falavam. Divina
interveio. - Vamos dançar Miguel?
Esse a atendeu prontamente. Paulo se virou e começou a
questiona-la. - Você tem alguém?
- Nao. Se tivesse nao estaria aqui.
- Nao sei, conheci muitas mulheres que levavam vida
dupla.
- Nao e o meu caso. A noite passou e eles retornam para
casa. Anna ainda se sentia intimidada por aquele homem.
O que ele tinha que a deixou perturbada. No caminho se
perguntava se o veria de novo. E foi nesse momento que
teve certeza que sim. - Então? Pode me dar o seu
número?
- Porque nao? 21 9.... Anna desceu do carro, deu boa noite
a todos e entrou.
Anna entrou pensativa. Porque aquele homem tinha
mexido tanto com ela? Mexeu com sentidos que ela havia
a muito se esquecido. Seu corpo se arrepiava a cada vez
que pensava como seria ser tocada por ele! Não
conseguia entender. E foi pensando nele que ela pegou
no sono.
No dia seguinte, era domingo e ela não tinha planos de
sair, pensava em apenas ficar deitada no sofá vendo
televisão e descansando, afinal era para isso os finais de
semana. Se levantou e fez como de costume: Tomou um
banho quente, escovou os dentes, pois uma roupa bem
leve. Ainda pensava em Paulo. Será quando vou vê-lo
novamente? Será que vai me ligar? Espero bem que sim.
- Aff... que pensamento era aquele? Eles nem tinham se
dado bem. Ela não estava interessada, apesar do seu
corpo dizer o oposto.
Foi a feira como de costume. Lá ela conhecia todos os
feirantes, porque todo final de semana lá estava ela
fazendo compras de verduras, frutas e tudo mais que
fosse necessário para ter uma alimentação saudável, ela
sabia que não tinha mais idade para exageros, por isso
era bem comedida com sua alimentação. Enquanto
caminhava pela feira o seu celular tocou. Era um número
que ela não conhecia, mas atendeu assim mesmo.
- Bom dia!?
- Bom dia! Sabe quem está falando?
- Não. Quem é?
- Adivinha.
- Olha, se você não se identificar, vou desligar.
- Credo, quanta seriedade... E o Paulo. Anna ficou sem
ação.
- Você ainda está aí?
- Claro, que surpresa! Como você esta?
- Bem! Não pensou que pedi seu telefone apenas por
pedir né?
- Não. Claro que não.
- Então? Pensei em nos encontrarmos mais tarde para
um passeio no Bosque da barra. O que você acha? Anna
ficou atônita, não sabia o que falar.
- Anna?
- Claro, a que horas?
- Às 15 horas passo na sua casa para te pegar. Tudo
bem? Ela ainda estava muito surpresa, por isso demorou
a responder.
- Ok. Até logo!
- Até logo! Durante um tempo ficou ali. Parada no meio
da feira. Tentava assimilar aquele telefonema. Não é que
ele também ficou interessado. Ela sorri e vai embora. Ela
não sabia porque, mas ficou feliz com aquele telefonema.
Anna voltou da feira cheia de sacolas, colocou tudo em
cima da mesa e ficou a pensar: "O que era aquilo? " Eles
nem tinham se dado bem. Bom ela iria sair com ele para
ver no que dava. Colocou tudo no lugar
Preparou o
almoço com muita ansiedade seu coração estava
acelerado. Porque ela estava assim? As 13 horas
começou a se arrumar. Não tinha ideia do que vestir.
Olhou para seu armário e não encontrava nada que a
agradasse. Até, que se deparou com um conjuntinho de
blazer e short e uma blusinha transparente branca.
Apesar de ser uma coroa, ainda tinha um corpo esbelto e
quase tudo lhe caia muito bem. Já passava das duas e
meia quando Paulo chegou. Ele apertou a campainha, ela
logo veio atender.
- Quem e?
- E o Paulo, já está pronta?
- Você está adiantado. Entra. Ela abriu a porta e ele
entrou sorrindo. Aquele sorriso. Os dentes brancos, os
lábios carnudos e rosados. "Aquela boca foi feita para ser
beijada". Meu DEUS, que pensamento e esse? Se
contenha Anna.
- Me desculpa chegar adiantado, estava
ansioso pelo nosso encontro, afinal ontem pareceu ter
ficado um mal-entendido no ar.
- Não tem problema, estou terminando. Senta aí. Paulo
ficou encantado com aquela bela mulher, arrumada,
discreta e perfumada. Também ele não sabia dizer o que
estava sentido. Ele era um homem que nunca deu muita
importância a relacionamentos. Desde, que a sua esposa
faleceu não encontrara ninguém que o
interessasse, mas aquela mulher era diferente. Quando
ela voltou a sala, já estava pronta.
- Podemos ir?
- Podemos sim. No caminho os dois estavam em silêncio.
Olhavam pelo canto dos olhos certamente para tentar
entender porque eles estavam tão tímidos. É ela que
quebra o silêncio.
- Então? O que você faz mesmo?
- Sou advogado.
- Em que área?
- Criminalista. Mas se precisar outras áreas também.
- Então se eu matar alguém posso contar com você?
Disse sorrindo. Seu sorriso era iluminado, tinha uma
boca bonita, pensou ele.
- Você não seria capaz disso. Parece-me ser uma boa
pessoa.
- E sou mesmo. Você parece ser bom em julgar.
- Trabalho a muito com pessoas de todos os tipos:
Pessoas boas, outras ruins, umas nem tanto, enfim o ser
humano e poço de reações e emoções.
- Você e solteiro, casado?
- Viúvo.
- Oh! Me desculpe.
- Não se preocupe, já faz muito tempo.
- Não quis se casar de novo?
- Não encontrei ainda ninguém que valesse a pena,
minha esposa elevou muito o nível de mulheres que
poderiam me interessar. Assim não conheci ninguém que
se igualasse a ela.
- Tem filhos?
- Não e você?
- Sou divorciada, tenho dois filhos adultos, um é casado o
outro solteiro, moro sozinha, eles vêm de vez quando me
ver, mas não é sempre. Acho que deixei de ser útil,
então... Eles chegam ao bosque da barra e continuam
conversando como se conhecesse um ao outro a muito
tempo. Paulo fica maravilhado com a inteligência de
Anna e ela adora como ele explica as coisas para ela. Ele
pensa que ela poderia ser muito mais que uma operária.
Não que ser uma operaria seja algo ruim, mas ela parece
ter estudado muito. O tempo passa sem que eles
percebam e logo já e noite, ele vai levá-la em casa, ela
se sente como uma adolescente,
Na porta ela pergunta?
- Quer entrar?
Ele responde como se esperasse o convite.
- Posso?
- Claro, vamos tomar um café com torradas. Eles entram
e ela vai preparar o café, ele se senta na cadeira em
volta da mesa e fica observando ela se movimentar na
cozinha. A casa não é grande: Sala, cozinha, quarto e
banheiro. Mas é aconchegante e cheirosa, ele gosta de
estar ali. Apesar de a casa dele ser bem diferente, ele se
sente bem. Acolhido!
O café fica pronto e as torradas também, ela o serve e
eles comem em silêncio. Anna o olhava por baixo sem
saber o que dizer. Terminaram e foram para a sala de tv.
Ele se sentia em casa, só ela estava um pouco
desconfortável. Desde, que se separou nunca levara
ninguém na sua casa. Ele foi o primeiro a quebrar o
silencio.
- Gostei muito do nosso passeio. Podemos
repetir.
- Claro! Quando quiser, também gostei muito.
Ele olha no relógio e já passa das 22 horas e resolve ir
embora.
- Bom, a conversa ta boa, mas tenho que ir,
tenho uma audiência logo cedo.
- Eu também pego cedo no batente, foi um prazer de
verdade.
- Eu ligo para marcamos de sair novamente. Tchau! Ele
se vira e diz:
- Tem uma coisa que estou querendo desde
que nos encontramos!
- É? O que é? Ele se aproxima e a beija longa e
carinhosamente. Ela sentiu seu corpo desfalecer, ficou
quente e não teve como disfarçar o quanto estava
gostando daquele beijo, seu rosto estava em brasa. Ele
percebeu e sorriu veladamente. Ele foi embora deixando
ela ardendo de desejo por ele. Como era possível?
Reacender desejos a tanto tempo esquecido? Demorou
muito para dormir. Pensamentos pecaminosos passavam
por sua cabeça, esses pensamentos não a deixava
dormir. Foi preciso tomar um banho frio. Quando
conseguiu pegar no sono já era quase de manhã.
Como todos os dias, levantou, tomou seu banho, pôs o
uniforme, fez seu café e saiu. O ônibus da empresa como
sempre passou as 7:30 horas. Sua amiga estava lá,
sentada na última poltrona. - Bom dia! Amiga!
- Bom dia! Como foi o seu final de semana? Perguntou
Anna toda animada.
- Melhor impossível. Passei o final de semana todo com o
Miguel. Ai amiga, acho que estou me apaixonando.
- Mulher! Foi o quê? O terceiro encontro? Está muito
cedo para isso, tem que o conhecer melhor.
- Você e suas desconfianças, tem que se entregar, não
estamos mais na idade de ficar se privando das coisas ou
dos desejos. Se quer vai lá e faz.
- Não pode ser assim, olha o tanto de feminicídio. Temos
que nos cuidar!
- Eu não sou assim, me entrego quando estou gostando.
Acho até que vou chamá-lo para dormir lá em casa, só
dormir, vou dizer-lhe que não quero morar junto,
mas quero que fiquemos mais íntimos...KKK
- Você e louca mesmo! Então me encontrei de novo com
o Paulo ontem.
- Serioooooo? Conte-me tudo, não me esconda nada.
Quero até os detalhes mais sortidos.
- Fomos passear lá no bosque da barra. Ele e um homem
muito interessante.
- Não te falei, o Miguel me disse que ele e muito
reservado. Lembrei logo de você.
- Ele ficou de me ligar de novo, vamos ver. Elas chegam
a fábrica as 7:55 horas, batem o ponto e vão para seus
afazeres. A manhã corre como todos os dias sem
grandes acontecimentos. O alarme da fábrica toca
sinalizando que já e hora do almoço, as amigas almoçam
juntas. Durante o horário de almoço seu celular toca, era
Paulo.
- Olá! Está tudo bem?
- Tudo bem e você?
- Pensando muito em você, gostei muito do beijo. Anna
sente seu rosto queimar. Mas não deixou que ele
percebesse que ela estava tendo uma atitude de
adolescente, ela agradece a DEUS não ser uma chamada
de vídeo.
- Eu também gostei muito, já fazia bastante
tempo que não me sentia assim.
- Assim, como?
- Você sabe. Não me faça responder. Morro de vergonha,
já não tenho idade para esses arroubos.
- Quero ti, ver de novo. Marca o dia e a hora. Vou ficar
esperando ansioso.
- Pode ser quarta-feira. Jantar lá em casa.
- Para mim, está ótimo. Quer que eu leve algo?
- Só se quiser beber algo. Eu não sou de beber.
- Está bom, vou levar um vinho. Até lá.
- Até lá. Beijos! Oh! Me desculpe, acho que não temos
intimidade para isso ainda né?
- Não tem importância, vamos chegar lá. Ela desliga e diz
para a amiga: - Era o Paulo.
- Mentira! A coisa ta ficando seria hein? Quem diria?
...kkkk
- Séria demais. O dia passa que Anna nem vê. Fica as
voltas com seus pensamentos no jantar de
quarta-feira. Ela fica pensando nas coisas que podem
acontecer. "Será que vamos fazer amor? ". Que
pensamento e esse? Fica vermelha. Mas admite para si
mesma que pode acontecer. Tinha tanto tempo que ela
não se relacionava com ninguém que pensava ter
esquecido como é. Melhor ficar preparada diz para si
mesma. Vou me depilar, fazer as unhas. Acho que vou
num salão de beleza e fazer tudo que for necessário, não
quero passar vergonha. Na terça-feira é como todos dias,
se arruma, faz seu café e sai. As 7:55 chega a empresa e
vai direto falar com seu chefe. - Bom dia! Pedro.
- Bom dia! Posso ajudá-la? Pedro era um homem de meia
idade, era bondoso e tentava ajudar a todos.
- Só vim avisar que amanhã não vou poder vir trabalhar,
tenho algumas coisas para fazer e gostaria de ser
liberada.
- Precisa de ajuda?
- Não. São problemas corriqueiros mesmo. Ela não quis
entrar em detalhes.
- Você sabe que é uma funcionária exemplar, então não
vou impedir. Você pode faltar que eu ti abono.
- Muito obrigada! Pedro... fico feliz em fazer o meu
trabalho a contento. Ela vai para os seus afazeres, Divina
por vezes passa por ela e com uma cara muito
cínica e brincando diz: "Amanhã tem"... A hora do almoço
chega e elas vão conversar. Anna está muito ansiosa e
pergunta a amiga o que ela deve fazer para o jantar?
- Amiga, qualquer coisa que fizer vai ser bom, você e
ótima na cozinha. Não faz nada muito pesado, para
não atrapalhar. Kkkk
- Você não presta, acho que vou fazer um estrogonofe o
que acha?
- Boa... E simples e rápido.
- E de sobremesa acho que torta de maça.
- Hummmm... delicia!
- E isso. Já tenho o cardápio do jantar.
Quarta-feira chega e Anna vai cedo ao salão de beleza, ela faz tudo que tem direito, um verdadeiro dia de princesa. Ela até almoça por lá. Já passa das l6:00 horas quando ela chega em casa. Vai para a sala e começa a ver tv., mas não consegue parar de pensar no jantar que acontecera mais tarde. Ela está muito acelerada. Senta e se levanta várias vezes. E tem momentos que se lembra do beijo, sorri se achando uma idiota. Mas se sente feliz, como há muito tempo não se sentia.
Ela deixa o jantar adiantado e vai se arrumar, põe um vestido rosa muito confortável, coloca seu perfume preferido e uma rasteirinha. Paulo chega. Toca a campainha, ela atende já sabendo ser ele. Mas atende como atende todo mundo. Só para ele não pensar que ela está desesperada. Ela sorri de si mesma. Como era boba.
- Quem é?
- Sou eu Paulo.
Abre a porta e ele está lá. Todo sorridente, quando o vê, seu coração dispara. Paulo a beija na testa e ela se sente aquecida e envergonhada. Pensa "Sera que estamos namorando? ".
- Como você esta?
- Estou muito bem. Estava ansioso para ti ver outra vez.
- Serio? Desculpa perguntar Paulo, mas como tem muito tempo que não me envolvo com ninguém, não consigo entender o que ta rolando aqui.
- Não se preocupe, o que está acontecendo e que estamos nos conhecendo e eu estou gostando muito. Paulo a beija longa e envolventemente. Anna retribui e por ela ficaria ali, o beijando. Mas as panelas ainda estavam no fogo e ela teve que ir ver para não queimar. Ele abriu o vinho e começou a tomar um pouco antes do jantar. Conversavam muito, sobre vários assuntos. Era espantoso como eles se entendiam. A conversa entre eles nunca caia na monotonia, sempre tinham muito o que conversar. O assunto corria bem, quando ela serviu o jantar. Ele comeu e se deliciou com a sua comida, fez vários elogios.
- Nossa a quanto tempo não como uma comida tão boa, bem-feita e temperada.
- Obrigado. Você e muito gentil. O jantar terminou e eles foram para a sala, ela acanhada senta ao seu lado e liga a tv. Pergunta-lhe se quer um café, mas ele diz que não. Ele aproxima dela e tenta beijá-la, ela se afasta, e o fixa e volta a perguntar:
- Paulo vou te fazer uma pergunta e quero que você seja muito sincero comigo. O que está acontecendo entre nós? Como já te disse já tem muito tempo que não me relaciono com ninguém e se você estiver apenas querendo sexo, não e comigo que você vai achar, já não tenho idade para estar me aventurando em relacionamentos que certamente não vão dar em nada. Paulo olha bem dentro dos seus olhos e responde:
- Eu não estou só procurando sexo. Até porque sexo eu encontro em qualquer lugar, desde que minha esposa morreu, já passei por vários casos. Diferente de você eu venho procurando algo ou alguém que faça eu me sentir vivo novamente a bastante tempo. Minha esposa era uma pessoa muito especial e ela elevou muito o nível da mulher que eu procuro para ter algo sério. Já disse isso antes a você. Pensa que se quisesse só sexo, não teria tido na noite em que nos conhecemos? Não. Com você eu quero ir mais longe pode acreditar. Anna o fitou e brincou:
- Acha mesmo que teria sexo comigo na primeira noite? KKK Claro que não, eu sou difícil. Ele se aproximou dela e a beijou longamente, e quanto mais se beijavam e se abraçavam, mais os seus corpos pediam um pelo outro. Ele desabotoou seu vestido o sutiã...
Tudo lenta e carinhosamente enquanto a despia ia beijando seu corpo de cima a baixo, logo estavam nus, corpos colados. No corpo de Anna vinha à tona algumas memórias corporais que a faziam se sentir muito bem, memórias que em algum momento da vida adormeceram.
Anna sussurrava, murmurava, grania e soltava gritos de prazer que fazia aquele homem querer dar mais prazer á ela. Era como se fosse a primeira vez dela, ela nunca tivera um homem que a deixasse tão à vontade na hora do sexo. Antes de penetrá-la ele lhe vez um oral dos deuses, ela não se conteve e chegou ao clímax. E quanto ele a penetrou, ela pensou que ia desfalecer. Quanto mais ele a estocava, mais ela suplicava por ele. Ele foi acelerando as estocadas e chegaram ao clímax juntos. Eles ficaram ali, cansados, ofegantes e trêmulos por uns minutos, até suas forças se refazerem. Levantaram, foram até o banheiro e tomaram um longo banho juntos, se beijando, se tocando. Naquele momento era como se o mundo tivesse parado só para eles se amarem. Só existiam os dois. Depois do banho, depois de tudo. Ela se sentia leve e que estranho. Só pensava em sorvete! A única coisa que representava aquele momento.
- Quer sorvete?
- Vou ficar diabético! Depois de um momento doce como esse, ainda tomo sorvete?
- Não tem problema, meu sorvete e dietético ela se levantou enrolada em uma toalha e foi para a cozinha sorrindo. Já era tarde quando Paulo foi embora, Anna tinha se renovado uns 20 anos, voltara a se sentir jovem, deitou–se em sua cama e ainda sentia o perfume de Paulo, abraçou-se ao travesseiro e pegou no sono sentindo-se leve como uma pluma.
No outro dia como sempre ela se levanta, toma seu banho, mas dessa vez era diferente, ainda sentia o corpo de Paulo. Sua intimidade ainda arde. Ela se lembra da noite passada e fica arrepiada. Veste seu uniforme surrado, vai para a cozinha prepara seu desjejum, volta a se lembrar da noite anterior. Ela sorri e sai para trabalhar, quando entra no ônibus José o motorista sorri-lhe e comenta:
- Você está diferente, ta muito bonita hoje, viu passarinho verde? Ela responde:
- Verde não, de várias cores. E vai sentar-se ao lado da amiga Divina, que já percebe que algo aconteceu.
- Me conta.
- Curiosa! O que quer saber.
- Tudo.
- Hummmm! Tudo não, porque não sou dessas. Mas vou contar o necessário. Está bem, por onde eu começo? Ah sim, fizemos amor! E foi maravilhoso, sinto-me andando nas nuvens. Kkkk
- Serioooooo! Ele e bom de cama?
- Para com isso, ele não foi só uma transa como seus casos. Foi uma coisa que não sei explicar. Foi incrível!
- Você vai vê-lo de novo?
- Espero que sim... e espero ansiosamente. A manhã passou como todos os dias, Anna sempre muito compenetrada nos seus afazeres. Logo chega a hora do almoço, a sirene toca mais uma vez indicando. Anna e Divina se juntam no refeitório.
- Te ligou
- Ainda não. Vamos ver se ele liga.
- Você perguntou-lhe se vocês estavam namorando?
- Claro que não.
- Você e suas esquisitices...
- O quê? Sou adulta, se ele ligar é porque significou algo, se não ligar é porque não gostou. Não vou ficar me martirizando com isso. A noite foi ótima, seja como for, ganhamos os dois. A hora do almoço foi passando ela olhava a todo momento para o celular, não queria admitir, mas esperava mesmo que ele ligasse. A sirene toca... acabou o horário de almoço e ele não ligou... Anna se sentia péssima, mas não disse nada. A tarde acabou, O ônibus já esperava os operários para levar para casa. O caminho foi cheio de silêncio e pensamentos loucos. Anna não sabia porque ele não ligara. Estava triste e com o pensamento longe quando José disse:
- Seu ponto Anna. Ela se assustou e levantou rápido, se despediu de sua amiga e desceu do ônibus, já era quase noite quando ela chega em casa. Entra e vai tomar seu banho, no chuveiro ainda sente os beijos e os toques de Paulo. Seu corpo esquenta tanto que ela põe o chuveiro na água fria para acalmar. Veste um 'baby-doll' fino e confortável, senta-se na sala e vai assistir tv. Já são quase 21:00 Hs quando ela perde a esperança dele ligar. A tv estava ligada, mas ela não conseguia prestar atenção na programação. Ela vai se deitar e demora a pegar no sono, rola de um lado para o outro pensando na noite passada e tentando entender porque ele não ligara.
No dia seguinte, o relógio desperta as 06:00 horas, mas Anna já está acordada. Ela não dormiu bem a noite, teve vários pesadelos e ainda se sentia triste pela falta de contato de Paulo, ela pedira-lhe para não brincar com ela e agora era como um brinquedo que ela se sentia. Foi se arrumar para o trabalho e a rotina era a mesma, banho, escova os dentes, se veste, café, deixa tudo limpo e vai pegar o ônibus. José não consegue deixar de comentar:
- Cadê aquela mulher feliz de ontem? Ela responde:
- Escafedeu-se! E vai para o fundo do ônibus.
- E aí? Nada? Bom dia!
- Nada... está tudo bem. Eu sempre soube que os homens de hoje não querem nada com nada. Divina tenta consolá-la!
- Vai ver ele teve trabalho, teve que viajar. Ele não me parece ser um homem que quer apenas se divertir.
- Também pensei que não.
A manhã passa. Elas almoçam e conversam sobre várias coisas, procurando não pensar mais em Paulo. Voltam ao trabalho a tarde chega e a hora de ir embora também Anna embarca no ônibus e segue seu caminho muito calada, apenas sua amiga faz vários comentários sobre Miguel.
- Chamei o Miguel para dormir lá em casa, aí ele e um doce... fez o jantar, me serviu café matinal na cama. Estou apaixonada.
- Cuidado amiga.
- Não se preocupe! Dessa vez vai dar certo.
- Está bom. Até amanhã!.. Ha amanhã não estou escalada, até segunda.
- Eu estou, vou trabalhar até as 16 h. Divina responde com voz de desânimo.
- Até segunda.
Anna chega em casa e se depara com Paulo na sua porta. Ela olha-lhe com cara de brava. Ele vai beijá-la e ela vira o rosto.
- O que foi?
- Nada não.
- Ta brava porque eu não liguei? Perdoa-me, tive um caso meio complicado e me tomou mais tempo do que devia. Eu quis ligar, mas não houve jeito, onde eu estava não dava rede, e só pude voltar hoje. Mas pensei o tempo todo em você, na nossa noite.
- Você não tem que me dar satisfação, afinal não somos nada um do outro.
- Como assim, "não somos nada um do outro"? Você e minha namorada, pelo menos e o que pensei que nós éramos.
- Somos namorados?! Eu pensei que para você fora só uma noite como outra qualquer.
- Claro que não. Respondeu surpreso.
Ela fica envergonhada por minimizar o que havia acontecido entre eles.
- Quer entrar?
- Pensei que não ia me convidar. Diz ele sorrindo. Paulo passou a noite com ela, fizeram amor quase a noite toda, ele era muito carinhoso, tinha uma pegada que a deixava louca, se amaram quase de todas as maneiras e posições possíveis. Ele acariciava suas partes íntimas a deixando enlouquecida, eles não se cansavam, se amaram muito. Quando já estavam exaustos pegaram no sono abraçados. No dia seguinte, se levantaram, tomaram banho junto, sempre se beijando, sempre se tocando, tomaram café e saíram, caminharam, sorriram, almoçaram, eles se divertiram muito, tudo era lindo. Escurecia quando voltaram.
- Quer ir na minha casa? Eu já vim muito aqui. Agora e você que vai.
- Vou. Espera eu me arrumar?
- Espero. Ela foi tomar banho, se aprontou. Vestiu uma saia branca com uma blusa azul com decote em V, sapato branco, muito perfumada. Quando ela saiu, Paulo ficou olhando como ela era elegante, simpática, uma beleza estonteante para uma mulher madura. Eles entraram no carro e saíram. No caminho, as mãos nas pernas dele. Ele pega as mãos dela e as, beija. Paulo está encantado com ela. E ela com ele. Quando eles chegam ela fica admirada, a casa dele era enorme, muito bem mobiliada com vários empregados, ela fica envergonhada. A casa dela e tão diferente da dele.
- Meu DEUS, você mora sozinho aqui?
- Desde que a minha esposa morreu. Eu sei que é muito grande para mim sozinho, mas quero construir uma família novamente, então nunca me desfiz da casa.
- Estou constrangida, minha casa e minúscula e não e nada parecido com essa.
- Me sinto bem lá, e pequena, mas aconchegante. Ele a pegou pela mão e a levou até o seu quarto.
- Fique à vontade, vou tomar um banho, já pedi para preparem o jantar.
- Não quero que se preocupe comigo, estou bem.
- Quero que durma aqui hoje, você fica?
- Não sei, tenho que lavar meu uniforme e dar uma geral na casa, afinal não tenho empregados.
- Não se preocupe, te levo mais cedo.
- Está bem.
- Só quero ficar mais tempo com você.
Ele toma banho, entra no closet e põe somente a calça do pijama. Anna admira seu corpo torneado, ele está em forma, parece que exercita muito e se cuida, ela fica admirada com ele. Ela está sentada na cama, ele a deita e começa a beijá-la da cabeça aos pés.
- É incrível como sinto tensão por você, e só encostar que fico louco.
Diz ele enquanto a toca. Ela pergunta sobre os empregados, e ele diz para não se preocupar. A sessão de beijos continua, ela fica em brasa, nunca pensou que ainda tinha tanto tensão. Por várias vezes ela disse a amiga que estava acabada para o sexo e agora tinha tanto tensão como tinha aos 18 anos. Logo estão nus se amando, ele a coloca de costas e a penetra, ela quase perde o folego. Ele fica num jogo de vai e vem que a faz gemer. Ele beija suas costas, lhe dá umas palmadinhas que só faz deixar as coisas mais loucas. Ele vai aumentando o vai e vem e logo chegam ao clímax. Eles ficam ali, cansados, ofegantes os corpos suados, ele a beija sem parar. Assim que recuperam o folego vão tomar banho e continuam se beijando. Ela se sente plena e ele muito feliz. Eles descem para jantar.
Zulmira e a governanta da casa, e ela quem cuida de tudo, mantêm todos os empregados na linha.
- Posso mandar servir o jantar senhor?
- Com certeza. Estou faminto, comeria um boi. Zulmira está e a Anna, você vai vê-la sempre aqui de hoje em diante. Faça o que ela pedir.
- Como vai Sra. Anna. Pode deixar Sr., Zulmira manda servir o jantar. Anna e Paulo são cúmplices nos olhares. Jantam, ficam se olhando como se soubesse o que outro quer dizer. Seus olhares diziam só safadezas. Após o jantar sobem para o quarto, é quando percebe que não tinha o que vestir para dormir, Paulo lhe empresta uma camiseta que lhe caiu muito bem com a calcinha. Paulo adora... Ele a abraça por trás e eles adormecem.