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Ashtar

Ashtar

Autor:: Carla Cadete
Gênero: Romance
Ashtar: Uma paixão inesperada Aliens: volume 1 Cíntia é uma jovem adolescente que sofre com preconceito na escola. Com o tempo ela cresce e muda um pouco, mas não tanto como gostaria. Um certo dia ela vai ao hotel fazenda a passeio, e um homem passa a seu lado e seu cheiro fica impregnado em suas narinas. Ashtar é um homem Pluptoriano vivido, com superpoderes, comum para seu planeta, mas que por um motivo trágico resolveu viver na terra dos humanos solitariamente, ele nunca soube o que é amar, até encontrar sua fêmea. Ele vê Cíntia e sente um delicioso e incrível cheiro de jasmim e mel, assim que passa por ela, que é uma humana, seu corpo todo se incendeia pela linda jovem desconhecida. O fazendo ter sua primeira grande busca por algo que nunca pensou em fazer, controla sua força e seus superpoderes, para viver essa paixão inesperada. Livro Registrado no CBL ISBN: 978-65-00-42483-6

Capítulo 1 Início

Capítulo 1

Manhattan - Nova Iorque - 2010.

Ashtar é um empresário bem sucedido. Em seus 33 anos... bom... a idade que aparenta ter no planeta Terra... está cansado da cidade grande.

Há muitos anos os humanos convivem com seres de outros planetas. Muitos os aceitam de bom grado, outros os repudiam.

Ashtar na verdade, tem pouco mais de 5000 anos, considerado um homem não tão vivido em seu planeta e sim jovem adulto.

Gosta de morar no planeta Terra, mas assim que chegou, a poluição era horrível. Com a tecnologia de seu planeta, fez muitas mudanças, fábricas, usinas e automóveis tiveram uma redução de quase 90% na poluição.

A pobreza e a fome também diminuíram muito. É feito um programa de conscientização com os restaurantes de todo o planeta, as comidas de almoços e jantares são feitas marmitas e distribuídas a moradores de rua. Uma coisa que Ashtar sabe que futuramente não haverá mais dependendo de seu povo, moradores de rua.

Seus pensamentos são cortados pelo seu amigo Mosha.

- Cara, vamos sair hoje? - Mosha fala sentado à sua frente com um sorriso nos lábios.

- Hoje não Mosha, vou me teletransportar para casa. - Ashtar fala desanimado.

- Vou com você. - fala mais feliz ainda, afinal poderá ver seu grande amor.

- Para ver Nastya, claro.

Piscando para o amigo, Mosha fala:

- Ela não sabe o que está perdendo.

Ao se levantar, Ashtar vai até o canto da sala fazer um café expresso, uma bebida humana que aprendeu a apreciar.

- Não sei como gosta de café, credo.

- Uma das melhores invenções humanas. - fala satisfeito.

Mosha, se arrepia só de imaginar o gosto horrível do café, mesmo lotado de açúcar.

- Eca! - fala Mosha fazendo ânsia.

Ashtar senta no sofá do seu escritório tomando um café.

- Tá explicado o porque minha irmã não te dá atenção. Você é muito imaturo.

Mosha se aproxima sentando no sofá em frente ao dele, fica magoado com o comentário, pois gosta da irmã do amigo há quase mil anos.

O último namoro dela durou quase uma década, até achar que se casariam. Seu coração na época ficou dilacerado só de imaginar ela casada com outro que não fosse ele.

- Não te condeno Mosha. Minha irmã é de parar o trânsito.

O amigo diz suspirando e sonhador:

- Nem me fala.

- Porque você não tenta de novo? Quem sabe dessa vez dê certo. - Ashtar o aconselha.

Mosha diz balançando a cabeça em negativa:

- Pra sair com o coração arrebentado novamente? Não, tô fora.

- Muda o jeito de paquerar ela.

Agitado, Mosha balança a mão dizendo:

- Deixa pra lá, cara. Vou passar o resto da vida amando sua irmã, calado.

- Sinto muito por você. Minha irmã é bem reservada, quase não sei de nada referente a vida pessoal dela.

Mosha muda o assunto, falar de sua amada o enche de tristeza:

- E você?

Ashtar termina de tomar seu café com ar de prazer, coloca o paletó perguntando:

- O que tem?

- Vai sossegar quando?

Ashtar olha para ele sem entender onde o amigo quer chegar, afinal de contas sempre é solteiro.

- Não sei do que está falando, sou um homem livre ou um alienígena, como dizem os humanos. Se não amei ninguém em 5000 anos, acredito que nunca irei amar na vida.

Mosha também coloca o paletó, o segue até o elevador e aperta o botão, dizendo:

- E as terráqueas?

- Não saio com humanas, você sabe disso.

- Ah, fala sério. Porque, não?

- Tenho medo de machucá-las. Elas tem o corpo muito delicado, você sabe como nós, Pluptorianos somos brutos no sexo.

Entram no elevador, sozinhos, Mosha insiste no mesmo assunto.

- Eu consigo conter minha força sobrehumana. Confesso que no começo é bem difícil, mas com o tempo você se acostuma.

Saem do elevador direto para a sala de reuniões.

- Eu acredito que no calor da emoção não vou conseguir, então é melhor nem tentar. - fala Ashtar dando o assunto por encerrado.

Dentro da sala vão para uma ante-sala, aperta um botão e aparece uma tela de monitor na parede.

Mosha, não fica suado com facilidade, mas dependendo de suas emoções isso acontece, como por exemplo, agora!

Seu corpo fica com as emoções abaladas só de pensar em ver Nastya, seu grande amor.

- Pronto? – Ashtar pergunta.

- Nasci pronto, cara. - fala com um pingo de suor escorrendo em sua testa.

Eles se teletransportam para seu planeta de origem pelo relógio em seus pulsos. O planeta Plupton é menor que a terra, mas habita todos os Pluptorianos adequadamente, cada casa tem uma boa distância uma da outra.

Como se movimentam rapidamente quando querem, não tem muitos veículos em seu planeta.

Eles aparecem em uma área de grande vegetação perto da casa do Ashtar.

- Eu sinto falta de morar em um local assim. A natureza é fascinante. - Fala Ashtar extasiado.

- Volta pra cá, uai!

- Não. Eu gosto do planeta Terra. E aqui me trás lembranças muito dolorosas.

Conversam andando até a casa de Ashtar que fica a poucos metros.

- Então, vira Fazendeiro.

- Não seria uma má ideia. - fala Ashtar pensativo.

Ashtar é reconhecido pela voz robótica da residência que abre a porta para entrarem.

- Bem vindo, senhor Ashtar. - fala a voz robótica.

- Já tinha esquecido dessa tecnologia toda das nossas casas. - diz Ashtar.

- Eu também. Eu me acostumei a abrir a porta na Terra. - sorri brincalhão.

Nastya entra na sala,ao ver o irmão o abraça com força.

- Ashtar irmão, que saudades.

Mosha se arrepia ao ouvir a voz da amada. Nastya abraça o irmão com carinho.

Ela vê Mosha e o cumprimenta.

- Bom dia Mosha, como vai?

Mosha sente um pingo de suor escorrer pela gola da camisa e passa a dedo por ela se sentindo sufocado. Nastya o faz sentir como se estivesse sendo consumido pelo fogo.

Olhar para essa mulher o queima por dentro, se ela soubesse como fica excitado. Ainda bem que a calça do terno é um pouco larga, da para disfarçar um pouco seu estado de prontidão.

- Bom dia, Nastya. - fala com a voz melosa.

Pela primeira vez em muitos e muitos anos, Mosha sente ela o olhar um pouco diferente, seus olhares se encontram, mas logo ela muda seu foco para o irmão.

Capítulo 2 Goiás

Capítulo 2

Goiás - Goiânia.

Colégio de Goiânia.

No pátio da escola, os colegas se cumprimentam antes de entrarem na sala de aula.

Caio um dia colegas de sala de aula da Cíntia, aponta com a cabeça e diz:

- Olha ali quem está chegando.

- Quem? - Júnior pergunta olhando para os lados.

- A ET magrela. - tem maldade e aspereza nas palavras do Caio.

- A salsicha?

Cíntia passa por eles, escuta as palavras que a ofende a um tempo, ela tenta passar por eles o mais rápido que pode, para não continuar escutando.

- Dizem que ela gosta do Pedro. - comenta Caio ainda com maldade em suas palavras.

- Sim, fiquei sabendo. Ele disse que ela não tem o que apertar, kkk... - gargalha Júnior e Caio o acompanha.

As lágrimas sobem em seus olhos, Cíntia corre até o banheiro, tranca a porta chorando sem controle.

Sua amiga Julieta, estava conversando com uns colegas, quando a viu correndo em direção ao banheiro.

- Me deem licença. - Julieta diz e sai apressada atrás de Cíntia, seu semblante demonstra toda a preocupação que tem com a amiga.

Julieta corre até o banheiro, entra, uma das porta está fechada. Antes de bater escuta a amiga chorando e seu coração se parte em mil pedaços, seus olhos enchem de lágrimas. Sabe o quanto a amiga sofre com os comentários de mau gosto dos colegas da escola.

- Amiga... - Julieta diz carinhosamente.

Se encosta na porta, suas lágrimas cedem, pela tristeza que sente vindo de sua amiga. Cíntia é doce, carinhosa, amorosa com as pessoas, não tem maldade no seu coração, diferente de outros que magoam por prazer.

- Eu não aguento mais isso Ju. - Cíntia fala chorando de soluçar, suas palavras quase não saem devido a dor crescente em seu coração.

- Amiga, não liga pra eles. São pessoas sem coração e sem sentimentos. - fala Julieta com o cenho franzido.

- Eles dizem o que veem.

- Para! Eles não veem tudo o que você é!

Cíntia abre a porta, se joga nos braços da amiga que faz carinho em seus cabelos a confortando.

- Já tenho quinze anos, tudo em mim, é inho ou inha. Bundinha, peitinho, corpinho e ainda ser comparada a um ET é o pior! Não entendo porque meu corpo não se desenvolve.

- Deixa de ser boba. Limpe essas lágrimas, você é linda do jeito que é. Você não percebe isso pois já tem uma opinião formada sobre si mesma.

Ela ajuda a amiga a se limpar, a pentear os cabelos, passa uma leve maquiagem para disfarçar os olhos inchados de tanto chorar.

- Vou voltar para casa. Não quero ficar aqui. - diz cabisbaixa.

- Estamos no colegial, você vai aguentar amiga. Todos nós sofremos com alguém ou algo. Você é forte, muito mais do que pensa.

- Não sei mais por quanto tempo vou aguentar essa situação. - suspira várias vezes tentando manter a calma e evitar as lágrimas.

Para não chamar a atenção dos colegas encrenqueiros, no seu dia a dia, anda sempre sem maquiagem, com roupas mais largas, como calça moleton e camiseta larga. Mesmo assim, os de sempre não a deixam em paz, Caio e Júnior, são de todos os que mais a magoa.

Julieta, sua amiga do coração, é como um anjo, sempre a ajuda, em tudo o que pode. Mas tem uma coisa que não consegue contar para a sua amiga. Que não tem mais vontade de viver!

Brasil, Goiânia - 2017.

Alguns anos se passaram, Cíntia está com 22 anos, não se sente muito diferente de quando tinha 15. A única diferença em sua vida, é que não demonstra mais sentimentos pelos garotos como antes.

Até hoje sofre "bullying", faz tratamento com psicólogo a cinco anos, cinco longos e incansáveis anos, desde quando tentou um ato contra sua própria vida.

Desde então, ela trabalha de dia e estuda à noite. Ocupa seu tempo e mente, o máximo que pode, tudo para não lembrar de certos desagrados de seu passado. Felizmente suas crises de ansiedade de pânico diminuíram muito desde que começou o tratamento.

Trabalha na farmácia desde os 17 anos e faz faculdade de farmacêutica a noite, ainda escuta comentários maldosos quando passa na rua dos antigos colegas de escola, mas não tanto como antes.

Está gostando de um colega de serviço, ninguém sabe, não paquera ninguém desde os 15 anos quando gostava de Pedro e o tentou namorar. Achava que ele era seu grande amor, na realidade foi sua grande decepção.

Sua amiga Julieta, sempre a chama para ir à academia, diz que se for verá alterações em seu corpo e pode fazer um regime para ganhar massa muscular.

- Ora, vamos. - insiste a Julieta toda carinhosa.

- Não sei. Sinceramente acredito que não vai dar em nada. - fala cheia de dúvidas e incertezas.

- Se você não tentar, não vai dar em nada mesmo.

- Posso até ir fazer, mas agora minha vida está muito corrida. Sabe como é fim de ano, provas e tudo mais.

- Está bem. Nos encontramos na academia, dia dois de janeiro de 2018, sem falta! - fala séria.

- Como quiser. - responde sorridente.

Se não fosse sua amiga Julieta, teria desistido de tudo a mais tempo, é uma pessoa tão boa e compreensiva. Suspira feliz, sim é por isso que ela tem o título de melhor amiga.

Dois meses depois, Cíntia termina mais um ano de faculdade com todas as honras. Seus pais, sempre muito amorosos e carinhosos a levam para viajar e um de seus restaurantes prediletos.

Dias mais tarde os pais avisam que vão viajar, geralmente ela não é muito chegada em passeios, mas dessa vez se interessa, pois vão para um hotel fazenda em, Novo Gama, Goiás. Um lugar que viu por fotos, mas se apaixonou.

São hectares e hectares de beleza pura e muita natureza, quase não acredita em tanta beleza que seus olhos veem.

- Que lindo. - Cíntia diz boquiaberta olhando a imensa paisagem verde.

No haras vê várias espécies de cavalos e fica encantada com os animais, seu pai chega de mansinho lhe cortando o raciocínio e pergunta:

- Gostou dos cavalos?

Cíntia é pega de surpresa pelo comentário do pai.

- Ah sim! Pai, eles são lindos!

A emoção toma conta de seu pai, que tenta disfarçar, a tempos não a via tão feliz.

- Não sabia que gostava tanto da natureza.

- Aiiinnn, nem eu. Aqui é lindo pai, essa será a melhor semana da minha vida.

Seu pai suspira pensativo.

- Voltaremos outras vezes amor. - diz o pai carinhoso a abraçando pelos ombros.

- Vou esperar ansiosa a próxima vez. - fala e sorri.

O pai pega sua mão e a puxa dizendo:

- Venha, vamos montar.

- Tenho medo pai. - faz uma expressão de preocupação.

- Eu te ensino, com o tempo perderá o medo.

- Está bem. Ai minha nossa senhora! - fala desesperada e o pai ri ao ouvir.

Cíntia confia cegamente em seu pai, para ela, tem os melhores pais do mundo.

Capítulo 3 Lembranças

Manhattan, E.U.A.

Edifício Ashtar Corporation.

Mosha anda pelos corredores do Ashtar Corporation, bem vestido de terno, entra sem bater na sala do seu amigo. Ao observar o seu semblante, percebe de imediato que ele está entediado.

- Que cara é essa meu amigo? - fala ao se sentar na cadeira à sua frente.

- Essa é minha última semana em Manhattan. - fala Ashtar com o olhar distante.

- Vai para onde? Não me diga que será fazendeiro?

- Quase isso. - fala olhando para o amigo de linga data.

Mosha senta empolgado:

- Me conta, o que vai fazer?

- Vou para o Brasil.

- Sério? - Mosha pergunta surpreso.

- Comprei um hotel fazenda em Goiás, ficarei por lá. Não aguento mais a cidade grande. Quero paz e sei que lá terei o que procuro.

- Eu não ligo, gosto da cidade grande, seus infinitos barulhos e tudo mais. E eu? Como fico por aqui? - Mosha pergunta sentindo-se excluído.

- Fica aqui no meu lugar. Pode ir me visitar quando quiser ou ficar por lá. Você escolhe.

Mosha se faz de difícil, mas Ashtar o conhece muito bem. Sabe que para onde for, Mosha o irá acompanhar.

- Vou pensar um pouco, mas ficarei por aqui por ora. - cruza os braços olhando para os lados meio sem jeito, afinal, Ashtar sabe que ele vai logo atrás dele assim que se ver nessa empresa enorme, sem ele para infernizar a cabeça.

Hotel fazenda...

À noite, Cíntia vê a apresentação dos funcionários ao redor da fogueira, a vasta mesa cheia de guloseimas, está tudo ao ar livre. O mistério das histórias contadas pelos funcionários a fascina, prende sua atenção de uma forma que não consegue desgrudar os olhos.

- Moraria aqui se pudesse. - Fala Cíntia sonhadora.

- Eu também querida, lindo lugar. - diz a mãe em tom sonhador.

- Quem sabe, um dia poderemos morar em um lugar lindo como esse? - comenta o pai. - Filha, pode ficar um pouco sozinha? Preciso conversar com sua mãe.

Cíntia concorda com a cabeça e volta a ficar distraída olhando as apresentações dos funcionários.

Os pais saem para andar um pouco, no caminho o marido suspira e diz:

- Querida, preciso te contar uma coisa muito importante, sobre nossa filha. Conversei com o psicólogo e nossa filha apresentou uma piora considerável em suas emoções. Ele disse que já conversou com ela, mas você sabe como me preocupo com a nossa menina desde que ela tentou... Bom, você sabe.

- Isso não é nada bom, querido. - aperta o braço do marido e nervosa não diz mais nada, apenas o escuta.

- Vamos precisar lhe dar mais atenção, a trarei mais vezes para cá, ela gostou muito desse lugar.

Estela escuta o marido cheia de preocupação, o abraça com muito carinho.

- Ela vai melhorar, tenha fé querida.

Cíntia sorri com as palhaçadas do grupo de dança.

Por um instante, ela olha seu pulso. A marca do corte que fez nele para tentar tirar a própria vida quando tinha seus dezessete anos, está lá para sempre, nunca se esquecerá desse dia.

Olha para o grupo e volta a sorrir, hoje seus dias são mais agradáveis, não sofre tanto "bullying" como antes, esse seu erro foi no auge de sua depressão.

Lembra desse dia como se fosse hoje, foi em 2012, sua mãe tinha terminado o almoço e pediu para o seu pai a chamar.

- Amor, chame a Cíntia para almoçar, por favor.

O pai subiu as escadas e ao olhar no chão, havia estranhado tanta água, olhou ao redor procurando.

"Vem do banheiro, muito estranho." - ele tinha pensado.

Tentou abrir a porta do banheiro, mas estava trancada por dentro, tentou outra vez, sentindo que tinha algo errado, empurrou a porta com mais força chamando a filha.

- Cíntia? Filha? Abra a porta.

Tentou abrir com mais força, empurrando com o corpo:

- Cíntia?

Tentou arrombar a porta e nada, para, olha para baixo, a água muda de cor a seus pés, está vermelha.

- Ah, Deus. Não! Cíntia! - grita desesperado.

Joga todo o peso do seu corpo na porta de madeira, machuca o ombro, mas consegue arrombar quebrando o trinco a mesma bate com força na parede.

Observa a filha desacordada na banheira e o pulso sangrando.

- Estela, chama a ambulância! - grita do banheiro.

O rosto da filha está muito pálido, tenta falar com ela, mas é em vão.

- Filha, querida. Acorde...

Temeroso que não dê tempo de esperar a ambulância, pega o corpo dela e desce as escadas correndo, Estela aparece no pé da escada vendo a cena mais chocante de sua vida.

- Ah, meu Deus! - A mãe entra em desespero ao ver a filha desmaiada nos braços do marido. - Minha menina...

- Pega a manta do sofá e cobre ela. Vamos para o hospital antes que seja tarde demais...

A levaram de carro para o hospital, por isso hoje, está aqui, vendo a apresentação dos funcionários do hotel fazenda. Seu pai a salvou, hoje pensa bem no que fez. Foi uma completa loucura, mas infelizmente estava fora de si.

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