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Assistente do CEO

Assistente do CEO

Autor:: Edina Fagnani
Gênero: Romance
Mía sempre soube o que queria: trabalhar em uma grande corporação. O que ela nao sabia era que por causa desse sonho enfrentaria os maiores desafios profissionais e amorosos da sua vida. Franklin nasceu em berço de ouro, herdou toda a beleza e fortuna do pai. Comandava suas empresas com pulso firme. Era conhecido por nao ter sentimentos e ser implacável tanto nos negócios quanto no amor. O que ele nao sabia era que uma jovem sonhadora cruzaria seu caminho e mudaria tudo... Sheyla se criou com Franklin e sempre foi apaixonada por ele, todos tinham certeza que os dois iriam se casar e unir os nomes das duas familias mais importantes de Nova York, o que ela não sabia era que o destino prepara surpresas inesperadas...

Capítulo 1 Uma manhã de primavera- Mía

Foi numa manhã de primavera que Mía soube do suicidio do seu pai, nessa manhã todos os seus planos cuidadosamente traçados para o futuro foram por água abaixo.

Desde que tinha dez anos Mía soube que ia trabalhar em uma grande corporação, sabia exatamente o que queria e em quanto tempo conseguiria, porém não contava com as armadilhas do destino.

Seu pai, Leonard, era o típico advogado de "porta de cadeia" lidou a vida toda com criminosos, na maioria das vezes os livrando da prisão. Leonard não era muito bem sucedido financeiramente, mas ganhava o suficiente para manter a esposa e sua única filha, Mía.

Todos incentivavam Jheny, sua mãe, a levá-la para a televisão, por conta da sua beleza exótica. Porém, Mía nunca gostou, fez um ou outro comercial, mas chorava quando Jheny a obrigava.

Desde que nasceu a garotinha chamava a atenção pela sua beleza, com seus cabelos castanhos ondulados, pele morena e olhos verdes enormes. Conforme foi crescendo ficou ainda mais bonita, curvas suaves apareceram no corpo esbelto, lábios carnudos, pernas longas e os olhos verdes tão claros e expressivos ficaram ainda mais evidentes. A primeira impressão de todos era que Mía era doce e delicada, porém a verdade é que a garota era decidida e obstinada, quando queria uma coisa, ninguém conseguia fazê-la desistir.

Sempre tirou as melhores notas na escola, e quando iniciou a faculdade de administração sabia exatamente quando iría terminar e o que faria em seguida. Nunca quis namorar, apesar da infinidade de garotos que a rodeavam e buscavam sua atenção, ela sabia que namoros iriam lhe desviar do seu foco.

Leonard tinha orgulho imenso da filha, gabava-se de ter a filha mais linda e inteligente de Nova York. Mas preocupava-se, pois esperava que ela aproveitasse sua beleza para fisgar um bom partido, que lhe garantisse uma vida confortável e estável. Sempre se preocupou em dar o melhor que podia às mulheres da sua vida, porém o destino o levou por caminhos difíceis e ele acabou ficando famoso na cidade como "o advogado dos bandidos" e eram somente estes que o procuravam. Na maioria das vezes mães desesperadas e sem dinheiro, implorando para que tirasse seu filho da cadeia, diversas vezes Leonard trabalhou por migalhas e até mesmo de graça, tocado pelo choro das mães em apuros.

A profissão ingrata também lhe trouxe muitos inimigos, jovens infratores que ele não conseguiu livrar da prisão e o culpavam dizendo que era incompetente e familiares das vítimas dos bandidos que ele defendía. Recebendo frequentes ameaças de ambos os lados.

Não costumava falar sobre isso com Jheny para não assustá-la, porém preocupava-se com sua vida e a delas. Mas Leonard já tinha anos de profissão, incontáveis ameaças que nunca foram cumpridas, no fundo não acreditava que alguém fosse realmente lhe fazer mal, até que para sua infelicidade aceitou um caso de um jovem que assaltou e matou uma mulher na rua, na tentativa de roubar seu carro. Como de costume, a mãe do criminoso apareceu chorosa em seu escritório, implorando ajuda e por incrível que pareça oferecendo muito dinheiro.

Leonard estava atravessando uma crise financeira, temia até mesmo perder sua casa para o banco e a filha tinha iniciado a faculdade. Resolveu aceitar o caso.

Livrou o delinqüente da cadeia alegando problemas psicológicos causados pelo uso de substâncias, mas o viúvo enlutado não aceitou bem o desfecho do julgamento e na saída do fórum lhe jurou de morte.

Mais uma vez Leonard não deu atenção, porém o homem começou a perseguí-lo em todos os lugares onde ia, também costumava ficar com o carro parado em frente à sua casa.

Essa situação se estendeu por meses e o advogado já não dormia direito. Estava muito abatido e não conseguia se concentrar nos casos que defendia.

Numa manhã estava em seu escritório quando recebeu uma mensagem em seu celular, era uma foto da filha e da esposa saindo do Shopping, sorridentes. O texto dizia "você deu liberdade a quem tirou tudo de mim, agora vou tirar tudo de você".

Leonard não dormia bem a meses, não comia direito e não tinha ganhado nenhum dos últimos casos que pegou, estava afundado em dívidas e ia ter que parar de pagar a faculdade da filha. Agora percebia que podia ser o responsável pela morte das duas mulheres que amava tanto.

Não teve dúvidas.

Pegou seu carro e dirigiu até sua casa, fez uma carta para a família e outra para o viúvo pedindo perdão por todos os seus erros.

Depois subiu até o último andar do prédio e se jogou.

E foi assim, numa manhã ensolarada de primavera, que Mía recebeu a notícia da morte de seu pai e soube que todos os seus planos de futuro estavam acabados.

Capítulo 2 O próximo passo

Depois que cuidou do enterro do seu pai Mía se concentrou em Jheny, que estava em choque e não aceitava a situação.

Deixou de ir à faculdade por duas semanas.

Sabía que agora teria que arranjar um emprego imediatamente.

Mais tarde foi à faculdade para cancelar sua matrícula, mas se deparou com um cartaz oferecendo estágio em uma grande empresa, porém o candidato devia estar estudando.

Discutiu a situação com o Reitor, que era muito amigo do seu pai.

_Senhorita Emília, o que posso lhe oferecer como ajuda é a minha indicação à empresa que está recrutando os candidatos, mas nada mais que isso._ disse-lhe Gerald.

Mía aceitou a ajuda, rezando para que conseguisse o trabalho, para poder continuar pagando seu curso. Decidiu que para sustentar a casa iria procurar emprego de garçonete em algum bar no período noturno.

Sua mãe estava alheia a tudo e ela achou melhor não discutir esses detalhes com Jheny nesse momento.

No mesmo dia recebeu um email do Reitor dizendo que sua entrevista seria pela manhã do dia seguinte, não esperava que fosse tão rápido, isso lhe animou bastante, pelo jeito Gerald era bastante influente.

Para seu desespero acordou resfriada e atrasada. Não conseguiu nem fazer uma maquiagem, colocou apenas uma camisa e saia lápis e penteou os cabelos.

Enquanto corria para chamar um táxi pensava o quanto tinha sido irresponsável em se atrasar para um compromisso tão importante.

Como de costume nenhum táxi parava em Nova York e Mía estava entrando em desespero quando o carro do seu amigo Taylor parou bem na sua frente.

_Precisa de uma carona, moça bonita? _Taylor sempre foi muito divertido e Mía o amava, mas somente como um amigo querido, para tristeza de Taylor que era apaixonado por ela desde qua a viu a primeira vez.

_Taylor você é um anjo mandado para me salvar! Preciso chegar na Carther Corporation em menos de quinze minutos!

_Entra aí gata, te deixo lá em dez! _disse dando uma piscadinha. _Mas vai ter que me pagar o favor jantando comigo!

Mía aceitou o convite prontamente, gostava muito do Taylor e se entendiam muito bem, sempre que se encontravam conversavam por horas. Já fazia tempo que nao se viam mais e ela tinha muito o que contar ao amigo.

Taylor era de uma classe social diferente da sua, filho de pais muito ricos, se conheceram quando seu irmão foi preso com drogas e Julian, seu pai, procurou Leonard para livrar a cara do filho mais velho.

A amizade entre eles foi instantânea quando se encontraram na sala de espera do escritório de Leonard.

Depois disso nunca mais desgrudaram, Mía sabia que Taylor a amava, mas não alimentava esperanças, sempre deixou claro que estava focada em seu futuro e não pretendia namorar tão cedo. Apesar da pressão que seu pai fazia para que ela ao menos considerasse a hipótese. Taylor era muito bonito, educado e divertido, mas Mía não conseguia vê-lo de outra forma que não fosse seu melhor amigo.

Em dez minutos estavam em frente ao prédio impressionante da empresa. Mía agradeceu a Taylor com um beijo no rosto e combinaram de jantar no sábado.

Uma secretária loira e alta a levou até a sala de espera luxuosa, tudo ali cheirava à riqueza e o bom gosto na decoração era incontestável. Tinha mais duas meninas na sala, muito maquiadas e bem arrumadas. Nesse momento Mía se arrependeu ainda mais pelo atraso. Jamais iria ser contratada com a cara lavada e vermelha por causa do resfriado. Sentou-se ao lado das garotas, que a olharam de dos pés à cabeça com desdém.

Ficou ainda mais nervosa quando descobriu que era o próprio CEO, Franklin Carther que estava entrevistando as candidatas.

_Ouvi dizer que ele é um gato. _tagarelou uma das meninas que esperava ser chamada.

_Mas também dizem que é muito mau humorado e exige muito das assistentes. _disse a outra._ Dizem que a última foi demitida por que errou o sabor do café dele.

Mía já não tinha esperanças de ser contratada, agora menos ainda.

Nesse momento uma garota saiu chorando da sala do Sr. Carther, com as mãos no rosto e não viu a porta de vidro, chocando-se nela com toda a força...

Capítulo 3 Mexam-se!

Foi tudo muito rápido, em segundos a porta estourou e a moça caiu no chão, um grande estilhaço cortou o braço de Mía, mas ela não deu atenção ao corte quando viu a testa da menina sangrando muito.

Imediatamente pediu à secretaria que trouxesse algo para estancar o sangue e tratou de tirar a moça do meio dos cacos.

Ela estava em choque e Mía tratou de acalmá-la dizendo que estava tudo bem e perguntando seu nome. A menina se chamava Elizabeth e tinha vinte e dois anos.

Quando conseguiu acalmar Elizabeth, olhou ao redor e percebeu incrédula que estavam todos paralizados lhes observando, inclusive Franklin e a secretaria.

_Moça eu já lhe pedi que traga algo para estancar o sangue, o corte é muito grande! _disse à secretária.

_Mas...mas... eu não sei o que trazer!

Mía soltou um suspiro profundo e virou-se para Franklin:

_ Sr. Carther chame uma ambulância.

Em seguida tirou a própria camisa e usou para pressionar o ferimento de Elizabeth.

Ao ver que continuavam todos parados, Mía alterou o tom da voz:

_ Mexam-se!

Foi então que Franklin foi ao escritório e fez uma ligação para o hospital.

Quando voltou à sala de espera mandou embora as duas candidatas que assistiam a tudo boquiabertas.

Em seguida virou-se para a secretária:

_ Você! Está demitida! Não precisamos de gente incompetente por aqui.

A moça saiu chorando e Mía sentiu muita raiva dele.

_Sr. Carther, nao precisa demití-la, nem todas as pessoas reagem imediatamente em situações de crise!

_ Srta...

_ Martínez, Emília Martínez.

_ Srta. Martínez deixe que da minha empresa eu sei cuidar.

Mía levantou-se, olhou ao redor e exclamou:

_ Estou vendo!

Nesse momento os paramédicos entraram na sala e começaram a cuidar de Elizabeth, Mía deu um abraço na moça antes que ela fosse levada para a ambulância.

_Bem Sr. Carther, se puder me emprestar uma camisa lhe agradeço, pois a minha foi levada com Elizabeth.

Franklin tirou seu paletó e foi ajudar Mía a colocar, admirando seu corpo moreno, quando viu que seu braço também estava sangrando.

_Srta. Martínez, está ferida! Devia ter pedido aos paramédicos que cuidassem do seu braço!

_Não se preocupe, em casa eu faço um curativo.

_De forma alguma! É um corte muito grande, precisa de pontos, venha, vou levá-la ao hospital.

Foi somente neste momento que Mía prestou atenção no ferimento e constatou que realmente era enorme. Resolveu aceitar a ajuda do Sr. Carther, afinal, tudo aquilo era culpa dele.

Colocou seu paletó e sentiu o perfume de Franklin, era simplesmente o melhor cheiro que já sentira na vida.

No carro pôde dar uma olhada melhor no homem imponente que assustava a todos. Realmente era um dos homens mais bonitos que Mía já vira.

Era Moreno, alto e musculoso, a barba estava bem feita, cabelo impecável e olhos cor de mel, tão claros que parecia que poderia ver sua alma através deles.

_Gosta do que vê, Srta Martínez?_Franklin sorriu, divertido.

Droga! Só agora Mía percebeu que estava lhe observando fixamente enquanto mordía o lábio inferior. Baixou a cabeça e balbuciou um pedido de desculpas, ficando muito vermelha.

_Não se desculpe, eu sei que causo esse efeito nas mulheres.

Ah não! Esse homem é muito convencido! Pensou Mía.

_Fique tranquilo Sr Carther, o único efeito que causa em mim é repulsa!_as palavras escaparam de sua boca.

Franklin olhou surpreso para a garota petulante.

Era linda, de uma beleza exótica difícil de encontrar. As mulheres latinas sempre o atraíram, mas essa era espetacular. Além da beleza, era perspicaz e atrevida, isso o atraía ainda mais.

_Srta Martínez, o que fazia em meu escritório?

Mía ficou surpresa com a pergunta inesperada depois de tê-lo ofendido.

_Eu era candidata ao cargo de assistente. O Reitor Gerald me indicou._ Respondeu baixinho, percebendo que havia acabado com qualquer chance de ser contratada.

Aquela era a situação perfeita, pensou Franklin.

Depois de alguns minutos em silêncio tomou a decisão:

_Tire o resto da semana para se recuperar e comece na segunda as nove em ponto. Não se atrase!

Mía estava boquiaberta! Não podia acreditar que tinha conseguido o trabalho mesmo depois de ter se descontrolado e insultado o seu futuro chefe!

_Isso é sério? _Perguntou incrédula.

_Eu nunca minto Srta Martínez.

Franklin ja havia decidido que queria dormir com aquela mulher e se para isso acontecer precisasse lhe dar o emprego, então ia ser assim.

Nesse momento estacionou em frente ao hospital.

Esperou que Mía fosse atendida, pagou toda a conta e insistiu em levá-la para casa.

Antes que ela saísse do carro, deu-lhe seu número particular, com a desculpa de que precisava saber como ia a recuperação do braço.

Mía pegou o cartão e desceu do carro com as pernas bambas.

Aquele homem tinha o poder de deixá-la muito nervosa, pensou que devia ser por seu comportamento arrogante e autoritário.

Em seguida, correu para contar à mãe que tinha conseguido o trabalho.

De dentro do carro Franklin observou a moça correndo pelas escadas, e teve ainda mais certeza de que a desejava.

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