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Atirar primeiro... perguntar depois!

Atirar primeiro... perguntar depois!

Autor:: Autoraa
Gênero: Aventura
Breno é um sanguinário fora da lei que cruza o caminho de seu maior inimigo, acaba sequestrando a filha dele. Os dois seguem rumo a uma grande aventura no velho oeste. (história incompleta por bloqueio criativo)

Capítulo 1 Represália

Breno

Era mais um dia de caçada pelo oeste do Weine, empunhando minha pistola não havia homem com colhões o suficiente para me derrubar. Apenas um se atreveu a cruzar o meu caminho, vulgo Fernão Henrique...ladrão de cavalos e assassino sanguinário.

Barbarizou nossa vila deixando vários órfãos e mulher viúvas, uma revolta sem tamanho dentro de mim. Passei a dedicar a minha vida para caçá-lo por onde eu andar, aprendi a empunhar um revólver como ninguém.

Passei a dedicar a minha vida para caçá-lo por onde eu andar, aprendi a empunhar um revólver como ninguém.

Naquela tarde eu estava saindo da taberna, com os bolsos cheios e um enorme vontade de me encontrar com aquele rato do deserto. Eu soube que ele tem uma filha chamada Verônica, uma jovem bela e cheia de pretendentes na vila.

Seria a vingança perfeita estar com ela em minhas mãos, para isso e só preciso me aproximar e ganhar sua confiança. Para minha surpresa ela estava na cidade, eu não conseguia lhe ver beleza em ângulo nenhum. Pois ao olhar para ela eu só conseguia enxergar todo o ódio que o pai dela me fez sentir todos esses anos.

Breno - Tarde senhorita!

Verônica - Boa tarde.

Breno - Precisa de ajuda para carregar a bagagem?

Verônica - Não moço, obrigada mas não precisa.

Capítulo 2 Acordo

Ela praticamente corria de mim, claro que eu sabia o motivo mas estava me divertindo.

Breno - Por que foge de mim, por acaso eu disse algo que a constrangeu?

Fernão - Se afaste da minha filha ou lhe meto uma bala no meio da testa.

Breno - Sei que para o senhor não seria nada difícil, tira vidas como se não fossem nada!

Fernão - Então já sabe bem.

Fiquei vendo ele a levar para longe, aquilo só me deu ainda mais vontade de ter aquela garota e eu planejava a vingança mais que perfeita. No dia seguinte, até a taberna e conversei com alguns velhos amigos de guerra...paguei 18 moedas de ouro por uma cabana no fim da estrada velha que leva até a minha de ouro abandonada.

Eu sabia que o que estava prestes a fazer mudaria a minha vida e de muitos, mas tudo o que me movia era a sede de vingança que me fazia querer ir até o fim. Montei em meu cavalo, fui até a velha casa que agora era minha, passei três dias a fazer reparos para que se tornasse habitável. Levei minhas poucas coisas para lá e me instalei, a vida errante estava findada pelo menos pelo tempo que durasse minha vingança contra a filha de Fernão.

Capítulo 3 Fascínio

Acordei sentindo meu corpo mais aquecido a capa dele estava sobre mim e de longe César me olhava meio tímido, parecia não querer muita aproximação entre nós ao mesmo tempo que parecia me devorar com o olhar.

César - Está com fome?

Ana Victória - Sim e muita.

Ele me deu um pedaço de carne de caça defumada pois assim ficava conservada por mais tempo e os caçadores e pistoleiros sempre carregavam comida assim, aquilo me embrulhou o estômago só de olhar e ele percebeu.

César - Que tipo de pistoleira quer ser, se nem ao menos consegue comer carne de caça?

Ana Victória - Claro que consigo, me dá isso aqui.

Enfiei tudo de uma vez na boca, quanto mais eu mastigava mais parecia render. Acabei vomitando tudo e ele rindo muito da minha fraqueza.

César - Beba, você é fraca demais para essa vida mocinha!

Ele me deu o cantil e bebi tudo de uma vez só tetando me livrar daquele sabor horrível.

César - Se arrume, precisamos partir agora mesmo.

Ana Victória - Está muito cedo, ainda nem descansamos...

César - Se quer seguir em uma missão comigo a regra número um é nunca questionar minhas decisões!

Ele montou no cavalo e achei que eu iria junto com ele, mas não.

Ana Victória - E a regra número dois é essa?

César - Você vai andando!

Não questionei nada, apenas peguei minha bolsa e segui andando atrás do cavalo dele, cansada com os pés em carne viva. Nunca em toda a minha vida eu havia caminhado tanto, o sol naquele dia estava particularmente escaldante César parou um instante e me deu água.

César - Beba, mas não tudo. Temos que poupar recursos de agora em diante.

Tomei um gole de água daquele cantil.

...

Ana precisava entender que naquele lugar tudo era difícil e distante. Percorrer uns quilômetros a pé era apenas o começo daquela jornada e confesso que dentro de mim eu torcia para que ela mudasse de ideia e desistisse, ficasse em segurança.

...

César - Aqui parece um bom lugar para ficarmos, por pelo menos essa noite.

Ele desceu do cavalo, paramos e eu me sentei retirando os sapatos e vendo o estrago que meus pés haviam sofrido, estavam cheios de bolhas enormes.

César - Vem me ajude a pegar lenha, não podemos ficar sem fogo essa região tem animais perigosos.

Ana Victória - Espera só um instante, meus pés estão me matando.

Eu não conseguia entender como ele era insensível ou simplesmente achava que todo mundo tinha a mesma disposição que ele.

César - Como eu disse, você não serve para essa vida de caçadora! É toda certinha, tem mãos macias...

Ana Victória - Eu caminhei o dia inteiro, enquanto você descansava o próprio traseiro em cima do cavalo e me via andar.

César - Deixa de tanto lamurio, deve aprender a caminhar longas distâncias e sem reclamar ou então é melhor desistirmos de tudo.

Juntei as forças que tinha e calcei de novo os sapatos com os pés cheios de bolhas, peguei toda a lenha que achei e joguei aos pés dele.

César - Nada mal!

Minha visão ficou turva senti tudo apagar de repente.

...

Acho que a lição foi um pouco demais, antes que Ana caísse eu a peguei e deitei no chão. Ela estava quente e com a pele avermelhada, molhei uma flanela e passei sobre seu rosto que estava tão quente. Ana estava desacordada depois daquela caminhada e como era bela...me perdia em seus traços tão jovem e pura.

...

Senti ele descer a mão até meu decote e enfiou a flanela úmida dentro dele, agarrei em sua mão e arregalei os olhos devolvendo a ele um bom susto.

César - Se...se...sente melhor?

Ana Victória - Sim, só estou um pouco tonta e enjoada.

César - Fique deitada, não queremos que caia em cima da fogueira.

Ele ficou constrangido por ter sido flagrado por mim naquele toque mais íntimo.

César - Está com fome?

Ana Victória - Sim...

César - Só tenho aquela carne...

Ana Victória - A fome passou!

Aquela seria mais uma noite fria, naquele lugar o clima era extremo....dias escaldantes e noites de congelar a espinha.

César - Você fica de vigia primeiro e depois é meu turno.

Ana Victória - Está bem.

Ele se deitou e fiquei acordada e em alerta como uma boa e aldaz vigilante.

...

Como eu imaginava ela pegou no sono, estava cansada e era justificável depois de tudo o que passou. Era difícil aceitar que alguém como ela, um anjo de garota estava nessa vida de fora da lei caçando um homem por uma vingança que eu sei que jamais conseguirá se cumprir.

A noite estava gelada e ela gemia e tremia de frio se encolhendo por cima do pouco feno que eu havia juntado.

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