Podia sentir o suor escorrer em meu rosto e costas, a arma em minha mão estava trêmula após tentar disparar e a mesma falhar, entendi que ali a minha vida havia acabado, como podia ser, aquela não era a minha arma? Minha visão estava turva, mas podia ver a cicatriz que tinha em seu pescoço descoberto pela máscara, o ar não chegava em meus pulmões meu ouvido estava zumbindo mas ainda podia ouvir a respiração do segundo homem em minha nuca, não estava acreditando, fui treinada para esse tipo de situação, já passei por isso diversas vezes, mas agora era diferente,alguma coisa estava diferente o c
heiro de sangue era aterrorizante mas o que podia ser feito? Quero gritar, quero lutar mas porque não consigo? Como isso aconteceu?
Aquela arma, ela vai disparar de novo já vi isso antes, quantas vezes já vi esse cenário? Será agora. O som será seguido por uma dor aguda em meu ombro mas será de raspão será o suficiente para fazer parecer que não tentei fazer absolutamente nada. E de novo meu corpo cai em câmera lenta. Por que fiquei viva? Queria muito ter morrido nesse dia, assim que meu corpo bateu no chão acordei abrindo apenas os olhos no susto, o teto na cor bege apenas com uma lâmpada.
Mais uma noite atormentada por aquele pesadelo, até quando vou viver assim? Passei a mão em meu rosto suado e joguei a coberta de lado obriguei meu corpo morto a levantar da cama e sentar, alcancei o criado mudo e peguei o frasco de remédio amarelo no qual sou obrigada a tomar regularmente a um mísero ano, mirtazapina para os que preferem um nome chique para antidepressivo, após despejar uma pílula em minha mão e jogá la na boca alcancei a garrafa enchi a boca e engoli sentindo a cápsula descer.
Antes de me levantar da cama completamente olhei para a janela, não tinha nada de bonito, muito menos especial apenas a vista para outro prédio no sexto andar um prédio cinza com em algumas janelas roupas penduradas, algumas com plantas outras com algum animal de estimação latindo, ou miando, a vida estava insuportável, talvez me jogar daqui de cima seja o melhor, não a mais ninguém para sentir minha falta. Me levantei e me aproximei da janela, pelo menos seria uma morte rápida, mas se morrer quem vai vingá-las? Antes de dar um fim em mim, preciso matar aqueles dois. Fechei a cortina e segui para o banheiro, me olhei no espelho e vi o quanto minha imagem estava decaída, meus olhos no tom azul vivo estava como a cor de uma piscina suja, tinha olheiras profundas não dormia bem a dias, meu rosto estava magro e meus lábios estavam pálidos não me alimentava nos horários certos, mas o que podia ser feito? Fui largada com algum tipo de auxílio para polícias com problemas mentais, isso nem é dinheiro de verdade como uma família sobrevive com mil e duzentos dólares no bolso todo mês sendo que tudo que usamos precisamos pagar, há me lembrei esse foi o resultado de ser considerada uma policial que não cumpriu os seus deveres estou recebendo o mínimo por não ter família. Então do que estou reclamando só tenho que lavar a cara, pegar minha jaqueta e seguir para aquele hospício como se fosse me ajudar obrigada pelo tribunal.
E foi o que fiz, terminei de lavar o rosto amarrei meu cabelo castanho escuro em um coque frouxo coloquei um coturno e saí de casa no corredor com um papel de parede marrom na metade da parede na parte de baixo e na metade de cima um tom mais claro da mesma cor, caminhei pelo carpete cinza até a porta do elevador sem pressa alguma, afinal de contas naquele mesmo horário a senhora do seiscentos e quatro sairia de casa e também pegaria o mesmo elevador se entrasse no elevador antes dela, a mesma gritaria da porta para a esperar, e por incrível que pareça ela conseguiu fazer isso apenas quando preciso sair de casa em um dia como esse, não é possível que uma velinha de 56 anos com o cabelo grisalho, rosto já marcado pela idade e corpo um pouco acima do peso fica esperando alguém sair de casa para pegar a vítima no elevador, é como se fosse um castigo ter que acompanhá-la a passos de tartaruga e ainda ter que ouvi-la falar dos netos aproveitadores como se eles a amassem de verdade, pobre senhora mas isso já está ficando torturante, como ela consegue fazer isso nos mesmos dias que preciso ir naquele lugar? Por acaso ela marcou em alguma agente? Droga isso me deixa ainda mais irritada.
Assim que chegamos no elevador felizmente o Senhor do, seiscentos e dois também iria entrar, assim não precisaria respondê-la durante todo o nosso trajeto, afinal o senhor aparentava ter a mesma idade que a idosa, e falava igualmente ou ainda mais. Vê-los juntos era algo reconfortante pareciam que eram um casal que havia envelhecido juntos, combinavam tinham quase a mesma altura o senhor só era alguns centímetros mais alto, e um pouco mais magro, mas sua maneira de se vestir o jeito de se comportar eram parecidos ambos tinham, qual seria a palavra adequada para se dizer? Etiqueta, talvez seja comportamento de gente velha. Mas ainda era bom vê-los juntos.
- Queria ter isso, poderia ser feliz? - Era em momentos assim que meus pensamentos se tornavam sem sentido, como poderia ter isso? Sou apenas uma policial louca e incapaz.
Assim que o elevador se abriu não esperei os dois saírem passei pelo meio e segui até a saída do prédio era ao mesmo tempo angustiante estar perto deles, para dizer a verdade era aterrorizante ficar perto daquelas pessoas, assim que coloquei os pés na entrada já podia sentir o calor do sol penetrando minha pele e queimando meus olhos, apenas respirei fundo e segui até a rua, tantos prédios em volta tantas pessoas saindo para trabalhar, ou levando seus filhos pra escola, parece que a sociedade não sabe a sorte que tem em poder ter apenas a capacidade de fazer coisas simples.
Caminhei até o ponto de ônibus, e peguei o primeiro que se aproximava já que o bairro que precisava ir não era muito longe, apenas um dos muitos centros comerciais de Old City. Paguei minha passagem e sentei no quarto banco no lado direito do ônibus, segui o caminho observando as muitas pessoas e os vários prédios residências passarem.
Estava tão imersa em meus pensamentos que se não fosse uma criança sentada com sua mãe no banco ao lado chorando, não teria percebido que meu destino já havia chegado, levantei quase que no susto enquanto o ônibus parava em seu ponto. Assim que desci parei e observei o prédio de três andares a frente.
O prédio de três andares na cor azul, decorado com árvores baixas em um jardim em formato de arco, apenas para dar um ar mais acolhedor ao lugar que pra mim não tinha nada de agradável tamanho era o ódio que sentia ao estar ali me fazia sentir que o mundo era injusto e aqueles que mereciam o pior não chegavam nem perto desses locais, um nome requintado que daria para aquele hospício hospital de la cruz, onde os psiquiatras, psicólogos, e o que mais for médico da cabeça ou chamada saúde mental ali se reuniam, um grande hospício para polícias com traumas psicológicos.
Sem muita escolha respirei o mas fundo possível e caminhei até a entrada, assim que meus pés chegaram a frente da porta de vidro e quando minha mão direita tocou a maçaneta fria e puxei meu estômago embrulhou o cheiro de desinfetante barato e com aqueles perfumes que se encontra dentro de carros que apenas parece agradável mas na verdade é um dos piores cheiros possíveis para se colocar dentro de um automóvel se encontrava ali.
Sem mais e nem menos cheguei até a recepção e com o olhar da recepcionista sobre mim como se estivesse me analisando me forcei a dar um sorriso simpático na qual a mesma retribuiu.
- Ava Antonelli, consulta com o doutor Lee. - Foi o suficiente para fazer a recepcionista de aparentemente trinta anos, loira vestindo uma roupa branca característica de alguém de um hospital checar em seu computador meu horário.
- Senhorita Antonelli bem na hora já pode entrar o doutor já está à sua espera. - Falou ainda olhando para o monitor à sua frente como já sabia o caminho automaticamente me movi para o elevador e chamei o mesmo. Dei uma olhada em volta apenas para notar que era uma das únicas pessoas naquele horário, aparentemente a maioria preferia dormir mais um pouco ou apenas deixar um consulta para depois de algo importante em sua vida, ou talvez só preferia alimentar aquela parte não essencial da minha vida.
Entrei no elevador inventando novos xingamentos coisa que era normal toda vez que entrava naquele prédio, a subida sempre era tão rápida quase não dava tempo de pensar, assim que dava por mim já estava batendo na segunda porta do corredor azul, ouvi o "entre" e assim que coloquei a mão na maçaneta minha expressão mudou para totalmente animada, respirei fundo e entrei.
- Senhorita Antonelli que bom que chegou! - O doutor que aparentava ter cerca de trinta e cinco a quarenta anos com uma aparência chinesa me cumprimentou antes de poder entrar completamente na sala.
- Bom dia, doutor Lee estava ansiosa para a sessão de hoje! - Ansiosa eu tava era de pular daqui de cima.
- Fique à vontade, hoje vamos apenas conversar. - Graças a Deus é horrível quando tenho que fazer a sessão de psicanálise, me deixa terrivelmente desconfortável. Caminhei até o sofá vermelho que ficava ao lado do divã igualmente da mesma cor, odiava deitar naquele treco. Assim que me senti relaxada o doutor começou.
- Me conte como foi a semana anterior? - Isso mesmo hoje já era segunda, na verdade nem me lembrava disso.
- Foi muito bem doutor, segui tudo o que o senhor me recomendou. - Sim era uma mentira, como se sair com novas pessoas fosse realmente ajudar alguém como eu, isso poderia ser pra qualquer outra pessoa mas não para mim de forma alguma.
- E seus pesadelos? - Perguntou enquanto ainda anotava algo no caderno.
- Há algum tempo que não tenho, acredito que esteja melhorando. - Como se hoje de manhã mesmo não tivesse acordado de um.
- O que tem feito antes de dormir para evitá-los? - Novamente apenas continuou escrevendo.
O que faço antes de dormir? Continuo lendo o relatório que consegui pegar antes de ser demitida.
- Tenho lido livros. - Acho que mentir estava sendo algo natural em todas as minhas sessões, até mesmo na psicanálise.
- E qual foi o livro que te chamou a atenção? - Qual o livro que li? Boa pergunta, nem mesmo sei, deixe-me lembrar de algum. Me perguntei internamente.
- Irmãos Grimm, principalmente sobre a chapéuzinho vermelho. - É pelo menos me lembrava da história mesmo que vagamente.
- Interessante porque logo essa? - Por que? Talvez seja porque tem muito lobo por aí, principalmente os que se disfarçam de velinhas inofensivas.
- Por que a chapéuzinho é uma boa pessoa, mesmo sendo enganada pelo primeiro lobo, o segundo não teve nem chance de sentir o cheiro da vovó. - Era um bom conto a menina e a vovó tiveram sua vingança. Completei enquanto olhava para a janela, divagando em meus pensamentos. A vista do céu estava muito azul parecia tranquilo lá fora, pena que aqui dentro tudo estava turbulento.
Depois de vinte minutos de perguntas aquela interminável sessão de tortura acabou, quando pus a mão na maçaneta a voz do doutor Lee ecoou até meus ouvidos.
- Senhorita Antonelli, você está indo muito bem, acredito que poderá voltar para a corporação se desejar. - Disse com um sorriso no rosto de satisfação.
- Obrigada doutor! Até a próxima! - Fechei a porta e por incrível que pareça aquele caminho foi feito mais lento que o normal.
Voltar para a corporação? Ainda posso ser policial? Acho que gostaria de voltar a ativa.
Quando dei por mim a entrada do hospital já havia chegado, voltei todo o caminho para casa tendo diversos pensamentos aleatórios, era tão estranho que passei um ano pensando que nunca mais poderia ser policial.
- Ava você viu o salmão? - Uma voz baixa ecoou despertando meus devaneios.
- Ahn? O que? - Perguntei olhando para os lados até ver Sophia, a garotinha de sete anos de pele morena e olhos grandes que morava no seiscentos e um era tão fofa.
- O salmão fugiu, mamãe disse pra olhar no corredor. - Disse enquanto mexia na barra da blusa rosa.
- Não vi mais se o achar levo na sua casa. - Disse-me abaixando acariciando o topo da sua cabeça, olhando em seus olhos e sorrindo, ela sacudiu a cabeça positivamente e saiu.
Olhei em volta e finalmente reparei que estava na frente da minha porta o número seiscentos e cinco em destaque na porta de madeira no tom marrom. Abri a porta de casa no mesmo momento em que minha barriga resmungou olhei em volta minha casa não era suja nem bagunçado mas não era um lugar considerado uma casa, não tinha sala era literalmente onde usava pra olhar meus arquivos de casos anteriores uma pequena mesa de centro e uma televisão de tela plana na qual ficava no chão,minha parede estava lotada de fotos, mapas e registros de jornais e outros recortes, minha cozinha que estava ao lado da mesma tinha apenas um fogão pequeno uma geladeira pequena e uns poucos armários embutidos na parede a ilha estava sendo usada principalmente de enfeite pois nunca comia ali, meu quarto estava de frente pra sala e ao lado da cozinha no qual tinha apenas uma cama de solteiro um pequeno guarda-roupa com algumas poucas roupas, a porta do banheiro ao lado do mesmo.
Essa era a casa de um ex policial que serviu a sua cidade e foi jogada no lixo descartada por um ser que nem valia a pena existir nesse mundo.
Sentada no chão da sala enquanto vasculha arquivos antigos me deparei com o caso que arruinou não só a minha carreira mais a minha vida inteira. Em uma grande letra estava destacado.
- "Caso Antonelli e Stevens"
- Assassinato em primeiro grau, e violência sexual.
- Culpado não encontrado.
- Duas vítimas e um ferido.
- Arma encontrada no local do crime.
Toda vez que lia aquele arquivo meu corpo se enchia de irá e angústia, quanto mais o tempo passava, mas me sentia frustrada e mais queria vingança. A imagem dos seus corpos sem vida estirados no chão violados, apenas porque disse não a dois cara a quatro dias antes, sabia quem era, elas me contaram tudo, no dia seguinte, enquanto voltavam da faculdade no final da tarde após incontestáveis aulas naquele dia dois homens a abordaram a um quarteirão da instituição, os vermes tentaram de tudo pra fazê-las ir até uma balada, naquele dia estava trabalhando até tarde na patrulha da primeira rua comercial do centro da cidade, após a ocorrência de uma loja saqueada. Mas as mesmas foram salvas por um homem que passava na hora os dois vermes ainda tentaram resistir, as meninas me falaram que o homem torceu o braço do primeiro quando o mesmo tentou desferir um soco nele, ainda estou a procura desse homem, um dia vou encontrá-lo e um dia expressarei a gratidão que elas sentiram naquele momento.
Quando cheguei em casa na manhã do dia seguinte as mesmas já estavam se preparando para tomar café era sábado, então estariam seguras em casa, quando me contaram pedi que me falassem tudo que podiam lembrar sobre os rostos e alguma coisa que pudesse ser destaca como uma tatuagem ou cicatriz.
E um dos malditos ostentava uma cicatriz em seu pescoço e o segundo homem uma tatuagem de orquídea em seu braço esquerdo na parte de dentro. Era algo a se considerar um pouco incomum já que poucos homens fariam o tipo de tatuagem que representa uma mulher pura e outros significados. Era algo a se considerar uma boa forma de encontrá-los.
Enquanto estava concentrada no único relatório verdadeiro que consegui guardar antes que todos os outros fossem adulterados meu telefone começou a vibrar na mesa de madeira, segurei o mesmo na mão e antes de atender olhei o visor onde mostrava o nome de James um dos poucos policiais que ainda se importavam com o meu estado e ainda acreditava em mim em toda corporação, ponderei e não queria atender já que o mesmo me obrigaria a sair de cada para socializar, no fim atendi pois o mesmo irá voltar a me ligar até perder a paciência e desligar o celular, mas no fim das contas o mesmo apareceria em frente a minha porta.
Que saco! Era irritante atender ligações principalmente as de James.
- Alô! - A irritação em minha voz foi inevitável.
- TIA ABA-A VEM PA MINHA FESTA HOJI! - O grito de Sara, uma garotinha de cinco anos na qual tinha um profundo carinho e na qual era constantemente usada para chantagens emocionais por seu pai, me pegou completamente desprevenida me deixando envergonhada pela forma em que atendi.
- Oi meu amor! Daqui a pouco estarei aí! Me espera okay? - Esse era o meu fim teria que aparecer de qualquer forma naquela festa maldito seja James, sabia que não poderia recusar vindo dela.
- Papai dixe-e que voxe vai tazer plesente! - continuou toda empolgada.
Meu Deus vou a falência. Pensei com desgosto amava a menina mas dinheiro era algo que não vinha como água em minha vida.
- Sim querida vou levar um presente pra você agora deixa a tia falar com o papai. - Do outro lado da linha podia se ouvir alguma agitação mas não parecia que a festa havia começado, pude ouvir também Sara gritando o pai, assim que o mesmo pegou o telefone não pude segurar.
- Sério James, seu desgraçado de onde vou tirar um presente agora? Devo vender um órgão? - Falei o mais calmamente possível, meu colega de profissão sabia como me irritar quando não estava em um bom dia.
- Foi mal mas você sabe como que Sara é ela quer ver você a todo custo, todo dia ela pede pra ir até você, inventei que você estava ocupada procurando um presente pra ela. - Por um momento tive que concordar que a garotinha sabia como ser persistente no que fosse.
- Okay, você escapou dessa. - Desliguei antes que o mesmo pudesse falar mais alguma coisa.
- Porcaria aonde que vou arrumar um brinquedo agora? - Levantei do chão e caminhei até o quarto, abri o guarda-roupa e procurando alguma roupa festiva foi que notei que meu estilo era uma espécie de bad boy motoqueiro, mesmo sendo uma mulher não tinha muito senso de moda feminino então quando entrei pra academia da polícia meu guarda-roupa se resumiu em algo básico e fácil de trocar.
Após olhar por alguns minutos optei por uma blusa branca de gola alta, Jens preto e uma jaqueta de couro alongada que ia abaixo da minha bunda, amarrei o cabelo em um rabo de cavalo, coloquei meu coturno, peguei minha carteira e saí de casa.
Tudo bem que havia esquecido que justo hoje era o aniversário de seis anos de Sara mas mas não que isso significasse que esquecia essa data com frequência, só aconteceu nesse meio tempo que minha vida virou de cabeça para baixo.
Novamente naquele mesmo dia peguei o ônibus que seguiria até o centro sentei no fundo no lado direito, dessa vez fiquei atenta por todo o trajeto levou em torno de dez minutos, caminhei de direto até a uma loja de brinquedos que sabia que não comeria todo o meu dinheiro, e sabia o brinquedo certo para aquela garotinha.
A loja que ostentava uma janela de vidro com pilares de madeira tinha uma discreta placa dizendo "Loja de penhores" bem simples e discreta pois o que chamava a atenção eram os artigos dentro da mesma, instrumentos incríveis e decorados eram exibidos em pedestais de madeira vermelha, haviam quadros, vasos e muitos outros utensílios que não sabia sequer o nome.
Adentrei o local e por alguns instantes adimeirei a beleza do lugar nada ali parecia velho era incrivel e único, não é o melhor o preço cabia no meu pequeno orçamento.