Shirley chegou em casa, após receber uma ligação de seus pais.
Preocupada, ela fora para casa o mais rápido que conseguira e ao deparar-se com sua mãe e seu pai na sala, a sua espera, ela percebeu que algo grave estava acontecendo.
_Mamãe, papai... _ ela disse, se aproximando e observando suas expressões atentamente, tentando entender o que se passava.
_Minha filha, sente-se. _ minha mãe pediu e ela obedeceu prontamente. _ Seu pai precisa conversar com você.
Ela notou que sua mãe não a olhava diretamente nos olhos, ao contrário de seu pai, então soube que, qualquer que fosse o assunto, sua mãe não concordava.
Isso apenas serviu para que ficasse ainda mais apreensiva.
_Qual o problema? _ ela perguntou, incerta se realmente queria saber, porque sentia que ela não gostaria de ouvir o que seu pai tinha a dizer.
E ela teve prova disso no instante em que ele abriu a boca:
_Você se casará com Leonard, um membro da família Zhang. _ ele soltou e ela sentiu o chão se abrir sob seus pés.
_Mas papai, eu não...
_Isso não é discutível, Shirley! _ ele a interrompeu bruscamente. _ Nossa empresa está passando por dificuldades, e a família Zhang está disposta a nos ajudar desde que você se case com o rapaz Leonard. E eu já aceitei o acordo.
Shirley ficou ali sentada, sentindo seu mundo desabar ao seu redor.
A poucas horas atrás ela estava com Miguel.
Miguel era sobrinho do poderoso Lucien Li e sua família era conhecida em todo o país.
Fazia algum tempo que estavam namorando e ela realmente pensava que faria parte da prestigiosa família.
Miguel era atencioso e carinhoso e ela se sentia sortuda por ele tê-la escolhido.
Era muito bom sentir-se importante ao sair em meio a sua roda de amigos, e ser apresentada como namorada de Miguel Li.
Toda a atenção e respeito que recebia a deixava feliz.
E ela ouvira boatos sobre o filho da família Zhang envolvendo a morte de uma de suas namoradas...
Claro, no final conseguiram evitar que qualquer acusação sujasse o nome da família, alegando que tudo não passava de um engano, mas mesmo assim...
Seu pai ouvira os boatos!
Como poderia oferecer sua mão em casamento para esse homem depois de tudo o que sabiam sobre ele?!
_Papai..._ ela murmurou, em seu último apelo. _ É sobre Leonard Zhang que estamos falando!
Ela percebeu o olhar nervoso do pai antes de ele balançar a cabeça e fazer um gesto de descaso com as mãos.
_ São apenas boatos! A família Zhang é muito rica e você será bem tratada. _ ele disse. _ O nome Zhang é muito famoso em meio aos fornecedores de madeira e nós precisamos dessa aliança para salvar o nome da nossa família!
Shirley sabia de tudo isso, mas mesmo assim, sentia-se decepcionada por seu pai entregá-la assim, para um homem com fama de assassino!
Sentiu as lágrimas se formando por trás de seus olhos e respirou fundo para não chorar na frente de seus pais.
Um olhar de relance para sua mãe, lhe mostrou que ela não estava satisfeita com aquele arranjo.
Parecia assustada, até.
Mas Shirley sabia que sua mãe nada poderia fazer por ela naquele momento.
Então só lhe restava uma única opção...
_Tudo bem, papai... _ ela murmurou, baixando os olhos para o chão, como uma filha obediente deveria fazer.
O nome de sua família vinha em primeiro lugar.
_Você sabe que eu preciso fazer isso, minha filha. _ seu pai disse, soando um pouco menos autoritário do que minutos atrás quando lhe dera a notícia de seu casamento.
Mas isso não mudava o fato de que estava noiva, ela pensou, completamente chateada.
_Nossa família depende de você. _ ele continuou, _O nome de nossa família está em suas mãos e esse casamento beneficiará as duas famílias.
Ela assentiu, mesmo que no fundo não concordasse com nada do que ele estivesse falando.
Se ele tivesse esperado apenas mais um pouco, ela poderia conquistar Miguel a ponto de fazê-lo pedi-la em casamento!
A família Li era tão rica quanto a família Zhang!
E Miguel não era um assassino...
Mas o acordo já havia sido feito, e não havia mais nada que pudesse fazer para mudar os fatos.
Estava noiva!
E precisava terminar seu relacionamento com Miguel.
_Eu compreendo, papai. _ ela disse e ouviu seu pai suspirar, satisfeito.
_ Você é uma ótima filha, Shirley. _ ele disse, se levantando e se aproximando dela.
Pousou uma mão em seu ombro e olhou diretamente em seus olhos.
_Eu jamais a colocaria nessa situação se não fosse necessário. _ explicou e ela sabia muito bem disso.
Seu pai era muito sério e autoritário, como um pai deveria ser, mas jamais a forçaria a um casamento daqueles se realmente não estivesse desesperado.
Não era como se ela não soubesse da situação da empresa de sua família.
Os passeios e noitadas bebendo com os amigos não a deixava ignorante a respeito da situação financeira em que viviam.
Era por isso mesmo que ela fizera de tudo para que Miguel a notasse.
O poder e o dinheiro de sua família seria o suficiente para salvar a sua própria família da falência.
Mas isso era passado agora, e ela precisava aceitar seu destino.
Só esperava que tudo não passasse de boatos e que Leonard Zhang não fosse tudo aquilo que ela ouvira.
_Quando será o casamento? _ ela perguntou, esperando que tivesse um pouco mais de tempo para terminar tudo com Miguel da melhor maneira possível.
Ela não era ignorante quanto aos seus sentimentos por ela.
Era por isso mesmo que se sentia muito mal por ter que fazer aquilo.
Mas era a única solução, já que seu pai já havia prometido sua mão em troca do que o poder do nome da família Zhang poderia fazer pela sua.
Não havia mais opções para ela.
_Em um mês. _ ele afirmou. _ E será necessário que se mantenha virgem até o casamento. _ ele disse e ela podia jurar que seu pai tinha corado ao dizer aquilo.
Ela mesma sentia suas bochechas ficando quentes e olhou para sua mãe, que permanecia olhando para qualquer lugar, menos para a própria filha.
Havia um motivo para que ele lhe fizesse essa exigência e ela sabia muito bem qual era:
Leonard Zhang não escondia sua predileção por virgens e a família Zhang não aceitava bastardos na família.
_Eu não seria capaz de humilhá-lo, papai. _ ela respondeu e seu pai apenas assentiu.
_ Essa foi a única exigência de Leonard Zhang. _ ele fez questão de contar. _ E eu confio em você para salvar nossa família, minha filha.
Ele saiu assim que disse isso e ela entendeu que a conversa havia sido encerrada.
Ficaram apenas ela e sua mãe na sala, e Shirley olhou para ela, os olhos marejados de lágrimas agora.
_O que eu farei agora, mamãe? _ ela perguntou, em busca de qualquer solução que a livrasse daquilo tudo.
Ela temia pela própria vida nas mãos de Leonard Zhang, mas também temia pela desgraça de sua família.
Isso destruiria seus pais e ela não poderia permitir que isso acontecesse.
_ Não há nada a se fazer além do que seu pai lhe disse, minha filha. _ ela disse com pesar e então Shirley se levantou do sofá, indo até ela e recebendo um abraço de conforto. - Tudo o que precisa é ser forte, como sempre foi, e tudo ficará bem...
Tudo ficará bem?!
Ela pensou mais tarde, enquanto seguia para a casa da família li.
Nada ficaria bem!
Ela estava sendo forçada a se casar com um homem que havia sido acusado de ser bruto com suas namoradas a ponto de matá-las!
E prestes a terminar um relacionamento que ela imaginava ser a solução para os problemas de sua família.
Ela não amava Miguel, mas ele era sempre gentil com ela e atendia a todos os seus caprichos.
Ela realmente esperara que ele a pedisse e casamento a qualquer momento, mas isso não acontecera e agora ela estava noiva de outro homem.
Então ela precisava terminar tudo.
Era melhor do que provocar a ira da família Li sobre ela.
Principalmente de Lucien Li, tio de Miguel.
Shirley se sentia nervosa antes de tocar a campainha da porta e aguardar que alguém a abrisse.
Ela viera até aquela casa apenas uma única vez e, mesmo naquele momento, enquanto voltava ali, não conseguia deixar de se impressionar com a suntuosidade do local.
Uma empregada atendeu a porta de madeira cara e grossa.
Na verdade, tudo naquela casa era muito luxuoso, desde o jardim bem aparado, repleto de Peônias e Crisântemos que ladeava o caminho até a porta da frente da casa, até sua fachada elegante e iluminada.
_Olá. _ ela a cumprimentou. _ Eu sou a Shirley... namorada do Miguel. Ele está?
A empregada olhou para ela da cabeça aos pés e assentiu de maneira brusca, abrindo a porta para que ela entrasse.
Shirley observou o interior da casa, assim como tinha feito na primeira vez em que estivera ali, enquanto a empregada caminhava rapidamente até o centro da sala.
_Espere, vou avisar que está aqui. _ ela ordenou e sumiu rapidamente, deixando-a sozinha no meio da sala.
Ela não sabia dizer quanto tempo se passara, enquanto ficava olhando em volta, admirando as várias pinturas penduradas nas paredes da sala, assim como os vasos caros e bonitos que enfeitavam o local. Então Miguel apareceu, olhando para ela com um misto de confusão e satisfação por sua visita.
_Shirley? _ ele falou com uma pergunta silenciosa no olhar enquanto se aproximava e a tomava em seus braços, tentando lhe alcançar os lábios.
Mas Shirley se esquivou e ele se afastou, confuso.
Ela nunca negava seus beijos e seus carinhos.
_O que houve? _ ele perguntou percebendo que havia algo errado.
Shirley se afastou, observando o seu olhar confuso enquanto se sentia culpada pelo que estava prestes a fazer.
Mas era necessário e ela sabia que Miguel jamais acreditaria que fazia aquilo apenas pelo compromisso com sua família.
Respirou profundamente antes de assumir o papel que ela precisava desempenhar perfeitamente.
_Eu quero terminar! _ ela soltou.
Por um momento, Miguel a observou, sem reação.
Depois deu uma risada, e revirou os olhos, tentando abraçá-la.
_Nossa! Eu quase tive um ataque cardíaco. _ ele disse, sorrindo. _Não faça esse tipo de brincadeira comigo novamente, meu anjo, ou ficará viúva antes mesmo de se tornar uma noiva.
Shirley imaginou que seria isso mesmo o que lhe aconteceria em um mês, quando estivesse casada com Leonard Zhang, mas não podia falar isso para Miguel.
Precisava fazê-lo acreditar que não queria nada com ele e era isso o que viera fazer ali.
_Não, Miguel. _ ela disse, se afastando dele com um olhar sério. _ Eu realmente quero terminar.
O sorriso nos lábios de Miguel foi se apagando aos poucos antes de ele exclamar, quase gritando:
_O quê! _ ele falou e Shirley se afastou mais um pouco ao perceber que ele ficava irritado.
Ela acabara de ofender um membro da família Li, mas esperava que Miguel gostasse dela o suficiente para não criar problemas maiores do que os que ela já possuía.
_Você só pode estar de brincadeira! _ ele exclamou, gesticulando de maneira furiosa. _ Eu acabei de falar de você para o meu tio. Contei sobre o quanto a admiro e gosto de você, Shirley! E é isso o que recebo em troca?!
Shirley engoliu em seco.
_Sinto muito, Miguel, mas eu... _ ela umedeceu os lábios antes de continuar: _ Eu só fiquei com você esse tempo todo porque sua família é importante. Eu não amo você e não posso mais fazer isso...
Era terrível ver a tristeza que tomou conta da expressão de Miguel naquele momento. Mas isso era necessário! Ela pensou.
_Eu realmente sinto muito, Miguel, mas eu...
_Para! _ ele gritou e Shirley se encolheu com sua explosão.
_O que está acontecendo aqui? _ uma voz disse, vindo do corredor que, ela imaginava, levava aos fundos da casa, e então deparou-se com Lucien Li que encarava os dois com seriedade.
Miguel continuou encarando Shirley por mais um momento, a dor evidente em seu olhar, antes de se voltar para o tio.
_Me desculpe se o atrapalhamos, meu tio. _ ele disse. _ Shirley e eu apenas estávamos tendo uma discussão de namorados...
_Ex-namorados. _ ela o corrigiu e sentiu o olhar de Lucien recair sobre ela.
Miguel olhou para ela com um olhar de quem havia acabado de ser apunhalado no peito.
_Você tem certeza disso, Shirley? _ ele perguntou, sua voz soando mais triste do que ela imaginava que seria e isso a deixou incomodada.
Então assentiu, olhando para ele.
_Mais uma vez eu digo que sinto muito, Miguel. _ ela disse, ignorando a presença de Lucien e caminhando em direção a porta.
Era isso!
Missão cumprida.
Ela tinha acabado de destruir os seus planos e se tornado uma vadia mentirosa!
Agora só faltava esperar pelo maldito casamento e torcer para que permanecesse viva na noite de núpcias!
_Eu não acredito que vai se casar com Leo Zhang! _ Michele exclamou uma hora mais tarde, após receber sua mensagem e vir correndo encontrá-la.
Ela precisava urgentemente de uma bebida, mas também precisava conversar com alguém sobre o que estava acontecendo e não havia ninguém melhor do que sua melhor amiga.
Shirley suspirou e virou mais uma dose da bebida na boca, sentindo o álcool queimar sua garganta, e fez uma careta.
_Eu não tenho escolha. _ ela disse.
_E você contou ao Miguel sobre o casamento? _ Michele perguntou e Shirley negou rapidamente.
_Eu não podia dizer a verdade, ou ele não aceitaria o término do namoro.
Michele assentiu, pois ela conhecia Miguel Li bem o suficiente para saber que Shirley tinha razão.
Ele estava completamente apaixonado por sua amiga e não aceitaria aquele noivado facilmente. E isso poderia apenas complicar as coisas ainda mais para a família de Shirley.
_Eu só preciso beber até cair e me esquecer por essa noite do que eu terei que fazer. _ Shirley pediu e Michele ergueu seu copo em um brinde silencioso antes das duas beberem mais uma dose.
Shirley seguiu para o seu quarto de hotel, meio trôpega, pois já estava tarde para voltar para casa e ela já havia bebido muito.
Decidira passar a noite ali mesmo no hotel onde havia se encontrado com Michele, para não chegar daquele jeito em casa.
Retirou a chave de acesso ao quarto da bolsa e a inseriu na fechadura, entrando e fechando a porta em seguida. Um pouco sem jeito, enviou uma mensagem de texto para sua mãe, avisando que ficaria em um hotel aquela noite, mas que retornaria logo cedo pela manhã, apenas para não deixá-los preocupados.
Só esperava não ter escrito nada errado, caso contrário sua mãe perceberia que tinha bebido novamente e ela levaria uma bronca no dia seguinte.
Jogou o celular na mesinha ao lado da enorme cama de casal e largou a bolsa sobre a poltrona, ao mesmo tempo em que retirava os sapatos, cambaleando.
Estava tão bêbada que não se importaria de dormir com a própria roupa, e agradeceu por escolher um vestido simples e leve de alcinha para se encontrar com a Michele.
Já estava pronta para se jogar na cama e dormir, quando de repente a porta do quarto se abriu e um homem alto entrou, fechando a porta em seguida.
Ela não conseguia ver seu rosto na pouca claridade que entrava no quarto pela janela e seu coração se acelerou dentro do peito.
Se embebedara na clara intenção de conseguir dormir a noite e esquecer-se de como seria sua vida de agora em diante, mas agora sentia que havia sido uma péssima ideia.
E teve certeza disso quando o homem caminhou até ela com passos decididos e a puxou para o seu peito forte, tomando seus lábios em um beijo duro antes mesmo que ela tivesse chance de dizer alguma coisa.
A bebida a deixara letárgica e também havia afetado seu raciocínio, então levou um certo tempo, enquanto a boca dele devorava a dela e ele forçava entrada com sua língua, para tentar empurrá-lo para longe de si.
Em vão.
Ele era enorme e forte, e ela não conseguira afastá-lo nem mesmo um pouco.
Sentia as mãos dele deslizando por seu corpo enquanto ele abandonava seus lábios e beijava seu rosto, seu pescoço, antes de deslizar a alça de seu vestido e abocanhar seu mamilo.
_Não... _ ela murmurou, mas ele não ouviu, ou apenas fingiu não ter ouvido, pois continuou a sugar seu mamilo e seu corpo foi reagindo aos seus beijos, contra a sua vontade.
No instante seguinte já estava completamente nua e ele a empurrou em direção a cama.
Shirley caiu contra o colchão quando a parte traseira de seus joelhos bateram na beirada da cama.
Estava tonta e sabia que deveria se levantar e fugir dali o mais depressa possível, mas seu corpo não queria cooperar com ela.
Ouviu o farfalhar de roupas caindo no chão e a fivela de um cinto sendo aberta, e minutos depois o corpo dele se unia ao dela, na cama, voltando a beijá-la e deslizar as mãos por seu corpo.
_Não... _ ela tentou novamente antes de ele tomar seus lábios em um beijo faminto, enquanto sua mão se insinuava entre suas coxas, um dedo testando sua abertura.
Não era para se sentir daquele jeito, mas aos poucos, enquanto o beijo dele ficava menos duro e ele continuava a manipulá-la, ela sentiu seu corpo aquecer e se arrepiar diante do toque das mãos grandes e fortes e no instante seguinte ela erguia os quadris de encontro a sua mão.
Ouviu um gemido rouco em resposta enquanto sentia uma pressão se acumulando em seu ventre antes de se concentrar em seu sexo e fazê-la estremecer de prazer.
O estranho tirou o dedo de dentro dela e logo ela sentiu que ele se encaixava entre suas coxas, a ponta grossa de seu sexo sondando sua entrada antes de penetrar em seu corpo em uma única investida que lhe tirou o ar.
Uma dor lancinante tomou conta de seu corpo e ela sentiu uma lágrima rolar por seu rosto, enquanto ele permaneceu imóvel por apenas um minuto antes de mover-se dentro dela.
Shirley sentiu a dor ir diminuindo à medida que ele se arremetia dentro dela, alternando entre rápido e lento, suave e forte, antes dele gemer roucamente contra o seu ouvido e cair sobre seu corpo suado e dolorido.
Tentou empurrá-lo novamente, sentindo nojo de si mesma por corresponder aos seus toques e beijos, mas o homem era firme feito rocha, e seus lábios se apossavam dos dela novamente enquanto suas mãos levavam as suas para o alto, sobre o travesseiro.
Não importava o tamanho de seus esforços, ela nada poderia fazer para impedi-lo de tomá-la novamente.
Sua boca desceu por seu queixo e pescoço, e ela sentiu quando ele deu uma mordida em seu ombro, como se quisesse marcá-la de alguma forma, antes de tomar seus mamilos entre os lábios novamente.
O cheiro amadeirado de seu perfume caro misturado ao cheiro de sexo penetravam em suas narinas e a última coisa de que ela se lembrou foi de erguer os quadris de encontro aos seu, querendo mais, necessitando de mais do que o que ele estava fazendo com ela naquele momento, enquanto ele a tomava de diversas maneiras.