POV LINE
Eu estava atordoado. Omg eu tive um pesadelo! Olhando para o lado da cama, não vi Daniel. As persianas estavam fechadas e as luzes apagadas, o que tornava minha visão muito ruim e as luzes muito fracas. O sono também não fortalece meus olhos.
Cobri o rosto com as mãos e bocejei preguiçosamente.
O relógio marca 2h38. Alá!
A porta do quarto se abriu e Daniel entrou nu, de pijama. Seu cabelo está desgrenhado, o que o torna mais sexy na minha opinião.
- "O que te impede de dormir?" ele perguntou assim que seus olhos se fixaram em mim.
- "Pesadelo" respondi franzindo a testa, mal lembrando do sonho. Daniel continuou a caminhar até a cama e deitou ao meu lado.
- "Ei, é só um sonho, baby. Vá para a cama" Sua voz suave esconde uma preocupação sem palavras, mas vou deixar isso para amanhã.
- "Junte-se a mim?" Eu fiz beicinho. Eu estava suando um pouco e esse pesadelo foi estranho e me deixou completamente em pânico. Daniel não recusou meu pedido e me segurou em seus braços.
Não há lugar melhor no mundo.
Eu estava à beira de um sono profundo, e pelo som da respiração ritmada de Daniel, eu sabia que ele também estava dormindo pacificamente.
●●●
Você me machucou. Não estou surpreso porque o comum não pode ser surpreendente. As ondas sempre quebram quando chegam ao limite, isso é normal e não impressiona ninguém.
Mas você me machucou e, em vez de aceitar meu arrependimento, lutei. Não acho certo fazer isso, mas não me arrependo. Sou grossa, agressiva e cruel. Costumo ser assim quando me machuco e, acredite, isso acontece muito.
Eu fui cruel com você naquela vez. O que eu te disse te machucou também, sabia? estragado. Eu realmente não me importo como você se sente naquele dia. Isso é bem merecido. Você é meu idiota, o que você quer em troca? Você pode se cortar com cacos de vidro; esta é uma característica desagradável da vida.
Se fui brutal quando me machuquei, a solução foi simples. Só não me machuque.
Mas não é tão simples, não é? Você precisa ser um idiota toda vez que se sentir magoado, mas eu não tenho o mesmo direito. Você vai dizer coisas horríveis para mim e eu vou engolir, mas quando eu fizer (quando eu disser coisas horríveis no calor do momento) você não engole, você cuspiu toda essa merda em mim.
Eu te odeio tem sido minha prioridade por tanto tempo.
Eu te odeio e te amo.
Eu te odeio por perdoar sua merda.
Eu odeio que você tenha tirado o pouco de amor próprio que me restava.
Mas, acima de tudo, eu me odeio por te permitir me fazer essas coisas. Foi tudo culpa minha.
Você foi a melhor parte de mim por um tempo, mas um tempo curto demais para valer a pena. Eu não tenho o direito de continuar te amando como se você fosse bom, porque não é.
E eu sei... eu sei que a porra do futuro não nos quer juntos. E, quer saber? Eu concordo com ele.
●●●
Eu acordo novamente. Tudo ao redor da sala é banhado pela luz do sol. Olho para o relógio e são 8h43 de uma preguiçosa manhã de sábado. Levanto-me embora meu corpo exija mais dez ou quinze minutos de sono.
Vá para o armário depois do banho para encontrar as roupas mais confortáveis que puder encontrar. Acabei optando por uma peça ousada, um vestido preto justo ao corpo e não muito curto.Minha Aláa interior aplaude. É um vestido simples, eu gosto pelo fato de que deixa minhas pernas aparentemente mais torneadas. Sinto-me plausível.
Volto ao quarto e calço uma sapatilha nude. Meu cabelo não está ruim, então apenas com algumas pinceladas de escova já o deixo apresentável.
Saí do quarto depois de aprontar e fui até a cozinha onde notei a patrão. Jones. Ele está ocupado com o café da manhã e não percebe minha presença. -"Bom dia "Tento uma abordagem leve para não assustá-la.
"Bom dia, Rain," Gale disse com um sorriso brilhante. Uau, ela finalmente esqueceu. "Sra. Black" até. Cinza ". Eu gosto.
- "Hum... cadê o Daniel?" Eu estou perguntando. Não o vejo desde manhã. Poder ter sido apenas sono ou um resquício do meu pesadelo, mas parecia estranho, estranho mesmo. Na época eu não tinha um motivo real para perguntar a ele, mas agora tenho.
- "Sr. Black chega cedo no escritório. Posso te remunerar um chá "ela pergunta, com a voz cheia de expectativa, mas não o suficiente para esconder-se o anseio de mudar de assunto. Eu embalam a cabeça e sentei no banco em frente ao balcão. Observou casualmente Gail encher a caneca com água quente. Eu como o que ela põe no meu prato, não porque estou com fome, mas porque não quero discutir aos cinquenta quando ele me pergunta se eu almocei. Além disso, quero que ele seja falante para que eu possa fazer algumas perguntas sobre primeiras horas da manhã.
Dude aparece na cozinha e me dá um olhar formal.
"Sra. Black," ele cumprimentou.
-"oi, Dude "eu lhe dou um sorriso. Gail e Dude iniciam uma conversa profissional, em tom baixo e medido.
Finjo indiferença para ambos e continuo comendo as amêndoas. Levo meu último gole de suco de laranja à boca e, através do vidro do copo, vejo dois homens bem vestidos entrarem na cozinha.
Eles são altos, com a postura de um armário. Pelo poste, vestimenta, e pela modo como entraram no local, certamente são seguranças .
Reviro os olhos. Não é como se essa casa precisasse de toda esta segurança. Isso é inconcebível para qualquer cidadão americano comum.
-"Onde você estava?" Ouço a voz do Daniel silvar atrás de mim. Seu olhar nada amigável para Dude me diz que eles estão em um impasse.
Viro o rosto a tempo de captar seu olhar duro aos homens. Eufemismo é dizer que a imagem desses dois armários se escolhendo sobre o tom acusatório do Daniel não é engraçada.
-"nós a encontramos, senhor" Dude responde, de forma passional até.
Daniel o encara com compreensão e lhe dá um aceno de cabeça.
Em partes, ele não quer dividir esse assunto comigo ou Gail. Porém, sua voz está elevada à ira em alguns níveis.
"ótimo" Daniel murmura. Gail se retira e decido fazer o mesmo. Não há situação pior do que o desconforto em sua própria casa.
Levanto e caminho em direção ao quarto. Não me parece um bom momento para uma conversa com o Daniel, e ele nem direcionou os olhos á mim!
Não é como se ele quisesse uma conversa inquisitorial.
-"Welch descobriu a origem dos rastreadores" ouço um dos homens dizer assim que tomo uma certa distância.
Esse assunto não te diz respeito! Meu subconsciente retruca.
-"Aparentemente foi a sra. Lincoln" o mesmo homem diz.
Sinto o sangue ser drenado do meu rosto.
Lincoln...
Para em meu caminho, estou estática. Então o "assunto misterioso" é sobre a Slova vadia Robinson! Volto para a cozinha no mesmo instante. Meus passos são tão rápidos quanto minha Linetomia permitem.
Certamente não me envolve, mas essa mulher não é meu tópico favorito em discussões. Quero saber quando e porque ela é mencionada e principalmente quando querem me abster do conhecimento.
Adentro novamente no recinto e veja um dos homens entregar uma caixa pequena ao Daniel.
-"Sra. Lincoln? A Slova ?" Pergunto. Nesse momento, ganho a atenção de todos, principalmente do Daniel, que me encara como se a pergunta não o agradasse. E me encara, também, arrependido por não ter resolvido este problema em seu escritório
Cruzo os braços abaixo dos seios, esperando...
-"estou esperando uma resposta" digo o encarando de maneira mórbida.
Descontente!
POV LINE
Olho inutilmente para Dude, em busca de uma resposta. Como eu pensei, inutilmente, ele jamais responderia.
Os homens, apelidados carinhosamente como "armários", saem da cozinha após um olhar significativo da parte de Dude, que se retira também.
Ah, claro. Um assunto de casal.
-"isso não lhe diz respeito" Daniel diz como forma de explicação.
-"diversas coisas na minha vida não lhe dizem respeito e mesmo assim você está à par de tudo" murmuro. Line 1, Daniel 0.
Ele suspira antecipadamente antes de atirar suas palavras em mim.
-"Line..." Daniel tenta uma abordagem suave.
-"eu quero te proteger" sua voz é mais suave do que qualquer um de nós dois supomos.
-"mas eu não sou de vidro. Se sou sua esposa, é para estar do seu lado tanto quanto você está do meu" falo de maneira calma. Não o quero irritado comigo, e não quero estar irritada também. Meus objetivos são o fazer falar e tentar apaziguar seu humor.
Bem, me acalmar também seria bom.
Caminho até ele, fechando a distância entre nós. Quando chego perto o suficiente para ouvir a palpitação do seu coração expectante, emolduro os braços ao redor do seu pescoço e o puxo para mim, da forma que posso, para um abraço.
Daniel envolve-me em um abraço mútuo e enterra seu nariz no meu cabelo.
-"eu não quero que se preocupe, okay?" Ele pergunta em um sussurro. Concordo com a cabeça em um gesto pacífico. Ouço as batidas do seu coração mais constantes e mesmo que ele esteja "um vulcão coberto pelo iceberg" sua respiração não nega a preocupação.
Daniel ergue meu queixo, desta maneira, posso olhar em seus olhos. Ele inclina os lábios e sela-me com um beijo rápido.
Daniel morde meu lábio inferior e eu solto um baixo gemido quase involuntário. Sua hábil língua desliza pelos meus lábios em um beijo calmo e molhado.
Como em um tango sensual, nossas línguas se encontram em cada choque. Meus lábios incham com o desejo se reprimindo entre minhas pernas. Daniel desce a mão que estava em meu queixo até meu seio e aperta levemente.
-"ah" suspiro. Agarro o cabelo do Daniel e o trago mais para mim, tornando o beijo que começou suave, em um ato mais carnal e primitivo.
Ele me conduz para trás com passos cautelosos, até que meu traseiro encontre o balcão logo atrás de nós.
-"hum" resmungo contra sua boca. Reúno todas as forças do meu âmago e empurro o peito do Daniel com as duas mãos. Ele não se move, mas afasta-se minimamente. Bem, é o suficiente para que eu possa cobrar a saciedade da minha curiosidade.
-"está me enrolando, Black " digo ofegante.
-"façamos um trato" ele sugere em tom lascivo, que é muito bem interpretado por mim.
-"não imagino qual" pisco os cílios inocentemente. Daniel sorri ao perceber a carga sexual distribuída pela minha voz.
-"eu conto depois. Agora..." antes que meu cérebro possa raciocinar sua fala, Daniel agarra minha cintura com as duas mãos e me ergue em uma posição sentada sobre o balcão.
-"ah" grito em surpresa, antes de sorrir como uma colegial.
-"quero te dar umas palmadas" ele completa. O sorriso brincalhão que preenchia meu rosto é substituído pelo cativeiro dos meus dentes, que prendem meu lábio inferior dolorosamente.
-"eu ainda não..." antes mesmo de completar a frase, Daniel puxa minha cintura para si e automaticamente nossos corpos estão juntos.
Ele cobre meus lábios com os seus e força a entrada da sua língua pela minha boca. É inegável que não resisto, retribuo seu beijo na mesma intensidade.
Cruzo as pernas em seu torso e seu membro excitado roça meu sexo. Sou puxada para a beira do balcão. É quase um teste de confiança em que meu corpo se apoia no corpo dele. E sentir seu membro tocar a parte mais sensível de mim, é como se fossemos um.
If I told you this was only gonna hurt
If I warn you that the fire's gonna burn
Would you walk in? Would you let me do it first?
Do it all in the name of love
Would you let me lead you even when you're blind?
In the darkness, in the middle of the night
In the silence, when there's no one by your side
(Se eu te dissesse que isso só iria machucar
Se eu te avisasse que o fogo iria queimar
Você andaria nele? Você deixaria eu ir primeiro?
Fazer tudo em nome do amor
Você me deixaria te guiar mesmo quando for cego?
No escuro, no meio da noite
No silêncio, quando não há ninguém ao seu lado)
Ele se encaixa perfeitamente entre as minhas pernas. Daniel corre seus dedos até a parte de trás do meu vestido e começa a abrir os botões de baixo para cima.
Mesmo abrindo o vestido cautelosamente, seus dedos tocam a pele desnuda das costas, causando arrepios que começam na nuca e terminam em meu ventre.
Eu giro os quadris em seu pênis coberto pela calça, para causar fricção em ambos. Daniel geme contra meus lábios, um gemido gutural e profundo que alimenta meu libido.
Sua boca desvia seus ataques deliciosos e ruma ao meu pescoço, deixando uma trilha de beijos por toda a extensão, até o colo dos seios.
-"Daniel" chamo puxando seu cabelo. Eu o quero dentro de mim, sua boca passeando pela minha pele, sentir ele se libertar em mim, ouvir seus gemidos.
Eu quero qualquer coisa que eu possa ter deste homem.
Quando os botões do vestido são abertos, Daniel desliza as alças pelos meus ombros, revelando meus seios desprovidos de sutiã.
Ele sorri lascivo ao ver as aréolas arrepiadas dos mamilos e meu peito subindo e descendo rapidamente. Eu o quero mais do que possa dizer em palavras.
Sem preâmbulos, ele captura meu seio esquerdo em sua boca. Seus lábios apertam meu mamilo com a pressão necessária para me fazer convulsionar.
-"ah...por favor" peço. Arqueio as costas para empurrar o peito em sua boca. Daniel mordisca meu mamilo e eu grito em surpresa. Um tênue linha entre o prazer e a dor.
Ele sobe meu vestido embolando-o na silhueta e continua torturando minha Aláa interior com sua boca.
Eu a vejo rolando em um tapete vermelho, buscando o clímax do prazer.
Ele segura minha perna direita, que está cruzada em seu torso, e a põe sobre o balcão. Ele repete o processo com a perna esquerda. Eu não poderia estar mais...aberta
Minha calcinha molhada pela excitação brilha com a ministração dele em meu seio.
Fecho os olhos, para então ouvir o barulho da braguilha de sua calça sendo aberta. Ele roça seu pênis em meu sexo repetidas vezes, mesmo estando com a barreira que é a calcinha.
-"por...por favor" imploro ofegante.
-"eu quero você frustrada" Daniel murmura sério contra a pele sensível que meus seios se tornaram.
Abro os olhos e inclino a cabeça para encontrar seu rosto contradizendo suas palavras, ele parece tão necessitado de mim quanto um sedento de água.
-"por que?" Pergunto mal controlando o desejo de sentir seu membro deslizando pelo meu sexo, até atingirmos o limite.
-"porque eu posso" é sua resposta. Daniel segura os lados da minha calcinha e rasga a mesma em farrapos.
Alá! Estou tão enfeitiçada que não noto o absurdo que estamos fazendo na cozinha!
Ele embola o que sobrou da calcinha em sua mão e enfia em seu bolso.
-"mãos para trás" Daniel ordena. Apoio as mãos atrás do corpo e me inclino. Agora o termo "aberta" parece mais coerente.
Ele retira ambas minhas sapatilhas e as coloca ao meu lado sobre o balcão.
Uma de suas mãos viaja até minha perna e a outra conduz seu pênis para meu sexo. Prendo uma respiração com o calor agradável emLinendo de seu corpo.
Ele se posiciona na minha entrada e desliza todo seu comprimento para dentro.
-"ah" gemo.
-"isso. Me sinto, baby" ouço sua voz como um ecoado distante. Sinto seu membro pulsar dentro do meu corpo, e todas minhas células pulsam em sincronia.
Abraço sua cintura com as pernas, cravando o calcanhar na musculatura da sua bunda. Daniel se retira de mim, mas somente para me estocar com mais rapidez, arrancando um gemido alto dos meus lábios.
Ele segura minhas coxas e conduz meu corpo. Seu membro vai e vem, deslizando pelo meu sexo enquanto sua mão puxa e empurra minhas pernas.
-"ah" ele geme. Jogo a cabeça para trás e o deixo fazer sua mágica com meu corpo. Elevando o prazer a clímax, a imensidade.
I'm free as a bird
When I'm flying in your cage
I'm diving in deep
And I'm riding with no brakes
And I'm bleeding in love
You're swimming in my veins
You got me now
(Estou livre como um pássaro
Quando voo para sua gaiola
Estou mergulhando fundo
E estou andando sem freios
E estou sangrando de amor
Você está nadando nas minhas veias
Você me pegou agora)
Nos perdemos um no outro, no sentimento de união que "fazer amor" nos trás. Quando estamos literalmente ligados é que temos a afirmação de vida, mais que afirmação, a confirmação de que nos amamos.
Daniel deixa de me estocar e descansa seu membro imóvel dentro de mim. Eu o aperto como incentivo para o fazer continuar, mas o bastardo está me provocando.
A sombra de um sorriso brincalhão cruza seu rosto. Faço um beicinho exagerando.
-"Devo lhe fazer gozar?" Ele pergunta descaradamente divertido. Quase engasgo com suas palavras, mas faço meu melhor para somente lhe lançar um olhar desafiador.
-"se for capaz" murmuro. Ele se debruça sobre meu corpo, desta maneira, meus seios tocam seu peitoral deliciosamente.
-"você é muito provocadora" ele sussurra antes de voltar a se mover. Seus movimentos são lentos, diferente do início, agora pacífico e amoroso.
Meus músculos internos se apertam ao redor do seu membro. Daniel acelera seu ritmo e me penetra com mais rapidez, determinado a me proporcionar um orgasmo.
Cravo as unhas da mão no mármore quando perco as forças nas pernas, que amolecem como gelatina.
-"vem comigo, Line. Goza pra mim" Seu tom me inspira ordem. Ao som da sua voz, me líbero ao redor do seu membro. O líquido quente do Daniel também é sentido por mim logo após ele gozar.
-"eu te amo" ele sussurra no clímax da paixão.
-"eu também. Eu também te amo" digo repetindo seu ato.
-"Oh. Kate virá me visitar hoje, tudo bem?" Pergunto enquanto ele ainda está dentro de mim. O que posso fazer? Me lembrei agora do assunto.
Ele sela meus lábios e puxa seu pênis para fora do meu corpo.
Cristo! Você não poderia ser mais inapropriada, Line
-"o assunto é indevido para a situação, mas tudo bem" ele murmura divertido.
É bom saber que ele está mais bem humorado e não estragar isso, porém, o assunto que ele falava com os seguranças me pareceu ser inadiável e eu quero estar a par.
-"eu tenho algum trabalho agora, depois podemos tomar um banho juntos" Ele pede, mais como uma sugestão.
Certo! É agora ou nunca. Ele tem que se abrir comigo sobre qualquer assunto.
-"eu poderia aceitar sua oferta, Sr. Black . Mas tínhamos um acordo e ele ainda não foi cumprido por sua parte" eu tento não parecer divertida, mas o sexo me fez melhorar o humor em vários níveis
-"fez seu ponto, sra. Black " ele murmura vencido.
Daniel encara o teto branco e solta uma respiração presa. Eu odeio ver ele assim, me dói não poder acalentar sua enfermidade.
-"Welch, meu chefe de segurança, descobriu que seu celular estava sendo rastreado pela Slova " ele murmura.
Permaneço estática o olhando. Slova ? Mas o que ela pode ter contra mim? Logo ela!
-"Por que?" É a primeira pergunta coerente que me vem a cabeça.
Ele fecha sua braguilha e arruma a gravata do seu termo quase perfeitamente alinhado. Tomando uma postura mais respeitosa, eu visto as alças do vestido e desço o tecido para cobrir a nudez da minha intimidade. Deixo somente os botões do vestido para serem abotoados depois desta conversa.
-"eu não sei ao certo...mas o seu BlackBerry já está livre do rastreamento" Daniel diz para me tranquilizar.
Então, Slova queria a minha localização. Talvez para uma emboscada, não sei! Porra!
-"isso não é tudo" digo certa do que estou falando. Daniel franze as sobrancelhas para mim. Sei bem quando algo o incomoda, e se o problema já estivesse resolvido, ele não estaria preocupado mais cedo e nem teria aumentado a segurança.
-"não, não é tudo" Ele confessa.
Eu busco sua gravata vermelha e enrolo ao redor do meu pulso. Puxo sua gravata, trazendo seu corpo e atenção para mim.
-"confie em mim para dizer" peço olhando nos seus olhos preocupados. Seu rosto bem esculpido e olhos cinza estão concentrados em mim, possivelmente buscando inspiração para falar.
-"Também descobri que...bem...Jack Hyde foi submisso dela há três anos atrás"
O que? O que isso significa? Ele está junto dela e contra mim? O que diabos eles tem contra mim?
Merda!
-"puta merda" silvo. Solto a gravata do Daniel, mas ele continua próximo, vendo o meu desespero. Sim, desespero, e eu não vejo palavra melhor. Daniel fecha meu corpo com um abraço.
-"hey, eu vou proteger você. Nada. Nada. Nada. Nada vai acontecer, foi apenas um alarme em falso " ele sussurra.
Não é como se mudasse algo, mas estar no meio dos seus braços me traz a paz que nenhum outro lugar traria.
-"eu amo você e vou cuidar do bem mais precioso da minha vida" Daniel fala. Eu apoio a cabeça em seu peito e deixo suas palavras surtirem efeito em mim.
Vai Ficar tudo bem...
Alarme em falso!
-"Jack está com Slova ?" Pergunto minha maior preocupação.
-"eu não sei, mas não vou arriscar. Não com você!"
-"baby, poderia ficar alguns dias em casa? Eu preciso garantir cem por cento da sua segurança" Daniel pergunta suavemente.
Eu odeio ficar em casa como uma esposa troféu, e ele sabe disso! Mas, é melhor prevenir do que remediar. Certo, alguns dias não irão me matar. Eu acho que posso fazer isso.
-"alguns dias. Não sou uma esposa troféu" murmuro. Daniel sorri audivelmente.
-"sei que não é" ele diz e beija o topo da minha cabeça.
-"eu irei trabalhar agora" ele comunica.
Daniel segura meus ombros e sorri de maneira tranquilizante para mim.
-"vai ficar bem?" Ele pergunta.
-"sim, eu vou" respondo sorrindo para o convencer. Daniel põe uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.
-"neste caso, estou ansioso para o nosso banho mais tarde" brinca.
Estamos, Sr. Black .
Uma fisgada é sentida no âmago do meu ventre. Cristo! Como ele pode me acender com um par de palavras?
-"Também estou!"
Novo integrante da família
POV LINE
Desperto sentindo meu corpo quente como se algo estivesse enrolado a ele. Não é como se eu não soubesse o porquê.
Abro os olhos para a claridade que emLine pelas janelas. Daniel tem suas pernas entrelaçadas as minhas e o rosto enterrado na curva do meu pescoço.
É uma posição ajustável, contudo, eu prefiro tê-lo enrolado em mim. Meu corpo se encaixa bem ao seu, e após o sexo, eu não quero menos do que dormir quente e enrolada á ele.
Pisco algumas vezes para me acostumar com a luz do sol
-"bom dia" ouço a voz do Daniel murmurar sonolenta, e quente como o inferno. Reviro meus olhos para o pensamento, ele sempre tem a voz sexy
-"bom dia, sr.Black " respondo. Daniel levanta o rosto para que o meu olhar, preguiçoso até, encontre o seu.
-"dormiu bem?" Pergunta entre olhares convidativos. Sorrio de lado e aproximo meu rosto ao seu, quase suficientemente para unir meus lábios e os dele.
-"hum... digamos que sim, porém eu poderia ter uma manhã melhor" respondo lasciva. Daniel sorri,estendendo bem o significado do meu "pedido.
-"e o que posso fazer para tornar melhor sua manhã, sra. Black ?" Ele questiona.
Como resposta,eu inclino o corpo. Parece que eu quero unir nossas Linetomias, até porque estamos próximos. Levo a mão até seu voluptuoso membro e o acaricio por cima do tecido da cueca.
Caramba! Ele dormiu apenas usando uma cueca.
-"Oh, sra. Black , você não tem vergonha" Ele diz um tom mais escuro.
Mordo o lábio inferior com delicadeza, apenas prendendo os lábios por entre os dentes. Os olhos do Daniel vagam até minha boca enquanto eu os mordo.
Ele entreabre a boca para acomodar uma respiração mais exigente, para acomodar o desejo crescente entre nós.
Minha Aláa interior está dançando tango em um vestido vermelho e sorrindo como uma ninfeta. Eu não sei exatamente como uma ninfeta sorri, mas eu não me diferencio quando estou assim...necessitada do meu marido.
-"não creio que precise quando estou com meu marido" respondo ao seu comentário.
Seu pênis começa a crescer e mostrar volume sobre o domínio dos meus dedos. Arranho sua boxer com a ponta das unhas e, consequentemente, seu membro
-"então seu marido é um sortudo filho da puta" Daniel comenta sério, seu semblante ainda demonstra desejo.
-"eu acho que sou eu quem tem sorte" digo.
Subo a mão até a borda da sua peça íntima e deslizo meus dedos dentro da sua cueca. Daniel deixa um gemido profundo sair da sua garganta.
Agarro a base do seu pênis e lhe dou prazer, subindo lentamente para o topo.
Cristian morde o canto da minha boca e passa sua língua pela local, para aliviar o formigamento que se forma.
Estou ofegante com a ansiedade das preliminares. Minha Aláa interior quer sentir seu membro pulsar dentro de mim tanto quanto eu.
Daniel alcança a barra da minha blusa,a única peça de roupa que estou usando, e puxa para cima. Neste momento, lamentavelmente, tenho que retirar a mão do membro. Levanto os braços e ele livra meu corpo da t-shirt branca.
Seus olhos vagam pelos meus seios e ele umedece os lábios com a ponta da língua
-"você é tão fodidamente linda" sussurra em apreciação.
Ele leva a mão até meu seios esquerdo e o cobre completamente. Meu peito tem a medida certa da sua mão, é como um ajuste entre nós. Daniel desliza a mão para o vale entre meus seios e, no momento em que a aliança gélida toca meu mamilo, sinto meus músculos internos se apertarem
-"Daniel" seu nome é como uma ladainha saindo da minha boca.
Ele corre os dedos para baixo,em direção à minha barriga. Onde o frio da sua aliança passa, causa um delicioso arrepio.
Daniel alcança minha intimidade e desliza seus dedos indicador e médio pelos lábios do meu sexo. Arqueio as costas, empurrando meu sexo em sua mão.
Daniel continua acariciando minha intimidade enquanto espalha a minha excitação pelo ápice das minhas pernas.
-"ah" gemo. Ele mergulha um dedo em mim, fazendo com que eu gema seu nome de forma incompreensível.
-"você está tão pronta. Nunca decepciona, Line" Daniel diz. Sua voz rouca parece reverente, e isso alimenta meu libido submisso.
-"Daniel, por favor" peço.
Ele enfia um segundo dedo em mim e começa a movimentá-los em ritmo lento.
-"eu sei, baby" sussurra. Daniel abaixa sua cueca usando apenas sua mão livre, enquanto a outra continua fazendo sua mágica dentro e fora de mim.
Quando sua peça branca libera seu membro, o mesmo salta para fora petrificado em excitação.
-"eu quero você...dentro de mim" imploro. Um sorriso radiante se forma em seu rosto.
3. QUERER VOCÊ
'Cause if I want you, then I want you, babe
Ain't going backwards, won't ask for space
'Cause space was just a word
Made up by someone who's afraid to get too
Close, ooh
Oh, so close, ooh
I want you close, ooh
'Cause space was just a word
Made up by someone who's afraid to get
(Porque se eu te quero, eu te quero, amor
Não vou recuar, não vou pedir espaço
Porque espaço é apenas uma palavra
Inventada por alguém que tinha medo de ficar muito
Perto, ooh
Oh, muito perto, ooh
Eu quero você perto, ooh
Porque espaço é apenas uma palavra
Inventada por alguém que tinha medo de ficar)
Daniel retira os dedos do meu sexo, e imediatamente a sensação de perda me consome. Ele se posiciona ajoelhado à minha frente, com sua ereção pronta para me preencher e o tecido da sua boxer preso às suas coxas.
Puta merda! A visão de um homem, meu homem, nu, não poderia ser mais excitante.
Daniel debruça sobre meu corpo e automaticamente eu separo as pernas para o encaixe do seu corpo entre elas.
Daniel deixa seu pênis pairar na entrada do meu sexo. Arfo em antecipação. Cada vez que fazemos amor, parece ser a primeira, nunca é repetitivo ou cotidiano. Além do mais, somos muito jovens e apaixonados para que nosso sexo seja com desprazer.
Ele busca meu rosto e sela nossos lábios em um beijo mais rápido do que eu gostaria. Ele está sobre mim, apoiando-se em seus próprios cotovelos.
-"por favor, Daniel" peço. Ele mergulha seu membro em mim lentamente, deixando espaço para que eu o sinta pulsando dentro do meu corpo.
Fecho os olhos, totalmente entregue e extasiada com a zina entre nós. Passo as mãos pelos fios do seu cabelo macio e o puxo para um beijo
Um 'vai e vem' lento e amoroso se inicia. Seu ritmo lento causa danos no meu controle, eu o quero lento e rápido, paciente e necessitado, amoroso e carnal. Inclino a pélvis para seu membro que desliza dentro e fora de mim.
Daniel enfia todo seu comprimento repetidas vezes no meu corpo. Apesar de estar lento, suas investidas me dão a sensação de que vou ser atravessada ao meio.
-"porra!" Ele silva por entre os dentes cerrados.
Com a boca próxima a minha, Daniel une meus lábios aos seus e desliza sua língua na minha boca. Eu retribuo seu beijo, mesclando, não apenas os lábios, mas o desejo e apreciação que temos um pelo outro.
Minhas pernas falham e neste momento, não conseguiria me manter de pé nem se quisesse. Todos os músculos do meu ventre apertam o pênis do Daniel como um punho fechado.
Ele alcança algum ponto doce dentro de mim,e essa é a minha perdição.
-"vem comigo, Line" Daniel comanda. Gememos baixo,cada um deliciando-se no prazer que obtém no corpo do outro.
Eu jogo cabeça para trás com meu orgasmo, que mais parece uma explosão de dentro para fora. Meu líquido escorre pelo pênis do Daniel e deixa ondas transpassando desde o meu ventre até o ápice das minhas pernas.
-"Line" Daniel chama quando goza lindamente em mim. Seu sêmen quente me preenche de maneira inigualável.
Ele puxa seu membro para fora de mim e joga seu corpo ao meu lado na cama. Ele está ofegante e eu não estou diferente.
4. OUTRO AMANHÃ
Após uma manhã invejável de amor e um café da manhã silenciosamente agradável, estamos no banco de trás do Audi SUV.
Como amanheceu frio em Seattle, optei por um vestido verde hortelã, que alcança a metade das coxas e tem mangas compridas. O vestido é justo e aperta muito bem as minhas poucas curvas. Eu calço uma bota de cano longo preta. Visto, também, um cachecol preto envolto no pescoço.
É confortável e não desagrada a minha Aláa interior.
-"tenho algumas coisas para fazer hoje, então vou chegar tarde" murmura Daniel, me tirando dos meus devaneios. Ele beija gentilmente os dedos da minha mão, que está unida a sua.
Eu não o respondo, não é como se tivesse algo para dizer. Eu apenas pensei que poderia chegar mais cedo e tê-lo em casa.
-"o que foi, baby?" Ele pergunta tendo meu silêncio como resposta.
-"eu só... Não gosto de ficar sozinha no Escala, na verdade, eu gosto de estar todo tempo com você, Daniel" digo. A sinceridade nas minhas palavras até me assusta. Mas, sim, eu o quero todo tempo comigo. Talvez seja sufocante para ele, e isso também é angustiante.
-"eu me sinto da mesma forma, baby" ele fala. Me surpreendo novamente, porém de forma boa. Ele quer estar comigo a todo tempo!
Alá! esse homem ainda será a minha perdição ou a causa do meu ataque cardíaco.
Olho para ele, que tem os olhos fixos em mim e um sorriso tranquilizador. Minha Aláa interior gosta da hipótese de que ele irá recompensar na cama, ou no quarto de jogos, por chegar tarde.
Perdida em meus pensamentos sórdidos, volto a realidade quando o carro para em frente a SIP.
-"neste caso, esperarei por você, sr. Black " digo. Aproximo meu rosto ao seu e beijo sua mandíbula.
-"até mais" sussurro. Levanto o rosto e selo sua boca com um beijo casto, quase inocente.
-"aAlá, sra. Black " Daniel se despede.
Lough abre a porta do carro e assim eu desço. Lough é o meu novo segurança, ele é um dos "armários" que estava na cozinha outro dia.
-"obrigada" agradeço por educação, eu não gosto muito da companhia dele. Bem, talvez eu deva dizer isso ao Daniel.
Na porta da empresa, o outro homem da segurança, Martty, eu acho, está esperando por nós. Ele não costuma estar no Escala, seu "ponto de segurança" é em frente a SIP.