Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Bilionários > CASADA COM O MEU EX-CUNHADO - PARTE 2
CASADA COM O MEU EX-CUNHADO - PARTE 2

CASADA COM O MEU EX-CUNHADO - PARTE 2

Autor:: Nykka
Gênero: Bilionários
Ravi e Ava enfrentam os desafios de um casamento que começou sob circunstâncias inesperadas. Enquanto tentam construir uma relação baseada no respeito e no amor, segredos do passado emergem, colocando em risco a confiança que estão começando a desenvolver. A investigação de um roubo milionário, rivalidades familiares e conflitos internos criam um cenário de tensão e romance, onde cada decisão pode redefinir o futuro. Com momentos intensos de paixão, descobertas emocionantes e intrigas inesperadas, esta segunda parte revela um casal disposto a lutar por um final feliz, apesar das sombras do passado e dos obstáculos do presente. •••••♥••••• Nota Importante: Este livro não contém cenas explícitas, pois esta autora não escreve erotismo. Se você decidir embarcar nesta história, seja bem-vindo e aproveite a leitura! Aviso: Este livro aborda temas sensíveis e contém gatilhos.

Capítulo 1 Introdução

Ava e Ravi estão de volta em Casada com o meu ex-cunhado – Parte 2, trazendo novas emoções, conflitos intensos e revelações que prometem mexer com os seus corações leitores. Depois de um casamento repentino que começou como um contrato frio e calculado, eles descobrem que a vida a dois é muito mais complicada do que imaginavam. O que era para ser apenas uma solução temporária para os problemas de ambos rapidamente se transforma em algo que escapa ao controle, misturando paixão, desafios e verdades inesperadas.

A lua de mel, que deveria ser um período tranquilo para se ajustarem ao novo capítulo, é interrompida por circunstâncias que ninguém poderia prever. Ao voltarem para Viena, Ava e Ravi são forçados a enfrentar problemas que ameaçam não apenas o casamento, mas também a vida de muitos. Ravi, sempre disposto a proteger Ava, se vê dividido entre os segredos que carrega e os riscos que não pode compartilhar. Ava, por sua vez, começa a perceber que o contrato que os uniu pode esconder mais do que aparenta, levando-a a questionar as verdades que ela julgou conhecer.

Entre investigações perigosas, figuras do passado e as consequências de decisões precipitadas, o casal é colocado à prova em todos os sentidos. A volta de Zadock, o irmão de Ravi e ex-noivo de Ava, traz consigo uma carga emocional explosiva. Amargurado e rancoroso, Zadock não apenas acusa Ava de traição, como também desafia Ravi em uma disputa que vai muito além de ressentimentos familiares. Conflitos intensos e confrontos diretos expõem feridas antigas e colocam Ava em uma posição delicada, forçando-a a enfrentar verdades dolorosas sobre si e sobre os homens que marcaram sua vida.

Mas os desafios não vêm apenas do passado. Ravi se vê envolvido em uma investigação perigosa sobre o roubo de uma relíquia valiosa, colocando sua reputação e segurança em jogo. À medida que pistas surgem, conexões inesperadas aparecem, fazendo com que ele enfrente dilemas que vão além do mundo profissional. Enquanto isso, Ava tenta encontrar um equilíbrio em meio ao caos. Ela questiona seus próprios sentimentos e se esforça para entender as motivações de Ravi, ao mesmo tempo que busca proteger seu coração de mais desilusões.

E, como se os problemas internos não fossem suficientes, os olhos atentos da sociedade vienense continuam a observar cada passo do casal. Para muitos, o casamento é visto como uma união conveniente, um acordo calculado para salvar o legado dos Lockwood. Para Ava, isso significa lidar com olhares de desconfiança e rumores que testam sua força emocional. Mas, enquanto o mundo ao redor os julga, Ava e Ravi enfrentam algo ainda mais desafiador: as emoções que começam a emergir entre eles.

O que deveria ser apenas uma fachada começa a ganhar contornos de algo real. Pequenos gestos de cuidado e momentos de vulnerabilidade revelam sentimentos que ambos relutam em admitir. Ava luta para compreender se o que sente é amor ou apenas uma resposta às circunstâncias. Ravi, por outro lado, parece disposto a provar que suas intenções vão além do contrato que os uniu. Contudo, será que o amor é suficiente para superar as barreiras que se erguem entre eles?

Ao longo desta continuação, veremos Ava e Ravi confrontarem seus maiores medos, desejos e dúvidas. Segredos do passado serão desenterrados, forçando-os a encarar verdades que podem mudar para sempre a relação entre eles. Reviravoltas inesperadas e momentos de tensão colocam à prova não apenas o vínculo que estão construindo, mas também a capacidade de ambos de lidar com as consequências de suas escolhas.

Nesta trama repleta de emoções, o romance se mistura a intrigas, revelações e conflitos familiares. Cada capítulo traz uma nova camada de complexidade, enquanto Ava e Ravi tentam navegar pelas águas turbulentas de um casamento que começou como um contrato e agora desafia todas as expectativas.

Será que eles conseguirão transformar essa relação em algo verdadeiro e duradouro? Ou as forças externas e os segredos internos os afastarão para sempre?

Com momentos de intensidade, ternura e reviravoltas de tirar o fôlego. Casada com o meu ex-cunhado – Parte 2 convida você a mergulhar novamente na história de Ava e Ravi. Prepare-se para acompanhar uma jornada que mistura amor, perdão e descobertas, onde nada é exatamente o que parece e cada escolha pode mudar tudo.

Bem-vindo(a) de volta a esse universo fascinante, onde o coração e a razão travam batalhas que só você poderá testemunhar.

Capítulo 2 Ravi Lockwood - De volta a Viena...

Estou muito nervoso, tentando ao máximo me segurar para não invadir o apartamento desse desgraçado. Ava e eu tivemos que interromper nossa lua de mel, e, logo depois, precisei viajar para San Diego. Justo agora que ela estava se entregando... Como pude parar tudo o que estávamos vivendo? Ah, mas é claro! A culpa é desse maldito Jhon Smith.

- Vocês vigiaram este apartamento o tempo todo? - questiono Marco.

- Sim. Ele apenas sai para trabalhar e volta direto para casa, quase não sai. Descobrimos que ele mora com a mãe, que está acamada.

- Acho que já estamos demorando demais aqui! - comento, olhando para o relógio em meu pulso.

Abro a porta e desço do carro. Marco me acompanha, seguido por mais cinco homens. Não sabemos exatamente o que vamos encontrar.

Ao adentrarmos o prédio, percebo que a situação é precária. Sacos de lixo estão espalhados pela entrada e pelas escadas.

- Não me parece que ele esteja nadando em milhões - observa Fridek, franzindo o cenho diante da sujeira.

- Talvez ele esteja apenas esperando a morte da mãe para sair daqui e torrar a grana - sugere Willi. Todos o encaram, e ele dá de ombros. - Ué, só pensei como um assassino, ladrão e aproveitador.

- Ainda não sabemos o que realmente está acontecendo. Achamos o cara, agora vêm as respostas - pontua Marco.

Subimos a escada e chegamos a um corredor mal iluminado.

- Cara... que cheiro é esse! - Bernard resmunga, tampando o nariz.

- Tem certeza de que esse é o Jhon Smith que procuramos? - pergunto, em tom mais baixo, olhando para Marco.

- Sim, chequei várias vezes.

- Certo, então vamos lá - digo, aproximando-me da porta do apartamento.

Do lado de dentro, escuto uma música tocando baixinho. Parece blues.

Lanço um olhar para os rapazes, que discretamente posicionam as mãos na cintura, prontos para sacar suas armas. Bato na porta três vezes.

Após alguns segundos de suspense, ela se abre lentamente, revelando um homem caucasiano de estatura média. Seus olhos cansados são cercados por profundas olheiras, testemunhas de noites insones e preocupações. No entanto, apesar da expressão abatida, ele exibe um sorriso enigmático e levemente desconfiado.

- Pois não? Como posso ajudá-lo?

- Jhon Smith?

- Sim. Quem é você?

- Me chamo Ravi Lockwood e...

- Lockwood? - Ele estreita os olhos.

- Sim. Nós nos conhecemos?

- Esse sobrenome...

- Podemos entrar? Preciso tratar de um assunto sério com o senhor - olho para o corredor e noto algumas portas entreabertas. O homem faz o mesmo antes de voltar a me encarar. - Temos telespectadores por aqui.

- Claro, por favor.

Ele abre mais a porta, nos dando passagem.

O interior do apartamento é completamente diferente do lado de fora: tudo está limpo, organizado e bem iluminado.

- Sentem-se, por favor - ele indica o sofá, e eu me acomodo, analisando-o.

- Só um segundo, já volto - diz, afastando-se rapidamente até uma porta e entrando, fechando-a atrás de si.

Não demora muito e ele reaparece, agora vestido casualmente, com uma camiseta e calças confortáveis, sugerindo que estava apenas relaxando em casa. Seu olhar, de um azul penetrante, parece esconder segredos e mistérios. Há algo nele que desperta minha curiosidade e um certo alerta.

Quem é esse homem? Ele não tem o perfil de quem teria roubado uma obra de arte tão valiosa. Se realmente fosse culpado, já teria sumido desse prédio.

- Ah, claro. Lockwood... Zadock Lockwood é seu irmão!

Troco um olhar com Marco antes de voltar minha atenção para Jhon.

- Você conhece meu irmão?

- Sim! Estudamos no mesmo colégio interno. Nos encontramos algumas vezes quando ele veio a San Diego. Ele me ajudou muito há alguns meses.

Jhon faz uma pausa antes de continuar, e sua expressão se torna mais sombria.

- Minha mãe está em um estado avançado da doença... Ela tem esclerose lateral amiotrófica. Essa condição acabou com a nossa vida. É uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta os neurônios responsáveis pelo controle dos músculos voluntários. Com o avanço, ela perdeu a capacidade de se mover, falar, comer e até respirar sozinha. Faço o que posso para cuidar dela. Durante meu expediente, uma enfermeira vem para ajudá-la... e isso só é possível graças ao seu irmão.

- Como assim? - questiono, já começando a conectar algumas pontas soltas.

- Há alguns meses, eu não sabia o que fazer... Me sentia perdido e havia acabado de receber o diagnóstico. Saí do hospital completamente desestabilizado. Minha mãe estava internada e, segundo os médicos, ela não teria muito tempo de vida, pois a doença havia avançado rápido demais. Eu também acabara de perder o emprego por faltar em vários dias.

Ele faz uma pausa e respira fundo antes de continuar:

- Então, o encontrei em um bar. Contei o que estava acontecendo, e ele disse que me ajudaria. Agradeci, mas, para ser sincero, não coloquei muita fé. No entanto, no dia seguinte, tudo já estava resolvido no hospital. Minha mãe passou a receber o melhor tratamento, médicos especialistas começaram a cuidar dela, proporcionando-lhe alguns dias a mais de vida. Quando voltamos para casa, tudo estava preparado para ela: um respirador de ponta e uma enfermeira disponível 24 horas por dia, caso eu precisasse. Além disso, ele até me arrumou um emprego, um que me permite encaixar os horários para que eu possa cuidar da minha mãe. Assim, posso retribuir ao menos um pouco de tudo o que ela fez por mim.

Capítulo 3 Ravi Lockwood

Observo esse homem se emocionar ao falar da mãe, e isso me faz questionar ainda mais se ele é realmente o culpado.

- Senhor Smith...

- Pode me chamar de Jhon. Tenho muita estima pelo seu irmão e sei que nunca poderei retribuir o que ele fez - ou ainda faz - pela minha mãe.

- Então, Jhon... Primeiro, sinto muito pela situação da sua mãe. Segundo, estamos aqui porque queremos saber: onde você estava no dia vinte e três de agosto?

- Como assim? - Ele me encara e, em seguida, olha para os rapazes, que permanecem estrategicamente posicionados perto da porta e nas paredes da sala, atentos a qualquer movimento inesperado.

- Vou direto ao ponto. Um vaso extremamente valioso e raro estava sendo transportado para o nosso museu em Viena. No entanto, ele desapareceu enquanto era carregado para o avião, em Roma. Uma Relíquia do Tempo Imemorial, da Antioquia. Essa peça vale milhões de dólares! Investigamos e descobrimos que o nome e a identidade usados para acessar o hangar eram os seus.

- O quê? Os meus? Como assim?

- Marco! - chamo, e ele prontamente me entrega o celular.

Exibo o vídeo para Jhon. Na gravação, um homem de boné aparece, mas seu rosto não está completamente visível. Ainda assim, Marco passou um bom tempo pesquisando e investigando esse tal de Jhon Smith. Sabemos todos os seus passos desde o roubo. Era apenas uma questão de tempo até chegarmos até ele.

- Mas esse aí não sou eu! - Jhon exclama, olhando para nós com indignação. - Eu nem sequer saí de San Diego! Tenho minha mãe para cuidar.

Levanto-me e começo a andar de um lado para o outro na sala.

- Então, como seu nome e identidade foram parar no hangar? Foi difícil decifrar os números da identidade usada, mas ela bate exatamente com a sua! - aponto para ele. - Não apenas o nome, mas toda a identificação. Sem contar que você trabalha para a empresa de manutenção da segurança.

- Sim, eu trabalho lá... Mas aqui, em San Diego! Nunca fui enviado para outro país. Eu... - Ele para de falar de repente, e sua expressão muda. Seus olhos ficam vagos, como se estivesse lembrando de algo.

- O que foi? - pergunto, sentando-me à sua frente.

- Há alguns meses, me perguntaram se eu tinha disponibilidade para viajar. Disseram haver um serviço para fazer fora do país... Mas recusei na hora! Disse que não poderia ir e que mandassem outra pessoa no meu lugar. Eu não posso sair daqui. Tenho que cuidar da minha mãe!

- Senhor Smith, se não me disser a verdade, terei que tomar outras providências - declaro, começando a perder a paciência.

- Eu já disse que não fui eu! Alguém armou isso para mim!

Minha mente trabalha rápido. Tento encaixar as peças do quebra-cabeça. Isso não pode ser...

- Se quiserem, podem perguntar para qualquer um que me conhece. Eu realmente não saí daqui, não fui para lugar nenhum e muito menos roubei nada! - Ele se inclina um pouco para frente, com um olhar firme. - Se eu tivesse feito isso, você acha que eu ainda estaria morando aqui? Como você mesmo disse, esse vaso vale milhões.

A sala fica em silêncio por alguns instantes. Encaro Jhon, tentando ignorar as suposições que começam a se formar na minha mente.

- Senhor... - Fridek me chama. Olho para ele e percebo que está ao telefone.

Ele me encara antes de anunciar:

- Tudo o que o senhor Smith disse está sendo confirmado neste exato momento. No dia do roubo, ele estava em casa com a mãe.

- Eu já disse que não fui eu!

- Ok... - suspiro. - Obrigado, senhor Smith.

Levanto-me e ele faz o mesmo.

- Aqui está o meu cartão, caso precise falar comigo. - Pego um cartão do bolso e o entrego a ele.

- Pode deixar. E, por favor... descubra o que aconteceu. Eu não posso ser preso, preciso cuidar da minha mãe! Ela depende de mim para se manter viva.

Seus olhos estão cheios de lágrimas.

- Estou cuidando disso e continuarei investigando para descobrir o que realmente aconteceu - afirmo, caminhando em direção à porta.

- Obrigado... muito obrigado! - Jhon aperta minha mão com firmeza quando a estendo para me despedir. - Obrigado por não ter me denunciado à polícia sem antes investigar e buscar a verdade.

- Vou investigar a fundo e descobrir a verdade. Mas não saia da sua casa para nada fora da sua rotina. Nem da cidade, muito menos do país! Tenho homens te vigiando e, caso tente fugir, eles estão autorizados a te capturar a qualquer custo. Se resistir... eles têm ordens para atirar.

Vejo o pavor tomar conta de seu rosto.

- Eu não vou a lugar algum. Se precisarem de mim, me encontrarão aqui ou no meu trabalho.

Aproximo-me mais um pouco e aperto sua mão com mais força.

- Se estiver mentindo para mim... Se eu descobrir que tem um cúmplice e leva uma vida dupla, que tudo isso aqui é só uma fachada... - Ergo a mão livre e desenho um círculo imaginário no ar com o dedo indicador, apontando para o prédio e seu estado deplorável. Apesar do lado de dentro, o apartamento parecer outro mundo - então, pode se considerar um homem morto. Eu não aceito que me roubem e saiam impunes, independentemente da situação. Não sou o meu irmão. Não tenho nenhuma afinidade com você.

Solto sua mão e encaro-o uma última vez.

- Estarei de olho em você. Vou descobrir o que realmente aconteceu e se você tem ou não envolvimento nos roubos ao Museu Lockwood.

Dou um passo para trás e, antes de sair, digo em tom firme:

- Passe bem, senhor Smith. Boa noite!

Viro-me e deixo o apartamento, minha mente um turbilhão de pensamentos. Será que estou vendo coisas onde não existem? Ou meu coração simplesmente não quer aceitar a verdade? Eu não quero acreditar nisso... não com a minha própria família.

🩷🩷💍📃🩷🩷

- Senhor...

Viro o rosto e vejo Marco inquieto ao meu lado.

Recosto-me na poltrona do jatinho e o encaro.

- O que está te incomodando?

- Senhor, tudo indica que não foi ele. Então só sobra a segunda opção.

Minha expressão se fecha.

- Você também está duvidando do meu irmão?

- Sim. E para ser sincero... nunca fui com a cara dele. Mas essa história de ele ajudar um cara do nada! Sabemos como ele é. Seu irmão só pensa em si mesmo.

Meu maxilar se contrai.

- Quero que investigue tudo. Descubra onde ele estava no dia do roubo, o que estava fazendo... Se ele estiver realmente envolvido nisso...

Fecho os olhos por um instante, tentando controlar a raiva que começa a crescer dentro de mim. Duvidar do meu próprio irmão... Isso é loucura, não é?

- Começarei agora mesmo.

Abro os olhos e vejo Marco pegar o notebook e começar a digitar. Viro-me para a janela, observando o céu estrelado ao nosso redor.

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022