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CEO na Lista Negra

CEO na Lista Negra

Autor:: Alex Davis
Gênero: Romance
Isabella Ramírez é uma jornalista investigativa conhecida por sua escrita afiada e sua determinação feroz em expor os empresários mais implacáveis do país. Para ela, milionários são sinônimo de corrupção, ganância e desprezo pelos outros. Por isso, quando seu editor lhe atribui uma reportagem sobre Alexander Blake, o CEO mais arrogante e temido da cidade, Isabella vê a oportunidade perfeita para desmascarar mais um magnata sem escrúpulos. Com uma reputação de ser implacável nos negócios e uma lista interminável de inimigos, Alexander parece ser o alvo ideal para sua investigação. Mas, à medida que Isabella se aprofunda em seu passado e descobre a verdade por trás do homem de terno impecável e olhar frio, ela se depara com uma história que desafia seus preconceitos. Alexander nem sempre foi o magnata que o mundo vê hoje. Por trás de sua fortuna, há um passado marcado por sacrifício, traição e uma luta constante para chegar ao topo. E o que mais surpreende Isabella é que, sob essa armadura de arrogância, existe um homem com um coração capaz de sentir, proteger... e amar. O que começou como uma missão para derrubá-lo se transforma em um dilema para Isabella. Ela poderá ignorar o que descobriu e seguir com sua reportagem ou estará disposta a arriscar tudo pela verdade... e pelo homem que nunca pensou amar? "CEO na Lista Negra" é uma história de paixão, redenção e segundas chances, onde duas almas opostas descobrem que, às vezes, o amor surge onde menos se espera.

Capítulo 1 1

O aroma de café recém-feito inundava o pequeno escritório do The Truth, o semanário onde Isabella Ramírez havia construído sua reputação como a jornalista mais incisiva e temida da cidade. Ela não era o tipo de repórter que escrevia matérias leves, nem se curvava diante do poder. Sua especialidade era expor os homens mais ricos e influentes, desenterrando verdades que eles preferiam manter ocultas.

- Isabella, entre no meu escritório - disse a voz grave de seu editor, Hugo Martínez.

Ela pegou seu bloco de anotações e entrou com passos firmes. Hugo, um homem de cinquenta e poucos anos com a testa sempre franzida, fez um gesto para que ela se sentasse.

- Tenho uma história para você. A exclusiva do ano.

Isabella arqueou uma sobrancelha. Raramente algo conseguia surpreendê-la.

- Diga.

Hugo deslizou um envelope sobre a mesa. Isabella o pegou e, ao abri-lo, viu a imagem de um homem de olhar intenso e mandíbula marcada. Olhos frios como gelo.

- Alexander Blake - leu em voz alta, sem conseguir evitar que um tom de desprezo colorisse suas palavras. - CEO da Blake Industries, milionário, implacável nos negócios. Tem uma reputação que faria até o diabo tremer.

- Exato. Quero que você o investigue a fundo. Há rumores de que ele está envolvido em movimentações financeiras suspeitas. Se houver algo sujo em sua empresa, você vai descobrir.

Isabella esboçou um sorriso sarcástico.

- Então o magnata arrogante será meu próximo alvo. Gostei.

Hugo se recostou na cadeira.

- Escute, esse cara não é como os outros. Ele é perigoso. Não só nos negócios, mas também pessoalmente. Tem inimigos, mas também aliados muito poderosos. Se for fazer isso, precisa ter cuidado.

- Não se preocupe, chefe. Eu sei me cuidar.

A Primeira Impressão

Naquela mesma tarde, Isabella estava no saguão do imponente arranha-céu onde a Blake Industries tinha sua sede. As paredes de vidro refletiam a luz do sol, dando um brilho quase etéreo à estrutura. Tudo naquele lugar exalava poder e exclusividade.

Ela se aproximou da recepção, onde uma mulher impecavelmente vestida lhe lançou um sorriso ensaiado.

- Em que posso ajudá-la?

- Isabella Ramírez, jornalista do The Truth. Gostaria de uma entrevista com o senhor Blake.

O sorriso da recepcionista se tornou tenso.

- O senhor Blake não concede entrevistas.

- Insista.

A mulher digitou algo em seu computador antes de erguer o olhar com uma expressão ainda mais rígida.

- Receio que não será possível.

Isabella sorriu.

- Então terei que encontrar outra maneira de falar com ele.

Dito isso, girou sobre os calcanhares e saiu do prédio. Se Alexander Blake não queria ser entrevistado, isso só significava uma coisa: ele tinha algo a esconder. E ela descobriria.

Encontro Explosivo

Não demorou muito para que Isabella encontrasse sua oportunidade. Naquela mesma noite, a Blake Industries organizava um baile beneficente no Hotel Imperial, um evento onde a elite da cidade se reuniria para ostentar sua riqueza enquanto fingiam se preocupar com a caridade.

Vestida com um elegante vestido preto - algo raro para ela, que preferia o conforto de jeans e jaquetas de couro -, Isabella atravessou o salão com uma taça de vinho na mão e a determinação de uma caçadora prestes a capturar sua presa.

E então, ela o viu.

Alexander Blake estava do outro lado do salão, vestido com um impecável terno preto, cercado por empresários e modelos que riam de cada palavra sua. Ele era exatamente como ela imaginava: imponente, arrogante, intocável.

Mas Isabella não era alguém que se intimidava facilmente.

Com passos decididos, aproximou-se dele.

- Senhor Blake - disse com um sorriso contido.

Alexander virou o rosto e a olhou com uma intensidade que a pegou de surpresa. Seu olhar a percorreu de cima a baixo, misturando interesse e desconfiança.

- Quem é você?

- Isabella Ramírez, jornalista do The Truth.

Por um momento, um brilho de reconhecimento cruzou os olhos dele.

- Ah, a mulher que gosta de destruir reputações.

Ela arqueou uma sobrancelha.

- Apenas as daqueles que merecem.

Alexander inclinou levemente a cabeça, como se a analisasse. Então, com um sorriso que não chegou aos olhos, respondeu:

- Se veio para me caçar, senhorita Ramírez, aviso que não será fácil.

- Eu adoro desafios - retrucou ela sem hesitar.

Ele soltou uma breve risada, mas seus olhos permaneceram frios.

- Então será interessante ver quem vence este jogo.

E naquele instante, Isabella soube que havia encontrado seu adversário mais perigoso. Mas o que ela não suspeitava era que, no processo de destruí-lo, poderia acabar se perdendo a si mesma.

Capítulo 2 2

Isabella saiu da gala com o coração batendo forte. Não era medo. Não era nervosismo. Era a adrenalina pura de ter encontrado um inimigo à altura de seu talento.

Alexander Blake não era como outros empresários que ela havia investigado antes. Ele não se mostrou assustado nem na defensiva. Não a ameaçou com advogados ou represálias. Em vez disso, lançou-lhe um desafio. Como se tudo aquilo fosse um jogo em que ele tivesse certeza de que ganharia.

Ela não jogava. Ela destruía.

Naquela mesma noite, assim que chegou ao seu apartamento, tirou os saltos e ligou o laptop. Sua mesa estava coberta de anotações, artigos impressos e documentos que ela havia coletado nas últimas semanas. Mas agora, sua prioridade era uma só: Alexander Blake.

Mergulhou na pesquisa. Sabia tudo o que era superficial sobre ele: milionário antes dos trinta, um gênio dos investimentos, dono de uma das empresas de tecnologia mais poderosas do país. Um homem sem escrúpulos que havia conseguido contratos governamentais suspeitos, aquisições agressivas e demissões em massa sem piscar.

Mas Isabella não procurava o óbvio. Ela queria o oculto.

Conectou um disco rígido externo e começou a vasculhar arquivos vazados, registros financeiros e qualquer fragmento de informação que pudesse levá-la ao ponto fraco dele.

E então encontrou algo interessante.

Há dez anos, Alexander Blake havia desaparecido dos radares por quase um ano. Antes de construir seu império, houve um período de sua vida que simplesmente... não estava documentado. Nenhuma transação bancária, nenhum movimento empresarial, nenhuma fotografia em eventos públicos. Como se, durante aquele tempo, ele não tivesse existido.

-Onde você esteve, Alexander? -murmurou, com os olhos fixos na tela.

Ninguém desaparece assim sem motivo.

O Poder de um Homem como Blake

Na manhã seguinte, Isabella se dirigiu novamente à sede da Blake Industries, desta vez com um plano. Se Alexander achava que podia intimidá-la, estava muito enganado.

Vestida com um terno de saia justa e jaqueta entallada, caminhou com a segurança de quem pertence àquele mundo, embora o desprezasse. Entrou no hall com a mesma postura da noite anterior e se dirigiu à recepção com uma expressão que não admitia negativas.

-Eu tenho um encontro com o senhor Blake.

A recepcionista, a mesma mulher que a havia rejeitado no dia anterior, nem sequer olhou para o computador.

-O senhor Blake não...

-Isabella Ramírez -interrompeu uma voz profunda atrás dela.

Ela se virou e se deparou com o próprio Alexander. De perto, sua presença era ainda mais imponente. Seu terno estava perfeitamente ajustado, sua postura era de alguém acostumado a fazer o mundo se curvar diante dele. Mas o que mais irritava Isabella era a expressão de superioridade em seu rosto.

-Você não consegue parar de pensar em mim, jornalista? -perguntou com um sorriso arrogante.

Ela cruzou os braços.

-Você não é tão interessante, Blake. Só vim fazer algumas perguntas.

Ele inclinou a cabeça, avaliando-a. Depois, com um gesto despreocupado, fez um movimento com a mão.

-Venha comigo.

Sem esperar resposta, ele virou-se e caminhou em direção ao elevador. Isabella hesitou por um segundo antes de segui-lo.

Entraram no elevador, e as portas se fecharam com um som suave. Imediatamente, a energia naquele pequeno espaço mudou. O ar ficou mais denso, mais carregado.

-Você sabe? -disse Alexander, sem olhá-la-. Eu gosto do seu estilo. Você poderia ter escrito um artigo sobre mim à distância, sem se sujar. Mas não, prefere vir direto à fonte. Corajosa... ou imprudente.

Ela sorriu com frieza.

-O verdadeiro jornalismo se faz no campo. Mas já que você mencionou as fontes... eu tenho algumas perguntas para você.

Ele finalmente virou a cabeça para olhá-la.

-Faça-as.

-Onde você esteve há dez anos?

Um silêncio caiu entre eles. Por um breve momento, o rosto de Alexander perdeu sua arrogância. Foi só um segundo, uma leve tensão na mandíbula. Mas Isabella viu.

Ela viu tudo.

A porta do elevador se abriu, e Alexander saiu sem responder. Isabella apertou os lábios, mas o seguiu.

O Jogo Muda

Seu escritório era um reflexo de sua personalidade: moderno, minimalista, com enormes janelas que davam uma vista panorâmica da cidade. Uma única parede tinha estantes com livros, mas o resto era impecável, frio, calculado.

-Você quer um café? -perguntou ele com falsa cortesia enquanto se acomodava atrás da mesa.

-Eu quero respostas.

Ele sorriu de lado e apoiou os cotovelos na mesa, entrelaçando os dedos.

-E se eu te disser que algumas respostas são mais perigosas do que você imagina?

-Eu sou jornalista, Blake. Eu gosto de perigos.

Alexander a olhou com intensidade, como se estivesse decidindo quanto revelar. Depois, se levantou e caminhou até a janela.

-Há dez anos, eu deixei tudo para trás. Não existi nos registros porque eu não queria existir.

-Por quê?

-Porque quando o mundo arranca tudo o que você ama, às vezes, a única coisa que você pode fazer é desaparecer.

A sinceridade em seu tom a surpreendeu. Mas antes que ela pudesse processar, ele se virou com o sorriso de sempre.

-Mas claro, essa é só uma história, não é? Você pode decidir acreditar nela... ou continuar procurando.

Isabella sentiu uma estranha mistura de frustração e curiosidade. Sabia que havia algo ali, algo profundo e perigoso.

-Eu vou continuar procurando.

Alexander riu suavemente.

-Eu sei. E é por isso que você me intriga, Isabella Ramírez. Porque quanto mais você tentar me derrubar... mais perto você estará de mim.

Ela o olhou desafiadora.

-Eu não me aproximo de homens como você, Blake.

Ele se inclinou ligeiramente, como se estivesse desfrutando de cada palavra.

-Isso vamos ver.

E pela primeira vez em sua carreira, Isabella se perguntou se essa história seria a que mudaria sua vida para sempre.

Capítulo 3 3

O eco dos saltos de Isabella ressoava pelos corredores da Blake Industries enquanto ela saía do escritório de Alexander. Ela se sentia... inquieta. Não porque ele a tivesse intimidado, mas porque ele havia conseguido algo que ninguém mais havia conseguido antes: desconcertá-la.

Havia algo em sua voz quando falou sobre seu passado, uma sombra em seus olhos que não combinava com a imagem de um homem arrogante e impiedoso. Mas ele se recuperou rápido, e isso só significava uma coisa: ele estava escondendo algo importante.

E ela iria descobrir.

- As Pistas do Passado

Naquela mesma tarde, de volta ao seu apartamento, Isabella se sentou à sua mesa e começou a analisar o que sabia.

Há dez anos, Alexander Blake desapareceu.

Isso era um fato. E se ele mesmo havia admitido, isso significava que não poderia esconder totalmente. Mas por quê? O que o havia levado a querer "deixar de existir"?

Com uma xícara de café ao seu lado e o laptop aberto, começou a rastrear arquivos antigos, artigos de jornais, registros financeiros. Era meticulosa, paciente. Sabia que as respostas nem sempre estavam no óbvio, mas nos pequenos detalhes que outros deixavam passar.

Finalmente, após várias horas de busca, encontrou algo.

Um artigo de um jornal pequeno, quase irrelevante, datado exatamente dez anos atrás.

"Incêndio em comunidade marginalizada deixa vários desaparecidos e uma vítima fatal."

A matéria falava sobre um incêndio devastador em uma área humilde nos arredores da cidade. Não havia nomes, apenas um relatório vago sobre a tragédia. Mas o que chamou sua atenção foi um detalhe em particular: a empresa que possuía o terreno havia sido uma subsidiária de uma corporação maior... uma que, anos depois, foi absorvida pela Blake Industries.

Isabella sentiu seu coração bater mais forte.

- O que você fez, Alexander Blake? - murmurou.

Se esse incêndio tinha algo a ver com seu desaparecimento, então havia algo muito mais sombrio por trás de sua história.

- Um Encontro Perigoso

Decidida a obter respostas, Isabella decidiu jogar sujo. Se Alexander não falaria, ela faria com que falasse.

Usando sua credencial de jornalista, rastreou os registros de testemunhas do incêndio. A maioria já não morava na cidade ou simplesmente havia desaparecido. Mas um dos nomes ainda estava ativo: um homem chamado Marcos Ibarra, que naquela época havia sido voluntário na comunidade.

Conduziu até um bairro modesto, onde as ruas estavam cheias de crianças brincando e idosos sentados nas portas de suas casas. Isabella localizou o endereço de Marcos e tocou a campainha.

Um homem de cerca de quarenta anos, com cicatrizes nos braços e um olhar cansado, atendeu.

- Sim?

- Marcos Ibarra, não é? Sou Isabella Ramírez, jornalista do The Truth.

Ele a olhou com desconfiança.

- Não falo com jornalistas.

Isabella colocou o pé antes que ele pudesse fechar a porta.

- Quero falar com você sobre o incêndio de dez anos atrás. Sei que você esteve lá.

A reação de Marcos foi imediata. Seus olhos escureceram e ele engoliu em seco com dificuldade.

- Não sei do que você está falando.

- Sei que sim. E sei que tem alguém mais que também lembra disso: Alexander Blake.

O homem apertou os punhos e olhou ao redor, como se temesse que alguém os estivesse observando.

- Vai embora. Não quero problemas.

- Escuta, Marcos - disse Isabella com firmeza. - Não vim para te fazer mal. Só quero a verdade. Blake não quer falar, mas sei que você quer.

O homem suspirou pesadamente e passou a mão pelo rosto. Finalmente, a deixou entrar.

O pequeno apartamento tinha poucas coisas, mas em uma das paredes estava uma foto de uma criança. Isabella percebeu que Marcos a olhava de canto de olho, como se esperasse que ela perguntasse. Mas ela esperou.

Finalmente, ele falou.

- Há dez anos, aquela comunidade era nosso lar. Éramos pessoas humildes, mas nos ajudávamos. Até que um dia, uma empresa imobiliária decidiu que queria o terreno para construir um maldito complexo de escritórios. Nos deram um aviso de despejo, mas a maioria não tinha para onde ir.

Isabella ouvia atentamente.

- Uma noite... houve fogo. Não sei como começou, mas as chamas se espalharam rápido. As pessoas gritavam, tentávamos ajudar. E então... - Marcos engoliu em seco. - Meu filho, Gabriel... ficou preso lá dentro.

A jornalista sentiu um nó no estômago.

- Sinto muito.

Marcos apertou a mandíbula.

- Mas é aqui que entra Blake.

Isabella se inclinou ligeiramente para frente.

- O que ele tem a ver com isso?

- Ele estava lá naquela noite.

O coração de Isabella parou por um segundo.

- O quê?

- Ele chegou quando tudo estava em chamas. Eu vi com meus próprios olhos. Não sei o que ele estava fazendo lá, mas ele não era um empresário milionário naquela época. Ele parecia... desesperado. Como se estivesse procurando alguém.

Isabella sentiu que tudo estava começando a fazer sentido.

- E o que aconteceu depois?

- Depois do incêndio, ele sumiu. E meses depois, o nome dele apareceu em todos os lugares como o novo magnata dos negócios. Como se aquela noite o tivesse mudado.

Ela anotou rapidamente.

- Você acha que ele teve algo a ver com o incêndio?

Marcos balançou a cabeça.

- Não sei. Mas o que eu sei é que naquela noite algo o marcou. E se você quiser respostas, vai ter que tirá-las dele.

- O Confronto

Naquela noite, Isabella não pôde esperar mais. Pegou seu telefone e discou o número que havia conseguido da assistente de Blake.

- Isabella Ramírez - disse ele ao atender, com seu tom habitual de zombaria. - Me surpreende que você não consiga ficar longe de mim.

- Onde você estava na noite do incêndio de dez anos atrás?

O silêncio do outro lado da linha foi tão forte que Isabella quase podia ouvi-lo respirar.

- Nos vemos no meu escritório. Agora.

E desligou.

- Verdades Ocultas

Menos de uma hora depois, Isabella estava no escritório de Blake, com os braços cruzados e o olhar firme.

- Falei com alguém que esteve lá naquela noite - disse sem rodeios. - Quero a verdade.

Alexander a observou em silêncio. Passou a mão no cabelo, como se estivesse considerando suas opções.

- Alguém muito importante para mim morreu naquela noite - disse finalmente, com voz grave. - Eu não fui responsável pelo incêndio, mas me certifiquei de que quem o provocou pagasse.

Isabella sentiu um arrepio.

- O que você fez?

Ele se aproximou lentamente, ficando a apenas centímetros dela.

- Isso, Isabella, é uma história que você ainda não está pronta para ouvir.

E pela primeira vez em sua vida, ela sentiu que estava prestes a descobrir algo que não só poderia mudar sua carreira... mas também sua vida.

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