Notas do Autor
Oiii gente, espero que gostem o que estou planejando... prometo que irá ficar cada capítulo mais quente...
Boa leitura e até o próximo!!
Já fazia dois dias que meu chefe fora para uma visita em uma das filiais em Nova York. Dois dias em que eu me preocupava apenas em atender telefonemas e anotar recados. Dois dias de pura paz e tranquilidade.
Eu trabalho na Campbell há exatos cinco anos. Toda vida fui secretária do Sr. Enzo Campbell, meu inferno começou a seis meses quando seu filho mais velho, Matheus, veio de Chicago para cá.
Me chamo Ayla Lindsay, tenho longos cabelos lisos, os quais eu adoro pintar de preto. Tenho 1,67 de altura, pele morena, e diferente de todas as mulheres da empresa, eu sou gordinha. Tenho muita bunda, muita coxa, seios médios, e uma barriguinha que não se encaixa entre chapada e nem redonda, na verdade era bem sexy até. No começo confesso que me incomodava com os olhares das outras mulheres pra mim, mas não tinha culpa, fiz dois anos direto de academia, treinava incansavelmente, e nunca consegui ser uma magra esbelta, então tive que me aceitar.
O lado bom desses dois dias de distância é que eu não precisava ter de fantasiar mortes para meu chefe. De cada cinco vezes que ele falava comigo, vinte eu queria estrangular seu lindo pescoço. O lado ruim era ter de aturar os comentários das mulheres na hora do almoço. "Esse Matheus deve ser muito bom de cama", "Você já reparou nos dentes perfeitos e alinhados dele?" "Aquele cabelo bagunçado lhe dá um ar selvagem", e por aí ia. Eu não podia discordar delas, Matheus era um gato, magnífico. Sempre bem vestido, sua barba sempre bem aparada, o cabelo vivia em um perfeito penteado, seus passos eram intimidadores e firmes, seu olhar penetrava até os ossos. Porém todo o encanto acabava quando ele abria a boca.
Era um completo babaca. Por mais que eu me esforçasse ele nunca elogiava meu serviço, ele nunca agradecia quando eu arrumava os documentos inalcançáveis para as reuniões instantes antes. Ele nem ao menos era gentil quando me chamava em sua sala para fazer as reuniões de vídeos com outros empresários.
E só de pensar nele, eu já estava me estressando. Limpei o nome Matheus de minha mente e me concentrei no documento a minha frente. Trinta páginas digitadas e conferidas, prontas para serem impressas e assinadas por Enzo.
Eu gostava das escapadas daquele inferno para a área oeste do prédio, sinto saudades do meu antigo serviço, de quando eu fazia todo o trabalho e era reconhecida por isso.
Já eram seis horas quando finalmente terminei de arrumar e imprimir cinco cópias do documento.
Me levantei desligando o computador, pegando minha bolsa e ajeitando minha saia, que insistia em subir quando me sentava. caminhei até o elevador, o barulho de meu salto alto ecoando por toda a recepção silenciosa. Éramos apenas eu e meu chefe babaca neste andar.
Quando a porta do elevador se abriu dois andares abaixo, rumei em direção contrária de onde eu estava, entrando em recepções e corredores diferentes. Cumprimentei todos por quem passei com um sorriso no rosto. Mas meu sorriso verdadeiro só apareceu quando encontrei Amanda.
Amanda começou a trabalhar aqui no mesmo dia que eu, nós dividimos a sala, até a minha função mudar.
- Ayla! - ela desligou a tela do computador enquanto sorria pra mim.
- Oi Amanda, Enzo está ai?
Seu sorriso se desmanchou. Ela gostava de trabalhar para o Enzo, então imaginei que a falta de sorriso era algo que eu não iria gostar nem um pouco.
- Está, e não está sozinho, vou avisar que você chegou - ela tirou o telefone do gancho sem ao menos esperar uma resposta minha. - Sr. Campbell, Srta. Durante está aqui. Certo, sim já estou indo. Tudo bem.
Desligou o telefone e me encarou de novo.
- Pode entrar. E eu vou me mandar, antes que sobre algo pra mim. Tchau Ayla, nos vemos amanhã no almoço - Amanda pegou sua bolsa e caminhou em minha direção me dando um beijo na bochecha e saindo dali.
Bati levemente na porta antes de virar a maçaneta. A sala de Enzo tão grande quanto a do filho, a diferença é que Enzo mantinha fotos da família em uma prateleira próximo ao bar, já seu filho não havia nada além de preto e branco e um ar gélido de mais para uma sala.
Olhei primeiro para Enzo, que me encarou sorrindo, e em seguida observei quem estava de pé próximo a grande parede de vidro que dava vista para a enorme cidade logo abaixo.
Não era possível.
- Srta. Durante - Enzo fez um sinal para que me aproximasse.
- Sr. Campbell - minha voz saiu baixa, mas consegui fazer com que ficasse firme. - Trouxe os papéis da Baldioshe que precisa ser assinado.
Entreguei os papéis por cima da mesa, tendo que me inclinar um pouco. Pude sentir Matheus me observando.
O que ele estava fazendo aqui? Ele foi para Nova York dois dias atrás! Eu mesma o levei até o aeroporto!
- Oh. Certo, assinarei amanhã e então peço para Amanda distribuí-los para mim. - Concordei com a cabeça e ia me virar para ir embora quando Enzo voltou a me chamar. - Srta. Durante, mais uma coisa.
- Pai, não precisa - a voz grossa de Matheus cortou a sala, ele olhava nervoso para o pai.
- Meu filho ficou de ir para Nova York - ele continuou ignorando meu chefe completamente. - Porém terá de participar de uma reunião por mim em Las Vegas.
- Eu dou conta pai - seu olhar cortante me desafiou a dizer sim.
Não me encolhi, bater de frente com esse idiota é muito mais fácil.
- O que o Sr. Campbell precisa, uma nova reserva? - perguntei.
- Eu preciso que acompanhe meu filho, a visita em duas pessoas na filial será mais rápida, e você poderia fazer as anotações necessárias da reunião para mim depois - Sr. Enzo recostou na cadeira coçando o queixo.
- Pai, francamente, eu dou conta sozinho! - Matheus começou a se aproximar da mesa de seu pai.
- E você, Matheus, faça o favor de não menosprezar a Srta. Durante na frente das pessoas lá - Sr. Enzo encarou profundamente seu filho.
Matheus passou as mãos pelo cabelo exasperado, eu segurava meu riso.
- Faça a reserva para vocês dois em dois hotéis Ayla dois dias em Nova Iorque e três dias em Vegas - Enzo se virou sorrindo meigo pra mim. - Vocês saem em viagem amanhã pela manhã.
- Certo Sr. Campbell. Se não se importa, preciso ir - queria sair o quanto antes dali, e minha paz? Como fica?
- Tudo bem Ayla, você está liberada.
Dei um breve aceno com a cabeça e me retirei da sala o quanto antes, precisava respirar. Eu estava revoltada. O idiota do Matheus não conseguia fazer as coisas sozinho uma vez na vida?
Meu estado de ânimo só piorou quando Matheus parou as portas do elevador e entrou junto comigo.
Ele estava nervoso com algo, e o fato de fazer pouco caso de mim me deixou tão raivosa quanto. Porém era impossível ignorar seu forte perfume caro e importado, na verdade eu realmente gostava de seu perfume, era um aroma amadeirado, embriagante, mas não me impedia de sentir raiva.
Infelizmente meu corpo estava reagindo a raiva dele, já vinha acontecendo a alguns dias, eu estava começando a ficar excitada com isso.
Não o olhei nenhuma vez se quer, mas pude sentir seus olhos penetrantes pelo corpo. Eu não me sentia intimidada com isso, até porque todos os caras com quem saí nunca reclamaram dos meus "excessos".
Quando o elevador parou na garagem Matheus fez o primeiro movimento, interrompeu a porta de se abrir e se aproximou, me encarando diretamente nos olhos. Não recuei nem ao menos desviei o olhar.
- Srta. Durante, espero que não me decepcione nessa viagem - sua voz fria me lembrou o porque sinto tanta raiva dele.
- Só irá me ver nos assuntos de trabalho Sr. Campbell. Fique tranquilo.
Ele me fitou mais um instante e então baixou seu olhar por um breve momento até meus seios, a camisa social que eu usava praticamente estouravam os botões, e obviamente não passava despercebido.
- Faça reservas de duas suítes no Baccarat Hotel and Residence New York, e também no Resort Mandarin Oriental em Vegas. Não se atrase amanhã, o voo sai as oito horas.
Me deu mais uma olhada e então abriu as portas do elevador, saiu de lá marchando, e eu saí atrás. Matheus parou ao lado de seu Veloster e eu rumei em direção ao meu Corolla 2017 vinho, que eu me orgulhava tanto por ter conseguido comprar a vista.
Esperei que ele saísse da empresa pra poder então dar partida no carro. Eu adoro a Toyota, talvez tenha até sido influenciada pelo meu pai.
Fiz o caminho para casa ouvindo minhas músicas aleatórias, estacionei na garagem do pequeno condomínio e subi os cinco lances de escadas. Meus saltos estavam me matando. Cheguei no meu andar e caminhei esperançosa para casa, que saudades de lá, que vontade de me jogar no sofá e ficar sem fazer nada pelo resto da noite.
Destranquei a porta e entrei, joguei minha bolsa na mesinha ao lado, tirei os sapatos e deixei jogados na entrada. Passei a chave na porta e caminhei até o banheiro tirando a roupa pelo caminho, precisava de um banho gelado e relaxante. Saber que o paraíso fora tirado de mim e que eu passaria cinco dias no inferno em outro país era motivo suficiente para ter um relaxamento.
Entrei de baixo do chuveiro e fechei os olhos, deixando que a água levasse todo o estresse do dia. Viajar para fora, eu nunca havia viajado para a empresa antes. Sempre pensei que minha viagem seria acompanhando Enzo, ou então Luccas, seu filho mais novo.
E a olhada no elevador? Meu Deus, neste momento me surge até a imagem dele rasgando minha camisa. Bufei irritada e desliguei o chuveiro, não era hora para pensar no seu chefe babaca. Saí pela casa apenas de roupão, pegaria a roupa espalhada mais tarde.
Liguei o computador que ficava na sala e abri nos sites dos hotéis, pelo menos seriam hotéis cinco estrelas, talvez compensasse a companhia indesejável que teria por cinco dias num lugar nunca visto por mim antes.
Notas do Autor
Pretendia postar amanhã.... mas não resisti u.u
o próximo capítulo terá a primeira discussão deles, e quem sabe algo "a mais" uahsua
boa leitura e até o próximo
Se me falassem que o diabo é um homem que está no palanque, eu riria e então iria dizer "O diabo trabalha para mim, tem coxas grossas, bunda grande, e uma incapacidade enorme de acatar minhas ordens."
A maldita Srta. Lindsay não se contentava em apenas ser uma funcionária da empresa, ela gostava de ser a melhor funcionária. Era querida e adorada por todos, até mesmo minha família, o que todos não via era o seu lado irritante. Acho que minha implicância começou quando vim de Chicago para cá. Meu pai havia me colocado para trabalhar na matriz, e eu teria uma secretária de sua escolha.
Obviamente recebi uma foto dela um mês antes de vir. Linda, cabelos longos, perfeitos para serem puxados, os peitos saltando para fora no decote V do vestido vermelho, coxas grossas, e pelo reflexo da porta pude constar que tinha uma bunda perfeita para uns tapas. Ela fugia dos padrões que eu sempre saia, malhadas, magras e loiras.
Fiquei até animado quando finalmente cheguei na empresa, mal sabia que a detestaria no instante que a visse.
Entrei no meu andar e ouvi uma voz firme e sedutora. Seria difícil me concentrar no serviço se fosse ouvir aquela voz o tempo todo.
- E então ele tentou me levar para a casa dela, acredita?
Estaquei, ela estava ao telefone, contando sobre um encontro? Em pleno serviço!
- Sim, eu sei, mas acontece que eu não iria transar com o cara no primeiro encontro né.
Apareci na recepção, não iria permitir este tipo de conversa por telefone da minha funcionária.
Acho que assim como eu, ela também viu uma foto minha, pois assim que reparou em mim suas bochechas ganharam um pouco de rubor.
- Amanda, eu preciso desligar - ela colocou o telefone no gancho e se levantou descendo a saia, não pude deixar de reparar no pequeno pedaço da cinta liga que apareceu. - Sr. Campbell - ela tentou sorrir. A forma como pronunciou meu nome fez meu interior se revirar, e meu pau se agitar na calça. A detestei naquele momento.
- Não quero este tipo de conversa no local de trabalho, qualquer coisa que se diz respeito a sua vidinha pessoal pode ser tratada na rua - a fulminei com o olhar, pela mudança de sua postura pude perceber que ela estava se sentindo culpada. - Atualize minha agenda, quero ela pronta até sexta-feira em dez minutos na minha mesa.
Entrei na minha sala e me encostei na porta fechada, pude ouvir ela reclamando e revirei os olhos, obrigado pai.
Bati a porta do carro com essa lembrança, entrei em casa e fui direto para o banheiro, tirando minha roupa e entrando na água gelada do chuveiro. Não pude deixar de ignorar a roupa que ela vestia hoje. Aquela saia preta, e a camisa branca de botões eram uma combinação e tanto. Confesso que tive vontade de fodê-la ali mesmo, ainda mais depois de me responder.
Saí do banheiro completamente nu, minhas malas já estavam prontas, então me preocupei em ser detetive, busquei por Ayla Lindsay no Facebook e encontrei como quinta opção, era ela, linda e sorridente. Abri a página e já fui recebido com uma foto de causar impacto. Srta. Lindsay sabia bem usar seu corpo a seu favor. Ela está de biquíni, sentada numa cadeira de tomar sol, as pernas levemente aberta, seu braço direito apoiado na perna enquanto sua mão esquerda mexia no cabelo. A boca levemente aberta e o óculos escuto refletia a enorme piscina de algum hotel. Precisei de cinco minutos antes de conseguir minimizar essa foto. Seu status é de solteira, e fico imaginando se alguém algum dia iria suportar ela por tanto tempo.
Consegui ter acesso em sua conta bancária, para uma secretária sua conta bancária é bem gorda. Talvez ela seja rica afinal, até porque nunca vi ou ouvi falar de nenhum familiar seu.
Acabei descobrindo seu endereço também, e antes que desse por mim eu já estava vestido, dentro do carro saindo da minha garagem.
O que estou fazendo? Indo atrás da secretária para o que? Brigar? Eu iria passar cinco dias com ela me tirando fora do sério! Pra que prolongar esse tempo?
Parei bem em frente ao seu prédio, era grande. E eu sabia qual andar era o seu, e sabia também qual era seu apartamento. Acontece que encontrei seu endereço exato.
Olhei para cima ainda dentro do carro diretamente para a varanda de seu quarto, a porta estava aberta e a cortina se mexia alegremente acompanhando o vento fraco. Eu estou realmente ficando louco. Cocei a barba e liguei o carro, eu não iria ficar vendo minha secretária assim, eu não gostava dela.
Ousei dar uma última olhada, e lá estava ela, apenas com um hobby de seda pelo corpo, o cabelo num coque totalmente bagunçado, a lua deixava sua pele brilhante, e eu já estava ficando completamente duro.
Acelerei o carro e fui para casa, talvez essa viagem fosse mais uma tortura do que eu estava imaginando.
~
Entrei no prédio da empresa pisando duro. Minha noite de sono foi péssima, as malas já estavam no carro, minha intenção era subir até a sala de meu pai, e então encontrar Srta. Lindsay.
O elevador estava lotado, e pelo menos cinco mulheres me encarava na cara dura, não podia negar, elas são lindas, mas não a ponto de desviar minha atenção. Saí do elevador no andar do meu pai, caminhei a passos largos ignorando todo mundo ao meu redor. Encontrei sua secretária, a Amansa, que se endireitou rapidamente na mesa, mas não lhe dei muita atenção também. Abri a porta da sala e me deparei com a seguinte cena: Srta, Lindsay estava inclinada sobre a mesa arrumando alguns papéis, enquanto meu pai estava de costas para ela, falando ao telefone virado para a janela.
A perfeita bunda da secretária estava dentro de um vestido azul, ia até um pouco abaixo dos joelhos e seu salto alto preto era definitivamente proibido num local de trabalho.
- Certo Edward, Matheus estará aí em algumas horas, passar bem. - Meu pai desligou e se virou para Srta. Lindsay e em consequência acabou me vendo. - Pontual como sempre filho.
Ayla se ajeitou rapidamente quando ouviu meu pai dizer isso. Eu sei que ela pode sentir quando a estou observando, e eu gosto desse tipo de poder.
- O voo sai daqui alguns minutos, vim buscar a Srta Lindsay para irmos juntos. - falei finalmente encarando meu pai.
Ayla me encarou diretamente, seus olhos se demorando alguns segundos nos meus ombros, eu ficava bem em meus ternos, aliás eram todos feitos por uma amiga da mamãe. Então eu me sentia bastante confiante com a impressão que passava para as pessoas: sério, inabalável e mandão. Mas se as pessoas me vissem como eu estava ontem a noite, discordariam disso tudo.
- Eu poderia ter ido com meu carro, Sr. Campbell. Aliás ele está no estacionamento do prédio com minhas malas dentro - sua voz penetrante ecoou por todo meu cérebro. Bastou isto para querer ela o mais longe possível.
- Matheus está certo Ayla - meu pai se sentou em sua cadeira. - Indo num carro só será mais rápido, e menos perigoso. Não se esqueça de preencher toda a planilha que lhe pedi enquanto está em viagem. Pode me mandar no e-mail pessoal depois.
- Como quiser Sr. - ela não parecia nada contente e suspeitei que fosse por causa do carro.
- Matheus, Edward estará te esperando no aeroporto, infelizmente você terá uma reunião assim que chegar lá - concordei com a cabeça, Srta. Lindsay se despediu de meu pai com um aceno de mão e quando eu ia sair ele me chamou de novo. - Trate-a bem, eu saberei se fizer o contrário.
Me permiti rolar os olhos. Para uma pessoa com um salto de quinze centímetros, até que Srta. Lindsay andava bem rápido. Consegui lhe alcançar já no elevador, descemos até a garagem para buscar suas malas e então saímos pra colocar no meu carro. A viagem até o aeroporto foi silenciosamente constrangedora, a imagem dela na varanda vinha a minha mente o tempo todo, e seu doce perfume invadia minha narina me fazendo perder o juízo. Me mantive sempre perto, chamávamos bastante atenção pelo lugar, homens a rodeavam o tempo todo, e mulheres me seguiam com o olhar como se fosse de outro mundo.
Quando entramos no avião, Ayla se virou para a janela e não me olhou uma única vez.
- Sabe que terá que falar comigo uma hora ou outra, não sabe? - perguntei, sem encará-la.
Ela também não me encarou quando respondeu:
- Eu sei, mas quanto mais tarde melhor.
Ri pelo nariz e ela se levantou.
- Com licença senhor, mas preciso ir ao banheiro.
Ela passou por mim e instintivamente minha mão passou de leve por sua coxa, Ayla estacou por alguns segundos e me encarou, seu olhar me desafiava ir além. Tirei a mão me fazendo de desentendido. Na verdade eu não entendo o porque fiz isso, mas agora quero mais que tudo aceitar este desafio.
Notas do Autor
Acho mais que justo Ayla começar a jogar bem sujo com Matheus depois desse cap, e vocês????????
Quando voltei do banheiro eu ainda não estava acreditando no que aconteceu. Por mais que ignorei o choque que correu pelo meu sangue quando sua mão passou por mim, não pude deixar de sentir raiva por isso. Quem ele pensa que é? Pouco me importa se ele come outras mulheres por ai, a vida dele não diz respeito a mim, mas isso? Passar a mão em mim assim, dessa forma? Não é de feitio, e sinceramente não sei se quero ou não que ele repita isso.
Sr. Campbell não falou mais comigo o resto da viagem. Aliás, quando voltei para a poltrona Matheus se levantou e foi para o banheiro, passou uma eternidade lá e quando saiu sua cara estava pior do que antes, parecia pronto para matar alguém. Este seu lado me excitava, e por mais que eu negue, adoraria saber como ele é dentro de quatro paredes.
O voo durou quase dez horas, e quando desembarcamos já avistamos um homem com a plaquinha escrita "Matheus Campbell, Ayla Lindsay". Caminhamos até ele.
- Matheus! - o homem cumprimentou meu chefe com um aperto de mão caloroso. - Sinto muito fazer sua visita se tornar algo mais sério.
- Tudo bem Fabrício, não estou aqui a passeio - Sr. Campbell sempre sendo o gentil cavalheiro que é.
Fabrício então me encarou, sorriu amigável e correu os olhos por todo meu corpo. Sorri de volta, aquele vestido azul não era nada extravagante, mas marcava muito bem as curvas que precisavam ser marcadas. Vi pelo canto de olho Matheus se mexer inquieto.
- Você deve ser a Srta. Lindsay - ele estendeu a mão, que peguei sem pensar duas vezes.
- Muito prazer, Sr. Fabrício.
- Ayla, com todo o respeito, sua voz é tão fantástica quanto você - Fabrício soltou, ainda segurando minha mão.
Matheus revirou os olhos e eu ri. Mas que merda está acontecendo com este babaca hoje?
- Sobre a reunião - Matheus começou a andar, fazendo com que nós o acompanhássemos. - É sobre o que e com quem?
- Seu pai não lhe contou? Acho que sua secretária deve saber então, não? - Fabrício piscou pra mim.
Meu chefe me encarou, esperando uma resposta.
- É uma grande divulgação de marketing sobre a nova empresa de Lourenço Hill, a Hill Enterprises.
- E quando pretendia me contar. Srta Durante? - Matheus parou no meio da multidão, quase o atropelei.
- Quando resolvesse se sentir curioso a ponto de perguntar sobre a reunião, Sr. Campbell.
O olhar que ele me lançou penetrou fundo em minha pele. Me fez querer senti-lo perto e ao mesmo tempo a milhas de distância de mim.
Ouvi Fabricio dar uma tossida falsa escondendo a risada e soltar um murmúrio baixo, algo como "típico".
Matheus ainda me encarava profundamente quando quebrei o contato visual e caminhei até minhas duas malas na esteira, as peguei e Fabricio veio a meu encontro e levou uma delas, me ajudando. Matheus veio atrás carregando as suas, preso em seu mundo.
O carro que nos aguardava era uma limusine, eu sabia o quanto meu patrão detestava isso, e não pude me sentir mais feliz quando sentei de frente para ele com meu macbook da empresa em mãos. Não prestei mais atenção na conversa quando a mesma virou "assunto de homens", enquanto isso eu digitava freneticamente a planilha da Baldioshe. Ora ou outra fazia pausas apenas para prender o cabelo solto de volta atrás da orelha. E em uma dessas pausas pude notar que a conversa no carro havia acabado. Fabrício olhava pela janela e Matheus para minhas pernas, sem piscar ou disfarçar.
Quando seus olhos encontraram o meu, lancei meu olhar mais irritado que consegui. Ele continuou sem expressão, mas algo em seus olhos dizia o quanto ele não queria Fabricio Luccas no carro naquele momento.
O prédio da filial em Nova York ficava no centro da Quinta Avenida, não havia melhor lugar para ele. Era enorme, e a recepção da entrada era magnífica, havia uma fonte bem ao centro, fazendo uma cascata, e logo atrás a enorme mesa da recepcionista fazia uma curva acompanhando a arquitetura do prédio.
Fabricio se caminhou até a recepcionista tirando uma risada dela e então voltou nos apontando o caminho, não pude deixar de observar que a jovem moça encarava descaradamente o herdeiro daquilo tudo. Provavelmente ela nem sabia quem ele era.
Chegamos ao elevador e assim que entramos uma manada de gente entrou junto, fiquei espremida contra o enorme corpo de Matheus, Sr. Luccas estava a cinco pessoas de distância de nós. Quando paramos no terceiro andar mias um bocado de gente entrou, e então Matheus passou sua mão por minha barriga, me puxando ainda mais contra ele.
Ele não tirou a mão, na verdade a desceu um pouco, e então fez o contorno da cintura. Parou com a mão bem no pé da minha coluna, reprimi um gemido de surpresa quando sua mão agarrou minha bunda com força. Céus, o que este homem está fazendo?
Sua mão não me soltou, continuou apertando e me puxando cada vez mais perto, pude sentir todo seu peito largo pelo paletó que usava, e aquele contato ascendeu uma chama enorme em mim. Troquei o peso do pé para melhorar o contato e então ele fez algo que eu não esperava. Me deu um pequeno, porém firme, tapa na bunda com a mão livre, senti seu membro pouco acima da minha bunda, e então virei a cabeça levemente para ele.
- O que está fazendo? - sussurrei, nervosa e excitada, para apenas ele ouvir.
- O que quero fazer a um bom tempo - ele sussurrou de volta.
Ninguém ali nos olhava, e então me senti muito mal por isso. Não queria ser flagrada assim com meu chefe, toda a reputação, os anos batalhando para chegar onde cheguei, tudo isso iria por água a baixo se me vissem assim. Recobrando o juízo dei um tapa em sua mão que ainda segurava minha bunda, e descolei nossos corpos. Senti um frio me atingir instantaneamente, mas não voltei a me encostar. E agradeci mentalmente quando ele não tentou me tocar de novo.
As portas se abriram no último andar, Fabrício saiu e saímos em seguida, o elevador já estava vazio a esta altura. Caminhamos em silêncio até a sala de conferência. Minha cabeça ainda estava há três minutos atrás, quando bati na mão ousada de meu chefe.
A grande porta de vidro da sala de conferência estava fechada. Fabrício bateu gentilmente e logo a porta se abriu, Ele e Matheus entraram primeiro, eu entrei por último, recebendo vários olhares dos vários homens ali, me sentei numa poltrona ao canto da sala e liguei o macbook novamente começando a registrar tudo.
A reunião durou uma hora, saímos de lá e fomos diretamente para o hotel, onde nossas malas já nos esperavam. Tentei ignorar o fato do elevador do hotel estar vazio, Matheus estava perto de mais, e então virou para mim sem mais nem menos.
- Poderia me dizer o que tanto digitava durante a reunião, Srta. Lindsay?
A pergunta me pegou de surpresa, ele nunca perguntou nada a respeito de trabalho.
- Registrando a reunião.
- Acha que não sou competente o bastante para relatar a reunião para meu pai?
O que?
- Estou fazendo meu trabalho Sr. Campbell. - respondi seca.
- Não consegue simplesmente ouvir e ficar quieta?
Meu sangue ferveu, neste momento a porta do elevador se abriu bem no nosso andar, aproveitei a deixa, me virei completamente para ele e respondi.
- Não consegue simplesmente deixar de ser babaca?
Ele se desconcertou por um instante e eu sai, apressada, do elevador. Peguei a chave do meu quarto e então senti seu braço me puxar com força contra ele antes que eu alcançasse a porta.
- Não se cansa de ser querer ser a melhor em tudo?
Sua voz soou grave, irritada. Realmente não estava entendendo o que aconteceu com ele de ontem para hoje.
- Me solta - falei entre dentes, a forma como me segurava começou a me machucar.
- Não queria que eu te soltasse no elevador - sussurrou.
Não sei de onde tirei coragem, mas quando vi já sentia minha mão ardendo e ele me soltando surpreso levando a mão no rosto. Meu Deus, eu bati no meu chefe.
Me virei apressadamente, chave em mãos, estava destrancando a porta quando ele virou meu corpo contra a porta, se encaixando em mim destruindo qualquer plano de escapar de seus braços.
- É sempre tão agressiva assim Srta. Lindsay?
Abri a boca para responder e então fui surpreendida.
Matheus me beijou, sem mais nem menos, sem preliminares, sem ir de vagar. Parecia faminto, e por instinto retribuí o beijo com a mesma intensidade.
Minhas mãos voaram para seu cabelo, e o puxei para ainda mais perto, Matheus passou a mão pela minha cintura e então destrancou a porta, a abriu e me empurrou para dentro. Rompemos o beijo e eu estava ofegante, chocada, e com muita raiva.
Ele entrou no quarto e passou a chave na porta, me encarou, seu cabelo estava uma bagunça sem fim, os lábios inchados, e o olhos num escuro tão profundo que me deu vontade de recuar.
Ele se aproximou e eu dei um passo para trás, afrouxou a gravata e sorriu convencido pra mim.
- Sabe o que eu faço com mulheres que batem em mim Srta Lindsay? - mais um passo para frente, e eu mais um passo para trás. O enorme quarto pareceu bem pequeno quando bati contra a mesa de canto do que pareceu ser feita de madeira rústica. - Eu mostro pra elas o porquê não devem fazer isso.
Concluiu se aproximando. Sua camisa já estava aberta, e senti uma vontade enorme de passar minha mão por todo seu peito e barriga.
Matheus agarrou meu queixo com força me obrigando a olhar em seus olhos. Me encarou por uns instantes e quando pensei que iria me beijar, senti sua mão erguendo meu vestido. Seu olhar me penetrava, e quando se afastou rapidamente para olhar para baixo eu quase explodi de tesão. O brilho em seus olhos ao ver minha calcinha foi a melhor expressão que já vi quando alguém observava meu corpo.
- Céus - ele passou o dedo pelo babado da minha calcinha do poder, quase derreti quando seu dedo relou na minha pele em chamas. - Você estava com isso esse tempo todo?
- Obviamente não iria lhe dizer qual peça íntima estava usando - falei, fraco, entregando minha vulnerabilidade.
Ele me encarou, sorrindo. Ele parecia um tremendo Bad Boy e me arrepiei quando agarrou a pequena peça e puxou com força, rasgando. Um ardor prazeroso passou por toda minha região íntima. Ele levou seus longos dedos até meu clitóris, e então deslizou mais para baixo, sua outra mão ainda estava agarrada a meu queixo, e ele me encarava sorridente.
Fechei os olhos com força quando ele deslizou um dendo dentro de mim.
- Está tão molhada - sussurrou.
Tirou o dedo e abri os olhos para protestar, quando deparei com o dedo em sua boca.
- Tem um gosto muito bom também - abaixou a mão até o botão de sua calça, queria olhar para baixo, queria ver o seu tamanho, mas ele me impediu. - Infelizmente estou sem paciência para preliminares, então podemos esperar.
Suas palavras estavam carregadas de desejo, e isto estava me matando.
- É só pedir Srta. Lindsay.
- Você fala de mais - fechei os olhos novamente quando senti seu pau bater na parte descoberta da minha barriga.
Ele riu abafado e então me empurrou, me sentando na mesinha. Se posicionou entre minhas pernas e tirou uma camisinha do bolso.
Uma parte de meu cérebro acordou. Ele anda com camisinha no bolso? Eu vou mesmo trepar com o cretino do meu chefe?
Matheus se posicionou e começou a me invadir, deslizou de vagar, e não tão facilmente assim, meu Deus como ele é grosso!
- Tão apertada - o seu tom maravilhado quase me levou ao melhor orgasmo da minha vida. Quase.
Sem paciência para esperar, passei minhas pernas por sua cintura e o puxei com força. Ele entrou e eu gritei. joguei a cabeça para trás e Matheus se aproximou chupando meu pescoço.
Começou a se movimentar lentamente, parecia estar se segurando ao máximo. Ele estava me matando, se aumentasse um pouquinho a velocidade eu iria gozar rapidamente. Passou a mão pela minha cintura e começou a meter mais forte. Cada estocada era um gemido nosso ecoando pelo quarto. Não acredito que estava fazendo isso.
- Se soubesse que era tão macia assim, teria subido no seu apartamento ontem - falou contra meu pescoço.
Gemi em resposta, seu membro ia cada vez mais fundo, estava sentindo os bicos do meus seios quase furando o sutiã.
- Mais forte - implorei.
Abri os olhos encontrando o seu me observando, seu olhar entregava que ele estava tão vulnerável quanto eu, e sua boca se tornou um perfeito O quando saiu e entrou de uma vez.
Não consegui quebrar o contato visual, queria gravar suas expressões enquanto me fodia bem forte.
- O céus, eu vou... eu vou.. - minha respiração ficou pesada, pendi a cabeça para trás e ele agarrou meu queixo, fazendo com que lhe encarasse novamente.
- Goza pra mim Ayla - ordenou entre os dentes.
Meu corpo inteiro lhe obedeceu. Cheguei ao orgasmo mais intenso que já tive em um ano, gritei enquanto meu corpo inteiro se contorcia, mal percebi que ele também havia gozado, enterrou sua cabeça no meu ombro e gemeu bem alto, dando uma última estocada.
Permanecemos nessa posição por uns minutos, eu sentada, as pernas em volta dele, seu membro dentro de mim e sua cabeça no meu ombro.
Eu quis rir, pela loucura que havia acabado de fazer, e então ficar nervosa por ter me levado a isso, e estapeá-lo por ter rasgado minha calcinha favorita. Depois quis beijar sua boca e repetir a dose. Mas acho que ele tinha planos diferentes.
Saiu de mim sem dizer nada, imediatamente me senti incompleta, ele se abaixou pegando a calcinha enfiando em seu bolso e se virou antes que eu pudesse observar seu corpo. Caminhou até o banheiro, ouvi o barulho da torneira mas não me movi, suspeitei que não conseguiria sair daquela mesa pelos próximos cinco minutos.
Ele saiu do banheiro, caminhou até a porta sem me olhar e disse por cima do ombro "Tenha uma boa noite Srta. Lindsay". E saiu.
Foi embora. Não que eu esperasse que ficasse, mas poderia ter ao menos tido a decência de me olhar nos olhos enquanto ia embora.
Minha raiva por ele aumentou, e meu desejo também, me deixando com ainda mais raiva.
Maldito.