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CONTRATO LIMITADO

CONTRATO LIMITADO

Autor:: JOELMA12
Gênero: Romance
Liz é mãe da pequena Alice com três anos, antes de ser mãe era dançarina. Agora não mais, longe dos palcos e da vida dos sonhos que sempre sonhou a bailarina passa por dificuldades, sendo uma mãe solteira contando apenas com a ajuda da sua tia, faz o que pode para sobreviver, o que ela não imaginava que ao ser contratada como recepcionista na Luxos Center, junto ao emprego viria um contrato limitado com o seu chefe

Capítulo 1 Capitulo I- Liz Albuquerque

- Filha a febre não passa por nada... - Olhei para a minha tia Cassandra, apenas assenti com a mão no queixo. Mais uma vez olhei para Alice na cama dormindo. - Eu não sei mais o que fazer, tia, esse remédio não faz efeito.

Lamentou me olhando, levantei após tanto tempo sentada, a noite passou diante dos meus olhos. Senti a sua mão acaricia meu ombro, lhe olhei atrás de mim tentando me tranquilizar. - Eu não sei mais o que fazer tia, estou com medo, esse doutor não me diz o que ela realmente tem, não posso continuar assim. - Concordou me olhando. - Não posso te ajudar com dinheiro, Liz, você sabe que se não fosse por você eu estaria na rua. - Segurei sua mão, acariciei, apesar de morar comigo se não fosse por minha tia, eu não teria nem mesmo como ir trabalhar.

- Eu sei tia, não estou lhe cobrando, apenas é um desabafo, pior que não posso faltar ao emprego, tenho apenas dois meses ainda na experiência e a senhora Ivone parece me odiar, tenta de todas as formas dificultar meu trabalho. Sei que não tenho formação na área, mas... - Continuo me olhando, apenas é uma maneira de expor meu desespero, não tenho ao que recorrer.

- Mamãe... mamãe... - A voz meio sonolenta me fez olhar para a cama, observei a minha pequena na cama, me olhando, seus olhinhos negros tão quebrados. - Alice? Alice, meu amor como você está? Se sente melhor? - Balançou a cabeça que sim, sorri, sentando na cama cheirei sua testa ainda quente, arrumei seus cabelos atrás da orelha.

- Não vai trabalhar hoje, mamãe? - Balancei a cabeça que sim, lamentei com os lábios. - A mamãe tem que ir filha, lembra que a mamãe prometeu que quando assinar a minha carteira irei te levar naquele parque? - Sorriu fraco dizendo que sim. - Pois é, para assinarem a carteira da mamãe, ela não pode faltar minha vida.

Olhei para minha tia de pé, suspirei sentada, ainda tenho que me arrumar, ir para o ponto de ônibus. Beijei a testa de Alice, sai do quarto desejando ficar agarrada a minha filha, mas preciso tanto deste emprego. Após estar vestida para ir à empresa, entrei mais uma vez no quarto, rapidamente beijei a testa das duas deixando a marca de batom vinho em ambas as testas. - Prometo trazer um doce quando voltar, querida.

Prometi da porta antes que meu lado super materno optasse por ficar. Sai de casa tentando conter as lágrimas para não perder a maquiagem, ser recepcionista na Luxos, é algo bom, pelo menos com o sala'rios que promete após o período de experiência, poderei equilibrar um pouco as contas.

Cheguei ao ponto de ônibus com um pouco de dificuldade, já pensei um milhão de vezes na possibilidade de andar de sandália até o ônibus e troca para salto somente dentro dele, mas sempre esta tão lotado. Entrei mais uma vez no ônibus, fechei os olhos me segurando na barra para ir para frente e para trás, este é um dos horários mais lotados, diria o pior para ir.

Cheguei a Luxos faltando dez minutos para o horário, agradeci mentalmente por isso, passei pela porta de vidro que abre apenas ao estar diante dela. - Que Deus me livre e guarde de todo o mal. - Vi Amanda me olhar de cima a baixo. - Deveria pedir para te dar um carro também, sua roupa está toda amassada amiga.

Franzi o rosto olhando a mim mesma, passei a mão tentando desamassar. - Se fosse somente a roupa resolveria, como esta sua filha? - Neguei ainda percorrendo a mão pelo corpo, tentando desfazer os amassos na blusa. - Nada bem, a noite inteira a febre indo e voltando, não soube se quer o que era deitar na cama, e você saiu com o Rodolfo?

Abriu um largo sorriso, dei com uma mão. - Não precisa nem responder, pelo visto teve baladinha, motel e muito romance. - Mordeu o lábio inferior fazendo que sim, com as duas mãos dando legal. - Nossa, que animação! - Apenas sorriu vindo em minha direção. - Vem deixa que eu te ajudo com esta blusa. - Suspirei relutando comigo mesma, tentando melhorar a minha aparência.

- Bom dia! - Escutei a voz forte e grave de um homem, ainda de cabeça baixa, tentando tirar as lãs da minha sala. - Bom dia senhor Tyler, como esta? - Senti o movimento na minha blusa parar, a minha amiga babando pelo presidente. - Bom dia, senhor... - Parei ao perceber que nos olhava com um olhar reprovativo.

- Esta tudo bem senhoritas? - Olhei para Amanda de pé atrás de mim, afirmando, voltei a olhá-lo. - Sim, senhor Tyler, deseja algo? - Ela lhe perguntou, até que seus olhos verdes pararam na minha saia, também olhei para a mesma. - Meu Deus! - Virei rapidamente ao notar que a fenda aberta estava revelando as minhas pernas. - Desculpe senhor tivemos...

Não me deixou explicar seguindo para o elevador. - Liz, sua safadinha, deixou o senhor Tyler paralisado. - Neguei, continuei fazendo o mesmo, mal descansei a noite anterior, como teria cabeça para pensar em seduzir alguém. - Amanda acha mesmo que eu lá tenho cabeça para pensar em homem depois de tudo que acabei de te dizer? - Negou rindo.

- Eu sei que não, estava apenas tentando te descontrair, desfaz esta cara Lisandra, parece que não dormiu por dez noites seguidas, bebe um café que o inferno apenas acabou de abrir as portas, você já viu que o presidente não está com um ótimo humor hoje, isso significa que daqui a pouco... daqui a pouco não agora, aí meu Deus, que não venha para mim.

Suspirei tentando pedir que a nossa superior simplesmente passasse direto. - Senhora Ivone, tudo bem? - Seus olhos foram de um lado a outro na recepção, olhando de mim para Amanda indo e vindo, atrás do óculos vinho bordô, sorri sem graça após o cumprimento de Amanda. - Bom dia! - Veio seco e sem sorriso algum de volta. - Bom dia, senhora. - Respondi tentando me tranquilizar. - Você conhece as normas da empresa, não conhece novata? - Assenti de pé atrás do balcão.

- Perdeu a noite na balada, sua cara esta horrível! - Neguei de pé, senti a mão de Amanda na minha. - Não senhora. - Tentei me explicar para aquela que não houve explicações. - Melhor ficar quieta, Liz, nem ele, tampouco ela hoje estão de bom humor. - Engoli a saliva em minha garganta, este já é o sexto emprego apenas este ano, e ainda estamos em agosto.

- Espero que melhore a sua aparecia até o fim do dia, nossos convidados e visitantes não são obrigados a ver algo tão... tão desengonçado na recepção da empresa. - Afirmei sendo grata, pelo menos não veio uma demissão. Saiu a passos longos olhando em volta, até passar a mão na bancada, olhou para a palma da mão, observei seus anéis dourados nos dedos, saiu com uma expressão desagradável no rosto.

- Aí que alívio, por um momento eu pensei que iria me demitir. - Sentei na cadeira vendo Amanda levantar. - Você diz isso, porque ainda não sabe o que nos esperar durante o dia, café, bastante café. - Lhe olhei indo à cafeteira enchendo dois copos. - Deveria ser água, preciso de água para me hidratar, café nos deixa estressada, por que está tão pessimista hoje?

Perguntei ainda lhe vendo saquear a cafeteira. - Ainda pergunta? Não ler os sites de fofoca Liz? Sua vida, seu mundo gira em torno apenas de Alice e o país das maravilhas, nosso chefe, esse bonitão, esse delicio que acabou de passar aqui com uma cara de quem foi ao Oscar ontem... - Gargalhei pegando o copo descartável da sua mão. - Obrigado.

- Pera ainda não terminei, esta sendo alvo de uma fofoca daquelas..... - Me curvei sobre a bancada para que não falasse alto. - ... foi visto saindo de uma cobertura horas antes que a senhorita Olga Swton, as duas famílias já não se dão bem, esse encontro acontecer dias antes do casamento dela fica muito pior para a imagem da empresa, será que houve uma recaída?

Dei de ombros bebendo o café. - Talvez tenha indo ao mesmo lugar ver pessoas diferentes, não sei? - Tentei explicar ao pensar nessa possibilidade, mas Amanda bateu no balcão revirando os olhos, você não tem noção do que é uma cobertura tem Liz? - Neguei voltando a beber o café. - O lugar em cima de um prédio, o último apartamento do lugar. - Afirmou me olhando. - é isso, poderia até ser se esta cobertura não pertencesse ao Luccas, eu li na matéria que ela foi o primeiro amor dele, acredita?

Ri a sua frente, mas arqueei as sobrancelhas ao ver que uma mulher loira, alta, com um vestido rosa elegante, segurando uma bolsa de marca, óculos marrons no rosto passou pela porta. - Vem, vem visitante. - Avisei para que a minha amiga mudasse de lado e parasse de fofocar, ao sentar-se a meu lado, a olhou disfarçadamente. - Meu Deus, quem será esta?

Capítulo 2 Lucas Tyler

- Não posso aceitar isso, Olga! - Gritei com a minha namorada em alto e bom-tom de voz, que apenas permaneceu sentada. - Tem alguma sugestão melhor Lucas seu pai me odeia, acusa de ter roubado informações da empresa por meio de você, não me resta opção. - Suspirei indo de um lado para o outro, neguei diversas vezes.

- E casar com esse homem é a saída? - Continuou girando o anel em seu dedo, o maldito anel de noivada em seu dedo, por fim afirmou. - É apenas um casamento arranjando Lucas, não sei porque se ofende tanto, casada poderei ir e vi até você a hora que quiser, acabarão todas as reixas entre nossas famílias. - Me aproximei agachando a sua frente, olhei em seus olhos azuis, os cabelos longos brilhando ruivos soltos, o batom vermelho nos lábios. - Outro irá te tocar, beijar, amar, você tem certeza que esta é a única saída? - Não estava pedindo e sim implorando para desfazer este compromisso.

Senti sua mão em meu rosto, fechei meus olhos ao seu toque, peguei sua mão macia, cheirosa, beijei com carinho. - Acha que eu quero isso, Lucas? Acha fácil para mim ser de outro, assinar outro sobrenome ao invés do seu? Ter que dormir ao lado de outro? Não, eu não tenho opção, se ao menos seu pai me aceitasse.

Afastou sua mão do meu rosto, abri meus olhos lhe olhando sentada à espera de uma resposta. - Eu deixo a empresa, abro mão da minha família... - Negou, negou me olhando. - Por você, por nós, meu amor, eu deixo tudo, a gente vai embora daqui... - Sorriu fraco. - Meu pai me exclui da família e o seu pai lhe deserda Lucas do que vamos viver? O que vamos fazer?

Assenti vendo que tem razão, mordi meu punho fechado. - Não pode pelo-menos pedi para adiar este casamento? Vou mais uma vez conversar com meu pai, a situação da empresa está melhorando, conseguir arrumar novos clientes, este mês irá fechar no azul, ele vai me entender... - Negou a minha frente, segurei suas pernas na calça de tecido fino branco. - Lucas você não entende, você conseguir novos clientes, aumentar os lucros da empresa só faz com que aumente suas suspeitas sobre mim.

Franzi o rosto dando um meia risada. - Claro que não, impossível meu amor, meu pai só te acusou porque ele... - Me interrompeu levantando em seguida, senti seu apego com o anel dourado de pedra brilhante em seu dedo, não parou de girá-lo desde que cheguei aqui. - Seu pai Lucas me acusou de roubar ideias, de espionar, roubar seus clientes para o meu pai, ele nem mesmo te escutou em minha defesa, acha que com o nosso término, o nosso afastamento você duplicando a cliente-la da empresa, o que ele irá pensar?

Me olhou ainda de costas, assenti ela tem razão, a abracei sentindo o vento frio perto da piscina. - Entendo, agora entendi Olga, me perdoe, não irei fechar os contratos que tenho em aberto, darei alguma desculpa óbvia para não aceitar, me dá mais um mês, prometo resolver a situação com a minha família, eles sabem que eu amo você, irão te aceitar.

Escutei seu sorriso, a minha frente, sua mão tocou o meu braço em volto dos seus ombros. - Já se passou muito tempo Lucas, a minha sorte é o papai ter arrumado este casamento para mim, como estaria agora sob os holofotes da mídia? Hã? Ladra de clientes? De ideias? Pelo menos eles agora me esqueceram, estou conseguindo limpar a minha imagem com o Rael como meu noivo, não vejo jeito, terei que me casar com ele se seu pai não der uma declaração esclarecedora, apesar de ter passado tempo, apenas ele dizendo que se enganou poderia reverter a minha situação, ah não ser me tornarei a senhora Toledo em breve.

Lamentei, meu coração dói ao escutá-la, Olga é meu primeiro amor desde a escola, crescemos juntos e desde então escolhi para ser a minha esposa e mãe dos meus filhos, a ideia de que se casará com outro apenas me adoece. - É o que você quer? - Perguntei no último momento, lhe vi suspirar me olhando.

- Você não me entende, é óbvio, não está em meu lugar, não é você vista como ladra pelas pessoas, apontada na rua, enquanto você é apenas a vítima, eu sou a vilã Lucas. - Pegou sua bolsa na poltrona, me aproximei segurando sua mão. - Não vai fica mais um pouco, por favor Olga, mal nos vemos, eu sinto a sua falta. - Sorriu olhando para o lado, por fim no meu rosto.

- Arrume uma namorada Lucas, alguém que aceite ser exposta para acabar os burburinhos a cada encontro que marcamos, é difícil para mim vim até você, quando você nunca vem até a mim, eu sempre sou a única a fazer sacrifícios nesta relação, você sempre diz estar cheio de trabalho, não faz nada por mim... - Coloquei a mão em meu rosto negando a isso. - Olga isso não pé verdade, você sabe que eu sou a imagem da empresa agora, mas quem sempre veio de Nova York para te ver, quem foi reprovado em seis componentes na faculdade por excesso de faltas só para te ver?

Me olhou nos olhos, percebi que esta distante, fria, amarga. - Acha que isso é muito Lucas? Se meu pai souber que eu estou aqui com você agora, que nunca terminamos, nunca mais poderei chamá-lo de pai, nunca mais poderei aparecer na sua frente, o que o seu pai faria Lucas se soubesse que esta aqui comigo?

Soltei a sua mão, apenas pegou a sua bolsa saiu caminhando vi o vento balançar as barras da sua calça branca indo em direção ao elevador, me olhou antes de entrar, o que meu pai faria comigo se ele sonhar que eu nunca terminei com a Olga, mesmo com seis dos dez melhores clientes que migraram da nossa empresa dizendo que a proposta da Swton foi melhor que a nossa, igual, porém um pouco melhorada, o que ele faria, me expulsaria de casa e da família, sem ao menos escutar o que eu tenho a dizer, mesmo sendo seu único filho de sangue?

Fiquei sentado na cobertura vendo o nada a minha frente, Olga irá se casar em breve e eu não posso fazer nada pelo amor da minha vida, bebi meia garrafa de whisky vendo meus sonhos ir ao vento, casa, risadas, casamento, a vida feliz que sonhei devido ao peso de ser um Tyler, engoli a vontade de descer as pressas, a sua procura, eu amo a vida que tenho, mas sem Olga, sem a minha amada nada disso tem sentido.

Senti as gotas de água cai no meu rosto, ainda deitado na espreguiçadeira, a blusa branca com a gravata azul-escuro e cinza folgada em meu pescoço, os botões abertos, no meu peito, senti cada gota cair em meu rosto e corpo, até que aumentou, levantei deixando o copo e a garrafa por ali, caminhei até a cobertura olhei para meu relógio, são vinte e três horas e quarenta e dois minutos, apenas passei a mão em meu rosto, a imagem de Olga com o anel de noivado em minha cabeça não saiu.

Sonhei com este momento em minha vida, mas sendo eu que lhe dei este anel, não outro homem de reputação duvidosa, ninguém vai amá-la como eu, respeitá-la, apesar de ser a mulher mais linda que já vi em toda a minha vida, entrei em meu carro segui direto para a casa do meu pai. Abri a porta, a sala de mármore brilhante estava escura, a luz semi cerrada do abajur no canto.

Subi as escadas, tirei a minha blusa ao entrar em meu quarto, fechei a porta com o pé ao tirar o cinto, estava indo ao banheiro quando a porta foi aberta. - Estava com vagabunda? - Sua voz cansada veio mostrando-se aborrecido. - Ela não é vagabunda, pai. - Respondi sem olhá-lo, após a saída de Olga da empresa ficou mais distante e exigente comigo, era assim com a minha mãe, até que lhe perdeu para o câncer, depois da sua morte fechou-se para o mundo, restando apenas a mim para abraçá-lo, para lhe escutar.

- Trouxe alguma prova de que não ela que roubou os nossos clientes? - Neguei, ela jamais terá como provar isto. - Ok, pode não ser vagabunda, mas é ladra até que se prove o oposto Lucas, sobre o que falaram? - Lhe olhei voltando ao quarto. - Ela vai casar pai, a Olga vai se casar e não é comigo, se a mamãe... - Sorriu zombando de mim.

- Se sua mãe estivesse aqui, isso não teria acontecido Lucas, sua mãe nunca gostou dessa garota, só lhe tratava bem, porque sempre soube que você a ama. - Neguei, sendo surpreendido por um espiro, me olhou com cuidado. - Saúde. - Tocou meu ombro me olhando a minha frente. - Não precisa mudar o passado, pai, a minha mãe sempre gostou da Olga, lhe tratava como uma filha. - Deu uma risada negando. - Nós homens, Lucas, nunca poderemos dizer, explicar, o amor de uma mãe, quando digo que a Ângela não suportava aquela garota, é porque eu sei perfeitamente do que falo, ela nunca demonstrou a sua frente, mas quem era seu ombro de apoio e ouvido para seus desabafos fui eu por quinze anos seguidos para escutar suas reclamações sobre ela.

Levantei lhe ignorando, minha mãe está morta, não tem como mudar o que ele diz, eu vi, cresci vendo como Olga sempre foi quiista por minha mãe. Entrei no banheiro, lhe deixando sozinho no meu quarto. - Espero que isso não interfira nos negócios da empresa Lucas. - Escutei a porta ser fechada, aproximei da cama, mais uma vez.

Peguei o tablete ligado. - Olga Swton é vista saindo da cobertura de Lucas Tyler que saiu hora depois, o empresário é dono da cobertura há seis anos, seria um possível remembre da noiva com seu ex? Dias antes do casamento? - Joguei o aparelho em cima da cama, porcos, imundos que não tem vida própria, peguei meu celular, disquei para o número amor, tocou várias vezes sem retorno.

Tomei banho preocupado, ao sair vi suas ligações perdidas, liguei de volta para ela. - Amanhã irei a sua empresa, faremos uma declaração em público, Lucas, espero que confirme tudo que eu disser. - A voz veio seca e direta. - Seu pai está com você? - Não respo deu, notei que sim, ele está mais uma vez lhe controlando. - O que será dito?

Desligou sem ao menos me dizer se esta bem, passei a noite inteira vagando no quarto, me arrumei mais cedo que o habitual, cheguei a empresa ansioso, ao chegar a recepção. - Vem deixa que eu te ajudo com esta blusa. - Escutei a voz de uma das recepcionistas correndo em direção a outra, olhei para ambas as mulheres, que esqueceram que estão numa empresa conceituada arrumando-se na recepção.

- Bom dia! - As cumprimentei para se organizarem, mas apenas uma me olhou deixando a outra de lado, a blusa amassada, a saia preta cheia de lãs, o sapato de salto meio gasto no salto, os cabelos longos negros cacheados compridos soltos não me deixara ver seu rosto. - Bom dia senhor Tyler, como esta? - Perguntou a loira de raiz preta bem vestida e maquiada me olhando com um sorriso no rosto.

- Bom dia, senhor... -Finalmente a desarrumada me olhou, como deixaram esta mulher trabalhar nesta empresa, fora atropelada? Jogou os cabelos para trás, seus cachos graúdos se arrumaram com seu gesto, ainda assim muito abaixo do padrão da empresa. - Esta tudo bem senhoritas? - Perguntei vendo a mulher olhar para a outra que ainda estava sorrindo.

O batom em seus lábios meio borrado, a aparência de quem não dormiu como eu a noite anterior, porém felizmente tenho uma beleza natural, quanto a ela, meu Deus, a sua saia está com as costas para a frente, as coxas a mostra, observei me lembrando que estou a tanto tempo sem sexo, muito tempo que Olga não me deixa lhe tocar, sentir sua pele, seu corpo. - Sim, senhor Tyler, deseja algo? - Finalmente veio a si, olhou-se.

Entrei no elevador, ignorando as duas. Cheguei ao último andar, a senhora Ivone veio correndo até mim. - Bom dia Senhor Lucas, já liguei para o advogado entrar com uma a... - Não terminei de ouvir suas desculpas, caminhei diretamente para a minha sala.

Deixei meu casaco na cadeira, a pasta sobre a mesa. - Senhor Luc... - Chegou a porta, lhe olhei de cima a baixo, cabelo chanel num tom vermelho intenso, escovados, o vestido alinhado branco. - Quem está cuidando da seleção das recepcionistas?

Capítulo 3 Liz Albuquerque

Fiquei também de pé, já que Amanda que trabalha na empresa a mais tempo ficou, também fiquei. - A ex dele que acabei de falar. - Escutei dizer entre dentes, permaneci de pé como se estivesse na escola durante o hino e arriamento da bandeira. - Bom dia Senhorita Swton.

- Bom dia, senhorita Swton. - Falei em seguida, com um sorriso também no rosto, a mulher olhou de mim para Amanda e dela para mim, seus olhos percorreu meu corpo, e rosto por inteiro, até que ergueu os óculos, me olhou com certo desprezo nos olhos. - Avise ao senhor Tyler que já cheguei, não irei subir.

Amanda agarrou o telefone as pressas, pelo nervosismo, alguma bomba seria solta e explodida em alguns instantes. - Novata? - Afirmei, lhe olhando também trêmula. - Deseja sentar, água ou um café senhorita? - Suspirou a minha frente, olhou em volta.

- Água com gás, por favor. - Sorri vendo que talvez não seja tão metida, caminhei até o frigobar, servi a água na taça, caminhei em sua direção, lhe servi a água com maestria pelo menos serviu dois meses trabalhando como garçonete até conhecer Amanda. - Uma revista, senhorita? - Seus olhos voltaram a mim apenas bebendo um pouco da água, me olhou novamente. - Não, obrigado. - Assenti seguindo mais uma vez para levar a bandeja.

- O senhor, Tyler, já esta... já está vindo. - Olhei para Amanda trêmula a sua frente, deixei a bandeja voltando a recepção, não demorou para que ele aparecesse meio nervoso, passou a mão nos cabelos, ao aproximasse foi em sua direção. - Por que não sobe? - Cochicharam entre si, sendo mãe de uma garota de três anos, sou especialista em compreender cochichos.

- Pensou na minha proposta Lucas? - Amanda bateu em meu ombro, praticamente escondida atrás do balcão, lhe olhei deixando o casal de lado. - É assim que exs namorados ricos se tratam? - Dei de ombros, não faço ideia, o pai de Alice simplesmente disse num dia que não queria ela e no outro estava indo embora, chorei, segurei suas pernas sem querer deixar ir embora, mas Marcos foi sem se importar que estivesse gerando a nossa filha, foi o dia que o vi, como vou saber como é um término de rico?

- Eita já estou vendo as chamas. - Apontou para a porta, um homem de rosto magro, cabelos grisalhos, entrou, alto, num paletó preto, uma postura arrogante. - Bom dia, minha filha... - Ao olhar em volta parou naquele momento. - Então Olga? Prontos para a declaração? - A voz foi alta, arrogante, mal olhou para o Senhor Tyler que parecia perdido.

- Sim, papai, o Lucas concordou... - Vi a expressão do homem mudar rapidamente ao vê-la, sorri com animação, encolheu-se. - Farei o que estão me pedindo, mas o senhor sabe que a Olga... - A mulher tomou a sua frente, fiquei com pena do senhor Lucas que parecia estar sofrendo com aquilo tudo. Os três saíram da empresa.

- Eita o que será que vão fazer? - O elevador parou em seguida, olhei para a porta, a empresa inteira parecia ter saído dele, a senhora Ivone tentando se arrumar após sair do elevador, caminhou até a saída, Amanda também foi, peguei meu celular aproveitando a saída de todos, disquei o número da minha tia.

- Tia? - Lhe chamei ouvindo sua voz em seguida. - Liz? Pode falar agora? - Sorri fraco vendo que sim, graças a vida amorosa do senhor Tyler sim. - Tia como esta minha filha? - Demorou a responder, fiquei angustiada sem respostas, as lágrimas vieram, fechei meus olhos tentando impedir que caíssem.

- Acabei de lhe dá um pouco de mingau querida, se não alimentarmos acabará enfraquecendo e febre não cede, ela comeu pouco, mas comeu, e você como esta? - Suspirei olhando em volta, como posso estar bem? Como posso ficar bem quando minha filha está doente e o médico apenas receita paracetamol, dipirona para abaixar a febre, levo para o hospital, não me dão um diagnóstico direto? - Aqui está tudo bem, tia, esta havendo algum evento lá fora, tive como ligar para a senhora agora, Alice esta assistindo TV?

- Sim, esta, arrastei para fora da cama, o tempo todo deitada não é bom, tenho que desligar Liz, alguém chama na porta. - Sorri contente pelo menos saiu da cama. - esta bem minha tia, obrigado. - Nos despedimos, todos ainda estavam do lado de fora, a fofoca parecia ser boa, mas eu não tenho cabeça para isso agora.

A luz está em atraso, a água, internet, Alice doente o tempo inteiro, o vale-alimentação somente quando assinar a carteira, suspirei sentada na cadeira, o telefone começou a tocar, atendi não apenas um vários deles. - Não, lamento não posso dá esta informação senhor. - Mal desliguei, outro ligou. - Alô me transfira para o Lucas agora. - A voz veio brava, nem mesmo me deixou apresentar. - Senhor Lamento, mas no momento o senhor Tyler não pode falar.

- Eu sei que não pode, estou ligando para impedi-lo de fazer esta besteira, ele vai acabar com minha vida de trabalho, menino tolo. - Gritou desesperado. - Infelizmente não posso ajudá-lo, senhor. - resmungou do outro lado, engoli em seco toda sua bravura. - Claro que não pode, o que você poderia fazer? Vai ser demitida em breve, vamos perder a empresa.

Olhei para cima, pedindo a Deus para me dá paciência. - Senhor, infelizmente... - Gritou do outro. - Você só sabe dizer que infelizmente mulher idiota? Aí eu vou enfartar, Lucas... Lucas meu filho? Estou com dor, chame um médico, meu filho Lucas?

Entrei em pânico, ao escutá-lo. - Senhor? Senhor? Não desliga me passe seu endereço por favor, mandarei uma ambulância. - O telefone deu estrondo, parecia cair, sair desesperada até que tive que soltar o aparelho, o fio não permitia ir mais longe. - gente... gente me ajudem um homem ligou aborrecido... - As pessoas não se importavam com o que acontecia comigo, somente ao casal na frente.

- É uma vida, gente, alguém sabe que é o senhor Aloísio? Alguém conhece o Senhor Aloísio? - Em vão, toquei, chamei indo no meio de todos, não me restava jeito, é uma vida, todos olhavam para a frente, segui até a frente. - Com licença, com licença. - pedi aumentando o tom de voz, Amanda colocou a mão na cabeça na boca, ao ver.

- Oi gente! - Dei um aceno meio trêmulo tentando me colocar entre os dois. O senhor Lucas meio sufocado me olhou com seus olhos verdes reprovativo. - O que esta fazendo sua louca? - Perguntou entre dentes. - Me despeça depois, agora eu preciso saber que é este homem. - Lhe avisei tomando o microfone da mão da ruiva muito bonita. - Já que perguntei, mas ninguém escutou, acredito que a fofoca seja mais importante hoje em dia do que salvar a vida de alguém, mas eu preciso saber quem é um homem chamado Aloísio gente, vocês podem me dizer quem é? Este homem acabou de ligar querendo falar com o senhor Lucas... - todos me olhando surpresos, a senhora Ivone quase tendo um AVC.

- Sai dai Liz. - Amanda gritou. - Desculpa invadir aqui, mas voltando ao senhor Aloísio, eu tenho que descobrir seu endereço, ele está tendo um enfarto...

- O quê? - Gritaram a meu lado, assenti olhando para o senhor Lucas. - Sim, ele está tendo um enfarto, apenas me digam seu endereço para que eu vá ou mande um socorro com pressa, depois podem continuar com a exposição amorosa de vocês, é uma vida... - Fui puxada pelo braço pela mão enorme no meu pulso.

Bati no peito do homem forte e alto, o olhei de baixo sendo mais baixa que ele. - O que acabou de dizer? - A voz veio rouca, grave. - Eu disse que... - apontei para dentro. - O senhor Aloísio estava ao telefone comigo, esta tendo um enfarto, o senhor conhece ele? - passou a mão na cabeça, nervoso me olhando. - é meu pai! - Arrotou em minha cara, apenas abri os olhos.

- Seu pai? - Não respondeu, saiu em seguida, olhei volta. - Lucas... Lucas você sabe que é apenas mais uma cena. - A ruiva gritou exasperada, lhe olhei correndo atrás dele, para ser totalmente ignorada, até que a senhora Ivone veio até mim. - Parabéns novata, parece que conseguiu salvar a empresa. - Neguei vendo seu sorriso vitorioso nos lábios. - Não é isso, senhora, o homem ao telefone está tendo um enfarto. - Lhe seguir enquanto dispensava a imprensa, eles reclamando.

- Poderiam pelo menos me dá o endereço do senhor Aloísio? - Perguntei pela décima vez sendo ignorada por ela, coloquei as mãos nos quadris olhando em volta, quando a ruiva veio com tudo esbarrou em mim, ombro a ombro. - Esta feliz? - Neguei lhe olhando, a bela aparência se foi, ficando um rubor vermelho nas bochechas. - Não, senhorita Swton.

Amanda me puxou pelo braço, continuei lhe olhando até que entrei na empresa. - Menina, que coragem foi aquela? Eu sabia que você é capaz de tudo por Alice, mas não para nos salvar, quanto ele te ofereceu? - Ergui as sobrancelhas lhe olhando. - Quem? Quanto o quê? - Perguntei lhe fazendo bufar. - Oras Liz, você simplesmente conseguiu interromper a transmissão do ano garota, quem foi que mandou você fazer aquilo?

Neguei de pé. - Ninguém mandou, o homem ao telefone realmente estava tendo um enfarto, eu escutei o baque do celular, quando o chamei ele... - Gargalhou a minha frente. - E você fez tudo isso devido a um desconhecido? - Assenti lhe olhando. - É uma vida, e eles só estavam focados na fofoca. - Sorriu me olhando. - Tem razão de até hoje ainda esperar pelo canalha do seu ex Lisandra, qualquer um te engana fácil.

Suspirei lhe olhando, todos voltando ao trabalho com sorrisos nos rostos. - Não que me enganem fácil, mas o Marcos apenas ficou assustado, Amanda, ele não tem ideia do quanto a nossa pequena é linda, é maravilhosa como uma fada. - Negou vindo até mim, arrumou minha blusa e saia, jogou meus cabelos para trás. - Com esse corpo, e rosto que tem, não com essa maquiagem borrada, mas até mesmo natural, você consegue um pai muito melhor para Alice, sem ser este idiota.

Fiz o sinal da cruz pedindo proteção. - Deus me livre, outro homem convivendo com a minha filha? Nunca, todos os dias ouço alguém no ônibus dizendo que algum padrasto ou tio, abusou de alguma criança. Se não for o Marcos, não será ninguém. - Sorriu ajeitando a minha blusa, no final beijou a minha testa. - Vá consertar essa maquiagem, Lisandra. - Assenti.

Segui para o toalete com a minha bolsa, limpei meu rosto tirando toda a base, disfarcei apenas as olheiras no rosto, tirei o ar pesado de maquiagem, passei batom rosa na boca, retoquei o rímel, amarrei meus cabelos num rabo de cavalo deixando apenas dois cachos soltos, um em cada lado, me olhei no espelho ajustando a roupa.

Sorri me olhando no espelho, tenho ainda um mês pela frente para conseguir uma assinatura na carteira. Isso se o senhor Tyler não me demitir pessoalmente. Voltei a recepção recebendo um elogio de Amanda, sorri fraco, me sentindo acanhada por seu legal. - Agora, sim, temos Lisandra Albuquerque Fagundes, a nossa heroína. - Dei com a mão para que não me envergonhasse mais, sentei em minha cadeira atendendo o segundo toque do telefone. - Empresa Luxos, Lisandra Albuquerque, bom dia!

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