Fernanda estava nos Estados Unidos com sua mãe, Silvia Negreiros, foi acompanhar a mesma, em uma viagem.
Que durou somente alguns dias, e elas já estavam voltando para o México.
Estavam no aeroporto, e o voo estava com 15 minutos de atrasado.
-Vou até a lanchonete, estou com fome, vou comprar um lanche, você quer? - perguntou Fernanda, para Silvia, olhando para ela enquanto levantava do banco.
-Não, obrigada. Não demore. - Silvia falou, enquanto folheava uma revista.
Assim Fernanda fez, chegando na lanchonete, uma moça a atendeu.
-Eu quero um sanduíche e um suco de morango, por favor. - Fernanda pediu, e ficou esperando no balcão.
Alguns minutos depois, um dos atendentes chegou no balcão e gritou:
-Um suco de morango e um sanduíche.
Fernanda olhou para ele, e então disse.
-Eu aqui! Eu pedi isso. - ela disse levantando a mão.
Quando estava prestes a pegar o lanche, alguém também estendeu a mão para pegar.
Ela olhou para aquele homem parado na sua frente.
Parecia que o mundo parou quando ela o viu.
Ele a olhou nos olhos, aqueles olhos, que pareciam um rio de águas cristalinas.
Os cabelos bem arrumados, as roupas elegantes, o cheiro que saía dele.
O perfume que exalava do corpo dele, fez com que as narinas dela não sentissem outro aroma a não ser aquele.
Ela olhou fixamente para ele, que sorriu, com um sorriso radiante.
-Desculpa, mas pedi primeiro, então esse é meu. - ele falou, recebendo o saquinho.
Fernanda ficou olhando para ele como uma boba.
Enquanto ele saiu caminhando, e Fernanda continuou observando ele se distanciando.
Um outro atendente chegou com um lanche no balcão e disse.
-Moça, aqui seu pedido. - Fernanda recebeu e saiu em direção ao saguão do aeroporto.
Ela olhou para a direção onde o homem foi, mas não o viu.
"Que arrogante aquele homem é, e ao mesmo tempo tão lindo." Ela pensou, mas longo afastou aqueles pensamentos, balançando a mão no ar, como se eles estivessem na sua frente.
-O que houve? - disse Silvia ao ver que Fernanda estava distraída.
-Nada! Nada, não! - ela disse dando uma mordida no sanduíche.
A voz no alto falante anunciou o voo delas, e ambas levantaram, pegaram as malas e foram para o embarque.
-Vamos filha, se apresse! - Silvia falou, olhando para Fernanda, que vinha logo atrás.
Todos entraram no avião, Fernanda e Silvia ficaram distantes uma da outra, devido um erro na de comprar as passagens.
Fernanda colocou sua bagagem no bagageiro a cima de seu assento.
E sentou-se na poltrona. Colocou o livro que estava lendo em seu colo e pegou o sanduíche para terminar de comer antes do avião decolar.
-Olá, tudo bem? - falou o homem que sentou ao seu lado, ele vestia uma camisa social branca, calça jeans e...
Ela reparou que era o mesmo homem da lanchonete, "Ah, fala sério! " Ela pensou.
-Oi, você de novo! - ela disse, com a mão na boca, porque estava comendo.
-Ah, desculpe. Eu não gosto de dividir o que é meu. - ele disse e sorriu. - E tava muito gostoso, não é? - ele observou, que ela ainda estava terminando seu lanche.
-Sim! Mas tudo bem, relaxa. Eu peguei o meu depois. - Fernanda falou e deu de ombros.
-Você está indo viajar ou está voltando de viagem? - ele perguntou enquanto se ajeitava na sua poltrona.
Ele achou aquela mulher muito linda, e algo o atraio nela.
Já que a vida permitiu que eles se vissem de novo.
Ele pensou em quebrar a tensão, que ficou entre eles desde o momento que se viram.
-Voltando, e você? - Fernanda perguntou, se arrumando no assento.
-Voltando também.- ele disse e ficou observando ela enquanto ela folheava o livro.
Já havia terminado de comer o seu lanche.
Então pensou em ler um pouco para afastar os pensamentos que incluíam aquele homem.
Ele a deixava incomodada, por está quase comendo ela com os olhos.
-Gosta de ler também? - ela perguntou, sem olhar pra ele, mas sentindo o olhar do homem nela.
Ela era uma jovem linda, de sorriso radiante.
Olhos claros, e cabelos castanhos.
Sua estatura era mediana, talvez puxou a mãe que não era muito alta.
-Não sou muito fã! - ele sorriu, quando percebeu o motivo da pergunta.
Um sentimento aflorava entre os dois, eles se encaravam como se estivessem a sós ali.
Fernanda sentiu o olhar dele nela, e aquilo mexeu com seu íntimo.
Ela era comprometida, desde criança, em um casamento arranjado por seus pais.
Ela foi criada e educada para aquilo, mas não tinha sentimentos por aquele homem.
Dali a alguns meses ela estaria casada, com um homem que fazia anos que não se viam.
-Huuuuum, legal! - ela falou ainda sem olhar para ele.
Depois de quase 4 horas de voo, o avião pousou.
-Desculpa, qual é seu nome mesmo? - perguntou o homem, demonstrando interesse nela.
Ela pensou em não dizer o seu nome, porque ele poderia conhecer o seu pai.
Mas como a viagem já havia terminado, Fernanda achou que não teria mal algum, em dizer o seu nome.
-Nanda, Nanda Navarro! Prazer! - Ela falou, se levantando do acento e pegando na mão do homem.
Fernanda revelou seu nome de forma diferente, pois imaginou que esse homem fosse conhecido de seu pai.
-Prazer! Pedro, Pedro Guimarães. Trabalho em uma fazenda do inteiro. - ele disse ao pegar na mão de Fernanda.
Ele tinha a intenção de passar o endereço, mas achou melhor não, então começou falar, e logo parou.
A aeromoça, chegou onde todos se preparavam para sair, e ajudou as pessoas a saírem do avião.
-Prazer Pedro! - eles se encaravam ali segurando as mãos.
Como se o mundo parasse outra vez, e só os dois estivessem ali.
A sensação que eles sentiam, ao toque da pele um do outro.
Causava sensações estranhas em Fernanda.
Ela nunca conheceu alguém que a atraiu tanto, na vida dela.
Se sentiu tão atraída por ele, e com o homem não foi diferente.
Ela era encantadora, e ele queria muito rever-lá outro dia, beija lá, abraça lá, sentir o toque dela.
-Até uma próxima vez! - disse o homem por fim, pegou sua mala e saiu.
Ele olhou para trás, e sorrio Fernanda ficou mais encantada ainda por ele.
Pensou em ir atrás dele, outra vez ele sumiu no meio da multidão, mas logo lembrou de sua mãe, que se aproximou dela.
-Vamos! - disse ela, conduzindo Fernanda para sair do avião.
Fernanda e Silvia saíram do aeroporto, o motorista já estava esperando as duas na saída, com o carro.
Ele colocou as malas dentro do carro, e saíram em direção à mansão dos Negreiros.
Durante o percurso, Fernanda olhava pela janela, e lembrava do homem que viu no aeroporto.
As cenas se passavam em sua mente, como em um filme.
Ele despertou o interesse da mulher, que nunca havia se relacionado com um homem.
Nem tinha conhecido alguém que o toque da pele fizesse ela sentir o que sentiu com aquele homem.
"Mas foi só um toque, só um olhar. Porque mexeu tanto comigo?" Ela si perguntou.
-Você está bem, Fernanda? - perguntou Silvia, ao notar que a filha estava distraída a olhar pela janela do carro.
-Fernanda? - Silvia chamou a filha de novo, e pegou em seu braço. - Você está bem? - perguntou quando Fernanda olhou para ela.
-Oi, sim! Estou bem! - disse ela e sorriu para sua mãe.
O celular de Silvia começou a tocar.
-Oi, meu bem. - disse ela ao atender.
-Oi querida, já chegaram? - perguntou o homem do outro lado da linha.
-Sim, estamos indo para casa. - Silvia respondeu.
Fernanda a observava enquanto falava no celular.
-Ótimo, mais tarde eu chego em casa. - disse ele e desligou.
-Era seu pai, estava preocupado! - Silvia falou enquanto guardava o celular na bolsa.
As duas chegaram na mansão, o motorista ajudou as mulheres a carregar as malas.
-Vou descansar um pouco, mais tarde eu desço. - disse Fernanda e subiu para seu quarto.
Na casa dos Gonzalez,
Guilherme chegou na casa de seus pais em um táxi.
Entrou na casa, que tinha um jardim, com uma piscina enorme.
Ele observou aquele lugar onde nasceu e viveu por alguns anos antes de ir morar fora.
Ele foi estudar na Europa muito novo, seu pais queriam que ele tivesse uma boa formação.
Ele trabalhava nos Estados Unidos ultimamente, mas teve que vir para se casar com Fernanda, filha de Bernardo Negreiros.
As duas famílias firmaram um contrato anos atrás, para que quando os dois filhos completassem a maior idade casassem.
O casamento seria dali a seis meses, a família de Fernanda já estava preparando tudo para esse acontecimento.
Guilherme caminhou em direção a casa, uma das empregadas abriu a porta para ele, ao entrar falou.
-Onde estão todos?- perguntou ele para a mulher.
-Sra Marília está no quarto, sr Cosmo está na empresa e as meninas estão na escola. - disse a empregada.
-Mãe, cheguei! - disse ele falando alto, para que sua mãe ouvisse, entregou a mala para a empregada levar.
E se sentou no sofá, ficou observando a sala.
"Quanta saudades senti desse lugar," ele pensou, olhando para os detalhes da sala, que não tinham mudado nada, desde a última vez que ele viu.
-Meu filho, você já chegou! Porque não avisou para irmos esperar por você ? - a mulher falou descendo as escadas.
Veio ao encontro do filho, deu-lhe um abraço duradouro, ela guardou aquele abraço por anos, para dá nele.
Fazia anos, que eles dois não se viam, Marília estava muito feliz em ter seu filho perto dela de novo.
-Estava com saudades, quanto tempo! - ela disse ao abraçar o filho.
-Também estava com saudades, mãe! - ele disse.
-Você antecipou seu voo? - perguntou ela, porque o voo dele estava marcado para chegar só a noite.
-Deu um problema no sistema do aeroporto, e atrasou um dos voos, então colocaram todos em um mesmo voo quando o sistema foi normalizado. - ele disse voltando ao sofá.
-Ah, que bom então, que você já chegou, estava com tanta saudade. - ela disse olhando para o filho.
-O papai vai demorar pra voltar da empresa? - ele disse, olhando a hora no relógio.
-Ele chega na hora do jantar! - ela falou, se arrumando no sofá.
-Vou banhar e descansar um pouco, mais tarde eu desço. - ele se levantou, e foi até onde sua mãe estava, deu um beijo nela, e subiu para o quarto
Ao chegar no quarto, depois de muitos anos longe daquele lugar, ele tinha lindas recordações.
Ficou perto da janela, olhando para o horizonte, quantas noites ele sonhou com o dia que votaria, e ali estava.
"Como você deve está, Fernanda, quanto tempo sem te ver," ele pensou.
Ele era ciente da sua função nesse contrato, mas no fundo não queria unir-se com Fernanda em casamento.
Eles eram amigos na infância, mas foram afastados e só tiveram contato por ligação algumas vezes.
Seu celular começou a tocar, ele foi até a cama pegou e atendeu.
-Alô! - disse ele ao atender.
-Alô, Guilherme? Aqui é o Carlos! Como foi de viagem? - disse o homem, um dos amigos que Guilherme fez na Europa.
-Carlos, meu amigo. Cheguei agora! Foi tudo bem, graças a Deus! - Guilherme falou se sentando na cama.
-Que bom, vamos manter contato. - ele complementou.
-Ta bom, vou descansar um pouco, depois nos falamos mais. - ele disse e colocou o celular em cima da cama.
Ficou olhando para o teto, lembrou de um detalhe.
Pegou o celular outra vez e ligou para alguém.
-Alô, Guilherme? Ta tudo bem? - disse o homem que atendeu.
-Oi, meu amigo. Estou bem, cheguei agora em casa, aconteceu uma coisa inusitada. - ele disse e sorriu. - Conheci uma mulher hoje, que te juro como foi amor à primeira vista.
-Você tá louco? Já está comprometido, esqueceu? - o amigo de Guilherme o lembrou.
-Não esqueci disso, claro! Mas talvez nem a veja mais. Ela era linda, um sorriso encantador. Sério cara, nunca me interessei por alguém, como me interessei por ela. Mas fiz uma coisa errada. - ele falou, lamentando.
-Você nunca se interessou por ninguém, corrigindo. - disse o homem, num tom de brincadeira. - Qual a outra loucura, que você fez?
-Disse que me chamava Pedro, eu disse que meu nome era o teu. Mas talvez, eu nem a veja mais, ela deve nem ir atrás disso, claro. Não podia arriscar em falar quem eu era, vai que ela conhece Fernanda. Ela é daqui também. Não quis arriscar.- ele disse imaginando as cenas que teve com ela.
Guilherme não sabia como Fernanda reagiria, se soubesse que ele teve interesse por outra.
Ele também não queria ser o responsável pelo fim do contrato das duas famílias, ele não arriscaria.
-Você é louco, tomara que ela não vá atrás de você, se não taria em um problema grande. - disse Pedro, amigo de Guilherme, que trabalhava como capataz, na fazenda de café dos Gonzalez.
-Não trocamos contato, também nem sei, se ela se interessou tanto assim por me. Então, é provável que ela não me encontre. Vou pra fazenda daqui uns dias, vou te ajudar com a colheita. - ele disse, sorrindo como uma criança quando faz uma travessura.
Mesmo sabendo que nunca mais viria, Nanda, sonhava em beija-la.
Fernanda estava em seu quarto, sentada perto da escrivaninha.
Os pensamentos estavam no homem, que ela conheceu mais cedo no aeroporto.
Mas nem imaginava, que sua vida estava prestes a mudar.
E que seus sentimentos eram recíprocos, e do outro lado da cidade, ele também estava sonhando com ela.
Saindo do banho o celular de Guilherme toca tirando ele do mar de pensamentos que ele estava.
- Alô! - ele fala sério - Quem é?
- Meu amigo, não lembra mais dos amigos?- responde Carlos amigo de Guilherme que ficou na Europa. - Como foi a viagem ??
-Bem, só um pouco cansado. E por aí como estão? - fala Guilherme em um tom não muito animador.
-Estamos bem, e você ainda sem poder resolver o problema do casamento?- perguntou o amigo de Guilherme e deu uma risada. - Se você não quer, me apresenta ela então kkk...
-Não é tão fácil assim meu amigo....- respondeu Guilherme dando um sorriso.
Enquanto Guilherme conversa com Carlos sua mãe bate na porta.
- Vou desligar aqui! Depois nos falamos mais. - fala Guilherme e coloca o celular em cima do criado mudo perto da cama.
Ao abrir a porta, sua mãe corri e o abraça num abraço de saudade e tristeza - Como você está mamãe?
-Bem! Ou melhor não muito bem, porque não me avisou que já tinha chegado? - diz Marília Gonzalez mãe de Guilherme.
- Não queria parar sua vida com minha chegada. - ele deu uma risada, o que deixava ele mais lindo ainda - Mãe.... E sobre esse casamento, eeeee... não tem como parar o Papai não? - ele diz e coça a cabeça.
-Guilherme o que você está pensando?? - diz a mulher de pele clara, cabelos castanhos muito bem vestida, olhando firme pro filho - Você acha que é só brincadeira? Não é não, meu filho! Você vai conhecer ela em breve, e na minha opinião a Fernanda é linda! - diz a mulher e suspira. - Vou preparar o jantar, descanse um pouco nos veremos mais tarde. - ela fala e sai, deixando Guilherme sozinho no quarto.
- Fernanda! Fernanda! Fernanda! - ele repete o nome dela três vezes pra tentar fazer tudo aquilo mais real pra ele. - Será se vou gostar de você,? Será se você é tão linda como falam? - pensa o rapaz e logo vai atrás de fotos da mesma na internet.
Mas para sua tristeza ela não era muito de tirar fotos, e seu pai deixava bem claro a todos que não publicassem nada de Fernanda.
Marília sai do quarto pra deixar seu filho descansar um pouco, mas ele está pensativo demais pra dormir. Quando ele lembra de falar com seu amigo, capataz da fazenda onde ele viverá até o dia do casamento.
- Opa, meu amigo Pedro! Ainda lembra de mim?- pergunta Guilherme num tom de brincadeira. Eles eram amigos e nunca perderam o contato, mesmo depois de Guilherme ter ido estudar fora.
- Quanto tempo Guilherme, quando você chegou? - pergunta Pedro Guimarães capataz da fazenda e amigo de Guilherme - Tá tudo bem? Você vem quando pra fazenda?
Pedro era filho de um empregado da fazenda, depois que seu pai morreu em um acidente, Cosmo deu o cargo de capataz para o rapaz para que o mesmo permanecesse ali pois ele era um bom homem.
- Bem sim, aconteceu uma coisa e preciso de sua ajuda! - fala Guilherme num tom de brincadeira - Quando chegar na fazenda te conto tudo, amanhã tô por aí !
Pedro fica pensando no que ele disse e pergunta:
-O que você aprontou? - Conhecendo bem o amigo que tem, começou a pensar que ele queria fugir do compromisso que tinha com a família Negreiro - Você não tá pensando eeeeem... Fugir, tá?
- Bem que eu queria poder fazer isso mas tenho essa obrigação a cumprir- respondeu Guilherme com o tom de tristeza - Durante o vôo pra cá aconteceu uma coisa que nunca pensei que viveria.
Descendo as escadas para jantar Guilherme encontra sua mãe, seu pai e suas duas irmãs sentados no sofá ao ver Guilherme as duas mocinhas corre ao encontro dele, as duas meninas eram gêmeas loiras, da pele branca e olhos azuis.
- Que saudade de vocês- fala Guilherme ao abraçar as meninas.
- Também sentimos muito sua falta. - falou uma das gêmeas.
Foram então para a mesa de jantar aproveitar enquanto a comida estava quente. Durante o jantar Cosmo se vira para Guilherme e diz: -Mês que vem iremos ao jantar de noivado na casa dos Negreiros lá você irá rever Fernanda.- ele fala num tom sério. - Espero que não me decepcione!
Guilherme engole em ceco mas não diz nada, só acena com a cabeça, ele já sabe á que seu pai se referia.
-Você irá para fazenda quando, irmão? - perguntar Gabriela uma das gêmeas.
-Amanhã mesmo, tenho que resolver uns problemas lá, já é quase tempo de colheita e tenho que tá lá. - respondeu e continuou comendo.
No outro dia, bem cedo Guilherme pega a estrada a caminho da cidadezinha Água Santa onde fica a fazenda de café dos Gonzalez. O lugar é enorme, fora os cafezais tem um estábulo e um floresta linda.
Fernanda acorda cedo ainda pensando no rapaz que conheceu. Passou a manhã lendo um livro no jardim, então lhe veio um pensamento e lembrou-se que Pedro havia lhe falado que trabalhava em uma fazenda de café.
Ela pegou o celular e então pesquisou por "fazendas de cafés do interior" . Mas o que encontrou foram muitos resultados e nada que se referisse ao homem. Ela então deitou-se com os olhos fechados na cadeira que estava, lembrou-se de uma amiga que tinha.
- Cacilda? - fala Fernanda ao digitar número e ligar para alguém.
- Alô, como posso ajudar? - respondeu a mulher ao atender a ligação.
- Sou eu Fernanda, ainda lembra de mim?
- Oi meu bem.- responde a mulher gentil do outro lado da ligação. - Lembro sim! Como posso ajudar você? Quer falar com seu pai?
-Não, ele não deve nem saber dessa ligação! Tá?- falou Fernanda baixinho para que ninguém ouvisse. Muitas fazendas de café trabalham com a empresa dos Negreiros. - Quero que você procure para mim no escritório alguém com o nome de Pedro Guimarães que trabalha em alguma fazenda de café do interior. - falou Fernanda. - Você poderia procurar o endereço dele?
-Ok! Um momento. Huuum, sim encontrei, mas não estarei em problema se eu te passar o endereço? Estarei?- fala a mulher do outro lado da linha um pouco assustada.
- Não se preocupe essa ligação nunca ocorreu- fala Fernanda. - Sempre fomos amigas e nunca esqueço de você! Ele é só um amigo e não tenho contato dele.
- Huuum! Tá ok... Ele mora em uma cidade chamada Água Santa, e capataz de uma das fazenda da região, vou passar o endereço. - fala a mulher e desliga o celular. Fernanda olha e chega uma mensagem com um endereço.
Ela pensa, pensa "como me comunicarei com ele"......