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Casada com um mafioso misterioso

Casada com um mafioso misterioso

Autor:: Edilaine Beckert
Gênero: Romance
Este livro é recomendado para maiores de 18 anos. Contém cenas de sexo explícito, uso de drogas, torturas e pode conter gatilhos. Maria Júlia acorda sem saber quem ela é, o que faz naquele hospital e sem entender por que sua memória desapareceu após um suposto acidente que sofreu. Um homem se apresenta como Felipe Lombardi e conta a ela a história da sua vida, na qual ela tem a impressão de que algo está faltando e segredos estão bem escondidos. Ela começa a ter sonhos e desconfianças, pois as atitudes do suposto marido são questionáveis. Aos poucos, descobre que sua vida não é realmente como parece e decide aceitar a ajuda de um desconhecido que parece ter surgido do nada, para fugir e se vingar de todos que a enganaram. Esse desconhecido misterioso está determinado a destruir Felipe Lombardi, não importa o que aconteça, pois também tem uma pontuação a acertar com ele. Junto com o desconhecido, Maria Júlia vai desvendar todos os mistérios que a cercam, incluindo o fato de estar casada com um mafioso que está longe de ser Felipe Lombardi. Uma história cheia de emoção e reviravoltas. Venha desvendar junto comigo todos os segredos que cada personagem esconde e se encantar com o romance que envolverá nossos protagonistas nessa trama louca e envolvente!

Capítulo 1 PRÓLOGO

PRÓLOGO

- O quanto me ama, Maria Júlia? - Ele a abraçava daquele jeito tão carinhoso como de costume. Colocou o cabelo dela para trás a envolvendo em seus braços de forma aconchegante, porque sempre é tão maravilhoso estar com ela.

Maria Júlia sorriu de forma tão doce que chegou a confundir o rapaz se deveria mesmo, ter feito essa pergunta novamente. Embora a sua consciência esteja o acusando por ter aceitado aquele acordo de casamento feito pelos pais do casal, mesmo a amando de toda a sua alma.

O jovem precisava saber, ele tinha necessidade de ouvir novamente que não tomou uma decisão equivocada, que o fato de ter aceitado por ambos aquele acordo, sem mesmo a sua amada saber que havia, não o faria cair num precipício quando um tempo depois, ela soubesse que já estavam casados.

- Eu te amo com toda a minha alma, meu amor! Eu não tenho olhos para mais ninguém, se eu pudesse ficaria com você para sempre aqui nessa sorveteria, parece que o tempo não passa! - ele sorriu um pouco mais aliviado, a amava demais para correr o risco de perde-la por causa de um acordo entre máfias, mas se essa era uma regra, ele precisava cumprir, e por enquanto a moça não poderia saber a respeito daquilo.

A sorveteria já estava fechando, a noite se aproximava, então o beijo também foi mais intenso. O rapaz sentia o seu corpo quente, só de saber que naquele mesmo dia havia assinado aqueles papéis, e Maria Júlia já era dele.

Apertou mais forte a sua cintura, sentiu vontade de aprofundar mais, pois o seu sangue corria agitado pelo seu corpo, já era um homem... sentia desejos pela mulher que amava, estava pronto para tê-la por inteira, e também havia chegado o momento de consumar o casamento, a jovem não sabia, mas até o seu pai já havia permitido que o jovem a levasse para a casa dele.

Mas, do nada um cliente entrou no local e se sentou numa das mesinhas ainda postas, e ele demorou para perceber, e achou estranho a forma como o homem olhava para os dois, parecia com inveja do seu relacionamento.

- Já estamos fechando, senhor! - ele falou ainda abraçado na cintura da Maria Júlia.

- Eu só vim para conhecer! - o cliente olhou no corpo de Maria Júlia de cima embaixo tempo superior ao necessário.

Quando o rapaz iria reclamar, o cliente simplesmente se levantou olhando por baixo, e se retirou os encarando.

- É melhor a gente fechar, já está tarde, né? - Maria Júlia comentou tão sorridente, que apagou a insegurança do jovem, que voltou a agarrá-la e a girou no ar, fazendo com que os seus cabelos voassem espalhados com o movimento, e eles acabaram em beijos novamente.

Maria Júlia se sentia completa quando estava com ele, parecia que a sua vida tinha sentido, era como se tivesse sido feita para estar com o namorado que ela amava.

O problema foi que o destino de ambos já estava escrito, e ela não sabia que chegaria à um ponto que ela perderia todas as suas memórias, as boas e as ruins... e ficaria difícil de decidir em quem confiar...

Capítulo 2 Quem sou eu

CAPITULO 1

Versão Maria Júlia

Faz alguns dias que ela acordou neste hospital e a sua cabeça dói a cada movimento. Se sente uma estranha, não conhece nada e nem ninguém, embora hoje descobriu que se chama Maria Júlia Lombardi.

É uma situação perturbadora, ver a sua história sendo narrada por outra pessoa que não seja você, e a impressão que ela tem é que não é ela mesma, pois não se reconhece, e nem conhece os seus próprios gostos, será uma experiência nova para ela.

- Maria Júlia, logo você receberá alta e iremos para a casa, ok? - Diz o homem sério parado na sua frente.

- Perdão, senhor? Quem é você? - Pergunta.

- Maria Júlia, sou o seu marido, acabamos de nos casar e infelizmente sofremos um acidente, você aparentemente perdeu a memória! Mas logo iremos para casa, não se preocupe! - Diz ríspido.

Ela está muito confusa, pois não conhece esse homem que diz ser seu marido, mas também, pelo que a enfermeira falou, ela nem tem família, e esse senhor é tudo o que ela possui, provavelmente ela o amava antes do acidente, mas tem a impressão de que ele seja um pouco frio, ainda não viu nenhuma demonstração de carinho e atenção da parte dele, pois ela esqueceu das coisas, mas ele não, né?

Os dias se passaram, e Maria Júlia receberia alta do hospital hoje, ainda estava se recuperando de uma lesão e a sua perna quebrada, então precisou colocar aquelas botas pretas de adaptação, para voltar corretamente no lugar, mas já estava liberada.

O seu marido, veio uma vez por dia para vê-la, mas sempre do mesmo jeito frio, nenhuma das vezes a acariciou ou beijou, nada! Apenas falava coisas da sua vida, e depois de saber como ela estava, a rodeava de seguranças e ia embora.

Ela está esperançosa que em casa as coisas melhorem, e com o tempo consiga lembrar de algumas coisas.

No caminho para casa, percebeu que é um lugar bem afastado da cidade e com nenhum movimento.

- É aqui? - Pergunta a olhar para aquela enorme mansão, que mais parecia com um presídio do que uma casa, não que fosse um lugar feio, mas era muito fechado.

- Sim, senhora! O patrão a aguarda lá dentro! - Diz o segurança que veio abrir o portão para o motorista.

- Mas como vou andar sozinha? Ainda não posso firmar o meu pé no chão? - Pergunta preocupada, apontando para o seu pé.

- Posso tentar ajudá-la, mas eu acho que teremos problemas com o patrão! - Diz receoso.

- Bom, não posso apoiar a perna no chão, então terá que me ajudar! - Diz ela sem entender, o porquê de o marido ter deixado ela a mercê de seguranças.

Ele a olha preocupado, mas vem a apoiar a andar, coisa que ela pensa que seria o certo o seu marido ter feito, mas não fez, então não acredita que ele vá reclamar...

- MAS QUE PORRA É ESSA? - Vê o Lombardi enfurecido de raiva, gritando da porta.

- Desculpe chefe, mas ela não podia apoiar a perna no chão...

- CALA A BOCA! Não autorizei filho da puta nenhum a encostar na minha mulher! Agora some da minha frente, que com você eu me acerto depois! - Ela o vê enfurecido, encarando o segurança que saiu a deixando sozinha, em pé e ela sentiu uma dor forte no tornozelo ao apoiar o pé no chão.

- Mas que sem-vergonhice foi essa? Mesmo sem memória, você insiste em me desafiar? Vou te levar para o quarto, mas não quero saber de você andando pela casa, entendeu? - Ele diz, bravo.

- Tudo bem! Me desculpe, é que ainda dói o meu pé, e eu pensei...

- Melhor não pensar mais nada, pois você pensando é um perigo! Vem? - A cortou enquanto falava e a pegou no colo. Pela primeira vez ficou tão perto dele, e foi um pouco estranho, ele tem um cheiro cítrico e ela tem a impressão que já o conhece, mas deve ser normal, provavelmente ela se lembre logo dele.

Foi colocada na cama e ficou um pouco apreensiva com o semblante de Felipe, ele estava mais sério do que ela já o havia presenciado, e a impressão que Maria Júlia tinha, era que o olhar dele queria contar algo, que ela ainda, provavelmente não sabia.

- Está tudo bem? Quer me contar um pouco sobre você? - Ela pergunta-lhe, com um certo receio, e a voz baixa.

- Não tem muito o que saber sobre mim! Sou dono de muitas empresas no ramo da informática, e já estamos juntos a quatro anos, mas nos casamos a pouco tempo! - Diz Felipe, mais devagar desta vez, e ela só analisando tudo.

Aquele quarto era estranho, um pouco escuro, e com grades nas janelas, Maria Júlia se sentiu sozinha lá quando o Felipe saiu. Então, com a perna dolorida, ela escolheu dormir, talvez assim ela descansar ia melhor.

Mas o que ela não sabia, era que ao entrar naquela casa, os pesadelos a acompanhariam quase que diariamente, e assim que os seus olhos se fecharam, o primeiro pesadelo começou:

"Ela estava em um lugar bem colorido, e com luzes lindas para todos os lados, aonde elas apagavam e acendiam sozinhas, dando uma beleza extrema no lugar.

A festa estava animada, e ela via muitas garotas bonitas andando pelo local, mas os seus rostos não pareciam felizes, parecia ter algo errado com elas.

De uma hora para outra, uma das meninas eram puxadas das vistas de Maria Júlia, por um homem ou outro, aonde a maioria deles eram mais velhos, e elas pareciam tristes em acompanhá-los, mas mesmo assim, elas iam.

Ela se aproximou de um dos quartos, e eram simples, com listras amarelas com azuis fazendo a decoração do lugar, quando sentiu a mão de um homem a puxar.

- Eu estava esperando por você! - O homem diz, mas no momento a sua vista fica confusa, e ela não consegue identificar quem seria aquele homem e porque falava isto.

- Acho que me confundiu com alguém! Eu já tenho namorado! - Ela diz para o tal homem.

- Não me confundi não! Você é minha, agora! – ela foi puxada para dentro.

Maria Júlia sentiu o seu corpo sendo puxado, e alguém a chamando pelo nome, mas estava difícil de entender.

- Maria Júlia, acorda! Maria Júlia!

Ela consegue enfim abrir os olhos e entender o que estava acontecendo, que na verdade ela estava sonhando, e aquilo tudo não tinha passado de um pesadelo.

- Porquê gritava, tanto? Eu ouvi os gritos de longe, você está bem? - Perguntou Felipe Lombardi para a mulher toda suada e apavorada em sua frente.

- Acho que foi só um pesadelo! Me desculpe se te assustei, mas já estou melhor! Você poderia pegar água para mim? - Ela pergunta para Felipe, que faz uma cara estranha, mas levantou para pegar.

Capítulo 3 Pouco carinhoso

CAPITULO 2

Maria Júlia toma a sua água e abraça o marido, que retribui de forma discreta e logo se afasta.

- Não ligue para o pesadelo, não deve ser nada demais, tente dormir novamente, e verá que terá bons sonhos! - Felipe diz para a esposa.

- Obrigada! Mas, você não vai dormir também? - Ela pergunta para Felipe.

- Eu preciso trabalhar, melhor não me esperar, pois vou chegar de madrugada, ou de manhã! Tenho uma boate no centro da cidade, e não posso faltar! - Diz ele já se afastando dela.

- Só uma pergunta... Estamos em que lugar? Ou país? - Maria Júlia pergunta confusa.

- Na Itália! Mas, eu já vou, e descanse! - Felipe fala e vai saindo, sem nem se despedir de Maria Júlia.

Ela fica lá perdida em seus pensamentos... aquele pesadelo parecia muito real e tinha a impressão de já ter vivido aquilo, mas era tudo muito estranho.

Mas, além de tudo, Maria Júlia agradecia que não tenha passado de um pesadelo, pois seria muito triste, se ela tivesse passado por aquilo.

Tocou uma campainha que tinha na beira de sua cama, e pediu ajuda a uma funcionária, para tomar um banho e vestir uma roupa limpa.

Uma mulher muito amável a ajudou e ainda trouxe comida, uma canja de galinha maravilhosa e um chá para dormir. Ela agradeceu a ajuda e se deitou novamente.

Mas, infelizmente o que Maria Júlia não sabia era que aqueles pesadelos se tornariam constantes, e logo ela precisaria tomar algumas providências.

Mais uma vez a Maria Júlia adormeceu, e como em um passe de mágica ela estava em outro lugar...

.

"Desta vez, ela estava vindo da rua, e entrando numa casinha que era bem simples, na cor marrom com detalhes brancos, algo dentro dela dizia ser sua casa, pelo menos parecia estar em paz ali, um cachorro veio contente recebê-la, e uma senhora com aparência de uns quarenta anos abriu a porta, ficando muito feliz com a sua chegada.

- Filha! Você demorou tanto, aconteceu alguma coisa? O seu pai já estava querendo ir atrás de você! - Diz a senhora de pele bronzeada, com o cabelo castanho.

- Eu não sei... eu estava...

- Mãe ela foi na sorveteira do Miguel, eu vi pela janela, por isso demorou! - Grita um rapazinho de uns doze anos.

- Para de ser fofoqueiro, Luan! Um dia você vai crescer e querer sair, e eu vou te entregar também, você vai ver! - Maria Júlia falou brava com o garoto, e o mesmo mostrou a língua para ela.

- Filha, eu sei que você está apaixonada pelo Miguel, mas ele é três anos mais velho que você e mais experiente, então fica de olho aberto com isso, tá? - Diz a mulher que Maria Júlia chama de mãe.

- E tem que cuidar nessas ruas filha, ouvi falar que o bairro está ficando perigoso! - Diz o homem baixo que a Maria Júlia chama de pai.

Eles conversaram bastante, e ela sente que mora lá, que tem uma ligação com aquela família, e fica por muito tempo alegre conversando.

Maria Júlia é desperta por Felipe que acabou de chegar, e se deita do seu lado, com a pele meio úmida de quem acabou de sair do banho.

Felipe Lombardi, já chega com as mãos no corpo dela e acariciando os seus seios. Maria Júlia levou um certo susto, pois não se lembra dessas sensações, nem de ter estado com um homem antes, então o toque dele a despertou para observar o que estava acontecendo, pois apenas se lembrou do pesadelo que teve mais cedo, então ela fechou os olhos, focando no seu marido que estava ali e achou boa a sensação de estar sendo tocada, mas ficou um pouco perdida por não saber o que fazer, então decidiu falar isso ao marido...

- Eu não sei o que fazer, não me lembro...

Ele a calou com um dedo em sua boca dizendo:

- Shiii! Eu te mostro! - começou a despir a moça e do nada aumentar a velocidade com que a tocava, e ela ficou incomodada com aquilo, e não quis que ele continuasse, deixando Felipe muito bravo.

Eles se levantaram e ele foi direto tomar banho e a deixou ali. Maria Júlia pensava que se ele sabia da sua perna, deveria ter pelo menos a ajudado a levantar, mas ele não pareceu se preocupar com isso...

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