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Casada e Inabalável: Luna Renasce

Casada e Inabalável: Luna Renasce

Autor:: Ting Er Xiao Ling
Gênero: Romance
A festa de noivado da minha melhor amiga deveria ser um dia de celebração. Mas ali estava ele, Rafael, com Sofia ao lado, exibindo o sorriso arrogante que eu conhecia tão bem. Sofia usava um anel de noivado nos dedos, o mesmo que um dia foi meu, e seu olhar de superioridade parecia feito para me menosprezar. "Coitada da Luna. Ouvi dizer que ela ficou completamente destruída depois que ele a deixou." Os sussurros maldosos da sociedade me atingiam como golpes, me chamando de ingênua órfã. Ainda no meu canto, observei os olhares de pena e escárnio misturados com a condescendência de Sofia e o desprezo de Rafael. Rafael se aproximou, me lembrando do dia em que ele me abandonou na rua, acusada de roubo por Sofia. Jogada fora, com o coração partido e sem nada, ele levou anos para me destruir. Eu sobrevivi aos piores meses da minha vida, me reinventando das cinzas para ser uma versão mais forte de mim. Enquanto ele falava, as memórias da minha caixa de música espatifada, o último presente da minha mãe, ecoavam na minha mente. Ele e Sofia sorriam, desdenhosos, falando que meu "nível" era diferente do deles, me oferecendo migalhas como uma irmã mais nova, um eco da mesma desculpa cínica que ele usou para me descartar. Mas eu não era mais a garota frágil que ele quebrou. Levantando minha mão para a luz suave do salão, permiti que o diamante deslumbrante no meu dedo brilhasse, ofuscando o anel de Sofia e congelando o sorriso presunçoso de Rafael. "A propósito, eu não estou apenas 'bem' . Eu estou casada."

Introdução

A festa de noivado da minha melhor amiga deveria ser um dia de celebração.

Mas ali estava ele, Rafael, com Sofia ao lado, exibindo o sorriso arrogante que eu conhecia tão bem.

Sofia usava um anel de noivado nos dedos, o mesmo que um dia foi meu, e seu olhar de superioridade parecia feito para me menosprezar.

"Coitada da Luna. Ouvi dizer que ela ficou completamente destruída depois que ele a deixou."

Os sussurros maldosos da sociedade me atingiam como golpes, me chamando de ingênua órfã.

Ainda no meu canto, observei os olhares de pena e escárnio misturados com a condescendência de Sofia e o desprezo de Rafael.

Rafael se aproximou, me lembrando do dia em que ele me abandonou na rua, acusada de roubo por Sofia.

Jogada fora, com o coração partido e sem nada, ele levou anos para me destruir.

Eu sobrevivi aos piores meses da minha vida, me reinventando das cinzas para ser uma versão mais forte de mim.

Enquanto ele falava, as memórias da minha caixa de música espatifada, o último presente da minha mãe, ecoavam na minha mente.

Ele e Sofia sorriam, desdenhosos, falando que meu "nível" era diferente do deles, me oferecendo migalhas como uma irmã mais nova, um eco da mesma desculpa cínica que ele usou para me descartar.

Mas eu não era mais a garota frágil que ele quebrou.

Levantando minha mão para a luz suave do salão, permiti que o diamante deslumbrante no meu dedo brilhasse, ofuscando o anel de Sofia e congelando o sorriso presunçoso de Rafael.

"A propósito, eu não estou apenas 'bem' . Eu estou casada."

Capítulo 1

A festa de noivado de uma amiga em comum era o último lugar que eu esperava encontrar Rafael.

Mas lá estava ele, parado no meio do salão luxuoso, com um copo de champanhe na mão e um sorriso arrogante no rosto.

Ao seu lado, agarrada ao seu braço, estava Sofia, a razão pela qual minha vida desmoronou há dois anos.

Ela usava um vestido branco que parecia mais um vestido de noiva, e seu olhar percorria o salão como se ela fosse a rainha do mundo.

Os cochichos começaram no momento em que eles entraram.

"Olha, é o Rafael. E aquela é a nova namorada dele, a Sofia."

"Ela é linda. Muito mais adequada para ele do que a Luna."

"Coitada da Luna. Ouvi dizer que ela ficou completamente destruída depois que ele a deixou."

"Destruída? Eu ouvi que ela enlouqueceu. Tentou de tudo para mantê-lo."

"Que vergonha. Uma órfã que ele acolheu, e ela achou que poderia realmente se casar com a família. Tão ingênua."

Cada palavra era um pequeno golpe, mas eu me mantive imóvel no meu canto, perto da varanda, observando a cena. Eu não era mais a garota frágil que eles lembravam. O tempo e a dor me forjaram em algo diferente, algo mais duro.

Rafael finalmente me viu. Seu sorriso vacilou por um segundo antes de se alargar ainda mais. Ele disse algo para Sofia e começou a caminhar na minha direção, arrastando-a com ele.

Era a hora do show.

"Luna, que surpresa te ver aqui", disse Rafael, seu tom carregado de uma falsa cordialidade que me revirou o estômago.

"Rafael." Eu disse, minha voz calma e neutra.

Seu olhar me varreu de cima a baixo, avaliando meu vestido simples, porém elegante, e meu cabelo preso em um coque arrumado. Ele esperava me encontrar em farrapos, provavelmente. A decepção em seu rosto foi sutil, mas eu a vi.

"Você parece... bem", ele concedeu, como se estivesse me fazendo um grande favor.

Sofia sorriu, um sorriso que não alcançou seus olhos.

"Luna, querida. Ficamos tão preocupados com você. Rafael me disse como foi difícil para você depois... bem, depois de tudo."

A condescendência em sua voz era palpável.

"Não precisavam se preocupar", respondi, mantendo meu olhar firme.

Rafael riu, um som oco e desagradável.

"Vamos, Luna. Não precisa fingir. Eu sei que foi um choque para você. Mas, honestamente, foi para o seu bem."

Aqui vinha a desculpa esfarrapada. Eu esperei por isso.

"Eu te deixar foi a melhor coisa que poderia ter acontecido com você", continuou ele, agora falando para a pequena plateia de curiosos que se formava ao nosso redor. "Você não estava pronta para o meu mundo. Era muita pressão. Eu te libertei para encontrar seu próprio caminho, um caminho mais... adequado ao seu nível."

A humilhação pública. O clássico movimento de Rafael. Ele sempre precisou se sentir superior, no controle, e a melhor maneira de fazer isso era diminuindo os outros.

A raiva borbulhou dentro de mim, uma onda quente e familiar. Mas eu a sufoquei. Eu não daria a ele essa satisfação.

"Seu nível?", repeti, uma sobrancelha arqueada. "Interessante."

Sofia interveio, colocando a mão no braço de Rafael, em um gesto de falsa gentileza.

"Amor, não fale assim. Luna está se esforçando. Podemos ver isso." Ela se virou para mim. "Fico feliz que você tenha conseguido um emprego e esteja se cuidando. Se precisar de alguma coisa, qualquer coisa mesmo, não hesite em me ligar. A família de Rafael sempre terá um lugar para você, como... uma irmã mais nova."

Irmã mais nova. A mesma desculpa que ele usou para me descartar, para justificar trocar uma noiva por uma amante. A ironia era tão espessa que eu quase podia tocá-la.

O círculo de espectadores parecia satisfeito com o drama. Eles balançavam a cabeça em concordância, olhando para mim com uma mistura de pena e desprezo. A órfã abandonada, sendo graciosamente oferecida migalhas pela nova rainha.

Eu respirei fundo, sentindo o ar frio da noite vindo da varanda.

Chega de teatro.

"Isso é muito gentil da sua parte, Sofia", comecei, minha voz soando clara e firme no silêncio que se instalou. "Mas eu não vou precisar."

Rafael cruzou os braços, um sorriso presunçoso no rosto. "Orgulhosa como sempre. Algumas coisas nunca mudam."

"Oh, você não faz ideia do quanto as coisas mudaram, Rafael."

Eu olhei diretamente nos olhos dele, ignorando completamente a mulher pendurada em seu braço.

"Você está certo sobre uma coisa. Me deixar foi a melhor coisa que já me aconteceu. Realmente me libertou."

Eu fiz uma pausa, deixando a tensão crescer.

"Me libertou para encontrar um homem de verdade."

O sorriso de Rafael congelou.

"Um homem que não precisa diminuir uma mulher para se sentir grande. Um homem que sabe o que é lealdade. Um homem que me ama pelo que eu sou."

Eu levantei minha mão esquerda, lentamente, deliberadamente.

Na luz suave do salão, o anel de diamante no meu dedo brilhou intensamente. Não era um anel qualquer. Era uma peça deslumbrante, muito maior e mais impressionante do que o anel de noivado que Rafael me dera anos atrás, o qual Sofia agora usava.

Um suspiro coletivo percorreu o pequeno grupo. Os olhos de Sofia se arregalaram, fixos na joia. O rosto de Rafael passou do choque para a incredulidade e, finalmente, para uma raiva sombria.

"A propósito", eu disse, com o sorriso mais doce que consegui reunir. "Eu não estou apenas 'bem'. Eu estou casada."

Capítulo 2

O silêncio que se seguiu à minha declaração foi pesado e absoluto. Todos os olhares estavam fixos em mim, no meu anel, e de volta no rosto furioso de Rafael.

Sofia foi a primeira a se recuperar, forçando uma risada estridente.

"Casada? Luna, querida, que brincadeira engraçada. Você sempre teve um bom senso de humor."

Ela olhou para Rafael, buscando apoio, mas ele continuava em silêncio, seus punhos cerrados ao lado do corpo. Ele sabia que eu não estava brincando. Eu nunca brincava sobre coisas assim.

"Não é uma brincadeira", eu disse, minha voz ainda calma.

Alguém na multidão murmurou: "Casada? Com quem? Ninguém soube de nada."

Era a pergunta que pairava no ar. A órfã abandonada, que supostamente estava na sarjeta, de repente aparece casada e usando um diamante que valia mais do que o carro de Rafael. A história não batia.

Rafael finalmente encontrou sua voz, e ela estava pingando veneno.

"Quem é ele?", ele rosnou, dando um passo à frente, seu espaço pessoal invadindo o meu. "Que velho rico e desesperado você enganou para te dar um anel?"

A acusação foi baixa e cruel, exatamente como eu esperava dele.

Antes que eu pudesse responder, uma risada clara e alta ecoou do outro lado do salão.

Não era minha risada.

Era uma risada divertida, cheia de zombaria.

Todos se viraram na direção do som. A multidão se abriu, e eu vi a minha amiga, Clara, a noiva da festa, parada com um sorriso malicioso no rosto.

"Enganou?", disse Clara, caminhando em nossa direção. "Rafael, você realmente não conhece a Luna, não é? Ela não precisa enganar ninguém. Especialmente não o marido dela."

Clara parou ao meu lado, me dando um abraço rápido e um olhar que dizia "eu cuido disso".

"Todo mundo!", ela chamou, sua voz projetada para alcançar cada canto do salão. "Eu tenho um segundo anúncio esta noite! Não só estou noiva do homem dos meus sonhos, mas minha melhor amiga, Luna, também encontrou sua felicidade!"

Ela pegou minha mão e a levantou para que todos vissem o anel.

"Sim, é verdade! Ela se casou!"

Uma onda de murmúrios e aplausos educados se espalhou pelo salão. As pessoas que antes me olhavam com pena, agora me olhavam com curiosidade e um novo tipo de respeito.

Eu olhei para Rafael. Sua máscara de arrogância havia rachado, revelando uma confusão feia por baixo. Ele não conseguia processar. No mundo dele, eu deveria estar de luto por ele, não celebrando um novo amor.

"Isso é impossível", ele sibilou, baixo o suficiente para que apenas eu e Clara pudéssemos ouvir. "Você não é nada sem mim. Quem se casaria com você?"

A dor daquelas palavras teria me destruído há dois anos. Agora, elas soavam apenas patéticas.

"Aparentemente, alguém com muito bom gosto", respondi com um encolher de ombros.

Eu me virei para sair, mas ele agarrou meu braço. Seu aperto era forte, possessivo.

"Você ainda é minha responsabilidade", ele disse, seus olhos escuros faiscando. "Eu te criei. Você me deve uma explicação."

"Sua responsabilidade?", eu ri, um som genuíno desta vez. "Sua responsabilidade terminou no dia em que você me jogou para fora de casa no meio da noite com nada além da roupa do corpo. Você não me deve nada, e eu certamente não te devo nada."

Eu puxei meu braço de seu aperto com uma força que o surpreendeu.

"Fique longe de mim, Rafael."

Eu me virei, e desta vez ele não me seguiu. Eu podia sentir seus olhos queimando nas minhas costas, cheios de uma raiva impotente.

Sofia correu para o seu lado, tentando acalmá-lo, sua expressão uma mistura de preocupação e ciúme. O anel em seu dedo, que antes parecia tão grandioso, agora parecia pequeno e insignificante em comparação com o meu.

Enquanto eu caminhava para longe daquele pequeno drama, senti um alívio imenso. A primeira batalha estava vencida. Eu apareci, quebrei as expectativas deles e saí por cima.

Mas eu sabia que estava longe de acabar. Rafael não era do tipo que aceitava a derrota facilmente. Ele iria cavar, investigar, tentar encontrar uma maneira de me machucar, de provar que minha nova felicidade era uma farsa.

Mal sabia ele que minha felicidade era a coisa mais real da minha vida. E o homem que me deu este anel era mais poderoso do que Rafael jamais poderia sonhar em ser.

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