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Casamento Cancelado: Amor Real

Casamento Cancelado: Amor Real

Autor:: Jennifer
Gênero: Romance
A música na igreja parou de repente, e o silêncio que se seguiu era um velho conhecido. Pela décima primeira vez, Sofia não apareceu no altar. Lá estava eu, Ricardo, suando frio sob os olhares de pena, a humilhação amarga na boca. Meus pais, no primeiro banco, misturavam preocupação e raiva. Nenhuma mensagem dela, nenhuma ligação. Só o silêncio que gritava o nome de Gabriel. Saí da igreja, ignorando a todos, correndo para o carro, com as mãos brancas no volante. A dor e a raiva explodiram quando a encontrei em casa, ainda de noiva, com o rosto manchado de lágrimas, o celular na mão. "O que aconteceu?", perguntei, mesmo sabendo a resposta. Ela levantou a cabeça, os olhos me fuzilando. "O que aconteceu? O Gabriel passou mal, Ricardo! Ele teve uma crise, ele precisava de mim!" A voz dela era alta, cheia de acusação, como se a culpa fosse minha. "De novo, Sofia? No dia do nosso casamento? Na hora do nosso casamento?" "Você não entende! Ele não tem ninguém! A doença dele é crônica, ele podia ter morrido! Você só pensa em você, no seu maldito casamento!" Cada palavra dela era um soco no estômago. Sete anos, onze tentativas de casamento. Eu sempre a coloquei em primeiro lugar, recusei propostas de trabalho incríveis, aguentava a presença constante de Gabriel. Mas, de repente, o anjo se transformou em demônio. A dor era física, uma pontada aguda no peito que me deixou sem ar. Dirigi até o bar mais próximo, um lugar escuro e sujo que combinava com o meu estado de espírito. Pedi um uísque, depois outro, e mais outro. Tirei uma foto do meu copo, com a aliança que nunca usaria ao lado, e postei nos stories: a imagem crua da minha derrota. O celular vibrou: era uma mensagem de Sofia. "Você pode apagar isso, por favor? As pessoas estão me ligando, perguntando o que aconteceu. Você está tentando me humilhar? " A mensagem dela não tinha um pingo de preocupação comigo. "Não." E foi ali, no fundo daquele copo de uísque, que percebi que Sofia não me amava, e talvez nunca tivesse amado. Eu era apenas uma conveniência, um porto seguro. Mas o feitiço estava quebrado. Desta vez, algo fundamental havia mudado.

Introdução

A música na igreja parou de repente, e o silêncio que se seguiu era um velho conhecido.

Pela décima primeira vez, Sofia não apareceu no altar.

Lá estava eu, Ricardo, suando frio sob os olhares de pena, a humilhação amarga na boca. Meus pais, no primeiro banco, misturavam preocupação e raiva.

Nenhuma mensagem dela, nenhuma ligação. Só o silêncio que gritava o nome de Gabriel.

Saí da igreja, ignorando a todos, correndo para o carro, com as mãos brancas no volante.

A dor e a raiva explodiram quando a encontrei em casa, ainda de noiva, com o rosto manchado de lágrimas, o celular na mão.

"O que aconteceu?", perguntei, mesmo sabendo a resposta.

Ela levantou a cabeça, os olhos me fuzilando.

"O que aconteceu? O Gabriel passou mal, Ricardo! Ele teve uma crise, ele precisava de mim!"

A voz dela era alta, cheia de acusação, como se a culpa fosse minha.

"De novo, Sofia? No dia do nosso casamento? Na hora do nosso casamento?"

"Você não entende! Ele não tem ninguém! A doença dele é crônica, ele podia ter morrido! Você só pensa em você, no seu maldito casamento!"

Cada palavra dela era um soco no estômago. Sete anos, onze tentativas de casamento. Eu sempre a coloquei em primeiro lugar, recusei propostas de trabalho incríveis, aguentava a presença constante de Gabriel.

Mas, de repente, o anjo se transformou em demônio.

A dor era física, uma pontada aguda no peito que me deixou sem ar. Dirigi até o bar mais próximo, um lugar escuro e sujo que combinava com o meu estado de espírito.

Pedi um uísque, depois outro, e mais outro.

Tirei uma foto do meu copo, com a aliança que nunca usaria ao lado, e postei nos stories: a imagem crua da minha derrota.

O celular vibrou: era uma mensagem de Sofia.

"Você pode apagar isso, por favor? As pessoas estão me ligando, perguntando o que aconteceu. Você está tentando me humilhar? "

A mensagem dela não tinha um pingo de preocupação comigo.

"Não."

E foi ali, no fundo daquele copo de uísque, que percebi que Sofia não me amava, e talvez nunca tivesse amado.

Eu era apenas uma conveniência, um porto seguro.

Mas o feitiço estava quebrado.

Desta vez, algo fundamental havia mudado.

Capítulo 1

A música na igreja parou de repente, e um silêncio pesado tomou conta do lugar, era um silêncio que eu já conhecia muito bem.

Pela décima primeira vez, Sofia me deixou esperando no altar.

Os convidados começaram a cochichar, seus olhares cheios de pena se fixavam em mim, e cada olhar parecia um peso extra sobre meus ombros.

Eu senti o suor frio escorrendo pela minha testa, o nó na garganta apertando cada vez mais, a humilhação era um gosto amargo na minha boca.

Meus pais me olhavam do primeiro banco, a preocupação e a raiva misturadas em seus rostos.

Eu respirei fundo, tentando manter a calma, mas era impossível, o meu corpo todo tremia.

Peguei o celular do bolso da calça.

Nenhuma mensagem dela.

Nenhuma ligação.

Apenas o silêncio.

Eu sabia o motivo, não precisava de confirmação, o motivo era sempre o mesmo, sempre Gabriel.

Saí da igreja sem dizer uma palavra, ignorando os chamados dos meus pais, eu só queria fugir daquele lugar, fugir dos olhares de pena.

Entrei no meu carro e dirigi sem rumo, minhas mãos apertando o volante com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos.

Finalmente, parei em frente à casa dela, a mesma casa onde eu a deixei algumas horas atrás, ela estava linda no vestido de noiva.

A porta estava destrancada, como sempre.

Entrei e a encontrei na sala, ainda vestida de noiva, mas o vestido agora estava amassado, e ela segurava o celular com força, o rosto manchado de lágrimas.

"Sofia, o que aconteceu?" perguntei, mesmo já sabendo a resposta.

Ela levantou a cabeça, e seus olhos me fuzilaram.

"O que aconteceu? O Gabriel passou mal, Ricardo! Ele teve uma crise, ele precisava de mim!"

A voz dela era alta, cheia de acusação, como se a culpa fosse minha.

"De novo, Sofia? No dia do nosso casamento? Na hora do nosso casamento?"

"Você não entende! Ele não tem ninguém! A doença dele é crônica, ele podia ter morrido! Você só pensa em você, no seu maldito casamento!"

Cada palavra dela era um soco no meu estômago.

Eu me sentia um idiota, um completo idiota por ter acreditado que desta vez seria diferente.

"E nós? E o nosso compromisso? Sete anos, Sofia! Onze tentativas de casamento! Você acha isso normal?"

"Você está sendo egoísta! Comparando uma festa com a vida de uma pessoa?" ela gritou, jogando o celular no sofá.

Eu não consegui mais segurar, a raiva e a dor explodiram.

"Egoísta? Eu sou o egoísta? Eu que te esperei no altar onze vezes? Eu que sempre te coloquei em primeiro lugar, que recusei propostas de trabalho incríveis pra ficar perto de você, pra te apoiar?"

Saí da casa dela batendo a porta, o som ecoando na rua silenciosa.

Voltei para o carro e desabei, as lágrimas que eu segurei na igreja agora corriam livremente pelo meu rosto, eu soquei o volante, uma, duas, três vezes, até minha mão doer.

Lembrei do dia em que a conheci.

Eu tinha sofrido um acidente de carro, nada grave, mas machuquei a perna e precisei de fisioterapia, eu estava me sentindo vulnerável, sozinho.

Sofia era a recepcionista da clínica.

Ela sorriu para mim, um sorriso que iluminou meu dia cinzento, ela me trouxe um copo de água, conversou comigo, me fez sentir menos invisível.

Naquele momento, ela se tornou meu refúgio, a minha luz no fim do túnel.

Agora, essa mesma luz me cegava com a dor da traição.

Peguei meu celular, minhas mãos ainda tremendo, e abri o Instagram.

O primeiro post no meu feed era uma foto, uma foto que Gabriel tinha acabado de postar.

Ele estava no hospital, deitado na cama, com um sorriso fraco no rosto.

Sofia estava ao lado dele, segurando sua mão, a cabeça dela descansava no ombro dele e o vestido de noiva ainda estava em seu corpo, um contraste bizarro e doloroso.

A legenda dizia: "Obrigado por estar sempre aqui por mim, minha anja. @SofiaAlves".

Meu mundo desabou de vez.

A dor era física, uma pontada aguda no peito que me deixou sem ar.

Dirigi até o bar mais próximo, um lugar escuro e sujo que combinava com o meu estado de espírito.

Pedi uma dose de uísque, depois outra, e mais outra.

Eu bebi para esquecer, para anestesiar a dor, para silenciar as vozes na minha cabeça.

Tirei uma foto do meu copo, a aliança de casamento que eu nunca usaria ao lado dele, e postei nos meus stories.

Sem legenda.

Apenas a imagem crua da minha derrota.

Meu celular vibrou quase que instantaneamente.

Era uma mensagem de Sofia.

"Você pode apagar isso, por favor? As pessoas estão me ligando, perguntando o que aconteceu. Você está tentando me humilhar?"

A mensagem dela não tinha um pingo de preocupação comigo.

Apenas raiva, acusação.

Como se eu fosse o vilão da história.

Respondi com uma única palavra.

"Não."

E desliguei o celular, pedindo mais uma rodada para o barman.

Aquela noite, eu decidi que seria a última.

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Capítulo 2

No dia seguinte, a ressaca era a menor das minhas dores.

Minha cabeça latejava, mas meu coração estava em pedaços, eu me arrastei para fora da cama e me olhei no espelho.

O homem que me encarava de volta era um estranho, com olhos vermelhos e uma expressão vazia.

Foi então que a ficha caiu, com uma clareza brutal.

Sofia não me amava, talvez nunca tenha amado, eu era apenas uma conveniência, um porto seguro para onde ela voltava quando o mar com Gabriel ficava agitado.

Lembrei de todas as vezes que ela brigava com a família ou tinha um problema no trabalho, ela sempre me procurava, chorava no meu ombro, me usava como seu saco de pancadas emocional.

E eu, como um tolo, sempre a acolhia.

Uma memória específica veio à minha mente, de uns dois anos atrás.

Eu estava cansado da situação, da presença constante de Gabriel em nossas vidas.

Eu a chamei para conversar, com o coração na mão.

"Sofia," eu disse, com a voz falhando, "eu vejo o quanto você se importa com o Gabriel, e eu vejo como ele precisa de você."

Ela me olhou, desconfiada.

"Se você o ama, se você acha que o seu lugar é ao lado dele, eu vou entender, eu só quero que você seja feliz, mesmo que não seja comigo."

Eu estava oferecendo a ela uma saída, uma chance de ser honesta comigo e com ela mesma.

A reação dela não foi de alívio ou gratidão.

Foi de fúria.

"Como você ousa dizer uma coisa dessas? Você está me acusando de te trair? Você está insultando a nossa amizade, a minha dedicação a um amigo doente! Você é tão pequeno, Ricardo, tão inseguro!"

Ela virou o jogo contra mim, me fez sentir culpado por ter sequer sugerido aquilo, me fez sentir um monstro ciumento e possessivo.

E eu acreditei.

Pedi desculpas, implorei pelo perdão dela, prometi nunca mais tocar no assunto.

Agora, olhando para trás, eu via a manipulação clara em suas palavras.

A raiva borbulhou dentro de mim, uma raiva que eu nunca tinha sentido antes.

Fui para a cozinha e peguei uma garrafa de cerveja na geladeira, eram nove da manhã de uma segunda-feira.

Eu nunca bebia de manhã, nunca faltava ao trabalho.

Mas naquele dia, as regras não importavam mais.

Liguei para o meu chefe e inventei uma desculpa qualquer, disse que estava doente.

Passei o dia inteiro no sofá, bebendo e assistindo a filmes ruins, o celular desligado.

Perto das seis da tarde, a campainha tocou insistentemente.

Eu ignorei.

Então, meu interfone começou a tocar sem parar.

Era Sofia.

"Ricardo, abre a porta! Eu sei que você está aí! Onde você se meteu o dia todo? Fiquei preocupada!"

A voz dela soava irritada, não preocupada.

Eu continuei em silêncio.

"Ricardo, por favor! Vamos conversar! Eu fiz uma besteira, eu sei! Me desculpa! Eu prometo que vou te compensar!"

A mesma ladainha de sempre, primeiro a raiva, depois o pedido de desculpas, seguido da promessa de uma "recompensa".

Ela sabia exatamente como me manipular.

Mas algo dentro de mim havia mudado.

O feitiço estava quebrado.

"Eu te compro aquele console de videogame que você queria! A gente pode passar o fim de semana inteiro jogando, o que você acha?"

A voz dela agora era melosa, sedutora.

Eu senti nojo.

Nojo dela, nojo de mim por ter caído naquilo por tanto tempo.

Não respondi.

Eventualmente, ela desistiu e foi embora.

Eu sabia que no dia seguinte, eu teria que levantar, me vestir e ir trabalhar.

Teria que colocar uma máscara e fingir que tudo estava bem, porque as contas não param de chegar e a vida adulta não permite longos períodos de luto.

Mas eu também sabia que algo fundamental havia se quebrado entre nós.

E não havia console de videogame no mundo que pudesse consertar.

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