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Casamento Farsa, Coração Partido

Casamento Farsa, Coração Partido

Autor:: Nancy
Gênero: Moderno
Casei-me com Hugo há sete anos, amando-o profundamente, apenas para descobrir que meu casamento era uma farsa elaborada para proteger sua amante, Caroline. Ele não apenas teve um filho com ela, mas também sabotou minha carreira, entregando a ela a música que compus para ele e o violino que lhe dei de presente. Na festa de comemoração dela, Caroline tocou minha música, no meu violino, e depois me acusou falsamente de empurrá-la. Hugo, sem hesitar, correu para o lado dela, o amor em seus olhos era inegável. Naquele momento, meu coração se partiu. A aliança de casamento dele tinha o nome "Caroline" gravado por dentro. Sete anos de mentiras. Eu forjei minha própria morte para escapar, deixando para trás um vídeo que expôs o plágio de Caroline e arruinou sua vida. Enquanto o mundo lamentava minha morte e Hugo vivia em um inferno de arrependimento, eu renasci das cinzas, pronta para reivindicar a vida que me foi roubada.

Capítulo 1

Casei-me com Hugo há sete anos, amando-o profundamente, apenas para descobrir que meu casamento era uma farsa elaborada para proteger sua amante, Caroline.

Ele não apenas teve um filho com ela, mas também sabotou minha carreira, entregando a ela a música que compus para ele e o violino que lhe dei de presente.

Na festa de comemoração dela, Caroline tocou minha música, no meu violino, e depois me acusou falsamente de empurrá-la. Hugo, sem hesitar, correu para o lado dela, o amor em seus olhos era inegável.

Naquele momento, meu coração se partiu. A aliança de casamento dele tinha o nome "Caroline" gravado por dentro. Sete anos de mentiras.

Eu forjei minha própria morte para escapar, deixando para trás um vídeo que expôs o plágio de Caroline e arruinou sua vida.

Enquanto o mundo lamentava minha morte e Hugo vivia em um inferno de arrependimento, eu renasci das cinzas, pronta para reivindicar a vida que me foi roubada.

Capítulo 1

O bilhete de avião no meu bolso era a minha promessa de liberdade, um segredo que Hugo nunca deveria descobrir. Em apenas três dias, estaria em um lugar onde o ar não teria o cheiro da mentira que sufocou meus últimos anos. Minha mala, escondida no fundo do closet, já continha o que restava da minha alma. Eu tinha planejado cada detalhe, cada despedida silenciosa, cada adeus que nunca seria dito abertamente.

Olhei para a janela, o sol da manhã pintando o horizonte de laranja e rosa, como uma pintura que Hugo talvez tivesse desprezado por não ser "autêntica". Eu costumava amar essas manhãs. Costumava ver nelas um novo começo, uma nova chance para nós. Agora, eram apenas o prelúdio para o meu próprio recomeço, um começo sem ele.

Eu mal podia esperar para que tudo ficasse para trás. As memórias, as promessas quebradas, o riso forçado. Tudo.

Meu telefone vibrou na minha mão, o nome de Kauã aparecendo na tela. Meu fiel assistente, meu único confidente. Ele era o único a par do meu plano.

"Está tudo pronto, Amanda," a voz dele sussurrou do outro lado, mas parecia gritar na quietude da casa. "Os documentos, o dinheiro, a rota de fuga. Você só precisa ir."

Senti um nó na garganta. Era real. Era iminente.

"Obrigada, Kauã," eu disse, a voz embargada, mal reconhecendo o som dela. "Você tem sido um anjo."

Uma sombra se projetou na porta. Meu coração deu um salto.

Hugo.

Meu corpo congelou. Meu sangue gelou nas veias. Eu estava tão absorta na minha despedida secreta que não o ouvi chegar.

Ele estava ali, na moldura da porta do nosso quarto, bonito como sempre, com aquele sorriso fácil que uma vez me fez sentir a mulher mais sortuda do mundo. O mesmo sorriso que agora me parecia uma máscara, um disfarce para a traição e a manipulação.

Ele me olhou, os olhos escuros percorrendo meu rosto, depois desceram para o telefone na minha mão. Um segundo. Dois segundos. Um milhão de pensamentos correndo pela minha mente.

Eu rapidamente apertei o botão para encerrar a chamada, jogando o telefone sem cerimônia sob o travesseiro, como uma criança pega em flagrante. Meu coração batia tão forte que podia sentir o som nos ouvidos. O som ensurdecedor da minha própria culpa.

"Com quem estava falando, meu amor?" a voz dele era suave, carregada daquela familiar ternura que ele usava tão bem. O veneno embrulhado em seda.

Eu engoli em seco. Minha mente correu para encontrar uma desculpa, uma mentira que soaria convincente. Eu me tornei uma mestra nisso nos últimos tempos.

"Ah, era a minha mãe," menti, forçando um sorriso que mal alcançou meus olhos. "Ela estava ligada no noticiário da manhã e queria saber se eu tinha visto a previsão do tempo para a nossa viagem de aniversário."

Ele assentiu lentamente, o sorriso nunca vacilando. Não havia uma ruga de suspeita em seu rosto, nem um brilho de desconfiança em seus olhos. É claro que não. Ele nunca suspeitaria. Ele acreditava que eu era sua, sua propriedade, sua ferramenta.

"Sua mãe é uma doçura," ele murmurou, aproximando-se da cama. Seus olhos ainda tinham aquele brilho. O brilho que eu costumava confundir com amor. "E sobre a viagem... o que você prefere para o jantar hoje? Algo leve, talvez? Você parece um pouco pálida ultimamente."

A preocupação em sua voz era tão convincente que, por um microsegundo, meu coração apertou. Ele era tão bom em atuar. Tão perfeito em fingir.

"Sim, algo leve seria bom," eu disse, a voz soando mais estável do que eu esperava. Minhas mãos, porém, tremiam levemente sob o lençol.

Ele se sentou na beirada da cama, sua mão automaticamente alcançando a minha, os dedos longos e quentes entrelaçando-se nos meus. Era um gesto tão natural, tão habituado. Quantas vezes eu havia sentido essa mão, essa maciez, essa promessa de proteção?

Ele acariciou o dorso da minha mão com o polegar. "Você tem trabalhado demais, Amanda. Precisa se cuidar. Precisa descansar."

Sua voz era um bálsamo, a preocupação em seus olhos tão genuína que qualquer estranho teria acreditado. A sociedade o via assim, o marido dedicado, o arquiteto talentoso que havia conquistado o coração da empresária mais bem-sucedida da cidade. Todos elogiavam a nossa história, a nossa "química", a forma como ele me tratava.

Eu costumava acreditar nisso também. Costumava me sentir tão grata, tão abençoada. Ele era a personificação do meu sonho, o homem que me fez sentir segura, amada, completa. Eu o amava com uma intensidade que chegava a doer, e pensava que ele me amava da mesma forma.

Mas a verdade, cruel e implacável, havia se revelado em camadas, como uma cebola podre. Uma camada de mentira de cada vez, até que não restasse nada além de um vazio fétido. O homem que eu amava era uma fachada, um ator. Sua ternura, seus cuidados, seu olhar de devoção – tudo era um roteiro.

Seu coração pertencia a outra. Sempre pertenceu.

Ele não estava me usando para ascender socialmente, como eu havia pensado inicialmente. Ele estava me usando para proteger ela. Para construir o império dela. Para pavimentar o caminho dela para o sucesso.

"Você não diz nada, meu amor?" ele perguntou, sua voz me puxando de volta da minha espiral de memórias dolorosas.

Eu apenas o encarei, incapaz de formular uma palavra. As palavras se recusavam a sair. Minha garganta estava fechada, meu peito apertado. Uma parte de mim queria gritar, queria rasgar essa máscara de perfeição que ele usava.

Ele se inclinou, me abraçando com um carinho que me fez querer vomitar. Seus braços apertaram minha cintura, seu queixo apoiado na minha cabeça. O cheiro dele, que um dia foi meu refúgio, agora era o cheiro da traição.

"Tenho uma notícia incrível," ele sussurrou em meu ouvido, a voz vibrando de entusiasmo. "Caroline... ela está grávida!"

O mundo parou. Meu sangue gelou. Caroline. Grávida.

A garganta que já estava fechada agora se tornou um deserto. Minha mente, que já estava em caos, agora se transformou em um turbilhão de areia.

"E não é só isso!" ele continuou, alheio ao meu silêncio, à minha imobilidade. "Ela ganhou o prêmio, Amanda! O prêmio de arquitetura internacional! O mesmo para o qual você também se inscreveu!"

Ele se afastou um pouco para me olhar, os olhos brilhando de orgulho, de alegria. Orgulho e alegria por ela.

"Vamos comemorar hoje à noite! Ela está organizando uma festa enorme e nos convidou pessoalmente! Seremos os convidados de honra!"

Ele me abraçou de novo, apertado, e no fundo da minha mente, eu ouvi um estalo. O som de algo se quebrando irremediavelmente dentro de mim.

"Eu sei que você não gosta muito dela," ele disse, sua voz um pouco mais suave agora, com um toque de falsa compreensão. "Então, se quiser, pode ficar em casa. Eu te espero."

Mas eu não o esperaria. Nunca mais.

Capítulo 2

A notícia sobre o prêmio da Caroline ressoava na minha cabeça, um eco estrondoso na quietude do meu choque. O prêmio. Aquele em que eu tinha investido meses de trabalho árduo, noites sem dormir. Estava tão certa da minha vitória.

"Mas... como?" minha voz saiu rouca, quase inaudível. "Eu não recebi nenhuma notificação oficial sobre o resultado."

Hugo sorriu, um sorriso tranquilizador demais, e se inclinou para me beijar a testa. O beijo parecia gelo queimando minha pele.

"Ah, sobre isso," ele começou, a voz casual, como se estivesse falando do tempo. "Eu retirei sua inscrição. Não se preocupe com isso agora."

Meu corpo ficou tenso. Retirei. Minha inscrição. Sem meu consentimento.

"Retirou?" minha voz era um sussurro perigoso.

Ele me abraçou de novo, seus braços me apertando contra ele. Sentia o calor do seu corpo, mas o meu estava gélido.

"Sim, meu amor. Eu sei que você queria muito esse prêmio, mas... nós conversamos sobre ter um bebê, não conversamos?" ele perguntou, a voz cheia de uma falsa doçura. "E a pressão da competição, as viagens, tudo isso não seria bom para você, para nós, se estivéssemos tentando engravidar. Eu estava apenas te protegendo."

Ele se afastou um pouco, os olhos fixos nos meus, procurando por alguma aprovação, alguma validação. Eu apenas o encarei, o rosto rígido.

"Não seria bom para nós, com um bebê a caminho, se você estivesse estressada com prazos e projetos. É claro que você se dedicaria ao máximo, você é assim. Mas, e a nossa família?"

Eu soltei uma risada amarga, baixa, quase um gemido. Baixei a cabeça, incapaz de sustentar seu olhar. Meus olhos ardiam. Fechei-os com força, tentando conter as lágrimas que ameaçavam transbordar.

Lembrei-me dos anos de tentativas frustradas, das inúmeras consultas médicas, da minha esperança diluída a cada mês que passava. Lembrei-me das vezes em que ele se esquivava do assunto, dizendo que "ainda não era a hora", que "gostava da nossa vida a dois", que "éramos jovens e tínhamos todo o tempo do mundo".

Agora, a desculpa era um bebê. Um bebê que ele nunca quis ter comigo. Um bebê que ele estava tendo com ela.

A verdade me atingiu com a força de um raio. Ele não se preocupava em me proteger para ter um bebê. Ele se preocupava em me tirar da jogada, em garantir que eu não competisse com Caroline. Ele não queria que eu brilhasse, não queria que eu tomasse o lugar de sua Caroline. Ele estava disposto a sacrificar tudo – minha carreira, meus sonhos, minha dignidade – para garantir o sucesso dela.

Abri os olhos. Observei seu rosto, a leve tensão em seus lábios enquanto esperava minha reação. Ele estava com medo. Não de me machucar, mas de como eu reagiria ao seu controle.

"Me desculpe por não ter conversado com você antes," ele disse, a voz num tom mais baixo, quase um pedido de desculpas. "Mas, estava apenas pensando no nosso futuro, no nosso aniversário de casamento que está chegando... Queria que fosse perfeito, e você estaria tão ocupada com o prêmio."

Ele pegou minha mão novamente, beijando-a. "Eu vou te compensar. Farei qualquer coisa para te ver feliz, meu amor. Qualquer coisa."

Minha mente estava gritando, mas minha boca permaneceu selada. "Qualquer coisa para te ver feliz." As palavras ecoaram, ocas e vazias. Eu sabia para quem essas palavras eram realmente destinadas. Não para mim, a esposa, mas para a amante, a mãe do seu filho.

Ele faria qualquer coisa para garantir a felicidade dela. E eu era apenas um obstáculo, uma peça descartável no seu jogo de xadrez do destino.

Engoli o choro, a dor aguda rasgando meu peito. Forcei um sorriso, um sorriso tão falso que doía.

"Não se preocupe, Hugo," eu disse, minha voz surpreendentemente calma. "Vamos celebrar nosso aniversário como nunca antes. Tenho uma surpresa para você. Uma grande surpresa. E você precisa estar lá. Por favor."

Um brilho de satisfação passou pelos seus olhos. Ele adorava quando eu era "compreensiva". Adorava quando eu me dobrava à sua vontade.

Ele me beijou a testa novamente, um beijo rápido e superficial. "Mal posso esperar, meu amor. Você é a melhor esposa do mundo."

As palavras eram uma tortura. A pior parte é que ele realmente acreditava nisso.

Ele se levantou e foi para a cozinha, cantarolando uma melodia. Na mesa de cabeceira, o anel de casamento dele estava lá. Ele o tirava para dormir.

Meus olhos se encheram de lágrimas silenciosas. Peguei o anel na mão, a frieza do metal contrastando com o fogo que queimava dentro de mim. Era pesado. Como o fardo do nosso casamento.

Em um impulso, virei o anel. E ali, na parte interna, gravado em letras delicadas, vi um nome: "Caroline".

Não era meu nome. Nunca foi meu nome.

O ar sumiu dos meus pulmões. O nó na garganta se transformou em um grito mudo. Sete anos de casamento. Sete anos de mentiras. Sete anos de uma farsa construída sobre a minha cegueira e a minha devoção.

Ele havia me enganado desde o início. Desde sempre. E eu, a empresária brilhante e bem-sucedida, fui a tola que se entregou de corpo e alma a um fantasma. Um fantasma que me roubou tudo.

Capítulo 3

A festa de Caroline estava marcada para o dia seguinte. Para mim, era o palco da minha rendição final.

Naquela manhã, enquanto Hugo se arrumava, eu o ajudei a escolher a gravata, meus dedos roçando a gola de sua camisa. A cena era tão doméstica, tão normal. A esposa ajudando o marido. Mas eu me sentia como uma atriz em uma peça que já havia perdido o sentido.

"Eu vou com você," eu disse, minha voz suave, sem emoção.

Ele parou, a gravata em suas mãos, e me olhou. Havia uma pontada de surpresa em seus olhos, e talvez, apenas talvez, um vislumbre de apreensão.

"Sério? Eu pensei que você... Não queria ir. E entendo perfeitamente, meu amor. Não precisa se forçar."

Eu sorri, um sorriso frio e sem vida. "Não, eu quero ir. É uma ocasião especial, e ela é... a mãe do seu filho. Não guardo rancor, Hugo. De verdade."

Uma sombra passou por seu rosto. Eu sabia por que. A última vez que eu e Caroline estivemos no mesmo ambiente em um evento público, os sussurros eram inevitáveis. As pessoas diziam que Caroline havia "roubado" meu noivo. Agora, eu era a esposa traída, a tola. Minha presença apenas alimentaria a fofoca.

Ele hesitou, desconfortável. Mas como ele poderia recusar? Eu estava sendo "compreensiva", "a esposa perfeita". A esposa que ele manipulou por anos.

"Bem," ele disse, finalmente, com um suspiro que parecia forçado. "Se você insiste. Mas não acho que será muito divertida. Podemos sair mais cedo, ir para um lugar mais reservado, só nós dois."

Ele estava preocupado com a felicidade dela. Com o que a minha presença, mesmo que "compreensiva", poderia causar a ela. Ele me casou para proteger ela, para dar a ela um lar, um futuro, uma família. Eu era o escudo, a fachada, a ponte.

Minha vontade de lutar havia morrido. Não havia mais nada para defender. Eu estava indo para a festa não para brigar ou confrontar, mas para dizer adeus. Para me despedir das ilusões, dos sonhos que um dia foram meus.

Eu queria abraçar meus pais, meus amigos, meu irmão, antes de desaparecer. Mas sabia que não podia. Não até que tudo estivesse terminado. Não até que as últimas amarras fossem cortadas.

A festa de Caroline era um espetáculo de opulência. O salão estava repleto de rostos conhecidos, luminárias de cristal cintilando acima de nossas cabeças. Risos e brindes ecoavam pelo ambiente. Caroline, radiante em um vestido de seda que realçava sua barriga discretamente arredondada, era o centro das atenções.

As pessoas a parabenizavam, elogiavam sua "jovem e promissora carreira", sua "família perfeita", seu "marido atencioso". Era a história que Hugo havia construído para ela, com o meu dinheiro, com a minha vida.

Meus pais estavam lá, é claro. Meus pais, que sempre a trataram como a filha que eles nunca tiveram. Eles a abraçaram, os olhos brilhando de orgulho.

"Minha querida Caroline! Parabéns pela sua entrada no concurso! Já era hora de você mostrar seu talento ao mundo!" minha mãe exclamou, a voz alta e efusiva.

"E o presente do seu admirador secreto para o bebê é lindo! Um violino Stradivarius! Que generosidade!" uma convidada comentou, seus olhos brilhando de admiração. "Você deveria tocar para nós, Caroline!"

Um murmurinho de aprovação percorreu a multidão. Caroline sorriu, uma modéstia calculada em seu rosto, e abriu a caixa de veludo vermelho que continha o violino.

Enquanto ela pegava o instrumento delicadamente, seus olhos varreram a multidão e encontraram os meus. Por um instante, o sorriso dela vacilou. Um brilho de triunfo e desprezo passou por seus olhos, antes de ela forçar um sorriso ainda mais largo.

"Amanda! Que surpresa agradável! Não esperava te ver aqui," ela disse, a voz cheia de um falso espavor. "Pensei que você... bem, que você não gostasse muito dessas coisas."

Ela olhou para Hugo, um olhar rápido e significativo. Hugo, que estava ao meu lado, tenso.

Eu não respondi. Apenas a encarei, minha expressão impassível. Meus olhos se fixaram no violino em suas mãos. Um violino Stradivarius. Tão raro, tão valioso. Aquele som...

De repente, uma memória. Um leilão de arte há alguns anos. Um violino Stradivarius. Eu o havia comprado. Para Hugo. Ele havia expressado um desejo de aprender a tocar. Eu pensei que seria um investimento, um presente para o nosso futuro, para a nossa família. Um sonho que eu queria compartilhar com ele.

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