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Casamento de Aparências, Amor Real?

Casamento de Aparências, Amor Real?

Autor:: Hu Min Xue
Gênero: Bilionários
A notícia do acidente de carro de Pedro explodiu como uma bomba, bem no auge dos preparativos para a semana de moda. Meu ateliê, normalmente um santuário de criatividade, mergulhou no caos, e eu, Maria Clara, a rainha inabalável, me vi gerenciando não só uma crise de imagem, mas também um casamento que para o público era perfeito, mas para mim, um mero contrato. O problema maior chegou não na ambulância, mas num carro de luxo discreto: Pedro, mancando um pouco, e ao lado dele, uma garota. Jovem, bonita de um jeito comum, vestindo um uniforme de fisioterapeuta barato e com um olhar... um olhar que não era de funcionária, mas de alguém que se sentia em casa. Ela me olhou com uma mistura de pena e desafio, como se eu fosse um obstáculo. "Clara, esta é a Sofia. Ela me salvou", Pedro disse, um pouco sem graça. Mas Sofia o interrompeu, sua voz doce, mas com audácia impressionante: "Foi o destino, não foi, Pedro? Eu senti que precisava estar lá." Naquele momento, eu soube. Aquela garota ingênua, que agia como se a casa fosse dela e tentava se meter nos meus negócios, declarou guerra. Mas ela não sabia que eu não reajo, eu planejo. E eu, a fundadora de um império, a mulher que ditava tendências, estava prestes a mostrar a ela que não havia menor chance de vencer essa guerra. Você acha que sabe o que é poder e estratégia?

Introdução

A notícia do acidente de carro de Pedro explodiu como uma bomba, bem no auge dos preparativos para a semana de moda.

Meu ateliê, normalmente um santuário de criatividade, mergulhou no caos, e eu, Maria Clara, a rainha inabalável, me vi gerenciando não só uma crise de imagem, mas também um casamento que para o público era perfeito, mas para mim, um mero contrato.

O problema maior chegou não na ambulância, mas num carro de luxo discreto: Pedro, mancando um pouco, e ao lado dele, uma garota.

Jovem, bonita de um jeito comum, vestindo um uniforme de fisioterapeuta barato e com um olhar... um olhar que não era de funcionária, mas de alguém que se sentia em casa.

Ela me olhou com uma mistura de pena e desafio, como se eu fosse um obstáculo.

"Clara, esta é a Sofia. Ela me salvou", Pedro disse, um pouco sem graça.

Mas Sofia o interrompeu, sua voz doce, mas com audácia impressionante: "Foi o destino, não foi, Pedro? Eu senti que precisava estar lá."

Naquele momento, eu soube.

Aquela garota ingênua, que agia como se a casa fosse dela e tentava se meter nos meus negócios, declarou guerra.

Mas ela não sabia que eu não reajo, eu planejo.

E eu, a fundadora de um império, a mulher que ditava tendências, estava prestes a mostrar a ela que não havia menor chance de vencer essa guerra.

Você acha que sabe o que é poder e estratégia?

Capítulo 1

A notícia da batida de carro de Pedro explodiu como uma bomba no meio da tarde, bem no auge dos preparativos para a semana de moda. O ateliê, normalmente um santuário de criatividade e calma, mergulhou no caos. Telefones não paravam de tocar, jornalistas se acotovelavam na porta, e a equipe andava de um lado para o outro, com os olhos cheios de pânico e incerteza. O ar ficou pesado, e a pressão era quase palpável, como se o império que eu construí pudesse desmoronar a qualquer momento.

Eles olhavam para mim, esperando uma reação, uma ordem, qualquer sinal de que a rainha ainda estava no trono.

Eu estava no meio de uma prova de vestido com uma cliente importante. Respirei fundo, ignorei o zumbido crescente de ansiedade ao meu redor e me concentrei no tecido em minhas mãos.

"Ana" , chamei minha assistente, minha voz saindo firme, sem um pingo de hesitação.

"Maria Clara, a imprensa está louca! O que a gente faz? O Pedro... ele..." Ana estava pálida, com o celular tremendo na mão.

Eu a encarei, um olhar que ela conhecia bem, o mesmo que usava para acalmar investidores nervosos ou demitir um funcionário incompetente. Coloquei a mão em seu ombro.

"Cancele minhas próximas duas horas. Divulgue uma nota oficial: 'Pedro está estável e recebendo os melhores cuidados. Agradecemos a preocupação e pedimos privacidade' . Apenas isso. Nenhuma entrevista, nenhuma especulação. Controle a narrativa, Ana. É isso que fazemos."

Minha calma pareceu se espalhar pela sala. Os murmúrios diminuíram. Os ombros tensos relaxaram um pouco. Eles se lembraram de quem estava no comando. Eu não era apenas a esposa de um jogador de futebol famoso, eu era Maria Clara, a fundadora de uma marca que valia milhões, a mulher que ditava tendências e movia o mercado de luxo no Brasil.

Sozinha no meu escritório, finalmente permiti que a máscara caísse. Sentei-me na minha cadeira de couro italiano e olhei para o horizonte de São Paulo pela janela panorâmica. Casamento. Amor. Para o público, Pedro e eu éramos o casal perfeito, a união de poder, beleza e sucesso. Mas a realidade era um contrato, uma aliança estratégica. Eu oferecia a ele a sofisticação e a imagem de estabilidade que sua carreira precisava, e ele me dava acesso a um mundo de publicidade e glamour que impulsionava minha marca. Amor romântico nunca fez parte do acordo.

Essa era a lição mais importante que aprendi, não nos livros de negócios, mas no colo da minha mãe. Ela, uma galerista de arte influente, casada com meu pai, um político poderoso, sempre me ensinou que o poder e a independência eram os únicos ativos que uma mulher realmente possuía. Emoções eram fraquezas, distrações perigosas no caminho para o topo.

Lembro-me de ter doze anos, chorando por causa de algum garoto da escola que não me deu atenção. Minha mãe me encontrou no meu quarto, secou minhas lágrimas e me levou para sua galeria. Ela apontou para um quadro imponente, uma pintura abstrata cheia de força e cores ousadas.

"Querida" , ela disse, sua voz suave, mas firme. "Homens vêm e vão. Paixões desaparecem como a chuva de verão. Mas isso" , ela gesticulou para a galeria inteira, "seu talento, sua inteligência, seu nome... isso é para sempre. Construa seu próprio castelo, Maria Clara, para que você nunca precise ser a princesa desamparada de ninguém."

Eu nunca mais chorei por um homem. Eu construí meu castelo, tijolo por tijolo, com ambição e estratégia. Meu casamento com Pedro era apenas mais uma torre de defesa, uma fachada bem construída para proteger o que realmente importava: meu império.

Horas depois, Pedro chegou em casa. Não veio de ambulância, mas num carro de luxo discreto, com um batalhão de seguranças abrindo caminho. Ele mancava um pouco, o braço numa tipóia, mas o sorriso charmoso ainda estava lá. E ao lado dele, ajudando-o a andar, estava uma garota. Jovem, bonita de um jeito comum, vestindo um uniforme de fisioterapeuta que parecia barato e deslocado na entrada suntuosa da nossa mansão.

Ela olhou para mim, que esperava na porta com uma expressão neutra, e seu olhar não era de uma funcionária, mas de alguém que se sentia em casa. Pior, ela olhou para mim com um misto de pena e desafio, como se eu fosse um obstáculo a ser removido.

Pedro sorriu, um pouco sem graça. "Clara, esta é a Sofia. Ela me salvou. Estava lá na hora do acidente, me tirou do carro..."

Sofia interrompeu, sua voz doce, mas com uma audácia impressionante. "Foi o destino, não foi, Pedro? Eu senti que precisava estar lá."

Ela ignorou completamente minha presença, o olhar fixo no meu marido, a mão ainda em seu braço, um toque possessivo e familiar. Naquele momento, eu soube. Isso não era um simples resgate. Era o começo de uma guerra. E era uma guerra que aquela garotinha ingênua não tinha a menor chance de vencer.

Capítulo 2

Sofia agia como se a casa fosse dela. No primeiro dia, ela dispensou a governanta, dizendo com a maior naturalidade que ela mesma prepararia um "chá especial" para Pedro. A governanta, que trabalha para minha família há vinte anos e me viu crescer, me olhou chocada, esperando uma ordem. Eu apenas sorri.

"Deixe-a, Lúcia. Nossa convidada está cheia de boas intenções."

Enquanto Sofia se atrapalhava na cozinha, claramente sem saber onde ficava o açúcar, eu senti uma dor de cabeça começar. Era a audácia dela, a completa falta de noção. Ela não via as paredes invisíveis de poder e hierarquia que governavam aquele lugar. Para ela, tudo se resumia a sentimentos, a um suposto "amor verdadeiro" que lhe dava o direito de invadir meu espaço.

Eu a observei por um momento da porta da cozinha. Ela usava uma das camisetas de Pedro, que ficava como um vestido nela, e cantarolava uma música pop irritante. Ela não era uma ameaça, era uma piada. Mas uma piada que poderia se tornar um problema público se não fosse contida.

Decidi que a melhor estratégia, por enquanto, era dar-lhe corda para se enforcar. Deixei que ela cuidasse de Pedro, que trocasse suas bandagens, que lesse para ele. Pedro, entediado e adorando a atenção, aceitava tudo com um sorriso. Ele era como uma criança grande, facilmente seduzido por qualquer demonstração de afeto que não exigisse nada em troca. Eu sabia que a novidade passaria, mas precisava acelerar o processo. Respirei fundo. Eu tinha um império para gerir, e essa distração não era bem-vinda.

O ponto de virada aconteceu três dias depois. Eu estava no escritório de casa, numa videoconferência com investidores de Tóquio, finalizando um acordo milionário. A porta se abriu de supetão, sem bater. Sofia entrou, com o rosto vermelho de raiva.

"Maria Clara, precisamos conversar!"

Meus sócios japoneses na tela do computador me olharam, surpresos. Ana, que estava ao meu lado, levantou-se para interceptá-la.

"Sofia, a Maria Clara está numa reunião importante."

"Isso é mais importante!" , ela insistiu, ignorando Ana e marchando até minha mesa. "O Ricardo ligou para o Pedro. Aquele rival dele. Ele está espalhando para todo mundo que o Pedro está acabado, que o acidente foi o fim da carreira dele. Você precisa fazer alguma coisa!"

Eu olhei para ela, depois para a tela. Fiz um gesto de desculpas para os investidores e desliguei a chamada. O silêncio no escritório era pesado.

"Sofia" , comecei, a voz baixa e perigosamente calma. "Primeiro: você nunca mais entra no meu escritório sem ser anunciada. Segundo: os negócios do meu marido são da minha conta, não da sua. E terceiro: você acha que eu já não sabia sobre o Ricardo?"

Ela me olhou, confusa. "Então por que não fez nada?"

"Porque eu não reajo, eu planejo. E meus planos não incluem uma fisioterapeuta impulsiva me dizendo o que fazer."

Deixei-a parada ali, processando o insulto. Eu não me importava. Ela precisava entender os limites. Ignorei-a completamente, como se ela fosse um móvel barulhento, e voltei minha atenção para Ana.

"Ana, ligue para a editora da 'Fama & Fortuna' . Diga que tenho uma exclusiva para ela. Uma sessão de fotos aqui em casa. Pedro, em recuperação, forte e otimista. E eu, a esposa dedicada, ao seu lado. Vamos transformar essa crise em marketing."

Sofia assistia a tudo, boquiaberta. A cabeça dela, que só pensava em amor e ciúmes, não conseguia processar a frieza da minha estratégia. Ela achava que estava numa novela romântica, mas tinha entrado por engano numa sala de reuniões de uma grande corporação.

Naquela noite, enquanto instruía Ana sobre os mínimos detalhes da sessão de fotos – a roupa que Pedro usaria para esconder a tipóia, a iluminação que me favoreceria, as perguntas que a jornalista poderia ou não fazer –, vi Sofia no jardim, falando ao celular. Ela parecia agitada. Minha intuição me disse que ela estava conversando com um jornalista. Provavelmente algum paparazzi de quinta categoria, prometendo a ela uma "reportagem exclusiva sobre o verdadeiro amor de Pedro" .

Eu sorri comigo mesma. Ela estava fazendo exatamente o que eu esperava. Estava se expondo, mostrando sua ingenuidade e sua ambição barata para o mundo. Contratei um detetive particular no dia seguinte. Pedi a ele que descobrisse tudo sobre Sofia: seu passado, suas dívidas, suas ambições. E, o mais importante, que a seguisse. Cada passo, cada ligação. Eu precisava de munição.

A gota d' água foi quando ela tentou se meter nos meus negócios. Ela apareceu no meu ateliê, usando um dos meus vestidos de amostra, sem permissão. Tentou dar "sugestões" para a minha equipe de design sobre a nova coleção. A paciência da minha equipe, já no limite, acabou. Ana a expulsou educadamente, mas com firmeza.

Quando Ana me contou, eu soube que o tempo de observar tinha acabado. Sofia não era apenas ingênua, era perigosamente burra. Ela estava manchando não só a imagem de Pedro, mas a minha. E isso eu não podia permitir. Ela havia tocado naquilo que era mais sagrado para mim: a minha marca. A guerra havia sido declarada oficialmente.

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