Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Romance > Cativeiro do Sheik
Cativeiro do Sheik

Cativeiro do Sheik

Autor:: Maah M. R.
Gênero: Romance
Atenção! Este livro é recomendado para maiores de 18 anos. Contém gatilhos sensíveis, como: violência, sexo explícito, homicídio e linguagem imprópria. Nota: Esta é uma obra fictícia! Em meio ao deserto escaldante, onde poder e riqueza andam de mãos dadas, reina Rashid Al-Hassan, um temido sheik árabe e chefe de uma poderosa organização mafiosa. Alto, forte, com cabelos castanho-escuros e uma beleza marcante, Rashid é conhecido por sua frieza, arrogância e crueldade implacável. Lorena, uma jovem americana de pele clara, olhos verdes e cabelos castanho-escuros, vê sua vida virar de cabeça para baixo quando seu tio a vende para Rashid como pagamento de uma dívida de jogo. Delicada e bela, com curvas perfeitas, ela é jogada no mundo sombrio e perigoso do sheik, onde é tratada como uma mera submissa. Para Rashid, Lorena é impura por sua origem ocidental e cultura diferente. Ele a humilha e a submete a crueldades, buscando quebrar seu espírito. Mas, enquanto Lorena luta para manter sua dignidade e força interior, as barreiras entre ódio e atração começam a se desfazer. Em um cenário de intrigas e poder, Lorena terá que encontrar uma maneira de sobreviver e, talvez, descobrir que o coração do temível sheik pode não ser tão impenetrável quanto parece.

Capítulo 1 O Preço do Jogo

Lorena apertou os dedos contra o tecido do vestido enquanto o avião pousava.

O coração batia rápido demais.

Desde que o tio aparecera desesperado em seu pequeno apartamento nos Estados Unidos, dizendo que precisava da ajuda dela para resolver "um problema", tudo parecia estranho. Confuso.

E agora ali estava ela.

Em outro país.

No meio do deserto.

Sem entender por que o tio parecia tão nervoso desde que desembarcaram.

Assim que saíram do aeroporto, homens vestidos de preto os aguardavam do lado de fora. Nenhum deles sorriu. Nenhum falou mais do que o necessário.

Lorena sentiu o desconforto crescer dentro do peito ao entrar no carro escuro ao lado do tio.

- Tio... o que está acontecendo? - perguntou baixo.

Ele demorou a responder.

- Só faz o que mandarem, Lorena.

Ela franziu o cenho imediatamente.

- O quê?

Mas ele desviou o olhar para a janela.

E aquilo fez o estômago dela gelar.

O restante do trajeto aconteceu em silêncio.

Do lado de fora, o deserto parecia infinito. Quente. Vazio. A paisagem dourada contrastava violentamente com o nó de ansiedade crescendo dentro dela.

Então o carro desacelerou.

Lorena ergueu os olhos.

E prendeu a respiração.

A mansão diante deles era gigantesca.

Luxuosa.

Imponente.

Parecia pertencer a outro mundo.

Homens armados permaneciam espalhados pela entrada, atentos a cada movimento.

O carro parou completamente.

Antes que Lorena pudesse perguntar qualquer coisa, a porta foi aberta por um dos homens.

- Desça.

A voz firme fez seu coração acelerar.

Ela saiu devagar, sentindo o calor sufocante atingir seu corpo imediatamente.

Então viu ele.

Parado no alto da escadaria da mansão.

Rashid Al-Hassan.

Mesmo distante, sua presença parecia esmagar tudo ao redor. Alto. Imóvel. Dominante.

Os olhos castanho-escuros estavam fixos nela desde o instante em que saiu do carro.

Lorena sentiu um arrepio percorrer sua espinha.

Instinto.

Perigo.

O tio desceu logo em seguida, limpando discretamente o suor da testa antes de forçar um sorriso nervoso.

- Sheik Rashid... como prometido.

Prometido?

Lorena virou-se rapidamente para ele.

- Tio...?

Mas ele não conseguiu encará-la.

E naquele instante, o medo começou a crescer de verdade.

- Sua dívida... - Lorena murmurou devagar, sentindo o coração acelerar ainda mais. - O que você fez?

O homem respirou fundo.

- Eu não tive escolha.

Ela deu um passo para trás.

- Não...

- Ela pagará o que devo - ele disse rapidamente, quase atropelando as próprias palavras.

Lorena ficou imóvel.

O som do vento pareceu desaparecer.

- O quê...?

A garganta queimou.

- Você... está me vendendo?

A pergunta saiu fraca. Quebrada.

O tio fechou os olhos por um instante.

Covarde.

- É a única maneira.

Lorena sentiu os olhos arderem imediatamente.

- Não... por favor...

Rashid começou a descer os degraus lentamente.

Sem pressa.

Sem demonstrar emoção alguma.

Cada passo fazia o desespero dela aumentar.

Quando ele finalmente parou diante dela, Lorena percebeu o quanto sua presença era intimidadora de perto.

Ele era lindo.

Mas havia algo assustadoramente frio em seu olhar.

Algo que fazia seu corpo inteiro querer recuar.

Os olhos dele deslizaram lentamente sobre seu rosto.

Depois pelo corpo.

Observando.

Analisando.

Como se ela já fosse dele.

Lorena abaixou o olhar imediatamente, incapaz de sustentar aquele contato por muito tempo.

- Você entende o acordo feito pelo seu tio? - Rashid perguntou.

A voz baixa e controlada causou mais medo do que um grito causaria.

Lorena apertou as mãos trêmulas.

- Eu... eu não fiz nada...

Ela odiou a fragilidade na própria voz.

Rashid inclinou levemente a cabeça.

Então ergueu a mão.

Lorena congelou.

Os dedos dele tocaram seu queixo com firmeza, fazendo-a levantar o rosto novamente.

O toque não era agressivo.

Mas possessivo.

Dominador.

Como se ele já tivesse decidido exatamente o que ela seria dali em diante.

- A dívida será paga - Rashid disse calmamente.

As lágrimas encheram os olhos de Lorena.

- Por favor... eu posso trabalhar... posso fazer qualquer coisa...

Dois guardas seguraram seus braços antes que ela pudesse continuar.

O pânico finalmente a atingiu por completo.

- Não! - ela tentou se soltar, a respiração falhando. - Me solta, por favor!

Rashid apenas a observava.

Frio.

Impassível.

Aquilo a aterrorizava mais do que gritos ou ameaças.

- Levem-na para dentro.

Lorena virou-se desesperadamente para o tio.

Esperando qualquer coisa.

Um arrependimento.

Um pedido de desculpas.

Mas ele já estava entrando novamente no carro.

Indo embora.

Deixando-a ali.

Sozinha.

As lágrimas escorreram pelo rosto de Lorena enquanto era conduzida até a entrada da mansão.

Tudo parecia distante.

Irreal.

As enormes portas se abriram lentamente diante dela.

Como se aquele lugar já a estivesse esperando.

Lorena respirou fundo, tentando conter o choro.

Mas, no fundo, uma verdade cruel começava a se formar dentro dela.

Sua vida nunca mais seria a mesma.

Capítulo 2 Entre os Muros do Palácio

Lorena despertou assustada com o som metálico da porta sendo destrancada.

Por alguns segundos, permaneceu imóvel na enorme cama, tentando entender onde estava. O teto alto adornado por detalhes dourados, as cortinas pesadas de seda e o silêncio sufocante do quarto logo trouxeram a lembrança de volta.

O palácio.

O deserto.

Rashid Al-Hassan.

Seu estômago se revirou.

A porta se abriu lentamente, revelando uma mulher vestida com tecidos claros e véus delicados sobre os cabelos escuros.

- O sheik ordenou que se preparasse - disse ela, sem emoção.

Lorena apertou os dedos contra o lençol.

Ainda parecia um pesadelo.

Desde que chegara àquele lugar, ninguém explicava nada. Apenas davam ordens. Olhares frios a acompanhavam pelos corredores luxuosos do palácio, como se ela fosse algum tipo de intrusa indesejada.

E talvez fosse mesmo.

Quando saiu do quarto algum tempo depois, acompanhada pela mulher silenciosa, Lorena sentiu o desconforto crescer dentro do peito.

Os corredores eram enormes, revestidos de mármore claro e lustres dourados. Tudo ali transbordava riqueza. Poder.

Mas por trás da beleza existia algo sufocante.

Os olhares.

Os sussurros.

As mulheres que trabalhavam no palácio observavam Lorena discretamente enquanto ela passava. Algumas demonstravam curiosidade. Outras, desprezo.

Ela podia ouvir parte dos murmúrios em árabe, mesmo sem entender o idioma.

A estrangeira.

A americana.

A impura.

Lorena baixou os olhos, abraçando os próprios braços.

Nunca se sentira tão deslocada na vida.

Enquanto isso, do outro lado do palácio, Rashid observava a paisagem desértica através das enormes janelas de seu escritório.

Zara permanecia próxima a ele, silenciosa como sempre.

Diferente de Lorena, Zara compreendia perfeitamente aquele mundo. Sabia como agradá-lo. Como obedecer. Como permanecer em silêncio quando necessário.

Ainda assim...

Os pensamentos de Rashid insistiam em voltar para a americana.

Aquilo o irritava.

Lorena era apenas uma dívida paga. Nada além disso.

Mas os olhos assustados dela continuavam surgindo em sua mente.

Rashid fechou a mandíbula com força.

- Ela já acordou? - perguntou friamente.

Zara percebeu imediatamente sobre quem ele falava.

- Sim, meu sheik.

Rashid permaneceu em silêncio por alguns segundos antes de se virar.

- Tragam-na até mim.

Lorena sentiu o coração acelerar quando as enormes portas douradas se abriram diante dela.

O escritório de Rashid parecia ainda mais intimidador do que o restante do palácio. Escuro. Luxuoso. Dominador.

E ele estava ali.

Sentado como um rei em seu trono.

Os olhos castanho-escuros percorreram Lorena lentamente, fazendo-a se sentir pequena sob aquele olhar intenso.

Ela odiou a maneira como seu corpo reagiu ao nervosismo.

- Aproxime-se - ordenou ele.

Lorena hesitou por um instante antes de obedecer.

Rashid observou as roupas que ela usava com evidente desaprovação. A saia simples deixava parte de suas pernas expostas quando ela se movia.

Aquilo o incomodou mais do que deveria.

- Você continua se vestindo como uma ocidental vulgar.

Lorena ergueu os olhos imediatamente, ferida pela humilhação.

- Eu não sou vulgar...

A voz saiu baixa. Frágil.

Rashid levantou-se devagar.

Sua presença pareceu consumir o ambiente inteiro enquanto ele caminhava até ela.

- Aqui, você seguirá minhas regras - declarou friamente. - Aprenderá a agir, falar e se vestir da maneira correta.

Lorena tentou controlar as lágrimas queimando em seus olhos.

- Por favor... - sussurrou. - Me deixe voltar para casa.

Por um breve instante, algo vacilou dentro de Rashid ao vê-la daquele jeito.

Assustada.

Perdida.

Pequena demais para aquele mundo.

Mas ele sufocou qualquer traço de compaixão.

- Você pertence a mim agora.

As palavras atingiram Lorena como um golpe.

Ela sentiu o peito apertar enquanto as lágrimas finalmente escapavam.

Rashid aproximou-se ainda mais.

Perto daquela distância, Lorena percebeu o quanto ele era intimidador. Alto. Forte. Dominador.

Perigoso.

Os dedos dele seguraram delicadamente seu queixo, obrigando-a a encará-lo.

- Pare de chorar - murmurou em tom frio. - Suas lágrimas não mudarão nada.

Lorena tentou recuar, mas a mão firme continuou segurando seu rosto.

O toque deveria assustá-la.

E assustava.

Mas, de maneira confusa, também fazia algo estremecer dentro dela.

Rashid soltou seu rosto devagar.

- Amanhã receberá roupas adequadas. E começará a aprender como as mulheres deste palácio devem se comportar.

Lorena respirou fundo, tentando conter o desespero.

- Eu não pertenço a este lugar...

Rashid sustentou seu olhar por longos segundos.

- Talvez não - respondeu friamente. - Mas continuará aqui mesmo assim.

O silêncio que veio depois pareceu sufocar o ambiente inteiro.

Lorena abaixou os olhos, sentindo as pernas tremerem.

Então se virou rapidamente e deixou o escritório antes que ele percebesse o quanto estava prestes a desabar.

Rashid observou a porta se fechar lentamente.

E, pela primeira vez em muito tempo, sentiu algo perigosamente próximo da inquietação.

Porque Lorena era diferente.

E diferenças tinham o poder de destruir até os homens mais controlados.

Capítulo 3 Confronto com a primeira concubina

Lorena despertou com o som suave de alguém entrando em seus aposentos.

Por um instante, pensou estar em casa novamente. Nos Estados Unidos. Longe daquele deserto sufocante.

Mas bastou abrir os olhos para a realidade voltar.

As paredes luxuosas.

As cortinas douradas.

O silêncio pesado daquele lugar.

Ela respirou fundo, tentando afastar o aperto no peito.

Uma serva aproximou-se carregando um vestido cuidadosamente dobrado nos braços.

- O sheik ordenou que use isto hoje.

Lorena observou o tecido azul-escuro adornado por bordados dourados. Era lindo. Rico. Sofisticado.

E ainda assim parecia uma corrente invisível.

Porque aquelas roupas não eram um presente.

Eram uma forma de lembrá-la de que agora pertencia àquele lugar.

---

Algum tempo depois, Lorena caminhava pelos corredores do palácio tentando ignorar os olhares sobre si.

O vestido marcava delicadamente sua cintura enquanto o tecido leve deslizava por suas pernas a cada passo. Seus cabelos castanhos estavam soltos sobre os ombros, ainda levemente úmidos do banho.

Ela se sentia deslocada.

Como uma peça errada dentro de um mundo ao qual jamais deveria pertencer.

Quando entrou no enorme salão principal, seus olhos encontraram Rashid imediatamente.

Ele estava sentado próximo às grandes janelas abertas para o deserto, vestindo roupas tradicionais negras que apenas reforçavam sua presença dominante.

Mas não estava sozinho.

Ao lado dele havia uma mulher de postura impecável e olhar afiado.

Linda.

Intimidadora.

Perigosa.

Os olhos escuros da mulher deslizaram lentamente por Lorena, avaliando cada detalhe seu com evidente desprezo.

- Esta é Zara - disse Rashid friamente. - Minha primeira concubina.

O estômago de Lorena se contraiu.

Zara deu um passo à frente.

- Então você é a americana - murmurou ela. - Esperava alguém... menos frágil.

Lorena sentiu o rosto aquecer de vergonha, mas tentou sustentar o olhar da mulher.

- Eu não queria estar aqui.

Zara soltou uma risada baixa.

- Nenhuma de nós quis no começo.

Ela aproximou-se devagar, circulando Lorena como se estivesse analisando uma ameaça.

- Mas algumas aprendem rapidamente qual é o próprio lugar.

Lorena permaneceu imóvel.

Podia sentir Rashid observando tudo em silêncio.

- Você realmente acha que será diferente de nós? - continuou Zara. - Que ele terá piedade de você por ser estrangeira?

O silêncio de Lorena pareceu irritá-la ainda mais.

Então Zara estalou os dedos para uma das servas.

A mulher aproximou-se carregando um pequeno balde de água.

Lorena franziu a testa, confusa.

Até que Zara falou:

- Mostre a ela como as coisas funcionam aqui.

A serva hesitou imediatamente.

Seu olhar foi até Rashid.

Mas o sheik permaneceu em silêncio.

Frio.

Imóvel.

E isso foi resposta suficiente.

Antes que Lorena pudesse reagir, a água gelada foi lançada sobre ela.

O choque arrancou um arquejo de seus lábios.

O vestido azul colou imediatamente em sua pele, revelando o contorno delicado de seu corpo enquanto gotas escorriam lentamente por seus cabelos e braços.

O salão inteiro permaneceu em silêncio.

Lorena sentiu o rosto queimar.

Humilhação.

Vergonha.

Raiva.

Zara sorriu, satisfeita.

- Bem-vinda ao deserto.

Lorena apertou os dedos contra o tecido molhado do vestido, lutando contra as lágrimas.

Mas se recusava a chorar diante deles.

Mesmo tremendo.

Mesmo destruída por dentro.

Rashid observava tudo em absoluto silêncio.

Os olhos castanho-escuros fixos nela de maneira intensa demais.

Havia algo perigosamente contraditório naquela cena.

Ela parecia pequena.

Vulnerável.

E ainda assim...

Continuava sustentando o orgulho que qualquer outra mulher naquele lugar já teria perdido.

Aquilo o irritava.

E atraía.

- Já chega, Zara - disse ele por fim.

A concubina ergueu uma sobrancelha, surpresa pelo tom dele, mas apenas recuou.

Lorena desviou os olhos rapidamente, incapaz de suportar mais daquela humilhação.

---

Mais tarde, Lorena foi obrigada a servir o almoço no salão das concubinas.

Suas mãos ainda tremiam discretamente enquanto segurava a bandeja de chá.

Além de Zara, outras duas mulheres estavam presentes.

Laila parecia mais jovem, mas seu olhar sério demonstrava que já aprendera demais sobre aquele lugar.

Amina, por outro lado, observava tudo em silêncio, quase como se sentisse pena dela.

Mas Zara...

Zara parecia apenas esperar um erro.

E ele aconteceu.

Quando Lorena aproximou-se para servir o chá, seus dedos vacilaram.

O líquido quente caiu parcialmente sobre as roupas luxuosas de Zara.

O silêncio no salão tornou-se sufocante.

Zara levantou-se abruptamente.

- Sua inútil!

Lorena arregalou os olhos.

- Eu... me desculpe...

Mas Rashid já havia se levantado.

A simples presença dele fez o ambiente inteiro mudar.

Pesado.

Dominador.

Lorena sentiu o coração acelerar quando ele se aproximou lentamente.

- Você foi imprudente - declarou friamente.

- Foi um acidente...

- Acidentes também possuem consequências.

A voz dele era baixa.

Controlada.

Muito pior do que gritos.

Lorena abaixou os olhos imediatamente.

- Como castigo, ficará em seus aposentos até amanhã. Sem comida.

Ela sentiu o peito apertar.

A vergonha queimava ainda mais diante dos olhares silenciosos das outras mulheres.

Mas o que mais doeu...

Foi perceber que Rashid não demonstrava qualquer compaixão.

Nem mesmo depois do que Zara havia feito.

Lorena engoliu o choro com dificuldade.

Então apenas assentiu.

Porque naquele lugar, até sua dor parecia não ter importância alguma.

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022