Na Cidade X, estava chovendo e as pessoas sonhavam com um tempo que costumava existir há mil anos atrás. Haviam lindos azulejos e corredores de madeira requintados. A vista era pitoresca e a vida era bastante simples.
Num bar, uma mulher cantava melodias lindas enquanto se posicionava no meio do palco. Assim que ela começou a cantar uma música romântica, todos no recinto ficaram encantados com a melodia, enquanto observavam as pessoas amadas.
Lucia Garcia estava sentada numa das mesas, quando um garçom trouxe o cardápio para ela. Depois de dar uma rápida olhada, ela pediu um drink, Long Island Iced Tea, que era uma bebida que ela já tinha o costume de beber.
Ela estava sentada sozinha na mesa, e por isso, muitos homens estavam de olho na sua figura. Mas a maioria deles, não queria apenas beber com ela. No entanto, ela sorriu para todos eles antes de tomar um gole do seu drink e se virou, os ignorando.
"Senhorita, este é um presente do cavalheiro que está sentado naquela mesa", o garçom disse sorrindo. Logo depois, colocou uma taça de vinho tinto na mesa da Lucia e se afastou.
Olhando para a mesa que o garçom havia apontado, Lucia viu um homem sentado perto da janela que tinha vista para o rio, e tudo indicava que ele estava sozinho.
Ele estava vestido com uma calça preta simples, e uma camisa azul. Os dois primeiros botões da sua gola estavam desabotoados, revelando seu peitoral bem definido. O seu cabelo estava bagunçado, mas isso dava um ar um tanto quanto sexy nele. Ao ver as suas longas pernas, Lucia imaginou que ele deveria ser alto.
Debaixo das luzes coloridas do lugar, as feições do rosto dele eram bastante nítidas. Ele era bonito. Com um nariz pontudo, lábios ligeiramente separados e uma leve covinha numa das bochechas que aparecia quando ele sorria. As suas sobrancelhas estavam escondidas pela sua franja bagunçada, mas os olhos estavam bastante visíveis, penetrantes tal qual o olhar de um falcão.
Quando a luz atingiu o seu rosto, Lucia percebeu os seus cílios. Eles eram longos e de fios grossos, de tal forma que fariam qualquer mulher sentir inveja.
Percebendo o olhar da Lucia, o homem a encarou de volta, levantando sua taça de vinho, na intenção de brindar com ela.
Lúcia respondeu com um sorriso lisonjeiro. Ela então pegou a sua taça de vinho, que o garçom havia acabado de deixar em sua mesa, e repetiu o gesto em direção ao homem antes de tomar um gole.
Naquele momento, um homem de meia idade, ligeiramente bêbado se aproximou da Lucia e colocou sua mão gordurosa no colo dela, acariciando sua perna. "Você se importaria em se juntar a nós para uma bebida, senhorita?"
"Tire a sua mão de mim!", Lucia disse friamente.
O homem estava usando uma corrente de ouro pesada e a sua barriga balançava na frente dela. O fedor de álcool do seu hálito estava tão forte, que qualquer pessoa que passasse por perto e sentisse iria ficar com vontade de vomitar.
Os bartenders estavam parados distantes, apenas observando, deixando bem óbvio que eles não tinham intenção alguma de interferir na situação.
"Ray, parece que essa mulher não quer você!"
Ray estava cercado por homens obscenos que arrotavam e faziam gestos enquanto encaram Lucia.
"Mas que besteira! Você tem que entender que mulheres como ela podem até parecer duronas por fora, mas na verdade elas são submissas em seus corações. Contanto que eu dê um pouco de dinheiro para ela, com certeza ela vai me deixar fazer o que quiser com ela na cama, e na verdade, vai até me implorar para eu foder ela!" O tom de voz que Ray disse essas palavras foi extremamente nojento, enquanto ele encarava Lucia com um desejo que queimava os olhos, e estava prestes a colocar a mão no peito dela.
Lucia não suportou ficar mais nem um instante lá, então ela rapidamente se levantou e estava prestes a sair.
"Planejando ir embora? De jeito nenhum! Eu tenho muitas habilidades, eu posso fazer sexo por sete vezes numa só noite. Você vai ficar bastante feliz e satisfeita! Portanto, me diga! Qual o seu preço por uma noite?", Ray perguntou num tom vulgar e desrespeitoso.
Os homens que estavam com ele também começaram a se esfregar nas coxas dela e a agarrar seu corpo. Alguns deles até mesmo tentaram beijar ela. Naquele momento, Lucia se sentiu como um cordeiro prestes a ser abatido, e quanto mais ela resistia, mais violentos eles ficavam com ela.
Os outros clientes do bar se afastaram da mesa dela, e o bartender não parecia estar nenhum pouco surpreso com a situação. Nenhum deles tentou ajudá-la ou sequer tentou impedir os homens.
Lucia lutou bastante, mas querendo ou não, ela era bem mais fraca do que aqueles homens, então ela não conseguiu se livrar deles. Até mesmo se ela conseguisse empurrar eles, seria praticamente impossível para ela sair correndo daquele bar.
Ela ficou cada vez mais nervosa, e tentou se acalmar respirando fundo, para que assim ela pudesse pensar numa saída lógica e segura daquela situação.
"Como você ousa colocar as suas mãos sujas na minha mulher?" Uma voz masculina e sexy surgiu do nada por trás dela. A voz dele passava uma sensação de indiferença e desdém.
O homem assistiu à cena enquanto ele casualmente se encostava na beirada da mesa, dando um gole na sua taça de vinho.
Depois disso, ele colocou a taça de lado, e caminhou em direção à gangue de homens.
"Maldito! Isso não é da sua conta, então se afaste! Como você ousa dizer que essa mulher é sua, sendo que eu estava esperando ela em minha cama?"
Ray deu uma cambaleada, mas os homens que estavam com ele ficaram em alerta, como se estivessem prontos para começar a brigar a qualquer momento.
O homem sorriu casualmente, e ignorou completamente a gangue. Ele bateu levemente na mesa com os seus longos dedos de forma rítmica.
"Você é um ninfeto? Bem, eu gosto de homens e mulheres, então que tal se nós três fizéssemos uma festinha?" O sorriso do Ray ficou ainda mais vulgar quando ele falou isso.
"Ahh! Quem diabos é você?" O sorriso do Ray desapareceu e a sua voz começou a tremer de medo do nada. Na verdade, o corpo inteiro dele começou a tremer. No momento seguinte, uma gota de suor escorreu da sua testa e caiu na mesa. Ele estava parecendo um palhaço.
Lucia finalmente se livrou das suas garras, no entanto, o homem que havia ajudado ela estava um pouco longe da gangue.
Com um olhar curioso, Lucia caminhou até ele.
Ao mesmo tempo, um homem vestido de preto ficou parado atrás do Ray e pressionava um objeto duro contra a sua cintura, fazendo com que ele ficasse apavorado.
'O que é aquilo?', Lucia se perguntou. Ela deu uma olhada para o homem bonito, que estava parado ao seu lado, como se procurasse por respostas.
"Você nunca ouviu falar daquele velho ditado? A curiosidade matou o gato." O homem parecia que tinha entendido o que Lucia estava prestes a perguntar. Ele a olhou com um sorriso, mostrando suas covinhas charmosas.
Lucia apenas encolheu os ombros e ficou calada.
"Você gosta de homens e mulheres, né? Bem, então por qual motivo não está movendo?", o homem bonito perguntou ao Ray com uma voz suave enquanto sorria.
Ele não disse muito depois disso, mas continuou sorrindo. No entanto, havia uma frieza em seus olhos que assustou os homens do Ray.
O homem de preto, que estava parado atrás do Ray manteve a sua postura, e não mexeu um músculo sequer.
Até o guarda costas do Ray estava assustado. O tempo todo, o homem de preto ficou parado sem demonstrar uma expressão sequer no rosto, e permaneceu calmo.
"Eu... eu...", tremendo de medo, Ray não conseguiu concluir uma frase sequer. Ele estava sendo arrogante e prepotente há alguns minutos atrás, mas agora, de repente, ele estava se mijando de medo.
A cabeça dele latejava enquanto ele caía devagar, ajoelhando-se na frente do homem bonito.
"Desculpe... eu sinto muito! Eu vou sair daqui imediatamente!" Antes que o homem pudesse sequer dizer alguma coisa, Ray fugiu do bar correndo, deixando para trás Lucia de boca aberta, sem entender nada.
"Eu sou Lucia, obrigada!", Lucia disse ao homem que estava diante dela com um sorriso aberto.
"Você tomou a bebida, Noite Fascinante, o que significa que você vai passar a noite comigo, certo? Quanto ao seu nome, acho que não me importa muito." A voz daquele homem era extremamente profunda e sedutora. O tom da sua voz parecia indiferente, era como se nada no mundo pudesse impedi-lo de ser tão sereno.
"A bebida pode significar que uma pessoa está interessada em uma boa conversa, ou em um encontro de uma noite. Mas para alguém que nem se preocuparia em me dar seu nome, eu acho que preferiria só uma boa conversa", disse Lucia com um sorriso, mas seu tom não era arrogante nem humilde. Ao ouvir isto, o homem estreitou ligeiramente os olhos.
"Ah, é mesmo? Desse jeito? Você quer se fazer de difícil?" Com isto, o homem de repente gargalhou.
"Então posso trocar um beijo pelo seu nome?"
O espírito de luta da Lucia estava ardente. Afinal de contas, este homem era bem mais bonito que Ray.
Segurando sua cintura com uma mão, e a nuca dela com a outra, o cara se inclinou e beijou seus lábios apaixonadamente.
Por um momento, Lucia não pôde deixar de ofegar quando ele forçou sua língua a entrar na boca dela, conquistando seus lábios com seu beijo.
Foi um momento muito intenso para a mulher. Não era como nada que ela tivesse provado antes. O homem moveu a mão de sua cintura para a sua bunda. Lucia estremeceu sob seu toque.
Ela não podia deixar de querer abraçá-lo, beijando-o profundamente.
Aproveitando a situação, o homem então a pressionou para cima da cadeira, fazendo-a sentar-se enquanto ele estava na frente dela.
Até mesmo a lua no céu parecia ficar corada enquanto se escondia atrás das nuvens com timidez.
"Meu nome é Malcolm, e o beijo foi, sem dúvida, uma ótima troca."
Logo quando Lúcia começava a desejar um pouco mais dele, o homem a soltou e voltou à sua postura original.
Ela estava excitada, mas justamente quando as coisas começavam a esquentar, ele a empurrou do pico da paixão para o fundo do poço.
Ela ficou envergonhada e suas bochechas coraram instantaneamente. Sua visão embaçada e as marcas de mordida em seus lábios foram a prova de que ela gostou muito daquele momento.
Felizmente para a garota, eles estavam num canto escuro, longe dos olhos das pessoas.
No entanto, Lucia não pôde dar o braço a torcer. Olhando para Malcolm, a jovem estreitou seus olhos.
Mas seus olhos pareciam estar a seduzindo e provocando ao mesmo tempo. Embora o homem estivesse zombando dela por superestimar sua determinação, ela também estava profundamente excitada. A luxúria fez com que seu coração rebelde amolecesse um pouco.
Ele levantou as sobrancelhas quando olhou para ela e de repente soltou uma risada profunda.
Lucia parecia mais como um gato selvagem. Se uma pessoa não a atacasse, ela também não a atacaria. Mas se alguém a provocasse ou a magoasse, ela lutaria e se certificaria de ser lembrada.
'Esta noite pode ser uma noite interessante, afinal de contas', pensou a garota para si mesma.
Lucia levantou-se lentamente, pegou o copo de vinho do Malcolm da mão e tomou um gole, deixando sua marca de batom no copo. Ela então caminhou até ele de forma sedutora.
Malcolm colocou suas mãos casualmente sobre os apoios de braço da cadeira, observando-a lentamente, perguntando-se o que a mulher iria fazer a seguir.
Depois que Lucia lhe entregou o copo, ele tomou um gole do vinho, beijando a marca do batom.
Lucia então sentou-se no colo dele, colocou um braço ao redor de seu ombro enquanto o puxava para mais um beijo.
Sua outra mão alcançou dentro de sua camisa ligeiramente aberta, e delicadamente acariciou seu peito. Ela desabotoou lentamente os botões dele e moveu os lábios dela para baixo, seguindo os beijos no pescoço dele. Lucia chupou e mordeu levemente o pescoço dele. Logo quando ele começou a ficar excitado, a garota se levantou e afastou-se, deixando-o querendo mais.
"Você realmente é selvagem, não é mesmo?" O homem deu uma risadinha sedutora. Sua voz estava cheia de tentações naquela noite.
Seus músculos estavam rígidos e o homem já estava tendo uma ereção. Malcolm não se importava em abotoar sua camisa enquanto olhava fundo nos olhos da Lucia, sem prestar atenção ao inchaço em sua virilha.
Depois de olhar para ele por um segundo, Lucia saiu do bar sem sequer dizer uma palavra para o cara.
Ela cerrou os punhos, as palmas das mãos já estavam suadas. Um sentimento nervoso bateu em seu coração enquanto ela pensava no que havia acabado de acontecer. Contudo, havia um olhar expectante e ansioso em seus olhos.
"Um gatinho selvagem interessante", disse Malcolm ao homem de preto, que estava escondido nas sombras atrás dele.
"De fato, senhor."
A voz do Tiger era tão calma quanto um lago parado.
Depois de sair do bar, Lucia arfou para respirar.
Sua excitação estava finalmente começando a diminuir.
Ela caminhou até a ponte de pedra e ficou no centro da ponte, olhando para a bela vista noturna da Cidade X. Enquanto a brisa fresca acariciava suavemente sua pele, seu vestido boêmio sem alças flutuava ao vento e seus longos cabelos pretos fluíam lindamente.
Sentindo-se um pouco fria, Lucia começou a esfregar os braços para se aquecer.
Os barcos de turismo já estavam atracados na costa. Havia ainda algumas pessoas, andando na estrada de ardósia nas partes mais antigas da cidade, mas as lojas que estavam movimentadas durante o dia agora estavam fechadas. Somente a rua que estava cheia de bares ainda permanecia com música ao vivo e pessoas.
Afinal, a noite ainda era jovem, e as pessoas estavam apenas começando a se divertir.
Uma vez que Lucia se sentiu à vontade, cruzou a ponte e caminhou em direção à sua pousada.
Sua noite na Cidade X chegou ao fim, e no dia seguinte, tudo voltaria a ser como sempre foi. Ela voltaria para a floresta de aço onde vivia.
"O quê? Vai mesmo sair assim, depois do incêndio que começou no meu coração?" No momento em que Lucia ouviu a voz familiar do homem, ela parou.
A mulher se virou e olhou para o homem de quem havia acabado de se afastar quando estava no bar.
Ele havia dito a ela que seu nome era Malcolm. Entretanto, Lucia não sabia se podia acreditar que era o nome verdadeiro dele.
Malcolm era muito alto, ele tinha pelo menos 1, 85 metros de altura.
Como ela o havia tocado, sabia que o homem era musculoso e tinha um corpo incrível. Embora Lucia não tivesse tocado a virilha dele, já podia imaginar como ele era sexy lá embaixo. Ele era um homem que ficaria bem vestido e despido. Malcolm era o tipo de homem que deixaria qualquer garota com fome de prazer.
Com um franzir de sobrancelha, Lucia tentou livrar-se dos pensamentos vulgares que estavam turvando seu julgamento. Ela então olhou para o homem à sua frente, que estava de pé no vento, com as mãos nos bolsos. Mas então, o homem de preto que estava de pé atrás dele antes havia desaparecido.
Como Malcolm tinha trazido um guarda-costas tão forte com ele, Lucia sabia que ele não era tão simples quanto parecia.
Ela o calculou em sua mente, já não queria se meter em problemas por causa de uma noite de prazer físico.
Embora o sexo fosse uma boa razão para ela se entregar ao homem, Lucia não queria se meter em problemas sem motivo.
"Ah é?"
Quando Malcolm se aproximou dela, usou sua mão para levantar o queixo dela e a fez olhar em seus olhos. Ele era muito dominador e seu flerte era mais do que ela conseguia aguentar.
"Pois bem, você me seguiu para fora do bar, certo?", Lucia perguntou com tranquilidade.
Ela estava confusa e destroçada. A garota sentiu o chão tremer sob seus pés como se nada mais estivesse sob seu controle.
Enquanto ele se inclinava e a beijava nos lábios, Lucia deu um passo para trás. Entretanto, sem lhe dar nenhuma chance de se afastar, o homem rapidamente agarrou a cintura dela e a puxou para mais perto. Malcolm então moveu seus lábios macios até o pescoço dela, beijando cada centímetro de sua pele. Ocasionalmente, ele levantava a cabeça e mordia o lóbulo da orelha da Lucia sedutoramente.
Lucia não teve escolha a não ser morder o lábio, já não queria gemer e admitir o prazer em que estava. A mulher também estava se forçando a se conter de beijá-lo de volta.
Malcolm ignorou a sua calma pretensiosa. Os lábios dele pararam no pescoço dela e o homem chupou com força até que houvesse uma marca vermelha brilhante no pescoço da Lucia. Ele então subiu lentamente e beijou novamente os lábios dela.
"Pode me chamar de Malcolm..."
Ao olhar nos olhos dela, ele sabia que a mulher estava excitada e queria mais.
"Hmm... Hmm Hmm... Malcolm..." O julgamento da Lucia desapareceu por completo e ela ficou completamente perdida em seu toque.
O ar na Cidade X estava com um cheiro de luxúria por causa de sua intimidade apaixonada.
Lucia não conseguia se lembrar como foi parar na casa do Malcolm, mas depois de pensar um pouco, se lembrou do que havia acontecido. Ele estava hospedado na suíte mais elegante da melhor pousada da cidade, não havia um item que não fosse luxuoso naquele quarto. Não era o tipo de lugar que uma pessoa comum poderia pagar, tampouco era fácil de conseguir uma reserva. Mesmo que alguém quisesse se hospedar naquela suíte, só conseguiria através de um canal privado e exclusivo.
Era uma suíte aconchegante e romântica, de frente para as águas, decorada com classe e elegância. Da varanda, era possível ver toda a Cidade X, e a enorme cama de jacarandá era decorada com desenhos entalhados por toda parte.
"Satisfeita?" A voz profunda e mágica do Malcolm chegou aos ouvidos da Lucia por trás.
Antes que ela pudesse responder, ele começou a beijá-la, mas não era um beijo selvagem como de costume. Aquele era um beijo saboroso. Ele levou uma das mãos até a lateral do vestido, lentamente abrindo o zíper. Depois, gentilmente beliscou seu seio, brincando com ele e desenhando círculos com a ponta dos dedos. Seus lábios migraram da boca dela e começaram sua jornada em direção ao pescoço, beijando cada centímetro de sua pele até chegarem ao seu destino.
Lucia sentiu arrepios percorrerem todo o seu corpo, desde seus delicados pés até o último fio de cabelo. É claro que agora ela estava inquieta com toda aquela provocação, mas teimosa como era, não queria ceder, tendo que morder o lábio para evitar gemer ao toque do Malcom.
Seu vestido longo e esvoaçante caiu no chão, revelando as curvas de seu corpo nu sob a luz tênue da lâmpada de cabeceira.
Sua pele ficou marcada com os beijos e toques dele, e ela tremia de prazer. Além disso, as maçãs do seu rosto estavam rosadas por conta de bebida, o que a fazia parecer ainda mais charmosa.
Malcolm não a desapontava. A partir daquele momento, ela não pôde deixar de gemer.
Incapz de se controlar, ela se virou para encará-lo e o beijou apaixonadamente enquanto desabotoava sua camisa, levando suas mãos pálidas ao peitoral forte e musculoso.
"Seu nome deveria ser tentação", Malcolm sussurrou em seu ouvido, numa voz baixa e magnética.
Lucia lançou-lhe um olhar sensual e sorriu mordendo o lábio inferior, deslizando suas mãos até a calça dele para tirar o cinto.
No intervalo entre uma respiração e outra, ele a ergueu do chão e a carregou para a cama, jogando-a sob os lençóis luxuosos. Depois tirou as calças e ficou em cima dela, sentindo o calor de seu corpo no dele.
Lucia passou os braços em volta do pescoço do Malcolm, seu corpo todo gritando de prazer. Tudo o que ela queria era que ele a satisfizesse naquele momento.
Para sua decepção, ele ainda não tinha acabado de provocá-la. Ele se afastou o suficiente para esfregar sua longa ereção contra o ponto mais sensível entre as pernas dela, não querendo satisfazê-la ainda. Olhando para o rostinho que ficava mais rubro a cada segundo, ele sabia que era tortura, mas ele achava que ainda devia brincar um pouco mais. Para quê ir tão rápido?
"O que você quer, bebê?" Ele parou de se mover e a encarou profundamente nos olhos.
Lucia agora estava um pouco aborrecida. Ela estava com toda aquela tensão acumulada, mas não podia fazer nada a respeito, o que a fez sentir próxima a um colapso nervoso. Ela queria afastá-lo, mas notou que não era forte o suficiente para fazê-lo. Era óbvio que um homem sempre seria mais forte que uma mulher.
"O que você está tentando fazer? Está tirando sarro de mim?" As palavras dela soaram como um rosnado.
Malcolm deu uma risada debochada e gostosa, e então entrou com força dentro dela, dando-lhe a satisfação que tanto queria. Depois de esperar por bastante tempo, ela finalmente estava feliz.
Ela sentia tanto prazer que começava a perder os sentidos, cada sensação deliciosa que seu corpo registrava fazia com que seus pensamentos ficassem nublados. A cada vez que ele entrava nela com força, seu corpo tremia incontrolavelmente.
"Sim, me dê mais, por favor..." Lucia havia perdido o pouco de controle que ainda tinha. Duas gotas de lágrimas apareceram em seus olhos, mas ela não sabia dizer se eram de dor ou prazer.
No segundo seguinte, o quarto ficou em silêncio, não fosse pelos suspiros e gemidos de ambos. O corpo da Lucia estava tão dolorido que a única coisa que queria fazer naquele momento era deitar a cabeça no travesseiro e dormir. É o que se espera depois de uma transa daquelas, não é? Além disso, ela também havia bebido antes, então todas as sensações estavam a sobrecarregando.
Aos olhos do Malcolm, as mulheres não passavam brinquedos que ele usava para seu prazer, normalmente ele nem se lembra da mulher com quem dormiu. Mas dessa vez, o belo rosto da Lucia estava profundamente gravado em sua mente por algum motivo.
Ela era selvagem mas também teimosa, completamente inebriante.
Bastou levá-la para cama uma vez para se viciar completamente. Enquanto estava no chuveiro pensava consigo mesmo: 'Talvez eu possa domesticá-la... Seria um desafio e tanto.'
Malcolm apertou os lábios ao pensar em todas as coisas que gostaria de fazer com ela.
Depois que ele se levantou para tomar banho, Lucia acordou de seu coma de prazer. Sem o calor dele, sentia um pouco de frio por conta do ar condicionado. Enquanto a água do chuveiro corria, ela pensou em todas as coisas que eles tinham acabado de fazer juntos e corou.
'Ok, essa noite foi realmente mais louca do que eu podia imaginar...'
Malcolm parecia ter algum tipo de encanto para tê-la seduzido a ponto de ir passar a noite com ele, mas a verdade era que ele era tão bom em agradá-la que ela simplesmente não conseguia conter seus desejos. Enquanto lembrava de si mesma implorando por mais há apenas alguns instantes, Lucia ficou com tanta vergonha que tinha vontade de cavar um buraco no chão e se enterrar nele.
Ela rapidamente se levantou da cama, vestiu as roupas e saiu sem olhar para trás. Lucia não teve coragem de ficar ali para encará-lo por mais tempo, principalmente depois de terem feito tudo aquilo.
A loucura em que se metera precisava acabar naquele momento. Ela decidiu pensar que a noite na Cidade X fora como um sonho.
Antes de sair, notou um preservativo usado no lixo, e suspirou aliviada. Era bom saber que Malcolm usava proteção, ao contrário dela, que havia se esquecido completamente desse detalhe devido ao seu estado comprometido.
Malcolm era um homem insondável, assim como a escuridão da noite. Ele não parecia uma pessoa que ela pudesse apenas influenciar, por isso queria se proteger de qualquer problema futuro.
Afinal, ela sabia que não devia ser gananciosa.
Era de manhã cedo quando ela caminhava sozinha pelas ruas. Ela voltou para sua pousada, tirou a maquiagem, tomou um banho e trocou de roupa, tentando afastar as lembranças da noite anterior. 'Amanhã será um novo dia, e assim que eu estiver de volta à cidade, cercada por um estilo de vida moderno, esta noite será facilmente esquecida.'
Quando Malcolm voltou para o quarto depois do banho, viu que a cama estava vazia. Era a primeira vez que uma mulher fugia dele como se estivesse fugindo de um desastre, deixando-o sozinho no quarto.
Enquanto se secava, percebeu algo brilhante entre os lençóis. Ele deu um passo à frente e pegou nas mãos um brinco, que tinha forma de camélia. 'Ela deixou isso de propósito? É isso mesmo, ela está se fazendo de difícil?
Será que se acha tão importante assim, a ponto de pensar que irei procurá-la com nada mais nada menos que um brinco? Se for o caso, ela se superestimou e me subestimou.' Para ele, a companhia das mulheres não passava de um momento para relaxar, jamais ficaria obcecado por uma única mulher. Lucia havia o encantado, mas ele não iria perder a cabeça por ela.
Malcolm caminhou até a lixeira para jogar o brinco fora, mas depois de pensar um pouco, o guardou na carteira.
'Por que estou fazendo isto? Talvez seja apenas um capricho.'
Sua aparição na Cidade X provavelmente causou pânico entre algumas pessoas. Ninguém poderia imaginar que Malcolm estava numa cidade que ficava a duzentos quilômetros da Cidade S, em vez de ir para o exterior.
'Alguns problemas precisam ser resolvidos em breve', pensou. Seu telefone tocou e, depois de dar uma olhada no identificador de chamadas, atendeu.
"Senhor, sua avó está procurando por você." A voz respeitosa de um homem soou do outro lado da linha.
Malcom desligou sem dizer uma palavra.