Para quem é? - Eu duvidava que ser guarda-costas fosse meu tipo de trabalho favorito, mas era definitivamente melhor do que
qualquer outro trabalho civil que eu poderia ter conseguido, mesmo na área de segurança. Pelo menos isso teria variedade e provavelmente
não incluiria lidar com bêbados e vagabundos.
- Dana Stingley, - disse Cain. - Ela é enfermeira em um centro de saúde e está passando por um divórcio desagradável. Ela
tem uma ordem de restrição em vigor, mas essas coisas não valem
nada na metade das vezes.
- Então, isso vai ser um trabalho de longo prazo? - Peguei a bola antiestresse que ganhei no hospital na Alemanha. - Estou
surpreso que ela possa pagar.
- Não, provavelmente apenas algumas semanas, - respondeu Cain. - Aparentemente, o idiota com quem ela está casada continuou
tentando intimidá-la. Então, um dia após o pedido de restrição, seu carro foi vandalizado. Grafitado, pneus cortados, e as janelas
quebradas. Mesmo que os policiais acreditassem que era seu futuro ex,
eles não tinham nenhuma evidência. Alguns dias depois, ela começou a receber cartas ameaçadoras, mas, novamente, nenhuma evidência direta.
- Por favor, diga-me que a polícia está pelo menos investigando e não tratando como se não fosse nada. - Eu me inclinei para frente,
meu punho apertando a bola azul e macia.
- Eles estão, - Cain disse, - e estão determinados a colocá-lo
onde ele não possa machucá-la, mas eles precisam de evidências. Eles não querem que ele saia por algum detalhe técnico, mas não podem garantir a proteção dela enquanto esperam ter o suficiente para
indiciá-lo, especialmente porque não querem que ele saiba o que estão investigando.
- Então, estamos mantendo-a segura enquanto eles trabalham.
- Exatamente.
Antes que eu pudesse perguntar sobre a escala ou qualquer coisa assim, a campainha da porta da frente tocou, alertando-nos que
alguém tinha entrado no pequeno saguão. Cain se levantou, mas nem conseguiu sair do meu escritório porque Freedom apareceu na porta.
- Bom, vocês estão juntos, então posso gritar com vocês dois ao mesmo tempo. - Seu rosto estava vermelho e não havia nenhuma
dúvida sobre seu tom. Ela estava furiosa.
Cain parecia confuso e não o culpei. Infelizmente, eu tinha uma
suspeita do porque ela estava aqui.
- Tivemos um mal-entendido sobre a fatura?
Freedom olhou para mim e confirmou o que eu estava pensando.
- Não é sobre você, Cain, - eu disse. - Ela está chateada comigo.
- Oh, estou chateada com vocês dois. - Suas palavras eram como gelo quando seu olhar mudou de mim para Cain. Ela apontou
um dedo em sua direção. - Foi você quem trouxe ele e Aline juntos. Que os colocou juntos no Irã e depois os deixou irem para o bar...
- Calma aí. - Eu me levantei, mantendo meus braços e mãos soltos. Quando você é tão grande quanto eu, aprende a melhor
maneira de ficar de pé sem parecer tão ameaçador. - Sim, eu dormi
com Aline quando estávamos no Irã, e estava trabalhando, mas Cain não tinha como saber que eu faria isso. Inferno, eu não sabia que ia
fazer isso.
- Você é meu funcionário... - Cain começou.
Eu também o cortei. - Aline é adulta. Foi estúpido? Sim. Mas eu não a forcei ou tirei vantagem dela.
Não me preocupei em mencionar o fato de que ela me beijou primeiro ou que a razão de eu ter cedido foi porque ela pensou que eu
não a queria. Em primeiro lugar, não faria nada para fazer nenhum dos dois pensar melhor de mim e, em segundo lugar, não era da conta
dela.
- Nada mais tem a ver com a agência, - continuei. - Isso é tudo entre Aline e eu. - Eu dei à mulher rosnando um momento para
absorver o que eu disse antes de dizer as palavras que me rasgaram como uma faca. - E acabou. Você sabe disso.
Cain me lançou um olhar, mas não perguntou.
A expressão no rosto de Freedom sumiu. - Você quer dizer que ela não veio até você? Não perguntou se ela poderia ficar com você
durante seu acesso de raiva?
Senti como se um balde de água gelada tivesse acabado de ser
despejado em mim. - Do que você está falando?
Agora, eu vi a preocupação sob a raiva.
- Domingo de manhã, ela teve um ataque depois que eu disse a ela que eu... - A voz de Freedom vacilou, seus olhos disparando para
o lado, mas não antes que eu visse um lampejo de culpa. - Ela se foi. Fomos até a rodoviária procura-la. Nossos pais e eu tentamos ligar
para ela, mas o telefone está desligado. Chamamos a polícia, mas ela é
adulta e não há evidências de crime.
Minhas mãos se fecharam em punhos enquanto o medo e a fúria lutavam em meu peito. Freedom não disse isso, mas eu podia
adivinhar o que ela disse a Aline na manhã de domingo. De jeito
nenhum foi uma coincidência que elas tenham entrado em uma briga apenas algumas horas depois que Freedom me contou sobre Aline ser
virgem.
Sim, eu tinha saído e não tinha falado com Aline desde então, então isso era por minha culpa. Verdade seja dita, eu conhecia Aline
bem o suficiente para saber que, se Freedom tivesse contado a ela sobre toda nossa conversa, Aline teria ficado ainda mais zangada com sua irmã pela traição do que comigo por ir embora.
histórico das ligações e mensagens dela, mas não havia nada depois de
sábado à noite, nada além de nossas ligações e mensagens para ela. Voltei para o nosso apartamento em Stanford, mas ela também
não está lá. Todas as coisas dela ainda estão lá. Ela só pegou algumas coisas da casa dos nossos pais. Seus cartões de crédito também não foram usados.
A forma como Freedom estava explicando a situação me fez pensar que era assim que ela tentava convencer os policiais do por que
deveriam estar procurando por Aline. Eu estava preocupado com
Aline, mas honestamente parecia que ela estava chateada com sua família e decidiu tirar um tempo para se acalmar.
- Então, na segunda-feira, Aline tirou dinheiro de seu fundo fiduciário. Dinheiro.
Nenhuma surpresa que Aline tivesse um fundo fiduciário, mas não era nem aqui nem lá, como minha mãe gostava de dizer. Pareceu-
me que ela realmente não queria ser encontrada e era inteligente o suficiente para saber como sua família tentaria localizá-la.
Novamente, eu realmente não poderia culpá-la, mesmo que a lógica não estivesse fazendo nada para me deixar menos ansioso.
- Nenhum de seus amigos a viu? - Perguntou Cain.
Freedon deu a ele um olhar sujo. - Se eles tivessem, você acha
que eu estaria aqui, falando com ele?
- Eles diriam a você se ela pedisse para não contar? - Eu
perguntei antes de pensar melhor.
Freedon olhou para mim. - Claro que sim. Eles sabem o quanto estamos preocupados, teriam contado se soubessem onde ela
está. Todos os nossos amigos sabem que Aline nem sempre pensa nas coisas.
Freedom disse "nossos amigos", o que me fez pensar se Aline tinha alguma ligação próxima que não fosse tão próxima de sua
irmã. Eu não perguntei, no entanto. Freedom já parecia que queria me matar por causa da minha pergunta. Bem, minha pergunta e tudo
mais.
- Talvez ela só precisasse de um tempo para pensar, - Cain
ofereceu. - Ela tinha acabado de passar por algo muito terrível.
- É por isso que ela não deveria estar lá sozinha, - Freedom rebateu, apertando os punhos nos quadris. - Em seus melhores dias,
ela mal consegue cuidar de si mesma. Agora, ela precisa de nós ainda mais.
Lembrei-me de ter pensado algo semelhante sobre Aline quando a conheci, mas aquelas circunstâncias eram loucas. Além disso, eu não
era irmão dela. Eu não poderia imaginar um dos meus irmãos me tratando assim. Ou eu tratando qualquer um deles assim. Minhas
irmãs me castrariam se alguma vez sugerisse que elas não eram adultas e completamente responsáveis.
Talvez tenha sido por isso que senti a necessidade de dizer
algo. - Ela tem vinte e dois anos, não é uma criança.
- Quer saber, - Freedom deu um passo em minha direção, - se você apenas mantivesse seu pau dentro das calças, nada disso estaria
acontecendo. Aline estaria em casa conosco, onde ela pertence e não fora fazendo sabe-se lá o quê.
Ela estava certa... Mas eu não poderia levar toda a culpa por isso. Aline provavelmente ainda estaria na casa de seus pais se
Freedom tivesse se importado com sua própria vida também.
Mas não fui louco o suficiente para dizer isso, Freedon tinha aquele olhar "assassino" que eu tinha visto nos olhos das minhas
irmãs em vários momentos durante a infância. Eu gostava de minhas bolas exatamente onde estavam.
Felizmente, Caim interveio.
- Vamos procurá-la, - disse ele. - Sem custo, é claro. Vamos
ter certeza de que ela está bem.
- Não se preocupe. - Ela balançou a cabeça. - Se você não sabe onde ela está agora, então não quero ninguém nesta sala perto dela. -
Ela apontou para mim. - Especialmente você.
E então ela se foi.
DOIS Aline Até eu sair da casa dos meus pais no início desta semana, eu não
tinha percebido quantos dos "meus" amigos eram na verdade amigos de Freedom ou de nossos pais que simplesmente se tornaram meus por associação. Eles gostavam bastante de mim, eu não duvidava, mas sua
lealdade não era para mim.
Na escola, eu era muito mais jovem do que todos os outros e não compartilhamos interesses em comum até meu primeiro e último ano, e então todos já tinham escolhido seus amigos. Então eu fui para a
faculdade, e Freedom já tinha um grupo de pessoas com quem nós duas passamos um tempo.
Além do fato de que não queria colocar ninguém em uma posição em que sentisse que precisava tomar um lado, eu honestamente não
tinha certeza se algum deles teria me escolhido. Só consegui pensar em uma pessoa que me acolheria e não se sentiria obrigada a contar
para minha família.
Martina Chavez e eu crescemos lado a lado e realmente frequentamos o jardim de infância e a primeira série juntas. Mesmo
depois de pular duas séries, continuamos amigas. Sua mãe era a babá
dos nossos vizinhos, então eles se foram depois que as crianças cresceram, e eu não conseguia vê-la com tanta frequência como antes,
mas ainda assim mantivemos contato.
Entre minha mudança para Stanford e sua passagem do ensino médio para a escola de cosmetologia, nossas visitas eram cada vez
menos frequentes, mas tínhamos um vínculo único que, sempre que podíamos falar ou passar um tempo juntas, retomamos de onde
paramos. Eu a tinha visto pela última vez em junho, quando fizemos uma viagem para Vegas, mas no domingo de manhã, não hesitei em
pegar um ônibus para a butique sofisticada onde ela trabalhava. Ela
simplesmente me deu a chave do apartamento e disse que eu poderia falar com ela mais tarde.
Fiquei grata por sua ajuda, mas não disse nada mais do que estava cansada de ser tratada como uma criança. A cada dia, ela
perguntava o que tinha acontecido para finalmente me motivar a agir, mas eu não fui capaz de formar as palavras. Vinte minutos atrás, ela mandou uma mensagem dizendo que pegaria comida tailandesa no caminho para casa, e eu sabia que isso significava que ela não
aceitaria minha resposta sucinta desta vez. Ela queria ouvir a coisa
toda.
tailandês. Foi o que ela me trouxe quando eu tinha quatorze anos,
quando ouvi dois meninos do último ano zombando da roupa que usei
na escola naquele dia. Ou melhor, eles estavam zombando do fato de que eu não fui capaz de preenchê-la melhor do que um garoto de
quatorze anos faria.
Liguei para Martina em lágrimas, e ela veio com frango com
gergelim. Alguns meses depois, levei o mesmo prato para ela quando seu namorado a largou dois dias antes do grande baile da primavera.
Eu tinha que admitir, ela tinha sido além de paciente comigo, me
deixando dormir em seu quarto de hóspedes e não dando um ultimato sobre quando eu precisava sair ou começar a pagar o aluguel. Não que eu pretendesse me aproveitar dela.
Eu tinha ido ao banco na segunda-feira para tirar dinheiro do meu fundo fiduciário e o tinha em um envelope para entregar a ela
quando perguntasse se podia ficar mais um pouco. Só enquanto eu descobrisse o que queria fazer.
Eu mal tive tempo de colocar minha cabeça no lugar depois de tudo o que aconteceu nas últimas semanas. Após o telefonema dela,
decidi que era o melhor momento para perguntar, depois de explicar
tudo. Com esse plano em vigor, meus nervos relaxaram um pouco.
Ela esperou até que estivéssemos comendo há alguns minutos para dizer - Desembucha.
Engoli um gole rápida, pronta para confiar em minha amiga. -
Primeiro, tenho que te agradecer por me deixar ficar e não me forçar a falar.
- Você não vai escapar desta vez. - Ela apontou para mim, seus
olhos cor de obsidiana se estreitando. - Você precisa lidar com essas coisas.
Eu levanto a mão. - Você está certa, e eu vou lhe contar o que aconteceu. Eu só queria agradecer primeiro por não tentar arrancar de
mim antes.
Ela sorriu. - Sim, sou uma amiga incrível.
Revirei os olhos, mas apreciei a provocação. Eu ia contar tudo a ela, e não seria agradável, mas ela estava tentando tornar isso o mais
fácil possível para mim.
- Você viu a história no noticiário um dia antes do Dia de Ação de Graças sobre as reféns no Iraque que foram resgatados de serem
vendidos? - Parecia um lugar tão bom para começar quanto qualquer outro.
Ela ficou completamente imóvel. - Sim.
- Quatro deles foram levados no Irã semanas antes. -
Pressionei minhas mãos para evitar que tremessem. - Eu sei por que também fui pega por eles.
A cor sumiu do rosto de Martina, sua pele normalmente cor de mel tão pálida como eu nunca tinha visto.
- Freedom teve que fazer uma apendicectomia de emergência na última semana no Irã, então ela foi direto do hospital para o aeroporto
onde eu deveria encontrá-la. No meu caminho para lá, alguns homens
armados pararam o táxi, me agarraram, me jogaram em uma van e me levaram para algum lugar nos arredores da cidade.
- Como não foi notícia nacional? Internacional? Inferno, mesmo local? - Martina parecia que ia vomitar.
- Freedom manteve tudo em segredo porque ela não tinha certeza do que tinha acontecido comigo no início. Ela estava tentando
fazer com que a polícia procurasse por mim quando recebeu um vídeo
de resgate. - Eu ainda ficava gelada toda vez que pensava sobre como
deve ter sido para ela. Não importa o quão chateada eu estivesse com ela, eu sabia que ela me amava, e deve ter sido horrível para ela. -
Ela sabia que nossos pais podiam pagar o resgate, mas não confiava
nos sequestradores para honrar o acordo, então ela ligou para um antigo namorado que tem uma agência de segurança e o contratou
para me encontrar e me tirar de lá.
A história ficava mais fácil de contar a cada palavra e, logo, elas estavam fluindo. Contei tudo a Martina. De ter certeza de que seria
estuprada quando fui arrastada para fora da cela, para ver os homens
morrerem naquele corredor. Contei a ela sobre Eoin fingir que eu era uma prostituta e como eu o beijei. E mais.
Também contei tudo o que aconteceu depois que cheguei em casa. Todo o caminho até sair da casa dos meus pais e aparecer no
trabalho dela. Quando terminei, me senti surpreendentemente
melhor, como se tivesse me purgado de algo que estava me deixando doente.
Reaqueci minha comida e comi enquanto Martina pensava nas coisas em silêncio. Finalmente, quando eu estava terminando, ela se aproximou e colocou sua mão na minha.
- Estou tão feliz que você esteja segura.
Com um sobressalto, percebi que ninguém havia me falado daquela forma. O alívio e alegria em me ver em casa em segurança
foram genuínos, mas sempre foram tingidos com uma pitada de exasperação, como se eu tivesse algum nível de responsabilidade pela
cadeia de eventos.
Talvez tenha sido inconsciente por parte da minha família, e eu sinceramente esperava que fosse o caso, mas de qualquer forma, isso
apenas provou que eu fiz a escolha certa ao partir.
Coisas precisavam mudar.
TRÊS EOIN Não foi assim que imaginei o final da minha primeira semana
oficial no meu novo emprego. Depois que Freedom foi embora, esperei
que Cain me dissesse que estava despedido. Em vez disso, ele caiu de volta na cadeira de Bruce e suspirou.
- Chega de foder clientes... ou suas irmãs. - Ele apoiou a cabeça nas costas da cadeira e fechou os olhos.
- Nunca mais - prometi. - Eu terminei com as mulheres no futuro próximo. Não valem a pena.
Ele ergueu a cabeça e abriu um olho. - Você está esquecendo com quem está falando. Eu namorei uma mulher Mercier. Elas valem
muito.
Eu soltei um suspiro exasperado. - Sem tanto problema.
Ele encolheu os ombros e abaixou a cabeça. - Espere e veja. Elas são muito mais viciantes do que você pensa. Eu namorei Freedom por
cerca de três meses e, então, pouco antes de receber minha nova
designação, ela me largou. Levei quase um ano para superá-la.
Merda.
- Não é o mesmo - eu insisti. - Aline e eu, não éramos assim.
Poderia ter sido, se as coisas não tivessem sido uma merda toda vez que eu estava com ela. Eu dormi com a mulher três vezes, e todas
às vezes, o inferno desabou logo depois. Quanto melhor o sexo, mais
loucas as coisas ficam.
- Mm-hm. - Não parecia que ele acreditava em mim, mas eu
não tinha tanta certeza se acreditava em mim também.
Ele parecia que ia tirar uma soneca, o que estava bom para mim porque eu não estava com vontade de falar. Minha mente já estava
fodida por causa do que aconteceu no fim de semana, e a visita de Freedom não ajudou muito. Eu precisava colocar minha cabeça no
lugar e me concentrar em meu futuro, não na última coisa que Aline
tinha feito para se meter em problemas.
Eu não estava pensando por muito tempo quando meu telefone tocou. Uma rápida olhada na tela me disse que era Israel McCormack,
o pai de Léo. Se ele estava me ligando durante a semana, algo estava acontecendo.
- Olá?
- Eu odeio incomodar você no trabalho, garoto, mas... - Sua voz
falhou. - Nana Naz... Ela está no hospital.
Eu me levantei tão rápido que minha cabeça girou. - Ela está...
O que aconteceu?
- Não sei. Os médicos não me deixaram ficar com ela enquanto fazem exames.
Eu nunca o tinha ouvido assim. Eu não estava lá quando ele recebeu a notícia sobre Léo, mas ele não estava sozinho. Ele teve Nana