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Chuva No Meu Casamento: A Virada do Destino

Chuva No Meu Casamento: A Virada do Destino

Autor:: Dorothy
Gênero: Romance
No dia do meu casamento, chovia. Estava em frente à igreja, no meu vestido de noiva manchado, de pé no altar sozinha. O Pedro, o meu noivo de cinco anos, tinha-me abandonado. Nenhuma chamada, nenhuma mensagem. Apenas o silêncio atordoante. Mas o pior ainda estava para vir. A sua mãe, a Dona Helena, surgiu, os olhos cheios de ódio. Deu-me uma bofetada na cara, acusando-me de ter um caso com o seu filho mais novo, o Miguel. O Pedro acreditou na mentira, roubou as nossas poupanças e desapareceu. Mal tive tempo para processar esta traição brutal, recebi uma chamada. O Miguel, o irmão do Pedro, tivera um acidente grave e precisava de sangue. O meu sangue, O negativo. Mesmo depois de todas as acusações, eu fui ao hospital e salvei-o. Lá, a Dona Helena repetiu as calúnias, ignorando o perigo de vida do filho. O Miguel, quase de morte, revelou a verdade chocante: a ex-namorada dele, a Carla, inventou tudo. Era demais. Abandonada, roubada, difamada. Mas a dor transformou-se em raiva fria. Recuperei o meu dinheiro, confrontei a Carla e deixei o Pedro a afogar-se na sua miséria. Fechei esse capítulo. Mas o destino tinha outros planos. O Miguel, o homem que eu salvei, começou a ver-me de outra forma, e, pela primeira vez, eu também me permiti olhar para além do passado.

Introdução

No dia do meu casamento, chovia.

Estava em frente à igreja, no meu vestido de noiva manchado, de pé no altar sozinha.

O Pedro, o meu noivo de cinco anos, tinha-me abandonado.

Nenhuma chamada, nenhuma mensagem. Apenas o silêncio atordoante.

Mas o pior ainda estava para vir.

A sua mãe, a Dona Helena, surgiu, os olhos cheios de ódio.

Deu-me uma bofetada na cara, acusando-me de ter um caso com o seu filho mais novo, o Miguel.

O Pedro acreditou na mentira, roubou as nossas poupanças e desapareceu.

Mal tive tempo para processar esta traição brutal, recebi uma chamada.

O Miguel, o irmão do Pedro, tivera um acidente grave e precisava de sangue.

O meu sangue, O negativo.

Mesmo depois de todas as acusações, eu fui ao hospital e salvei-o.

Lá, a Dona Helena repetiu as calúnias, ignorando o perigo de vida do filho.

O Miguel, quase de morte, revelou a verdade chocante: a ex-namorada dele, a Carla, inventou tudo.

Era demais. Abandonada, roubada, difamada.

Mas a dor transformou-se em raiva fria.

Recuperei o meu dinheiro, confrontei a Carla e deixei o Pedro a afogar-se na sua miséria.

Fechei esse capítulo.

Mas o destino tinha outros planos.

O Miguel, o homem que eu salvei, começou a ver-me de outra forma, e, pela primeira vez, eu também me permiti olhar para além do passado.

Capítulo 1

No dia em que o meu noivo, Pedro, me abandonou no altar, choveu.

Não uma chuva forte, mas uma garoa fina e persistente, que deixava tudo cinzento e húmido.

Eu estava parada em frente à igreja, com o meu vestido de noiva branco a ficar pesado e manchado na barra.

Os convidados já tinham ido embora, murmurando entre si. Só restava a minha melhor amiga, a Sofia, segurando um guarda-chuva sobre a minha cabeça.

"Lia, vamos para casa," ela disse suavemente.

Eu não me mexi. Continuei a olhar para o meu telemóvel.

Nenhuma chamada. Nenhuma mensagem.

Apenas a última que eu lhe tinha enviado há três horas: "Pedro, onde estás? Está toda a gente à tua espera."

Visualizada. Sem resposta.

O meu coração estava estranhamente calmo, como se o choque o tivesse congelado.

Tínhamos estado juntos durante cinco anos.

Cinco anos de jantares de família, férias partilhadas e planos para o futuro.

Ele pediu-me em casamento em frente à nossa família, no Natal passado. A sua mãe, a Dona Helena, chorou de alegria e deu-me o anel que tinha sido da sua avó.

Agora, esse mesmo anel parecia queimar o meu dedo.

"Ele deve ter uma boa razão," eu disse, mais para mim do que para a Sofia. A minha voz saiu rouca.

A Sofia suspirou. "Que razão é suficientemente boa para fazer isto, Lia? Que razão?"

Ela tinha razão. Não havia.

Finalmente, o meu telemóvel tocou. Era um número desconhecido.

Atendi, com uma ponta de esperança absurda.

"É a Sra. Liana Santos?" uma voz profissional perguntou.

"Sim," respondi.

"Estamos a ligar do Hospital da Luz. Um paciente, o Sr. Miguel Almeida, sofreu um acidente de carro grave. A senhora está listada como o seu contacto de emergência."

Miguel.

O nome atingiu-me com força.

Miguel era o irmão mais novo do Pedro. Um rapaz problemático, sempre a meter-se em confusões.

"Ele está bem?" perguntei, a minha voz a tremer.

"Ele está em estado crítico. Precisa de uma cirurgia de urgência, mas perdeu muito sangue. O seu tipo de sangue é O negativo, é muito raro. Não temos reservas suficientes no banco de sangue."

O meu sangue. O meu tipo de sangue.

"Eu sou O negativo," disse eu, sem pensar. "Estou a ir para aí."

Desliguei a chamada e olhei para a Sofia. "O Miguel sofreu um acidente. Preciso de ir ao hospital."

Capítulo 2

Quando cheguei ao hospital, o caos reinava.

O cheiro a antisséptico era forte. Pessoas corriam pelos corredores.

Encontrei a sala de espera da urgência. A Dona Helena estava lá, o seu rosto pálido e manchado de lágrimas. O Sr. Carlos, o seu marido, estava ao seu lado, a olhar fixamente para o chão.

O Pedro não estava lá.

"Dona Helena," chamei.

Ela levantou a cabeça. Quando me viu, no meu vestido de noiva sujo, os seus olhos arregalaram-se, primeiro em choque, depois em pura raiva.

Ela levantou-se e veio na minha direção, a sua mão erguida.

O estalo do tapa ecoou na sala de espera silenciosa.

A minha bochecha ardeu.

"Sua desavergonhada!" ela gritou, a sua voz estridente. "Como é que te atreves a aparecer aqui? Não te bastou arruinar o meu filho mais velho, agora vieste ver o que fizeste ao meu mais novo?"

Eu fiquei paralisada. "O quê? Eu não fiz nada. Recebi uma chamada do hospital."

"Não te faças de inocente!" ela cuspiu. "O Pedro descobriu tudo! Descobriu sobre ti e o Miguel! É por isso que ele não apareceu no casamento! O Miguel estava a fugir da sua culpa quando bateu com o carro!"

A acusação era tão absurda que eu não consegui processá-la de imediato.

Eu e o Miguel?

O Miguel era como um irmão mais novo para mim. Eu ajudava-o com os trabalhos da faculdade, dava-lhe conselhos sobre raparigas. Nunca houve nada entre nós.

"Isso não é verdade," eu disse, a minha voz firme apesar do choque. "A senhora sabe que isso não é verdade."

"Cala-te!" ela gritou. "O Pedro deixou uma carta! Ele disse que não podia casar com a amante do próprio irmão!"

Uma carta.

O mundo pareceu inclinar-se. O Pedro acreditava nisto. Ele acreditava nesta mentira e nem sequer me deu a oportunidade de me defender.

Ele simplesmente desapareceu.

"Onde está o Pedro?" perguntei, o meu tom gelado.

"Ele não te quer ver! Ele foi-se embora! Para longe de ti!" gritou a Dona Helena.

Um médico aproximou-se. "A família de Miguel Almeida?"

"Somos nós," disse o Sr. Carlos, a sua voz grave.

"Precisamos de sangue. Urgentemente. Alguém é compatível?"

"Eu sou," eu disse, dando um passo em frente. "O meu tipo é O negativo."

A Dona Helena olhou para mim com desdém. "Não queremos o teu sangue sujo."

O médico olhou dela para mim, confuso. "Senhora, o seu filho vai morrer se não receber uma transfusão. Esta é a nossa única hipótese."

O Sr. Carlos agarrou o braço da sua mulher. "Helena, para. Deixa-a doar. Pelo amor de Deus, é a vida do nosso filho."

Ela olhou para o marido, depois para mim, o ódio a brilhar nos seus olhos.

Ela não disse nada. Apenas se afastou, derrotada.

Segui a enfermeira, deixando para trás os sussurros e os olhares de acusação.

Enquanto o meu sangue fluía para a bolsa, eu só conseguia pensar numa coisa.

Onde estava o Pedro? E quem lhe tinha contado uma mentira tão destrutiva?

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