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Cicatrizes de Uma Traição: Um Novo Começo para Sofia

Cicatrizes de Uma Traição: Um Novo Começo para Sofia

Autor:: Xiao Yan
Gênero: Romance
Estava grávida de nove meses, presa num carro virado na lama após um deslizamento de terra, a lutar desesperadamente pela vida do meu filho. Quando a polícia me encontrou, a minha última imagem foi o bebé ser arrancado de mim por uma cesariana de emergência, antes de tudo escurecer. Ao acordar, toquei instintivamente na barriga... estava vazia. O meu mundo desabou quando a minha tia me sussurrou: "O bebé... não sobreviveu." Numa dor insuportável, a ansiedade consumia-me: Onde estaria o meu marido, Leo? Por que não atendeu as minhas dezoito chamadas? A resposta da minha tia rasgou-me o coração: "Ele estava a salvar a Camila." A Camila, a minha prima. E ele não só estava com ela numa área oposta, como se recusou a aceitar a morte do nosso filho. Ele desligou-me o telefone na cara, culpando-me. Nesse momento, a tristeza transformou-se em fúria gélida: divorciar-me-ia. O que eu não sabia é que o Leo e a Camila não eram apenas primos... eles eram amantes. Este não era o fim, mas o início da minha vingança.

Introdução

Estava grávida de nove meses, presa num carro virado na lama após um deslizamento de terra, a lutar desesperadamente pela vida do meu filho.

Quando a polícia me encontrou, a minha última imagem foi o bebé ser arrancado de mim por uma cesariana de emergência, antes de tudo escurecer.

Ao acordar, toquei instintivamente na barriga... estava vazia. O meu mundo desabou quando a minha tia me sussurrou: "O bebé... não sobreviveu."

Numa dor insuportável, a ansiedade consumia-me: Onde estaria o meu marido, Leo? Por que não atendeu as minhas dezoito chamadas? A resposta da minha tia rasgou-me o coração: "Ele estava a salvar a Camila."

A Camila, a minha prima. E ele não só estava com ela numa área oposta, como se recusou a aceitar a morte do nosso filho. Ele desligou-me o telefone na cara, culpando-me. Nesse momento, a tristeza transformou-se em fúria gélida: divorciar-me-ia. O que eu não sabia é que o Leo e a Camila não eram apenas primos... eles eram amantes.

Este não era o fim, mas o início da minha vingança.

Capítulo 1

Quando a polícia me encontrou, eu já estava quase inconsciente, encolhida na parte de trás do carro.

O veículo estava meio submerso na lama da encosta.

"Consegue ouvir-me? Qual é o seu nome?"

A voz do polícia era distante, parecia vir de muito longe.

Abri a boca, mas não saiu som nenhum.

O meu corpo inteiro doía.

Especialmente a minha barriga.

O polícia olhou para a minha barriga proeminente e o seu rosto mudou drasticamente.

"Rápido! Chamem uma ambulância! Ela está grávida!"

Sim, eu estava grávida. Nove meses. O bebé podia nascer a qualquer momento.

Por isso, quando o deslizamento de terra aconteceu, a minha primeira reação foi proteger a minha barriga.

O meu marido, Leo, onde estava ele?

Eu tinha-lhe ligado. Liguei-lhe mais de dez vezes.

A última vez que falámos, ele disse que estava quase a chegar a casa.

Mas depois, o deslizamento de terra bloqueou a estrada.

Liguei-lhe novamente, aterrorizada, mas ele não atendeu.

Onde estaria ele agora? Será que também ficou preso no deslizamento de terra?

O meu coração apertou-se. A ansiedade e o medo tomaram conta de mim.

Fui colocada na ambulância. A dor na minha barriga era intensa e constante.

O médico disse: "A situação é crítica, temos de fazer uma cesariana de emergência."

Assenti com a cabeça, as lágrimas a escorrerem-me pelo rosto.

"Por favor... salvem o meu bebé."

E depois, perdi a consciência.

Quando acordei, o quarto do hospital estava silencioso.

A minha tia, Clara, estava sentada ao meu lado, com os olhos vermelhos e inchados.

Toquei instintivamente na minha barriga. Estava plana.

Onde estava o meu bebé?

"Clara, o meu bebé... onde está o meu bebé?"

A minha voz estava rouca.

Clara agarrou a minha mão, as suas lágrimas caíram.

"Sofia... o bebé... não sobreviveu."

O mundo desabou.

Senti um vazio imenso, uma dor que nenhuma palavra pode descrever.

O meu filho. O meu filho que carreguei durante nove meses.

Tinha desaparecido.

Não conseguia chorar, apenas olhava fixamente para o teto branco.

Clara continuou, a voz a tremer.

"Sofia, o Leo... ele está bem."

Leo estava bem.

Um pequeno alívio misturou-se com a minha dor avassaladora. Pelo menos ele estava seguro.

"Onde é que ele estava? Porque é que não me atendeu o telefone?"

Clara hesitou. O seu olhar desviou-se.

"Ele... ele estava a salvar a Camila."

Camila. A minha prima. A filha do meu tio.

"O que é que a Camila tem a ver com isto?"

A minha voz era fria.

"Ela estava a passear o cão na montanha... e ficou presa pelo deslizamento de terra. O Leo foi salvá-la."

A montanha.

A montanha ficava na direção oposta à nossa casa.

Para a salvar, ele teria de ter dado a volta e conduzido pelo menos uma hora na direção contrária.

Enquanto eu estava presa no carro, a lutar pela minha vida e pela do nosso filho, ele estava a salvar outra mulher.

Uma mulher que não estava em perigo iminente.

E o cão dela.

Uma raiva fria começou a crescer dentro de mim, substituindo a dor.

"Passa-me o meu telemóvel."

A minha voz era firme.

Clara entregou-mo.

Liguei ao Leo.

Atendeu ao segundo toque.

"Sofia? Estás bem? Estava tão preocupado!"

A sua voz soava ansiosa. Que piada.

"Onde estás?" perguntei, calmamente.

"Estou no hospital com a Camila. Ela torceu o tornozelo e o cão dela, o Trovão, está em choque. O meu pai está a tratar deles. Coitadinha, ela passou por tanto."

O pai dele. O meu sogro, um veterinário.

"Leo, o nosso bebé morreu."

Silêncio do outro lado da linha. Um silêncio longo e pesado.

Depois, a sua voz, cheia de uma raiva contida.

"Sofia, o que é que estás a dizer? Não faças esse tipo de piadas agora. A Camila quase morreu!"

Eu ri. Um som seco e sem alegria.

"Não estou a brincar. O nosso filho morreu por causa do deslizamento de terra. Tiveram de me fazer uma cesariana de emergência."

"Isso é impossível!"

A sua negação era forte.

"Como é que isso pôde acontecer? Eu disse-te para ficares em casa!"

A culpa. Ele estava a tentar culpar-me.

"Vamos divorciar-nos, Leo."

As palavras saíram da minha boca antes que eu pudesse pensar. Eram certas. Eram a única verdade que restava.

"Divórcio? Estás louca? Só porque eu salvei a minha prima? Não tens compaixão? A Camila não tem mais ninguém!"

A Camila não tinha mais ninguém? E eu? O nosso filho morto?

"Ela estava a passear um cão na montanha, Leo. Eu estava a ter o nosso filho no meio de um deslizamento de terra."

"Foi no caminho! Eu ia salvá-la e depois ia ter contigo!"

"No caminho? Leo, a casa dela fica a uma hora de distância, na direção oposta. Não me tomes por estúpida."

Ele ficou em silêncio.

"Sofia, estás a ser irracional. Estás em choque. Falamos sobre isto mais tarde. A Camila precisa de mim agora."

Ele desligou.

Desligou-me o telefone na cara.

Olhei para o telemóvel. Tentei ligar de volta.

Caixa de correio. Ele tinha-me bloqueado.

A raiva transformou-se em gelo nas minhas veias.

O meu filho estava morto. O meu marido escolheu salvar a sua prima e o cão dela em vez de mim.

E agora, ele culpava-me.

Não havia mais nada a dizer.

O divórcio não era uma ameaça. Era uma promessa.

Capítulo 2

Dois dias depois, Leo finalmente apareceu no hospital.

Ele não veio sozinho.

Trouxe a Camila com ele.

Ela estava numa cadeira de rodas, com o tornozelo ligado, a fazer uma cara de vítima.

O meu sogro, o Sr. Alves, empurrava a cadeira.

Leo trazia um cesto de fruta. Um gesto vazio e insultuoso.

"Sofia, como te sentes?"

A voz dele era suave, como se nada tivesse acontecido.

Não respondi. Apenas olhei para ele. Depois para a Camila.

Ela evitou o meu olhar, concentrando-se num ponto imaginário na parede.

"Sofia, querida, sabemos que estás a passar por um momento difícil," começou o meu sogro, com um tom paternalista. "Mas não podes culpar o Leo. Ele fez o que qualquer pessoa decente faria."

"Qualquer pessoa decente teria dado prioridade à sua mulher grávida de nove meses, que estava em perigo de vida," respondi, a minha voz cortante como vidro.

Camila começou a chorar baixinho.

"A culpa é minha... Eu não devia ter ligado ao Leo... Eu devia ter morrido lá..."

Leo apressou-se a confortá-la, colocando uma mão no seu ombro.

"Não digas isso, Camila. Não foi culpa tua. A Sofia está apenas perturbada, ela não quer dizer isso."

Ele falava de mim como se eu não estivesse ali.

"Eu quero dizer cada palavra," afirmei, olhando diretamente para ele. "Eu quero o divórcio."

A expressão de Leo endureceu.

"Já chega, Sofia! Estás a ser egoísta! Perdemos um filho, eu também estou a sofrer! Mas não podes usar isso para me atacar!"

Ele estava a sofrer?

"Tu não perdeste nada, porque não estavas lá. Estavas demasiado ocupado a ser o herói da Camila."

"Isso não é justo!" gritou ele. "Eu não sabia que a situação era tão grave!"

"Eu liguei-te dezoito vezes, Leo. Dezoito. Em cada chamada, a minha voz estava mais desesperada. O que é que tu pensavas que estava a acontecer? Que eu estava a ligar para saber se querias bacalhau ou frango para o jantar?"

O meu sogro interveio.

"Sofia, controla-te! Estás num hospital! E estás a assustar a Camila!"

Olhei para a Camila, que se encolhia na cadeira de rodas, a chorar como uma criança.

"Ela parece bem assustada. Talvez da próxima vez que decidir passear o cão dela durante um alerta de tempestade, pense duas vezes."

"Tu és inacreditável," disse Leo, abanando a cabeça em desilusão. "Eu vim aqui para tentar fazer as pazes, para te apoiar, e é isto que recebo."

"Tu não vieste aqui para me apoiar. Tu vieste aqui para aliviar a tua consciência. E trouxeste a tua audiência para te sentires justificado."

Levantei a mão.

"Saiam. Todos vocês. Saiam do meu quarto."

"Sofia, não sejas assim..."

"SAIAM!"

A minha voz ecoou no pequeno quarto. Uma enfermeira apareceu à porta, com um ar preocupado.

Leo olhou para mim, depois para a enfermeira, e finalmente cedeu.

Ele empurrou a cadeira de rodas da Camila para fora, com o pai a segui-los.

Antes de sair, Leo virou-se.

"Tu vais arrepender-te disto, Sofia."

Não, não vou.

O único arrependimento que tenho é ter-me casado contigo.

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