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Clara: Enfermeira Traficada

Clara: Enfermeira Traficada

Autor:: Miss Grace
Gênero: Romance
Clara, uma jovem enfermeira, recebe uma proposta irrecusável de trabalho na Europa mas descobre que foi um golpe, ela é traficada, depois de um tempo é salva por uma agência secreta e tenta retornar à sua vida, reencontra seu irmão, conhece um Chef que a tira do sério, faz amigos e tem um ótimo trabalho, mas acaba sendo encontrada pela quadrilha então aceita se unir à agencia para destruir a todos que querem roubar sua chance de ser feliz.

Capítulo 1 Adeus

*CLARA*

Deixar o André é a coisa mais difícil que estou fazendo na vida e olha que minha vida estava um lixo quando eu era escrava sexual na Europa, sim, vou te contar tudo sobre isso em outra oportunidade, mas por enquanto... preciso ir até a Lagoa e encontrar com o Roger, o cara que esta com minha nova identidade e as passagens para ir embora do Brasil... de novo.

Que droga, estava tudo tão bem, voltei para o Brasil faz mais ou menos seis meses, trabalhei no projeto de uma grande bailarina, reencontrei meu quase irmão Leo Garcia, fiz amigas o que é muito difícil para mim, arrumei um trabalho que gosto e até conheci um Chef de cozinha irritante por quem estou completamente apaixonada...sem esquecer que pela primeira vez vou ser madrinha de um bebê, isso tudo é tão legal...

André queria se casar comigo mesmo sabendo pelo que eu passei, mas hoje mais cedo eu dei de cara com um ex-cliente que por acaso também é um dos homens mais importantes no esquema de tráfico de mulheres, ele me reconheceu e me deu seu cartão, claro que eles não iam deixar barato se me encontrassem ja que com a ajuda de uns agentes secretos eu fugi do esquema deles. Só que agora o André está ficando famoso, construindo sua carreira, como pode ser associado à uma ex-garota de programa?

O pior não é isso, sabe... o pior é que agora que me encontraram, farão de tudo para me destruir, a não ser que eu os destrua primeiro... então liguei para a moça que me resgatou, Hanna, ela havia me proposto trabalhar na agência e usar tudo o que sei para acabar com esse negócio de tráfico. Fiquei ocm muito medo na época, não achava que eu seria capaz na verdade, então simplesmente tentei voltar para a minha vida, mas Hanna disse que as portas estariam abertas para mim, por isso hoje mais cedo eu lfalei com ela. Peguei o número dela nos meus contatos e enviei uma mensagem perguntando se ela poderia falar, logo ela me ligou.

- Oi Clara, como você está? Esta tudo bem com a Patrícia?

Esqueci completamente que ela tinha me colocado lá na seletiva para observar a Patrícia por ela, ja que elas eram irmãs.

- Ela esta bem, eu acabei finalizando meu contrato por lá, mas estou sempre sabendo dela pois meu irmão e sua noiva são os protagonistas do espetáculo, será em dois meses.

- Ah entendi, que bom que estão bem, mas então, se você esta me ligando... considerou minha proposta, Clara?

- Estou considerando Hanna, eu estava tentando ter uma vida normal, até fui pedida em casamento pelo Chef de cozinha do hotel onde trabalho como enfermeira, no entanto, hoje um antigo cliente me reconheceu aqui, e imagino que isso possa acontecer muitas outras vezes, o André, meu noivo, está fazendo fama como chef, ja pensou se isso vem à tona?

- Calma Clara, existem formas de fazer isso dar certo, mas você precisa manter a calma, tem certeza que quer largar a vida aí?

- Preciso Hanna, preciso usar tudo isso que aconteceu comigo para alguma coisa positiva, e nada mais positivo do que salvar outras mulheres.

- Eu vou te colocar em contato com o agente Roger, ele providenciará sua vinda para a Europa, você fará um treinamento de dois meses enquanto compartilha todas as informações que tem, certo? Mas não será definitivo, ao final desses dois meses, você ainda poderá fazer sua escolha, se quer ser uma agente ou seguir com sua vida.

- Tudo bem, eu aceito.- Eu disse resoluta.

- Até mais então Clara.- Hanna se despediu e então desligou, ela era bem objetiva.

Na verdade eu acho que Hanna era uma versão de mim mesma, ela tinha o jeito bem parecido com o meu, só que era mais segura, parecia que era capaz de resolver todo e qualquer problema, era uma mulher incrível, quando eu crescer, quero ser como ela.

Enfim... estou aqui indo embora de coração partido... tudo o que aconteceu no Brasil nesses meses foi tão legal, parecia mesmo que eu ia conseguir ter uma vida e agora isso...

Mas ok, você deve querer saber da história toda, não é mesmo?

Vou começar do começo.

Eu era filha da empregada dos Garcia, mas o vô Samuel me adotou, ele me ajudou com os estudos e me formei em enfermagem. Quando ele morreu, fui estudar na Europa, mas não esperava o que aconteceu em seguida, uma proposta de trabalho boa demais para ser verdade me encantou e eu fui ao encontro de uma mulher que estava recrutando as "enfermeiras", isso no meu caso, porque ela na verdade dizia apenas o que cada mulher queria ouvir, algumas tinham oportunidade como modelo, outras cantoras, bailarinas, atrizes e secretárias executivas. Não importava, eles sempre tinham alguma oportunidade incrível para oferecer... só que era mentira, na saída da entrevista, após se certificarem de que a mulher era tudo o que eles estavam procurando, acontecia o sequestro.

Capítulo 2 Traficada e resgatada

Eu não tenho vontade de entrar em detalhes quando falo desse tempo que passei como escrava, você deve entender, não é mesmo? Foi um tempo de abusos, não foi só físico, mas também psicológico, acabou com minha autoestima, acabou com minha vontade de viver, tive que passar por um tratamento psiquiátrico por causa do trauma e continuo fazendo terapia semanalmente para lidar com todas as minhas emoções bagunçadas.

Sabe o que eu não entendo? Como um ser humano é capaz de fazer isso com outro, como uma mulher é capaz de fazer isso com outras mulheres, destruindo seus sonhos, pegando algo bonito com que as meninas sonham e transformando em um verdadeiro pesadelo. Mas eu terei minha vingança, essa mulher que me recrutou, essa é meu alvo principal.

Foi após a morte do vô Samuel que eu recebi a proposta, eu tinha visto meu "quase irmão" Leo no enterro e me despedido sem saber quando o veria novamente, ja que faria um curso na Europa. Quando terminei o curso um ano depois, essa mulher veio me recrutar, disse que foi alguém do curso que me recomendou, disse que era um trabalho fácil de cuidadora de um homem muito rico (que cretina, ela só não mencionou de que forma ia funcionar esse cuidado). O dinheiro não me impressionou, mas a oportunidade de colocar isso no meu curriculo antes de voltar ao Brasil, sim, e esse foi meu erro. Aceitei ir na entrevista e foi um caminho sem volta.

Nunca vou esquecer daquele dia, da simpatia da mulher quando me ofereceu a água que ja estava com alguma coisa para que eu dormisse. Foi fácil me colocar no carro quando eu saí do prédio da entrevista toda tonta, eu adormeci logo em seguida e quando acordei, estava em um país que não fazia ideia nem do nome. Todos falavam uma língua estranha para mim, depois descobri que era turco.

Estavamos em um quarto escuro, eu e mais quatro jovens, a tal recrutadora apareceu e explicou as regras, nós precisavamos trabalhar se quisessemos comer, simples assim. Quando uma das garotas foi levada e voltou inconsciente de tanto apanhar, ela nos explicou: "é isso que acontece com quem desobedece" e depois, olhando para mim, disse: "enfermeira, por enquanto seu trabalho vai ser cuidar dela" e me deu uma maletinha com alguns ítens de primeiros socorros. Logicamente não havia ali nada cortante ou perfurante com que eu pudesse tentar me defender ou tentar fugir.

Como as garotas se negavam a "trabalhar", as três primeiras voltaram em estado parecido e eu gastei quase um mês só cuidando delas, as outras duas garotas que estavam no nosso quartinho, decidiram que era melhor aceitar aquela situação do que apanhar como as três e começaram a voltar com presentes, elas diziam que não era tão ruim assim, mas eu sabia que não era verdade, elas apenas queriam se convencer disso. Uma delas começou a delirar que um dia algum cliente ia comprar ela e tirar ela dessa vida se ela trabalhasse bem então se tornou a pupila da nossa raptora, a mais requisitada ja que era a mais disposta a fazer qualquer coisa que lhe pedissem.

Depois que as três garotas haviam se recuperado, chegou a minha vez, a mulher me buscou, me levou para um dia de princesa em um hotel caro, me deu um vestido de grife e me preparou para um cliente especial, ao ver que eu estava muito nervosa, decidiu que era melhor eu ser dopada, e foi assim meu primeiro trabalho... eu estava anestesiada quando o homem mais velho entrou no quarto, ele parecia um empresário, afrouxou a gravata e nem se deu ao trabalho de tirar a sua roupa ou a minha, apenas abaixou a calça e levantou meu vestido depois fez o que quis enquanto lágrimas escorriam dos meus olhos. Ele vestiu novamente a calça e começou a esbravejar no telefone, logo a mulher voltou e me tirou do quarto enquanto o homem continuava no telefone, agora trabalhando no notebook.

-Te dei um cliente fácil, querida, com esse é apenas isso mesmo, entrar e sair, ele nem liga se a garota estiver dopada, fiz isso porque você é útil como enfermeira, mas os chefes não querem dar comida para enfermeiras, apenas para as garotas que fazem todo o trabalho.

Eu continuava chorando em silêncio, anestesiada pelo remédio que ela havia me dado, parecia que tudo era apenas um pesadelo, que uma hora eu ia acordar. Como eu não tinha forças para fugir, como pagamento pelo meu recente "trabalho", fui levada a um restaurante para comer. O tempo todo que estive lá, só havia comido pão e barrinhas de proteína então aproveitei o jantar com prazer mesmo já estando praticamente em depressão.

O segundo cliente reclamou de eu estar dopada e não ser participativa, então eu apanhei... primeiro do cliente e depois de outro homem que nos vigiava na casa, fiquei de cama por uma semana e a mulher decidiu que eu ficaria exclusiva do "empresário das rapidinhas" como ela chamava, assim ela não perdia a preciosa enfermeira.

Praticamente um ano se passou até que a casa foi invadida e fomos resgatadas, mais uma vez eu estava machucada, mas dessa vez foi por tentar fugir dias antes, uma jovem agente que fez parte do resgate, ajudou a me carregar, ela estava ocm os olhos cheios de lágrimas quando me colocou no carro e sentou ao meu lado. Ela me perguntou em inglês de onde eu era "Where are you from?" e eu respondi quase sem forças "Brasil", ela sorriu e começou a falar em português comigo, aquilo foi um refrigério.

Fomos levadas para uma base secreta onde cuidaram de nossas feridas físicas e emocionais, também ouviram horas e mais horas de depoimentos para tentar descobrir mais sobre a organização que havia feito aquilo conosco. Falei tudo o que eu sabia e um dia, quando estavamos no refeitório, a moça que participou do meu resgate me procurou, ela pediu minha ajuda com alguém que havia se ferido em uma missão. Foi assim que comecei a ajudar na base.

Fiquei um tempo com eles até que tive coragem de voltar para o Brasil e tentar recuperar a minha vida, aquela jovem, Hanna, também me ofereceu a chance de ficar na base, de receber treinamento e ajudar a resgatar outras mulheres, mas eu sabia que precisava resgatar a mim mesma antes, então decidi voltar ao Brasil. Hanna precisava ir para o Brasil em uma missão também e eu fui com ela, no caminho ela me pediu que ficasse de olho em sua irmã Patrícia e foi assim que surgiu uma oportunidade de eu trabalhar como enfermeira na seleção de bailarinos que Patrícia Magli estava fazendo para um grande show.

Capítulo 3 Emprego na Seletiva

Gostei da Patrícia, mulher forte e decidida, ela com certeza nao era só uma bailarina, assim como Hanna não era só uma secretária na Europa.

Mas, o melhor era não tocar no assunto.* Fiquei no meu canto que no caso era a enfermaria improvisada em uma sala do teatro, minha primeira paciente foi uma jovem muito talentosa que após dançar na seletiva teve desidratação e pelo que percebi, uma crise de pânico também, mas ela foi atendida pelo médico, na verdade eu só apareci depois para tirar o acesso do soro do braço dela, mal pude acreditar quando vi Leo saindo da enfermaria, nesse dia eu me escondi, não queria falar com ele ainda, precisava me preparar pois ia fingir que simplesmente estive estudando na Europa e agora retornei.

Não demorou para que eu tornasse a vê-lo. Foi dias depois que a mesma moça, por quem eu notei que Leo estava perdidamente apaixonado, a Anne, retornou à enfermaria, carregada no colo por Leo que a pôs na maca.

- Eu estou bem, obrigada- Anne disse meio tonta ainda, Leo estava tão nervoso.

Para aliviar aquele clima, voltei minha atenção à Anne:

- Moça, você esta querendo a estrelinha de quem mais visitou a enfermaria na seletiva?- E sem olhar para Leo eu pedi – O senhor pode aguardar ali fora, aliás, por gentileza, pegue um pouco de água para ela, tá?

- Sim, eu... estou indo- Leo nem conseguia nem falar direito

- Namorados as vezes atrapalham, deixa eu ver aqui esse machucado- Eu sabia que eles não estavam juntos, mas como tinha visto o jeito que Leo a olhava, não custava incentivar.- Quer me contar o que houve?- Perguntei à Anne.

- Fui atacada por um dos participantes do concurso, me defendi e ele me deu um tapa.- Ela falou chateada.

- Que covarde, ele fugiu?- Eu perguntei já finalizando o pequeno curativo.

- Não, pegaram ele, ouvi dizer que fui a segunda.

- Ah sim, ontem uma moça desistiu da seleção misteriosamente...prontinho.

Eu sabia como Anne estava se sentindo, se pudesse lhe daria um abraço, eu estava ali pensando quando Leo voltou:

- Oi, está se sentindo melhor? Aqui sua água.- Leo estava tremendo, tadinho, fiquei em silêncio e de costas para eles arrumando as coisas.

- Eu estou bem, obrigada Leo, você ... conhecia aquele cara?

- De vista, quem me avisou que ele era encrenca foi minha parceira, quando viu que vocês estavam indo na direção errada ela achou melhor irmos atrás.

- Agradeça a ela então.

Patrícia entrou na enfermaria com dois seguranças enormes, continuei no meu canto só ouvindo a conversa.

- Anne, sinto muito, o Iago já foi preso, mas a bailarina que o levou também pediu para sair da seletiva, na verdade parece que ela era policial disfarçada e já estava de olho há algum tempo para prender esse criminoso. Ah, Leo, você está aqui...então, era sua parceira né?

O processo de seleção de bailarinos da Patrícia tinha várias fases e essa, era de duplas, parece que o destino estava ajudando Leo, tanto ele como Patrícia estavam sem parceiros para a seletiva agora.

- Sim, mas... Anne também esta sem parceiro então, se for tudo bem para você, e para Anne, claro... podemos participar juntos dessa fase.- Leo disse para Patrícia.

- Bom, não vejo problemas- Patrícia olhou para Anne- Tudo bem para você Anne?

- Sim, tudo bem então.- Anne disse ainda parecendo distraída, afinal havia sofrido um trauma- Obrigada.

- Certo, agora vou garantir que aquele homem pague por cada vez que desrespeitou uma mulher na vida dele. Com licença.- Patrícia saiu com aquela autoridade. Fiquei tão admirada com ela, assim como admiro a Hanna que acabei pensando em voz alta

- Falou uma verdadeira Magli. Ela é mesmo uma rainha.

- Também acho- Anne respondeu terminando sua água- Mas não acho que ela seja Magli no "mal sentido", ela fez aspas com a mão se referindo aos negócios ilícitos de Dom Luiz e Hector Magli.

- Eu tenho certeza que não é.- Eu respondi.- Agora vão vocês dois, e não quero mais ver vocês por aqui, hein?

Eu havia decidido não falar nada, mas aí Leo me agradeceu dando a clássica piscadinha dele.

- Obrigada pelos cuidados. Até mais.

- Nem vem com charminho, sai da minha enfermaria Leo Garcia.- Eu brinquei.

- Ué, você sabe quem sou?- E então ele me olhou de verdade pela primeira vez, meu cabelo estava preso e ele nunca tinha me visto e uniforme então não posso culpá-lo por nçao me reconhecer.

- E você não sabe quem eu sou né?- Eu ri- Claro que não se lembra... sou a Clara.

- Não é mesmo!- Leo falou indignado e me olhou direito- Não é possível, Clarinha?- ele me abraçou e rodou no ar- não acredito.

- Vai, seu mané... estão perdendo tempo de ensaio.

- Ai gente, eu fiquei curiosa agora...- Anne falou olhando a cena já que estava na cara que nos conhecíamos há muito tempo.

- Não precisa ficar com ciúme dele- eu ressaltei para Anne- Somos como irmãos, fomos criados na mesma casa.

- Ciúme? Não... é que...- Anne ficou sem graça, acho que ela ainda não sabia que estava se apaixonando pelo Leo, ela parecia tão doce e inocente.

- Clara é afilhada do meu avô, ele praticamente a adotou quando era criança.- Leo explicou.

- Ah sim, legal.- Anne disse sem graça.

- Vão logo, e vê se não magoa essa garota, eu gostei dela, até que enfim arrumou uma namorada decente.- Eu aproveitei mais uma vez para mexer com os dois, era divertido.

- Ela não...- Leo ia dizer que não eram namorados mas decidiu não falar nada- pode deixar Clarinha.

Eles foram para o ensaio e eu sentei na cadeira da enfermaria tremendo de nervoso, era real, eu havia voltado para minha vida e isso incluía meu irmão e uma possível cunhada que era um amor de pessoa.

Terminei meu trabalho e fui feliz para casa... alguns dias depois eu descobri que Leo era pai do filho de Anne, mas eles não haviam feito aquela criança, foi surreal saber que o vô Samuel tinha roubado o semem do Leo e mandado inseminar a Anne (mas isso é outra história e se você quiser saber em detalhes, precisa ler "a virgem é mãe do meu filho")

- Mas então você tem um filho com a Anne, mas ela nem é sua namorada?

-Isso- Leo disse

- Mas você queria que fosse ...

- É bem complicado, ela quer distância de mim. - Leo falou chateado, mas não deu tempo de eu explicar que não era nada disso pois Anne vinha vindo, fui correndo na direção dela feliz pela novidade

-Preciso conhecer meu sobrinho.- eu disse feliz.

-Vamos combinar um dia, podemos tomar um sorvete juntos depois do ensaio um dia desses.- Anne falou sem graça.

-Eu vou amar- Eu disse me despedindo e indo para a enfermaria, sabia que era só uma questão de tempo para aqueles dois ficarem juntos, estava na cara a forma que eles se olhavam.

* A história da Patrícia, da Hanna e dessa seletiva de dança, você encontra no livro A BAILARINA E O CEO MULTIMILIONÁRIO

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