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Companheiros de alma

Companheiros de alma

Autor:: Stefania
Gênero: Romance
Beatrice e Damian se conheceram na Áustria, mas ver a humana ao redor daqueles vampiros prepotentes, que sempre se consideraram melhor do que os outros, deixou Damian tão enojado que se recusou a admitir que ela era sua companheira. Mas até quando ele vai resistir a dor da distância? O que vai estar esperando por ele se enfim ir até Beatrice? Ele não sabe se está disposto a descobrir.

Capítulo 1 Prólogo

Beatrice mais do que nunca desejou nunca ter se envolvido com vampiros em seus 18 anos de existência. Sua vida já era complicada o suficiente sem a presença do sobrenatural, mas lá estava ela mais uma vez, entrando na mansão cheia de vampiros, conhecidos como a realeza da espécie, depois de se deixar convencer a ajudar seu ex-namorado idiota, que em algum momento, acreditou que ela pudesse realmente ter se matado por causa dele.

A ideia de se matar por um ex-namorado sempre foi ridícula para ela e isso se confirmava naquele momento. Está certo que ela tinha feito algumas idiotices depois de ter seu coração quebrado pelo vampiro, mas nenhuma delas envolveu realmente a vontade de morrer. Ela gostava de viver. Desejava viver para sempre, mas aquela parte também tinha sido destruída com a partida de Arvin há seis meses. Seu amor se transformou em ódio e só não tinha dito não, porque ainda tinha um coração mole, que a impediu de deixar que o infeliz vampiro se matasse, por causa dela. Se tinha algo que não estava disposta a carregar, era algum sentimento de culpa por ter deixado que Arvin morresse, pensando que ela mesma também havia partido.

Assim que foi conduzida para aquela sala cheia de vampiros, Beatrice segurou seu suspiro e a enorme vontade de sair correndo.

Arvin também segurava seu braço, o que impedia que corresse ou ao menos conseguisse algum espaço dele mesmo, tornando a situação ainda mais constrangedora.

Quando localizou o trio de vampiros mais a frente deles, claramente da realeza, se surpreendeu ao constatar que pareciam mais jovens do que tinha imaginado, embora provavelmente devessem ter décadas de existência.

Curiosa, olhou ao redor, percebendo alguns vampiros ao redor, como se estivessem guardando a segurança do trio. Porque alguém seria inocente de invadir aquele lugar cheio de vampiros para tentar matar um deles, era um mistério para Beatrice, mas não estaria abrindo a boca naquele lugar para falar nada, a menos que pedissem sua opinião, o que estava começando a duvidar que aconteceria.

A única mulher entre os três reis se aproximou e enfim Isabella conseguiu manter uma distância suportável de Arvin, se soltando dele discretamente, se sentindo um pouco menos sufocada, apesar da situação em que estava metida.

Beatrice até tentou acompanhar aquela conversa estranha, que envolvia Arvin admitir que houve uma confusão e informações erradas, mas de repente teve uma sensação estranha, e a humana estava mais preocupa com o olhar fixo que sentia de alguém nela. Um dos vampiros não tirava os olhos dela e estava na dúvida se devia ou não, procurar a fonte daquelas sensações que eram despertadas ao mesmo tempo.

Ela então ouviu seu nome sendo dito pela mulher, mas ao virar o rosto, encontrou enfim a localização do vampiro. Ele estava do lado direito do cômodo, os braços atrás das costas, em uma posição de respeito e ao mesmo tempo que mostrava não se importar com a presença dela e dos vampiros que a arrastaram para aquela situação. Era como se não fossem dignos da atenção dele... ao menos os vampiros não eram. Quando encontrou seu olhar, Beatrice se viu presa no olhar dele e ele enfim relaxou sua postura, como se tivesse encontrado o que esteve procurando por muito tempo. Foi fascinante assistir aquela mudança.

Ela queria ter perguntado algo a ele, falado com ele, mas Arvin a cutucou e Beatrice precisou se concentrar na vampira e em suas perguntas. Tentou o máximo possível não mostrar seu incômodo, principalmente com as interrupções desnecessárias de Arvin, e ao serem liberados para ir, a fez perceber que havia aprendido a mentir finalmente, ao menos um pouco.

Quando deixou seus olhos percorrerem aquele espaço mais uma vez, se sentiu mais calma ao perceber que o vampiro misterioso continuava olhando para ela, cuidando dela. Era um pensamento estranho de se ter naquele lugar, com aqueles seres sobrenaturais, mas os olhos negros daquele homem alto e forte, não pareciam representar qualquer perigo para Beatrice.

Ela então sentiu seus lábios agirem por conta própria, sorrindo para o vampiro, antes de se virar para os vampiros ao seu lado e finalmente conseguirem ir embora. Ela não conseguiu ver a reação do vampiro, mas algo lhe dizia que ele tinha ficado surpreso. Ela era apenas uma humana afinal de contas.

Beatrice se manteve o mais silenciosa que os vampiros permitiram, com as constantes perguntas se ela estava bem. Ela estaria muito melhor se não tivesse sido arrastada para um local cheio de vampiros poderosos que poderiam matá-la em um piscar de olhos, mas conseguiu se controlar antes de falar isso ou coisas piores, que queria muito.

Beatrice conseguiu pegar no sono dentro do avião, sonhando com olhos negros e azuis ao mesmo tempo, com um homem com presas, que a olhava com adoração, parecendo querer mais do que apenas segurá-la como um bichinho de estimação. Ele a queria. Ele a queria para ele. Ele gostava dela. E foi com aquelas imagens deliciosas, que Beatrice suportou aquela viagem de volta, o mais calma possível, sem uma vontade incontrolável de jogá-los para fora do avião e do carro, para que queimassem... eles não queimaram de verdade, tiveram algumas ajudas de gente poderosa para isso, mas na imaginação de Beatrice isso acontecia.

Quando pararam o carro em frente à sua casa, Beatrice suspirou, aliviada, e desceu o mais rápido que conseguiu, com a mente ainda nublada pelo sono.

- Vocês podem ir agora. - disse Beatrice, tentando dar as costas a eles, mas viu Arvin se aproximando e precisou detê-lo. Se dependesse dela, ele não teria mais oportunidade alguma de encostar nela.

- Beatrice eu... - ele tentou falar, ao menos respeitando a distância que colocou entre eles.

- Não, Arvin. Eu não quero mais nada com você, ou da sua família. Só quero que fiquem longe a partir de agora.

Ele abriu a boca, mas Beatrice não estava mais disposta a ouvir nada vindo dele, então entrou em casa, pronta para fazer um jantar especial, como um pedido de desculpas para seu pai, depois de precisar sumir com Layla, para salvar um vampiro idiota. Beatrice não conseguia esquecer a estupidez que precisou fazer.

Mas apesar de não querer mais desapontar o pai, sabia que teria sido incapaz de negar ajuda a alguém, principalmente quando esse alguém podia morrer.

E então, depois de voltar da Áustria, Beatrice tentou viver como se nada tivesse mudado, mas a família de vampiros estavam de volta a cidade e todos os olhares estavam sob ela e Arvin, todos curiosos e ansiosos para saber se haveria uma reconciliação. Se dependesse dela, a resposta seria não.

Capítulo 2 Companheira de Damian

Infelizmente para Beatrice, o tempo longe do envolvimento com vampiros iria durar pouco, afinal algo mais havia mudado depois de sua visita a mansão na Áustria, não com todos, mas com um vampiro especial, que ela mesma havia tido a chance de colocar os olhos, sentir a atração e virar as costas, indo embora como nada tivesse acontecido... diferente da realidade.

Claro que a humana não tinha realmente culpa sobre isso, afinal somente vampiros sentem o puxão, a conexão de companheiros e se eles têm a sorte de conhecer seu companheiro, ou companheira no caso de Beatrice, ainda na forma humana... a conexão infelizmente demora um pouco mais para ser completada, ao menos para aqueles vampiros com honra, que preferem deixar seu companheiro ciente da situação e lhe dá uma escolha.

Talvez esse não fosse realmente o caso de Damian, se ele não tivesse visto a humana ao lado de um tipo de vampiro que ele tanto detestava. Teimoso, como só ele sabia ser, o vampiro não fez qualquer movimento para agir e declarar Beatrice sua. Na verdade, o vampiro escolheu viver pelos cantos da mansão, tentando ignorar a dor em seu peito, que depois de uma semana passou a ser constante, desde que Arvin, Layla e Beatrice haviam ido embora. Ele sabia que Beatrice Flowers era a culpada, ou ao menos suspeitava disso, se a súbita atração e a corda que pareceu puxá-lo para ela, ao encarar aqueles olhos verdes, fosse indicação suficiente. Ele relaxou ao encontrar seu olhos, seu coração pareceu acelerar ao vê-la sorrir para ele, o deixando surpreso e com uma vontade enorme de retribuir o sorriso. Ele não era de sorrir, então haviam indícios suficientes para ajudá-lo a entender.

- Damian, você está bem? - perguntou Alicia, parecendo realmente preocupada, ao ver um de seus melhores soldados se inclinar levemente, parecendo segurar um gemido de dor, ao mesmo tempo que segurava o próprio peito, como se o apertar fosse suficiente para fazer a dor sumir. Ela conhecia aquelas reações, mas acreditava que o homem não seria tão tolo em esconder o fato de ter encontrado sua companheira... ela estava errada.

- Eu estou bem mestre. O que deseja de mim? - disse Damian com mais esforço, do que pensou que realmente precisaria. Mas, a vampira havia lhe chamado para uma nova missão e tinha trabalho a ser feito, então não havia qualquer possibilidade de parar e refletir sobre o fato do desconforto e da dor estar se tornando cada vez mais presente, constante e forte.

- Temos fortes suspeitas de que um vampiro, com um talento peculiar, está rondando Seattle. Preciso que o elimine, o mais rápido possível, antes que cause ainda mais estragos.

- Dom peculiar? Como assim?

Com o interesse despertado, Damian conseguiu deixar Beatrice de lado, longe do centro de seus pensamentos, ao menos por um momento. Foi quase um alívio.

- Ele está transformando vampiros em humanos. O seu dom é trazer vampiros de volta à vida. Ao que parece, sem chances de volta.

Damian encarou sua mestre chocado. Não acreditava que aquilo seria algo possível, ou permanente. Era surpreendente.

- Mestre Alicia...

- Tenho fontes confiáveis Damian, e confio em você para eliminá-lo... se realmente estiver bem como está dizendo.

- Eu estou b... Ah!

Damian então desabou, sentindo como se seu peito estivesse se abrindo. Algo o puxava, o fazia sofrer pela distância e gritar de dor agora também.

- Damian, já chega! Você encontrou sua companheira, não foi? - disse Maurício, se aproximando e o ajudando a levantar.

Damian o encarou, nervoso, sabendo muito bem do que aquele vampiro era capaz, mas assentiu, desistindo de ser forte. A dor o estava consumindo, não podia mais segurar.

- Quem? - perguntou Gustave, curioso.

Todos se surpreenderam ao ver a emoção passar pelo rosto do mais velho dos irmãos Ventrue, aquele que perdeu a companheira a poucas décadas e ainda não havia sido capaz de se reerguer. Gustave era o exemplo perfeito do que perder um companheiro poderia causar.

- Eu acho que foi... Beatrice Flowers. - confessou Damian, não surpreso em ver o choque no rosto de todos ali.

- Por que não disse nada?! Eles foram embora a uma semana! - disse Alicia, irritada em ver um de seus melhores guardas sofrendo, por pura burrice, se ela fosse franca.

- Ela foi embora nos braços daquele vampiro mimado. Se ela veio até aqui por ele, então talvez seja como ele.

Ao dizer aquilo, Damian sentiu algo dentro dele se contorcer. Seu coração não concordava com suas palavras e talvez nem seu lado racional concordasse. Ele estava com medo, do que ter uma companheira humana poderia representar. Ele não desejava acabar como Gustave, mesmo que o respeitasse e admirasse.

- Podia estar apenas sendo enganada ou foi persuadida a vir. Eu vi sua mente Damian, e Arvin não foi bem recebido por ela. - disse Alicia, quase sorrindo ao ver um pingo de esperança aparecer nos olhos de seu guarda.

- Desculpe Alicia, eu não cheguei a pensar nesta possibilidade.

- Isso é porque a julga sem conhecer, sua própria companheira. Podemos ser considerados tiranos e insensíveis e, embora isso seja quase verdade, você precisa agir Damian, ou essa dor ficará pior, até não restar nada de você. - disse Gustave.

- Vá atrás da dela e pegue sua companheira e isso é uma ordem. - disse Maurício.

- Mas e quanto ao vampiro? - perguntou Damian, lembrando de sua missão inicial.

- Leve-a com você para pegá-lo. Ela será uma grande ajuda, vai facilitar seu trabalho. - disse Alicia, o fazendo rir ao vê-la voltar a ser a velha vampira que desejava os melhores ao seu lado e a defendendo, antes de assentir e se despedir de todos.

Mas, apesar das ordens e do desejo em seu coração, sabia que precisava inverter suas missões. Não se sentiria ele mesmo se não acabasse com o vampiro que estava prejudicando sua gente primeiro. Beatrice não podia ser sua prioridade naquele momento, não se quisesse mostrar que ainda era capaz de agir e cumprir com seus deveres.

Capítulo 3 O destino ajudando

Apesar do desejo de ser um bom soldado e fazer seu trabalho o mais rápido possível, antes de ir atrás de sua companheira, Damian teve o destino do seu lado, disposto a fazê-lo ver o caminho certo, ou neste caso, andar pelo caminho certo.

Assim que colocou os pés em Seattle, foi atingido por uma nova dor, que o fez se inclinar, segurando o peito, sem forças para continuar andando naquele momento, chocado com a força e sua falta de controle, que só serviu para impedi-lo de cair.

- Você esta bem? - perguntou uma voz feminina, e estranhamente familiar, que Damian não tinha sido capaz de esquecer.

Damian então tentou se erguer, mas ao colocar os olhos na mulher a sua frente, desistiu de ser forte. Era ela. Beatrice estava bem na sua frente, preocupada com ele, aparentemente. Ela parecia mais bonita desde a última, e primeira vez, que tinha colocado os olhos nela.

Entre a dor e a súbita admiração, Damian ficou sem palavras.

Beatrice estava pronta para voltar para casa quando viu aquele homem quase cair na rua, parecendo com muita dor, não havia qualquer possibilidade de simplesmente seguir em frente sem oferecer ajuda. Mas quando seus olhos se encontraram, ela sentiu a conexão e o reconheceu de imediato.

Ele era o vampiro que não parou de encará-la enquanto esteve naquela mansão dos vampiros. Ela se lembrava dele, não podia esquecê-lo, não quando aparecia com muita frequência em seus sonhos, às vezes inocente, às vezes não.

- Você não está bem. - disse ela, dispersando as imagens indecentes de seus sonhos, ao perceber que o homem estava sem palavras, a encarando, por mais que tentasse se erguer.

Foi então que, apesar do receio, se viu pegando sua mão e o puxando. Ele se deixou levar, parecendo ainda mais chocado.

- Vamos, tenho certeza que vai se sentir melhor sentado. - disse Beatrice, ao chegarem ao carro dela. Ela abriu a porta do carona e fez sinal para que ele entrasse.

- Por que quer me ajudar? - perguntou Damian, finalmente encontrando sua voz.

- Sou boa demais para ser confundida com uma idiota... Não achei certo seguir em frente, vendo alguém precisando de ajuda.

Ela piscou, arrancando um sorriso sincero do vampiro.

Damian quase não acreditava no que estava vendo. A dor foi desaparecendo a cada segundo que estava em frente a Beatrice, respirando seu cheiro doce, e precisava admitir a si mesmo que não conseguiria se afastar agora, nem se quisesse. Ele obviamente não queria.

- Então... o que o trouxe a Seattle? - perguntou Beatrice, agora sentada atrás do volante, ao lado de Damian.

Ele a encarou, pensando se deveria falar a verdade ou não. Apesar do que eram, do que se tornaram um para o outro, não sabia se queria envolvê-la naquele problema.

- Tenho uma missão aqui. Preciso eliminar um vampiro. - acabou respondendo, vendo o medo aparecer nos olhos verdes da humana.

- Ele é tão perigoso assim?

Damian pegou sua mão, admirado que ela sequer tremeu pela diferença de temperatura, assim como nenhum dos dois pareceu se sentir estranho com aquele contato.

- Apenas está causando problemas com os próprios vampiros. Não se preocupe Beatrice.

- Você pode me chamar de Trice.

Damian sorriu.

- Acho Beatrice muito melhor. É único.

Beatrice sorriu, e ele a viu corar pela primeira vez.

- Eu preciso ir para casa. Prefiro evitar chegar muito tarde, agora que sei o que está à espreita na escuridão. - disse ela, depois de um silêncio confortável entre eles.

Damian hesitou, mas sabia que precisava tentar. Ele estava ali para isso também, afinal de contas.

- Quer que eu vá com você até sua cidade? Por segurança, contra vampiros que estão na escuridão. - ofereceu, vendo a surpresa no olhar da humana.

- Por que você faria algo assim?

- Porque eu quero.

- Damian... Você está aqui para saber se eu realmente vou me tornar uma vampira?

Damian rosnou, não conseguindo segurar sua raiva ao vê-la duvidar dele.

E antes que ela fugisse, a puxou de volta para dentro do carro.

- Eu não preciso mentir. Se estivesse aqui para ter certeza que aqueles idiotas vão cumprir a parte deles, eu diria. Não sou aqueles...

- Está bem! Eu acredito em você.

Ela o deteve antes que ofendesse ainda mais os vampiros, que apesar de tudo, fizeram parte de sua vida em algum momento.

- Vai me deixar acompanhá-la então?

Beatrice suspirou, mas não disse nada, apenas colocou o cinto de segurança, ligou o carro e seguiu de volta para casa.

A viagem inteira foi feita com ambos em silêncio, apenas com o som da música que a jovem ligou.

Ao estacionar atrás do carro de seu pai, Damian enfim voltou a ouvir a voz de sua companheira.

- Sou muito estúpida por estar mostrando onde eu moro? - disse ela, o fazendo rir.

- Eu sou um vampiro querida, capaz de rastrear quem eu quiser, Beatrice. Não faria diferença. - respondeu, ainda sorrindo, confiante.

- Você consegue usar seu poder em mim? Pensei que não funcionasse. Aqueles outros que tentaram...

- Eu não sou como eles.

- Você tentou?

Damian iria responder, até perceber que não havia tentado. Beatrice sorriu com seu silêncio.

- Tenho que entrar. Obrigada por ter vindo comigo até aqui, quando não precisava. - disse ela e ele assentiu.

Os dois saíram do carro e depois de se despedir, Damian tentou se afastar dela, apenas para ser atingido por uma dor, como se estivessem tentando arrancar seu coração morto do peito.

Ele tentou não demonstrar e seguir em frente, mas já tinha entendido que Beatrice Flowers era observadora demais, para o próprio bem.

- O que está acontecendo com você?! - disse chocada, indo até ele e o segurando. Damian percebeu que não conseguia se afastar de suas mãos.

- Eu não consigo ir embora. Não consigo! - confessou Damian, derrotado, sentindo algo escorrer de seus olhos.

Ao vê-la estender a mão e limpar seu rosto, percebeu que pela primeira vez em toda sua eternidade estava chorando.

Ela suspirou, parecendo lutar contra sua consciência.

- Me deixe na floresta. - pediu ele, ao vê-la tentar movê-lo.

Determinada, ela assentiu, mas o surpreendeu ao começar a guiá-lo para sua casa.

- Beatrice, não. Você não me quer dentro da sua casa.

- Quem decide isso sou eu e você vem comigo.

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