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Comprada pelo Bilionário

Comprada pelo Bilionário

Autor:: JP HOOKE
Gênero: Romance
Mack Montonni ganhou Megan depois que o pai dela fez uma dívida milionária com ele. Em troca da vida do pai, Megan aceitou virar a esposa de Mack, mas não esperava que o homem fosse cruel e insensível. Ele tinha cicatrizes e um ego ferido, além de um passado tenebroso. Será que o amor pode curar feridas do passado? O desejo da vingança é mais forte do que a atração e o desejo?

Capítulo 1 Vida Nova

Megan

Meu coração pesava dentro do peito como se um peso insuportável estivesse sobre ele. No lado de fora das janelas do carro, o mundo corria à minha volta, e eu entendia, definitivamente, que não havia uma forma de simplesmente voltar atrás. Eu devia fazer aquilo, mesmo que estivesse condenada a ser de um homem vil e cruel feito Mack Montonni. Eu não fazia ideia do que estava enfrentando, e sem dúvidas não fazia ideia de como poderia me safar dele. Ele agora me tinha em suas mãos, e o carro me levava para seu covil sujo.

Meu estômago rodopiou e enjoada, fechei os olhos, como se aquilo pudesse apagar também minha nova vida, mas eu sabia que não apagaria. Não seria tão fácil. Eu não era mais uma garotinha que acreditava em contos de fada e na generosidade - por mais que minha mãe dissera que eu devia crer. Não, eu definitivamente não era mais.

O frio da noite era como um aviso silencioso do que eu estava prestes a enfrentar, e eu não sabia se era o clima de Londres ou o medo mudo que tomava conta de mim, mas tudo parecia um pouco assustador. Eu devia estar apavorada, mas prometi a mim mesma que não seria tão fraca. Meu pai dependia de mim, e eu devia isso a ele. Sim, eu devia.

- Falta pouco - o motorista disse, fazendo com que meu coração se apressasse dentro do peito.

Eu adiantei minha chegada tantas vezes... mas agora parecia estranho, de certo modo, estar realmente aqui. Eu nunca havia realmente visto o homem que havia ameaçado a vida de meu pai, mas era simplesmente impossível nutrir bons sentimentos quando se está na mira de algo que pode facilmente destruí-lo, e Mack Montonni podia fazer isso comigo. Na verdade, poderia fazer qualquer coisa. Era assim o trato que fizera com meu pai. Qualquer coisa.

Eu pertencia a ele agora.

Não havia simplesmente uma maneira fácil de negar isso.

Todas elas pareciam falsas demais.

Eu afundei no assento do carro e engoli em seco, aceitando meu destino imposto à mim como o de um predador a uma presa; não havia como escapar.

Eu ignorei meu batimentos cardíacos e assenti lentamente com a cabeça. Meu corpo tremia um pouco. Eu olhei através da janela e observei Londres passando por mim. Era linda. Eu não podia negar que sim. O céu azul escuro engoliu minha ansiedade como um buraco negro gigantesco, ou talvez eu tenha ignorado minha agitação e me concentrado na imensidão acima de mim. Isso interessante o suficiente para me distrair um pouco.

Quando finalmente o carro - uma Mercedes preta luxuosa - parou, eu procurei toda a força que podia ter e enterrei o medo que se espalhava como fogo em palha. Não adiantaria em nada estar nervosa e parecer frágil diante dele. Eu devia erguer a cabeça e enfrentá-lo.

Uma mulher estava à minha espera no portão da grandiosa casa caríssima:

- Seja bem-vinda, srta. Watson. - Disse ela.

Eu lancei um sorriso educado. A mulher estava com as mãos sobre o ventre e me lançou um olhar gentil. Ela não parecia ter mais que cinquenta anos. Os olhos negros e gentis dela me envolviam num abraço agradável. Isso me deixou mais calma.

- Siga-me, por favor. Mandarei alguém levar suas malas depois. O sr. Montonni está à sua espera, ansioso, se me permite dizer. - Informou. Eu assenti e me aproximei. - Eu sou a sra. Morrison, mas pode me chamar de Gerda. - Disse. Eu puxei o ar e olhei ao redor.

O lugar era muito bonito. Aquele era um dos bairros mais caros de Londres, e aquela casa ers muito maior e luxuosa do que eu jamais vi. Meu pai era um homem muito rico pelo que posso lembrar. Depois que minha mãe morreu, ele entrou em desgraça: meu pai se viciou em jogos de azar e se metia em muitos problemas. Pouco a pouco, sua fortuna sumiu, fruto de anos de trabalho e esforço. Ele acabou por se envolver com Mack Montonni, o temível Magnata, como era conhecido. Meu pai se afundou no que parecia ser um poço sem fundos, e, quando eu imaginara que não podia piorar, tudo pôde ficar ainda mais terrível. Mack estava ameaçando sua vida. Se ele não pagasse a dívida que meu pai acumulara com ele, o mataria. Há um mês, quando meu pai recebeu a visita de dois capangas do sr. Montonni. Eles o espancaram. Ele teve de ser internado, e eu me ofereci no lugar dele. Uma vida pela outra.

Eu segui Gerda pelo vasto jardim e me esforcei para manter a calma. O frio da noite beijava a minha pele, e eu lutava para não parecer patética diante do meu dono.

Dono...

Era estranho pensar isso.

Uma linda casa com muitas janelas e com um estilo moderno compunha a propriedade que seria o meu novo lar; sem dúvida tudo era muito lindo. Havia um grande jardim, uma luxuosa casa e quase nenhum vizinho por perto.

4 semanas.

Parecia pouco, mas a verdade é que não era.

Gerda me guiou até o meu novo quarto, e ansiosa, notei que as palmas das minhas mãos tremiam. Eu a segui por um corredor, e no fim, havia uma porta.

- Este é o seu quarto. - Ela disse. Eu andei até a porta e a abri. O quarto, como o resto da casa, era belíssimo: havia móveis caríssimos, luxo e muito bom gosto, mas meu coração estava apertado. - Em breve o sr. Montonni irá ver como está. Que tal descansar um pouco? - Ela deu um passo à frente e disse. Gerda mantinha um tom calmo e agradável. Eu sorri de canto.

- Seria ótimo, na verdade.

Fazia alguns dias que não dormia direito.

Tudo graças a isso.

Ela assentiu.

Eu observei os fios negros de seu cabelo. Ela vestia um uniforme, um vestido longo e marrom que abraçava seu corpo rechonchudo. Gerda não devia ter mais que um metro e cinquenta. Era adorável.

- Vou deixá-la sozinha, então. - Ela disse.

Gerda virou-se, se afastou e passou pela porta.

Eu andei até a cama e suspirei audivelmente. Meu corpo parecia um pouco pesado. Eu estava um pouco tonta. Franzi as sobrancelhas e apertei os olhos. Eu gostaria de que tudo isso não passasse de um sonho ruim, mas acontece que é real. Mais real que qualquer realidade - ou tão mais.

Alguns minutos depois, alguém bateu à porta.

Capítulo 2 Meu dono

Eu olhei por cima do ombro, longe. Sem resposta alguma da minha parte, a pessoa do outro lado abriu a porta e entrou. Era um homem alto, elegante e com cabelos negros. Sua expressão era fria. Tão fria quanto o toque da neve na pele - e tão apática quanto uma adaga cravada no peito. Seus olhos frios e inexpressivos buscaram os meus. Eram azuis como o oceano e tão frívolos quanto gelo.

- Gerda me contou que estaria aqui - o homem disse. Ele se aproximou. Ele parecia se manter numa escada invisível, sempre soberbo. - É um prazer conhecê-la pessoalmente. - Ele, Mack Montonni, pegou a minha mão e beijou suas costas. O toque de seus lábios quase me fez vomitar, mas engoli o nojo e o olhei.

Meus olhos pareciam arder.

Lágrimas.

Eu não devia chorar.

Não agora.

Eu o imaginei como um homem frio e velho. Ele tinha trinta e oito anos. Eu tinha dezenove. Nunca o conheci, mas meu pai me avisou que ele era um bom farejador de medo. Todas as suas presas eram frágeis e facilmente manipuláveis. Eu me sentia como uma criatura indefesa diante dele. O homem era alto, tinha uma boa aparência e mantinha sua frieza como se fosse parte de sua personalidade.

Minha mão tremia.

Ele notou o meu desconforto evidente.

- Eu não mordo. - Ele disse. - Não se não se fizer por merecer. - Sua voz era grave. Grave como um trovão. Isso me deixou um pouco assustada. Seu olhar...ele me comia com os olhos.

Uma presa fácil.

Eu era uma presa fácil para Mack Montonni.

- Espero que esteja preparada para a sua nova vida - ele disse, erguendo uma sobrancelha. O primeiro resquício do que achei ser um sorriso desenhou seus lábios, mas o brilho afiado de seus dentes brancos - como os de um lobo, afiados e letais - fez um arrepio correr por minha espinha. - Arrume-se. Quero vê-la em cinco minutos, no jantar.

Eu assenti.

- S-sim, senhor. - Eu disse.

Maldita... eu deveria ser forte. Parecer forte. Mas... mas fui traída por mim mesma.

Eu não comia direito fazia quatro dias. O buraco no meu estômago não me permitia, mas seria bom encarar meu dono nos olhos enquanto se banqueteava. Meu predador podia facilmente me devorar. Era bom que estivesse bem alimentado.

Ele se virou, afastou-se e saiu, batendo a porta com um baque firme, que ecoou e se internalizou no meu corpo.

Só então me permiti deixar o ar escapar de minhas narinas, esvaziando os meus pulmões. Um alívio se espalhou por mim.

Eu havia trazido três malas com algumas roupas - nada muito caro e extravagante - e a única jóia que havia restado da família. Era um broche em forma de borboleta de ouro cravado em rubi e diamantes; delicado, lindo e precioso. Era a única coisa que me fazia acreditar em minha força, e consequentemente, acreditar nas últimas palavras da minha mãe:

"Tenha coragem e seja forte. Você pode cair se alguém lhe derrubar, mas levantará, e mesmo que esteja fraca demais, sabe que levantou. Nenhuma luta é vazia, querida."

Eu precisava disso.

Eu precisava dela.

Eu vestia um vestido um pouco acima dos joelhos, preto, e meus cabelos estavam presos num coque. Eu geralmente os mantinha soltos, mas estavam bagunçados demais. Ri de mim mesma quando lembrei de pensar que se o sr. Montonni achasse que se eu fosse feia, não iria me querer. Na verdade, eu torci por isso. Em um mês, eu esperei, dezenas de vezes, que entrassem pela porta e me arrastassem e explodissem minha cabeça. Diziam que o Magnata era cruel e não poupava ninguém. Eu esperei e encarei a morte todos esses dias, mas o que me esperava era - talvez - algo bem pior. Acontece que o desgraçado era um sádico que achava engraçado zombar e desolar pessoas - eu - e enchê-las de medo e terror, provocando cada parte ínfima de seu ser. Talvez eu fosse fraca, sim, talvez, mas era injusto ter que enfrentar alguém como ele - indigno, até.

Eu vi meu reflexo no espelho e sequei as lágrimas.

Alguém bateu à porta.

- Srta. Watson? - Perguntou Gerda, colocando a cabeça para dentro do quarto. Quando notou que eu estava pronta - ou o que parecia ser isso -, aproximou-se e disse: - O sr. Montonni está à sua espera na sala de jantar. - Eu assenti com a cabeça.

- Me dê três minutos, por favor. - Minha voz era fraca - como toda eu - e baixa.

- É claro. Tome o tempo que achar necessário. - Ela virou-se e se afastou. Quando chegou à porta, segurou-a e disse: - avisarei ao sr. Montonni.

Eu voltei meus olhos para o espelho de corpo inteiro e fitei meu reflexo. Eu era magra, mas nem tanto, e tinha algumas curvas em meu corpo. Meus olhos eram azuis, azul-claro e olhos grandes puxados um pouco para cima. As maçãs do meu rosto eram salientes e minha boca - talvez grande demais - estava nua, sem batom. Eu não usava maquiagem. Beleza não importava quando se sabe que está prestes a pular de um precipício. Eu podia sentir o chão cedendo abaixo de mim, tão frágil... tão amedrontador. Mas talvez pular me ajudasse, mesmo que definitivamente desse um fim em tudo.

Eu tinha uma vida antes dessa. Alguém me amava. Aaron. Ele era gentil, lindo e carinhoso. Sempre muito atencioso. Não era como Mack Montonni, um homem que eu nem sabia as intenções. Não, ele era tudo o que eu tinha, mas graças a Mack, eu o perdi.

Quem poderia saber se eu sobreviveria a isso?

Fosse lá o que fosse acontecer.

Eu estava destinada a isso, e não podia escapar.

Eu tinha um dono agora. Mack Montonni.

Capítulo 3 Monstro

Depois de secar as lágrimas que insistiam em escapar de meus olhos, mexi meus pés na direção da porta. Em seguida, caminhei pelo corredor, girei na esquina e segui na direção das escadas. Meus pés estavam firmes no chão, eu podia ver que sim, mesmo assim, sentia meu corpo flutuar. Era como se não tivesse peso em mim. Como se o chão fosse mole e inconsistente.

Engolindo em seco, apertei o broche em meu peito com força e encontrei a sala de jantar:

Era um cômodo amplo, cheio de janelas e cortinas escuras, como as do resto da casa. A vista do jardim era bela, calma e harmoniosa. A música que corria pela casa era agradável, mas eu não conseguia admirar ou gostar de nada. Não de verdade. Eu me aproximei da mesa de mogno polido e puxei uma cadeira - a da ponta - e sentei. Mack, do outro lado, ergueu os olhos e me fitou de longe.

A mesa era grande.

Devia ter, pelo menos, doze lugares.

- Insisto que sente ao meu lado. - Ele disse. Sua voz soou firme como um aviso, mas ponderada como um conselho.

Os dois, pensei.

Era uma ordem.

- Sim, senhor. - Eu disse, e levantei. Eu me encaminhei para perto de Mack. Ao lado dele.

Sentando-me, mantive meus olhos voltados para baixo, como um bom cão faria, esperando as ordens de seu dono.

- Pode comer. Deve estar com fome. - Ele disse, apontando para o farto banquete sobre a mesa. Eu o olhei do canto do olho, e inexpressivo, ele adicionou, dando uma garfada: - Não está envenenada, se é isso o que está pensando. - Ele não olhou para mim quando disse. Seus olhos azuis frios se mantiveram concentrados na comida à sua frente. Ele pegou a taça do que suponhei ser vinho e deu um gole. - Coma. - Notando que eu o observava, silenciosa, ele olhou para mim. - Acompanhe-me, por favor. - Acrescentou, como se essas palavras fossem incentivo o suficiente para amenizar meu sofrimento.

- Sim, senhor. - Eu disse. Era a única coisa que eu havia dito.

Ele bateu na mesa.

Eu sobressaltei.

- Mack. Não senhor. Por favor, me chame de Mack.

- Suas vítimas costumam criar laços antes de serem mortas? - Perguntei.

Idiota...

Eu devia mesmo ser uma idiota.

Mack procurou meus olhos.

- Talvez as que eu deixei viver - ele disse. - Se pensa que sou um monstro, não posso arrancar isso de sua cabeça. - Ele deu um gole de sua taça. - Mas sim, minhas vítimas costumam ter laços comigo.

Eu senti meu coração disparar.

Um nó se formou na minha garganta, e era como se aquilo pudesse me sufocar. Eu podia senti-lo em volta do meu pescoço como uma forca invisível.

- Agora coma.

- Não estou com fome.

Meu estômago tinha um buraco. Eu não conseguiria engolir nada, sentir o gosto de nada e sustentar nada em minha barriga.

Ele me encarou, os olhos tão azuis, tão intensos... eu não consegui olhar para ele.

- Erga os olhos, menina - ele disse. - Olhe para mim.

- É o que diz para todos?

Eu definitivamente estava provocando um predador. Eu, uma simples presa, provocando um ser que poderia acabar comigo em segundos.

Ele bufou.

Ele pegou o meu braço e me puxou. Seus dedos eram firmes em torno do meu braço. Seu semblante era rígido e amargo. Eu não sabia se era ódio ou afronta em seus olhos, mas podia sentir uma mágoa tremenda. Mack continuou me segurando.

- Não vou admitir que continuei me provocando - ele disse, o tom áspero explodindo na voz. - Se não quer comer, então que morra de fome.

E puxou a toalha junto da bebida e da comida. Eu dei um pulo para trás e vi os pratos virando um amontoado no chão.

Uma lágrima brotou em meu olho.

Oh Deus... o que eu havia feito?

Eu estava paralisada quando ele me pegou pelo braço, lançou-me contra a mesa e se colocou atrás de mim.

-Se acha que vou matá-la e deixar de saborear seu medo e tormento - ele disse, segurando meu maxilar - está enganada. - Eu não me machucara quando me colocou contra a mesa, mas quando pousou meu corpo sobre a superfície, e eu, sem protestar, apenas segui suas ordens caladas, senti uma dor quase profunda. - Seu pai deve sentir a mesma dor que senti. - Disse ele. - E você, você é um caminho para isso. Não importa nada para mim. Se eu quisesse matá-la, faria, mas... não. É pouco. Eu preciso de mais.

Eu o encarava - como uma presa prestes a ter um fim - e estava paralisada. Mack avançou em mim como uma fera e rasgou meu vestido de tecido frágil, revelando meus seios e minha calcinha. Eu não colocara sutiã naquele dia. Mas já não importava mais. Seria uma barreira inútil contra sua fúria impiedosa, feito uma barragem para conter as ondas de um tsunami. Inútil.

Mack abriu minhas pernas com força. Eu me sentia tão...incapaz.

- Olhe só...que bela surpresa! - Ele disse, o tom sarcástico. Seus dentes brilhavam como a lâmina de uma espada. Ele enganchou os dedos nas laterais da minha calcinha e a puxou, revelando a minha intimidade. - Parece que a filha do lorde guarda mais que um belo rosto. - Ele disse. Seus braços musculosos me seguravam com força. Eu me debati, mas fora em vão. O que devia fazer com um monstro que tem quase o dobro da minha altura e músculos sobressalentes? Era inútil.

Inútil como minha vida em sua mão.

- Relaxe - ele disse, trazendo a mão até o meio de minhas pernas. - Eu vou ser gentil hoje.

Hoje.

Hoje!

Isso queria dizer que iria fazer aquilo todos os dias? Todos os malditos dias?

Ele sorriu maliciosamente, seus olhos frios correndo pelo meu corpo. Ele me arrastou para perto. Meu peito subia e descia. Ele cuspiu na direção da minha intimidade e usou dois dedos para me tocar. Ele apoiou o braço num lado do meu corpo, e usava a outra mão para acariciar minha entrada.

- Vai ser delicioso ser o primeiro a tocá-la, meu doce. - Ele se inclinou sobre mim. Mack agarrou meu punho, abocanhou um de meus mamilos e tomou-me. Uma mordida forte me fez gritar. Uma lágrima correu por meu rosto. Ele roçou sua ereção contra a minha feminilidade. - Fique quieta... quieta a menos que queira que seja doloroso. Eu posso ser cruel, meu doce. Posso ser muito cruel. Tão cruel quanto pensa que sou. - Sua voz era grave e rude. Um rugido de uma fera.

Ele pegou a taça de vinho meio cheia que havia caído no chão, mas que se safara de derramar-se por completo e despejou em mim. Mack correu a língua pelo meu abdome até encontrar meu púbis e o tomou em sua boca. Seus lábios me possuíam e sua língua me reivindicava.

Eu não poderia simplesmente lutar contra ele. Seria melhor ficar quieta e lutar contra qualquer sensação. Mack Montonni até poderia ter meu corpo, mas não teria minha alma. Nunca.

Ele agarrou minhas coxas e continuou me umedecendo. Quando enfim cansara-se, ergueu a cabeça e me encarou. Seus olhos frios e vazios me encaravam. Ele passou as costas da mão e limpou a boca. Quando tirou a calça e posicionou o membro contra a minha intimidade, que estava começando a ficar inchada e pulsante, engoli um grito de dor. Ele me adentrou. E ao contrário do que havia dito, não foi carinhoso e cuidadoso. Ele se enterrou dentro de mim desesperadamente, quase de uma única vez. Eu tive que segurar a mesa com tanta força, que podia dizer que meus dedos sangraram.

- Apertada pra caralho - ele resmungou. - Eu vou esfolá-la até que esteja aberta o suficiente.

Ele começou a estocar com força. A dor intensa e incessante estava começando a dar lugar ao prazer, e então, Mack estourou dentro de mim, soltando um gemido gutural e animalesco. Ele me agarrou, continuou estocando com mais força e dobrou sobre mim, apalpando meus seios com força.

- Esteja preparada para a sua nova vida. Seja bem-vinda. - E então, largou-me e saiu de perto.

Eu senti seu gozo escorrendo de dentro de mim.

Minhas pernas doíam.

Todo o meu corpo doía.

Eu sentia minha abertura pulsar, e quando ergui a cabeça, as lágrimas correndo por meu rosto, notei as costas do meu dono. Cicatrizes horríveis tomavam conta de toda ela. Eu arregalei os olhos, assustada.

Gerda se aproximou rapidamente, vindo de algum lugar.

- É melhor se limpar, srta. Watson, é melhor se limpar. - Foi o que ela disse.

Meu corpo cedeu, e tudo ao meu redor ficou escuro e frio - por um momento achei que fosse a morte, mas então, percebi que até isso Mack Montonni controlaria.

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