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Comprada pelo Melhor amigo do meu pai

Comprada pelo Melhor amigo do meu pai

Autor:: Crymora
Gênero: Romance
Eu sempre consegui tudo o que quis. Dinheiro, atenção, bastava estalar os dedos. Até Lucius aparecer. O melhor amigo do meu pai é mais velho, frio, absurdamente controlador e o único homem que já me fez perder o ar com um simples olhar. Ele me evita. Me ignora. Finge que não me deseja. Mas eu vejo a tensão em cada músculo rígido do corpo dele. E eu decidi que vou fazê-lo ceder. Mesmo que para isso eu precise me vender em um leilão secreto onde homens milionários compram mulheres por uma noite. O plano era simples: Lucius me compraria. Só que homens como ele não sabem brincar limpo. Agora estou presa em um jogo perigoso de obsessão, controle e desejo, onde cada toque me afunda mais fundo em sua escuridão. E quanto mais ele tenta me dominar... Mas eu quero pertencer a ele.

Capítulo 1 Minha obsessão

Ouço o salto da minha bota ecoando pelo hall de casa enquanto eu tento equilibrar as várias folhas de desenhos nas mãos e a bolsa escorregando pelo ombro, quem teve a brilhante ideia de no final de cada semestre fazer os alunos levar os materiais para casa?

- Inferno. - resmungo quando algumas folhas caem no chão, eu podia estrangular alguém agora mesmo.

Passo os dedos pelos cabelos, puxando os fios escuros para trás enquanto faço um malabarismo para pegar os papéis, sem deixar nada mais cair.

- Alice! - ouvi meu pai gritar do escritório. - Vem aqui um minuto.

Reviro os olhos, péssimo momento.

- Se for mais um jantar chato com empresário eu vou embora de novo! - reclamo lembrando da última vez que fiquei ouvindo os monólogos sem fim, quase chorei naquele dia, pensando que assim alguém ficava com pena e calasse a boca.

Ouvi uma risada masculina desconhecida atravessar a casa, eh temos visitas.

Levanto devagar, ajeitando automaticamente a saia preta curta que usava com uma blusa clara de tecido fino. A manga manchada de café me lembrava do dia infernal que estava tendo, poderia subir e me trocar para receber a visita? Sim, mas sinceramente? Eu estava cansada demais para me importar.

Deixei as folhas na mesa de centro da sala e segui até o escritório de meu pai.

Meu pai estava em pé perto do bar, segurando um copo de whisky, pelo jeito ele está animado.

Viro o rosto ao sentir alguém me olhando e meu Deus.

Por um segundo meu cérebro simplesmente parou.

Alto, cabelos grisalhos perfeitamente alinhados, corpo grande preenchendo o ambiente com uma facilidade como se pertencesse a ele.

Mas foi os olhos dele tão intensos que me prenderam no lugar.

Percorrendo meu corpo inteiro sem o menor pudor, me fazendo sentir excitada no mesmo instante, o que me deixou surpresa com tal reação.

- Alice - meu pai chamou sem perceber o silêncio estranho. - Esse é Lucius. Um velho amigo, ele morava nos Estados Unidos mas voltou para o Brasil.

Velho amigo é?

Pai, o senhor nunca foi tão mal comigo, como pode ter deixado um amigo desse escondido de mim, sua própria filha, penso fazendo bico.

Lucius deu um passo à frente.

- Então essa é sua filha? - pergunta sua voz baixa e rouca, me fazendo passar a língua em meus lábios ao sentir eles secos.

- É sim, está é a Alice, está fazendo faculdade de moda, tem que ver os desenhos dela, são perfeitos. - meu pai diz orgulhoso, que ele nunca consiga ler meus pensamentos pervertidos, amém.

- É um prazer te conhecer, Alice. - ele responde sem tirar os olhos de mim, não desvio os olhos de seu rosto enquanto aperto sua mão, sentindo uma onda elétrica passar por mim.

- O prazer é todo meu. - respondo com um fio de voz, enquanto aperto as pernas.

- Como foi o último dia de aula princesa? - papai, pergunta me fazendo recordar que ele está aqui e Lucius puxa sua mão da minha se afastando.

- Pai, foi o inferno na terra. - digo tendo uma ideia, abraço ele sentindo minha saia subir ao levantar os braços, dando uma bela visão para o homem.

- Que tal sair para um jantar conosco para se sentir melhor? - meu pai pergunta e paro com a pequena provocação, antes que de merda.

- Hoje não pai, estou mesmo cansada, trouxe vários matérias também e queria organizar tudo, mas... - me viro para Lucius que engole em seco e dou um sorrisinho. - Vai ser um prazer marcamos um jantar de boas vindas para você, Lucius.

- Ideia perfeita minha princesa, o que acha Lucius?

- Sim, parece bom. - responde bebendo o whisky, dou um meio sorriso.

- Vou deixar vocês conversarem. - falo dando um beijo na bochecha de meu pai e acenando para o homem.

Saio do escritório e passo na sala, pegando meu material sentindo meu corpo sensível, enquanto subo as escadas, oh querido Lucius, você é um no meio de tantos, e já me decidi que quero você, e uma coisa que eu nunca fiquei, foi na vontade.

Entro no quarto, jogando os matérias na cama e me encosto na porta, fecho os olhos, ainda sentindo o aperto da mão dele, ainda ouvindo aquela voz grave dizendo meu nome.

- Lucius - sussurro sozinha e sentindo um frio na barriga.

Me jogo na cama pensando nele.

Seria difícil tirar ele da minha cabeça.

E eu nem queria tentar.

E foi nesse dia que eu fiz dele minha mais deliciosa obsessão.

Capítulo 2 O Jantar

Passei uma semana pensando em como fazê-lo quebrar aquela pose de homem distante.

Meu pai animado o chamou no final de semana para o jantar que tínhamos combinado, ele ficou me contando sobre seus dias na juventude junto de Lucius e deixei que falasse para conhecer mais do homem sem deixar tudo suspeito.

Passei a tarde toda no meu quarto, tendo o dia de princesa, hidratei meus cabelos pretos, que estão só o brilho, fiz as unhas, me depilei, passei meu hidratante, mas agora estou aqui na frente da pilha de roupas em cima da minha cama, sem saber o que escolher.

Experimentei três vestidos. O primeiro era preto, elegante, seguro, lindo, mas não servia para meu propósito. O segundo era branco, transparente demais, quase vulgar, se fosse uma festa na piscina até funcionária, mas infelizmente tive que guardar para outra ocasião. O terceiro...

Vestido curto, cor de champanhe, renda na barra, decote generoso mas não vulgar, ok, talvez um pouco vulgar, mas papai não falaria nada, já que estaremos em casa. O tecido colava no meu corpo como se tivesse sido feito sob medida, vesti ele sem sutiã, eu sufocaria se colocasse.

Olhei no espelho, soltei o cabelo, ele caiu em ondas escuras até quase minha cintura, passei gloss nos lábios.

- Gostosa pra porra. Disse dando uma voltinha, pondo um salto baixo.

Quando desci as escadas ouvi a voz dele antes de vê-lo. Aquele tom grave, aveludado, que reverberou dentro de mim como um trovão distante. Meu pai ria de alguma coisa que ele disse, parei um degrau antes do fim, só para observar.

Lucius estava sentado à mesa, pernas cruzadas e uma taça de vinho na mão, camisa social aberta no primeiro botão, os cabelos grisalhos levemente bagunçados, como se ele tivesse passado a mão neles várias vezes, uma delícia de homem.

Desci o último degrau fazendo barulho de propósito. Meu pai se virou pra mim e sorriu.

- Você está linda, minha princesa.

- Obrigada, pai.

Meus olhos foram direto para Lucius. A taça de vinho parou no ar perto dos lábios dele por um segundo a mais antes de ele beber, seu olhar foi tão intenso e duro que me fez abaixar o rosto.

- Boa noite, Lucius. - falo sentindo minha confiança se esvair, esse homem tem algo que me desmonta inteira.

- Boa noite, Alice. - respondeu duro voltando seu olhar para outro lugar, mas aí é que está o problema.

Quando ele me dá aquele olhar que me faz sentir minúscula, eu me sinto insignificante, mas quando ele desvia, volto ao normal querendo sentir a sensação que nunca tive antes.

Sentei na cadeira ao lado da dele, escolhi essa de propósito. Meu pai ficou na cabeceira, mas isso não me incomodava. Se alguma coisa me dava mais liberdade era o perigo e a merda que poderia sair disso.

- Lucius - eu disse, inclinando a cabeça e sorrindo - feliz em ver você aqui, a última vez foi tão... rápido.

Ele finalmente voltou seus olhos pra mim, os olhos dele eram de um castanho escuro, quase preto, e quando encontraram os meus foi como se eu tivesse levado um choque, tentei sustentar seu olhar, mas três segundos foi o meu máximo.

- O prazer é meu, Alice - respondeu, e o jeito que ele disse meu nome, fez meu estômago se contrair.

Meu pai, abençoadamente cego, já estava falando sobre vinho, sobre ações, sobre qualquer outra coisa. Eu fingia que ouvia, mas meus olhos estavam presos em Lucius.

Ele não me olhava de volta. Olhava para a mesa, para o pai, para a taça, e esse descaso dele era o que estava me matando de tesão, eu via a mandíbula dele contrair de tempos em tempos, os dedos tamborilando levemente no braço da cadeira.

Ele estava calmo e eu surtando por dentro, sempre tive tudo sobre controle, o que eu queria era meu, então isso foi perdendo a graça e homens perderam a graça quando eu tinha 15 anos e seus olhos só tinham tesão, nada mais, nada que me daria vontade de fazer algo com isso, mas ele é diferente e atualmente o motivo dos meus sonhos molhados.

O jantar começou. Meu pai serviu a carne, eu enchi minha taça de vinho mais do que devia, o suficiente para ter coragem, eles falavam conversa sem graça: trabalho, viagens, o divórcio de Lucius que ele mencionou como se fosse só um contratempo.

- Foi melhor assim - ele disse, cortando um pedaço de carne. - Terminou há dois anos. Ninguém estava feliz.

- Sinto muito - eu disse, e me inclinei um pouco para sua direção, tocando em seu braço.

Lucius levantou os olhos para mim. Me analisou, olhou para meu decote e com nossa diferença de altura, podia ver meus seios, seu olhar era avaliativo e duro, como se estivesse ponderando se isso valia a pena, sua mandíbula contraiu e engoli em seco, me sentindo pelada diante de seu olhar.

Enquanto eu tentava recuperar minha respiração, ele voltou sua atenção para seu prato, cortando a carne tranquilamente, nenhum pouco afetado, eu acreditaria nisso se não fosse seu corpo rígido.

- Alice, passa o sal, filha? - meu pai pediu, completamente alheio.

- Claro.

- Aqui - eu disse, estendendo o saleiro, tendo uma ideia.

Me levantei pegando a jarra de suco e servindo meu pai, que sorriu em agradecimento e voltou a comer, me virei para Lucius, me curvei um pouco e coloquei o suco para ele.

Ele levantou os olhos para mim, eu estava em pé ao lado dele, perto demais, ele podia ver minhas pernas, o vestido subindo um pouco na coxa. Podia sentir meu perfume, eu mesma tinha escolhido aquele, almiscarado e doce, o mais caro que eu tinha.

- Obrigado - ele disse, e sua voz saiu um pouco mais grossa que antes, fazendo minha buceta contrair e eu sorrir.

Consegui.

Voltei para meu lugar, sentei, cruzei as pernas devagar, o movimento fazendo meu vestido subir, vi o olhar dele seguir o movimento antes de se forçar a desviar, sorrio.

A conversa deles voltaram, meu pai contou uma história sobre a juventude dos dois, que eu já tinha ouvido antes, alguma briga no bar, estava prestando atenção, com a mente ocupada imaginando Lucius jovem, imaginando Lucius furioso, imaginando Lucius fazendo qualquer coisa que não fosse sentado tão quieto ao meu lado,que droga, me recuso a aceitar a derrota.

Quanto mais você me ignorar pior será querido Lucius.

Capítulo 3 Mais, por favor

Embaixo da mesa, tirei um dos meus sapatos.

Meu pé deslizou no chão frio, sentindo um pequeno choque, respirando fundo sabendo que poderia dar merda, direcionei minha perna até a sua o tocando de leve, vi quando ele travou, segurando a taça de vinho forte.

Por uns três segundos eu conseguia ver que ele estava tentando ver se fiz isso mesmo e quando comecei a roçar a perna na dele, vi sua mão indo para baixo da mesa, travei sentindo que enfim ele faria algo.

E realmente fez, sua mão foi direto para minha coxa, apertando tão forte que provavelmente ficaria com marca, seu olhar era duro, uma ordem silenciosa para eu parar, e por mais que algo em mim quisesse obedecer, eu não consegui.

Vejo ele passando a língua nos lábios e sigo o movimento hipnotizada, dá um pequeno sorriso e se mexe e para a minha surpresa não é para se afastar, ele se aproxima um pouco mais, me fazendo prender a respiração quando começa a fazer pequenos círculos em minha coxa, me fazendo sentir molhada.

- E aí, Lucius? Voltando a pensar em mulher ou ainda na fossa? - meu pai pergunta, dando uma risada me fazendo ficar nervosa com um possível flagra, mas não dá para parar agora, não quando ele está entrando no jogo.

Presto atenção na sua resposta, será que ele está com alguém e eu só estou parecendo uma atirada?

- Estou... pensando sobre isso. - responde com a voz em nada afetada, me deixando surpresa, que autocontrole do cacete.

Sua resposta com sua mão subindo mais um pouco, me deixa louca, só um pouquinho mais e ele vai sentir o quanto estou molhada.

O jantar continua, com eles falando de relacionamentos e tudo mais, sem sua mão sair do lugar, eu não comi quase nada, só empurrava a carne no prato, desejando que estivéssemos sozinhos.

Meu pai fala sobre o clube de campo, sobre um amigo em comum, sobre política, tudo o que não interessa. Lucius responde a tudo com monossílabos

Meu pai se vira mais pra ele que tenta retirar a mão de minhas pernas, mas não deixo, aperto bem, você está preso querido, não tentei fugir, penso.

Enquanto ele e papai falavam em voz alta, uma batalha silenciosa, mas bem molhada estava acontecendo por baixo dos panos.

Ouço um barulho de ligação e levanto os olhos.

- O celular está tocando no escritório. Volto já, pessoal. - papai diz e sorrio internamente, obrigada, eu te amo.

Assim que ele sai da sala de jantar, sinto o ar mudar, meu coração acelera.

Viro meus olhos para Lucius, mas ele não olha para mim.

Seus olhos estão presos na taça em sua outra mão, enquanto ele roda levemente o líquido, fazendo a tensão aumentar, ele está brincando comigo, me testando, engulo em seco.

- Lucius - chamo, baixo.

Lentamente ele vira o rosto para mim, impassível por fora, mas seu maxilar apertado e seus olhos queimando com desejo, raiva, talvez culpa? Uma mistura perigosa que fez meu coração disparar.

- O que você está fazendo? - ele perguntou, a voz tão baixa que eu quase não ouvi.

- Eu não estou fazendo nada - menti, sorrindo, enquanto sentia que estava mexendo com algo muito maior.

Ele balançou a cabeça, um gesto pequeno, quase imperceptível, como se estivesse lutando consigo mesmo ou tentando decidir o que fazer comigo.

- Eu sou amigo do seu pai.

- Eu sei.

- Eu tenho vinte anos a mais que você.

- Eu sei.

- Isso não vai acontecer. - decreta.

- Você está falando com você mesmo ou comigo? - pergunto, doce.

Ele fechou os olhos por um segundo, retirando a mão de perto de mim, me fazendo sentir um vazio, mas quando me encarou o brilho ali era perigoso.

- Você não sabe o que está fazendo, Alice.

- Eu sei exatamente o que estou fazendo - respondi, mas com base no sorriso que começou a brotar em seu rosto, eu não tenho mais tanta certeza.

Sua mão se levanta tão rápido que quando percebo já está em volta do meu pescoço, em um aperto que não me machucou mas imobilizou.

- Se continuar com essa merda, eu juro, vou te punir tanto, que não vai sentar por uma semana. - ameaça tirando a mão do meu pescoço quando o som de passos são ouvidos.

Meu coração está em disparada, minha calcinha está encharcada, isso mesmo a ameaça dele surtiu outro efeito em mim.

Meu pai se senta e Lucius volta com sua máscara impenetrável, e eu? Estou me sentindo uma bagunça, mas uma bagunça com um plano.

- Com licença, um segundo. - aviso me levantando, vendo um pequeno sorriso em seu lábio, ah querido não ache que me assustou.

Vou ao banheiro, tiro a calcinha que está totalmente encharcada, e como é bem pequena não dá para notar que está enrolada em minha mão, sorrio e respiro fundo saindo do lavabo.

- Tudo bem princesa? Você está um pouco vermelha. - meu pai pergunta e dou um sorriso doce.

- Tudo sim pai, deve ser o calor, que tempo doido, cada dia temos uma temperatura diferente. - falo me sentando.

- Realmente, olha que esses dias deu uma chuva bem forte. - meu pai começa com o falatório e eu encosto de novo meu pé em Lucius que vira sutilmente para mim com raiva nos olhos.

Sua mão desce devagar pela mesa, pronto para apertar meu corpo e é nesse momento em que ponho a pequena calcinha em sua mão.

Vejo seu corpo enrijecer e olhar em direção a sua mão, ponto pra mim, então eu consigo te desmontar também.

Quase solto um gemido ao ver ele guardando a calcinha no bolso da calça, volto para o meu jantar, agora feliz, consegui o que queria.

Dou um pequeno pulinho no meu lugar ao sentir sua mão de volta, dessa vez ele parece procurar algo, relaxo e abro um pouco a perna para ele, sentindo minha buceta palpitar.

Tapo a boca no momento em que sinto seu dedo encostar no meu grelinho, me fazendo ver estrelas, sim, por favor, penso.

Mas não dura muito, o infeliz tira o dedo discretamente enquanto o leva perto dos lábios, passando a língua.

- Delícia. - diz rouco me fazendo virar o rosto e me segurar antes que eu acabei gozando aqui mesmo, nunca vi uma cena tão erótica em toda a minha vida.

- Meu amigo, muito obrigado por esse jantar, foi bem... saboroso, mas está na minha hora. - ele fala depois de mais um tempo sem meu pai parar de falar e fico triste, mas disfarço.

- Tem certeza? Podemos tomar mais um pouco de vinho, assistir algo. - meu pai sugere e quase concordo.

- Que tal se deixarmos para outro dia, hoje estou bem... cheio. - meu pai concorda com a cabeça sem entender o duplo sentido que me faz abaixar a cabeça e olhar para o meio de suas pernas.

Porra, o volume ali é imenso, aperto as pernas.

- Vou te acompanhar até lá fora então, só me deixe pegar um vinho que comprei de boas vindas, está no escritório. - meu pai diz me fazendo ficar cheia de expectativa.

Assim que ele cruza o corredor a razão dos meus orgasmos vira para mim.

- Você é uma puta teimosa, se quer brincar assim, tudo bem, mas não tem escapatória. - fala se aproximando de mim.

Suas mãos apertam minha cintura, puxando meu corpo contra o dele.

- Hum. - gemi ao sentir seu corpo no meu.

- Está tão sensível assim? Mas é isso que você quer, só gozar, não vale meu tempo e não aguentaria, sua putinha. - fala se afastando um pouco, olhando para a porta descendo a mão até minha bunda.

- Mesmo você não merecendo, vou te dar uma recompensa por ser tão persistente. - não entendo o que ele diz até o momento que sua mão toca meu nervinho, fazendo movimentos circulares, a sensação do toque duro no meu montinho sensível me faz revirar os olhos.

Me seguro nele ao sentir o orgasmo se aproximar.

- Tão molhada, goza sua puta. - e obedeço tapando a boca enquanto me desmancho em seus braços.

- Deliciosa, mas isso não vai mais acontecer, então sossegue essa buceta gostosa, entendeu? - fala sério, mas eu tento me manter em pé.

Os passos de meu pai se aproxima e Lucius se afasta indo em direção a porta me deixando sozinha, me sento na cadeira e ouço a conversa dos dois ao longe enquanto sorrio.

Agora mesmo é que eu não te deixo em paz, não até me enjoar de você, não até ficar preenchida por você.

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