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Contos Eróticos - Dar e Receber Prazer

Contos Eróticos - Dar e Receber Prazer

Autor:: AutoraAngelinna
Gênero: Aventura
Que tal apimentar o seu dia? Ler CONTOS ERÓTICOS é um excelente divertimento que estimula a imaginação e ainda pode funcionar como inspiração para um sexo mais quente! Sozinha(o) ou acompanhada (o), você precisa ler essas histórias....

Capítulo 1 1

O HOMEM DOS MEUS SONHOS

Dizem que quando sonhamos com alguém, ainda que achemos que nunca encontramos a pessoa na vida, é alguém que já encontramos antes há anos ou há dias por acaso na rua ou em uma padaria. Talvez até só ter visto em uma fotografia e a imagem da pessoa ficou gravada em nosso subconsciente.

Tenho lido muito sobre sonhos, pois venho tendo um sonho recorrente com um homem. E nos sonhos nós nos envolvemos amorosamente e sexualmente. E é tão bom que acordo molhada, suadas às vezes até gozada. Já joguei no google como faz pra tornar real sonhos eróticos com o homem gostoso que você não sabe nada sobre, mas deseja loucamente dar loucamente pra ele? Sim, fui redundante de propósito, porque tudo parece muito insano.

Bom, evidentemente, não obtive resposta e fiquei triste em saber que o google não sabe de tudo.

Droga! Vejo homens lindos diariamente, grande parte deles na TV, ainda assim não sei porque meu subconsciente resolveu fazer sexo logo com ele. E pior, achar que o cara é o Eric Zimmerman do sexo. Porque até orgasmo jato eu já tive nos sonhos. De onde saiu toda essa fantasia se nunca acreditei em contos de fadas? Ainda mais conto de fadas eróticos.

Porém, o que não quer calar é: de onde tirei esse homem? É um negão alto, seus olhos tem um tom de castanho escuro, sem pelos e a cabeça raspada. Lindo, gostoso, malhado, divertido, cheiroso, bastante avantajado, bom de cama e com uma pegada que desgrama qualquer calcinha. Só pode ser algum famoso que eu vi a foto em algum lugar. Eu me lembraria se tivesse cruzado com esse ébano.

E o sonho é tão bom que nem consigo lembrar dos defeitos. Deve ter algum defeito, mas já que é sonho, só vi as qualidades. Pobre também tem o direito de sonhar alto, grande... Ui! Ainda bem que sonhar é grátis, caso contrário eu EU do sonho estaria satisfeita, mas minha EU real estaria falida.

Falando na safada da minha EU do sonho, a desgraçada sabe fazer uns paranauê que a EU da realidade não tem nem coluna para isso. Muito menos elasticidade. Espero que ele não esteja tendo os mesmo sonhos que eu ou vai se decepcionar. No sonho eu sou muito boa nisso, daria um roteiro de filme pornô protagonizado por mim, mas a realidade não é bem assim, apesar de ninguém ter reclamado até hoje.

Levanto da cama me espreguiçando. Essa noite o sonho foi do jeito que gosto. Sei, porque sinto minha calcinha molhada. Necessito de sexo. Muito sexo de qualidade. Isso é falta. Faz seis meses que não transo e seis anos que não namoro sério. Não que eu queria homem enchendo meu saco ou o drama do namoro, mas para dar uma de vez em quando serve.

Sou uma mulher de 25 anos. Solteira assumida e por opção, afinal, sou o que se consideram gostosa. Alta e morena, com curvas exuberantes. Proposta de namoro e até casamento não faltam, porém dispenso todas. Posso soar egocêntrica, no entanto não sou, é apenas excesso de amor próprio. Meu último relacionamento o cara me prendia muito e eu aceitava até descobrir que ele me traía, aí joguei tudo pro alto, enchi a cara e dormi com outro... Dois na verdade.

Hoje não aceito nada que eu não queira e falo sim de sexo como um homem. Já ouvi isso várias vezes das minhas amigas, posso fazer o que se eu gosto do sexo pelo sexo? Sinto falta de ver um filme com uma costela para me esquentar. Gosto da companhia masculina sim, mas quando me vem a ideia de namorar logo descarto. Prefiro só o bom e gostoso sexo. Isso não significa que como os homens muitas vezes fazem, eu não trato com quem durmo como lixos ou objetos. Trato eles como outros seres humanos que desejam sexo sem compromisso, assim como eu.

Entro no chuveiro pensando seriamente em me masturbar. Aliviar um pouco isso tudo ou deixar ainda mais com vontade. Porém desisto ao escutar meu celular despertando pela segunda vez. Caralho, estou atrasada. Tomo a ducha mais fria bem rápida dos meus atrasos. Nem me enxugo direito, vou direto para o guarda roupa vestir meu uniforme padrão da empresa: saia preta até o joelho e blusa social branca com manga até o cotovelo. Calço um salto nude, pego a bolsa e saio de pressa sem tomar café do meu apê, amaldiçoando morar no quinto andar e a porcaria do elevador estar ocupado. Acabo descendo dois andares de escada de salto alto. O dia já começou bem.

Tenho uma reunião logo no primeiro horário, tipo, em 20 minutos e se chegar atrasada meu chefe me mata. Aliás, já estou atrasada. Retiro o que disse, pobre assalariado não pode nem sonhar.

Finalmente entro no elevador e assim que chego no térreo peço um táxi. Com a graça do pai ele chega rápido e me deixa na porta da empresa que trabalho. Cumprimento os seguranças e meus colegas de trabalho com um simples bom dia. Peço para minha colega de trabalho levar dois cafezinhos e distraída, entro na sala sem bater. Acabo flagrando uma conversa entre meu chefe e a secretária.

- Isso tudo parece bem interessante se eu não estivesse imaginando essa sua boca linda no meu pau.

- Bom dia - digo simplesmente, ele

quase cai da cadeira tentando disfarçar.

Eu o proibi de manter esse tipo de relacionamento com as meninas. Já respondeu a cinco processos de assédio sexual no trabalho. Uma parte das meninas curtem ter relações com ele, mas sei que não são todas que aceitam. Eu mesma não aceito e ele respeitou minha decisão depois de um belo tapa no meio da cara. Por alguma razão eu sou a única que posso enfrentá-lo sem ser demitida.

Talvez por ser sua amiga há muito tempo ou por nunca ter tido relações sexuais com ele.

- Com licença. - Aisha tenta sair, mas a impeço por alguns segundos, apenas para ter ideia do que ela está sentindo, se devo intervir. Posso ver suas bochechas coradas enquanto ela tenta olhar para todo lugar menos para mim. Ela não faz a linha envergonhada, pelo contrário, mas não a conheço o suficiente para atestar se gostaria ou não de fazer o que Matthew sugeriu.

- Não se incomodem comigo.

Continuem. Eu curto assistir. Testemunhar em processos de assédio então, eu adoro.

- Como você entra assim sem permissão? Droga Bea.

Finalmente libero a passagem para que a

secretária possa sair.

- Entrando e você está querendo outro processo? Já está avisado, mais uma queixa sua sobre esse assunto e eu me demito depois de fazer um escândalo. - Pego minha pasta de anotações. - Você tem uma reunião agora. Está atrasado.

- Você também está. - Aponta para a saída. - Nem tente participar da reunião de hoje. Me espere lá fora.

Revirei os olhos. Sei que preciso falar com

a minha colega sobre isso que está rolando entre ela e nosso chefe. Saber se é consensual. Já tive que indenizar uma estagiária por assédio, porque ele disse que a bunda dela ficaria melhor com o pau dele no meio. Babaca sim, não sei como construiu essa empresa sem nenhum tipo de maturidade para isso e o pior de tudo, tem umas que adoram o jeito dele.

Matt é lindo. Loiro, rico e corpo atlético. Eu transaria com ele, se não fosse idiota. E não vou ser conveniente se ele pensar em se exceder com quem não quer nada com ele. Quer transa? Transe, mas com o consentimento de ambas as partes.

Saio da sala, batendo a porta bem forte. Estou me sentindo tão estressada, cansada de ser babá do Matt e principalmente faminta. Nem o café de cada dia eu tomei. 

Capítulo 2 2

Olho os lápis a minha frente agora focando neles, retornando das lembranças felizes que parecem de outra vida.

Aquela noite foi a última vez que transamos já que milagrosamente após tomar um chá, Taylor melhorou. Foi o último dia da rotina a dois. De nós dois.

Na manhã seguinte recebi uma mensagem de um número desconhecido dizendo que ele me traiu na festa. O confrontei, ele negou, mas logo a foto do meu namorado beijando outra, pior, uma colega de trabalho, também misteriosamente veio parar em minhas mãos e soube porque ele queria tanto ir embora da festa e o real motivo de ir mais cedo.

Era para ninguém me contar nada e claro,

poder ficar com a outra. Porém, eu soube e percebi que fui muito burra por acreditar em um homem com a fama de cafajeste da contabilidade pois já pegou e iludiu muitas colegas de trabalho e profissão.

Eu odeio Taylor Ramos.

Odeio Priscila Camargo iguamente, a advogada da empresa, que teve o descaramento de me apunhalar assim de forma tão baixa. E daí se ela tem fama de ser liberal e cheia de atitude? Poderia pelo menos deixar o homem comprometido em paz e ela sabia que ele era meu namorado.

Odeio ter que continuar trabalhando com esse tipo de gente só por consideração ao patrão, necessidade e para não dar ousadia para eles acharem que isso me abalou.

Claro que não fiquei abalada. Como ficar abalada? Foi só o meu namorado de quase três anos, por quem era apaixonada, me traindo com uma colega de trabalho que várias vezes passou por mim dando "bom dia". Quem sabe em uma dessas, depois de pagar um boquete no meu namorado em uma das salas da empresa.

Odeio eles!

Ainda assim não fiquei abalada com a traição. Continuei maravilhosa como o monumento que sou. Quem ficaria abalada? Eu como chifre no jantar ou o coração daqueles dois filhos da puta assados em álcool enquanto ainda pulsa.

Homem nenhum presta e colegas também não.

- Sabrina? - reconheço imediatamente a voz de Matthew Morrison, meu chefe, chamar meu nome quase me assustando. - Pode parar de apertar minha mão e esse pobre lápis?

Só estão percebo que exprimia a mão dele

com uma mão e um lápis já quebrado na outra. Efeito Taylor. Essa história me tira do sério sem falar que me deixa irracional e violenta.

Já faz quase oito meses que terminei com ele e ainda fico com raiva em pensar nele. Pior ainda, penso nele. Penso muito. Preciso de outro emprego o qual não sou obrigada a ver meu ex todo dia sem jamais conseguir esquecê-lo.

- Mil perdões chefe - peço colocando a mão na boca. - Desculpa mesmo, não tive a intensão

- Tenho pena do Taylor - comenta olhando a mão com uma careta enquanto abre e fecha. Que exagero.

- Pena do Taylor por quê? Vocês homens sempre são os coitados da história. Não importa quão idiota sejam. Todos não valem o que o vaso sanitário guarda, mas sempre são os coitadinhos - brado socando a mesa e alguns funcionários nos olham.

- Mais cuidado como fala comigo, ainda sou seu chefe e exijo respeito - cospe entre dentes, mas suas palavras não tem o mesmo poder intimidante de outrora. Ele está mudado.

- Desculpa. Estou estressada.

- Eu achando que Aisha e Beatriz eram as bravas do escritório. Quem te viu quem te vê, hein Sabrina? Entrou aqui calado e hoje grita até comigo.

- Eu só queria a cabeça dele numa

bandeja para ficar mais calma.

- Legal... - Ele me olha com aquela cara que todo homem faz quando acha que a mulher está com TPM e ele precisa manter o máximo de distância possível. É exatamente isso que ele faz, sai caminhando de frente para mim, como se eu fosse o apunhalar pelas costas.

- O que queria chefe?

- Nada, Fernanda faz para mim. Por que não vai para casa? Tira o resto do dia de folga.

Descansa.

Reviro os olhos. Homens!

Matthew trabalha tanto com mulheres que sempre dá folgas quando estamos com a TPM atacada e o escritório não está um caos. Ele mesmo diz se está tudo fluindo bem, para quê estragar tudo deixando uma mulher de TPM ainda mais estressada?

Que exagero! Isso surgiu só porque ano passado a faxineira quebrou o rodo nas pernas de um funcionário por cuspir no chão. Nem precisa estar de TPM para fazer isso. No entanto, gostamos disso e aceito a sugestão dele numa boa. Não sou japonesa para gostar de trabalhar.

- Irei fazer isso.

Espreguicei-me na cadeira olhando a tela escura do computador. Matthew comigo quase sempre é gente boa, nunca me cantou e não tem nada a ver com meus óculos, aliás, ele sempre disse que fico sexy com eles. Sou uma nerd sexy.

Também não tem a ver com o fato de gostar do meu cabelo rosa, azul ou o atual vermelho sangue. Nem com o fato de eu ser baixinha, fora dos padrões modelo 46 e tamanho P, mas porque desde que trabalho aqui sempre fui do Taylor.

Quando entrei no prédio da empresa pela primeira vez e encontrei Taylor Ramos no elevador esbanjando charme sem o menor esforço, eu o quis. E parece que diferente de certa advogada vadia, o chefe respeitou isso me deixando fora de seus encantos, mesmo ele e Taylor se dando tão mal e tendo motivos para proibir nosso namoro. No fundo sei que essa birra é por território. Dois machos alfas na mesma alcateia dão embate mesmo.

É difícil ver que Taylor não deixou de ser mulherengo e não passou de um bom ator que tirou dez na arte de iludir. Já Matthew, mesmo sendo legal comigo, sempre foi um babaca com todos e ultimamente vem notando certa mudança de comportamento nele.

Nos últimos dias não ouço gritos nem

xingamentos contra ele e algo me diz que tem a ver com sua secretaria Aisha. Eles vivem trocando olhares e sorrisos que acha que ninguém percebe. Desconfio que estejam juntos. O clássico chefe que se apaixona pela secretaria.

Espero que sejam felizes se realmente

estiverem e que ele não seja mais um loiro traidor como certas pessoas de olhos cor de mel, lábios rosas como um morango tão gostoso no primeiro momento, mas depois se mostra mais amargo que o fel.

- Sab? - ouço a voz grossa que por meses sussurrou palavras bonitas em minha cama, que gemeu em meu ouvido o quanto me queria e agora para mim, é a mais irritante do mundo.

Observo Taylor debruçar na minha mesa com o sorriso que me sempre fez tropeçar, meu coração acelerar e minhas mãos suarem. E que ultimamente parecce sair dos meus pensamentos direto para o mundo real.

Ainda recordo como fiquei bem mais apaixonada quando com esse sorriso disse que me amava pela primeira vez.

Esse sorriso lindo vive por aí seduzindo mulheres. Iludindo. E mesmo com toda raiva que sinto por ele, hoje não sou imune, o sorriso ainda causa os mesmos efeitos de outrora em mim.

Por que cafajeste nunca tem sorriso feio?

Capítulo 3 3

- Que foi? - indago inclinando para trás na cadeira. Toda distância desse sorriso é pouca. Sei bem o estrago que ele faz na minha mente e na calcinha.

- Está de TPM. - Afasta fazendo o sinal da cruz. - Volto para conversamos amanhã.

Ele sempre sabe quando estou de TPM e não só estressada ou mal-humorada. E nem foi pela pergunta rude. Pois com ele, depois de tudo que aconteceu, sou sempre grossa. Ele sempre foi bom em saber o que estou sentindo.

Isso é o que mais me dói. Taylor sabia que não teríamos volta e mesmo assim me traiu descaradamente. Tudo que vivemos foi uma mentira e eu era apenas um objeto em sua mão como um peão em um tabuleiro de xadrez.

- Não temos nada para conversar nem hoje, nem nunca - rebato. - Agora vai procurar outra para encher o saco.

- Não vou desistir até você me ouvir. - Cruza os braços ficando sério e aparentemente esquecendo que estou de TPM.

Sem querer meus olhos desviam para seus braços que pelo fato de estarem cruzados deixaram mais aparente sob o terno. Engulo em seco, tentando me obrigar a olha para ali, mas resulta impossível e termino ficando excitada.

Eu ainda lembro como ele é nu. Lembro de sua pele bronzeada e a forma como eu brincava na cama desenhando os músculos dos seus braços entrelaçando nossas pernas ainda ofegante após gozar.

- Já disse, não temos nada para conversar

- repito olhando nos seus olhos, com medo dos meus próprios desejos e pensamentos.

- Acha que essa sua birra não já deu não? Vamos terminar assim? Dessa forma?

- Já terminamos e foi por culpa sua. Não quero conversar com você. - Levanto me inclinando na mesa buscando me impor. - E você não tem que trabalhar não? Depois reclama que não tem emprego.

- Não vamos terminar até eu dar minha versão. E já fiz meu trabalho - Sorri me olhando nos olhos. - Agora quero diversão. O que vai fazer hoje à noite?

Sério isso? Agora sou sua diversão? Ele vai mesmo agir como se fossemos um casal? Só pode ser castigo.

- Vou fingir que não me perguntou isso.

- Você está marrenta hein... - Aproxima deixando seu rosto bem próximo do meu. - É falta do prazer que eu te dava.

Odeio como ele ainda me afeta e odeio

mais ainda não ter saído com outro cara. Ser fiel a uma história que já acabou por uma traição dele me faz sentir ridícula. Muito ridícula.

- Vai se foder.

- Boca linda, mas bem sujinha. - Tenta me tocar, mas me afasto. - Não vou desistir, pode me evitar como for.

Não sei porque ele ainda me procura. Já me usou, enganou e não me deixa ir.

- O que quer de mim Taylor? - atrevo-

me a perguntar.

- O seu coração - responde sério, sem deixar margem para eu achar que é brincadeira. - Seu amor de volta.

- Para quê? Para você quebrar ele de novo? Para me machucar novo?

- Sab... - tenta falar, mas levanto

apontando o dedo para sua cara.

Sei que devo ter chamado a atenção de todos os funcionários do escritório, mas foda-se. Vou dizer tudo que guardei todo esse tempo. Taylor não quer conversar? Então que seja um escândalo.

Todos sabem que fui corna mesmo, todos viram ele se pegando com a advogada, podem tranquilamente ver a lavagem de roupa suja inteira.

- Pra que caralho você quer o meu amor? Só sabe amar a si mesmo com o seu ego imenso. Acha que sou o quê? O copo de café que você muda, muda e depois que usou todos quer lavar e me usar de novo? Eu não sou! - Respiro fundo tentando não chorar na frente dele.

- Sabrina! - chama em tom de

repreensão olhando ao redor.

- O quê? Não queria conversar? - berro

abrindo os braços chamando ainda mais atenção.

- Quero conversar, mas não...

- Vamos confessar - corto sem chance

para ele continuar. - Taylor, eu te dei tudo. Eu me dei em tudo para nossa relação e você me traiu. Mentiu. Me humilhou... agora não me venha querer ser o arrependido. - Deixo meus braços caírem de tão cansada. Tão exausta de fingir que não estou sofrendo. De mentir que a presença deles não me afetam. - Se não sabe cuidar, não sabe ser fiel, não me procura mais, pois, homem como você não me serve nem para sexo. - No fim minha voz saiu embargada e me deu raiva quando senti a primeira lágrima descer.

Taylor me encara tão assustado e sentido com meu desabafo que parece sem fala e sem reação.

Não espero para sentir sua pena, viro e

saio correndo para o banheiro. Vários colegas tentam conversar comigo no caminho, mas desvio de todos e só paro e desabo em lagrimas já dentro do reservado.

Choro copiosamente por uns segundos até me recompor. Paro em frente ao espelho me apoiando na pia quase me surrando por estar nesse estado.

Parabéns Sabrina. Parabéns por ter perdido a cabeça no trabalho e agora todos sabem que além de corna você chora por um homem que não vale nada.

Limpei uma lágrima com força, com raiva de mim mesma por ter feito algo tão infantil. Só que não aguento mais ter que vê-lo todo dia, ter que falar com ele e fingir que nunca tivemos nada.

Seria o fim se a advogada também trabalhasse aqui no mesmo andar que nós dois.

Graças à Deus ela fica mais em outros andares do prédio, não quero ser obrigada a ter muito contato.

Entro em uma das cabines do banheiro quando ouço passos e tranco a porta. Não quero ver, nem falar com ninguém. Sento em cima da tampa da privada abraçando minhas pernas. Odeio ele. Odeio ter me apaixonado por ele. Odeio ter chorado por ele.

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