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Contos Eróticos: O Ponto I

Contos Eróticos: O Ponto I

Autor:: Dan Yukari
Gênero: LGBT+
Isadora tem 22 anos e é VIRGEM! A linda nerd de pele cor de bombom, olhos negros e longos cabelos cacheados vive unicamente para os estudos e jogos online com os amigos. Sem que ninguém suspeite, a garota vive constantemente fantasiando prazeres mais íntimos com amigos e amigas, reforçados por vídeos que assiste e romances adultos que lê. Para a nerd assumida, relacionamentos no mundo real estão sempre em segundo plano. Seu foco está nos diplomas que almeja e em ser a garotinha perfeita do papai. Tudo muda quando Isadora acaba se envolvendo em uma aposta e provando uma maravilhosa experiência íntima e pessoal com o maior garanhão do colégio onde estuda. Agora, enquanto tenta se concentrar nos inúmeros códigos das linhas de programação, a linda mulata se vê perdida em pensamentos molhados com um lindo CEO de olhos castanhos que não consegue esquecer. O que fazer quando o coração deseja o que a razão garante não ser a prioridade? Essa é uma história sobre uma garota apaixonada e confusa, uma garota como você, uma garota como todas as garotas. Ansiosa por seguir seu coração, refreada pela razão e doida para se descobrir e aprender todos os prazeres que a vida tem a oferecer.

Capítulo 1 I – 15 minutos depois da meia-noite

Isadora se encarava no espelho ansiosa pelo que faria e se perguntando onde tinha arrumado coragem para encarar aquilo. Sempre fora uma garota do tipo medrosa, que se escondia atrás de livros e trabalhos escolares para evitar os encontros e ações sociais.

Estreitara o olhar se admirando. A única coisa que não a atraía em seu visual eram os óculos, quais não tinha como evitar, já que estava sem lentes de contato para os substituir.

Mordera de leve o lábio inferior enquanto admirava seus olhos negros por detrás da armação fina e dourada. Esboçara um sorriso, nunca usava batom, mas os homens sempre elogiavam seus lábios carnudos e ela esperava ser tão boa com eles quanto alguns sonhavam.

Segurara os cabelos com as duas mãos e os ajeitara em um rabo de cavalo no alto. Era difícil prender aquela cabeleira volumosa e cacheada, mas se sentia mais confortável assim, além de ajudar com o calor.

Tinha de admitir – pensara enquanto vestia a blusinha de cor preta – era uma nerd incorrigível e certamente iria se arrepender daquilo depois. Mas não podia amarelar agora, afinal, tinha vinte e dois anos e era virgem. Quem sabe aquilo fosse o que estava faltando para subir ao próximo nível?

Oh, céus... – dissera em um sussurro enquanto se encarava uma última vez no espelho, a pele cor de bombom brilhante e bem tratada se destacando. Lá estava ela de novo agindo como uma pirralha que joga videogames. Era meio que irritante isso, mesmo que fosse verdade. Mas o sujeito que encontraria era do mesmo tipo. Ele certamente iria gostar dela.

Meia hora depois, lá estava a garota descendo pela rua escura e sombria. O cenário era digno de filme de terror e cada vez mais Isadora pensava que talvez devesse ter ficado em casa.

Vestia uma jaqueta preta sobre a camiseta da mesma cor, calça de cotton preta e botinhas pretas. Tá legal, parecia que estava de luto e nem gostava desse visual dark gótico. A questão era que para se encontrar escondida em um lugar escuro, roupas daquela cor ajudariam a se camuflar nas sombras.

Finalmente cortara caminho pelo meio de alguns arbustos em um jardim e descera por uma ladeira para a rua onde deveria o encontrar. Ele já estava lá, no lugar combinado, ao menos poderia dizer que Leonel era pontual.

Na verdade, não diria nada, ninguém nunca saberia que havia estado ali.

O sujeito que a esperava tinha vinte e cinco anos. Era mais alto que ela, com seus um metro e cinquenta e cinco em pouco mais de vinte centímetros. Vestia a camisa social verde que ela conhecia, que já havia o visto vestindo inúmeras vezes no curso de TI qual faziam juntos.

Leonel tinha olhos castanhos esverdeados que ela não notaria na escuridão daquele lugar e cabelos negros e lisos, que lhe caíam em grande parte sobre a face. Era ainda mais nerd que ela, o primeiro da sala. Contudo, o assunto naquela noite não era o curso, mas sim algo mais quente e excitante.

Algo que nenhum dos dois sonhava acontecer.

-Pensei que você não viria – dissera ele em um sussurro quando a garota se aproximou.

-Para ser sincera, também pensei que não viria – ela sorriu.

-Estou feliz que tenha vindo... – começara a dizer o rapaz.

-Hey, pode parar com o xaveco, não estamos namorando nem nada assim – cortara Isadora – Estou aqui porque me deixou curiosa. E quero saber...

-Trouxe uma régua? – fora a vez do sujeito sorrir.

-R-régua? Como assim? Claro que não! – gaguejara Isadora.

-Disse que queria medir, não é? – indagara ele – É do tamanho que disse, te garanto, não de cara, claro, mas...

-Cala a boca! Não diga mais nada, ok? – sugerira a moça – É claro que eu não trouxe nenhuma régua. Dá pra deduzir, tá bom? Não estamos falando em uma linha de programação aqui com cada milímetro marcado.

-Mas eu pensei que...

-Não pense! – reclamara a garota, indignada com aquela situação. Como era possível um sujeito daquela idade e tão inteligente quanto aquele não levar o menor jeito para lidar com uma mulher? Nos livros os homens sempre faziam o tipo desajeitado, mas na hora H se mostravam charmosos e sedutores.

Disposta a não dar mais chances ao rapaz de estragar tudo, Isadora apenas o abraçara e o beijara. Leonel não era de se jogar fora, tinha quase um metro e oitenta e o corpo sarado, vestia-se sempre com roupas sociais e usava óculos, como ela, mas no caso dele faziam com que parecesse um executivo, o que realmente era.

A verdade era que naquele mesmo dia, algumas horas antes, Isadora havia lido uma mensagem no Whatsapp do sujeito por acidente. Leonel havia deixado o celular sobre a mesa por um instante em que ela passava por perto e nesse momento a garota lera a pergunta: Qual o tamanho do seu...? Nem precisa dizer de que se trata, certo?

E a resposta, logo abaixo: 20 centímetros!

Quando percebera que ela havia lido, o sujeito dera mil desculpas, mas era tarde demais. Isa quisera saber o conteúdo daquela conversa. Leonel explicara que uma amiga e ele falavam sobre biologia e quem tinha o maior... vocês sabem, entre os seres humanos. De acordo com a amiga eram os negros, mas pelo que ele entendia, o tamanho variava igualmente entre os povos e etnias.

Uma conversa puramente intelectual entre amigos, ele explicara, mas claro, a conversa entre os dois o resto da aula mudara para o lado da curiosidade, entre outros temas. Disposta a parecer mais atrevida do que era, Isadora confessara ser virgem e o desafiara.

-Me mostre... – provocara ela diretamente – E se tiver mesmo vinte centímetros, mamo você até o fim! – sussurrara para o sujeito sem que mais ninguém ouvisse – Desde que isso fique como um segredo entre nós!

O resultado das ações levava ao cenário atual. E embora fosse o que Isadora desejava, não era bem a melhor das opções. Continuara beijando o rapaz, sem se importar com o que aconteceria depois, havia tido a coragem de chegar até ali, era preciso coragem para continuar.

Isa precisava ficar nas pontas dos pés para beijar o sujeito, mas mais tarde diria que valera a pena quando falasse com Kate, sua melhor amiga. A primeira coisa que sentira fora a barba por fazer de Leo quando o beijara.

Logo em seguida ele descera a beijando por seu pescoço e enfiara uma das mãos por dentro de sua camisa, aquela mão grande e quente roçando sua pele macia e começando a explorá-la.

Assim como dissera que faria, Isadora fora ao encontro sem soutien e Leo levara a mão diretamente para onde ela esperava e desejava, a explorando por completo até parar acariciando nos pontos mais sensíveis. A moça gemia mordendo os lábios enquanto sentia os lábios e a barba do amigo roçarem por sua pele.

Finalmente Leo levara as duas mãos até suas costas e a envolvera em um abraço mais forte. Isa sentira seu corpo pequeno pressionado contra o peito do amante e ele a levantando levemente do chão, mas estava adorando. Poderia o ensinar a ser mais atencioso com uma mulher e se fosse um bom amante quem sabe até o namoraria no futuro?

Estavam sob uma ponte e somando a pouca iluminação próxima com a lua nova, tinham a escuridão e discrição que desejavam. Haviam se encontrado longe das casas de ambos e Isa, contra seu jeito sempre obediente e reservado, tinha pulado a janela para fugir sem os pais notarem que havia saído.

-Bom... e onde faremos isso? Vamos a um motel? – perguntara o sujeito mais cedo, ainda na aula.

A pergunta levantara questões complicadas. Leo tinha carro, moto e ambos moravam com família. Isa nunca tinha ido a um motel, mas não gostava da ideia. O sujeito se oferecera para pegá-la em casa no fim de semana e levá-la para sair, mas ela queria conferir o produto naquele mesmo dia.

Fora ela quem sugerira que ele a esperasse ali e que fugiria para o encontrar. Queria manter aquilo o mais discreto e sigiloso possível. Felizmente até aquele momento estava valendo a pena.

Capítulo 2 II

Leo descera uma mão e a alisara entre as pernas por cima do tecido fino da calça. No mesmo instante a garota colocara sua mão sobre a dele.

-Pode brincar, cowboy – dissera ela, se arrependendo um segundo depois por falar de novo como uma nerd de filmes e videogames – Mas não vou dar pra você, não hoje, quem sabe um dia? Nem pense que pode me forçar, ok?

O sujeito apenas a beijara nos lábios outra vez, suas línguas se encontrando novamente. Sussurrara que ela não se preocupasse, pois jamais a forçaria a nada. Garantira, como ela já esperava ouvir, que nada aconteceria sem seu consentimento. Isa tomara a mão grande do amigo com a dela própria e a encaminhara para dentro de sua calça.

Enlaçara o sujeito pelo pescoço com os dois braços. Os óculos de ambos se chocaram e ele retirou os que usava, os colocando sobre o banco da moto bem ao lado. De volta ao que faziam, Isadora gemera intensamente, procurando se controlar para não fazer barulho e chamar a atenção de algum curioso próximo enquanto o rapaz lhe acariciava.

Pedira que ele parasse antes de chegar a um orgasmo. Não queria ficar toda molhada ali, voltaria para casa caminhando, teria de subir pelo caixote que deixara perto da janela no quintal e saltar para dentro do quarto ainda. Como não pretendia aceitar a carona que ele ofereceria no final, era melhor que ficasse apenas com o desejo que sentia naquele momento, afinal, ia se satisfazer em sua própria cama depois, com certeza.

O sujeito abrira a jaqueta que ela usava, erguera a camiseta a mamara. Ela tinha certeza que ele já havia sonhado com aquilo inúmera vezes e embora até aquela noite não esperasse ser possuída por aquele homem, estava amando tudo até aquele momento.

Estava sentada na moto, sob a escuridão abaixo da ponte, sendo mamada por um amigo, escondida de tudo e de todos. O que estava acontecendo? Aquela não era a Isadora estudiosa e comportada, era a Isa que vinha reprimindo anos de fantasias e desejos acumulados por não confiar nos amigos que tinha e por fazer tudo em sua vida apenas pensando em agradar os pais.

E estava adorando esse novo lado que aflorava.

Sentia a calcinha encharcada e além dela, a calça também já estava. Não seria hoje, não nessa noite, mas sabia, acabaria dando para aquele homem tudo que ele quisesse. E o faria ler todos os livros adultos que gostava, faria com que ele aprendesse a ser elegante e sedutor, a tratar uma mulher como ela desejava. Não seria ruim o ter como amante com a mesma intensidade que o tinha como parceiro de programação e jogador nos jogos online da vida.

Os mamilos já estavam doloridos. Leo oscilava entre carinhoso e tipo homem das cavernas, mas ela não se queixara, não o censuraria se não a machucava. Ele era um diamante bruto, tinha de ser polido e ela faria isso com tempo.

Afagara a face do sujeito sentindo a barba e escorrendo ainda mais de tesão com aquele toque. Sabia que iria querer mais aqueles beijos depois daquela noite, mas faria charme, faria ele pensar que era casual, que não tinha ficado interessada. Faria com que ele a procurasse, desejasse a conhecer além do prazer e então, o fisgaria.

Tudo planejado, como sempre fizera em cada momento de sua vida.

Finalmente se agachara, quase de joelhos no chão. Leo desabotoara a calça e baixara até o meio das coxas, mas fora Isa quem puxara a cueca box branca para baixo. Para sua surpresa, o objeto de estudo já latejava, reto e apontando para cima. Era grosso, tinha a cabeça grande e brilhante e claro, ela não havia levado nenhuma régua, mas conhecendo medidas como conhecia, apostava que tinha mais de vinte centímetros naquele brinquedo.

Estava depilado e cheirava a talco. Ela duvidava que tivesse tido tempo de se depilar entre a hora que tinham saído do curso e o momento em que haviam se encontrado, o que levava a deduzir que ele se mantinha sempre assim.

Começara lambendo por baixo. Queria não o deixar todo molhado com sua saliva, mas era impossível. E que saco grande, compatível com o tamanho caprichado daquilo que tinha entre seus dedos. Era a primeira vez que segurava um membro de verdade com as mãos e metia a boca, mas considerando as muitas fotos e vídeos que já havia visto na internet, aquele era muito melhor do que sonhava.

Masturbara com gosto, era tão grosso que quase não conseguia unir o indicador e polegar ao segurá-lo. Era delicioso, isso era fato. Subira lambendo de baixo mal acreditando que estivesse ali fazendo aquilo. Beijara a cabeça e a abocanhara em seguida. Sentia que abrindo a boca o máximo que conseguira era capaz de colocar metade daquilo para dentro.

Era triste ter de aceitar que ainda não levava jeito, mas aprenderia como fazer aquilo com capricho. Chupara com gosto. Enquanto Leo apenas gemia de olhos fechados encostado na moto, ela acendera a telinha do celular conferindo as horas com o olhar, sem deixar de fazer o que fazia com a boca carnuda.

Quinze minutos após a meia-noite. Não poderia se demorar a voltar para casa. Aquele encontro tinha sido um teste. E Leo passara no teste.

Mesmo querendo ficar ali muito mais tempo, Isa sabia que não podia e para sua sorte, Leonel anunciara que era melhor ela se afastar, pois ele ia terminar e se a garota continuasse onde estava, ia encher a boca de leite.

Isa afastara poucos centímetros e mordera o lábio inferior. Não sabia o que dizer ou pensar naquele momento. Já havia pensado naquilo diversas vezes e normalmente tinha receio ou nojo, mas o fato era que não estava preparada. Na dúvida, agarrara de novo, abocanhando com gosto. Sabia que ele não resistiria.

Menos de dez segundos depois Isa arregalava os olhos enquanto sua boca era inundada com o leite do companheiro. Acabara engolindo a maior parte, evitando que tirasse a boca e ele acertasse sua roupa.

Abrindo a boca por um instante, Isadora se afastara e respirara, voltando a chupar de novo em seguida. Se ia fazer aquilo com gosto, seria caprichado. Chupara tudo, lambera cada centímetro experimentando cada gota que conseguira.

Levantara suspirando, mal acreditando no que havia acabado de fazer. Era louca, uma louca sem noção dos riscos, era assim que se sentia e mal conseguia imaginar o que ouviria de Kate quando contasse cada detalhe para a amiga no dia seguinte.

E o melhor de tudo? Estava adorando! Ninguém sabia e naquele momento queria que a sociedade em geral se acabasse em suas pilhas de falsidade e hipocrisia. Havia se privado por tempo demais de prazeres como aquele. Estava feliz e satisfeita.

Se levantara e segurando o rapaz pela face com as duas mãos, o beijara na boca, de língua, fazendo questão que ele sentisse o gosto do que ela acabara de provar. Leo não resistira, apenas fora no embalo e desfrutara do momento com ela.

Quando seu lábios se descolaram, a garota dera dois passos para trás, as mãos com dedos entrelaçados nas costas. Havia um sorriso envergonhado em seus lábios.

-Eu vou indo. Me liga amanhã – dissera – E só pra saber, aposto que tem mais de vinte centímetros. Ah, entenda bem, se contar qualquer coisa sobre isso pra alguém, eu te mato – concluíra já quase sumindo nas sombras.

Virara de costas e correra, deixando o rapaz para trás. A verdade era que tinha sido ótimo, mesmo que fosse apenas aquilo. Estava satisfeita e sabia que teria mais, quando e do jeito que quisesse.

Naquele momento só torcia para que sua mãe não tivesse ido até seu quarto. Dona Lúcia nunca ia, mas se tivesse percebido que ela não estava lá, a polícia já estaria atrás dela.

Tudo que queria agora era chegar em casa e ter um orgasmo muito gostoso antes de dormir, no banho ou na cama, quem sabe nos dois lugares! Havia feito Leo tremer de prazer, mas ainda faltava sua parte para aquela noite terminar com perfeição.

Capítulo 3 III – 15 minutos antes da meia-noite

Voltar para casa pelo caminho sombrio e assustador em plena madrugada havia sido fácil. Difícil fora entrar em casa discretamente.

A rua onde morava estava deserta e silenciosa como sempre àquela hora, mas ao virar a esquina, os cachorros no quintal de uma residência começaram a latir, começando a caótica série de eventos que ocorreriam em seguida.

Como sempre acontece, os cães latindo em uma casa no fim da rua fazem com que os cães na casa do vizinho repitam o processo, respondendo os latidos. Esse efeito dominó sempre dura até chegar em sua própria casa e Isadora sabia que naquele ritmo, em menos de cinco minutos, Leon, Claire e Albert, os três Yorkshires de sua mãe levantariam de suas camas para começar o terror. Quem tem essa raça de cão sabe como são barulhentos.

Disposta a não ser pega fugindo atrás de homem pela primeira vez, Isadora correra o mais rápido possível, como o Zé Carioca sentindo a presença de cobrador. Ironicamente, não considerara uma pequena falha em seu plano: as botas que usava.

Ao correr desenfreadamente pela calçada, os saltos faziam mais barulho que se caminhasse silenciosamente. Isso alertara possivelmente os cães de todo o quarteirão ainda mais rápido.

Chegando onde morava, parara próxima a um ponto na cerca com acesso direto para a janela de seu quarto. Havia deixado uma tábua solta na cerca do jardim de sua mãe a fim de poder passar por ela e não ter de pular o muro ou fazer barulho abrindo o portão.

Quase tudo saíra como planejado. Quase.

Quando já havia passado todo o corpo para dentro do quintal, sem ver o que tinha pela frente no escuro, Isa pisara na cauda de Fionna, a gata do vizinho que dormia tranquilamente. A criatura miara tão alto que certamente seria o foco das fofocas na rua no dia seguinte.

Por que o mundo conspirava contra ela? – pensara.

Agora era uma corrida contra o tempo antes que seus pais acordassem.

Felizmente havia deixado a janela aberta com as cortinas fechadas, pronta para quando voltasse. Correra e saltara, caindo de cabeça para baixo no lado de dentro, a cara enfiada em uma enorme almofada estrategicamente posicionada.

Os óculos tinham ido parar longe e na escuridão era impossível os encontrar. De qualquer forma, não havia tempo. Engatinhara para a cama enquanto soltava os cabelos e se desvencilhava da jaqueta e da blusinha. Entrara por debaixo das cobertas ainda vestindo as calças e as botas.

Deitara a cabeça no travesseiro no momento exato em que ouvira as batidas na porta, três, como sempre. Logo em seguida viera o som da maçaneta girando e uma pequena fresta se abrira, por onde Dona Lúcia olhava para a escuridão no interior.

-Isa? Está dormindo? – indagara a mãe quase em um sussurro – Parece que Fionna estava namorando no nosso quintal de novo e acordou a cachorrada da vizinhança toda. Por via das dúvidas, seu pai foi dar uma espiada.

Improvisação. Isadora estava com a expressão cansada e assustada e ainda que o quarto estivesse com a luz apagada, Dona Lúcia tinha um radar que nunca falhava em identificar como a garota se sentia. Felizmente há anos Isadora tinha aprendido a arte de improvisar.

-Ela não estava no quintal, mãe – respondeu – Estava aqui no quarto. Levei um susto quando ela saltou pela janela. Deve ter saído para caçar.

-Dormindo com a janela aberta de novo? – Dona Lúcia não era severa, mas adorava repreender – Já te disse para evitar. Mesmo com a segurança no bairro, é melhor não dar brechas. Tente dormir de novo.

-Vou passar uma água no corpo. Esse susto me despertou – respondeu a garota segurando a respiração ofegante pela corrida – Depois caio na cama de uma vez.

-Lembre-se que tem inglês pela manhã, não vá dormir muito tarde – dissera a mãe, já fechando a porta – Boa noite, te amo, querida.

-Boa noite. Também te amo, mãe.

Após Dona Lúcia fechar a porta, Isa fechara os olhos e contara mentalmente até dez. Era o tempo que a mãe costumava ficar do lado de fora espionando até desistir e sair.

Finalmente abrira os olhos e esticara o braço para o lado, puxando um velho Garfield de pelúcia que ganhara de aniversário de Katie anos atrás. O abraçara e suspirara pensando que tinha sobrevivido. E tinha sido por pouco. Mas aquela aventura havia valido a pena.

Mordera o lábio inferior se lembrando de Leonel. Embora o sujeito fosse um completo desajeitado, Isadora tinha se surpreendido em como ele a deixava excitada. Nas sombras abaixo daquela ponte, ela vira um homem sedutor e atraente diante de si, não o nerd que só falava em fórmulas e códigos.

Talvez valesse a pena o ver novamente. Mas e se na próxima ele quisesse avançar as coisas com ela? Com certeza iria querer continuar do ponto onde tinha chegado! Era algo a se ponderar. A garota tinha dúvidas se tinha sido tão boa fazendo oral quanto as atrizes que via em filmes adultos. Aparentemente sim, mas assistir e se imaginar fazendo e executar na prática eram coisas bem diferentes.

De qualquer forma, tudo que pensava naquele momento era em poder ver aquele monumento maravilhoso novamente. Não apenas ver, mas o tocar, senti-lo entre seus dedos, em sua boca uma vez mais. Senti-lo a invadindo.

Em todas as centenas de orgasmos que tivera assistindo vídeos e pensando em amigos ou amigas, nada se comparava a sentir o calor de perto, o cheiro, o toque, pele com pele, o sabor. Isadora agora sabia como era a sensação de uma relação real e negar o desejo de repetir era impossível.

À essa altura a calcinha já estava encharcada novamente e a garota sabia que se quisesse acordar pela manhã para o curso de inglês precisava relaxar e dormir ao menos algumas horas.

E só conhecia uma forma de fazer isso.

Menos de cinco minutos depois lá estava a encantadora garota negra de um metro e sessenta e cinco abrindo a torneira do chuveiro. Isa tomava cada banho como se estivesse fazendo amor, era seu refúgio, seu ponto de relaxamento e reflexão. O único lugar onde esperava não ser incomodada ou espiada.

Não até o momento certo de isso acontecer. Um dia.

Esticara a perna direita colocando o pezinho pequeno e bem cuidado sob a água morna que caía. Mordera os lábios como sempre fazia experimentando a sensação da temperatura que lhe agradava. Sentira aquele arrepio lhe subir pela espinha enquanto os pelinhos de todo seu corpo eriçavam.

Seus pensamentos ainda estavam embaixo daquela ponte, a deixando com um desejo tão grande quanto jamais sentira. Fechara os olhos se lembrando de cada detalhe. Havia deixado um completo estranho terminar em sua boca!

Mas havia sido tão bom... e queria mais!

Dera outro passo, as águas agora tomando seu corpo. A garota amava a cor de sua pele. Seus pais contavam que os tataravós haviam vindo da Espanha e de Portugal, mas antes disso a família se originara na África. Não haviam apenas negros na família, contudo, mamãe era dessa etnia e ela herdara cada traço com orgulho.

Avançara mais, deixando que os longos cabelos cacheados molhassem. Ia dormir com os cabelos molhados, não havia tempo para secar. A questão era que precisava relaxar, apagar aquele fogo queimando por suas células.

Apanhara o sabonete e dançara com ele sobre a pele, mais pela excitação que pelo banho. Pesava sessenta e cinco quilos, com destaque para as sinuosas curvas do bumbum e a farta comissão de frente.

Suspirava imaginando as mãos de Leonel lhe tocando, a acariciando. Queria os lábios dele a beijando com vontade. Tinha as auréolas dos mamilos pequenas, com biquinhos que se elevavam e se destacavam fácil sob qualquer tecido quando estava excitada, como naquele momento.

Precisava de mais, tinha certeza disso.

Descera uma das mãos pela barriga, escorregando pela pele cor de bombom macia até atingir a pequenina vulva molhada por mil razões. O Ponto I estava dolorido antes mesmo que o tocasse. Tinha a parte mais íntima pequena e apertada, os grandes lábios quase invisíveis sob o pequenino risco entre suas pernas. Colocara o dedo médio sob o ponto mais delicado e o acariciara calmamente.

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