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Contrato Obscuro II - Os irmãos de Alícia

Contrato Obscuro II - Os irmãos de Alícia

Autor:: elainemoscardineves
Gênero: Romance
Alícia foi o pivô de um plano macabro da máfia francesa, foi violentada pelo irmão, torturada por Yago e conseguiu sozinha livrar sua família da destruição total. Quando acabou seu cativeiro, ela terminou grávida de Fernando, o amor de sua vida, e envolvida em um trisal bem quente com Yago. Também ficou como regente da máfia francesa no Brasil, segundo em comando na Organização Criminosa de Fernando em São Paulo e responsável legal por Paola, sua irmã caçula foguetinho que assumiu cargo de confiança na máfia, aprendeu a usar as estrelas ninja, teve dúvidas sobre sua orientação sexual e está se tornando uma médica brilhante e responsável. Alícia também ficou responsável emocional por Matheo, seu irmão mais velho, em quem deu um tiro arrancando todo o órgão sexual, que se transformou em um homem sério, focado e protetor, e se apaixonou por Beatriz, com quem está descobrindo como viver juntos essa relação sem pênis. A gêmea de Matheo, Mayara, se casou com Yanes, o chefe do Conselho da máfia francesa, a quem teoricamente Alícia tem que prestar contas dos negócios no Brasil. Toda a configuração dos irmãos Costelli está bem encaminhada, até que Matheo, único irmão da mafiosa, descobre que o vilão da história deles não são as gêmeas do mal. E é então que todos os irmãos tem que se reunir para salvar sua família, pois o inimigo agora é outro!

Capítulo 1 Yago

Yago estava de cabeça pra baixo, via seu sangue pingar em uma poça que percebia aumentar muito rapidamente. Sabia que ia morrer, e não queria se entregar ao amargor daquele momento. Forçou sua memória a voltar nos últimos oito anos que passou com Alícia, mas sua mente insistia em voltar a uma noite, quando tinha 23 anos e era recém casado:

Era aniversário de Michelle, sua esposa estava fazendo 27 anos, mas era linda...

Ela fazia exercícios, praticava tiros, sabia lutar, era uma mafiosa pra ninguém botar defeitos. Ela e Giselle eram gêmeas idênticas, mas Michelle tinha suas peculiaridades. A cintura era mais fina, os seios maiores, as coxas mais grossas, os olhos mais bondosos e os cabelos pareciam mais sedosos.

Ele tinha saído mais cedo do imenso jantar nos jardins da mansão que dividia com a cunhada e o marido dela, preparado uma taça com morangos frescos, chantilly, uma fita k7 estava preparada com uma música romântica de Elvis Presley e tinha cortado todos os pêlos das partes baixas. Michelle não falava, mas ela adorava quando ele limpava tudo e fazia sexo oral nele com mais gosto.

Quando ela entrou no quarto, sorrindo com o cenário que o marido montou, ele apertou o play e a voz melodiosa de Elvis Presley cantando can't help falling in love tomou o ambiente.

Yago tirou a gravata enquanto a olhava nos olhos, se colocou por trás dela e a vendou. Percebeu ela abrir a boca de surpresa mas amarrou a gravata e a deixou sem esse sentido, enquanto tirava seu vestido. Quando se amontoou a seus pés, ele segurou sua mão a puxando e ela entendeu que era pra sair do vestido. Michelle estava surpresa e encantada com o tratamento e Yago fez o caminho de seu pescoço até o sulco entre seus seios e a beijou. Tão sensual e carinhoso que quando ela deu por si, ele já tinha tirado seu sutiã.

Depois a pegou no colo e depositou na cama, arrancando sua calcinha de renda branca sem a mesma delicadeza.

Beijou todo o seu corpo sem pressa, sugando seus seios. Depois a deixou se contorcendo na cama nua, levantou e tirou toda sua roupa e pegou a taça de morangos e o chantilly. Circulou um dos seios dela com o morango e depois mordeu.

- Você deixa a fruta muito mais gostosa...

Passou o morango mordido no outro seio, deixando um rastro do suco no corpo da mulher. Nesse momento, ela puxou a gravata dos olhos e sorriu pra ele, que se abaixou e lambeu todo o suco da fruta nos seios dela. E fez isso durante muito tempo, com todo o corpo dela. Na barriga, nas coxas do lado de dentro. Michelle estava molinha, inebriada com toda atenção que estava recebendo, quando surpreendentemente, ele enfiou a fruta inteira dentro dela e começou a friccionar seu pontinho de prazer e não demorou para ela gozar. Com o dedo, ele tirou a fruta de dentro dela, chupou todo o líquido que ela deixou nele e depois mordeu a metade, colocando de volta, mas aí começou a tentar tirar com a língua e na sequência ela se derramou na boca dele novamente. Sem resistir mais, Michelle levantou e se posicionou de quatro na cama, segurando na cabeceira com hastes de ferro e sem aviso, Yago a penetrou, se enterrando inteiro dentro dela. Michelle começou a rebolar ensandecida, e os dois explodiram juntos em um orgasmo enlouquecedor.

Yago quase sentiu uma ereção só se lembrar daquela noite. O pinga pinga de seu sangue o trouxe para a realidade daquele momento e ele se perguntava porque pensou em Michelle, aquela demônia que o obrigou a torturar uma menina que nem conhecia só para agradar a irmã que era mais demônia ainda! Se recriminou: deveria estar pensando na pele macia e escura de sua atual mulher, jovem, quente, insaciável, trinta anos mais jovem do que ele e que fazia Yago se sentir jovial, másculo. A inocência roubada não fazia falta para aquele furacão que era Alícia. E era nela que ele deveria pensar!

Ou em um dos seus filhos: Matheo, filho de Henrique que ele criou com Michelle, que ele tão egoísta tirou o direito de ser mãe! Sua mente teimava em voltar às lembranças que ele tinha de anos atrás, quando ficava observando Michelle com Matheo. Ele devia ter uns quatro anos e Yago achava Michelle uma mãe excelente e cuidadosa e ficava imaginando possíveis feições em um filho deles.

A câimbra no braço amarrado nas costas sabe-se lá a quanto tempo o fez perceber que sua mente traiçoeira o levou para Michelle novamente. Ouviu o ranger da porta e abriu os olhos, achando que sua mente estava lhe pregando uma peça novamente, porque estava vendo Michelle disforme se aproximando dele.

Ele sabia que ela estava disforme porque ele estava pendurado de ponta cabeça, mas tinha certeza que era Michelle tal e qual ele viu da última vez: careca, de calça jeans e rosto com uma expressão assustada.

- Você ainda não está tendo alucinações, marido. Sou eu mesma, viva. Eu vim te tirar dessa situação!

Dois seguranças entraram por trás de Michelle e o soltaram do tronco em que ele estava preso, o colocando sentado em posição normal, mesmo com braços e pernas amarrados.

Yago queria olhar para seu corpo e ver a extensão dos danos. Sabia que estava com pelo menos três costelas quebradas e Yanes enfiou uma adaga de uns cinco centímetros em sua barriga. Para fazê-lo sangrar sem saber que hora iria morrer. Giselle bateu com o cabo do revólver em sua nuca e também na testa. Seu supercílio esquerdo estava aberto com certeza e de tempos em tempos, eles entravam lá e exigiam que ele falasse qual era o segredo de alerta para os irmãos Costelli que conseguia manter Matheo afastado e deixava os irmãos sempre à frente deles, sabendo exatamente que o único que estava em perigo era Yago . Como ele não falava, o torturavam um pouco. Giselle tirou o couro da perna dele onde tatuou o rosto de Bruno. Yanes passou um cortador de pastel por toda suas costas diversas vezes, abrindo pequenos cortes rasos que ardiam muito. Na outra visita ele banhava Yago com vinagre, que era pior do que se o cortasse novamente.

Yago sabia que deveria se olhar e ter uma noção da extensão dos ferimentos, mas seus olhos traidores não conseguiam sair de Michelle...

Capítulo 2 O plano

O homem saiu da sala, deixando Yago sentado ainda algemado. Michelle se aproxima dele, faz um carinho em seu rosto:

- Senti sua falta.

- Eu só soube recentemente que você está viva.

- Eu sei, por você eu teria morrido naquele instituto.

- Era mais fácil pra mim não pensar no que você estava passando lá.

- Yago , não gosto de ver você assim. Eu quero saber se posso te soltar se limpar suas feridas.

- Porque você faria isso?

- Porque você é meu marido.

- Não, eu sou marido da Alícia.

- Ah, Yago . Na verdade, você acha que é marido da Noêmia no papel e da Alícia de corpo. Eu estou viva, e você não se divorciou de mim, então nenhum dos dois casamentos tem efeito!

- Do que você está falando?

- Que você é meu marido, legalmente. E eu pretendo que seja de fato daqui pra frente.

- Você é louca? Faz oito anos que nos separamos, que eu vivo com outra mulher, tenho um filho com ela.

- Não, faz oito anos que você divide uma mulher com o amor da vida dela, com quem ela teve um filho que você ajuda a criar

- Seus preconceitos não vão invalidar meu relacionamento!

- Me diz, Yago . Brasileiros têm uma certa promiscuidade que não se vê em outras culturas. Na nossa, então, é muito menos natural. Na sua relação promíscua, vocês já fizeram troca troca?

Yago se lembrou da despedida. Alícia está grávida de oito meses e meio, já não tem mais a disposição para o sexo nem com um, quanto mais com dois! Depois que engravidou, começou a se excitar com os dois se tocando.

Yago lembra que teve uma conversa com Fernando quando marcou a viagem para a França:

- Vocês não podem adiar essa viagem? Tem que ser logo quando ela está para parir?

- Fernando, você é o pai, você vai estar perto. Não precisam de mim!

- Você não vai começar com isso de novo, não é, Yago ? Somos um trisal, resolvemos tudo juntos e ela te ama. Ela precisa de você.

- Mas eu não posso adiar. E eu tenho medo de quando voltar, ela não me queira mais.

- Que bobagem é essa?

- Fernando, ela sempre foi apaixonada por você. Quando você decidiu ser mais enérgico, você a teve. Ela decidiu ficar com você. Eu estraguei tudo, foi diferente pra ela. Quando se viu livre, ela tinha uma decisão a tomar. Ela se viu precisando de mim pra assumir o lugar que queria na máfia. E a partir daí, fizemos dar certo. Mas ela nunca se viu sozinha, vivendo esse amor de vocês. Agora vou passar dias longe, e vocês serão uma família normal, terão os bebês de vocês, terão sua bolha. Quem garante que ela vai me querer furando essa bolha quando eu voltar?

- Eu garanto, Yago . Ela não funciona sem você, assim como sem mim. Por isso chama trisal! Somos cada um a ponta de um trio.

- Você acredita mesmo nisso, Fernando?

- Sem sombra de dúvida.

- Então prove! Dê o que ela quer!

- Não entendi, dou tudo o que ela quer, sempre!

- Nesse momento, Alícia quer ver nós dois nos amando, e fazendo o círculo real desse trisal, não apenas dois maridos dividindo a mesma mulher.

- Isso que você está sugerindo é surreal, Yago .

- Só não aconteceu ainda por causa dos seus preconceitos. Se você aceitar, vou marcar minha despedida e ela vai me querer na vida dela quando eu voltar.

Dois dias depois, Fernando aceitou o desafio, e eles combinaram como iam surpreender Alícia. E Yago se lembrava como foi intenso!

- Não é de sua conta, Michelle. Nada da minha vida com minha boca mulher é de sua conta. Se vai me soltar, faça logo. Se não vai, me mate logo também. Mas deixe minha família em paz!

- Yago , não é possível deixar os Costelli em paz. Tudo faz parte de um plano muito bem arquitetado há trinta anos. Você se debandar para o lado deles, quase colocou tudo a perder! Mas podemos consertar isso.

- E como podemos consertar, Michelle? Não vou trair Alícia.

- Vamos fazer assim: eu te conto parte do plano e você me conta parte do que sabe de cada uma das irmãs. De Matheo não precisa, ele foi nossa marionete o tempo todo.

- E no que isso vai te ajudar?

- Mantenha o inimigo perto! Por isso eu deixei você tanto tempo com elas. Pra fazer um reconhecimento de campo quando formos fazer o grande final! E tenho certeza que depois que você ouvir o plano, vai querer participar também.

- Eu não vou trair Alícia, Michelle.

Michelle se levantou e sentou de pernas abertas no colo de Yago , que sabia o que ela estava fazendo. Ele imaginou que ela cutucaria as feridas dele, para torturar. Mas para sua surpresa, ela beijou o canto da boca dele e rebolou em cima do pau dele, o que provocou uma ereção, mesmo ele tentando evitar.

Michelle deu um beijo na boca dele, depois mordiscou seu lábio inferior, o que fez a ereção aumentar e incomodar dentro das calças, mais do que o ferimento a faca que Yanes tinha feito. Yago se lembrou como Michelle rebolava gostoso por cima dele em um passado distante, e se pegou imaginando que gostaria disso de novo!

Se repreendeu: ele era casado e não gostava de traições. Adultério sempre foi uma palavra fora de seu vocabulário!

- Olha só. Vou cuidar dos seus ferimentos e você me conta tudo sobre aquela negrinha! A partir da hora que ela saiu do quarto depois que fomos capturadas.

- Você deveria começar!

- Não, Yago . Você me falar da caçula dos Costelli vai ser o pagamento por eu consertar o estrago que Giselle fez nesse corpo gostoso!

Yago se lembrou daquele fatídico dia, em que acabou o cativeiro de Alícia, se lembrando da adolescente emocionada que Paola era e como ela estava madura e forte!

Desde que ela foi deflorada por um erro de Matheo, era por quem Yago tinha mais carinho!

Sem pensar, começou a falar da evolução da negrinha...

Capítulo 3 Paola, a caçula na máfia

Paola estava em pé, com seu fuzil no peito e girava uma estrela na mão enquanto acompanhava a mercadoria ser descarregada. Sempre se vestia de preto quando estava no trabalho. Estava com uma calça de brim slim preta, uma blusa de helanca manga comprida e gola alta, coturno preto. Coldres de munição na cintura e nas coxas o coldre com suas duas automáticas. Também na cintura o coldre adaptado para a bolsinha de TNT com um jogo de 50 estrelas. O fuzil descansava transpassado em seu peito e ela só colocava pra dar um ar de respeito, pois nunca usou. Gostava das estrelas, apesar de ser perita em armas de fogo também.

Os coldres das coxas eram úteis, conseguiria sacar duas armas facilmente se acabassem suas estrelas, coisa que nunca aconteceu, mas ela não gostava de usar porque levantava mais ainda seu bumbum e o propósito da missão não era ficar sedutora.

Sempre faziam operação de guerra com os carregamentos, com Matheo acompanhando de um lado e ela do outro e dez homens tão fortemente armados e preparados como eles em cada equipe.

Nesses três anos que Alícia era regente da máfia francesa no Brasil, nunca precisaram entrar em ação com os carregamentos. Fernando tinha um esquema de rotas perfeito e seguro. Nem polícia, nem bandido conseguiam rastreá-los para arriscar perder a mercadoria.

E Paola já fazia isso tão no automático que se permitiu pensar enquanto vigiava o esquema. Se lembrou de quando perdeu sua virgindade. Ela sempre foi vigiada por Alícia e Fernando, então não tinha muitas oportunidades de escapar. Naquele ano, Fernando estava envolvido com o trabalho dele e Alícia muito ocupada prestando vestibular e aquele menino começou a chegar nela na porta da escola.

Paola se lembra que foi tudo muito rápido! De repente o novo bandidinho tinha se mudado pra quebrada e ninguém conhecia ele. Não estudava e começou a levar bombom, chamar ela pra sair, se engraçar com ela. Com 14 anos, lógico que foi idiota e iludida e achou que ele era seu primeiro amor. Cabulou aula um dia e foi passear com ele de moto. Ele a levou para um lugar longe e eles se beijaram as 4 horas que ela deveria estar na escola. Na outra semana fez a mesma coisa e ele a levou para um apartamento. Ela ficou assustada, mas ele disse que era só pra se beijarem com mais privacidade e não ia fazer nada que ela não quisesse.

Mas aí ele começou a beijar, passar a mão e ela gostou da brincadeira. E quando menos percebeu, estava sentindo aquela dor horrível de cabaço rompido. Não se arrependia de ter feito e ele prometeu que a próxima vez seria melhor. Quando se vestiu para ir embora, ela viu a arma dele e ao invés de ficar assustada, achou uma coisa muito sexy e ele a deixou segurar e mirar, claro, descarregada.

Tinham marcado a segunda vez para dali a poucos dias, mas no dia anterior ele foi ver ela na porta da escola e falou que tinha uma cena cabulosa pra fazer. Paola não sabia se gostava daquela parte da vida dele, mas não podia se meter! E na saída da escola descobriu que a cena falhou e todos os adultos foram presos e ele morto!

Naquele dia chorou horrores por ser viúva do crime! Como era tola, santa paciência! Alícia a consolou e até Fernando apareceu. Ninguém sabia porque ela estava tão mal, mas Fernando levou sorvete e chocolate pra ela. Depois deixaram ela sozinha no quarto pra chorar e foram conversar. Descobriu depois que Alícia e Fernando sabiam que ela tinha transado com ele e lhe deram uma boa bronca.

Alguns meses depois ela nem lembrava mais que tinha passado por isso e não teve oportunidade de fazer sexo de novo! Fernando estava na cola dela, de olho nela, aquele mané! Em seguida Alícia passou no vestibular, passou por um perrengue de perseguição com Fernando e ficou famosinha, quando todos descobriram que Fernando era empresário rico. Já não achava Fernando tão mané assim!

Descobriu por acaso que Mayara era apaixonada por ele. Incentivou ela a se jogar e ela só perguntou o que Paola achava que Alícia estava fazendo com ele no Guarujá?

Depois disso, tudo começou a ficar confuso em casa, Alícia começou a namorar Yago , saiu de casa, contratou Paola para cuidar da casa de Fernando enquanto ela trabalhava. De repente, Mayara estava namorando com Fernando e Paola não entendeu muito bem como isso aconteceu, mas o baque maior foi quando descobriu que não era filha de Pedro.

Gente, como assim? Ela sempre foi a preferida dele, o cuidado com ela era sempre gigante. Como ele sabia o tempo todo que não era pai dela? Se rebelou contra a mãe junto com Mayara e Alícia foi lá colocar as duas em seus lugares. Mas nunca mais a vida foi a mesma! E nem deu muito tempo de ser. Mayara sofreu um acidente, ficou internada e Paola então descobriu que Alícia estava sendo maltratada na casa de Yago . Toda a raiva que ela estava sentindo da irmã por ter abandonado elas na pobreza com a mãe traidora se esvaiu. O pai foi buscá-la e deixou Paola e a mãe com sua nova família, Andressa e os irmãos Anderson e Jeferson.

Quando o pai saiu pra buscar Alícia, Andressa colocou os irmãos pra dormir e falou:

- Seu pai não volta!

Foi tanto desespero. Mas no dia seguinte, Fernando veio buscar elas pra visitar Mayara no hospital. Falou pra Andressa que quando chegasse conversaria com ela, mas pra ficar em paz.

Fernando não abriu a boca até chegarem no hospital. Quando entraram no quarto de Mayara, Fernando trancou a porta e ela se levantou, totalmente restabelecida.

- O pai não voltou pra casa porque está escondido. Precisávamos de um lugar tranquilo pra contar tudo pra vocês.

E então Fernando contou que eles não estavam namorando e que tudo fazia parte de um plano para salvar a família e que no dia que eles iriam supostamente enterrar o pai, é que iam invadir a casa e Paola seria a isca.

Quando voltou pra casa naquele dia, a mãe e Andressa conversaram sobre tudo enquanto Fernando repassava o plano e dava orientações para ela. Quando foi dormir, estava excitada demais para sequer pensar em outra coisa, e tudo que ela conseguia pensar era que seria igual uma mafiosa de filme, envolvida até os dentes no crime! E estava adorando...

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