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Contrato Obsessivo - Entre o Amor e o Ódio

Contrato Obsessivo - Entre o Amor e o Ódio

Autor:: Giulia Campos
Gênero: Romance
Chloe Miller é uma mulher que sofreu um terrível golpe do destino logo na infância. No lugar errado e na hora errada, sofreu um acidente que a deixou deficiente permanentemente. Mesmo enfrentando inúmeras dificuldades e preconceitos, Chloe constrói uma carreira seguindo sua vocação na medicina. Quando ela começa um trabalho destinado a ajudar pessoas que não tem acesso ao básico da saúde, ela não imagina que suas ações louváveis a colocarão na mira de um homem frio, calculista e sem escrúpulos que arrasta sua família para uma situação humilhante. Damien Knight não é um homem que aceita um NÃO como resposta. O que ele deseja, ele tem. Usando a situação crítica da empresa dos Miller, ele propõe a ao pai de Chloe um generoso e suspeito acordo. A salvação da ruina, em troca de um casamento! Desesperada para encontrar outra solução, Chloe luta com todas as suas forças para manter todos a salvo da completa miséria, sem se envolver com aquele homem a persegue constantemente, despertando traumas antigos em seu interior. Mas Damien não está disposto a perder, e se aproveita das artimanhas ambiciosas da irmã mais nova de Chloe, para criar a armadilha perfeita. Sem nenhuma moralidade ele a chantageia a assinar um contrato de casamento para que ela substitua sua irmã, como sua noiva. Encurralada, ela não imaginava que Damian Knight estava disposto a ir até as últimas consequências para ter o que quer eternamente ao seu lado:Ou seja, Ela!

Capítulo 1 No Lugar errado e na hora errada

A discussão acalorada de seus pais prosseguiu por um longo tempo, escondida no final da escada, Chloe ouviu parte da conversa.

- Não é seguro deixar que eles a levem até a escola, Harold! Eu disse a você o que eu vi e ouvi! – mamãe dizia alto.

- Você perdeu completamente a razão! Eu já te falei inúmeras vezes que os Lenoxx não tem nada a ver com aquilo. Supor esse tipo de coisa sobre pessoas que conhecemos há tantos anos é ultrajante, Francis! – papai respondeu.

Os passos deles ecoavam pelo assoalho de madeira, pouco antes de seguirem em direção a escada.

Chloe correu para o seu quarto, seus cabelos loiros estavam presos com laços cor de rosa, e o uniforme escolar estava um pouco amassado, mas fora isso, continuava arrumada como sua mãe a deixou poucos minutos atrás. Pegando a mochila, ela esperou que eles chegassem.

Não queria deixar Holly sozinha hoje de novo, ela poderia se sentir sozinha por mais nova e estar no jardim de infância. Mas desde que seus pais discutiram na semana passada, mamãe não deixava que ela fosse para a escola com os Lenoxx, os vizinhos que eram os pais de Holly, e amigos de longa data de seus pais.

A porta se abriu e seu pai entrou, com um sorriso meio ensaiado.

- Está pronta, querida? – ele perguntou.

- Sim, papai. – Chloe respondeu, pegando a mão dele e o seguindo escada abaixo.

No hall de entrada, sua mãe entregou o lanche, e a beijou carinhosamente, e disse.

- Chloe, se perceber qualquer coisa estranha com a tia Diana e o tio Albert, você deve contar a mamãe e o papai imediatamente, entendeu?

- Então eu vou com a Holly hoje?

Francis, sua mãe olhou para seu pai com uma expressão atormentada, e esperou, como se pedisse que ele mudasse de ideia. Mas seu pai, Harold, a beijou na bochecha e disse.

- Sua mãe só está muito sensível hoje, querida. Não fica assustada. Hoje você vai com a Holly para a escola. – ele abriu a porta, e Chloe olhou para trás.

O rosto de sua mãe estava apreensivo, e mesmo acenando com um sorriso, lágrimas escapavam de seus olhos.

- Eu te amo, querida. – ela disse.

Abrindo a porta do carro dos Lenoxx, seu pai deu-lhe mais um beijo, e em seguida o carro se colocou em movimento. Se voltando para Holly em sua cadeira de segurança, Chloe esqueceu completamente as preocupações da mãe, e como uma criança feliz começou a brincar com a sua amiguinha.

O carro seguia viagem tranquilamente, enquanto os adultos falavam de coisas que ela não entendia. Até que um barulho ensurdecedor e o baque seco cortou o ar, aniquilando a paz de seus ocupantes.

Por muito tempo, a única coisa que Chloe conseguia ouvir, era um som de apito alto, e depois foi notando o choro de uma criança. Tudo estava escuro, e ela se perguntou onde estava o sol. Seu pequeno coração disparou de uma maneira que ela achou que ele explodiria, mas não sabia por que isso estava acontecendo.

"Mamãe!" ela chamou em sua mente, sentindo um medo frio se apoderar de seu corpo infantil. "Mamãe, eu não sei onde estou! Me ajuda!"

Chloe gritava em seus pensamentos, mas nada mudava. Algo frio envolveu sua pele, e foi pressionando seus ossos, e de repente ficou impossível respirar. E nesse momento, ela se lembrou do olhar angustiado de sua mãe na porta de casa, como se temesse por ela.

A imensidão gelada e fria a envolveu. O choro de criança, o som enlouquecedor desapareceu, e tudo sumiu. Era assim que acontecia quando as pessoas morriam?

Ela não sabia.

Mas agora não veria mais o rosto corado de sua mãe enquanto dançava com seu pai depois do jantar. Não ouviria mais a risada de Holly e nem faria uma festa de aniversário com tema de jardim de fadas. Ela não estava mais nesse mundo.

Ou pelo menos foi isso o que pensou.

Então quando abriu os olhos novamente, a claridade das lâmpadas de led quase a cegaram. Chloe engoliu em seco, e sentiu que sua garganta parecia esmagada de tão dolorida, seus olhos ardiam e ela mal conseguia focar em algum ponto daquele lugar que era claro e muito iluminado.

Até que uma voz familiar, a fez chorar imediatamente.

- Chloe? Oh meu Deus! – a voz de seu pai parecia quase irreal.

Um toque suave em sua mão a fez olhar para o lado, onde uma figura se erguia. Quando finalmente conseguiu vê-lo, ela quase não reconheceu seu pai.

Engolindo em seco, ela quis falar, perguntar o que aconteceu com ele, mas nada saiu.

- Não tente falar, querida. Eu já chamei o médico. – ele chorava, e beijava a mão pequena entre as dele. – O papai está aqui Chloe, ninguém vai te machucar, eu não vou te deixar sozinha.

A aparecia de seu pai a preocupava, mas a ausência de sua mãe, começou a deixa-la ainda mais inquieta. Os médicos chegaram rápido, e seu pai teve que se afastar para que a examinassem.

Eles falavam com uma voz baixa e pareciam evitar mover seu corpo. Ao afastarem o lençol que a cobria, Chloe percebeu o motivo. Uma de suas pernas estava presa em uma gaiola de metal, hastes de ferro adentravam sua carne e seu pé estava cheio de ataduras brancas em um ângulo estranho.

O grito estrangulado fez o sangue eclodir em sua garganta, e naquele momento em que tentavam conte-la, ela soube que sua vida nunca mais seria a mesma.

Capítulo 2 Trabalho clandestino

Vinte anos depois....

Chloe

Munida de sua maleta de couro que fora um presente de seu pai, Chloe desceu as escadas do escritório da M&L exportações, com certa dificuldade. Tinha vinte e sete anos agora, com seu jeito peculiar de caminhar, devido a deficiência em sua perna direita, ela não era nenhuma beldade, e apreciava que seu aparência não contribuía para a atenção masculina.

Seus cabelos dourados que desciam até o meio das costas, estavam presos em uma fivela no rumo da nuca, e seus azuis claros ficavam escondidos atrás das lentes dos óculos que usava para trabalhar. A roupa mais folgada que consistia em uma camisa de linho bege e uma calça azul marinho, cumpriam com o seu propósito de cobrir bem seu corpo esguio que media um e setenta de altura.

A calça solta de brim grosso, ocultava perfeitamente o dispositivo ortopédico na perna direita que devido ao acidente que marcou sua infância perdeu completamente a mobilidade do joelho para baixo. Sem essa peça de plástico, platina e silicone, ele nem mesmo conseguiria caminhar.

Chloe chegou ao térreo do prédio, a porta ampla mostrava um cenário critico lá fora. Foi chamada ali porque era a única médica que atendia os trabalhadores que não tinham seguro saúde. O que por lei, era ilegal.

Mas ela, nunca viu a vida das pessoas como uma barganha social. Esses homens arriscavam suas vidas em auto mar nos navios cheios de mercadoria de várias companhias de logística que não pagavam o suficiente para arcarem com o básico para gastos com a saúde. Muitos deles nem tinham vínculos empregatícios.

Ex-pescadores, mecânicos, caldeireiros dentre outros, que perderam seus empregos quando grandes companhias foram comprando mais e mais territórios e rotas, e foi ficando cada vez mais difícil para eles manter a concorrência com as equipes bem treinadas dos donos desse amplo negócio nesse porto.

Ao longe, viu seu amigo, e o responsável por chama-la sempre que alguém precisava. Evan Fitz. Enquanto vários carrinhos de carga se aproximavam da doca dezessete, onde o cargueiro da US Ocean. acabou de aportar, Evan se aproveitava da confusão das avarias da carga, para apoiar um homem quase inconsciente para fora da agitação da ponte central das docas.

Um dos funcionários da M&L os viu, e correu para ajuda-los. Enquanto caminhava em direção a pequena sala, do lado de um almoxarifado de artigos de escritório, ela pensava em como foi difícil os primeiros atendimentos ali, quando começou, há cerca de cinco meses atrás.

O boato de que uma médica estava atendendo os homens no porto, correu rápido Muitos se apresentavam com sintomas de infecções virais, doenças infecciosas, e até mesmo neurológicas. Havia muita preconceito e resistência por parte dos afiliados e funcionários das grandes companhias; que achavam que o que ela estava fazendo, nada mais era do que atrair ainda mais mão de obra desqualificada e barata.

Evan adentrou a pequena enfermaria improvisada, apoiando o homem hispânico pelas ombros, que gemia de dor.

- Bom dia Evan. Pegaram uma tempestade e tanto, vi os container retorcidos.

- Bom dia Chloe, nem me fale. Metade da carga virou lixo. – Evan ajudou o homem a se deitar na estreita maca, e continuou. - Esse é o Ramon, ele foi atingido nas pernas pelos cabos de aço que se romperam na proa. Acabou de ser contratado pela US Ocean, e praticamente não fala a nossa língua.

- Sabe me dizer se ele se feriu em mais algum lugar, além das pernas?

- Parece que ele tem um corte na cabeça, também.

- Alguem deu algum medicamento para ele? – ela perguntou avaliando as pupilas do homem com um olhar sereno e compenetrado.

- Não.

- Certo. Vamos colocá-lo de bruços para que eu estanque esse sangramento.

- Você acha que ele está assim, quase desmaiando por causa da profundidade desse ferimento ou pela dor?

- É uma mistura dos dois.

Apertando a mão do homem, ela sorriu levemente, antes de posicionar a cabeça dele de lado e começar a cortar com a tesoura os trapos das calças de trabalho que ele vestia.

Com os movimentos certos, ela iniciou os cuidados necessários. Ser precisa na limpeza era essencial para não causar a infecção que facilmente chegaria a corrente sanguínea, as lacerações quase vararam a perna do pobre homem. A concentração a bloqueava de tudo o que ocorria ao seu redor.

E mesmo sentindo aquele incômodo, uma sensação de que era observada, Chloe ignorou completamente aquele fato e continuou a trabalhar com precisão. Cuidar das pessoas sempre foi a sua missão de vida, e era tudo o que queria fazer, nada mais que isso.

Não havia outras aspirações em seus planos. Nada de casamento, marido e filhos, e um cachorro. A família de comercial de margarina, não era para ela.

O fato de estar clinicando de forma praticamente clandestina, em um ambiente possivelmente perigoso para uma mulher vulnerável como ela, parecia loucura. Mas ignorar aquelas pessoas sendo capaz de cuidar e ajudar, para ela era desumano.

Chloe foi incapaz de tamanho ato egoísta e insensível a realidade daquele lugar. Mesmo que despertasse a raiva dos outros, respaudados pelas grandes companhias, não se importava com a zombaria e provocações que suportava todas as vezes que chegava ao Porto de Long Beach, na grande e inflamada Los Angeles.

Capítulo 3 Visita Ameaçadora

O ar foi expelido de seus pulmões, com um suspiro suave. Chloe se aproximou da pequena pia, e abriu a torneira. De repente, todo o ar a sua volta ficou pesado, e o som dos trabalhadores desapareceu, quando a porta da pequena saleta foi fechada silenciosamente.

O paciente foi levado para casa em segurança, e Evan ainda não tinha voltado para a M&L. Seu pai e sua irmã adotiva, Holly estavam fora do prédio, resolvendo questões na câmara de comercio. Não tinha ninguém ali que pudesse entender seu temor paralisante ao sentir a aproximação de alguém que não foi convidado para a enfermaria.

Chloe secou as mãos tremulas, com a toalha de papel, pensando em que objeto poderia usar para se defender, caso precisasse.

Ela sabia que não podia correr, e que a sala minúscula era uma armadilha de uma só entrada e saída, portanto, tinha que enfrentar quem quer que seja.

Se virando devagar, ela se deparou com um homem que praticamente tomava todo o espaço. Olhos verde oliva acertaram os dela como setas afiadas e letais, um rosto esculpido em ângulos milimetricamente proporcionais exibia uma expressão desafiadora e poderosa. Cabelos castanhos escuros em ondas sedosas, penteados para trás, chegavam até o pescoço musculoso.

O porto físico daquele homem era o suficiente para afugentar qualquer pessoa mal intencionada. Faltava pouco para que sua cabeça chegasse ao teto, ele devia ter mais de dois metros de altura, e mais de cem quilos em músculos distribuídos em igualdade dos pés à cabeça.

Engolindo em seco, ela tentou parecer o mais calma possível, quando um sorriso provocativo surgiu nos lábios desenhados daquele homem enorme. Sulcos profundos surgiram em sua face, uma de cada lado de sua boca, transformando aquele simples gesto, em puro charme masculino.

Ignorando aquele detalhe, que a fez desviar os olhos imediatamente, Chloe, se apoiou na pia para que sentisse alguma firmeza sob seus pés.

- É mais interessante assim de perto. – ele disse.

A voz dele era tão grossa, que ela juraria que a sentiu vibrar em seu peito, em ressonância com a aquela presença altamente magnética.

Consultando o relógio com um gesto displicente, ele exibiu o relógio caríssimo, e as abotoaduras de ouro branco. Vestindo uma camisa escura, gravata cinza grafite, e um terno preto, que parecia modelar cada centímetro de sua forte estrutura, esse homem parecia saber exatamente o que sua presença causava.

- Estava esperando pelo momento em que finalmente conheceria nossa boa doutora. – ele disse, com uma pitada de malícia no final da frase.

Subitamente sua cabeça foi inundada de conversas em que Holly, descrevia por incontáveis minutos, o homem que agora tinha a M&L em suas mãos. O dono da maior companhia naval de exportação, Damien Knight.

"Olhos verdes quentes, de derreter qualquer mulher, cabelos que você sonha em acariciar só de ver os fios se moverem com a brisa. Um sorriso de te fazer queimar de tesão, e uma presença de tirar o fôlego. Ele é a personificação de um deus grego, maninha!" Holly dissera na última vez que falou de Damian.

Não havia mais ninguém com essa presença em essa descrição ali em Porto Long Beach. Estava diante da pessoa que detinha o poder de tudo por ali, inclusive da pequena empresa de sua família.

- Como vai, Sr. Knight? – perguntou, com a voz mais firme que conseguiu formular.

- Então, sabe quem eu sou. Sagacidade é uma qualidade que aprecio muito. – ele comentou, enfiando as mãos nos bolsos da calça. – Me diga, senhorita Miller, como foi a sua visita ao porto dessa vez?

- Não venho aqui para passear, Sr. Knight. – ela respondeu, cruzando os braços sobre o peito, se sentindo extremamente incomodada com a forma com que ele esquadrinhava sua figura abertamente. – Venho para ajudar essas pessoas que não podem contar com ambulâncias e hospitais.

- Muito louvável de sua parte. – o escárnio ficou evidente em cada palavra. – Entretanto, essa sua...benevolência, vem trazendo problemas para a ... – ele sorriu, mostrando seus dentes brancos, perfeitamente alinhados. - ...harmonia entre os meus homens.

- Isso é uma ameaça velada, Sr. Knight? – ela perguntou, quando ele percorreu seus lábios, com algo indistinguível naquele poço profundo verde oliva. – Eu não tenho a intensão de prejudicar ninguém. Só quero ajudar essas pessoas.

Um passo largo, e ele estava a centímetros do rosto dela, tragando todo o seu ar e causando uma tempestade em seu sistema. Damian olhou para as mãos de Chloe, que agora seguravam a beirada da pia com tanta força, que os nós de seus dedos estavam da mesma cor da porcelana em que se segurava.

Damian analisou seu rosto com um brilho de interesse e algo misterioso brilhou no fundo esverdeado de sua íris. Tao repentino quanto a aproximação, foi a distância que ele colocou entre eles.

Chloe se sentia prestes a hiperventilar.

Suas pernas não conseguiram mais sustenta-la. A sustentação do dispositivo ortopédico não foi o suficiente, e ela caiu no chão de uma vez, com baque surdo.

Os tremores eram acompanhados de arrepios estranhos, que eram desconhecidos para ela. A presença desse homem foi o suficiente para que ela fosse reduzida a nada; uma pilha de nervos inútil que não ousava levantar o rosto.

Completamente humilhada, Chloe sentiu seus olhos arderem.

- Na verdade, eu quero saber mais sobre a senhorita. – as palavras dele não eram o que ela esperava. – Que tal almoçar comigo e me contar quando pretende parar com essas atividades clandestinas no meu porto?

"Ahh... ai está." Ela pensou amarga. A intimidação era a única razão para esse homem estar ali. Agora que ele finalmente fez o seu movimento preciso, ela ficaria livre de sua presença.

- Não estou disponível para ir a lugar algum com o senhor. – ela respondeu, levantando os olhos e se deparando com a mão dele estendida.

Seu olhar se fixou naquela palma enorme. Essa era mais uma forma de faze-la perceber a sua posição, dependente de auxílio. Ou seja, ele estava validando o que todos afirmavam constantemente; uma mulher deficiente como ela, não tinha como ajudar ninguém, era ela quem sempre precisaria de ajuda.

Ignorando sua mão, Chloe segurou a perna de sua mesa, e foi se apoiando devagar, usando a perna saudável para se forçar a se levantar.

- É uma mulher teimosa, Srta. Miller. – ele disse. – Entretanto, não acho que essa atitude poderá ajuda-la caso perca a sua licença para clinicar.

Passando um braço ao redor de sua cintura fina, ele a colocou de pé em um intante. Chocada com sua atitude, Chloe o encarou sentindo seu corpo se arrepiar inteiro, e a cor fugir de sua pele.

- Bem melhor assim. – Damian disse, com um meio sorriso. – Agora pare com essa atitude desnecessária e contraproducente, e pegue sua bolsa para almoçar comigo.

Recuperando as suas capacidades de raciocínio e de coordenação, Chloe usou toda a força que conseguiu, para se afastar de Damien, ficando atrás de sua mesa, com dificuldade para arrastar sua perna que doía como se estivesse empalada por uma lança.

- Agora que já provou a que ponto chega a sua arrogância e presunção Sr. Knight, quero que saia. E nunca mais ouse me tocar. – ela disse, com a voz trêmula de tanta revolta e nervoso.

Uma risada desprezível e cruel cortou os minutos que surgiu após suas palavras. A encarando com frieza e ferocidade, Damien travou seu olhar na deficiência de Chloe.

- Cometeu um erro, doutora. E logo vai descobrir o preço que pagará por isso.

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