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Contrato Perigoso com o Bilionário

Contrato Perigoso com o Bilionário

Autor:: Melissa Mel
Gênero: Romance
Dois estranhos, um contrato... e uma paixão incontrolável. Ela é uma chef talentosa, lutando para salvar o legado da família. Ele, um bilionário arrogante, acostumado a comandar sem questionamentos. Mas quando uma cláusula inesperada os obriga a um casamento arranjado, ambos se veem presos em uma convivência explosiva, onde o ódio e o desejo caminham lado a lado. O plano era simples, manter as aparências, cumprir o contrato e seguir caminhos separados. Porém, brigas afiadas, segredos revelados e uma química inegável tornam tudo imprevisível. Enquanto enfrentam aliados traiçoeiros e inimigos implacáveis, eles descobrirão que o maior desafio será baixar as defesas que ergueram em torno de seus corações. "Contrato Perigoso com o Bilionário" é uma história de paixão avassaladora, intrigas e segredos, onde o amor pode surgir no lugar mais improvável... se eles tiverem coragem de arriscar tudo.

Capítulo 1 Uma Cláusula Inesperada

Prólogo

O som da chuva contra o vidro era a única companhia naquela noite silenciosa. As gotas deslizavam pela janela, desenhando caminhos tortuosos que refletiam o caos dentro de mim. A vida tem uma maneira curiosa de nos colocar à prova, de nos forçar a olhar para o espelho e encarar quem realmente somos.

Eu não sabia que aquele dia mudaria tudo. Que uma simples assinatura em um contrato desencadearia uma avalanche que eu não conseguiria conter. Não foi apenas um acordo, foi um salto no escuro. Um salto que me obrigou a confrontar medos que eu nunca quis admitir que tinha.

Havia tantas camadas escondidas, tantas verdades não ditas. Cada olhar, cada palavra trocada, carregava um peso que eu não estava pronta para carregar. Mas era tarde demais. Eu estava presa a algo maior do que eu mesma, algo que parecia tanto um castigo quanto uma oportunidade.

E agora, enquanto observo o mundo lá fora se dissolver em sombras e luzes, uma única pergunta ecoa na minha mente:

O que acontece quando o inesperado se torna inevitável?

Capítulo 1 – "Uma Cláusula Inesperada"

(Narrado por Lara Torres)

O cheiro de alho dourando na manteiga era sempre meu aliado contra o caos. Enquanto as chamas altas lambiam as laterais da frigideira, eu girava a colher de pau, misturando a base aromática que em breve daria vida a um molho robusto de carne seca e abóbora. Tudo parecia sob controle, pelo menos na cozinha.

Ao meu redor, o salão principal do "Sabores da Terra" fervilhava de movimento. Garçons passavam apressados com bandejas equilibradas por milagre, enquanto na cozinha o som ritmado de facas cortando legumes e panelas tilintando criava uma sinfonia familiar. Era o tipo de barulho que eu amava, que fazia meu coração bater mais forte. Aqui, tudo era meu território. Minha criação. Meu refúgio.

– Lara, o molho tá indo pra mesa sete! – chamou Júlio, o sous chef, da outra extremidade da bancada.

– Só um segundo – respondi, sem tirar os olhos da panela.

Estendi a mão para o punhado de coentro fresco que esperava ao lado, o último toque antes de finalizar o prato. Mas antes que pudesse jogá-lo sobre o molho, meu celular vibrou com insistência sobre o balcão. Uma vibração longa e irritante.

"Deixe tocar, Lara. Ignore", pensei. Mas o nome na tela fez meu estômago revirar.

Rafael Siqueira.

Meu advogado. Ele raramente me ligava, o que significava que, quando o fazia, algo importante estava para acontecer.

Deixei escapar um suspiro frustrado, limpei as mãos no avental e atendi.

– Rafael, estou no meio do jantar. Isso pode esperar?

– Infelizmente, não. – Sua voz era calma, mas carregava um peso que me deixou imediatamente alerta. – É sobre a leitura do testamento do seu pai. Precisamos conversar com urgência.

Meu coração apertou. Fazia apenas dois meses desde que ele se foi, e cada menção ao assunto trazia de volta uma avalanche de emoções. Mas algo na voz de Rafael parecia diferente.

– Certo. Quando? – perguntei, tentando manter o tom prático.

– Amanhã, às 10h, no meu escritório. Traga paciência. Você vai precisar.

🍽️🍽️

Vesti um tailleur preto, formal, mas confortável o suficiente para que eu me sentisse segura. Sabia que precisaria de toda minha compostura naquele escritório. Afinal, Rafael nunca era direto com suas palavras sem razão.

Cheguei ao escritório de Rafael no horário marcado, e logo fui recebida por uma secretária de rosto impassível, que me conduziu até uma sala de reuniões imponente, onde a mesa de vidro refletia o brilho das luzes acima. A sala tinha uma aura de autoridade. O ar parecia mais pesado ali, as paredes revestidas de madeira escura e os móveis alinhados com precisão, como se qualquer desvio fosse intolerável. Não que eu fosse uma estranha a esse ambiente. Eu tinha lidado com o mundo dos negócios o suficiente para não me intimidar. Mas algo naquela reunião estava errado.

E então, ele entrou.

Evan Montenegro.

O homem parecia uma tempestade de classe e arrogância, com seu terno sob medida que se ajustava como uma luva. Ele não caminhava, ele dominava o espaço, com seus olhos cinzentos penetrantes. De repente, toda a sala parecia ainda mais impessoal. Evan não apenas preenchia o espaço, ele o dominava, como se já fosse o dono do mundo.

Eu estava em choque com sua presença. Não sabia o que esperar dele, mas, nunca imaginei que ele fosse estar ali.

– Lara Torres – ele disse, com aquele tom inconfundível de quem já conhece o resultado de uma partida antes mesmo de começar a jogá-la. Seus olhos desceram para meu blazer, perfeitamente alinhado, mas ele nem fez questão de disfarçar o sorriso de canto, como se estivesse mais interessado no que eu representava do que em mim mesma.

– Evan Montenegro – respondi, tentando manter a postura, mas algo na sua expressão me irritou. Ele já estava nos meus nervos.

A tensão na sala era palpável.

Rafael pigarreou, interrompendo o silêncio tenso.

– Obrigado por virem. Vou direto ao ponto. Lara, Evan... a cláusula mais importante do testamento exige que vocês dois... – Ele fez uma pausa, como se precisasse de tempo para escolher as palavras. – Se casem.

– Desculpa, o quê? – Minha voz soou mais alta do que eu pretendia, mas eu não me importei.

– Você só pode herdar a parte principal do negócio do seu pai se concordar em um casamento formal com Evan por pelo menos um ano.

Eu ri. Uma risada seca, amarga.

– Isso só pode ser uma piada.

– Não é – Rafael disse, abrindo um documento e apontando para uma página específica. – Está tudo aqui, com detalhes.

Olhei para Evan, esperando vê-lo tão irritado quanto eu. Mas ele estava... tranquilo? Na verdade, ele parecia quase divertido.

– Claro, eu aceito – disse ele, cruzando os braços e me lançando um olhar desafiador.

Meu queixo caiu.

– Você está maluco? Nem me conhece direito!

– Conheço o suficiente. Além disso, você precisa disso tanto quanto eu.

Seu tom de voz era prático, como se estivesse discutindo o menu de um jantar. Mas havia algo nos olhos dele, algo que me deixou desconfortável. Ele estava escondendo alguma coisa, eu tinha certeza.

E ali, naquela sala sufocante, ficou claro que essa "cláusula inesperada" era apenas o começo de uma batalha muito maior.

Saí da reunião com um nó no estômago, minha mente girando entre perguntas sem respostas.

Mas uma coisa era certa:

Evan Montenegro não aceitou tão facilmente por acaso.

Capítulo 2 Jogos de Poder

Capítulo 2 – "Jogos de Poder"

(Narrado por Evan Montenegro)

O aroma de couro velho misturado ao toque sutil de cedro era sempre um lembrete de onde eu estava, no comando. O escritório "Montenegro Gourmet" era uma extensão da minha personalidade, funcional, sofisticado, mas sem os exageros que meu pai tanto adorava. Cada peça, da mesa robusta de madeira maciça aos quadros discretos nas paredes, era uma escolha calculada. E ainda assim, hoje, esse ambiente impecável parecia menos reconfortante do que deveria.

O testamento do pai de Lara.

A cláusula absurda.

O casamento forçado.

– Que jogada ousada, senhor Torres. – Minha voz soava baixa, quase inaudível no silêncio da sala. A frase, dita para mim mesmo, tinha um quê de sarcasmo, mas também de admiração.

Olhei para o contrato à minha frente, onde o nome dela estava rabiscado ao lado do meu, um prelúdio do que estava por vir.

Lara Torres. Chef dedicada, teimosa até os ossos, e com uma língua tão afiada quanto suas facas de cozinha. Eu já tinha ouvido falar dela antes mesmo de vê-la pessoalmente, mas nada poderia ter me preparado para o impacto de sua presença.

A memória de seus olhos castanhos faiscando de raiva no dia anterior invadiu minha mente. Era óbvio que ela me odiava, e eu não a culpava. Mas, ao contrário dela, eu entendia o jogo. E casamentos, reais ou não, eram jogos de poder.

Passei os dedos pelos cabelos, bagunçando-os ligeiramente, enquanto recostava na poltrona de couro. A verdade era que o testamento não era apenas sobre Lara, era sobre proteger minha própria posição. Meu pai, com sua mania de controle, deixara suas próprias condições ocultas. Se Lara não aceitasse, não apenas ela perderia tudo, mas também a Montenegro Gourmet sofreria consequências. Minha empresa não era negociável.

Minha linha de raciocínio foi interrompida por uma batida na porta.

– Entre.

Camila entrou, os saltos altos ecoando no piso de madeira. Ela tinha aquele brilho jovial que a tornava uma estrela das redes sociais, mas o que muitos não percebiam era que ela também tinha uma inteligência cortante, algo que ela escondia sob camadas de sorrisos e frases ensaiadas.

– Já decidiu como vai lidar com a sua nova esposa? – ela perguntou, jogando-se numa das poltronas como se estivesse em casa.

– Não é tão simples assim, Camila.

Ela arqueou uma sobrancelha perfeitamente desenhada.

– Nada na sua vida é simples, Evan. Mas isso... isso é ouro para as redes sociais. Vocês dois juntos? Fogo e gasolina.

Eu a encarei, exasperado.

– Isso não é um jogo para ganhar seguidores, Camila.

– Tudo é um jogo, irmão. E você melhor do que ninguém sabe disso.

Ela tinha razão, claro. Eu sempre sabia como jogar. Mas Lara era um desafio diferente. Ela não apenas resistia, ela lutava.

Camila levantou-se, ajeitando o blazer rosa-choque que parecia deslocado no ambiente sóbrio do meu escritório.

– De qualquer forma, boa sorte. Você vai precisar.

🍽️🍽️

*Mais tarde naquele dia*

Estava em um jantar formal com investidores-chave no restaurante principal da Montenegro Gourmet. O ambiente era meticulosamente projetado para impressionar, mesas cobertas com toalhas de linho branco impecáveis, luzes suaves que destacavam cada detalhe dos pratos perfeitamente apresentados, e uma música instrumental suave preenchendo o ar.

Eu estava no centro da mesa, cercado por executivos de diferentes setores, cada um deles com interesses que poderiam alavancar, ou destruir, minha empresa. E então, ele apareceu. Gustavo Villar, meu rival declarado, um homem cuja única alegria na vida parecia ser tentar me desestabilizar.

– Evan, ouvi dizer que temos algo para comemorar – disse ele, com um sorriso falso. – Um casamento, não é?

Meu maxilar travou, mas mantive a expressão neutra. Gustavo era como um abutre, sempre à espera de qualquer sinal de fraqueza.

– É verdade – respondi calmamente. – Estou noivo.

A sala caiu em um silêncio desconfortável. Gustavo se inclinou para frente, os olhos brilhando de diversão.

– Que interessante. E onde está sua noiva? Ou ela é tão fictícia quanto algumas das histórias que circulam sobre sua empresa?

O insulto velado fez minha paciência diminuir. Peguei o telefone no bolso e, sem hesitar, liguei para Lara.

– Evan? O que você quer? – Sua voz, irritada, ecoou no meu ouvido.

– Preciso que você venha para o restaurante agora. É importante.

– Eu estou ocupada – ela retrucou, o tom carregado de desdém.

– Isso não é um pedido, Lara. É uma exigência. Vista algo apropriado. Você tem trinta minutos.

Antes que ela pudesse protestar, desliguei.

Quando ela entrou no salão, senti o ar mudar. Lara estava deslumbrante em um vestido preto simples, mas elegante, que abraçava suas curvas sem ser chamativo. Seus cabelos cacheados estavam soltos, caindo em ondas sobre os ombros, e seus olhos carregavam uma mistura de raiva e determinação.

– Aqui estou – disse ela, com um sorriso falso. – Espero que tenha valido a pena.

– Sempre vale – respondi, estendendo minha mão para guiá-la até a mesa.

Os olhares se voltaram para nós, curiosos, avaliadores. Gustavo parecia particularmente interessado.

– Então, esta é Lara? – ele perguntou, levantando-se para cumprimentá-la. – Uma mulher impressionante, devo dizer.

Lara manteve a compostura, apertando a mão dele com firmeza.

– Impressionante o suficiente para lidar com situações inesperadas, pelo visto.

Ela era boa. Melhor do que eu esperava.

A noite continuou com tensões veladas e sorrisos forçados, mas Lara manteve sua posição como uma profissional. Quando a música começou a tocar, aproveitei a oportunidade.

– Podemos dançar? – perguntei, estendendo minha mão.

– Isso faz parte do show? – ela murmurou, mas aceitou.

Enquanto dançávamos, meu rosto estava próximo ao dela. Baixei a voz, permitindo que apenas ela ouvisse.

– Você pode até odiar isso, mas já somos parceiros. Melhor se acostumar.

Ela ergueu o olhar, os olhos faiscando com desafio.

– Não conte com isso, Evan Montenegro.

Enquanto girávamos na pista de dança, o olhar de Gustavo do outro lado da sala deixou claro que ele não comprava nossa farsa. E, pior ainda, Lara não parecia disposta a facilitar minha vida. Se eu queria vencer, teria que encontrar outra forma de convencê-la.

Capítulo 3 Primeiros Confrontos

Capítulo 3 – "Primeiros Confrontos"

(Narrado por Lara Torres)

Os primeiros raios de sol atravessavam as cortinas da cozinha principal do "Sabores da Terra", pintando as paredes em tons suaves de dourado. Era cedo demais para o movimento começar, mas o calor do forno já preenchia o ambiente. Eu amava esses momentos de silêncio, quando podia focar no que sabia fazer de melhor, criar algo com minhas próprias mãos.

Na bancada de mármore, um pedaço de massa descansava sob um pano limpo, esperando para ser modelado. O cheiro do pão recém-assado pairava no ar, misturando-se ao aroma sutil de café fresco que eu tinha preparado minutos antes. Era o tipo de conforto que eu precisava, um lembrete de que, no meio do caos, eu ainda tinha controle sobre algo.

Mas meu momento de paz foi brutalmente interrompido.

– Você chama isso de privacidade? – A voz grave e familiar cortou o ar, ecoando pela cozinha.

Me virei para encontrar Evan Montenegro encostado na porta, as mãos nos bolsos do terno perfeitamente ajustado. O brilho zombeteiro em seus olhos me irritou imediatamente, assim como a maneira como ele parecia deslocado e, ao mesmo tempo, completamente à vontade naquele espaço que era meu.

– O que você está fazendo aqui, Evan? – perguntei, cruzando os braços e me preparando para a discussão que, sem dúvida, estava por vir.

Ele deu alguns passos à frente, observando a bancada cheia de utensílios e ingredientes.

– Precisamos conversar.

– Sobre? – Minha voz era afiada, cortante, mas ele não parecia intimidado.

– Regras – respondeu simplesmente, pegando um pedaço de pão e examinando-o como se fosse um crítico.

Puxei o pão de volta de sua mão antes que ele pudesse fazer qualquer comentário.

– Regras? Você está no lugar errado para isso.

Ele arqueou uma sobrancelha, claramente achando graça da minha resistência.

– Acredite, Lara, regras são exatamente o que precisamos. Se vamos fingir que somos um casal, precisamos estar na mesma página.

– Eu já deixei claro que não gosto disso – retruquei, com o tom carregado de exasperação.

– E eu já deixei claro que isso não é sobre gostar. É sobre necessidade.

Soltei um suspiro frustrado e passei as mãos pelo avental que ainda usava, tentando conter a raiva. Ele tinha o dom de me tirar do sério em questão de segundos.

– Se insiste tanto, venha comigo. Mas saiba que não tenho paciência para os seus joguinhos hoje.

Ele me seguiu pelo corredor estreito que levava ao meu pequeno escritório, um espaço que nunca tinha sido projetado para abrigar conversas tão tensas quanto as que estávamos prestes a ter. O ambiente era aconchegante à sua maneira, com prateleiras lotadas de livros de receitas e papéis espalhados pela mesa.

Eu me sentei na cadeira giratória desgastada e apontei para a cadeira do outro lado.

– Sente-se.

Ele ignorou minha sugestão, optando por encostar-se na mesa. A proximidade era desconfortável, ele estava perto o suficiente para que eu pudesse sentir o calor de sua presença.

– Vamos estabelecer algumas coisas – começou, cruzando os braços. – Primeiro, nossas aparições públicas. Precisamos parecer um casal genuíno, não dois estranhos obrigados a dividir o mesmo espaço.

– Isso é óbvio – murmurei, apoiando os cotovelos na mesa.

– Segundo, precisamos ensaiar uma história consistente. Como nos conhecemos, como começamos a namorar... você sabe, os detalhes que as pessoas vão querer saber.

– Você quer que eu decore mentiras agora?

– Prefiro chamar de... narrativa criativa.

O sarcasmo em sua voz fez meu sangue ferver.

– Você não tem ideia de como isso é ridículo, não é? – eu disse, levantando da cadeira. – Minha vida inteira foi virada de cabeça para baixo, e agora você quer que eu finja ser sua adorável esposa?

Ele inclinou a cabeça, como se estivesse analisando cada palavra que eu dizia.

– Não estou pedindo que você seja adorável, Lara. Só convincente.

– Bem, isso vai ser um problema. Porque eu não sou uma atriz.

O silêncio que se seguiu foi denso, carregado de tensão. Ele parecia estar ponderando algo, os olhos fixos nos meus como se estivesse tentando desvendar algum segredo oculto.

Finalmente, ele deu um passo à frente, reduzindo ainda mais a distância entre nós.

– Talvez isso seja mais fácil do que você pensa – ele murmurou, a voz baixa e quase provocadora. – Se pararmos de fingir que odiamos tanto.

O tom em sua voz, a maneira como ele invadia meu espaço pessoal, tudo me deixou desconcertada. Meu coração disparou, mas eu me recusei a mostrar qualquer sinal de fraqueza.

– O que você quer dizer com isso? – perguntei, erguendo o queixo em desafio.

Ele sorriu, um sorriso lento e calculado que me deixou ainda mais irritada.

– Acho que você sabe exatamente o que quero dizer.

E, com isso, ele se afastou, deixando-me sozinha no escritório com mais perguntas do que respostas.

Quando voltei à cozinha para tentar retomar meu trabalho, percebi que minhas mãos ainda tremiam. Ele tinha um poder irritante de me desestabilizar, algo que eu detestava com todas as forças. Mas uma coisa era certa, se ele achava que podia me manipular, estava prestes a descobrir que eu era muito mais resistente do que aparentava.

Se Evan Montenegro queria jogar, eu estava disposta a jogar também. E faria questão de ganhar.

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