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Contrato Sob Ameaça

Contrato Sob Ameaça

Autor:: Melissa Mel
Gênero: Romance
Será que a Maggie conseguirá superar o seu passado traumático e dar uma chance ao amor? Ou será que o seu passado continuará a causar estragos na vida dela? E o contrato de casamento, será uma oportunidade para a Maggie encontrar a felicidade que tanto procura? Ou mais uma ameaça a ser ultrapassada? Descubra todas as respostas e reviravoltas desta emocionante história que irá mexer com as emoções dos leitores. Deixe-se envolver pela narrativa envolvente e pelos personagens cativantes que irão conquistar o seu coração. Não perca esta história cheia de surpresas e reviravoltas que irão manter todos ansiosos por mais a cada página virada.

Capítulo 1 Daisy e as cachorras obedientes

CASAME

CONTRATO SOB AMEAÇA

CAPÍTULO 1

Maggie Campbell

Aos 15 anos, temos uma ideia muito distorcida da realidade, pensamos que tudo é um mar de rosas e que tudo corre bem e que todos gostam de nós.

Mas isso não é minimamente verdade, pelo menos para mim nunca foi.

O meu nome é Maggie Campbell e esta é a minha história.

Não é uma história bonita, não é uma história feia, é apenas a minha história.

Tu nunca sabes que resultados virão da tua ação.

Mas se não fizeres nada, não existirão resultados.

# PARTE 1 #

Santa Mónica, Los Angeles, Ano de 2000

Daisy

Narrado por Maggie

"Nunca será tarde enquanto houver vontade"

- Anda Maggie, a aula já começou.

- Calma Lou, estou a ir.

Dou uma corrida, mas sou obrigada a cair no chão.

Daisy acaba de colocar o seu pé na minha frente, me fazendo cair... mais uma vez.

- Que desastrada que tu és Maggie, não vês por onde andas, anta marreca? Nem com esses óculos enormes tu consegues ver merda nenhuma? - Daisy fala com raiva.

Não sei o que eu fiz a ela, para me odiar tanto assim.

Mas ela odeia, há três anos que ela me faz isto diversas vezes, isto e muito mais.

- Mas tu não te cansas de fazer estas coisas? Maluca! - Louise me ajuda a levantar.

- Olha aqui sua protetora das mal vestidas e horríveis e gordas e sebosas, a ver se falas comigo direitinho ouviste? - ela fala apontando o dedo na cara da Louise.

Lou dá um estalo na sua mão e a avisa.

- Se me voltares a apontar o dedo eu o parto. - ela diz ameaçadoramente.

- Gostava de te ver a fazer isso, sua louca.

Acaba por virar as costas e vai embora pelo corredor se balançando toda.

- Maggie tu não podes permitir que ela te continue a fazer estas merdas, ela faz isto há três anos e tu nunca te defendes amiga!

Ajeito os óculos na minha cara.

- Não gosto de problemas, tu sabes isso. - falo, tentando não demonstrar que me dói o joelho.

- Mas a maluca da Daisy, já é um problema e dos grandes, enormes. Louca da merda.

Lou continua a barafustar irritada enquanto nos dirigimos para a nossa aula.

Como era de esperar, chegámos tarde à aula o que causa burburinho entre os outros alunos e o professor é obrigado a dar um berro.

- TODOS CALADOS, MAS ESTAMOS NUMA AULA OU NA FEIRA?

Todos se calam de imediato.

- Maggie e Louise, isto são horas de chegar? Já passa dez minutos da hora - ele fala a olhar para o relógio.

Pedimos desculpa e prometemos que não volta a acontecer.

A aula prossegue mais calma agora.

Sinto-me aliviada por acabar.

Ao sair da sala de aula, eu e a Lou vamos para o refeitório.

Ao entrar no refeitório, vejo que está cheio e paro abruptamente, fazendo com que a Lou que vinha atrás de mim bater nas minhas costas.

- Caramba, Mag, porque paraste de repente? - ela pergunta curiosa, mas percebe mal olha lá para dentro.

- Já percebi. - ela coloca-se na minha frente.

Eu não gosto de frequentar locais que tem muita gente, normalmente não entro, tenho sempre a sensação que todos olham para mim e reparam o quanto eu sou esquisita.

- Mag, eu estou a morrer de fome, por favor, vamos comer! - ela implora.

Faço uma careta.

- Ok, vamos lá.

Entramos no refeitório e vamos buscar o nosso comer e vamos nos sentar na relva lá fora, porque aqui está muito cheio mesmo.

Dou graças a Deus por virmos cá para fora comer.

Estamos a comer descansadas e a divertir-nos sentadas na relva, quando o nosso sossego acaba.

- Ora, ora, ora! - Daisy fala com cara de nojo. - Se não é a sebosa da Maggie e a sua amiga peçonhenta!

As duas parvas que vêm com ela riem à gargalhada, como se ela tivesse dito a melhor piada do mundo.

Ela faz sinal com a mão e elas se calam imediatamente.

Lou não perde a oportunidade e diz.

- Ora, ora, ora, tão amestradas que as tuas cachorrinhas estão.

Sarah vai ao seu encontro mas é parada pela Daisy.

- Sua estúpida! - Sarah rosna para a Lou.

- Sua cachorra obediente.

Daria para rir destas duas, se a situação não fosse esta.

Jennifer, a outra amiga, decide falar também.

- Daisy!! - ela chama toda ofendida. - Não podemos deixar que ela nos fale assim.

- Claro que não, nós somos a parte rica da cidade, vamos lá deixar estas duas pobretonas falar assim connosco!

Elas sorriem e pegam em dois sacos e os despejam em cima de nós.

Lixo, era o que os sacos traziam.

Lou se levanta para bater em alguém mas elas já vão longe a rir na nossa cara.

- Coloque o lixo no lixo! - Daisy grita lá de longe a rir.

- Tu vais me pagar, Daisy maluca.- responde super irritada a Lou

Eu tento tirar o lixo de cima de mim, mas decididamente vou precisar de um banho.

Olho para a Lou, somos duas a precisar de um banho.

Lou chega perto de mim a barafustar.

- Não sei como tu consegues ficar aí, como se nada tivesse acontecido, Mag!

Encolho os ombros.

- Que queres que faça, eu não me vou rebaixar ao nível delas.

Ouvimos risos e piadas atrás de nós, para não variar.

Lou espreita por cima do meu ombro com cara de que vai matar alguém.

- O que foi? Nunca viram?

- Lixo a andar não.

Riem todos, feitos parvos.

- Que engraçadinho, vê se não te cai um dente com a gracinha de merda.

Eles ainda riem mais.

Eu nem olho para trás.

-Hein, Maggie, ficas bem com o lixo em cima de ti, assim não se percebe o quanto tu és esquisita.

E ri e eu só me apetecia ter um buraco para me esconder.

- Vocês importam-te de parar com essa estupidez, vamos embora, temos mais o que fazer. - ouço a voz do Ryan, mas nem me atrevo a olhar para eles.

Eles desaparecem atrás dele.

- Todos uns insuportáveis nesta escola, que merda - Lou fala pegando no tabuleiro. - Vou levar isto ao refeitório e vou para casa.

Eu suspiro chateada.

- Eu também! - acabo por dizer.

Capítulo 2 A Minha Figura

CAPÍTULO 2

A Minha Figura

Narrado por Maggie

"Seja luz na vida das pessoas"

Voltamos para casa a pé, eu e a Lou fazemos quase todo o caminho em silêncio.

- Estás chateada comigo? - pergunto sem olhar para ela.

Ela pára de repente e fica a olhar para mim.

- E porque havia de estar chateada contigo? Não foste tu que me fizeste mal, mas sim aquelas três otarias.

- Eu sei, mas elas metem-se contigo, porque tu andas comigo. - digo triste.

- Elas são umas parvas, continuo a dizer que tu lhes devias fazer frente, mas elas não vão parar com a merda que fazem. Elas se acham as melhores, porque são filhas de pais ricos e bem influenciados e nós não, não somos ricas, mas somos de famílias de classe média e somos importantes. Podemos não ter nem metade do que elas têm, mas acredita, que somos muito mais felizes, Maggie. Elas são umas riquinhas inúteis, que com toda a certeza nem limpar o rabo sabem. - ela fala irritada. - Aposto que a maior parte das vezes têm até a calcinha cheia de merda.

Aquilo me faz rir e acabamos por rir as duas.

Chegamos à porta da minha casa e nos despedimos.

Lou mora na casa em frente à minha com os seus pais.

Vivo aqui em Santa Mônica desde sempre, os meus pais são divorciados e eu vivo com a minha mãe aqui, o meu pai depois do divórcio, mudou-se de malas e bagagens para Olympia, a capital do estado de Washington, isso foi há 10 anos atrás.

O meu pai voltou a casar e tenho uma meia irmã que tem agora 2 anos, a Catherine ou Cathy, como carinhosamente a chamamos.

De vez em quando estamos juntos, mas não tanto como gostaria.

Entro em casa deixando a mochila e os sapatos ali mesmo no hall de entrada e vou direto para a cozinha.

Espreito no frigorífico o vejo um ovo cozido, faço uma sandes com ele.

Encho o copo de sumo de laranja natural e sento-me a saborear o meu lanche.

Depois de acabar, coloco a louça suja na máquina e vou tomar banho.

Depois do banho, enrolo-me na toalha e olho para o meu reflexo no espelho.

Não admira que a Daisy e as amigas me gozem, sou mesmo completamente sem graça. Não sou magra, sou um pouco para o cheinha, o meu cabelo é encaracolado, sou ruiva, tenho sardas e olhos extremamente verdes. Talvez se me cuidasse mais, podia ser até uma garota bonitinha, mas só quero passar despercebida, ser invisível para todos, então uso sempre o cabelo amarrado em coques, uso roupas largas que não me favorecem em nada e uso óculos com armação preta. Estão só a ver a minha figura, certo?

Visto o meu pijama amarelo e deito-me na minha cama. A minha mãe é médica e hoje vai fazer o turno da noite, por isso hoje já não a vejo.

As Minhas Cadelinhas Amestradas

Narrado por Daisy

"A maldade não está no pensamento, está sim no coração"

- Vocês viram bem a cara daquelas duas antas quando se viram cheias de lixo? Ahahaha, foi do melhor.

Rimos ao lembrar da cena, foi realmente hilário.

- VAMOS, DÁ CABO Dele, Ryan! - grito das bancadas para o melhor jogador da escola.

Ryan é o capitão da equipa de futebol americano da nossa escola, a "Santa Monica High School".

Além de ser o capitão é também o melhor jogador.

Ele é o típico garoto lindo, sarado e gostoso e como é óbvio, é o meu namorado, só podia ser namorado da melhor, mais linda, mais rica e mais perfeita de todas as garotas do liceu, pois claro, não podia ser de outra maneira.

O jogo acaba e ele vem até mim, tira o capacete, e o protetor bucal e me dá um beijo arrebatador.

Humm, como ele é maravilhoso.

- Gostaste do jogo? - ele pergunta.

- Sempre gosto, tu és maravilhoso.

Ele sorri, dá-me um selinho e vai a correr para o balneário.

- Nos vemos depois.

- OK! - grito para ele.

- O Ryan está caidinho por ti Daisy. - Sarah diz.

Olho para trás por cima do meu ombro.

- E quem não estaria? Eu sou maravilhosa, linda, como ele não haveria de gostar de mim! - falo toda pomposa. - Vá, vamos embora, está a ficar tarde e eu tenho que ir para casa.

- Vais fazer o quê com essa pressa toda? Fazer o jantar?

Às vezes a minha vontade é bater nestas duas parvas, mas elas dão-me jeito, para fazer as minhas merdas.

É mesmo como aquela parva da Lou disse, elas são as minhas cadelinhas amestradas e tenho que as manter por perto, mas não as deixo abusar, senão esta merda vira uma zona.

- O que disseste, Sarah? - falo chegando mais perto dela.

Óbvio que ela se assusta com a minha proximidade, porque percebe que não estou a brincar e que não gostei minimamente do que ela falou.

- Estava a brincar, Daisy - ela fala amedrontada.

- Mais uma gracinha estúpida dessas e vais passar para o lado daquelas inúteis das sebosas, é isso que tu queres, Sarah? Passares a ser a Sarah sebosa? - pergunto bem séria.

Vejo ela engolir em seco.

- Que ideia Daisy, claro que não, já te disse que estava a brincar, eu hein! - ela se desculpa toda incomodada com a ideia.

- Acho bem, Sarah, eu sou lá garota de ir fazer jantar ou qualquer merda de casa. Tenho empregadas para isso. Vamos deixar de conversa fiada e vamos mas é embora.

Pareço Invisível

Narrado por Daisy

"Um caos disfarçado de calmaria"

Chego em casa, uma enorme mansão, sou rica, muito rica.

O meu pai é dono de uma cadeia de bancos e a minha mãe não precisa de fazer nada, passa o dia a mandar nos empregados, a ir ao clube, manicure, cabeleireiro e por aí vai.

Tenho um irmão mais velho, o Tom, tem 23 anos e está a acabar a faculdade para ir trabalhar para um dos bancos do meu pai.

- Oi mãe! - cumprimento ao chegar.

Ela está ao telefone.

- Espera um pouco. - diz para a pessoa com quem ela está ao telemóvel.

Olha para mim com cara de zangada e já sei o que aí vem.

- Quantas vezes já te disse para não me interromperem quando estou ao telemóvel? - ela me repreende.

- Mas mãe, só te quis cumprimentar! - me defendo.

- Não interessa o que tu queres menina! Agora vai, estou a resolver uma coisa importante.

Faz sinal com a mão como se tivesse a enxutar uma mosca.

A resolver uma coisa importante! Sei, deve ser a escolha da cor das unhas.

Pareço invisível nesta casa.

Vou para o meu quarto, ao menos aqui sinto-me eu.

Capítulo 3 O Desenho

CAPÍTULO 3

O Desenho

Narrado por Maggie

"Enquanto houver vontade de lutar haverá esperança de vencer"

- Olhem só quem ela é? Onde anda a tua amiga sebosa?

- Daisy, deixa-me em paz, eu não quero chatices para o meu lado. Faz de conta que eu nem existo.

- E como eu posso fazer isso, se tu cheiras tão mal e és tão sebosa, feia e gorda? Ah, Maggie, não dá para tu passares despercebida, és tão horrível e asquerosa, que a minha vontade é sempre te tratar mal.

As outras duas riem a bom rir.

Ela olha para o que eu estou a fazer.

- Que merda é essa que estás para aí a fazer, sua frustrada? - ela pergunta e vai go espreitando.

- Nada, não estou a fazer nada. - tento esconder o papel, mas ela é mais rápida e tira-o das minhas mãos.

Ela o coloca no ar.

- Olhem só meninas, ela está a desenhar, mas que falhada, meu deus. Que merda é esta que estás a desenhar, Maggie sebosa?

- Daisy dá-me isso! - tento tirar o desenho da mão dela, mas ela empurra-me e eu caio no chão.

Jennifer olha para o desenho e fala.

- É um vestido.

- Queres ser o quê Maggie falhada? Estilista? Nem nos teus melhores sonhos, tu não vais ser ninguém, o máximo que vais ser é uma empregada reles, talvez vás limpar as minhas sanitas lá da minha casa! Que acham meninas?

Elas riem.

Daisy rasga a minha folha em 3 pedaços, fica com um pedaço e dá os outros dois a suas cadelinhas amestradas e elas três rasgam os pedaços em bocados pequeninos e os mandam para cima de mim.

- Falhada.

- Sebosa.

- Gorda.

Dizem isto ao sair da sala, onde eu estava sossegada.

Estou cansada delas.

Coragem

Narrado por Ethan

"Uma mentira pode salvar o teu presente, mas condena o teu futuro"

Vejo ela entrar no corredor do leite.

Sem pensar muito, vou ter com ela.

- Olá, Maggie! - digo ao chegar perto dela.

Ela olha para trás e olha à sua volta para ver se eu estou a falar mesmo com ela.

- Desculpa, estás a falar comigo? - ela pergunta surpresa.

- Acho que não está aqui mais ninguém! - digo sorrindo para ela olhando ao nosso redor.

Ela franze o seu olhar desconfiada.

- E porque estás a falar comigo?

- E porque não? Há algum problema?

- Não sei, diz-me tu.

- Caramba, Maggie, só estou a tentar ser simpático.

- Eu não preciso que sejam simpáticos comigo, só preciso que não dêem por mim sequer.

Ela começa a andar no sentido contrário ao meu.

Dou uma corrida e chego rápido perto dela.

- Qual é o problema, Maggie, eu não te quero fazer mal nenhum, por favor.

Ela me encara.

- Não querem fazer mal nenhum, mas acabam por fazer e muito.

- Quem te faz mal? - pergunto curioso.

Ela me olha com espanto.

- Tu estás de brincadeira, só pode!

- Juro que não estou.

E realmente não sei do que ela está a falar.

- A namorada do teu irmão e as suas duas amigas que não a largam, todos fecham os olhos ao que elas fazem, mas todo o mundo sabe.

Eu estranho o que ela está a dizer.

- Maggie, eu acho que tu estás equivocada, porque nunca ouvi falar em tal coisa na escola. A Daisy é uma garota cheia de manias e as amigas dela são a mesma porra, mas não há boatos de elas te fazerem mal.

- Fazem a mim e à minha amiga, Lou. Se não sabem é porque tudo é mais fácil quando não queremos saber. Fechamos os olhos para não nos metermos e é mais fácil encobrir a covardia.

Ela sai em passo apressado e eu fico com cara de babaca no meio do corredor do leite.

Será que a Daisy, a Jennifer e a Sarah andam a fazer bullying com a Maggie e as amigas?

Se elas o têm feito, têm feito muito bem.

Quer dizer, eu também não ligo muito e muito menos dou atenção ao que elas fazem e dizem.

São três completas parvas, não gosto nada delas.

Vejo a Maggie a se afastar rápido.

Suspiro frustrado.

Tenho uma paixão secreta pela Maggie e nunca tive coragem de chegar assim tão perto, mas hoje ganhei coragem e cheguei, mas também ela logo me afastou.

Ela é bonita, só esconde toda a sua beleza e não faço a mínima ideia porquê.

Ethan Smith

Narrado por Maggie

"A gente não desiste do que quer, a gente desiste do que dói"

Mas que merda deu ao Ethan para vir falar comigo? De certeza que era para me vir gozar, mas preferiu vir com aquela conversa para boi dormir. Realmente tenho que aturar cada coisa.

Ethan é o irmão mais velho do Ryan, tem 17 anos, apenas um ano a mais do que o Ryan, que tem 16 anos.

Ethan apesar de ser um cara bonito, vistoso e boa onda, não gosta de dar nas vistas como o irmão. Gosta mais de estar na dele, não sente necessidade de ser tão popular como o Ryan.

Ryan é o capitão da equipa de futebol americano aqui da escola, o Ethan não joga sequer futebol, já ouvi dizer que gosta mesmo é de surf.

Mas acaba por ser impossível não olhar para ele mais que uma vez, porque ele é mesmo bonito.

As garotas fazem de tudo para chamar a atenção dele.

Mas não percebo porque ele veio falar comigo, ele não parecia vir com más intenções, mas sei lá! Já estou habituada que as pessoas se aproximem de mim apenas para se aproveitarem da minha boa vontade.

Sou uma estúpida, isso sim.

Mas o que ele acabou por falar, acaba por ter a sua lógica.

Aquelas três piranhas, realmente nunca fazem a merda à frente das outras pessoas, é sempre quando eu estou sozinha ou com a Lou, mais nada.

Elas são umas falsas, elas fazem tudo escondido, embora eu ache que muitos sabem, mas não querem saber, não se querem meter.

É como eu digo, é mais fácil fechar os olhos e fingir que não vê.

Apanhadas

Narrado por Maggie

"A mentira coloca em dúvida todas as verdades"

- Achas que isso vai dar certo? - pergunto angustiada.

- Se é como tu dizes e não sabem, pois vão saber hoje mesmo, para não dizer que não sabem e elas são umas santas.

Vamos até à casa de banho e não demora muito para elas aparecerem.

- Meu Deus! - Daisy coloca os dedos no nariz mal entra e nos vê. - Eu vi logo que aqui tinha fedor.

- Aposto que vem de ti, Maggie sebosa - Sarah fala me rondando e mexendo nas pontas do meu cabelo

- Ou então desta tua amiga! - Jennifer diz olhando para a Lou.

- Se calhar vem da tua boca! - Lou retruca, como sempre.

Jennifer faz uma careta.

- És mesmo muito nojenta, acho que ela precisa de uma lição, Daisy, o que achas? - ela pergunta à sua dona.

- É, acho que tens toda a razão.

Empurra-me e eu mais uma vez caio no chão.

Lou vem para me defender, mas a Sarah e a Jennifer a agarram pelos braços.

- Onde tu pensas que vais, nojentinha? - Jennifer fala apertando o braço da minha amiga.

- Solta-me sua louca. - ela grita irritada.

Daisy vira-se para mim e me dá um estalo.

Eu coloco de imediato a mão na minha cara espantada com a sua atitude.

- Olhem aqui suas mal cheirosas, suas nojentas, suas porcas, eu não as quero aqui nesta casa de banho, porque senão cheiram muito mal, por causa de vocês, suas badalhocas. - ela diz aquilo cheia de raiva.

- Tu és muito louca sua desgraçada. - Lou diz com raiva.

- MAS QUE MERDA SE PASSA AQUI, DAISY? - Ryan diz ao entrar na casa de banho.

As cadelinhas amestradas deixam de imediato a Lou que vem no meu encalço e a Daisy se assusta.

- Foram elas que se meteram connosco. - ela tenta se defender.

- Não foi isso que eu vi, Daisy, tu estás maluca? - ele ralha com ela.

- Não fales comigo assim à frente desta ralé, Ryan.

Ele revira os olhos.

- Que mania da superioridade, Daisy, por favor. Vamos embora.

Ela hesita.

- Agora, Daisy.

Ela sai em passo pesado e a bufar irritada.

- Meninas!

Ele chama as outras duas doidas e elas saem de imediato.

Ryan chega perto de nós, mas olha diretamente para mim.

- Estás bem? - ele pergunta calmo.

Eu que entretanto já estou de pé, ajeito os meus óculos.

- S, sim, es... estou. - estou a gaguejar.

Ai que vergonha, pareço uma parva.

- Ótimo, desculpem a Daisy, ela às vezes ultrapassa os limites.

- Às vezes? - Lou fala irritada. - A tua namorada é doida isso sim e não nos deixa em paz, maluca.

Ele encurta o seu olhar.

Desgraça, ele é mesmo bonito, assim tão perto é ainda mais.

- Mas eu não sabia que ela fazia estas coisas, desconfiava, mas não tinha a certeza.

- Parece ser o seu hobby favorito, nos chatear. - eu digo um pouco envergonhada.

- Eu vou falar com ela, ok meninas?

Lou encolhe os ombros e eu não digo nada.

Ele sai da casa de banho, mas não sem antes olhar bem dentro dos meus olhos, me fazendo arrepiar a espinha.

Caramba, que olhar tão penetrante.

- Estás bem? - a minha amiga pergunta preocupada, depois de ele sair.

- Estou, vamos embora.

Saímos cá fora.

- Deu certo não deu? - Ben pergunta mal saímos cá para fora.

- Sim, Ben, muito obrigada pela tua ajuda. - agradeço.

Benjamim Cooper é da nossa sala e é nosso amigo, pedimos para ele ir chamar o Ryan e o trazer até aqui a casa de banho, para ele ver com os seus próprios olhos o que a namorada apronta connosco.

Ben é um garoto muito sensível, um garoto bonito e delicado, só eu e a Lou sabemos a sua verdadeira orientação sexual, ele gosta de garotos, mas esconde isso de todo o mundo e tenta ser o que todos querem que seja, um garanhão de meninas, ele tenta ser assim, para o aceitarem, porque se alguém desconfiar, ele vira rapidamente motivo de chacota.

As pessoas conseguem ser muito cruéis, com todos os outros que são diferentes, que fogem ao estereótipo que a sociedade acha normal.

Que sabem eles o que é normal ou não, as pessoas são más e pronto.

Vou até ao meu cacifo para guardar uns livros e ir buscar outros, mas mal fecho a porta do meu cacifo, dou um salto de susto, ao ver ali a doida da Daisy com cara de louca.

- Tu vais-me pagar bem caro sua sebosa de merda, vais só ver.

Ela sai andando pelo corredor fora.

- Maluca de merda. - falo para mim mesma.

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