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Contrato de Casamento com meu Chefe

Contrato de Casamento com meu Chefe

Autor:: Milla Almeida
Gênero: Romance
Clara Rodrigues Nunca pensei que a minha vida iria mudar tanto ao aceitar um trabalho! Eu precisava voltar para o Brasil e refazer a minha vida, depois da perda de uma grande amiga, precisava cuidar da pequena e a manter segura, por mais que ainda sinto a falta de sua mãe, eu tinha me tornado mãe aos 21 anos de uma menina de seis anos. Não sabia o que me esperar quando eu chegasse no Brasil, mas eu queria que ela fosse uma criança feliz, cheio de amor e carinho, assim como sua mãe desejava, e eu faria de tudo para poder ver o seu sorriso outra vez. Não seria fácil, mas faria de tudo para que a minha pequena fosse feliz e pudesse aproveitar tudo que o mundo tem a oferecer, seja ele com amor, conhecendo amiguinhos, chegando em casa cheia de novidades da escola, o seu sorriso é a munição que preciso para enfrentar a vida de adulta. Enfrentaria um exército mais manteria a minha palavra que dei a sua mãe antes de morrer, que cuidaria dela até os meus últimos dias na terra, e ela se tornaria uma pessoa incrível assim como a mãe... Otávio Gusmão No meu mundo nunca foi fácil confiar nas pessoas, principalmente em mulheres, elas só querem o meu dinheiro e desde da minha paixão pela amiga da minha irmã caçula nunca me deixei levar por nenhuma outra. São todas interesseira e golpistas. Ela sumiu do mapa, nunca mais obtive notícias dela. Só mostra que ela era interesseira. Meu mundo não cabe romance, por mais que meu pai diga que precise de uma mulher para me manter na presidência da nossa empresa, para ele um Ceo sem mulher ao lado, não é levado a sério, não tem prospectiva de crescimento. Para mim isso é apenas idiotices. Quem foi o idiota que decretou isso no ramo de empresarial? Nunca depende de uma mulher para fazer o nome da minha família crescer e próspera. Essa ideia não condiz com tudo que venho construindo até hoje!

Capítulo 1 Prólogo

Clara Rodrigues

Alguns anos atrás...

Às vezes penso que meus pais poderiam chegar a qualquer momento me procurando, e me tirar desse orfanato.

Eu só queria entender o porquê eles não me quiseram?

Será que não sou digna de ter uma família? Fico com essa pergunta em minha mente diariamente...

Meu nome é Clara, tenho 15 anos, sou órfã, a irmã Cida é como uma mãe para mim, sempre cuidando de mim, me ensinado e falando sobre como Deus é bom mesmo eu discordando em algumas coisas, porém só guardo para mim, e que terei um futuro brilhante e serei muito feliz, foi ela quem me encontrou no portão do orfanato, disse que me deixaram eu tinha apenas 2 anos, ela me conta que meus olhos tinham um brilho que ninguém poderia apagar, e que só tinha uma carta, essa carta ela iria me entregar quando eu fizesse 18 anos, assim poderia compreender melhor o meu abandono, e eu tinha sido deixada em uma caixa com um cobertor e uma bolsa, contendo uma mamadeira, frauda descartável e uma manta com meu nome Clara!

Ela sempre me contava que eu era muito calma, gostava de ouvir sobre as aulas, e quando vinha alguém de fora contar história meus olhos sempre brilhavam, e até mesmo só em ver as crianças brincando, não brigava com outras crianças.

Quando fiz cinco anos, eu já frequentava a escola, eu sempre gostei de estudar, e até hoje sou assim! Eu me apeguei a isso em estudar para poder ter um futuro brilhante, assim como ela sempre me dizia!

Como ainda moro no orfanato, eu recebo ajuda das freiras para focar mais, e até mesmo quando tem seleção de bolsas de estudos eu foco para poder passar, fiz uma seleção para fazer intercâmbio, um dos investidores que faz doação estava disposto a arcar com os custos, só precisava passar, eu tinha estudado um mês inteiro para poder ter essa oportunidade e tinha mais três meninas, não sabia quem estava mais focada, mas essa seria uma chance para poder começar a mudar o meu futuro!

Eu divido o quarto com cinco meninas, eu gosto mais de ficar lendo quando estou no quarto, e quando as meninas começam a conversa e simplesmente me viro e tento dormir, aqui tem hora de acordar, fazer algumas atividades para ajudar as irmãs, assim como cada uma tem que deixar suas camas organizadas, não tenho muitas roupas, mas faço questão de manter tudo limpo e guardado as que têm, assim como meu material para estudar, como recebemos doação temos que zelar, porque se faltar ou quebrar não tem como por no lugar, aqui tudo é regrado, desde o café da manhã, assim como no almoço e o jantar, só temos lanche extras quando recebemos uma doação de lanches, aí é dividido para 57 crianças que moram aqui, tem bebês até meninas que já vão completar 18 anos!

Não sei nem o que pensar quando eu completar essa idade, pois sei que terei que ir embora do orfanato, por isso estudo para tentar receber uma bolsa, assim consigo me manter para ter algo melhor.

Eu sonho em poder conhecer a minha mãe, não tenho rancor dela, mas tenho muitas perguntas, queria saber se tenho irmãos, primos, tios, avós e até mesmo um pai!

É ruim ser sozinha, por mais que ao meu redor tem dezenas de pessoas, não é o mesmo de ter uma família, assim como nos filmes e até mesmo nas novelas que assisto quando as irmãs liberam.

Hoje acordei desanimada, já era para ter saído o resultado da prova que fiz, e como foram das outras vezes, me sinto uma fracassada, eu tinha me empenhado tanto, resolvo sair um pouco do quarto, pego um livro que venho lendo, é um romance de uma adolescente que se conheceram trombando um no outro, é uma comédia.

É disso que preciso.

Sigo para área que tem um jardim, me sento debaixo da árvore e fico olhando para o céu, queria tanto poder mudar de vida! Grito em pensamento olhando o céu, como se Deus pudesse me ouvir.

Volto a minha atenção para o livro, e acabo me perdendo ali na leitura, sou desperta com a irmã Ana me chamando!

- Clara! Que bom que te encontrei menina! - me assusto com ela falando, estava tão presa no livro que nem percebi ela se aproximando de mim.

- Sim, irmã Ana!

- A madre superiora quer falar com você, menina! Vamos! - Ela diz me fazendo levantar as presas, arrumo minha roupa e vou junto à irmã Ana.

Chegamos à frente da porta, a irmã bate e espera para podermos ser liberadas para entrar! Entramos e estar a Madre com dois homens e uma mulher, eles têm uns rostos sérios.

- Essa é a Clara, minha filha, eles vieram falar sobre o resultado da prova para fazer o intercâmbio, e você passou! - A Madre diz e eu fico paralisada. Eu não consigo falar nada com a surpresa. Fico em choque por que isso realmente é muito bom- Clara, fale algo!- a Madre pede me despertando.

- E é obrigada!- falo com lágrimas nos meus olhos.

- Os procedimentos que a senhora precisa agilizar se conseguir até amanhã, preciso reserva a passagem e instrutor que levará ela e a outra aluna. - a moça diz entregando uma pasta para madre.

- Sim, as documentações da Clara já estão tudo em ordens, assim como as permissões.

- Então até amanhã, Madre, e Clara parabéns, te vejo amanhã! Me chamo Irla.

- Obrigada!- eu só consigo dizer isso, parece até um sonho! Eles saem da sala e eu fico com a irmã Ana e a Madre.

- Clara, você estar de parabéns, estou orgulhosa, você poderá estudar, e ter um futuro! A irmã Cida ficará feliz quando souber que você conseguiu!- a Madre diz.

- Obrigado Madre, por permitir que eu vá fazer intercâmbio, prometo que quando voltarei empenhada para ter um futuro!- falo empolgada.

- Eu sei minha filha, agora vá cuidar de suas coisas, pois amanhã você já viaja!- ela diz e eu me sinto nervosa, tento pensar em coisas boas, eu vou conseguir! Espero que eu consiga ver a irmã Cida antes de viajar!

Vou para meu quarto, e pego a mochila que uso quando saímos para passeio, pegos minhas poucas roupas, e alguns cadernos, e uma foto que tenho com a irmã Cida. Fico tão eufórica que nem vejo o tempo passar, somos chamadas para jantar, será meu último jantar aqui no orfanato, espero me adaptar quando eu chegar lá.

Sigo para refeitório e estão quase todos na mesa, me sirvo e vou para mesa, a Madre chega e pede atenção de todos, ela comunica sobre a minha partida para intercâmbio, recebo muitos parabéns e outros olhares de raiva, não ligo, agradeço a cada uma, e volto para terminar de jantar, fico tão ansiosa que não consigo comer tudo.

Fico um pouco mais, e antes que eu pudesse sair do refeitório a irmã Cida chega me procurando.

- Minha menina!- ela diz me abraçando, cheia de carinho.

- Eu fiquei com medo de não poder me despedir da senhora. - confesso em seus braços.

- A Madre me avisou e permitiu que eu voltasse antes para poder me despedir de você!- ela diz carinhosa.

- Eu estou com medo de não conseguir viver por lá.

- Não precisa ter medo Clara, você consegue, pense no futuro que você tanto sonha minha querida, Deus vai cuidar de você, se apegue a ele, e tudo dará certo!- ela diz sábia.

- É o que eu espero.

- Eu preciso entregar isso para você minha querida, não sei quando você voltar se ainda estarei aqui. E você já vai fazer 16 anos, já compreende as coisas. Não se apegue a mágoa ou raiva, lembre você tem um coração puro, cheio de bondade. Só abra quando você se sentir bem, para poder encarar o que estar escrito aqui. - ela diz me entregando a carta.

- Eu farei isso, e obrigada por tudo que a senhora tem feito por mim esses anos todos!- agradeço em seus braços!

Sigo para o dormitório, e fico olha do para carta que a irmã Cida me deu. Eu ainda não me sinto preparada para poder saber o porquê a minha mãe me abandonou fico com isso em minha mente acabo adormecendo...

Acordo um pouco ansiosa, minha mochila já estar arrumada, fui uma das primeiras tomar o café, a Madre já falou comigo e me explicou que eu iria ficar em uma escola e moraria nela, contendo dormida e comida, me pediu que tomasse cuidado e não confiasse em qualquer um.

Eu já estava com medo e depois dessa fiquei ainda mais. O instrutor e a moça que se chama Irla já estavam a minha espera, me despedi de algumas meninas e da Madre e a irmã Cida. Entro no carro e estar outra menina, vou o caminho todo em silêncio, olhando pela janela, e pedindo a Deus que dê tudo certo com a minha ida.

Chegamos no aeroporto, entreguei os meus documentos e eu fiquei com muito medo do avião. A moça tinha explicado que a viagem seria cansativa por conta do tempo de voo, mas que não era para me desesperar, afinal estava indo para EUA.

Capítulo 2 Clara Rodrigues -1

Alguns anos depois...

Vim para o Estado Unidos, foi um desafio muito grande, não tinha experiência de nada, vim para focar e estudar, pois queria ser alguém, e quem sabe assim tentar encontrar os meus pais.

Passei seis meses focada estudando, sempre tirando as melhores notas, consegui aprender falar inglês coerente, assim não ficava tão perdida. Acredito que essa experiência me deixou muito motivada, após acabar com intercâmbio eu já sabia de muitas coisas. O meu visto ainda estava livre foi aí que decidi encontrar um emprego, assim teria um bom dinheiro para quando eu voltasse para o Brasil, sempre mandando cartão para irmã Cida, contando de como estava.

Em um dos dias da minha procura fui parar na cafeteria, lá trabalhei por alguns meses, porém eles exploravam muito, por eu ser brasileira, acabei procurando algo melhor. Foi quando conheci a Vivian, ela com seu jeito descontraído, me viu sentada no banco enquanto eu descansava para poder voltar a minha procura de emprego, o lugar que eu estava morando teria que sair logo por conta do contrato. Então teria que procurar um lugar para morar e trabalho.

Me lembro como hoje ela estava com a Valentina, pequena ela ria pelas brincadeiras que a Vivian fazia. Ali começamos a nós conhecermos, eu me apaixonei pela Valentina. Uma criança doce e amável. Contei um pouco sobre a minha história e ela não pensou duas vezes em me oferecer um quarto no apartamento dela. Na hora eu fiquei surpresa, e sem muita opção acabei aceitando, agora só precisava trabalhar. Ela me disse que tinha uma amiga que estava precisando de uma força em uma loja de brinquedos. Ela naquele momento estava me salvando. E assim foi morar com Vivian e pequena Valentina.

Ela me contou um pouco sobre sua vida, e via o quanto ela era forte por suportar tudo isso sozinha, criar uma filha sozinha, trabalhar e ainda manter alegria! Ali eu tinha um espelho a ser seguida, a força de vontade dela me entusiasmava. Mesmo nos piores momentos Vivian nunca deixou a sua alegria. Eu falava do Brasil para ela e o sonho dela era que fossemos nós três.

Então tínhamos feito uma meta para viajar, ela queria muito conhecer e tentar dar uma vida melhor para sua filha e focamos em seguir a metas para assim chegamos e não teríamos problema. Por mais que ela seja estrangeira seria interessante ela conhecer um pouco do Brasil. Alguns meses antes de viajarmos ela estava passando mal e mesmo dizendo que estava tudo bem, dava para perceber que tinha algo errado com ela, até que uma das consultas ela descobriu a doença e isso me deixou desolada, ela tinha a Valentina que apenas iria fazer seis anos, ela tentou lutar contra a doença mais já estava no estado avançado, ela só queria ver a filha dela feliz, e ver crescer, e isso ela não poderia fazer.

E foi aí que ela me deu a missão de cuidar da Valentina como minha filha, um papel que não saberia como exercer direito, já tinha o convivo com a Tintin desde seus dois aninhos. Mas daria minha vida pela da Valentina...

Acordo em meios aos gritos, e não tenho tempo para raciocinar direito e vou em direção do quarto da minha pequena! Consigo ouvir e sentir o quanto ela estar com medo! Entro em seu quarto, e já abraçando o seu corpo pequeno.

- Calma meu amor, eu já estou aqui... - falo repetidas vezes para a Tintim sentir segura em meus braços e acalmar o seu coraçãozinho.

- Eu quero a minha mamãe, tia! - ela diz chorando, e isso parte o meu coração. A Vivian morreu tem dois meses, e a Valentina vêm tendo esses pesadelos, ela não consegue aceitar que a mãe não estar mais aqui, eu tento me manter forte para poder conversar com ela e continuar explicando para que ela possa entender onde a mãe estar.

- Meu amor, eu já expliquei a mamãe estar no céu, ela estar dentro do seu coração, em sua cabecinha, ela teve que ir mora no céu meu amor. A tia estar aqui para cuidar de você minha pequena.

- Eu sinto muita falta da minha mamãe... - ela diz chorando.

- Eu sei meu amor, até mesmo eu sinto falta da sua mamãe, ela era a única amiga que tia teve. Agora eu só tenho você, pequena! - confesso abraçando mais forte.

- Tia, agora a senhora vai ser a minha mamãe?- ela me pergunta, e a verdade é que isso é difícil de dizer, por mais que eu tenha prometido a minha amiga que cuidaria da Tintim como minha filha, mais não quero tomar o seu lugar.

- Eu serei a sua segunda mamãe, você aceita? - a pergunto e ela abre um pequeno sorriso em meios às lágrimas.

- Sim, eu vou pedir para o papai do céu não levar à senhora!- ela diz me fazendo ficar emocionada.

- Oh, meu amor, ele não vai me levar, ele me deu uma missão mais incrível desse mundo!- falo a fazendo ficar curiosa.

- Qual foi à missão tia?- ela me pergunta.

- Cuidar de você meu amor! Você me ajudar a realizar essa missão?

- Sim!- ela diz mais animada.

- Então o que acha de dormir comigo em minha cama?- pergunta e ela começa a coça os olhos fazendo um sim com a cabeça. O pego em meus braços e vou em direção do meu quarto, a coloco em minha cama, ajeito na minha cama desligo a luz e me junto a ela que se aconchega em meus braços, ela solta um suspiro baixinho se entregando ao sono novamente.

Senhor me dá força para seguir em frente.

Fico me lembrando de como conheci a Vivian, eu tinha finalizado meu estudo e estava à procura de emprego, pois a bolsa que tinha ganhado quando sair do orfanato já tinha finalizado, eu gostei e foi bom para meu conhecimento, ela sempre comunicativa me ajudou e daí então nós tornamos grandes amigas, ela gostava do que fazia, ela era artista mais também trabalhava em um restaurante, assim tirava o sustento dela e da Tintin, pois a vida de espetáculo nunca foi fácil e nem sempre rendia bem. Na época que ela iniciou no restaurante, ela tinha se envolvido com pai da Tintin, eles só tiverem um lance, que acabou ele quebrando o coração dela, e indo embora a deixando grávida, a mãe dele ainda ameaçou a minha amiga, até mesmo cartas ela enviou dizendo que o seu filho tinha se casado e já estava construindo a família dele com filhos.

Na época que a conheci a Tintim tinha apenas dois aninhos, naquela época fiquei apaixonada pela pequena. E me empenhei para ajudar a minha amiga. Desde então nunca mais nos separamos, ela virou uma irmã mais velha, ela sabe de onde eu vim e nunca me julgou, pelo contrário sempre manteve o carinho por mim. O nosso propósito era voltar para o Brasil nos três, mas infielmente nem tudo saiu como planejamos, mas antes dela morrer tinha me pedido para cuidar da pequena, ela fez toda documentação para que eu pudesse ter a tutela da Valentina definitiva.

Então com isso estou me preparando para voltarmos para o Brasil.

Só esperando as documentações que ficaram em andamento para ter a guarda da Valentina, e juntando o dinheiro do antigo trabalho da Vivian, e do meu para poder fazemos nossas vidas lá quando chegamos. Eu sei que nada será fácil, mas não iria me deixar abater.

Assim, quando chegamos posso correr atrás de um trabalho. Já tinha informado a irmã Cida, ela vai me ajudar, já tem até uma indicação de trabalho para mim, o que me deixou bastante esperançosa. Só estou esperando a liberação para seguimos para o Brasil.

Eu estou contando os minutos para voltarmos, quem sabe podemos viver melhor, e fazer a minha pequena feliz.

Sinto o corpo da pequena relaxado, ela já estar dormindo, ela tem poucos traços da Vivian. Como pode um pai renegar assim uma filha? A pequena é tão preciosa. Acabo adormecendo enquanto fico alisando seus cabelos...

Acordo com meu celular tocando. Abro meus olhos e tento sair da cama para não acordar a pequena.

Chego ao corredor atendo a ligação. E quase caiu de tanta emoção! Advogada conseguiu a liberação para irmos embora! Ela disse que já conseguiu reservar a passagem para hoje à noite, então eu tenho pouco tempo para organizar as nossas coisas! E avisar a irmã Cida que já estamos voltando!

Só Deus sabe o quanto eu estava esperando por essa notícia.

Deixo a pequena dormindo e vou para banheiro e tomo um banho para me desperta e após começar organizar tudo! Ligo para orfanato e por sorte consigo falar com a irmã Cida, que ficou emocionada por saber que finalmente estou voltando. Ela disse que já estava tudo certo, e até mesmo viu uma casinha perto, assim ela pode me ajudar com a Valentina. A agradeço e informo que assim que chegar ao Brasil eu irei ao orfanato.

Já estou finalizando as malas da pequena e algumas coisas que vamos levar de lembrança de sua mãe. Vou à cozinha e preparo nosso café, e volto até o meu quarto. Chego à pequena continua dormindo, vou até ela e começo a beijar sua cabecinha e fazendo cosquinha em sua barriguinha e ela começa abrir um sorriso lindo!

- Bom dia, minha pequena! Eu tenho uma mega novidade! Mas só contarei quando você levantar para tomar café da manhã comigo! - assim que falo ela começa a pular na cama!

- Vai tia conta! Eu tô curiosa! É de comer?- ela fica me perguntando.

- Não, meu amor! Essa mega novidade não é de comer! Mais é algo que estávamos planejando algum tempo! - confesso e nos sentamos e começo a montar o prato, ela está com olhos brilhando. Nem parece que teve um pesadelo durante a madrugada.

- Tia é a viagem que a mamãe sempre falava?- ela me pergunta, é muito esperta essa Tintin.

- Sim, meu amor, agora pouco recebi uma ligação de que já podemos viajar, e vamos sair hoje à noite! Estar preparada para viajar comigo?

- Sim!

- Então vamos terminar o nosso café e tentar deixar tudo organizado, já fiz a sua mala e só faltam poucas coisas!

- Eu posso levar o cobertor e o travesseiro da mamãe?

- Claro que pode! Até mesmo já tinha separado! Agora coma tudo para ficar fortinha!

Terminamos o nosso café da manhã, deixo tudo organizado a cozinha, e vamos para meu quarto. Eu não tenho muita coisa, mais faço questão de cuidar bem das que tenho e guardo tudo com a Tintim! Até mesmo algumas cartas e diário da Vivian, quando a Valentina tiver idade para compreender darei a ela o diário de sua mãe.

Colocamos as malas na parte da sala, e termino de deixar tudo arrumado. Essa casa é alugada e assim que sairmos já tem pessoas que viram morar. Por isso gosto de deixar tudo organizado. Na hora do almoço, faço algo forte assim, no jantar só lanchamos, não quero passar mal e nem deixar a pequena enjoada.

Algumas coisas que separei para doação avisou a dona da casa, e ela disse que um rapaz viria pegar para levar para doação. Foi à parte mais dolorosa o ver levando as coisas da Vivian. Mas eu não podia levar tanta coisa assim para o Brasil. Apenas peguei algumas coisas pessoais para ficar de lembrança para Valentina.

Após o jantar a Tintim tirou um cochilo. E nessa hora me bate um nervosismo.

Será que eu estou fazendo o certo?

Será que a Tintim vai se adaptar no Brasil?

Infelizmente a minha liberação para permanecer no país já acabou, também não sei se conseguirei ficar por aqui sem a minha amiga!

Tudo parece doloroso!

Você tem que ser forte Clara! Grito em pensamento...

Capítulo 3 Otávio Gusmão -2

Lembro-me de como fiquei encantado pela garçonete, pensei que nunca poderia me deixar envolver por outra mulher. Essa viagem serviu para poder esquecer o estrago que a Graziela me causou, ela tinha se mostrado interessar por mim, me rastejei aos seus pés, quando eu propus em oficializarmos o nosso namoro era como se tivesse atingindo e ferindo-a. não sei o porquê ela reagiu dessa forma, sei que na época não tinha muito dinheiro era só minha família. Eu estava muito apaixonado por ela, ela sumiu do mapa, não consegui ter mais notícias dela.

Até mesmo a minha irmã não tinha notícias, mais eu tenho certeza de que Jamily sabia de algo, a forma de como ela me pediu para esquecer a Graziela eram muitos, eu sofri como um louco, nada fazia mais sentindo sem ela perto de mim.

Do nada minha mãe apareceu com essa viagem para fora. Alegando ela que isso me faria muito bem, iríamos todos para fazer uma visita para o irmão da minha mãe. No começo me neguei queria me enfiar no trabalho, mais o meu pai alegou que tinha um projeto e me queria ao seu lado lá.

Quando chegamos na casa do meu tio. Meu pai me levou para conhecer o Hotel que meu tio mantinha e de como era inovador do jeito que meu avô queria seguir por todas as redes dele.

Nós primeiros dias tentei ao máximo explorar para ver o quanto o Hotel estava fazendo. A cada dia que passava me interessava ainda mais.

Meu tio tinha nos chamados para jantar, só ele, meu pai e eu. Era um jantar de negócios. Estava empolgado aqueles dias estava me fazendo focar no que realmente queria. E a presidência do GON VILLE HOTEL.

Meu pai já tinha dito que logo o meu avô passaria a vaga da presidência para um dos netos, eu sou o neto chegado ao mais velho, e tenho mais uma irmã que é mais nova que eu um ano e meu irmão sendo o mais novo. Somo três filhos e todos empenhados para fazer o melhor para GON VILLE HOTEL. Essa era a oportunidade que eu estava precisando, iria mostrar para meu pai e meu avô que eu estava apto para assumir a presidência.

Chegamos e quando fiz o pedido, me peguei encantado pelos olhos dela. Ela nos atendeu em prontidão, me pegava olhando enquanto atendia as outras mesas. Não sabia o que ela tinha mais acabou me enfeitiçado naquela noite. Após finalizar, dei uma desculpa para meu pai, e fiquei esperando a moça dos olhos lindos sair. Fiquei fazendo tempo até ver ela saindo, ela era linda. Fiquei apenas olhando no primeiro dia, não queria assustar.

Para minha surpresa minha família iria se juntar para almoçar neste restaurante. Fiquei a procura, até que não demorou muito ela apareceu, fiquei olhando de longe. Tentei não demostrar para ninguém, não queria o julgamento de ninguém.

Após esse almoço, não consegui ficar só olhando, mais uma vez dei uma desculpa para ficar na rua. Minha mãe estava desconfiada. Enrolei e voltei para o restaurante, fique na frente à espera dela sair, e não demorou muito, ela saiu dessa vez me apresentei ela ficou sem graça, mas não deixou de ter o brilho em seus olhos. A convidei para dar um passeio e descobri o seu nome, Vivian lindo como ela.

Saímos algumas vezes, e como nem tudo são flores tive que voltar para o Brasil, mas antes fiz questão de ficar com ela, a minha intenção era trazer ela para o Brasil e assim ver até onde iria nosso lance.

Após a noite incrível que tive com a Vivian, minha mãe começou a pegar no meu pé, dizendo que eu me deixar levar por uma qualquer! Nesse dia fique bravo, e quis lutar para ficar com a Vivian, só não sabia que ao procurar por ela, encontraria o apartamento vazio, não tinha ninguém, cheguei a perguntar se alguém tinha visto, mais infelizmente não conseguir falar com ela outra vez.

A minha mãe fez da minha vida um inferno dizendo que estava certa, e que eu teria que focar na empresa. Mais eu ainda tenho uma foto sua guardada comigo, na noite que dormir com ela, eu vi essa foto e não consegui deixar e acabei pegando para ficar de recordação. E infelizmente é isso o que eu tenho só uma foto de recordação de um dos momentos incríveis que vivi com a Vivian. Eu faria de tudo para poder ver ela outra vez! Até contratei um detetive, mas não obtive nenhuma resposta. Fui obrigado a focar no hotel era o meu futuro. Depois de alguns anos descobrir que a Graziela tinha me deixado por conta de um velho rico, ela negou o meu pedido por dinheiro e isso eu nunca iria perdoar.

Agora estou aqui na mesa de reunião, pelo meu cargo.

Já sou o CEO do ramo da GON VILLE HOTEL a mais de cinco anos. E sim, após a nossa volta eu fiquei na presidência, e só fiquei tranquilo quando consegui, foram muitos anos de trabalho a mais de sete anos focando na empresa para crescer até conseguir. Porém, a pauta em discussão é o fato de ser solteiro estar levando o conselho a tentar arrumar uma esposa para mim. O fato é que fiz o hotel crescer sem precisar ter um status ao meu favor, não sei o porquê dessa insistência deles agora, até parece que a minha mãe arrumou aliados, mas já deixei claro que não vou me casar. Saio da reunião irritado e vou para área do restaurante, eu não sei por que eles focam tanto em status, fiz o hotel crescer e render esses últimos anos, então por que merda eu tenho que ter uma esposa?

Peço uma bebida e fico analisando o quanto os hóspedes estão felizes por estarem aqui.

Fico bebendo e dou minha tarde por encerrada. Nem mesmo subo para pegar minhas coisas apenas ligo e peço para minha assistente descer. Fico na entrada do hotel, e minha assistente me entrega, informo que não voltarei mais hoje para o trabalho. Vou em direção ao meu carro, porém fico curioso por ouvir um sorriso infantil, olho em minha frente e vejo uma menina passeando com uma freira. Enquanto ela sorrir de algo fica pulando os passos.

Ela olha em minha direção, e fico hipnotizado em seus olhos, é algo tão familiar, ela apenas me dar um tchau e eu aceno e acabo entrando no meu carro.

Sigo para minha casa, e não fico satisfeito quando percebo que tenho visita. Saio do carro com raiva, será que não posso ter um momento de paz?

Saio do carro e entro em casa e vejo minha mãe e mais uma mulher ao seu lado, que merda estar acontecendo aqui.

- Filho, até que fim você chegou!- minha mãe fala com uma falsa alegria, vindo me abraçar.

- Eu estava no trabalho, o que faz aqui mãe?- pergunto sem paciência.

- Otávio não é assim que fala com sua mãe! Mas respeito! Apenas quis fazer uma visita ao meu filho ou não posso?- ela fala mostrando que não gostou da forma que a responder.

- A senhora pode, desde que me avise e não venha de surpresa!

- Me desculpa não apresentei essa é Riahnna, ela é a filha dos Ventures que chegou agora pouco, e quis te apresentar meu filho!- Que merda, agora vai ser assim, no trabalho e também na minha casa?

- É um prazer em conhecer você, Riahnna, mas agradeço a sua visita, porém vou pedir para vocês irem embora. Eu preciso resolver alguns assuntos. - tento falar educado.

- Me desculpe filho, marcarei um jantar, assim você conhece melhor a Riahnna.

- Ok, mamãe.

Falo já deixando as duas na sala e sigo para meu quarto, se eu ficar minha mãe fará um discurso de como eu preciso arrumar logo uma mulher para poder dar netos e continuar comandando a empresa. Esse discurso dela está me irritando e fato dela vir até a minha casa mostra que ela não vai desistir, mas eu não vou ceder aos seus caprichos. Eu já tinha dito o que eu pensava sobre casamento, e não vou a deixar fazer da minha vida um inferno. Não dessa vez mãe. Grito em pensamento.

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