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Corações Desfeitos, Impérios Reconstruídos

Corações Desfeitos, Impérios Reconstruídos

Autor:: Winded
Gênero: LGBT+
Luana dedicou uma década de sua vida a Gustavo e ao império da moda que construíram do zero, sonhando com o tão esperado pedido de casamento. Mas, no décimo aniversário da empresa, diante de uma multidão de celebridades e imprensa, Gustavo a humilhou publicamente, descartando-a sob o pretexto de "preferir as mais novas". Com o coração em pedaços e a alma ferida, Luana fugiu, apenas para ouvir Gustavo, em sua arrogância cruel, dizer que ela era "mercadoria de segunda mão" e que "não tinha para onde ir" sem ele. A dor e a fúria eram avassaladoras, mas a perplexidade se instalava: como o homem a quem ela dedicou tudo podia ser tão frio e desdenhoso? Sem uma lágrima, Luana juntou o que pôde e partiu para o Rio de Janeiro, pronta para queimar todas as pontes com o passado, mas o reencontro inesperado com a enigmática Sofia Martins prometia um tipo de reviravolta que Luana jamais poderia prever.

Introdução

Luana dedicou uma década de sua vida a Gustavo e ao império da moda que construíram do zero, sonhando com o tão esperado pedido de casamento.

Mas, no décimo aniversário da empresa, diante de uma multidão de celebridades e imprensa, Gustavo a humilhou publicamente, descartando-a sob o pretexto de "preferir as mais novas".

Com o coração em pedaços e a alma ferida, Luana fugiu, apenas para ouvir Gustavo, em sua arrogância cruel, dizer que ela era "mercadoria de segunda mão" e que "não tinha para onde ir" sem ele.

A dor e a fúria eram avassaladoras, mas a perplexidade se instalava: como o homem a quem ela dedicou tudo podia ser tão frio e desdenhoso?

Sem uma lágrima, Luana juntou o que pôde e partiu para o Rio de Janeiro, pronta para queimar todas as pontes com o passado, mas o reencontro inesperado com a enigmática Sofia Martins prometia um tipo de reviravolta que Luana jamais poderia prever.

Capítulo 1

Luana e Gustavo construíram um império da moda juntos, do zero.

Eles eram amigos de infância, namorados da adolescência, e agora, sócios em um negócio que valia milhões.

Dez anos de relacionamento. Dez anos em que Luana dedicou cada minuto da sua vida a ele e à empresa deles. Ela desenhava as coleções, ela gerenciava a produção, ela era a alma da marca, enquanto Gustavo era o rosto, o homem de negócios que fechava os grandes contratos.

Para ela, era uma parceria perfeita, uma vida inteira construída a dois. Ela o amava com uma dedicação que beirava a devoção. Tudo o que ela fazia, era por ele, por eles.

Naquela noite, a empresa comemorava seu décimo aniversário. O salão de festas do hotel mais caro da cidade estava lotado. Imprensa, investidores, celebridades, todos estavam ali para celebrar o sucesso da "L&G", a marca que levava as iniciais deles.

Luana estava radiante, usando um vestido que ela mesma desenhou para a ocasião. Ela sabia o que estava por vir. Gustavo havia dito que faria uma grande surpresa. Depois de dez anos, o pedido de casamento finalmente aconteceria. Seu coração batia forte de ansiedade e felicidade.

No meio da festa, a música parou. Gustavo subiu ao pequeno palco, microfone na mão. Todos os olhares se voltaram para ele.

Ele sorriu, aquele sorriso charmoso que Luana conhecia tão bem.

"Boa noite a todos. Obrigado por estarem aqui celebrando conosco."

Ele fez uma pausa, olhando diretamente para Luana.

"Hoje é um dia especial. Dez anos de empresa, dez anos de parceria. E eu quero chamar aqui a mulher que esteve ao meu lado em tudo isso. Luana, por favor, suba aqui."

Luana sentiu as pernas tremerem enquanto caminhava até ele. Os aplausos enchiam o salão. Era o momento que ela sonhou por toda a sua vida.

Gustavo se ajoelhou. O salão ficou em silêncio absoluto. Todos prenderam a respiração.

Ele abriu uma caixinha de veludo, revelando um anel de diamante que brilhava sob as luzes.

"Luana," ele começou, a voz ressoando pelo salão. "Nós passamos por muita coisa juntos."

Luana já tinha lágrimas nos olhos. Ela assentiu, incapaz de falar.

Então, o tom dele mudou. O sorriso desapareceu, substituído por uma expressão fria.

"E é por isso que é tão difícil dizer isso."

Ele se levantou, guardando o anel no bolso.

"Eu não posso me casar com você."

Um murmúrio chocado percorreu a multidão. O que estava acontecendo?

Luana ficou paralisada, o sorriso congelado em seu rosto.

"O quê?" ela sussurrou.

"Eu não sinto mais nada por você, Luana," ele disse, alto o suficiente para todos ouvirem. "Dez anos é muito tempo. As coisas mudam. As pessoas mudam. Meus gostos mudaram."

Ele olhou para um canto do salão, onde um grupo de modelos jovens e deslumbrantes o observava.

"Eu prefiro as mais novas agora."

A humilhação caiu sobre Luana como uma onda de água gelada. Na frente de todos os seus amigos, de seus funcionários, da imprensa. Ele a estava descartando publicamente.

As lágrimas que antes eram de felicidade agora queimavam em seus olhos, lágrimas de pura dor e vergonha. Ela se virou e saiu correndo do palco, empurrando as pessoas que tentavam falar com ela, fugindo dos flashes das câmeras que agora disparavam em sua direção.

Do palco, ela ouviu a risada de Gustavo.

Mais tarde, escondida em um canto do corredor de serviço, ela ouviu a voz dele novamente. Ele estava com seus amigos, perto da porta.

"Ela vai superar," Gustavo dizia, a voz cheia de arrogância. "É só um capricho de mulher. Aposto cem mil que ela volta rastejando em uma semana."

Um dos amigos riu.

"Você é cruel, cara."

"Eu sou honesto," Gustavo retrucou. "Ela precisa entender que o nosso tempo acabou."

Uma das amigas de Luana, Clara, a encontrou ali, encolhida no chão.

"Luana! O que foi aquilo? Deve ter sido um mal-entendido terrível. Vai falar com ele, esclarece as coisas."

Luana balançou a cabeça, as palavras de Gustavo ecoando em sua mente. "Prefiro as mais novas." "Capricho de mulher."

Não havia mal-entendido. Havia apenas a verdade, cruel e feia. A verdade de que o homem a quem ela dedicou sua vida a havia humilhado e descartado como se ela não fosse nada.

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Capítulo 2

Seguindo o conselho sem nexo de sua amiga, Luana respirou fundo e decidiu procurar por Gustavo.

Talvez uma parte dela, a parte tola e apaixonada que se recusava a morrer, ainda quisesse acreditar que tudo era um pesadelo, um engano.

Ela não o encontrou no salão principal. Um garçom informou que ele e seus amigos haviam ido para a suíte presidencial no último andar, para uma "after-party" particular.

Com o coração na mão, Luana pegou o elevador.

A porta da suíte estava entreaberta. Música alta e risadas vazavam pelo corredor.

Ela parou do lado de fora, reunindo coragem para entrar. E foi então que ela ouviu a voz dele, clara e alta, sobre a música.

"Dez anos, cara. Você consegue imaginar? É como usar a mesma roupa todo santo dia. Cansa, sabe? A gente precisa de coisa nova, de pele fresca."

Luana espiou pela fresta da porta. A cena a atingiu como um soco no estômago.

Gustavo estava largado em um sofá, com uma das modelos loiras sentada em seu colo, a mão dela descia perigosamente por seu peito. Outras modelos riam ao redor, junto com os amigos dele.

"Mas e a empresa? A Luana não é a alma do negócio?" um dos amigos perguntou, um dos poucos que ainda tinha um pingo de bom senso.

Gustavo riu, um som debochado que fez o sangue de Luana gelar.

"A alma? Ela é uma boa designer, não vou negar. Mas qualquer um pode ser um bom designer. Eu sou o rosto, o nome. A L&G sou eu. Ela é substituível."

A modelo em seu colo riu e o beijou no pescoço.

"Você acha que ela vai te dar problemas com a divisão dos bens?" outro amigo perguntou.

"Que problemas?" Gustavo respondeu, com desdém. "Ela me ama. Vai chorar por algumas semanas, mas depois vai aceitar qualquer migalha que eu oferecer. Ela não tem para onde ir sem mim."

Os amigos dele começaram a rir e a fazer piadas sobre Luana. Sobre como ela estava "passada", sobre como Gustavo finalmente "se libertou". Eles a dissecavam como se ela fosse um objeto, uma peça de roupa velha que estava sendo descartada.

Cada palavra era uma facada. A humilhação no salão de festas não era nada comparada a isso. Ali, na privacidade de seus "amigos", a verdadeira crueldade de Gustavo se revelava.

Então veio o golpe final. A frase que quebraria Luana para sempre.

A modelo no colo de Gustavo perguntou, com uma voz melosa: "Mas e se ela não aceitar, Gugu? E se ela arrumar outro?"

Gustavo gargalhou, um som alto e repulsivo.

"Outro? Quem vai querer? Com a idade dela, depois de dez anos comigo... Ela já é, sei lá... mercadoria de segunda mão. Ninguém quer um carro usado quando pode ter um zero quilômetro."

Mercadoria de segunda mão.

A frase ecoou no silêncio do corredor, abafando a música, as risadas, tudo.

O coração de Luana parou de doer. Ele simplesmente se partiu em mil pedaços. A dor era tão intensa que se tornou física, uma pressão esmagadora no peito que a deixou sem ar.

O amor que ela sentia por ele, a devoção, a esperança tola de que houvesse um engano, tudo isso morreu naquele instante.

Ela não entrou. Não gritou. Não fez uma cena.

Com uma calma assustadora, ela se virou e caminhou em direção ao elevador. Seus passos eram firmes, silenciosos.

Dentro dela, uma tempestade de dor e raiva se formava, mas por fora, ela era uma estátua de gelo.

A mulher que amava Gustavo morreu naquele corredor. Uma nova mulher, forjada na humilhação e na traição, estava começando a nascer.

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