Riven é do tipo mais certinho, totalmente racional, muito inteligente, trabalhou em toda sua adolescência com o pai, em uma pequena transportadora da família e após vê-la falindo, logo abriu a sua própria, em sociedade com seu irmão gêmeo, Rigel.
Que é identifico fisicamente e totalmente diferente na personalidade.
Rigel é do tipo malandro, passional, bom de lábia, gosta de aproveitar a vida e se arriscar, na adolescência enquanto seu irmão trabalhava dentro da transportadora, no escritório, ele preferia ficar fora, viajando e fazendo entregas.
Riven teve poucos relacionamentos na juventude, sempre mais sérios e quando conheceu Agnes, estava solteiro a anos, tinha vinte e cinco anos e ela vinte e um, estavam fazendo um curso juntos, de liderança.
Ele estava abrindo a Atlas transportadora e ela a Boutique Bella Bonita, o interesse partiu dela, que não perdeu tempo e após não ganhar nada, além de sorrisos, puxou assunto na saída, em um dia que saíram mais cedo, perguntou se ele morava perto, porque ela não estava com bateria no celular, para chamar o pai.
Muito educado, ele nem ofereceu o celular, já foi oferecendo carona, perguntou a idade dela, por admirar as idéias trocadas no curso, quando chegaram na frente da casa dela, só ela tinha falado sobre o sonho de ter uma boutique.
Sugeriu que ele falasse tudo, sobre a transportadora também, se não tivesse problemas, em demorar para ir embora, talvez encontrar a namorada, ele percebeu para onde aquela conversa iria e adorou vê-la tomando uma atitude, contou que estava solteiro, porque no momento só queria focar no trabalho.
Ela disse que passava pelo mesmo e só tinha tido um namorado por dois anos, o convidou para entrar, garantiu que os pais não iriam se incomodar.
Quase o arrastou para dentro, gritou chamando os pais, foram o cumprimentar, sentados só os dois na mesa da cozinha, conversaram por horas, trocaram idéias de trabalho.
Naquela noite nada aconteceu, nem um beijinho, mais ele passou a pensar em casar, porque viu nela, os mesmos objetivos e a garra de vencer, eram ambiciosos, dedicados igualmente.
Somente quando o curso acabou, ele a convidou para sair, foi realmente um encontro, foram jantar em um restaurante afastado da cidade, dançaram bolero e beijaram muito.
Na época, mesmo que com mais experiências que ela, Riven a respeitou muito e a cativou totalmente, com seu jeito cavalheiro, começaram a namorar em um mês, noivaram em um ano e se casaram no ano seguinte com uma enorme festa, alguns anos depois tiveram o Amin, um filho muito esperado.
Eles tinham muito em comum, amantes de esportes radicais, jantares calmos, viagens românticas, se dedicar muito ao trabalho, organizar e planejar tudo, se diziam ser almas gêmeas e viveram assim, muito bem, por longos anos.
Riven estava no auge de sua vida, com uma família quase que perfeita, unida, tentando ter o segundo filho, faturando muito com a transportadora e então, uma ligação no sábado de manhã lhe tirou tudo em segundos.
Agnes estava andando de bicicleta com a melhor amiga, como faziam todos os finais de semana e foi atropelada por um motorista alcoolizado.
Assim que avisaram o que havia acontecido, Riven largou tudo e foi para o hospital transtornado, ainda que com vida, Agnes já foi socorrida inconsciente, os ferimentos foram graves e ela não voltou a acordar mais.
Ficou em coma, teve morte cerebral e levou junto com si, toda a felicidade de sua família, mais também trouxe muita alegria, para outras, doando seus órgãos.
Skylar recebeu o coração, quando já havia até desistido e se conformado, de que nunca teria a chance de conseguir, ter uma vida mais normal.
Ela sempre teve problemas de saúde, cresceu rodeada de muita proteção, tratada como uma coitadinha, não costumava se vitimizar, com suas limitações, mais infelizmente, cresceu um pouco lalau, fora da casinha.
Sem saber fazer amigos, mesmo que sendo simpática, cresceu observando muito as pessoas, desejando o que tinham, festas, passeios, brincadeiras na rua, toda a sua adolescência foi como assistir a vida dos outros na televisão, ninguém a convidava para nada e se por acaso, convidassem, seus pais não a deixavam ir.
Até que uma vizinha nova, mudou sua vida, Tainanda tinha a mesma idade e um temperamento forte, enganava aos pais, saia escondida, tinha namoradinhos, era uma menina normal para a idade.
Skylar a espiava diariamente e isso se tornou uma pequena obsessão, as janelas eram próximas, dava até para ouvir as músicas, ver a televisão, Tainanda até demorou para perceber e ao notar a vizinha curiosa a espiando tanto, foi logo bater em seu portão, disse ao pai de Skylar, que elas tinham conversado um dia no quintal.
Até que inocente ele a deixou entrar, levou na porta do quarto, ela entrou sorridente e ao ficarem a sós, perguntou séria porque estava sendo vigiada.
Muito constrangida Skylar disse que olhava a todos sempre, sem querer, porque não podia sair, comentou sobre os motivos, sua saúde frágil e o exagero dos pais.
Rapidamente se tornaram grandes amigas, Tainanda a ensinou mentir, fazer amigos, dançar, ter mais vaidade, sempre a tratou como uma menina normal e a incentivou se sentir assim.
Ao terminarem o ensino médio, estavam prontas para irem pra faculdade, cursar pedagogia, logo no começo, Skylar precisou se afastar, por causa do transplante e após se recuperar, sua obsessão virou aproveitar a vida.
Mais madura e segura, saiu de casa, foi morar em uma república só de mulheres, junto com sua melhor amiga, que sempre tinha péssimas idéias, quando o assunto era aproveitar a vida.
Enquanto fazia uma lista, de coisas para fazer antes de morrer, Skylar decidiu que queria muito conhecer a família de sua possível doadora, a um ano as duas investigavam todas as mortes ocorridas na semana do transplante, no estado em que moravam e chegaram a conclusão de que com certeza, aquele coração era de Agnes.
Depois de colocar isso na lista, sua cabeça não conseguiu priorizar mais nada, pesquisou tudo sobre Agnes, foi a boutique gastar o que nem tinha, anotou tudo o que encontrou nas redes sociais, sobre a personalidade dela e ao ver que ela tinha deixado um filho pequeno, cismou que precisava vê-lo, na intenção de sentir alguma coisa.
Porque ela tinha total certeza, de que o órgão levava uma herança emocional, afetiva, até comprovou em pesquisas, que de fato, pessoas transplantadas, as vezes passavam a gostar, de alguma coisa, que seu doador gostava.
Todos os dias Skylar vigiava as redes sociais de Riven, com um perfil fake, que ele não aceitou a solicitação, impaciente, começou vigiar o perfil da transportadora, fez ligações falsas, tirando informações, começou seguir Rumi, a irmã mais nova dele, que aparecia na boutique, como quem cuidava de tudo.
Sem a menor vontade de estudar, ela estava na aula, mexendo no celular, viu os dois perfis postando uma vaga para babá, com experiência, desesperada nem continuou na aula, tirou print e enviou para Tainanda, dizendo que precisava enviar um currículo urgente.
Ao se encontrarem começaram a bolar um plano, onde seu currículo, seria o melhor, recheado de informações falsas, Tainanda que não era muito ajuizada, não só concordou, como deu as piores idéias.
Colocaram que ela estava cursando pedagogia, usaram o contato das colegas da república, para dar falsas referências de empregos anteriores.
Até cursos que ela nunca fez, colocaram no currículo, relacionados a alimentação saudável, primeiros socorros, rotina de sono e diária, o endereço era falso, encontrado no GPS.
Para garantir que seria notada, Skylar enviou o currículo nos dois perfis, no email e no whatsapp do telefone de contato.
Em menos de uma hora, retornaram com uma ligação, era a secretária da transportadora, querendo marcar uma entrevista e possível teste, para o dia seguinte.
Como era um pouco longe, em outra cidade, Tainanda pediu para seu ficante levar elas, de carro, foram ensaiando as belas mentiras que Skylar precisava contar.
A entrevista foi marcada em um bairro bom, classe média alta, a casa aparecia no Google maps ainda em construção, ao chegarem, viram que era enorme, muito bonita.
A entrevista estava marcada para as dez horas, ela chegou meia hora antes, usando calça jeans, sapatilha, camiseta polo fechada até em cima, para esconder a cicatriz no peito, o cabelo preso em um coque muito arrumadinho, até maquiagem ela passou, preparou a pele, base, pó, blush, gloss cintilante rosado, rímel nos olhos, colocou pulseira, brinco, querendo passar uma boa aparência, nem pensou que poderia fazer o teste e não estar adequada.
Tocou o interfone ansiosa, apreensiva, uma senhora quem saiu atender, sorridente
- Oiii bom dia! Veio para a entrevista?
Foi abrindo o portão
- Estou atrasada ou você adiantada?
Skylar sorriu esticando a mão
- Olá, acho que me adiantei um pouco. Sou a Skylar, pode me chamar de Sky.
Violeta era a mãe de Riven, avó de Amin, a cumprimentou com um aperto de mão
- Seja bem vinda Sky, bonito nome, a sua mãe é das minhas.
Foi tirando o avental, estava com um guardanapo no ombro
- Vem, vamos entrar, trouxe o currículo?
- Sou a Violeta, avó do nosso pequeno príncipe Amin.
Começou rir, reparando na roupa dela
- As vezes está mais para um pequeno rei.
Entraram na sala, Sky ficou sorrindo concordando com a cabeça, começou a reparar em tudo, desesperadamente não desgrudou os olhos das fotos, Violeta disse que já voltava em um minuto, pediu para ela sentar e aguardar.
Foi rapidinho a cozinha, desligar uma panela, voltou com dois copos de suco nas mãos
- Pronto, agora estou apresentável.
A serviu e pegou o currículo
- É suco de abacaxi com morango.
- Você é a mocinha que sabe de alimentação infantil ou a que faz artesanato?
Sky arregalou os olhos, tomou um grande gole de suco, rindo de desespero
- Sim, adoro comidinha saudável e cozinhar, coisinhas de crianças, sabe?
- Desculpa, qual a idade dele?
Violeta estava lendo o currículo, a olhou por cima da folha
- Quatro anos, primeiro, me fale um pouco de você.
- Vejo que é muito novinha, como tudo começou?
- De onde surgiu esse seu interesse todo por crianças?
- Me fale muito sobre você, no particular também, sem formalidades, tá?
Sky segurou o copo, com as duas mãos, tentando esconder a timidez
- Sou filha única e na minha opinião, sempre falta algo.
- O lado bom, é ter toda a atenção e o lado ruim, é que tenho toda a atenção.
- Cresci sem ter com quem brincar e era muito tímida, vergonhosa.
- Acho que a minha criança interior, tem essa carência de ser criança.
- Sempre fui a prima mais velha também, protetora e fui babá desde os meus onze anos.
- Eu mais brincava e comia, do que cuidava de fato.
- Ajudei as minhas tias, fui sendo indicada para conhecidos, vizinhos.
- Cuidei de todo tipo de crianças, só nunca fiquei sozinha com bebês, tipo recém nascidos.
- Na adolescência até buscava e levava na escola, sou muito responsável, é uma qualidade e defeito...
Começou rir sem jeito
- As vezes sou tão criança, quanto a criança, mais eu faço todas as minhas tarefas, sempre!
- Cuidar da alimentação, arrumação do quarto, tudo.
- Eu dou conta!
Violeta não estava confiando, nem acreditando em tamanha eficiência, começou achar que era uma candidata mentirosa como as outras, começou fazer anotações no currículo
- Que bom, muito legal.
- E os seus estudos? Como ficariam?
- Não sei se te falaram, a vaga é para o período integral.
- Tem que ficar aqui a semana toda, sábado só até a hora do almoço.
Sky nem tinha parado para pensar na carga horária direito, ficou séria
- Não falaram sobre detalhes.
- Quero estudar e me formar, mas...
- As coisas estão difíceis, financeiramente.
- Meu pai se aposentou, a renda em casa, já não é o suficiente.
- Tranquei a faculdade a pouco tempo e essa oportunidade, desculpa.
- Não quero parecer desesperada.
Violeta estava gostando dela, sorriu curiosa
- Imagina, não se desculpe, e está desesperada?
- O que você busca, nessa oportunidade?
Sky se lembrou de como Agnes era focada e segura, respondeu com firmeza
- Estou, busco independência financeira e segurança.
- Vou poupar o que der, ajudar meus pais e voltar a faculdade.
Sorriu cabisbaixa constrangida
- Eu nunca trabalhei com carteira assinada e por isso, não a trouxe.
- Na verdade, eu nem tenho, sempre foi de uma maneira mais informal.
Foram interrompidas, por um grito vindo do corredor
- Vózinhaaaa?
Violeta gritou de volta
- Já vou amorzinho da vovó.
Sky começou rir, Violeta se levantou
- Nós prezamos muito a verdade aqui nessa casa.
- Isso é muito importante, caso você venha a ser contratada, sempre pode ser sincera conosco.
- Se não estiver contente, quiser sair, já tivemos duas babás nos últimos seis meses.
- O Amin mudou muito, mais ainda é muito pequeno, ele só precisa de paciência, carinho e uns tapas, não dá babá em.
Foi indo para o corredor
- Vem comigo, conhecer o nosso reizinho.
- O pai dele aboliu as palmadas, mal usa o castigo, as vezes eu tenho vontade de passar por cima da palavra dele, mais não faço isso, sou só avó, o pai é ele.
- Na maior parte do tempo, eu que estou por aqui, não temos funcionários em casa.
- Eu quem limpo tudo, no dia a dia, a cada quinze dias, vem uma faxineira.
- Antes morávamos só eu, meu esposo e um dos meninos.
- Depois que a minha nora faleceu, meu outro filho e o meu neto, vieram morar aqui.
- Você deve ter visto nos grupos de fofocas da cidade, faz cerca de um ano, foi horrível, ela era muito querida por todos, foi atropelada por um bêbado e não aguentou.
- Isso nunca pode ser falado ao Amin, ele sabe que ela está no céu, mais evitamos ficar falando.
- As vezes ele comenta alguma coisa, mais agimos naturalmente.
Parou na porta de um quarto, no final do corredor
- Eu já falo tudo, porque tem gente que não gosta, se ofende, temos câmeras espalhadas, no quarto dele, quintal, sala.
- É para vigiar, mais ao mesmo tempo dar uma certa liberdade, porque eu acho que ficar perto, muda o comportamento da criança, sabe?
Começou rir achando que o neto ia acabar com a babá rapidinho
- Você é tão quietinha né?
Sky ficou sorrindo apreensiva, estava muito tensa por vê-lo, balançou a cabeça que sim, foi entrando atrás de violeta, ela se aproximou dele na cama
- Amin tem uma moça muito legal aqui, querendo te conhecer.
- Fala oi para a Skylar! Levanta filho, cumprimenta ela.
Ele estava deitado todo desajeitado jogando no celular, foi sentando ainda vidrado a tela
- Oi Skylain. Vózinha eu não sei onde está meu carregador.
- A minha bateria se acabou.
Sky se aproximou muito desconcertada, achando que estava louca de fazer aquilo
- Oi Amin, é Skylar, com r no final, r de roupa, rua, rato.
- Mais pode me chamar de Sky.
Violeta começou arrumar o quarto
- Ahhhh aquele carregador, eu não sei, depois eu procuro.
Piscou para Sky
- Preciso terminar o almoço e vocês dois, podem ir fazer alguma coisa juntos, para se conhecerem melhor.
- Vão ao quintal, ou brincar na sala.
O celular dele desligou, ele então olhou para Sky
- Vai ser a nova babá?
- Eu não quero babá nenhuma, você não vai ficar.
Violeta foi saindo rindo
- Amin tenha bons modos, já conversamos sobre isso meu amorzinho.
- Sky vou para a cozinha, brinquem aí. Fica a vontade!
Ela ficou quieta em pé ao lado da cama, paralisada, ele foi levantando com carinha de ranço, julgando ela com o olhar
- Não vai brincar comigo Stailar?
Abriu o baú de brinquedos, começou fazer força para o tombar, ela se aproximou para ajudar
- Do que quer brincar mocinho?
Ele sentou no chão revirando tudo
- Não sou mocinho, sou criança.
- Você não vai brincar com as minhas coisas!
- Vê se não mexe em nada ou eu conto ao meu pai, ele é muito bravo viu.
- Se você brigar comigo, ele vai brigar com você, te colocar pra correr bem longe de mim.
Ela se aproximou, sentou perto em um puff
- Mais a babá, precisa brincar, fazer comidas gostosas, passar o tempo com você.
- Porque não quer uma babá?
Ele foi enchendo a camiseta de carrinhos pequenos, saiu correndo as pressas gritando
- Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa vózinhaaaaaaaaaaa.
Passou pela cozinha rindo
- Eu fugi dela !
Foi para o quintal, Sky foi atrás, toda sem jeito parou na cozinha
- Desculpa dona violeta, ele correu de mim, eu o perdi.
Violeta foi na porta que ia para o quintal rindo
- Sem o dona por favor, ele está lá fora e adorou te deixar para trás.
- Adora correr, se esconder, esse menino me coloca doida, eu não consigo lavar uma louça, assistir a minha novela.
- Boa sorte, aí é uma zona de perigo em, ele jogou o celular da última babá na piscina, pra ela não confirmar se ele precisava sair ou não.
- Escondeu as roupas e a toalha da outra, ainda a trancou para fora e foi assistir.
- Ela ficou mais de duas horas de maiô lá fora desesperada.
As duas começaram rir, ele estava brincando um pouco longe, Sky olhou o quintal, voltou para perto de Violeta
- Ele me proibiu de brincar com suas coisas.
- Não quero que pegue raiva de mim, já no começo.
- Posso me esconder dele?
- E você o incentiva a procurar, pode me ajudar encontrar um esconderijo e depois, perguntar por mim.
Violeta disse que podiam tentar, a escondeu na sala atrás do sofá e das cortinas, foi chamá-lo dizendo que a moça tinha sumido, ele entrou desconfiado com um sorriso debochado
- Fugiu de mim, ainda bem.
Violeta foi para a sala, pegou a bolsa de Sky
- Iiiii filhinho, ela deixou a bolsa, olha aqui ou será que não foi embora?
- E se tiver escondida, de você?
- Porque foi muito sapeca com ela?
- Quero só ver, ela escondida rindo de você.
- Vai procurando e eu vou olhar a panela, tá bom?
Ele começou correr, foi olhar os quartos, banheiros, gritando
- Vózinha, não tô achando.
Passou pela cozinha
- Cadê essa Stailain?
Foi para o quintal apressado, Violeta disse que era pra ele achar rápido, porque seu pai ia chegar para almoçar e precisava conhecer a Sky, ele voltou para dentro, Violeta apontou a sala, dando sinal.
Ele foi para a sala rindo, começou ficar irritado por não encontrar
- Não pode ficar trocando de esconderijo, assim não vale.
- Meu papai está chegando, vou contar tudo a ele.
Sky o espiou rindo
- Mais eu não mudei, psiuuuu, vem aqui se esconder também.
Ele se aproximou indignado por não tê-la achado
- Sei que não estava aí.
Ela disse que estava e não podia mentir nunca pra ele, silenciaram, Violeta passou pela sala
- Agora os dois fugiram de mim, não posso acreditar nisso.
Foi no portão receber o Riven
- Oi filho, estamos com uma menina, a que tem os cursos e sabe cozinhar.
Começou cochichar
- É meio insossa, não conversa direito, mais está tentando se aproximar dele, estava escondida na sala.
- Bom, converse um pouco com ela e tire suas próprias conclusões.
Ele foi entrando mexendo no celular
- Pode deixar, ele tomou o café da manhã?
Violeta parou na sala
- Sim, ele se comportou muito bem hoje.
- Até desaparecer, vamos procurar?
Riven foi andando pela sala
- E se ele não aparecer, quem irá almoçar comigo?
Puxou as cortinas
- Ahhh te encontrei.
Amin pulou em seu colo
- Ahhhh você roubou, a vózinha contou, assim não vale papai.
Sky foi saindo de trás da cortina pálida, com as mãos trêmulas suando frio, nem conseguiu falar oi, sorriu sutilmente, Riven soltou o filho no chão, sorriu esticando a mão para a cumprimentar
- Oi tudo bem?
- Sou o Riven, pai do Amin.
Ela deu a mão, ficou paralisada o olhando fixamente, tudo foi ficando como se estivesse longe, escurecendo, ele sentiu que estava gelada, segurou a mão dela, com as duas mãos
- Está se sentindo...
Nem terminou a frase, a viu ir desfalecendo na sua frente e a segurou...