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Coração da Meia-Noite Quebrado

Coração da Meia-Noite Quebrado

Autor:: Ben Nan Yi Die
Gênero: Moderno
Em seu ateliê impecavelmente branco, Laura, estilista renomada, sentia a calma rara que o cheiro de tecido novo e café fresco sempre lhe trazia. De repente, uma notificação quebrou o silêncio: uma mensagem anônima com um link. Curiosa, ela clicou e o link abriu a transmissão ao vivo do prêmio de moda mais prestigiado. No palco, Sofia, sua estagiária, sorria ao lado de uma modelo. E no corpo da modelo, estava "O Coração da Meia-Noite", sua obra-prima, o vestido que ela guardava como o segredo mais precioso, a joia de sua próxima coleção. O choque a paralisou: aquele vestido deveria estar trancado em seu cofre pessoal. Como? Então Sofia pegou uma tesoura de alfaiate, e diante de milhares de espectadores, começou a cortar impiedosamente "O Coração da Meia-Noite". O som da seda sendo rasgada ecoou pelo celular de Laura; lantejoulas e cristais caíam como lágrimas. Sua alma era profanada. Mas o horror não parou por aí: a câmera focou na primeira fila da plateia. Lá estava João, seu marido e parceiro de dez anos, sorrindo e brindando com um investidor. A traição era tão explícita, tão descarada, que queimou mais fundo do que qualquer corte de tesoura. A voz dele, impaciente ao telefone, soava fria: "Laura, por favor, não seja dramática. É só um vestido. Pense no marketing que isso vai gerar!" Ele riu, uma risada calculista: "Negócios são negócios, querida. Ganhamos muito dinheiro hoje." O baque da ligação sendo encerrada por ele foi o estalo final. O amor, a parceria, tudo se desfez. Restou apenas a fúria congelada e uma sede implacável de vingança. Laura se levantou, os olhos antes cheios de paixão, agora ardendo em uma determinação mortal. Ela pegou o telefone novamente e ligou para sua assistente: "Clara, prepare o carro. Cancele tudo. Estou indo para o Prêmio Revelação. E leve as chaves do depósito principal. Temos trabalho a fazer."

Introdução

Em seu ateliê impecavelmente branco, Laura, estilista renomada, sentia a calma rara que o cheiro de tecido novo e café fresco sempre lhe trazia.

De repente, uma notificação quebrou o silêncio: uma mensagem anônima com um link.

Curiosa, ela clicou e o link abriu a transmissão ao vivo do prêmio de moda mais prestigiado.

No palco, Sofia, sua estagiária, sorria ao lado de uma modelo.

E no corpo da modelo, estava "O Coração da Meia-Noite", sua obra-prima, o vestido que ela guardava como o segredo mais precioso, a joia de sua próxima coleção.

O choque a paralisou: aquele vestido deveria estar trancado em seu cofre pessoal.

Como?

Então Sofia pegou uma tesoura de alfaiate, e diante de milhares de espectadores, começou a cortar impiedosamente "O Coração da Meia-Noite".

O som da seda sendo rasgada ecoou pelo celular de Laura; lantejoulas e cristais caíam como lágrimas.

Sua alma era profanada.

Mas o horror não parou por aí: a câmera focou na primeira fila da plateia.

Lá estava João, seu marido e parceiro de dez anos, sorrindo e brindando com um investidor.

A traição era tão explícita, tão descarada, que queimou mais fundo do que qualquer corte de tesoura.

A voz dele, impaciente ao telefone, soava fria: "Laura, por favor, não seja dramática. É só um vestido. Pense no marketing que isso vai gerar!"

Ele riu, uma risada calculista: "Negócios são negócios, querida. Ganhamos muito dinheiro hoje."

O baque da ligação sendo encerrada por ele foi o estalo final.

O amor, a parceria, tudo se desfez.

Restou apenas a fúria congelada e uma sede implacável de vingança.

Laura se levantou, os olhos antes cheios de paixão, agora ardendo em uma determinação mortal.

Ela pegou o telefone novamente e ligou para sua assistente: "Clara, prepare o carro. Cancele tudo. Estou indo para o Prêmio Revelação. E leve as chaves do depósito principal. Temos trabalho a fazer."

Capítulo 1

Laura, em seu ateliê impecavelmente branco, sentia uma calma rara. O cheiro de tecido novo e café fresco pairava no ar, uma combinação que definia sua vida. Como uma das estilistas mais renomadas do Brasil, sua marca, co-fundada com seu marido João, era sinônimo de luxo e inovação. O silêncio foi quebrado por uma notificação em seu celular. Era uma mensagem de um número desconhecido, contendo apenas um link. Curiosa, ela tocou na tela.

O link abriu uma transmissão ao vivo do "Prêmio Revelação de Moda", o concurso mais prestigiado para novos talentos. No palco, uma jovem estagiária de sua empresa, Sofia, sorria para as câmeras. E no corpo da modelo que a acompanhava, estava a obra-prima de Laura. "O Coração da Meia-Noite". Um vestido que ela levou seis meses para criar, cada bordado feito à mão, uma peça que guardava como seu segredo mais precioso, a joia da sua próxima coleção.

O choque inicial congelou Laura. Era impossível. Aquele vestido estava trancado em seu cofre pessoal no ateliê. Como?

A câmera focou em Sofia, que pegou um microfone.

"A verdadeira moda exige coragem" , disse ela, com uma voz falsamente humilde. "Coragem para destruir o velho e criar o novo" .

Então, o horror se materializou. Sofia pegou uma grande tesoura de alfaiate. Diante de centenas de espectadores e das câmeras, ela começou a cortar "O Coração da Meia-Noite". O som do tecido de seda pura sendo rasgado ecoou pelo celular de Laura. Lantejoulas e cristais caíam no chão como lágrimas.

Laura sentiu o ar faltar em seus pulmões. Sua criação, sua alma, estava sendo profanada.

Mas o pior ainda estava por vir. A câmera da transmissão mudou o ângulo, mostrando a primeira fila da plateia. Lá estava João, seu marido, seu parceiro de vida e de negócios. Ele não parecia chocado ou horrorizado. Ele estava sorrindo. Ele ergueu uma taça de champanhe, brindando com um investidor ao seu lado, enquanto assistia à destruição da peça mais valiosa de sua esposa. A traição era tão explícita, tão descarada, que queimou mais fundo do que qualquer corte de tesoura.

Uma fúria gelada substituiu o choque. As mãos de Laura pararam de tremer. Com uma precisão mortal, ela discou o número de João. Demorou a atender. Quando o fez, sua voz estava cheia de uma irritação impaciente.

"Laura? Estou no meio do evento, não posso falar agora. O que foi?"

A voz de Laura era baixa, quase um sussurro, mas carregada de uma calma assustadora.

"O vestido. O meu vestido" .

Houve uma pausa do outro lado da linha. Então, um suspiro de desdém.

"Ah, isso? Laura, por favor, não seja dramática. É só um vestido. Pense no marketing, na publicidade que isso vai gerar! Sofia está fazendo um nome para si mesma, e isso é bom para a empresa" .

"Você vendeu meu design" , ela afirmou, não perguntou.

A risada dele foi a resposta. Uma risada fria e calculista.

"Negócios são negócios, querida. Você é uma artista, não entende dessas coisas. Supera isso. Ganhamos muito dinheiro hoje" .

O som da chamada sendo encerrada por ele foi o estalo final. O amor, a parceria, os dez anos de casamento, tudo se desfez naquele instante. Restou apenas a vingança.

Laura se levantou. Seus olhos, antes cheios de paixão pela arte, agora brilhavam com uma determinação implacável. Ela caminhou até sua mesa e pegou o telefone novamente, mas desta vez, ligou para sua assistente pessoal.

"Clara, prepare o carro. Agora".

"Senhora Laura? Mas e a sua reunião das cinco horas?"

"Cancele", disse Laura, com a voz cortante. "Cancele tudo. Estou indo para o evento do Prêmio Revelação. E leve as chaves do depósito principal. Temos trabalho a fazer".

Capítulo 2

O carro de luxo parou bruscamente na entrada dos fundos do local do evento. Laura desceu, alta e imponente em seu terninho preto, o rosto uma máscara de frieza. Os seguranças tentaram barrá-la, mas recuaram ao ver a fúria contida em seu olhar. Ela não disse uma palavra, apenas caminhou pelos corredores como uma rainha marchando para a guerra.

Ela encontrou Sofia nos bastidores, cercada por bajuladores e jornalistas, ainda segurando a tesoura como um troféu. Ao ver Laura, o sorriso de Sofia vacilou por um segundo, mas logo se recompôs com arrogância.

"Laura! Que surpresa! Veio me parabenizar pelo meu... sucesso?"

Laura a ignorou. Seus olhos varreram o camarim, pousando em uma arara onde pendiam mais cinco peças. Cinco dos seus designs exclusivos, roubados e prontos para serem apresentados como parte da "coleção de estreia" de Sofia.

Sem uma palavra, Laura caminhou até a arara. Ela pegou o primeiro vestido, um modelo de veludo esmeralda, e rasgou-o de cima a baixo com as próprias mãos. O som do tecido se partindo silenciou o camarim.

Sofia gritou. "O que você está fazendo? Você ficou louca?"

Laura pegou o segundo vestido, um de organza delicada, e o encharcou com uma garrafa de vinho tinto que estava sobre a mesa. Ela se virou para Sofia, os olhos faiscando.

"Louca?", repetiu Laura, a voz perigosamente calma. "Eu estou apenas recuperando o que é meu. Ou melhor, destruindo o que você roubou".

Ela continuou, metódica e implacável, destruindo cada peça. Rasgando, manchando, desfigurando cada design que ela havia criado com tanto amor e dedicação. A equipe de Sofia e os jornalistas assistiam, paralisados, filmando tudo com seus celulares.

"Pare! Socorro! Alguém pare essa mulher!", berrava Sofia, seu rosto contorcido de raiva e pânico.

Foi quando João irrompeu no camarim, o rosto vermelho de fúria.

"Laura! Pelo amor de Deus, o que significa isso?"

Ele correu para o lado de Sofia, colocando um braço protetor ao redor dela, que começou a chorar histericamente em seu peito. A cena era tão grotesca, tão insultuosa, que Laura sentiu um riso amargo escapar de seus lábios.

"Significa que a festa acabou, João", disse ela, a voz gotejando desprezo. "Significa que você escolheu o seu lado. E agora vai arcar com as consequências".

Ela olhou para o casal patético à sua frente. Ele, o traidor. Ela, a ladra. Perfeitos um para o outro.

"Você não pode fazer isso!", gritou João. "Temos contratos, temos uma marca!"

"Nós tínhamos uma marca", corrigiu Laura, friamente. "Agora, você tem... ela. Boa sorte construindo um império com uma fraude".

O olhar de João mudou de raiva para um pânico mal disfarçado. Ele sabia do que Laura era capaz. Ele sabia que a alma da empresa era ela.

Laura se virou, ignorando os dois. No chão, em meio aos destroços, estava o que restou do "Coração da Meia-Noite". Com uma delicadeza surpreendente, ela se abaixou e recolheu o tecido rasgado. Ela o segurou contra o peito como se fosse uma criança ferida.

Ao sair do camarim, passando pelo corredor silencioso e chocado, uma memória a atingiu com força. O dia em que ela e João assinaram os papéis para abrir a empresa. Eles eram jovens, cheios de sonhos. Ele a abraçou e disse: "Seremos nós contra o mundo, meu amor. Sempre".

Lágrimas silenciosas finalmente escorreram pelo rosto de Laura, mas não eram de tristeza. Eram de luto. Luto por um amor que ela percebeu que nunca existiu de verdade. O homem que ela amava estava morto. Em seu lugar, havia apenas um estranho ganancioso e sem escrúpulos.

E ela iria destruir esse estranho.

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