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Corações Despedaçados, Almas Renascidas

Corações Despedaçados, Almas Renascidas

Autor:: Chen Muer
Gênero: Romance
Esta noite era o auge da minha carreira. O prêmio anual de arquitetura estava ao meu alcance, e meu noivo, Pedro, estava ao meu lado, sussurrando palavras de amor e sucesso. Eu me sentia a mulher mais sortuda do mundo, entregue a ele de corpo e alma, compartilhando cada detalhe do meu projeto inovador. "E o prêmio de Projeto Arquitetônico do Ano vai para... a Construtora Horizonte, pelo projeto \'Torres Gêmeas Paradiso\'!" Meu mundo desabou. Era o meu projeto, roubado, exibido na tela gigante enquanto os aplausos ecoavam. Olhei para Pedro, mas seu sorriso havia sumido, substituído por um olhar frio, e ele soltou minha mão. Sofia, minha "amiga" de infância, subiu ao palco de braços dados com ele. Eles se abraçaram, a imagem do novo casal poderoso. "Pedro? Sofia? O que significa isso?", minha voz saiu trêmula. Sofia riu, um som agudo e cheio de desprezo. "Significa que eu venci, Ana. Como sempre." Pedro me olhou como um inseto. "Você foi útil, Ana. Mas agora, não preciso mais de você." A dor me dilacerou. Não era apenas meu trabalho, era minha dignidade, meu amor, tudo transformado em uma piada cruel. "Nós... nós estávamos noivos", gaguejei, as lágrimas escorrendo. Ele riu e jogou o anel de noivado nos meus pés. "Foi um bom negócio. Considere como um pagamento pelo seu serviço." Eles se viraram, sorrindo para as câmeras, me deixando ali, quebrada e humilhada. Mas a dor se transformou em gelo. Eu não seria uma vítima. Lembrei-me de Lucas, o misterioso investidor, o "lobo solitário". Ele via através da fachada de Pedro. Eu peguei o telefone. Tudo o que eu tinha a perder, eu já havia perdido. Uma nova Ana, implacável, havia nascido.

Introdução

Esta noite era o auge da minha carreira.

O prêmio anual de arquitetura estava ao meu alcance, e meu noivo, Pedro, estava ao meu lado, sussurrando palavras de amor e sucesso.

Eu me sentia a mulher mais sortuda do mundo, entregue a ele de corpo e alma, compartilhando cada detalhe do meu projeto inovador.

"E o prêmio de Projeto Arquitetônico do Ano vai para... a Construtora Horizonte, pelo projeto \'Torres Gêmeas Paradiso\'!"

Meu mundo desabou.

Era o meu projeto, roubado, exibido na tela gigante enquanto os aplausos ecoavam.

Olhei para Pedro, mas seu sorriso havia sumido, substituído por um olhar frio, e ele soltou minha mão.

Sofia, minha "amiga" de infância, subiu ao palco de braços dados com ele.

Eles se abraçaram, a imagem do novo casal poderoso.

"Pedro? Sofia? O que significa isso?", minha voz saiu trêmula.

Sofia riu, um som agudo e cheio de desprezo.

"Significa que eu venci, Ana. Como sempre."

Pedro me olhou como um inseto.

"Você foi útil, Ana. Mas agora, não preciso mais de você."

A dor me dilacerou.

Não era apenas meu trabalho, era minha dignidade, meu amor, tudo transformado em uma piada cruel.

"Nós... nós estávamos noivos", gaguejei, as lágrimas escorrendo.

Ele riu e jogou o anel de noivado nos meus pés.

"Foi um bom negócio. Considere como um pagamento pelo seu serviço."

Eles se viraram, sorrindo para as câmeras, me deixando ali, quebrada e humilhada.

Mas a dor se transformou em gelo.

Eu não seria uma vítima.

Lembrei-me de Lucas, o misterioso investidor, o "lobo solitário".

Ele via através da fachada de Pedro.

Eu peguei o telefone.

Tudo o que eu tinha a perder, eu já havia perdido.

Uma nova Ana, implacável, havia nascido.

Capítulo 1

Ana estava no salão de baile do hotel mais luxuoso da cidade, seu coração batendo forte de ansiedade e felicidade. Esta noite era a noite mais importante de sua carreira, o prêmio anual de arquitetura. Seu noivo, Pedro, estava ao seu lado, segurando sua mão com um sorriso encantador no rosto.

"Você está linda, meu amor", ele sussurrou em seu ouvido. "E em breve, todos saberão que você é a arquiteta mais talentosa deste país."

Ana sorriu, sentindo-se a mulher mais sortuda do mundo. Ela amava Pedro com todo o seu coração. Ele era um empresário em ascensão, e ela, uma arquiteta cheia de sonhos. Juntos, eles eram o casal perfeito. Ela havia compartilhado todos os detalhes do seu projeto mais inovador com ele, um projeto em que ela trabalhou por anos, e ele a apoiou em cada passo.

O mestre de cerimônias subiu ao palco.

"E o prêmio de Projeto Arquitetônico do Ano vai para..."

Uma pausa dramática encheu o salão. Ana prendeu a respiração.

"...a Construtora Horizonte, pelo projeto 'Torres Gêmeas Paradiso'!"

O queixo de Ana caiu. Construtora Horizonte era a empresa de Sofia, sua "amiga" de infância. O nome do projeto era diferente, mas as imagens que apareceram na tela gigante eram inconfundíveis. Era o seu projeto, cada linha, cada conceito, cada detalhe inovador. Era o trabalho da sua vida, roubado.

Aplausos ecoaram pelo salão. Ana olhou para Pedro, confusa e com o coração despedaçado. O sorriso dele havia desaparecido, substituído por uma expressão fria e calculista. Ele soltou a mão dela.

Sofia, usando um vestido vermelho deslumbrante, subiu ao palco ao lado de Pedro. Eles se abraçaram. A câmera focou neles, o novo casal poderoso do mercado imobiliário.

Ana sentiu o mundo desmoronar. A humilhação era pública, esmagadora. Ela caminhou mecanicamente em direção a eles, que estavam nos bastidores recebendo os cumprimentos.

"Pedro? Sofia? O que significa isso?", a voz de Ana saiu trêmula.

Sofia riu, um som agudo e cheio de desprezo.

"Significa que eu venci, Ana. Como sempre."

Pedro olhou para Ana como se ela fosse um inseto insignificante.

"Ana, seja realista. Seu talento é bom, mas sem minhas conexões e a capacidade da construtora da Sofia, seus desenhos seriam apenas papel. Você foi útil, eu admito. Mas agora, não preciso mais de você."

Cada palavra era uma facada. A traição não era apenas profissional, era pessoal, profunda e cruel.

"Nós... nós estávamos noivos", gaguejou Ana, as lágrimas finalmente escorrendo por seu rosto.

"Ah, isso?", Pedro riu. "Foi um bom negócio. Você me deu as informações que eu precisava. Considere o anel como um pagamento pelo seu serviço."

Ele e Sofia se viraram e voltaram para o salão principal, de braços dados, sorrindo para as câmeras. Eles posaram com o troféu, a imagem da vitória e do sucesso, enquanto Ana era deixada para trás, quebrada e humilhada, na escuridão dos bastidores. A dor era tão intensa que ela mal conseguia respirar. Todo o seu amor, sua confiança e seu trabalho haviam sido transformados em uma piada cruel.

Naquela noite, Ana não chorou mais. A dor se transformou em um gelo que percorreu suas veias. A imagem de Pedro e Sofia sorrindo, celebrando sobre suas ruínas, ficou gravada em sua mente. Ela não seria uma vítima. Eles a usaram, a humilharam e a descartaram. Agora, ela os faria pagar. Isso não era mais sobre um coração partido, era sobre justiça. Era sobre vingança.

Enquanto repassava os últimos meses em sua mente, lembrando-se de cada reunião, cada conversa, uma figura esquecida surgiu em suas memórias. Lucas. Um investidor misterioso do mercado imobiliário, conhecido como o "lobo solitário". Ele estava presente em várias reuniões, sempre quieto, observando tudo com olhos penetrantes. Ana se lembrou de como ele uma vez questionou os números de Pedro de forma sutil, como seu olhar parecia ver através da fachada encantadora de seu então noivo. Na época, ela achou que ele era apenas um concorrente hostil, mas agora, uma nova possibilidade surgiu. E se Lucas soubesse? E se ele tivesse visto a verdade o tempo todo?

Ele era conhecido por sua reputação implacável, por derrubar gigantes corruptos. Ele era a única pessoa que poderia ter o poder e a vontade de enfrentar Pedro e Sofia.

Com uma determinação fria que ela nunca soube que possuía, Ana pegou seu celular. Ela encontrou o contato de Lucas, que conseguiu através de um antigo colega. Seu dedo pairou sobre o botão de chamada. Era uma aposta perigosa, uma aliança com um homem que todos temiam. Mas Ana não tinha mais nada a perder.

Ela respirou fundo e pressionou o botão. O som da chamada ecoou no silêncio de seu apartamento vazio. A sua antiga vida havia morrido naquela noite, mas uma nova Ana, mais forte e implacável, acabara de nascer das cinzas.

Capítulo 2

A voz do outro lado da linha era grave e calma, quase desinteressada.

"Lucas falando."

"Senhor Lucas, meu nome é Ana. Sou arquiteta. Eu preciso falar com você. É sobre Pedro e a Construtora Horizonte."

Houve um silêncio do outro lado. Ana podia quase sentir Lucas avaliando-a, pesando suas palavras.

"Onde e quando?", ele finalmente disse, sem rodeios.

Eles marcaram um encontro para o dia seguinte em um café discreto no centro da cidade. Ana passou a noite em claro, reunindo todas as provas que tinha, cópias de seus projetos originais, e-mails trocados com Pedro, cronogramas. Ela não iria para essa guerra de mãos vazias.

No dia seguinte, Ana chegou ao café e viu Lucas sentado em uma mesa nos fundos. Ele era exatamente como ela se lembrava, imponente e com uma aura de mistério. Seus olhos escuros a analisaram enquanto ela se aproximava, e ela sentiu um arrepio. Ele não era um homem fácil de ler.

"Sente-se", disse ele, sua voz tão calma quanto no telefone.

Ana sentou-se e colocou uma pasta sobre a mesa.

"Eu sei o que você provavelmente pensa de mim", começou Ana, sua voz firme. "Eu era a noiva ingênua de Pedro. Mas ele me usou. Ele e Sofia roubaram meu trabalho para ganhar aquele prêmio e fechar um contrato milionário com a prefeitura."

Lucas não demonstrou nenhuma surpresa. Ele apenas a observava.

"E o que você quer de mim?", ele perguntou.

"Eu quero vingança", disse Ana, sem hesitar. "Eu quero expor os dois. Quero que eles percam tudo, assim como eu perdi. Eu tenho os projetos originais, as provas de que a criação é minha. Mas eu não tenho poder para lutar contra eles. Você tem. Eu sei da sua reputação. Proponho uma aliança. Eu te dou as informações, as provas, tudo que você precisa para derrubá-los por dentro. Em troca, eu quero vê-los na ruína."

Lucas inclinou-se para a frente, seus olhos fixos nos dela.

"Isso é perigoso. Pedro tem conexões. Você está pronta para isso?"

"Eu não tenho mais nada a perder", respondeu Ana, com uma frieza que surpreendeu a si mesma.

Lucas ficou em silêncio por um longo momento, depois deu um leve aceno de cabeça.

"Está bem. Mostre-me o que você tem."

A aliança estava selada.

Alguns dias depois, Ana estava visitando o terreno do seu antigo projeto, o lugar que agora pertencia a Pedro e Sofia. Ela precisava de fotos e mais dados para Lucas. Foi então que um carro de luxo parou bruscamente ao seu lado. Pedro e Sofia saíram dele.

"Olha o que temos aqui", disse Sofia, com um sorriso venenoso. "A pequena arquiteta fracassada, assombrando o local do crime."

"O que você está fazendo aqui, Ana?", perguntou Pedro, com o rosto contraído de irritação. "Este é um terreno privado agora."

"Eu só estava relembrando o que vocês roubaram de mim", respondeu Ana, calmamente.

Sofia se aproximou, seu rosto uma máscara de falsa simpatia.

"Ah, querida, você ainda está nisso? Supere. Algumas pessoas nascem para vencer, outras para serem degraus. Você deveria se sentir honrada por ter servido a um propósito."

De repente, Sofia tropeçou em seus próprios pés, caindo no chão de forma dramática.

"Ai! Meu tornozelo! Ela me empurrou, Pedro! Ana me empurrou!"

Pedro virou-se para Ana, com os olhos injetados de fúria.

"Você está louca? Primeiro você nos persegue, agora está agredindo a Sofia?"

"Eu não toquei nela", disse Ana, mantendo a calma. A antiga Ana teria entrado em pânico, teria tentado se explicar, mas não mais.

"Você é uma mentirosa patética!", gritou Pedro, avançando em sua direção. "Você não passa de uma perdedora amarga. Você realmente achou que alguém como eu ficaria com alguém como você para sempre? Você foi apenas um passatempo conveniente."

Essa era a deixa que Ana esperava. Com um sinal discreto, dois seguranças enormes, contratados por Lucas, saíram de um carro estacionado nas proximidades. Eles eram leais a Lucas, não a Pedro.

"Segurem-nos", ordenou Ana, sua voz cortante como aço.

Os seguranças agarraram Pedro e Sofia, que ficaram chocados e sem reação.

"O que é isso? Você enlouqueceu? Soltem-me!", gritou Pedro, lutando inutilmente.

Ana se aproximou de Sofia, que ainda estava no chão, seu ato de vítima agora parecendo ridículo. Um dos seguranças a levantou com força.

"Você gosta de teatro, Sofia? Vamos ver como você lida com uma dor real."

A mando de Ana, o segurança deu um tapa forte no rosto de Sofia, que gritou de surpresa e dor.

"Isso é por roubar meu trabalho", disse Ana, friamente.

Ela então se virou para Pedro, que a olhava com uma mistura de fúria e incredulidade.

"E você", disse Ana, aproximando-se dele até que seus rostos estivessem a centímetros de distância. "Você achou que eu era fraca. Você achou que podia me destruir e sair impune. Esse foi o seu maior erro."

O segurança deu um soco no estômago de Pedro, que se curvou, ofegante.

"Isso é por me humilhar."

Ana pegou o celular, tirou uma foto dos dois, subjugados e humilhados, e enviou para Lucas com a mensagem: "Fase um completa".

Ela olhou para Pedro uma última vez.

"A partir de hoje, nosso noivado está oficialmente desfeito. Na verdade, ele nunca existiu. Foi tudo uma farsa, não é mesmo? Fique com sua cúmplice. Vocês se merecem."

Ela se virou e foi embora, deixando os dois no chão, sujos e derrotados. Pela primeira vez em muito tempo, Ana sentiu o poder em suas mãos. A vingança estava apenas começando.

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