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Corações Partidos

Corações Partidos

Autor:: Bank Brook
Gênero: Romance
A tela enorme da sala de conferências deveria exibir a apresentação do projeto trimestral, mas, em vez disso, fotos íntimas minhas foram expostas para todos. Eram fotos que eu só tirara para Pedro, meu marido, expondo meus momentos mais privados para parceiros de negócios e colegas. O silêncio chocado da sala logo se transformou em sussurros, olhares de pena e, o pior, de zombaria, enquanto Ana, a nova secretária, fingia desespero, arrancando o pen drive USB depois que o estrago já estava feito. Perdi o contrato, minha carreira estava em ruínas, e a humilhação queimava no meu rosto, enquanto Pedro, ao regressar, não me defendeu, mas me rebaixou diante de todos, culpando-me por seu egoísmo. Em casa, Ana vestia minhas roupas, sorrindo vitoriosa ao lado de Pedro, que me olhava com frieza, fazendo-me perceber que, após anos de devoção cega, eu era apenas um hábito, descartável. Naquela noite, assinei o divórcio que ele me dera na noite de núpcias, o mesmo acordo que ele usaria para me descartar como uma amiga inconveniente. Ele me forçou a comer um jantar picante, sabendo da minha gastrite crônica, ameaçando demitir minha melhor amiga se eu não o fizesse. A dor física em meu estômago era agonizante, mas a dor em meu coração era maior quando liguei para ele, e Pedro me recusou ajuda para levar Anna ao hospital por causa de um tornozelo torcido. Eu estava completamente sozinha no hospital, sem saber que estava grávida, e perdi nosso bebê. Eu era "nada" para ele, e, naquele instante, a Sofia que o amava morreu, libertando-me para uma nova jornada, em busca de quem realmente me amava há anos.

Introdução

A tela enorme da sala de conferências deveria exibir a apresentação do projeto trimestral, mas, em vez disso, fotos íntimas minhas foram expostas para todos.

Eram fotos que eu só tirara para Pedro, meu marido, expondo meus momentos mais privados para parceiros de negócios e colegas.

O silêncio chocado da sala logo se transformou em sussurros, olhares de pena e, o pior, de zombaria, enquanto Ana, a nova secretária, fingia desespero, arrancando o pen drive USB depois que o estrago já estava feito.

Perdi o contrato, minha carreira estava em ruínas, e a humilhação queimava no meu rosto, enquanto Pedro, ao regressar, não me defendeu, mas me rebaixou diante de todos, culpando-me por seu egoísmo.

Em casa, Ana vestia minhas roupas, sorrindo vitoriosa ao lado de Pedro, que me olhava com frieza, fazendo-me perceber que, após anos de devoção cega, eu era apenas um hábito, descartável.

Naquela noite, assinei o divórcio que ele me dera na noite de núpcias, o mesmo acordo que ele usaria para me descartar como uma amiga inconveniente.

Ele me forçou a comer um jantar picante, sabendo da minha gastrite crônica, ameaçando demitir minha melhor amiga se eu não o fizesse.

A dor física em meu estômago era agonizante, mas a dor em meu coração era maior quando liguei para ele, e Pedro me recusou ajuda para levar Anna ao hospital por causa de um tornozelo torcido.

Eu estava completamente sozinha no hospital, sem saber que estava grávida, e perdi nosso bebê.

Eu era "nada" para ele, e, naquele instante, a Sofia que o amava morreu, libertando-me para uma nova jornada, em busca de quem realmente me amava há anos.

Capítulo 1

A tela enorme da sala de conferências deveria estar exibindo a apresentação do projeto trimestral, o projeto pelo qual a equipe de Sofia trabalhou incansavelmente por semanas. Mas, em vez de gráficos e projeções financeiras, o que apareceu foram fotos íntimas dela. Fotos que ela só tinha tirado para uma pessoa no mundo: Pedro, seu marido.

O silêncio na sala foi absoluto, depois vieram os sussurros, os olhares de choque, de pena e, o pior de tudo, de zombaria. Sofia ficou paralisada, sentindo o sangue fugir de seu rosto. Cada foto era um golpe, uma humilhação pública que a desnudava não apenas fisicamente, mas em sua alma. Eram fotos de alta resolução, inconfundíveis. Seu corpo, suas expressões, seus momentos mais privados, expostos para parceiros de negócios e colegas.

Ana, a nova secretária, soltou um grito agudo e correu para o computador, fingindo desespero. "Oh, meu Deus! Como isso foi acontecer? Eu sinto muito, Sofia!" ela disse, com lágrimas falsas brotando em seus olhos enquanto arrancava o pen drive da porta USB. Mas o estrago já estava feito. As imagens ficaram gravadas na mente de todos.

Sofia sentiu o mundo desmoronar. Os parceiros de negócios, homens de meia-idade e conservadores, levantaram-se abruptamente, as expressões fechadas de desaprovação. Um deles olhou para ela com total desprezo antes de se virar e sair da sala, seguido pelos outros. O projeto, o contrato, tudo estava perdido. Ela foi forçada a se curvar, a se desculpar repetidamente, a humilhação queimando em seu rosto enquanto os executivos de sua própria empresa a olhavam com frieza.

Por doze anos, Sofia viveu uma mentira. Ela se disfarçou de "moleca", cortou o cabelo curto, usou roupas largas, tudo para ficar perto de Pedro, o herdeiro do Grupo Ferreira. Ela era sua sombra, sua companheira de fugas, a "melhor amiga" que todos conheciam e admiravam pela lealdade. Ninguém sabia que, por trás das portas fechadas, ela era a mulher que satisfazia todos os desejos dele, a esposa secreta que ele mantinha escondida.

Quando a família de Pedro o pressionou para casar, ele a propôs. Não foi um pedido romântico. Foi uma transação. "Case-se comigo, Sofia. Você é a única em quem confio", ele disse, e ela, cega de amor, aceitou sem hesitar. Para o mundo, ela continuou sendo a amiga leal. À noite, ela era sua esposa, mas apenas no escuro.

Tudo mudou com a chegada de Ana. Uma secretária desajeitada, problemática, que parecia um desastre ambulante. Mas Pedro, conhecido por seu temperamento explosivo, demonstrava uma paciência infinita com ela. Ele falava de Ana o tempo todo, de suas pequenas gafes, de suas histórias, com um sorriso que Sofia nunca recebia.

Agora, com as fotos expostas e sua carreira em ruínas, a última esperança de Sofia era Pedro. Ele estava em uma viagem de negócios e voltaria naquele dia. Ela esperava que ele a defendesse, que ficasse ao seu lado.

Quando Pedro finalmente voltou, ele não ofereceu apoio. Ele foi direto para a diretoria e, quando saiu, sua expressão era de fúria. Mas a fúria não era direcionada a Ana, que choramingava a seu lado, mas a Sofia.

"Você me envergonhou", ele disse, a voz baixa e perigosa, na frente de todos. "Por sua causa, perdemos o contrato com a M-Tech. Ana me contou que você insistiu em usar seu próprio pen drive. Que tipo de descuido é esse?"

Ele não esperou por uma resposta. "A partir de hoje, você está rebaixada. Vai cuidar do arquivo. Pense nisso como uma chance de refletir sobre seus erros."

Rebaixada. Humilhada. Exposta. Tudo em um único dia.

Sofia chegou em casa naquela noite, o corpo e a alma exaustos. A porta se abriu antes que ela pudesse pegar a chave, e Ana apareceu, vestindo um par de chinelos que eram de Sofia e uma camisa que era inconfundivelmente de Pedro, grande demais para ela. Atrás dela, Pedro olhava para Sofia com frieza. Eles pareciam um casal. Um casal de verdade.

Naquele momento, após vinte e quatro anos de perseguição incansável, desde a infância até aquele desastre, Sofia se sentiu completamente esgotada. A devoção cega, o amor não correspondido, tudo se transformou em cinzas.

Ela caminhou até a mesinha de centro, pegou a caneta e o acordo de divórcio que estava guardado em uma gaveta. Ela assinou seu nome no papel sem um pingo de hesitação. A Sofia que amava Pedro havia morrido naquela sala de reuniões.

Ela se lembrou da noite de núpcias. Pedro não a tocou. Em vez disso, ele lhe entregou aquele mesmo acordo de divórcio, já assinado por ele. "Não consigo dormir com uma amiga", ele disse, a voz casual. "Este acordo é só para o caso de eu precisar me livrar da minha família. Quando eu assumir o controle total, isso não será mais necessário."

Mas agora, ele era o chefe da família, e o divórcio nunca mais foi mencionado. Sofia percebeu a verdade dolorosa. Sua presença era apenas um hábito para ele. Se ela estava lá ou não, não fazia a menor diferença.

Ela colocou o papel assinado na frente dele. "Vamos acabar com isso, Pedro."

Ele nem olhou para o papel. Em vez disso, um som áspero saiu de sua garganta. Ele a agarrou pelo braço, a voz rude. "Onde você pensa que vai? Ana preparou o jantar. Você vai comer conosco."

A humilhação ainda não havia terminado.

Capítulo 2

Na noite de núpcias, o quarto estava decorado com flores brancas e velas, mas o ar era frio. Pedro, vestindo um roupão de seda, sentou-se na poltrona do outro lado do quarto, longe da cama. Ele não a olhou com desejo, mas com a praticidade de um CEO fechando um negócio. Ele jogou uma pasta sobre a cama. "Assine isso."

Era o acordo de divórcio. O nome dele já estava lá, em uma assinatura forte e decidida. "É uma formalidade", ele explicou, sem emoção. "Meu avô ainda está no controle. Isso é para garantir que, se algo der errado, possamos nos separar sem complicações. É para me proteger da família, não de você."

Sofia, com o coração apertado, lembrou-se daquelas palavras. Ela assinou, acreditando que era apenas uma salvaguarda temporária, um passo necessário para que um dia eles pudessem ser um casal de verdade. Ela nunca imaginou que o acordo seria usado contra ela, que a "amiga" com quem ele não conseguia dormir se tornaria tão descartável.

Agora, de volta ao presente, a dor daquela lembrança se misturava à humilhação do dia. Pedro a arrastava pela casa, ignorando o papel do divórcio sobre a mesa. A cena na sala de jantar era surreal. Ana, com um sorriso vitorioso, se desculpou novamente.

"Sofia, eu sinto muito pelo que aconteceu hoje. Eu não sei como aquelas fotos foram parar no meu pen drive. Eu me sinto péssima", ela disse, a voz cheia de uma falsa sinceridade que revirava o estômago de Sofia.

Pedro sentou-se à cabeceira da mesa, como um rei em seu trono. Ele olhou para Sofia com desdém. "Já chega de drama. O que está feito, está feito. Você deveria ter sido mais cuidadosa."

Ele não a defendeu. Ele não questionou como as fotos, que só ele tinha, poderiam ter vazado. Ele a culpou.

"Você foi rebaixada para o arquivo. Ana vai assumir suas responsabilidades anteriores na equipe de projetos", ele anunciou, como se estivesse falando do tempo.

Sofia sentiu um nó na garganta. Ela olhou para a comida na mesa. Todos os pratos estavam vermelhos, cobertos de pimenta. Moqueca com azeite de dendê, vatapá, acarajé. Pratos que Pedro sabia que ela não podia comer. Ela tinha gastrite crônica, uma condição que piorava drasticamente com comida picante. Ele sabia disso melhor do que ninguém.

"Eu não estou com fome", disse Sofia, a voz baixa e trêmula.

Os olhos de Pedro se estreitaram. "Você vai comer."

"Eu não posso comer pimenta, Pedro. Você sabe disso."

Ana interveio, com sua voz doce e venenosa. "Oh, eu não sabia! Eu preparei tudo isso porque sei que são os pratos favoritos do Pedro. Eu posso fazer outra coisa para você, Sofia, se quiser."

A oferta era uma faca disfarçada de gentileza.

Pedro ignorou a oferta de Ana. Ele se inclinou para a frente, a voz baixa e ameaçadora, para que apenas Sofia pudesse ouvir. "Sua equipe inteira trabalhou duro neste projeto. Eles não têm culpa do seu erro. Se você não comer esta noite, se não mostrar que pode ser grata pela hospitalidade de Ana, amanhã todos eles estarão na rua. Começando por Marina."

Marina era sua melhor amiga, sua confidente, que a apoiou por todos esses anos. Pedro estava usando a lealdade de Sofia, a única coisa que ele sempre disse admirar nela, como uma arma para torturá-la.

O olhar dele era impiedoso. Ele não estava brincando.

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