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Cores do destino

Cores do destino

Autor:: yassouza
Gênero: Romance
Em meio às ondas de Los Angeles, Dylan é um dos surfistas mais famosos e ricos da cidade. Criado apenas pelo pai após o misterioso desaparecimento de sua mãe, Dylan construiu uma vida aparentemente perfeita, mas solitária. Por outro lado, Estela é uma jovem artista sonhadora que vive com a mãe, Tália, e carrega traumas profundos que a impedem de confiar nos homens, resultado dos abusos que sua mãe sofreu do pai. Quando o destino cruza os caminhos de Dylan e Estela em uma noite mágica à beira-mar, o que parecia ser apenas uma breve atração torna-se algo muito mais profundo. Mas as forças que os unem são as mesmas que os afastam. Divididos entre o amor que começa a florescer e a complicada dinâmica familiar, Dylan e Estela terão que enfrentar seus medos mais profundos para descobrir se o amor deles pode realmente sobreviver às tempestades que os aguardam. "Cores do Destino" é uma história sobre segundas chances, sobre enfrentar os próprios demônios e sobre o poder transformador do amor, mesmo quando tudo parece conspirar contra.

Capítulo 1 Novos Horizontes

Era para ser a realização de um sonho. Estar aqui sempre foi a meta da minha vida, mas agora, tudo o que sinto é vergonha. Escutar esse canalha me humilhar na frente de todos por algo que não está sob meu controle, sempre me culpando pelos seus próprios erros... é insuportável.

Estela sentiu o calor subir pelo pescoço enquanto o som das palavras cortantes do seu chefe ecoavam pela galeria. A mesma cena, repetida tantas vezes, havia se tornado insuportável. O ar parecia pesar nos seus ombros enquanto ela segurava o pincel com força, tentando manter a compostura.

– Você nunca vai ser nada além de uma amadora, Estela! Se não pode lidar com críticas, talvez este não seja o seu lugar! – a voz dele reverbera pelas paredes da galeria, carregada de desprezo e frustração.

Respirando fundo, ela largou o pincel. O cheiro familiar da tinta misturava-se ao ar abafado da sala, trazendo um estranho conforto em meio ao caos. Seus dedos tremeram ao soltar a ferramenta que tantas vezes a acalmou.

– Você é completamente inútil, está me escutando? Já era pra esse trabalho estar pronto na minha mesa na semana passada. Não entendo por que ainda não recebi. Os clientes estão me cobrando, e você é uma incompetente!

– Roberto, entendo a sua preocupação, mas a criação artística realmente leva tempo. A arte é um processo que depende de inspiração e não pode ser apressado. – tentei explicar, mas ele me cortou.

– Já te disse que não quero saber de inspiração. Quero isso na minha mesa até o final da tarde! – Ele se virou e seguiu para sua sala, como se suas palavras não tivessem acabado de me cortar.

Sinto o sangue fervendo. Anos de humilhação, anos de cabeça baixa... tudo chega ao limite.

– Eu entendo que você está sob pressão, mas isso não justifica tratar sua equipe com desdém. Chamar os funcionários de incompetentes e xingar não é só inaceitável, é vergonhoso.

– Você acha que pode me ensinar a ser líder? – ele se virou, a expressão incrédula.

– Na verdade, sim. Liderança não é sobre gritar ou intimidar, é sobre inspirar e apoiar. A forma como você se comunica reflete a cultura da empresa, e a sua está completamente quebrada.

– Você não tem ideia do que eu enfrento todos os dias! – ele retrucou, a voz mais alta.

– E você não tem ideia do impacto que suas palavras têm em nós. Se não consegue tratar sua equipe com respeito, talvez o lugar errado para você seja aqui. O respeito é fundamental em qualquer ambiente de trabalho.

– Você está demitida! – ele gritou, quase sem controle.

– Então considere isso um favor. Alguém precisa restaurar a dignidade deste lugar. Boa sorte! – Sem esperar por uma resposta, peguei minhas coisas, sentindo uma leveza inesperada. Queria ter xingado aquele filho da puta de todos os nomes que ele merece, mas não. Eu não desço do salto, não na frente dos meus colegas.

O som dos meus passos ecoavam no chão de mármore enquanto eu saía da sala. Cada batida dos meus saltos parecia marcar o início de uma nova fase. A porta se fechou atrás de mim com um clique suave, e o peso nos meus ombros começou a se dissipar.

Sabia que não seria fácil, mas pela primeira vez em muito tempo, sentia que estava no controle do meu destino.

Estela estava em casa, ainda com a sensação de leveza após a discussão com Roberto. Sentada em sua pequena sala de estar, ela decidiu ligar para sua

melhor amiga, Marisol, para compartilhar a grande novidade.

– Alô? – a voz animada de Marisol atendeu do outro lado da linha.

– Oi, Mari, sou eu. – Estela disse, tentando esconder a emoção na voz. – Eu fiz o que precisava fazer. Pedi demissão!

Marisol emitiu um som de entusiasmo e alívio. – Estela, você não tem ideia de como estou feliz por você! Eu sabia que não podia continuar daquele jeito. E olha, você merece celebrar isso!

– Eu estou tão aliviada. – Estela respondeu, com um sorriso. – Mas estou me sentindo um pouco perdida, na verdade.

– Que nada! – Marisol disse, com a energia contagiante que sempre a caracterizava. – A vida é uma celebração e eu tenho um plano perfeito para nós. Fui convidada para um luau na praia hoje à noite e quero muito que você vá comigo. Vamos comemorar e nos divertir muito. Precisamos beber e festejar até não aguentarmos mais!

Estela franziu a testa, intrigada. – Luau? Na praia Paradise Cove Beach?

– Isso mesmo! – confirmou Marisol, visivelmente animada. – Vai ser incrível. A praia vai estar linda, e vai ser a oportunidade perfeita para nos distrairmos e começarmos uma nova fase. Você precisa ir, e eu vou garantir que seja uma noite inesquecível!

– Ah, Mari, parece maravilhoso. – Estela disse, já imaginando o cenário do luau e começando a se empolgar com a ideia. – Vou me arrumar e estar pronta.

– Perfeito! – Marisol exclamou. – Então é um plano. Vou passar aí mais tarde para te pegar e vamos arrasar!

Estela desligou a ligação com um sorriso no rosto, sentindo-se animada pela primeira vez em semanas. A perspectiva de uma noite divertida e descontraída com Marisol parecia a perfeita escapada do estresse recente.

Capítulo 2  Ondas e Desafios

O sol brilhava intensamente sobre a costa de Los Angeles, lançando reflexos dourados sobre as ondas que se quebravam com força contra as rochas. Dylan, com seu visual típico de surfista, estava na água, mas a confiança habitual em seu olhar estava ausente. A praia estava cheia de fãs e admiradores, mas ele mal percebia a presença deles.

As ondas hoje estavam mais desafiadoras do que o habitual. Dylan remava com força, tentando encontrar o equilíbrio entre força e técnica, mas algo parecia estar fora de sintonia. As ondas, que normalmente se moldavam perfeitamente sob seu controle, agora o desafiavam a cada momento. A cada tentativa, ele caía e mergulhava nas águas turbulentas, levantando-se para enfrentar outra onda, com a frustração visível em seu rosto.

– Merda! – ele gritou, batendo a água com o punho. – O que está acontecendo comigo?

Seus colegas surfistas lançaram olhares de curiosidade e preocupação, mas Dylan estava completamente focado na batalha com as ondas. Ele sabia que era apenas um dia difícil, mas a pressão era intensa. As expectativas dos patrocinadores, os olhos dos fãs e o peso do próprio sucesso começavam a se tornar um fardo. A ideia de falhar, mesmo que temporariamente, estava começando a corroer sua confiança.

Após outra queda, Dylan emergiu da água, ofegante. Ele nadou até a prancha e se sentou, olhando para o horizonte. O céu estava claro, mas a mente dele estava turva, cheia de dúvidas e frustrações. As ondas continuavam a quebrar, indiferentes ao seu estado emocional. O som das ondas e o grito das gaivotas pareciam intensificar a sensação de frustração que ele estava sentindo.

Dylan respirou fundo e decidiu dar mais uma chance. Levantou-se, remou com determinação renovada e encontrou a onda perfeita. Desta vez, ele estava em completa harmonia com o oceano. Suas manobras eram precisas e impressionantes; ele executava saltos e giros com uma fluidez e confiança que encantava todos ao redor.

Ele pegou a onda com uma graça deslumbrante, deslizando sobre a superfície com um domínio absoluto. As manobras radicais que ele realizou foram seguidas por uma série de manobras aéreas que deixaram a plateia boquiaberta. Cada movimento era perfeito, cada aterrissagem impecável. O público na praia aplaudia e gritava, maravilhado com a exibição.

Com a onda se dissipando, Dylan se levantou na prancha e olhou para a praia com um sorriso de satisfação. A multidão explodiu em aplausos e gritos, e a equipe de Dylan correu para a água para parabenizá-lo. Ele saiu do mar com a energia renovada e um brilho nos olhos, sabendo que havia recuperado sua confiança e mostrado seu verdadeiro talento.

Na areia, Dylan avistou seu primo e melhor amigo, Lucca, que estava animado e sorridente.

– Dylan, você foi incrível hoje! – Lucca gritou, correndo para cumprimentá-lo. – Que tal celebrarmos? Estou organizando um luau na praia mais tarde para comemorar. Venha!

– Com certeza! – Dylan respondeu, sorrindo. – Preciso ir para casa tomar um banho e relaxar um pouco antes do evento. Nos vemos mais tarde.

Dylan se despediu de Lucca e foi para casa, onde tomou um banho quente e relaxante. Ele se sentia revitalizado, não apenas pelo sucesso no surf, mas também pela perspectiva de uma noite divertida com amigos e família.

À medida que o sol começava a se pôr, Dylan voltou para a praia, onde o luau estava em pleno andamento. A atmosfera estava animada, com música, comida e luzes decorativas criando um ambiente acolhedor e festivo. Lucca estava animado, recebendo os convidados e garantindo que todos se divertissem.

Dylan se juntou ao grupo, celebrando sua vitória e apreciando a companhia dos amigos e familiares. O dia que começou difícil agora se transformara em uma noite memorável, marcada pela diversão, alegria e uma sensação de realização que Dylan não trocaria por nada.

Capítulo 3 Encontros Inesperados

A noite estava perfeita para um luau.

Dylan e Lucca estavam na praia Paradise Cove Beach, cercados por amigos, com música tocando e a brisa do mar refrescando o ambiente. As estrelas no céu brilhavam intensamente, e a fogueira no centro da roda de amigos iluminava o cenário com uma luz suave.

– Cara, essa noite está perfeita! – disse Lucca, com um sorriso largo no rosto.

Dylan assentiu, observando as ondas quebrando ao fundo. – Com certeza, só falta uma coisa... – Ele olhou para as garrafas vazias ao redor. – A bebida está acabando.

Lucca riu e deu um leve empurrão em Dylan. – Então vamos resolver isso. Vem comigo, vamos buscar mais.

Os dois se levantaram, deixando os amigos na praia, e foram até uma loja de conveniência próxima. Ao entrarem, as luzes brancas e o som do refrigerador quebraram o clima da festa, mas eles estavam focados na missão.

Enquanto pegavam as bebidas, Dylan notou quando a porta da loja se abriu novamente. Ele olhou de soslaio e viu duas garotas entrando, rindo e conversando alegremente. Ele parou de repente, os olhos fixos em uma delas. Lucca, percebendo, não conseguiu evitar um comentário.

– Fecha a boca, Dylan, senão a baba vai escorrer – provocou Lucca, tentando disfarçar o próprio interesse.

Dylan olhou para Lucca e percebeu que ele também estava encantado, fixado na outra garota. – Você também não está muito diferente, meu amigo.

As duas garotas, Marisol e Estela, entraram na loja com uma energia contagiante. Estavam tão envolvidas na conversa que não notaram os olhares que atraíam. Dylan e Lucca, com as bebidas na mão, perceberam que não estavam prontos para ir embora tão cedo.

– Vamos enrolar mais um pouco, Lucca. Esqueci de pegar... sei lá, qualquer coisa – Dylan murmurou, ainda sem tirar os olhos delas.

Lucca sorriu, entendendo a intenção. – Boa ideia. Deixa eu ver o que mais precisamos.

Eles fingiram procurar algo nas prateleiras, mas a verdade era que queriam ficar mais próximos das garotas. Dylan pegou um pacote de amendoins que nem precisava, enquanto Lucca fingia escolher um refrigerante.

Marisol e Estela notaram os dois rapazes se aproximando e trocaram olhares curiosos, mas continuaram conversando entre si. Estela, sentindo as bochechas esquentarem, evitou olhar diretamente para Dylan, mas sabia que ele estava ali, perto.

Os rapazes, não querendo parecer óbvios, decidiram voltar ao caixa, mas com um plano. Ficaram atrás delas na fila, apenas esperando o momento certo.

Quando chegou a vez de Marisol pagar, ela precisou informar seu CPF para a nota fiscal. O atendente confirmou: – Marisol... certo?

Dylan e Lucca trocaram olhares rápidos. Estela foi a próxima e o mesmo procedimento se repetiu.

– Estela, é isso? – perguntou o atendente.

Dylan sorriu discretamente ao ouvir o nome. Era tudo o que ele precisava.

As garotas terminaram de pagar e saíram da loja, ainda sorrindo e brincando. Dylan e Lucca as seguiram com o olhar até elas desaparecerem pela porta. Só então perceberam que estavam sorrindo feito bobos.

– Cara, a gente precisa achar essas garotas no Insta – disse Lucca, ainda atônito.

– Com certeza – concordou Dylan. – Mas por agora, vamos voltar pro luau. Ainda temos uma noite inteira pela frente.

O atendente, que observava a situação, olhou para os dois com uma expressão de quem sabia exatamente o que estava acontecendo. Dylan e Lucca pagaram pelas bebidas e saíram da loja, voltando para o luau com um novo brilho nos olhos.

A noite estava apenas começando, e a imagem das duas garotas ainda estava fresca na mente dos dois. O luau prometia ser inesquecível.

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