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DARK POSSESSION

DARK POSSESSION

Autor:: bella von tease
Gênero: Romance
Lana Devan entra em uma área perigosa quando cruza o caminho de alguém que não deveria. A jovem de personalidade excêntrica e quase sombria coloca sua curiosidade antes do medo e acaba despertando a obsessão da pessoa errada, e vai conhecer o quão intensa pode ser a possessividade de um mafioso. Agora ela tem mais alguém a temer além do seu cruel, impiedoso e implacável irmão, Stefan Devan.

Capítulo 1 PRÓLOGO

No enorme e pitoresco lar da família Devan, todos tem seus títulos de glória.

Dimitri Devan era o capô, ele fez grandes negócios em suas duas décadas e meia de poder, restabeleceu laços, expandiu as fronteiras do tráfico na Rússia e fez o nome Salazar se tornar maior do que jamais fora antes, e após sofrer uma grande decepção de sua grandíssima e bela esposa Hanna Salvatore, mais tarde Devan, conseguiu até mesmo recuperar as leis rígidas e opressores femininas que um dia foram dominantes na máfia, devolvendo a ela, a antiga essência do início do século XX.

Ele a deu perdão, o amor que sentia pela mulher a qual achava ser a mais extraordinária e fatal de todas não permitiu que fosse diferente, e de fato, ela era tudo aquilo, nunca deixou de ser. E o primeiro fruto do amor que das cinzas nasceu, veio ao mundo destinado a ser grande, poderoso e tão forte quanto sua linhagem antecessora, e assim foi.

Quando estavam tão admirados e orgulhosos do garotinho de nove anos que já mostrava todo seu potencial para o poder e liderança, uma faísca de vida deu sinal. E quando ela veio ao mundo, todo a alegria que sentiram se dobrou, mas com o passar dos anos, o brilho da garotinha tardia foi se apagando, se tornando algo cada vez mais opaco, até se destruir por completo e se tornar treva.

No lar dos grandes e poderosos, havia um fraco e insignificante, lutando todo dia para um segundo de visibilidade que poderia lhe dar a oportunidade de mostrar que em suas veias também corria o sangue da vitória e grandeza.

Sua busca por atenção a levou ao caminho errado, para as mãos de uma pessoa que vivia fora dos portões daquela enorme casa, alguém que tinha o mesmo poder e gênio sádico daqueles que com ela viviam, aí ela deixou de ser uma deles, para se tornar dele.

Ela sou eu, e ele...ele é a minha maldição.

Capítulo 2 I

LIGO O SOM NO ÚLTIMO volume, mexendo o corpo e os cabelos na batida da música. Naguine rasteja pelo colchão, a sua cor amarela é o único tom vivo que se destaca nesse quarto preto, fosco e escuro. É legal, nunca é difícil saber onde ela está por aqui.

Também é o único comido nessa enorme casa, além do quarto do meu irmão, que não segue o design do resto da casa, completamente revestido em branco e tons de bege, só que faz mais sentido ser assim, já que essa casa é um hospicio mesmo. É tão grande e clássica que chega a ser ultrapassada, é muito luxuosa, como viver em um castelo, pelo tamanho, pela arquitetura, decoração e pelo tipo de gente que vive aqui. Minha mãe sem dúvida séria a rainha, é o que ela realmente é, como é tratada pelo meu pai e os de mais. Meu pai, Dimitri Devan. O rei todo poderoso que vive pelas vontades de sua rainha má, bela e irresistível. Meu irmão seria o príncipe das trevas, louco para tomar o trono e governos a todos com punhos de ferro e mãos manchadas de sangue. E eu, não me considero alguém aqui, me acho diferente deles, em caráter e demais coisas, só que sem dúvida aos olhos dos outros eu seria a princesa, uma princesa rebelde, talvez eu fosse vista como alguém realmente relevante aqui se eu não fosse uma mulher.

Não posso não incriminar a minha mãe por isso, antes que ela traísse meu pai, há muitos anos atrás, as leis dessa merda de máfia eram mais brandas. Não que justas e feministas, porém, bem menos piores. Hanna Devan, ela tinha que ser ela mesma e mudar tudo isso. Claro que ela conseguiu o perdão dele, a um preço alto, só que esse preço nós mulheres que viemos depois estamos pagando até hoje. Simples, você era mulher, apenas não tinha muito poder se você não fosse uma boa manipuladora de maridos, devia obediência e fidelidade ao marido e depois do casamento, fazer uma tatuagem ridícula dizendo que você o pertencia.

Agora a coisa é mais em baixo, renovando as leis antigas, você se casa virgem, se um homem tiver interesse em você ele pede seus direitos ao seu irmão ou pai que agota são considerados seus donos até que tenha um marido e este homem se tiver seus direitos cedidos, pode e vai controlar cada passo seu. Depois do casamento a constatação de se você era ou não virgem, se sim, passe para o próximo nível, se não, morte. Depois a tatuagem, filhos e uma vida inteira de submissão, bem pior do que era antes. Torcemos para que o marido seja bonzinho, quase nunca é, porém torcemos, assim nos livramos das surras e punições sem consequência alguma para os maridos. E isso tudo, é culpa da minha mãe, e da minha madrinha Kelly também que deu uma bela ajuda, ainda sim, minha mãe é a maior culpada.

Só que para ela, isso tudo não é nem de longe um problema, afinal, ela está perdoada. E na sua visão, qualquer mulher tão esperta quanto ela, consegue se livrar de todas essas leis.

Hanna Devan tem o poder de driblar qualquer lei, fazendo de qualquer um seu fantoche, sempre foi muito manipuladora, controladora e claro, mentirosa. Como ser tudo isso sem mentir, não é? Uma mulher difícil. E mesmo assim eu amo ela, e sei que ela também me ama, ama meu irmão, meu pai, Kelly e os filhos dela, Kate e Alexander. O problema da minha mãe não é falta de amor, só priorizar suas conveniências acima de tudo, principalmente dos escrúpulos. E o pior é que Stefan é do mesmo jeito.

Stefan tem vinte e seis anos. É o pior homem que eu já conheci, controlador, cruel, sanguinário, tirano e capaz de qualquer coisa para ter o que quer. Aprendeu isso com mais pais, e conseguiu pegar de cada um o pior lado. Não sei se ele me ama, se ele tem ao menos essa capacidade que minha mãe tem, as vezes, raramente... penso que sim, só que depois logo vejo que não.

Paro a música que eu escutava quando ouço batidas na porta, abafadas pelo som alto.

- LANA! - ela abre a porta e me olha.

- Oi, mãe.

- O almoço está servido, e feche a porta antes de sair porque não quero essa cobra solta pela casa.

Reviro os olhos com o tom de desprezo dela para Naguine.

[...]

Bebo um gole do suco de morango enquanto mexo com a ponta do garfo na comida, totalmente entediada com os assuntos na mesa. Tráfico, cargas, armas, festas, dinheiro, dinheiro, dinheiro...e mais dinheiro.

- O salão já está pronto. Amanhã a cerimônia de posse vai sair exatamente como o planejado.

- Obrigado, mãe. Não quero falhas. - Stefan diz.

- Não terá. Fico muito satisfeito em te passar meu cargo ainda em vida, não tive tanta sorte com meu pai. Com a morte dele não houve cerimônia, e tive que tomar o cargo as pressas.

- E mesmo assim foi grandioso, meu amor. - Minha mãe sobre a mão de meu pai com a sua, acariciando e sorrindo para ele em consolo. Está alimentando o ego dele, que é enorme, diga-se de passagem, só que não deixa de ser verdade, meu pai sempre foi muito respeitado.

- E você como primeira dama. A Kate será tanto quanto, quando se casar com Stefan...- E mais uma vez este assunto é tocado aqui. A obsessão doentia que meu irmão tem por Kate, filha da Kelly, melhor amiga da minha mãe. Eles tem a mesma idade, e quando eu era criança, Stefan já estava obcecado por ela. Meus pais só fizeram alimentar esse sentimento nele, essa obsessão, e quem sofrerá com isso é ela que está apaixonado por outro demais para notar que meu irmão é doentio por ela.

- Ela nem sabe sobre isso e pode não querer se casar com Stefan. - E dizendo isso, consigo ganhar um olhar mais do que mortal do meu irmão. Stefan não pode me bater aqui e agora, e nem me jogar no porão. Só que se meus pais saírem e ele guardar esse rancor, ninguém poderá me salvar.

- Não vejo porque não. - meu pai defende, tomando um gole de vinho. E claro que ele não vê porque não, ele também consegue tudo que quer, ele quis minha mãe e conseguiu, pegou para si mesmo que ela amasse outro. E a história se repete, uma maldição de família, talvez. E novamente, a vontade da mulher não conta em nada. - Kate é solteira. - continua meu pai.

- Nem sempre se trata de estar ou não disponível, pai. Às vezes ela só não quer mesmo, eles se conhecem desde o nascimento, ela pode ver ele como um irmão.

- Lana, seu irmão será o capô. - minha mãe diz com todo orgulho e vitória. - Poderá ter Katherine facilmente se usar os meios, ela é uma menina boa e doce, vai se apaixonar por ele com facilidade. E a única irmã dele, é você. - Da ênfase.

Não amando outro...

- Cale a boca, Lana! - Stefan ordena, não pode, não manda, a palavra é sempre ordenar.

Idiota, querendo ou não, minha opinião aqui é a mais certa, eles só não sabem disso. E que relevância eu tenho aqui mesmo? Não sou a primeira dama, nem o capô e nem o futuro capô mesmo.

- Não fale assim com sua irmã. - Meu pai manda, o repreendendo com tom severo.

- Filha, você também tem que começar a se preocupar com isso. Não tem nenhum homem que tenha interesse? Um que seja bonito e tenha um bom cargo? - Minha minha mãe me questiona.

- Não tenho, mãe. Só que você com certeza tem.

Ela sorri. É, realmente tem e eu não vou perguntar, não quero saber de nada disso.

Revirando os olhos me levanto da mesa, esvaziando a taça de suco de uma só vez.

- Vou para casa da Kate, talvez lá alguém me escute.

- Tudo bem, querida. - Minha mãe concorda não dando a mínima para a minha alfinetada.

- Chegue antes do jantar.

Eu assinto a fala do meu pai e não olho para cara de Stefan para ver sua reação, apenas saio do local.

[...]

Encaro o caminho que passa rápido pela velocidade do carro, encostando a cabeça no banco de trás, eu penso em como será a minha vida. Agora que terminei o colégio, não sei ainda o que quero fazer. A melhor opção é ir para fora do país, fazer uma faculdade longe daqui antes que meus pais tenham a brilhante ideia de me juntar com alguém. Me dando de bandeja para alguém que oferecer o casamento mais conveninete.

Já estão nesse caminho, vi isso quando minha mãe tentou me jogar para Yuri, meu melhor amigo e filho de Ivan, um dos melhores amigos do meu pai. Por coincidência, também primo de Kate e Alexander. Yuri terá seu poder na máfia, sendo da terceira família mais importante, e isso já faz a cabeça da minha mãe por eu ser tão próxima dele. Só acho que ele não deve ser a primeira opção, ele pensa muito alto. Talvez acabe querendo me dar até para alguém fora da Salazar, uma máfia aliada para firmar alianças sólidas.

[...]

Sorrio para mensagem que recebi de Kira.

Festa daqui duas semanas, Lana.

Sabe que não pode faltar, nunca é o mesmo sem você no jogo da garrafa, os caras ficam loucos pra beijar você.

- Kira

Eu nunca falto em uma festa, não é como se eu tivesse algo para fazer.

- Lana

Meu corpo bate contra uma barreira dura, fazendo meu celular cair antes de mim que caio de bunda no chão.

Que merda!

- Não olha por onde anda, garota?!- a voz atinge meu corpo como se estivesse sendo emitida no meio do meu rosto, mas ainda estou no chão, tentando capturar meu celular.

- Porra. - Xingo, me levantando devagar, vendo de seus sapatos de couro polido brilhante até seus tornozelos cobertos pelos calça preta, subindo pelas pernas comprimidas e passando pelo volume no meio das pernas e parando no peitoral que é onde minha altura acaba, e para chegar meu olhar no seu, levanto o pescoço. - Foi mal.

- Foi péssimo. - diz de cima.

- Relaxa, intocável. - Meu dedo polegar esfrega a mancha de batom que deixei na camisa quando me choquei nela.

- Ah, ótimo! - Se afasta de mim com raiva pelo dano na camisa engomadinha.

- Quando entrar nessa casa, olha por onde anda, ou não entra mais aqui. - é só o que ele diz antes de entrar em um dos quartos e bater a porta com força.

[

....]

- Kate. - chamo. Eu não ia perguntar nada mas estou entediada, ela está ocupada demais falando com Bruno pelo netbook enquanto fico deitada no chão em cima do tapete felpudo no chão de seu quarto, encarando o lustre no teto.

- O que? - Pergunta e mesmo sem estar vendo ela direito sei que está com um sorriso no rosto, ouço o barulho dela digitando no computador.

- Qual é a do seu irmão?

- Como assim?

- Eu conheço ele a vida toda e ele nunca trocou mais de três palavras comigo em um mês. - Falo com a mão na testa.

- Então você está no lucro, meu irmão despreza as pessoas. Ele acha que elas não valem o tempo dele.

- Ele é esquisito. - Falo encarando minhas botas com minhas pernas erguidas para o alto.

- Ele é, nunca deixa eu me meter na vida dele.

- E ele tem namorada?

- Alexander? Namorada? - ri alto, me fazendo juntas as sobrancelhas. - Ele também acha que nenhuma das mulheres são boas o suficiente pra ele.

- E como vai se casar quando se tornar subchefe? A cerimônia dele é amanhã.

- Meu irmão não quer se casar, ele disse que é melhor ter suas visceras arrancadas do que ter uma mulher chata e entediante do lado dele.

Assinto com estranhamento, não sei nada sobre ele, mas ele parece mesmo o tipo de cara que diria algo assim.

- Nem meu irmão é assim.

- Pois é, meu irmão é estranhamento único. Aliás, por que está tão interessada nele?

- Eu gosto de coisas e possas esquisitas. Estava passando pelo corredor, ele me olhou como se eu tivesse lepra.

- Não se ofenda, ele olha assim para todos.

- Você tem medo dele?

- Não exatamente, ele adora implicar comigo mas não chega a ser assustador...só é irritante.

- Isso é legal. Ele não te bate e tal...

- Bater? Que tipo de irmão bate na irmã?

Sério sem mostrar os dentes, a olhando em silêncio. Eu sei que meus olhos não expressam a indiferença que meu sorriso tímido e explicativo transparece.

- Ah, Lana...- ela entende na hora, deixando o colchão alto e macio para se juntar a mim no chão. - Sinto muito, seus pais sabem?

- Não, eu não vou contar pra eles. Não contei a vida toda, acho que não iam acreditar agora. E ele não faz mais isso tanto.

- Cara idiota. - faz cara de raiva. - E se te consola, eu também tenho medo dele.

- Você é a pessoa no mundo que menos deveria ter medo dele.

- Eu não acho, se ele bate na irmã, o que não vai fazer com pessoas que não nada dele...

- Você não percebe, não é?

- Percebo o que?

- Nada não. - balanço a cabeça.

- Esse papo ficou muito pesado, vamos comer. - ela me puxa, fazendo com que eu fique de pé.

- Palha Italiana? - ergo a sobrancelha, ela sabe que é meu doce favorito, é só que eu gostaria de comer a vida toda. Balançando a cabeça com um sorriso, ela sai na minha frente.

_______________________________________

Passo pelo corredor do quarto de Kate a caminho do banheiro antes de ir embora, tem uma porta vermelha, última do corredor, que chama minha atenção.

- Não era assim antes...- digo a mim mesma. - Franzo o cenho, olhando a maçaneta dourada contratando com o vermelho. Muito tentador, volto três passos, tento abrir a maçaneta e praguejo ao falhar, vendo que está trancada. Óbvio que estaria. Pego um grampo do meu cabelo, colocando no trinco e forçando de diversas maneiras até abrir. Franzo os lábios em surpresa e admiração, achei que isso só funcionava em filmes.

Entro e encosto a porta, tem alguns varais um pouco acima da minha cabeça, com fotos polaroids penduradas sobre a luz de uma lâmpada vermelha. Estico a mão para pegar uma delas, é um animal peludo, a especie é irreconhecível pelo estado do cadáver, são só ossos, sangue e órgãos. Faço cara de nojo, todas fotos são desse tipo, com animais diferentes e alguma delas até de pessoas.

Doentio. E quanto mais eu olho...pior fica.

- O que faz aqui? - a voz dele chega em meu ouvido, em minha pele, em minha alma, estremecendo tudo. Não sou de sentir medo, mas é difícil nessa situação e ser pega no flagra por uma pessoa que usa esse tom tão mortal.

Ele com certeza não queria que seu segredinho sujo fosse descoberto.

Viro de frente para ele lentamente, girando na ponta da minha bota para encarar a face mais mortal que já vi na vida. Escondendo uma das fotos que peguei atrás de mim, eu movo a cabeça, fazendo uma das mechas rosa ir para trás com o balanço.

- Sabia que é feio bisbilhotar? - Anda até mim lentamente porém tudo parece muito rápido, é um cômodo pequeno, o espaço que nos distanciava era pouco e agora é nulo.

Em um movimento brusco ele arranca a foto de mim.

- Eu estava só....- mordo a bochecha, olhando ao redor sem mover a cabeça. - explorando o lugar. - sorrio forçado.

- A curiosidade matou o gato.

- E você gosta muito de matar eles. - olhando para cima, vendo as fotos de novo, não consigo evitar de descer o olhar para ele com reprovação. Não sou moralista mas tenho limites.

- Quem não iria gostar?

- Não de animais, louco. - Melhor palavra para definir o irmão da Kate, louco.

Não gostando muito do meu olhar, me joga na parede mais próxima, chocando minhas costas contra o concreto e me fazendo fechar os olhos pela dor. Seu corpo grande colocado ao meu, bloqueia minha passagem e qualquer possibilidade de fuga. Se as pernas dele não estivessem fechadas, eu daria uma bela joelhada.

- Cuidado, Lana. Os loucos podem matar. - Tem um canivete em baixo do meu queixo, sobre a pele quente do próxima ao pescoço.

- Meu irmão não ia gostar muito se você me matasse, ele é bem sanguinário, você sabe. - Abaixo o olhar, conseguindo ver a base do canivete em sua mão. Meu pescoço está erguido, tentando se esquivar do perigo.

- E onde está seu irmão agora? - Pergunta, passando a lâmina de leve no meu rosto, ele faz uma trilha suave pela minha pele do pescoço até chegar ao meu decote. Isso está ficando bem excitante...

- Boa pergunta. - falo baixo. - Você não vai me matar, não é? Eu não fiz nada de errado. - ergo as mãos para o alto em rendição.

- Acha que não fez? - Deixa claro que eu dei a resposta errada, descendo a lâmina com destreza pelo centro dos meios seios até chegar no decote profundo da camiseta, cortando um pouco mas meu sutiã é rasgado no meio.

- Essa roupa é nova, não corta. - Fecho os olhos, não posso ficar molhada, é nisso que eu que me concentrar.

- Ah, o que é isso? - Avalia meu rosto, seu olhar é quase demoníaco e eu vejo desejo nele. - Uma pitada de medo no rosto da menina corajosa. - Seu rosto está a milímetros do meu, nossas respirações quentes se misturam no ar.

- Eu não tenho medo.

- Menina corajosa. - ri. Pela primeira vez vejo ele exibir um sorriso, é lindo e sexy. O meu medo excita ele, e isso me excita.

- Tira a faca de mim se não eu cravo ela em você. - falo calma. Não sei como faria isso.

- Está irritada? Normal. A maioria das pessoas ficam nervosas quando tem objetos cortantes em sua pele.

Concluímos que não sou como as pessoas normais porque eu fui excitada.

- É normal ficaram nervosos quando seus medos estão prestes a serem expostos?

- Nervosismo é para quem tem medo, eu não tenho medo de nada. - diz olhando as fotos acima de nós.

- Que ótimo, eu vou ficar com isso. - pego outra foto. - E isso. - pego mais uma. - A Kate vai amar saber que o irmão dela é fotógrafo. - sorrio cínica.

Não vou contar para ela de verdade, mas é legal fazer ele achar que sim. Se ele está escondendo, é porque é um problema se souberem.

Rapidamente ele me puxa de volta, castigando meu corpo com outro baque. O lado da minha bochecha está colado na madeira fria da porta, enquanto eu sinto seu corpo contra minhas costas. Perto demais.

- Muito cuidado, bobinha. Ser irmã de quem é, não te livra de castigos severos. - A voz rouca e grave está perto do meu ouvido, sinto até seu hálito fresco contra meu ouvido, me causando arrepio da nuca até o fim da costas.

- E o que você faria?

- Não queira saber do que eu sou capaz, vai se assustar. - ele não sabe que eu posso gostar disso. - Eu fico com isso. - ele tira o polaroid da minha mão. - E você sai. - ele me empurra para fora e fecha a porta, me deixando do lado de fora, desorientada pelo que acabou de acontecer.

Capítulo 3 II

Fecho o livro, o deixando de lado, qualquer coisa que eu leia me lembra dele. Meu gosto para literatura não me favorece muito, terror com resquícios de romance, às vezes mais do que resquícios. Gosto do medo, é excitante, o medo da morte e misturado com a paixão só deixa tudo mais interessante.

Me pergunto porque Alexander Petrov é tão fascinado pela morte, aquele nível é fora do comum até para um mafioso. Me condeno por gostar da Áurea sádica dele, porque isso pode refletir negativamente em mim futuramente, ainda sim, não vou desistir dele, não até conseguir o que eu quero. Quero pelo menos uma vez, ter seu corpo por completo sem que ele se afaste. Quero tê-lo dentro de mim, me castigando com prazer e dor até que eu chegue ao ápice. Depois disso, ele que siga a vida e faça o que quiser.

Esse é meu desejo desde que senti seu corpo em minhas costas com meu rosto prensado na porta. Adorei o arrepio, o frio na espinha, o calor no meio das pernas que logo se tornou umidade. Por outro lado, a morte vem como consequência na missão de tê-lo , porque uma vez que eu deixar de ser intocada, meu futuro marido, seja lá quem for, vai pedir minha cabeça em uma bandeja de prata e vai conseguir. Isso não importa agora, vou viver o momento e correr atrás de satisfazer o meu desejo, porque o amanhã talvez não chegue e não é bom morrer com pendências e desejos não realizados.

Sei que ele também quer isso, eu vi e senti, ele estava atraído, excitado porém hesitando. Preciso que ele ceda e aceite que está desejando uma adolescente. Sorrio lembrando de ontem, foi um provocação.

_______________________________________

Minha cara fechada não esconde o quão é incomodo o olhar prepotente de Stefan. Mesmo de longe, sentimos como nossas energias não são compatíveis, nossos pais também vêem, só que ignoram isso. É assim há anos.

Ele está no palco do salão principal da mansão junto a Alexandre, meu pai e Gregory. Hoje é o dia de glória dele, onde poderá finalmente ter tudo que sempre sonhou: O poder suprimo e katherine.

Meus pais também estão felizes e isso me deixa algo próximo a estar conformada, gosto que eles estejam felizes. Eles estão colocando um monstro no poder, e eles sabem disso, Stefan vai ser muito pior que meu avô, Igor Salazar. Pior em caráter só que com certeza tão bom quanto ele como chefe. E para a máfia, ou melhor, os homens da máfia, isso que importa.

Quem sofrerá mesmo com tudo isso serão os inimigos e nós mulheres, e se conseguirmos ver a diferença entre o tratamento de um e outro, é um milagre.

- Hoje é um dia de renovação e evolução. Depois de mais de duas décadas no poder, eu entrego isso ao meu primogênito, Stefan Devan. - Meu pai começa, e todos aplaudem. Uns com mais gosto que outros. Minha mãe, Katherine e Kelly sentadas na mesma mesa que eu, bem próximas ao palco para ver de camarote a ascenção da nova geração da família, aplaudem aos sorrisos. Não evito revirar os olhos enquanto aplaudo com pausas leves, fazendo com que o som das minhas sejam uma afronta misturada as do salão que são rápidas e rítmicas.

Eu ganho o olhar de Stefan, e nos nos encaramos com olhos de sangue até que as palmas cesssem.

Gregory vai até o microfone, tomando o lugar de fala.

- junto a Stefan, a máfia terá um novo subchefe que estará ao lado do capô para nos levar ainda mais ao topo. Meu filho, Alexander Petrov.

- Meu pai fez um excelente trabalho. Mais negócios, nenhuma guerra e mais negociações do que nunca, as regras se tornaram mais rígidas e algumas foram renovadas para retomar a verdadeira essência primordial desta máfia. E eu irei superar isso, vou comandar tudo a pulso firme. Nenhum traidor escapará da minhas mãos e nenhum negócio irá falhar sobre a minha supervisão. Agora não existe perdão ou lugar para falhas. A morte será a punição para qualquer ato ilícito às minhas regras. E assim vamos ser os maiores do mundo. - Stefan finaliza o discurso.

"Retomando a verdadeira essência primordial desta máfia". Rio internamente, a opressão feminina é a verdadeira essência dessa máfia? Grande motivo de orgulho. Meus pensamentos cobrem o som das palmas até que eu volte a realidade.

- Lealdade... cumprimento das regras. Se cumprirem estarão na glória junto conosco, se falharem estarão na ruína. Nossos pais nos levaram até o céu mas levaremos vocês ao paraíso. - Alexander diz.

Chega finalmente a hora do juramento, a parte em que todas as famílias principais tem que passar pelo capô e subchefe para prometer lealdade com uma frase batida e ensaiada.

Vou até a fila que se forma e quando chega minha vez, paro em frente a Alexander.

- Me dê sua proteção e terá minha lealdade por toda vida. - A frase sai cortando minha garganta, soa como um gesto de submissão minha.

Ele avança um passo, coisa que não havia feito com ninguém e olha diretamente em meus olhos. A tensão é palpável e posso sentir meu corpo reagir a sua minina proximidade.

- Cumpra sua promessa e terá minha proteção para o resto da vida.

Forço meu corpo para o lado para fazer o mesmo juramento a Stefan.

_______________________________________

A aproximação, o ênfase na palavra e a energia palpável foram a prova que eu precisava para continuar lutando pelo que eu quero.

[....]

Olho no espelho avaliativamente a a roupa que escolhi para jantar. A minha mãe com certeza não perderia e oportunidade de fazer um jantar em comemoração aos novos chefes, infelizmente Kelly não poderá vir com Gregory, o que significa que o plano da minha mãe é passar o jantar todo sugestivamente empurrando empurrando Katherine para Stefan, vai ser muito menos implícito sem Kelly para mediar a situação.

- O que achou, Naguine? - olho para ela com um sorriso no rosto, a mesma só faz um chiado, colocando a língua para fora. Deve ser um sim.

- Lana, já está pronta? - Minha mãe abre a porta e entra, segurando a maçaneta só com o rosto para dentro do quarto e sua expressão morre ao ver minha roupa, soltando um suspiro, ela entra de vez. - Não acha que deve vestir algo mais... apropriado?

- O que tem de errado? Acha que está muito curto?

- Não, o comprimento não é o problema, meu amor. Acho que deve usar algo mais sofisticado para a ocasião, você já tem quase dezoito anos. Está se tornando uma mulher adulta e deve adaptar seu estilo a isso, não tem que mudar a cartela de cores, só o corte das peças...os complementos. - Desce o olhar do meu rosto até mais pés com coturnos de salto. - Você se veste assim há anos, não acha que deve mudar?

- Não. - falo direta. Eu gosto do meu estilo, das botas, das correntes, tons escuros e das mechas no cabelo, da minha maquiagem e não vou mudar isso.

- Tudo bem, mas por hoje, tenho algo para você. - Ela ergue o dedo, fazendo sinal para que eu espere um momento e sai do quarto. Meu olhar vai para Naguine que rasteja para baixo da cama e não demora para que minha mãe volte com um cabide na mão, onde um vestido vermelho de seda está pendurado.

- Só hoje, vista isso.

- Mãe.....

- Por favor. - Pede carinhosamente, me fazendo suspirar. É um vestido bonito, só não é nada eu.

- Usei isso quando era meus nova, tinha vinte e sete ou vinte oito anos. Me lembro que seu pai adorou, mandei fazer uns ajustes nele pouco tempo atrás, esperando pata te dar na oportunidade perfeita, e com certeza é está.

Me entrega o cabide e eu sorrio sem graça. Um dia não fará mal, já que ela mandou arrumar justamente para mim. Dentro do closet, enquanto me visto, me pergunto porque ela acha que essa é a oportunidade perfeita.

Pode ser por ser o dia de vitória do meu irmão, então por que ela comentou que meu pai adorou e deu aquele sorriso no final? Não qualquer sorriso, o sorriso que ela usa ao final de persuadir alguém a seguir um desejo seu com segundas intenções.

- Pronto. - falo saindo do closet.

- Você está perfeita, filha. - Me guia até o espelho, me fazendo olhar o tecido que desenha perfeitamente minhas curvas. Não posso negar que de fato, ficou muito bonito em mim.

- Agora troque de maquiagem, vou descer para recepcionar Kate e Alexander. - deixa um beijo em minha cabeça antes de sair alegre.

[...]

- E aí, já começaram? - Pergunto no

Caminho para mesa de jantar, tirando a garrafa de whisky da mão da minha mãe que estavam em pé, servindo a todos, ao que se podia notar, e viro-a, tomando direto do gargalo.

- Vamos esperar Kate chegar. E já disse para não fazer isso. - repreende, tomando a garrafa da minha mão.

- Achei que ia tirar essa tinta do cabelo, Lana.

- Não vou. - me senti na cadeira de frente para Alexander.

- Deixa, Hanna. - Meu pai intercede por mim, como sempre, fazendo com que minha mãe suspire frustração enquanto nega com a cabeça.

Mesmo que neste momento minha atenção esteja na reprovação da minha mãe, sinto seu olhar em mim.

- E aí? - o cumprimento com um movimento do queixo, pouco depois de o olhar movendo apenas os olhos e não a cabeça.

- E aí? - Faz o mesmo movimento, não soa tão natural, ele é meio velho para agir assim.

- Vejo que estão se dando bem. - E minha mãe não contém seu comentário exagerado, tomando seu lugar na mesa.

Penso em sibilar um "não exagera" mas não o faço, e todos tiram a atenção de mim quando Kate chega.

- Aí, me perdoem...me perdoem. É que Alexander me avisou de última hora. - Ela pede desculpas. - Boa noite.

- Finalmente. - pego a bebida do meu pai e tomo antes que ele perceba.

- Está atrasada. - Stefan reclama em alto e bom som, como sempre, todos nós temos que estar cientes da sua insatisfação.

- Chega de beber, Lana. - meu pai toma o copo vazio de mim, eu fui mais rápida em deixa-lo sem nada. - Boa noite, Kate, sente-se. - a cumprimenta.

- Estávamos esperando por você. - Minha mãe sorriso, ela está cheia de expectativas para essa noite. Hanna Devan está disposta a ser o cupido.

- Me perdoem mais uma vez, eu não achava o vestido.

- Está muito bem, venha. - Alexander a faz se sentar.

- Você está sempre impecável, katherine. - Stefan elogia.

- É só um jantar aqui, não precisa se arrumar tanto. Você sempre fica bonita com qualquer coisa.

- Lana tem razão, pela primeira vez no século. .

- Cretino...- sussurro.

- Obrigada, mas...você está diferente, Lana. De um jeito bom, está linda.

- Ah...- olho com reprovação para o vestido no meu corpo, me lembrando que é por conta dele que pareço tão diferente.

- Está vestida finalmente como uma mulher normal. - Stefan não perde uma oportunidade.

- E o que é normal para você, Stefan? - Alexander o questiona e eu franzo o cenho discretamente. Devo interpretar isso como uma defesa á minha parte? Um elogio a minha aparência habitual? Ou apenas uma vontande de contrariar meu irmão? Implicância de amigos, talvez.

- Qualquer coisa diferente do que ela use habitualmente.

- Estamos trabalhando em deitar o estilo de Lana mais elegante, seja gentil com a sua irmã, Stefan. - minha mãe responde, deitando meu sorriso morrer no rosto. Ela não gosta do jeito que ele me trata, meu pai tampouco, mas eles não sabem nem da metade disso. - E você está belíssima também, Kate. Deveria levar a Lana para fazer compras, algo mais...como isso. - gira o pulso se referindo a roupa da Kate.

- Gosto das minhas roupas, mãe.

- Fica sempre linda, filha. - sorrio sem mostrar os dentes pela carícia do meu pai quando corre a mão por mais cabelos gentilmente.

- Eu concordo, ela está linda assim mas prefiro ela com seu estilo próprio...ela é linda sendo ela. - Kate me defende, me fazendo sorrir.

- Pelo menos do outro jeito não parece a bonequinha de luxo.

- Ela era demais, colocava os homens em seu devido lugar. - defendo, é um dos meus filmes clássicos favoritos.

- E ela também não dizia tanta besteira com a outra roupa...- resmunga.

- Hanna, para que organizou esse jantar? - Kate quer saber.

- Uma maneira de aproximar mais vocês. Agora meu filho é capô, Alexander subchefe, e você e Lana tem que garantir o lugar de importância de vocês.

- Entendi. - Suspiro, esfregando as costas da mão. Já sabia que era isso, de qualquer jeito, ouvir com clareza é mais revoltante.

Sei que minha mãe sempre foi acostumada a ter todo poder que se pode imaginar, na Itália era intocável, filha do dono da maior organização de assassinos do mundo sobrinha do don da cossa nostra e do subchefe da máfia bennacci, e ela por si só, já se bastava, implacável. Chegando aqui, ela já não podia contar com as armas que tinha se não quisesse estragar tudo, então ela só podia contar com sua beleza e habilidade de manipulação.

Kate e eu...nós nascemos aqui. Nascemos nessas condições, nunca conhecemos um poder que fosse direcionado a nós por conta própria, pelo nosso legado, mérito, só temos o poder do nosso nome, nossa família.

E sei que minha mãe odeia isso, ela garantir que continuemos assim, por cima. E a única forma é continuar no mesmo nível, sendo do capô e subchefe, e claro, tendo as mesmas habilidades que ela, de manipular e mentir, por aqui implicitamente, as chefes seremos nós. Ela sempre tenta nos ensinar isso, mas eu não consigo ser assim.

Não quero ter coisas porque meu marido pode me dar, manipulando e mentindo, não quero fingir que está tudo bem. Quero poder bater de frente, conseguir o que quero porque enfrentei o obstáculo. Não quero ganhar escondido...

- O lugar de importância de Lana já está garantido.

Arregalo os olhos e pego a taça de suco que a empregada servia junto ao jantar enquanto todos conversavam.

- Uau...

- Hum, não sabia que estava comprometida. - Ele ri desgostoso no final da frase. Isso o incomoda...

- Ser capô e subchefe também implica em saber escolher pessoas próximas e de confiança para estar ao seu lado em matrimônio. - Meu pai comenta.

- E ninguém mais confiável do que nosso círculo, Petrovs e Devan. - Minha mãe agrega. Ela não está mais tentando disfarçar, está quase dizendo "Casem entre si".

- O Yuri vai passar por aquela porta com uma aliança, já que o casamento da Kate está garantido? - Pergunto com irritação, destilando deboche.

- Pense mais alto, meu amor. - Responde minha mãe.

- estão sabendo que meus pais vão para segunda lua de mel? - Kate desvia bruscamente do assunto, mais uma vez. Sem dúvida, De todos aqui ela é a mais desconfortável.

- Eles nos falaram sobre a viagem, vocês ficam aqui durante uma semana. - Meu pai disse definitivo, é uma ordem.

- Vinte e seis anos e ainda com medo de ficar sozinho em casa, criança aqui não sou eu. - Provoco Alexander.

Sorrio provocativa quando sua expressão se torna furiosa, por tão pouco...e Kate o contém, tocando seu braço antes que ele me responda.

- Não se preocupe...somos grandinhos. Eu estou pensando em viajar também...- Ela conta meio sem graça e com medo na voz por tentar contrariar meu pai. Sei que a viagem é com Bruno.

- De jeito nenhum, fiquem aqui, vai ser ótimo. - Minha mãe insiste.

- Você fica aqui, Katherine. - Stefan decreta.

- Família Devan, conhecido por sua insistência...mas não, obrigada.

- Não é um convite, Katherine. É uma ordem. Eu sou o capô e você uma subordinada, me desobedecer tem punição de morte.

Sua resposta surpreende a ela, e Alexander, mas nós, os Devan, não estamos impressionados, era uma atitude previsível.

- Vamos ficar, Kate. Eu tenho muitos jantares para ir e não posso ir desacompanhado. - Alexander intervém.

- É claro, eu tinha me esquecido....- abaixo a cabeça.

- E eu vou dar o fora...- Jogo o guardanapo que estava no meu colo sobre a mesa, afastando a cadeira e me levantando.

- Está na hora de criança ir para cama.

- Tem razão. - concordo com Alexander. - Mãe, vou dormir na casa do Yuri hoje, vamos assistir filmes de terror.

- Sozinha com ele?

- O que tem, pai?

- Que desonra.

- Desta vez não, Lana. Não é educado deixar as visitas. - Minha mãe me olha seriamente, indo com o olhar de mim até a cadeira, como uma orientação.

- Não vai, Lana.

- Mas pai...

- Você está sempre com esse garoto, pode ficar uma semana sem vê-lo.

Bufo, me sentando. Por cima dos cílios e a cabeça baixa, vejo Alexander afrouxar a gravata, visivelmente incomodado. Ao menos um ponto positivo neste jantar, ele vai passar um tempo na minha casa e eu vou ter todas as chances de conseguir o que quero.

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