Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Romance > DEPOIS DE VOCÊ.
DEPOIS DE VOCÊ.

DEPOIS DE VOCÊ.

Autor:: Coruja literária
Gênero: Romance
SINOPSE: Ela acreditava em finais felizes. Até que o amor da sua vida desapareceu. Clarisse era apenas uma garota sonhadora, frágil e cheia de planos quando conheceu Edgar, o único capaz de enxergar nela o que ninguém via. Mas a última noite deles foi também a última vez que ela acreditou em promessas. Um vídeo cruel, a rejeição da própria família e a sensação de abandono a transformaram para sempre. De menina inocente, nasceu uma mulher ousada. De coração partido, surgiu uma sobrevivente. Anos depois, ela veste máscaras, conquista olhares e sobrevive em um mundo de luxo, sedução e poder. Orgulhosa das cicatrizes que carrega, Clarisse não precisa de ninguém... até o destino colocá-la novamente diante dele. Edgar. O mesmo homem que partiu seu mundo. O mesmo que jurava amá-la. O mesmo que agora, no auge da própria ascensão, está prestes a descobrir que nem todas as feridas cicatrizam. Entre lembranças ardentes e mágoas sufocadas, um jogo de prazer, raiva e desejo começa. Ela já não é a mesma. Ele também não. Mas algumas chamas... jamais se apagam.

Capítulo 1 PRÓLOGO NARRAÇÃO EDGAR..

PRÓLOGO

Nunca imaginei que seria assim.

Cansado, irritado com as manipulações da minha família, eu aceitara um casamento que não queria.

Liana era perfeita aos olhos deles, linda, elegante, gentil... tudo o que esperavam de mim. Mas não despertava nada em mim.

Nenhum fogo.

Nenhum desejo verdadeiro. Apenas silêncio e obrigação.

E ali estava eu, naquela despedida de solteiro, prometida pelo meu melhor amigo como "uma última noite de diversão sem culpa". Ele dizia que era para celebrar a liberdade antes do casamento, com mulheres que realmente nos satisfaziam. Eu pensei que seria apenas diversão... mas o destino tinha outro plano.

- Cara, essa é a sua última noite de liberdade de verdade.

disse meu amigo, Carlos Eduardo, que abrevio a Cadu, com aquele sorriso largo de sempre, enquanto me empurrava para dentro da casa iluminada.

- Vai ser só diversão. Sem mentiras, sem culpa. Mulheres que realmente nos satisfazem, entende?

Balancei a cabeça, tentando me convencer de que seria só isso: uma despedida, nada mais.

Liana esperava por mim em outro lugar. Perfeita, impecável. Ela era linda, educada, exemplar... mas não despertava amor em mim.

O que eu sentia por ela era respeito, admiração e... uma responsabilidade silenciosa. Ela seria mãe dos meus filhos, a mulher que a família queria ver ao meu lado. Mas o amor verdadeiro... aquele eu já havia conhecido, e perdido por culpa deles. Mas nunca esqueci.

O infeliz do meu amigo, também era casado, com uma mulher exemplar, levado também pelo status, mas ao contrário do meu, o dele era um relacionamento aberto. A mulher o deixava livre, contanto que não explanasse suas diversões nas mídias.

Entre uma bebida e outra, música alta ele levantou.

- E agora... O prato principal.

Foi nesse instante que a porta se abriu.

Uma mulher de cabelos escuros, olhos negros e uma pele alva que nem neve atravessou aquela porta.

Mesmo com os efeitos de luz, meu mundo parou.

Ela estava ali...

Clarisse.

Os olhos escuros, profundos, me atravessando. O cabelo preto, longo, balançando levemente sobre as costas. Os lábios desenhados, marcantes. Tudo nela me atingiu como um soco que eu não esperava.

- Clarisse?

minha voz falhou, rouca, quase inaudível.

O amigo riu, percebendo meu choque:

- O que houve? Nunca te vi assim, cara. Relaxa, é só diversão.

Mas não era só diversão. Meu corpo reagiu antes da minha mente.

Cada memória da adolescência veio à tona: os momentos roubados, os sorrisos, os livros, as palavras que ninguém mais poderia entender.

Eu estava diante dela, adulta, deslumbrante, e ao mesmo tempo... impossível de alcançar.

Ela me reconheceu. Posou os olhos em mim, e naquele instante a respiração dela pareceu sincronizar com a minha.

Havia curiosidade, incredulidade, talvez até raiva.

- Ed...

começou, mas parou.

Não precisava dizer mais nada. Eu sabia que ela lembrava. Que sentia. Que tudo que passamos ainda vivia ali, intacto, entre nós.

Liana surgiu como um flash em minha mente, e senti o aperto do conflito. Sim, ela despertava algo em mim. Um respeito profundo, uma admiração silenciosa.

Mas não era amor.

O amor que eu senti... aquele estava diante de mim.

E naquele momento, bem na frente dela, cada fibra do meu corpo clamava por ela, lembrando que nenhuma outra mulher poderia preencher aquele vazio.

Carlos eduardo me deu uma cotovelada, sorrindo maliciosamente:

- Cara, não me diz que você esqueceu como se divertir? Ela está aqui para isso, meu irmão.

Meu amigo apenas riu, me dando aquele olhar cúmplice:

- Você conhece ela? Rsrs acho que a despedida vai ser mais interessante do que imaginei.

E eu sabia que ele tinha razão.

Só não sabia o que faria com minha vida depois dessa noite.

....

Capítulo 2 COMEÇO DE HISTÓRIA.

CAPÍTULO 01:

NARRAÇÃO DE CLARISSE:

Pra entender como eu parei ali... Você precisaria passar o que eu passei, viver o que eu vivi e sentir... Toda dor que eu fui obrigada a carregar.

Ninguém escolhe vender-se gratuitamente... Sempre há uma razão, seja ela pela dor ou por ambição.

E muitas vezes... Como no meu caso, sobrevivência.

E ver ele ali... De novo, trás a tona tudo que me fez ser o que eu sou hoje.

Mas pra entender isso, é preciso passar pelo momento mais difícil de toda a minha vida...

ANOS ATRÁS...

....

Eu cresci em uma cidade pequena.

Tão pequena que as pessoas sabiam quando alguém comprava uma cortina nova, ou se trocava a cor da porta da frente.

Minha vida inteira parecia caber dentro de três ruas principais: a praça com a igreja, a escola onde eu estudei e a padaria do seu Armando, que já me vendia pão fiado desde que eu era criança.

Sempre acreditei que meu futuro seria previsível. Eu me via trabalhando no comércio, talvez casando com algum rapaz da região, criando filhos que também correriam pelas mesmas ruas poeirentas. Até que uma reportagem mudou tudo.

Um jornal da capital decidiu vir até aqui.

Queriam mostrar como era a vida "tranquila" do interior, quase como se fôssemos um cenário esquecido no tempo. As câmeras mostraram nossas festas juninas, as crianças brincando descalças, e até entrevistaram alguns moradores.

No começo, achei engraçado ver minha cidade na televisão, mas logo percebi o que ninguém esperava: aquela matéria trouxe movimento, trouxe olhos de fora.

E, junto com eles... trouxe Marlon...

Ele chegou pouco tempo depois, com um ar diferente de todos que eu já tinha visto. Alto, bem vestido, o tipo de homem que parecia pertencer a outro mundo, não ao nosso.

Dizem que professores não deveriam mexer com os sentimentos das alunas. Mas eu não sabia dessas regras. Ou talvez soubesse e simplesmente não quisesse ouvir.

Quando ele entrou na sala pela primeira vez, se apresentando como o novo professor de literatura, eu senti algo que nunca tinha experimentado.

- Meu nome é Marlon.

disse, com aquela voz grave e calma.

- Espero que possamos aprender muito juntos.

Ele não parecia se esforçar, mas cada olhar dele tinha um peso diferente. Não era só o que dizia, mas como dizia.

Ele falava sobre livros como se estivesse revelando segredos guardados em cofres, e cada palavra dele parecia entrar em mim como uma chama que despertava algo novo.

Eu, que sempre tinha me sentido pequena, invisível, comecei a querer ser vista.

Por ele.

Naquela época, eu era apenas uma menina ingênua, cheia de sonhos. Não entendia que o mundo podia ser cruel.

Só sabia que havia encontrado uma espécie de sol em forma de homem. E eu queria me aquecer ali, sem pensar no risco de me queimar.

voltava das aulas com o coração acelerado, revendo cada detalhe: a maneira como ele segurava o livro, como os olhos dele percorriam a turma, como, às vezes, se demoravam um pouco em mim.

Bastava isso para eu acreditar que havia algo especial.

Na minha cidade pequena, onde tudo parecia igual todos os dias, Marlon era a novidade que incendiava meu mundo.

E, mesmo sem perceber, eu já estava me entregando a um destino do qual jamais conseguiria escapar.

Eu não conseguia parar de observá-lo. E naquele primeiro dia de aula, ele nos fez uma pergunta que mudou tudo:

- A cidade tem um belo exemplo de autores que saíram daqui para o mundo, foi por isso que vim dar aula aqui, eu escolhi isso, porque acredito que vocês tem potencial. Mesmo nessa cidade pequena, eu sei que você são grandes. Quantos de vocês já escreveram um livro?

Minha mão subiu sozinha, quase sem eu perceber. Era a única da sala que já tinha escrito algo, e senti o olhar dele sobre mim. Um olhar que parecia me desvendar por inteiro.

- Posso ver o seu livro, se você permitir?

ele perguntou, com aquela voz calma e firme.

Eu senti minhas bochechas corarem.

- Eu... não trouxe... mas posso trazer.

As outras garotas riram, assanhadas, comentando que também fariam para ele ler. Eu só fiquei ali, tímida, tentando controlar o coração que acelerava.

Os dias passaram, e ele começou a me notar mais. Em uma das aulas, duas vezes por semana, pediu para que eu ficasse na sala.

- Clarisse... Fique, por um momento.

Acenei e fiquei até a sala esvaziar.

- Você trouxe o livro?

perguntou, com aquele tom que misturava curiosidade e algo mais.

- Achei que você não tivesse interesse mais... mas trouxe...

respondi, nervosa. Tirei o livro da bolsa e entreguei a ele.

A capa artesanal chamava atenção: imagens envolventes, sensuais, que refletiam cada emoção que eu tinha colocado nas páginas.

- Um... romance.

ele disse, com leve surpresa.

Baixei o olhar.

- Não se preocupe.

ele continuou,

- o livro fica comigo, não espalharei nada.

Sorri, confiante, sentindo uma pontada de calor subir pelo corpo.

Com o tempo, percebi que os olhares dele eram mais intensos, atentos, observando cada gesto meu.

Não recebi meu livro de volta, mas tinha curiosidade se ele havia lido.

O passeio anual da escola, o tão esperado chegou. Tivemos apresentações de teatro, passeios pelos rios... e em um desses momentos, ele se aproximou.

- Você estava muito afastada hoje.

comentou.

- Eu não me enturmo muito com as outras.

respondi, timidamente.

- Já notei que você é diferente.

disse ele, e um sorriso se formou no meu rosto, involuntário.

- Eu li o seu livro.

completou, me deixando sem fôlego.

- Todo?

perguntei, incrédula.

- Não...

disse ele, com um sorriso.

- parei no momento em que Amélia revirou os olhos e suas pernas tremeram. Causaram reações físicas, tive que parar ... Você expressa muito bem os sentimentos, está de parabéns.

Meu rosto queimou. Meu Deus... ele... se masturbou lendo meu livro?

Olhei em volta; a maioria dos alunos já se afastava, restando apenas alguns próximos.

- Não quer nadar?

perguntou ele.

- Não...

menti, hesitante.

- Eu não sei nadar.

- Eu te seguro. Confia em mim.

disse, aproximando-se.

Seduzida, eu acenei e entrei na água, ao lado oposto dos outros. Assim que meus pés afundaram, tomei um susto.

- aí meu deus... Vou afundar.

Ele me puxou pela cintura, e o corpo colado ao dele fez meu coração disparar.

- Não vai, calma.

Fiquei tão nervosa, ele estava ali... Tão perto, podia sentir sua respiração, seu olhar intenso, quente.

O silêncio que nos tomava, era mais cheio de palavras do que qualquer outro silêncio.

- Só pensei em você enquanto lia aquilo.

murmurou próximo ao meu ouvido.

- Foi...?

perguntei, tensa, ansiosa.

Ele assentiu.

- Queria saber se era tão bom quanto lendo.

Meu corpo reagiu antes da razão. Cada gesto dele era intenso, provocativo... e eu não conseguia negar a atração.

O medo de alguém ver aquilo era grande, me causava nervosismo mas eu não queria parar... Não queria perder aquela química.

Eu nunca senti nada parecido.

Senti seu beijo em meu ombro, seus dedos estavam na alça do meu biquíne.

- posso?

Meu coração acelerou, olhei dentro dos olhos dele e acenei que sim.

Ele removeu uma alça e beijou meu ombro, meu corpo inteiro se arrepiou, joguei a cabeça pra trás sentindo meu corpo ferver.

Ele subiu os beijos pro outro lado removendo a outra alça.

Entorpecida, recebi seu beijo devorando o resto da minha sanidade.

....

Capítulo 3 NOS BRAÇOS DO PROFESSOR.

Sua língua adentrou minha boca quente, espalhando sua sedução, me fazendo pulsar.

Nunca senti meu corpo tão vivo, tanta ansiedade e tensão.

Meus seios estavam prensados em seu peito, e ele olhou em volta.

O volume de alunos distantes. O apito do lanche tinha sido acionado, eles saíram pra refeição nas mesas de piquenique do local.

Seu olhar voltou ao meu.

- Vem comigo...

Me afastei com ele até grandes pedras escondidas. Tinha uma cachoeira que caia como manto na água.

Passamos por ela, ele me guiava segurando minha mão, tudo era tão mágico. Tão perfeito.

Quando adentrando o manto d'água, ele me beijou de novo, segurando minha nuca.

Me deitou sobre uma pedra lisa e beijou meu pescoço expondo meus seios.

Senti tanta vergonha, meu corpo todo se retesou.

- você é linda...

Criei coragem e olhei pra ele que me olhava com tanto desejo. Como se fosse a mulher mais linda que seus olhos avistaram.

Ele voltou a me beijar, senti seu membro duro em minha barriga.

- Quer que eu pare?

Estava em chamas... Era tudo que eu queria agora. Era ser dele.

- Não, continua...

Sussurrei com o fio de voz que tinha, e então ele me tomou.

Puxou minha calcinha de lado e adentrou, deslizando pra dentro me fazendo perder o ar e ouvir seu rosnar delicioso, sair desejoso.

E eu me perdi com ele, me entreguei e fui dele...

Quando terminamos, ainda sem fôlego, ele pôs minhas alças no lugar.

- Precisamos voltar, vão sentir nossa falta.

Acenei concordando e voltamos, sua mão unida a minha até a gente ver a primeiras pessoas da escola e ele soltar minha mão e caminha na frente.

Tudo em segundos... Pareceu estranho.

Ele passou os braços pelos ombros de duas alunas da minha sala dizendo: Vamos votar? Está tarde meninas...

Meus pés pararam vendo as duas sorrirem pra ele tão dadas.

Peguei a toalha e enrolei meu corpo, uma confusão em minha mente.

Era como despencar de um conto de fadas.

Todos saíram das mesas, guardei meus pertences na bolsa e os alunos subiram na van que nos levaria de volta.

Ele estava lá, parado em frente a porta.

- Vamos, Clarisse.

Acenei e passei por ele, sentindo ser a mais estranha pessoa pra ele.

...

Os dias seguintes foram um misto de ansiedade e expectativa.

Tive que esperar dois dias pra vê-lo de novo na cidade, em sala de aula.

Cada minuto era uma tormenta silenciosa, cada olhar dele me aquecia por dentro. Até que finalmente, ele deu um sinal para que eu esperasse ao fim da aula.

E eu fiquei...

Quando a sala esvaziou, ele se aproximou :

- Como você está?

- Bem...

respondi, nervosa.

Ele se aproximou para me beijar, mas abaixei o rosto, surpresa e confusa.

- Por onde você estava?

perguntei, querendo entender a demora em falar comigo de novo.

- Dou aulas em outras escolas, não podia ficar.

disse ele.

- Eu... nunca fiz aquilo antes... achei que... foi especial.

confessei.

- E foi.

respondeu com firmeza, antes que continuasse, alguém entrou e nos interrompeu.

Era Melody, a pior garota daquela escola.

- Ops! Atrapalhei?

Ele foi rápido em fingir indiferença e disse:

- Seu livro está excelente, claro que vai pra sua nota, Clarisse, não se preocupe. Agora, já pode ir.

Acenei entendendo o seu disfarce e baixei a cabeça saindo da sala.

...

O resto do dia foi um turbilhão de sentimentos. Quando cheguei em casa, ao anoitecer, sentada em um balanço da varanda, um carro parou à minha frente.

O barulho chamou a atenção do meu pai que abriu a porta e saiu.

- quem é este? Conhece filha?

- É... Meu professor de literatura pai.

Era ele... Marlon, que desceu e cumprimentou meu pai, com educação.

- Me chamo Marlon.. é um prazer senhor.

Minha mãe apareceu sorridente, e meu coração apertou.

- O que minha filha fez?

Meu pai tão rígido, já me julgava a errada. Mesmo eu sempre sendo exemplar.

- Nada ruim, pelo contrário... Posso falar com ela sobre o livro? Estamos na semana do sarau escolar, é importante pra ela e pras notas.

perguntou.

Meu pai tentou resistir, mas minha mãe, que parecia entender o que estava acontecendo o conduziu para dentro. Esperançosa de ser um bom partido pra mim, nessa cidade tão pequena.

E então ele se aproximou de mim:

- Não vou sair assim. Sei que errei e só quero seu perdão.

- Você me fez senti usada...

disse, com a voz trêmula.

- Nunca usei você.

respondeu ele.

- Estava louco para te beijar. Não consegui esquecer aquele dia. Ainda estou.

Olhei em volta. Meu pai me mataria, ele nunca aprovaria um começo daquela forma. Sem pedido, sem permissão.

- Vem comigo até o carro, eles não vão notar.

Acabei cedendo, tão apaixonada. Boba.

Ele me conduziu até o carro. Um beijo rápido, intenso... e meu mundo girou.

...

- Você me deixa louco, Clarisse... Louco.

Meu corpo todo entrou em chamas, vivido.

Inclinei meu corpo pra frente e sentei sobre suas pernas, ele desceu o banco inclinando pra trás.

Meu corpo ondulava sobre o seu, sentindo sua ereção, os beijos dele era molhado, sua língua deslizava por meu pescoço, removendo meus seios e os chupando.

Nunca me senti tão desejada.

Ele era o homem que eu me entregava sem pudor... Que eu escolhi pra ter meu futuro ali, naquela cidade.

Pra ser o homem que eu queria pra minha vida. Pra ser dele pra sempre.

- Vira pra mim...

Mesmo confusa, obedeci, virei de costas e centralizei minha entrada, uma de suas mãos apertaram minha nádega, deslizei pra baixo e o senti entrar.

Não conseguia ver nada, além do painel do carro e sentir ele entrando e saindo de mim.

Ouvindo seus gemidos de satisfação.

Quando ele explodiu, me joguei sobre seu corpo, ele beijou meu pescoço.

- Você é tão minha Clarisse...

E eu era... Dele, toda dele.

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022