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DETALHES DE UMA PAIXÃO

DETALHES DE UMA PAIXÃO

Autor:: Nina Nalim
Gênero: Romance
Me chamo Patrícia. Sou morena, alta, peso 58 quilos e tenho vinte e um anos. Entediada com a mesmice da minha vida e da minha severa rotina, resolvi visitar os meus pais, que se mudaram para outra cidade, pois há tempos não os vejo. O que eu não imaginava é que essa viagem marcaria a minha história para sempre, com um encontro de uma grande paixão que passaria pela minha vida como um furacão.

Capítulo 1 DETALHES DE UMA PAIXÃO

Capa e Diagramação

Literato – Projetos Editoriais

Revisão - Verônica Sparr

Imagens por Pixabay: AnnaliseArt

Imagem da capa: iStock

Todos os direitos reservados

Nenhuma parte deste livro pode ser reproduzida ou armazenada em um sistema de recuperação, ou transmitida de qualquer forma, ou por qualquer meio, eletrônico, mecânico, fotocópia, gravação ou outro, sem a permissão expressa por escrito do autor.

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Agradeço primeiramente a Deus, por me presentear com a dádiva da vida. Depois, meus filhos, por entender minha ausência durante o

tempo que escrevia, minhas irmãs, pelo incentivo, mais jamais pode-ria esquecer de agradecer a meu esposo, marido e fiel companheiro Cláudio Vilas Boas pela dedicação e o carinho com que vem cuidado de mim, me apoiando nesta jornada que não foi nada fácil pra che-gar até aqui conciliando ser esposa, mãe, dona de casa e ainda traba-lhando fora de casa, além de escrever pelas madrugadas. Também tenho só a agradecer aos meus leitores, e amigos (as), jamais poderia esquecer do apoio, paciência de meus colaboradores, Hudson Cleyton, Verônica Sparr, Márcia Cândido que além de prima é

uma grande amiga.

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Dedico minha conquista a Deus o verdadeiro dono do Ouro e da Prata, Rei dos Reis, médico dos médicos, a quem merece toda honra e toda glória, sem Ele, nada eu seria. Tudo o que eu viera fazer, quero que seja de acordo com a sua permissão.

Capítulo 2 Detalhes de uma paixão

PATRÍCIA

Já eram seis e dez da tarde, a noite estava quase chegando, me perguntava se conseguiria, enquanto terminava de pintar as minhas unhas. Há um tempo estou querendo visitar os meus pais, porém, só de pensar na distância já me dava preguiça.

- Paty, eu vim me despedir - minha amiga disse quando chegou, e de repente uma injeção de ânimo surgiu. - Estou indo para o interior, perto de onde os seus pais estão morando. - Nesse momento vi uma luz no fim do túnel e não pensei em mais nada.

- Hum! Legal, Bambi, eu também quero ir! -Seu nome é Bárbara, mas sempre a chamei de Bambi.

- Paty, acorda, amiga - Bárbara me chamou. - Nunca vi alguém querer sair, jogada em cima de um sofá, se você realmente quer ir, está na hora de tirar esse traseiro do sofá e ir correndo se arrumar ou vamos perder o ônibus!

Me levantei e corri em direção ao meu quarto, peguei duas peças de roupa e coloquei numa bolsa, em seguida, saímos às pressas para o terminal de ônibus que, para a nossa sorte, tinha acabado de chegar.

Três horas depois

A viagem foi longa e cansativa, mas finalmente chegamos ao nosso destino. Bambi saiu um pouco antes de mim, eu segui no ônibus, e, apesar da distância, fiquei muito feliz por vir ver os meus pais, o único problema era que no domingo eu precisava estar em casa.

Assim que cheguei, a sensação foi maravilhosa. No dia seguinte, estava com meus pais recebendo a atenção e carinho deles, mas quando a tarde foi se aproximando, acabei esquecendo-me do horário do último ônibus, eu tinha que voltar para casa.

Quando me dei conta de que tinha esquecido, liguei para a rodoviária imediatamente para me informar. Estava atrasada e a hora de ir estava passando, me arrumei apressadamente na tentativa de conseguir o último embarque, porém, sem sucesso, por mais que eu andasse rápido, eu não conseguiria alcançar o ônibus, perdi o único meio de transporte disponível para me levar de volta para casa, e o caminho para voltar era muito longe da rodoviária.

Olhei para o relógio e percebi que estava muito tarde, merda! Se voltasse, ficaria difícil acordar às cinco e retornar para a rodoviária. 'E agora... O que vou fazer?'.

Então ali estava eu, em frente à rodoviária, sem saber o que fazer, até que avistei um hotel. E o problema foi resolvido, a melhor forma era pernoitar, pois dessa forma eu não perderia o ônibus. Sem alternativa, resolvi dormir lá, me encaminhei na direção do hotel. Assim que cheguei, fui direto à recepção pedindo um quarto.

O quarto no qual estava hospedada era bastante simples, não tinha uma televisão como também não tinha nada para fazer, a não ser dormir. Quando chegou o meio da noite acabei acordando e eventualmente perdi o sono, tudo era muito estranho para mim. Cansada de olhar para o nada, saí do quarto e segui para a recepção. Chegando lá, ouvi uma televisão ligada num volume baixo. Menos mal, poderia assistir televisão até que o sono voltasse, o melhor, era que parecia não haver mais ninguém acordado.

Reparei que no lugar tinha um jogo de sofá e mais duas poltronas, então, acomodei-me e comecei a ver a TV quando de repente ouvi um barulho, percebi uma porta se abrindo ao lado do balcão.

– Nossa, que susto!

'Meu Deus! O que é isso? Será que eu dormi e estou sonhando?'. Fiquei completamente hipnotizada com a beleza do homem, lindo e moreno, da cor do pecado. Me perguntei quem era aquele monumento, saindo por aquela porta e vindo em direção a mim. Juan Carlos Suares, o recepcionista do hotel. Fiquei sem reação olhando para aquele deus grego, parado à minha frente.

- Posso te ajudar? A senhora precisa de algo? - Juan perguntou, esboçando um leve sorriso. - Nenhum som saiu da minha boca, eu tentava falar, mas apenas gaguejava. Então ele falou novamente. - Moça, a senhora precisa de algo? Eu posso te ajudar?

- Não, obrigada! - respirei fundo e finalmente respondi. - Estou sem sono e como ouvi a televisão ligada, resolvi me sentar aqui e ficar até que o sono volte.

- Pode ficar à vontade. Meu nome é Juan, sou o recepcionista daqui, se precisar de algo, é só me chamar, estou de plantão essa noite e será um prazer te atender! - ele disse de maneira simpática, abrindo mais uma vez o seu lindo sorriso.

Respirei fundo e tentei me acalmar, parecia que eu nunca tinha visto um homem gostoso na vida.

- Ok, com certeza chamarei se precisar - respondi, olhando fixamente em seus olhos e em seguida caminhei até o bebedouro.

Peguei um copo de água e voltei para o mesmo lugar, me sentando bem em frente a ele. A partir desse momento, a televisão já não tinha mais importância para mim, eu não consegui prestar atenção em nenhum programa que estava passando. Que delícia!

Mesmo tentando disfarçar, ele continuava me olhando. 'E agora, o que fazer? Será que devo puxar algum assunto? E se eu estiver enganada, e não for nada do que estou pensando?'. A melhor opção era ficar quieta, na minha. 'Ai, que droga!'.

Nossos olhares já não conseguiam se desviar, ficamos por um tempo em silêncio, apenas nos encarando, porém os nossos olhos diziam tudo. Juan correspondia com a mesma intensidade, era visível a química que estava acontecendo entre nós, eu sentia seu olhar penetrante em minha direção, sem desvios.

Em um determinado momento, fortes calafrios, arrepios, percorreram todo o meu corpo, eu já não sabia o que era aquela sensação incrível, sensação que eu nunca tinha sentido antes. A sensação de ousadia, medo, satisfação e euforia era o que eu estava sentindo, coisas sem explicação. O sangue parecia passar em minhas veias a mil por hora, meu coração disparado parecia que ia saltar do peito, além das minhas mãos gélidas.

Já não conseguíamos disfarçar a nossa atração, de repente ele se levantou da recepção e caminhou em minha direção, sem tirar os seus olhos dos meus. Meu coração disparou e eu pensei: 'o que eu farei se ele vier falar comigo?'.

Mal conseguia respirar, tampouco falar, mas foi inevitável, ali estava ele, bem na minha frente. Abriu novamente aquele lindo sorriso, o qual parecia deixá-lo tímido.

- Posso me sentar com você? - ele indagou, e mais uma vez respirei fundo, sentindo o cheiro do seu perfume misturado com pura testosterona. Já com os hormônios à flor da pele, completamente rendida aos seus encantos, respondi baixo.

- Lógico que sim, fique à vontade. - Minha voz quase não saiu e então ele sorriu de lado, demonstrando certo nervosismo.

Dava para perceber que Juan estava sentindo o mesmo que eu, e que também tentava disfarçar.

- Como você se chama? - ele perguntou com a voz baixa e trêmula, sentando-se ao meu lado enquanto olhava para mim.

- Patrícia - respondi, com os olhos para baixo e o coração na mão.

Voltei meus olhos para ele, que me encarava com um jeitinho único. Neste momento começamos a conversar, mas a cada pergunta e resposta, eu sentia meu corpo praticamente chamando pelo dele. A noite foi passando, quando nos demos conta, o dia já estava clareando.

- Poxa! A noite passou muito rápido, eu não queria que passasse, mas que merda! Por que tinha que amanhecer logo agora?

Capítulo 3 DESPEDIDA COM GOSTO DE QUERO MAIS

Acreditava que depois que eu saísse daquele lugar, daquele hotel, não voltaríamos a nos ver, eu sentia algo estranho dentro de mim, para ser exata, um certo desespero.

Enquanto amanhecia, Juan me olhava com aqueles olhos bonitos que passavam uma expressão de ''não quero te perder'', o que me fazia ficar ainda mais triste. Apesar de estar fascinada por ele, jamais poderia esquecer os meus compromissos, e chegava a minha hora de ir.

Poucos minutos antes do embarque, Juan me chamou ao refeitório do hotel e, segurando uma das minhas mãos, ele me conduziu até a cozinha. Ela ficava no segundo andar, subimos as escadas e ele preparou um café rápido, pediu que eu fizesse a primeira refeição do dia ao seu lado.

Foram poucos momentos juntos, mas o suficiente para eu estar completamente apaixonada por aquele homem. Juan correspondia tudo com a mesma intensidade, então, chegou o momento tão temido por nós. Eu tinha que ir embora e já estava na hora do ônibus!

Me levantei da cadeira ao seu lado, abaixei a cabeça, respirei fundo com o coração partido e disse: - É, Juan, chegou a hora! Não posso mais ficar aqui com você, senão perco o ônibus. Foi um grande prazer te conhecer, espero que algum dia a gente se encontre por aí novamente.

Ele deu uma breve olhada para baixo, em seguida levantou os olhos, observando fundo aos meus, e, para me torturar um pouco mais, ele disse:

- Não!

- Hum? Não o quê?

- Não vai, fica mais um pouco, fica comigo! - ele repetiu.

Aquelas palavras definitivamente eram tudo o que eu queria ouvir, saindo daquela boca deliciosa, mas me mantive firme e respondi:

- Não posso ficar, realmente tenho que ir embora.

Segui à recepção para entregar a chave do quarto, já estava na hora do ônibus. Olhei para ele com um ar de 'não quero ir', com um forte aperto de mãos, ainda olhando em seus olhos, me despedi.

Na verdade, naqueles últimos segundos, eu o encarava com meus lábios em chamas, querendo aquele beijo ardente, tão ansiosamente esperado, desde o primeiro instante em que o vi, mas faltou coragem mútua, assim, nos despedimos.

Quando saí do hotel, ia na calçada, ouvi uma voz me chamando muito forte. ''Patrícia, Patrícia...'' Olhei para trás, o vi, Juan vinha correndo em minha direção. Antes que eu pudesse responder, ou no mínimo perguntar o porquê havia me chamado e o que gostaria de falar comigo, ele chegou ofegante, me tomou em seus braços, com a boca inteiramente na minha, sem sequer conseguir respirar direito. Foi nesse momento que finalmente pude sentir o calor da sua boca, dos seus lábios quentes, me beijando de maneira ardente.

Após sentir o seu corpo inteiro colado ao meu, perdi completamente a noção do tempo e do espaço, bem na hora em que o ônibus chegava à rodoviária, infelizmente, eu não tinha outra alternativa, realmente tinha que ir. Desprendi-me daquele corpo gostoso e daquela boca maravilhosa, ainda meio tonta com tamanha emoção, eu mal conseguia ficar de pé, fui deslizando minhas mãos na dele.

Fui deixando aquela paixão avassaladora, sem poder fazer nada. Corri um pouco até chegar ao ônibus, quando cheguei à porta, olhei para trás e lá estava ele, me encarando, praticamente pedindo para que eu ficasse. Ele não sabia, mas na verdade aquilo era tudo o que eu queria também, mas realmente eu precisava ir.

Entrei no ônibus, me sentando ao lado da janela, e enquanto o ônibus saía, Juan continuava a me olhar. Naquele instante me deu vontade de pedir ao motorista que parasse para que eu saísse correndo de volta para os seus braços, mas eu tinha plena consciência que não podia fazer tal ato, assim fomos nos distanciando até que eu não o vi mais.

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