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Dangerous Connectiion

Dangerous Connectiion

Autor:: ChristinaAL_
Gênero: Romance
Não é apenas o mundo do crime que eles têm em comum. Ambos são movidos pelo ódio e vingança. Ele luta para derrotar seu maior inimigo e se tornar chefe do crime de todo o Canadá. Ela deseja vingança pelo assassinato do pai e decidida, vai atrás dos rastros do suposto assassino. Ambos não se conhecem, mas possuem o mesmo propósito: acabar com o inimigo. Victoria recebe pistas do suposto assassino de seu pai e viaja para o Canadá, apenas para conhecer o terreno inimigo usando uma falsa identidade e daí, contra-atacar. Para Andrew, ela era apenas mais uma vadia que iria para sua cama, no final da noite. Quando o mesmo descobre que um mafioso americano está em seu território, fica possesso e faz de tudo para descobrir sua identidade. Mas nem tudo é como o planejado. Ela já não é mais uma vadia, ele já não é mais o inimigo. Unidos por uma armadilha, juntos eles se tornam fortes. Mas ainda tem um detalhe: Andrew não sabe que o mafioso, na verdade é uma mafiosa, a sua Victoria.

Capítulo 1 Reid

ATUALMENTE

O som que ecoava no ambiente era calmo.

As pessoas circulavam de um lado para o outro, cumprimentando se e sorrindo falsamente uns aos outros.

Dava para sentir o clima asqueroso que aquilo era, e o covil de cobras o qual eu me encontrava. James e eu já estávamos na escada que dava acesso, ao andar de baixo, onde ficava o teatro, local do evento. Olhei para o par de olhos castanhos claros ao meu lado, e o mesmo me passava segurança, sorri em agradecimento e respirei fundo, logo começando a caminhar. O salão, estava lotado, cheio de pessoas refinadas, seguranças, mafiosos e suas acompanhantes de luxo, toda a corja se encontrava ali.

O rapaz ao meu lado me guiou elegantemente, olhando de lado para James, percebi o quão confortável ele se encontrava naquele momento, parecia que ele já era acostumado com aquele tipo de coisa.

Retorno meu olhar para o salão, mas em seguida vejo um rapaz vindo em nossa direção, caminhando em passos largos e aparentemente nervoso, assim que ele nos vê, para no mesmo instante e nos observa.

Era ele, o Reid.

O meço de cima a baixo e, caralho como ele era incrivelmente lindo, devo confessar isto. Reid era alto, possuía belos olhos castanhos num tom esverdeado, loiro e tinha tatuagens que começavam por seu pescoço e notei que iam até suas mãos. Puta que pariu, porque logo ele, tinha de ser o assassino de Anthony?

Que homem, meu Deus!

James me dá um puxão disfarçado e, volto a caminhar. Passo ao lado do assassino de Anthony e lanço-lhe um olhar, dando um sorriso de lado, continuando assim minha caminhada até o salão e, juro que podia sentir seu olhar queimar minha pele.

Tento ao máximo focar meus pensamentos, no evento que acontecia em minha frente. Todos nos olhavam... Olhavam para mim. Percebo que os homens estavam hipnotizados e algumas mulheres boquiabertas. Fiquei um pouco desconfortável, mas o meu eu interior estava amando ser o centro das atenções, e isso fez com que eu me sentisse ainda mais poderosa....

Durante toda a festa, várias pessoas se dirigiam a mim, cumprimentava James e os outros rapazes. Já estava cansada daquilo tudo, de toda aquela atenção, queria um pouco de descanso, então resolvi dar uma volta pelo local e assim a acabei entrando na primeira porta que vejo, ao olhar para frente percebo quem se encontra lá e sorrio.

- Perdão, não sabia que já estava ocupado.- falo e ele olha para trás, sorri de lado e dá uma tragada em seu cigarro, sexy pra caralho.

- Relaxa, pode ficar a vontade.- diz ele e o agradeço, logo em seguida me apoio na varanda observando a cidade.

- Aqui é lindo não é mesmo?- falo tentando puxar assunto.

- É, tem uma bela vista.- responde e termina o cigarro, olhando na mesma direção.

O silêncio que se estendeu a seguir , durou por alguns minutos, que pareceram horas. Sentia o olhar dele em mim o tempo todo, e confesso que estava ficando constrangida, isso nunca havia me acontecido e estava me incomodando, não era para eu sentir essas coisas.

- Vai ficar aí só me olhando ou, vai me dizer o seu nome?- tento chamar sua atenção para outra coisa, e ele se assusta..

- Andrew, Andrew Reid- estende a mão- e o seu?- pergunta e aperto sua mão também.

- Victoria Palmer, prazer em te conhecer Reid.- minto meu sobrenome e o vejo engoli a saliva quando o chamo de Reid, interessante.

- Hm, desde quando participa de eventos como este?- pergunta e o encaro.

- Não participo, estou apenas fazendo companhia para um amigo.- digo.

- Você sabe que esse seu amigo veio para uma festa de socialites que fazem parte

do mundo do crime, não sabe? Como mafiosos, ladrões de banco...- ele diz e dou risada.

- É claro que sei, se não nem aqui teria pisado.- respondo.

- Então você gosta desse mundinho?- diz.

- Andrew Reid, eu gosto de muitas coisas. Mas, esta daqui não é uma delas, principalmente porque eu cago para esse povo, não sou puxa saco de bandidinhos de meia de tigela.- falo revirando os olhos.

- De onde você veio?- pergunta curioso.

- Venezuela, estou tentando ganhar a vida por aqui.- minto e sei que ele sequer acredita.

- Porquê será que não consigo acreditar em você?- mordo os lábios.

- Não precisa acreditar em mim, acabamos de nós conhecer Reid, sequer sabemos da verdade um do outro.- digo cada palavra observando cada reação dele.

- Não vou cair nesse seu joguinho, sei que tem alguma coisa aí, que não está de encaixando.- diz se aproximando.

- Joguinho? Tenho maturidade o suficiente para encarar as coisas, sem fazer joguinhos.- também me aproximo.

- Estou começando a pensar, que talvez você seja só mais uma vadiazinha acompanhante.- dou mais um passo para frente e passo a mão em seu rosto, descendo até o tórax.

- E eu aposto, que você está louco para comer essa vadiazinha aqui- falo baixo em seu ouvido- Mas hoje não é seu dia de sorte, ainda mais porque, você sequer faz meu tipo.- digo e vejo a raiva surgir em seus olhos.

- Olha...- o interrompo.

- Até em breve Reid, foi um prazer enorme te conhecer.- me despeço dele e saio daquele lugar satisfeita.

Um tempo depois, já estava novamente com James, e vejo o loiro sair acompanhado de seus amigos, um deles, Ryan vem até mim para se despedir. Havia gostado dele e ele de mim logo de cara, mas eu não poderia dar para trás só por ter sentido empatia por ele, o que estava decidido, estava decidido.

Ao dar meia noite, também me retirei deixando os rapazes para trás pois teria uma festa mais privada, a qual eu não tinha interesse nenhum em participar, meu corpo queria minha cama e apenas isso.

Dias depois

- Mais uma por favor.- peço ao barman e ele assente, me entregando mais uma cerveja.

Volto para a pista de dança balançando meu corpo conforme o ritmo da música, era agitada então eu pulava e me balançava pra lá e para cá. Era a segunda vez que vinha neste lugar, desde que cheguei em Vancouver e estava amando, tinha séculos que eu não sabia o que era curtir de verdade. Uma música sensual começa a tocar e deixo meu corpo levar com a sensação, jogo a cabeça para trás e vou balançando minha cintura, quando ergo meu olhar, na espaço vip vejo Andrew Reid me observando. Sorrio para ele e levanto minha cerveja em forma de cumprimento, e começo a dançar novamente. A música é lenta, e desço até o chão e subo novamente, jogo meu cabelo para o lado e passo a mão por meu corpo, faço esses movimentos enquanto vou mantendo o contato visual com ele, fecho os olhos por alguns segundos e ao abri-los, vejo que o loiro não se encontra mais no local.

Ignoro e continuo a dançar, mas lá no fundo, eu queria saber aonde ele se enfiou e com isto, acabo dando uma olhada rápida para os lados.

- Procurando por mim?- me assusto com sua voz rouca em meu ouvido, me arrepiado por inteira.

Capítulo 2 Pesadelo

Estava de bruços em minha cama, enquanto dava uma olhada rápida, em minhas redes sociais. Santana havia me mandado uma mensagem e, uma imagem anexada no bate papo e ri assim que vi do que se tratava. Ela estava no meio de dois caras super sarados, e cada um beijava sua bochecha, enquanto a mesma fazia uma cara de safada. Santana era uma amiga que havia feito no internato, com ela eu fazia minhas aventuras e aprontava muito... Continuei por stalkear mais algumas pessoas no Facebook e Twitter, mas aquilo já estava me dando tédio, nem jogar Paciência estava adiantando muito.

Quando estava quase pegando no sono, papai bateu na porta e entrou logo em seguida, completamente arrumado.

- Querida, eu só queria avisar que estou de saída e não sei quando irei voltar.- diz ele.

- Onde vai? Está um pouco tarde não acha?- pergunto e ele ri ao depositar um beijo em minha cabeça.

- Tenho negócios para resolver, pode ficar tranquila Victoria.- ele diz calmamente.

- Tudo bem, mas só tome cuidado Anthony.- peço-lhe preocupada.

- Prometo que volto para você filha.- papai diz e afaga meu cabelo e vira-se para sair.

- Pai, espera.- me levanto e vou até ele, e lhe dou um abraço.

- Minha princesa, eu te amo.- ele sussurra e um aperto surge em meu peito.

- Te amo mais papai.- digo ao sentir aquele aperto aumentando mais ainda.

- Volto logo.- diz ele e assinto, vendo ele sumir pela porta.

[...]

Ainda não havia conseguido dormir e fazia horas, desde que Anthony saiu com os garotos e mais alguns seguranças e nada. Estava realmente preocupada com ele ou melhor, com eles. O celular de Peter e só caia na caixa postal, Louis desligava na minha cara no primeiro toque... Não sabia mais o que fazer ou pensar, deveria ter pego o número de Stefan, James ou do Gabriel aí sim, eu teria notícias do papai. Tudo bem que ele vivia fazendo esses encontros para tratar de negócios, com outros mafiosos mas, no fundo eu sentia que algo estava errado, que tinha merda nisso tudo.

07:53 a.m.

E nada deles.

Sinto um calafrio subir por todo meu corpo e uma ânsia de vômito, sobe pela garganta mas por um tempo tudo fica tranquilo. Até que escuto barulho de motores e vou até a sacada, vendo apenas três carros passarem pelos portões.

O que aconteceu?

Assim que vejo Stefan sair de seu carro com Louis, saio do meu quarto. Desço as escadas com cuidado para não cair e quebrar a cara e no exato momento em que piso no chão da sala, os rapazes entram e assim posso notar o visual deplorável de cada um deles. Peter tem um corte na testa, e a boca machucada, Stefan e James não estavam diferente dele, Louis tem uma das pernas com um cinto amarrado, fazendo uma pressão para estancar o sangue e Gabriel tem hematomas por todo o rosto.

Procuro por Anthony, mas nenhum sinal dele.

- O que houve?- pergunto já temendo a resposta.

- Sofremos um ataque Victoria.- James diz obviamente, ele era o mais bruto de todos os garotos.

- Isso eu estou vendo seu idiota, mas quero sabe como? Vocês estavam com seguranças e...- Louis interrompe.

- Todos se foderam, até mesmo nós Vic.- diz Louis com a voz fraca.

- Vocês precisam ir ao médico ou algo do tipo, sei lá.- digo indo para mais perto deles.

- Somos criminosos Tori. Um pé no hospital e todos nós seriamos detidos ainda mais você, por ser filha do chefe e...- Gabriel se cala e num click, recordo que ainda falta uma pessoa.

- Onde está Anthony?- pergunto nervosa. Eles se entre olham, e aquilo me faz sentir um bolo subir na garganta.

- Vic, nem sei por onde começar.- diz Peter cautelosamente.

- Não enrola Payne!- falo alto e ele respira fundo.

- Foi uma emboscada Victoria. Marcaram conosco para fazermos um suposto roubo de cargas, mas quando estávamos no meio do caminho...-ele respira fundo fechando os olhos como se lembrasse de cada detalhe- Fizemos de tudo, mas não conseguimos. Eles tinham mais homens que nós, então um cara encapuzado lutou pra caramba com seu pai. Fizemos o mesmo com os outros que apareceram mas, tudo acabou quando o cara esfaqueou Anthony e longo em seguida...- ele respira fundo novamente, sem conseguir continuar a falar.

Já não seguro minhas lágrimas mais.

Não acredito que mais uma vez isto está acontecendo comigo.

- Peter... por favor, diz que é uma brincadeira de mal gosto do Anthony?!- digo desesperada.

- Sinto muito Victoria.- diz Stefan.

Tudo a minha volta entrou em lentidão, minha cabeça dava voltas e eu podia ver os rapazes falando comigo, mas eu não conseguia entender nada do que falavam. Quando sinto a realidade se chocar brutalmente contra meu peito, deixo um grito fugir de minha garganta, e caio de joelhos no chão. Fecho meus olhos, enquanto chamo por Anthony, enquanto grito seu nome. Aquilo não podia ser real, não agora que eu tinha meu pai ao meu lado.

Primeiro foi o Dylan, depois a mamãe e agora Anthony, meu pai. Meu corpo inteiro tremia enquanto lágrimas descem por minhas bochechas, soluços saiam altos demais e sentia me, cada vez mais fraca.

Vejo Peter ajoelhar-se ao meu lado e eu o abraço com todas as minhas forças, deixando minhas lágrimas molharem sua roupa por completo. Ele acaricia meus cabelos e beija minha testa devagar, tudo o que mais quero é ele aqui comigo, preciso vê-lo, saber que ele não se machucou e que está bem.

- Peter eu...- minha voz sai num fio falho e o rapaz me aperta.

- Shiiu... Está bem Vic. Tudo vai ficar bem.- e essas são as últimas palavras que acabo por escutar dele, antes de apagar por completo.

Pulo da cama de repente.

Meu peito sobe e desce freneticamente, e então me dou conta de que tive mais uma vez, este maldito pesadelo.

Onde revivo a pior noite da minha vida, e todas as vezes que ele se repete, a dor só parece aumentar ainda mais.

Após a morte de meu pai, passei por um período de luto o qual, eu sequer levantava da cama, brigava com Peter só de tentar me animar. Ali, eu havia desistido de viver pois, não tinha mais motivos para permanecer respirando, quando todos que me amavam havia ido embora deste mundo.

Com o passar dos dias, meu melhor amigo me fez acordar para a realidade, me fez enxergar que eu poderia me vingar do maldito assassino, que eu o faria pagar por ter feito aquilo. Por motivação do ódio, aqui estou eu no outro lado do país, buscando vingança pelo meu pai, pela minha família.

E não vou descansar até exterminar um, por um dos culpados pelo crime

Capítulo 3 Assalto ao banco

Andrew pov's

SEMANAS ANTES I

- Já podem entrar Andrew.- Charles diz pela escuta.

- Ok, estão todos prontos?- pergunto ao Ryan, Chris e Jasper.

- Sim.- eles respondem.

- Sigam como o planejado, e ouçam o que Charles disser.- repito mais uma vez, olhando nos olhos de cada um por baixo daquela máscara preta.

- Agora.- ele nos passa o sinal e assim entramos pela abertura de vidro, que forma uma pirâmide bem em cima do banco, da minha pequena cidade natal; BrantFord, aqui no Canadá. Não deveria fazer isso, mas, grana é grana e não caio fora quando o assunto é sobre. Jasper desce pela corda devagar, em seguida Ryan e eu fazemos o mesmo e assim que pisamos no chão, corremos sem muito alarde até o interior do banco. O local era pequeno mas era bem protegido, abrimos uma porta que daria no final do corredor e topamos com um dos seguranças de olhos fechados... Ficamos em silêncio por meros segundos, até ouvir ele gemer alto. O cara estava se punhetando na sala em que deveria fazer a porra da guarda. Caímos na gargalhada na hora e o segurança caiu da cadeira ao nos notar ali. Ele tentou ajeitar as calças, mas Ry deu um tiro certeiro em sua testa com rapidez, e o cara ficou estirado com o pau duro para fora.

- Punheteiro do caralho!- murmurei e Charles perguntou o que houve, Ryan disse que depois contava o ocorrido para ele.

Faltava apenas um corredor para chegarmos ao cofre do banco, então aceleramos nossos passos. Minha equipe e eu precisávamos desse assalto enquanto a maldita segurança temporária do Banco de Vancouver, não saísse da área. Hoje não seria o melhor roubo que faríamos, mas também não seria o pior, meio que seria o bastante para cada um levar em torno de cinco milhões e trezentos mil, mais ou menos nessa faixa.

- Andrew, me passa a senha!- disse Ryan e lhe entreguei o papel para ele e aguardamos durante três minutos, até ouvir o click de algo sendo destravado, olhamos um para o outro e sorrimos, já comemorando. Chris foi o primeiro a entrar no local, em seguida Ryan e eu, Jas foi último porque estava com os sacos dentro de sua mochila.

- Galera, vocês tem exatos cinco minutos, então agilizem.- Charles falou pela escuta.

- Pode deixar Anders!- falou Chris.

Rapidamente abrimos as gavetas com o cartão de acesso único o qual só o gerente tinha, e que foi clonado graças ao Chris. Nós nos dividimos dentro do pequeno recinto e fomos colocando o máximo possível de grana dentro dos sacos, até joias foram pegas, relógios caros e em especial uma tela que parecia ser das antigas... aquilo daria uma boa grana se vendido no mercado negro porque não tinha o certificado dela ali no meio dos outros pertences.

- Menos de dois minutos. Saiam daí agora!- Charles nos alertou.

Fechamos os sacos e saímos correndo pelos fundos. Jasper havia deixado um carro velho parado ali dando a entender que lata velha tinha morrido, para enganar os tiras caso algo saísse do controle. Em menos de um minuto todos os sacos estavam dentro do carro e, Jas saiu com a lata velha dali. Já os rapazes e eu, fomos para a van que Charles estava e saímos dali sem comentar nada, quando paramos no sinal, começamos rir e comemorar, afinal, tudo havia dado certo e com toda certeza iríamos comemorar ainda está noite, com certeza iríamos. Todos nós, nos encontramos no galpão que também tínhamos por aqui pelas redondezas, ao norte da cidade. Ali era um lugar praticamente vazio e o matagal ajudava no disfarce do galpão, onde era uma antiga cabana velha e abandona, deixamos o lugar com a imagem um pouco detonado para passar despercebido, afinal, não queríamos intrusos em nosso local de trabalho, não é mesmo? Guardamos todo o dinheiro do roubo em um quase porão improvisado e saímos do local rapidamente, porque ainda iríamos trocar de roupa e curtir numa boate, e claro, comer algumas putas. Afinal, merecíamos uma ou duas boas fodas, como prêmio do roubo lacrador da noite [...] Os garotos e já nos encontrávamos na área vip da boate. Cada um com duas ou três vadias. Eu havia acabado de foder uma no banheiro e logo pegaria mais outra. Charles estava tão louco que estava fodendo uma japa na nossa frente, esse viado do caralho fez isso só para poder pirraçar com a gente e juro que ele vai pagar por isso, pois irei comer três de uma vez com ele assistindo, amarrado numa cadeira para não fugir.

- Andrew caralho! O Jensen está aqui!- levantei num pulo quando Jasper disse.

- O que aquele filho da puta faz aqui?- perguntei irritado pra caralho.

- Eu não sei te responder mas, ele vem vindo direto pra cá.- virei para trás no mesmo instante e o otário do Jensen, se aproximava com aquela postura superior dele.

Como se esse merda fosse alguma coisa.

- Ora, ora se não é o ladrãozinho de banco e seus servos.- disse ele rindo. Revirei os olhos e cruzei os braços.

- O que você faz aqui Jensen? Pelo o que eu saiba, esse não é o tipo de lugar que você goste muito de frequentar...- sorri de lado, ao notar que ele se lembrou do ocorrido de alguns anos atrás.

- Não quero confusão Andrew, só vim lhe trazer um convite. Fomos até o seu galpão em Vancouver e estava tudo destruído, e lá era o seu ponto de negócio. Então me lembrei que você sempre vinha em BrantFord.- Jensen falou sério, e logo estendeu a mão com um envelope preto.

- Que droga de convite é esse?- perguntei ao pegar o envelope da mão dele.

- Uma reunião, na verdade está mais para uma festa. Todos chefes reunidos, para socializar com um novo traficante que vai chegar na área e...- o interrompo.

- Como assim novo traficante? Que porra é esta?- pergunto irritado. Como eu não fiquei sabendo daquilo antes?

- É o chefão de Atlanta, o maior. Ele está indo para Vancouver, por que pretende crescer o império dele por esses lados também. Entrou em contato com os empresários, e logo estará por aqui., disseram que o cara é muito foda.- diz ele e respiro fundo.

Mais um querendo invadir meu lugar.

Que porra!

- Quando vai ser essa festa?- digo muito mais irritado que antes.

- Daqui duas semanas, o endereço é só olhar. Agora se me der licença, tenho mais alguns comunicados para distribuir aos outros.- diz ele e vira para sair dali.

- Droga! Chris, trate de descobrir quem é o infeliz que está vindo pra cá, vamos todos pra casa agora.- falo guardando o convite, mas levanto a cabeça assim que me chamam.

- Reid?- encaro Jensen.

- O que você quer agora caralho!?- digo exaltado.

- Não é para fazer nenhuma besteira. Ordens são ordens e não trate de desobedece-las. Saiba que você tem apoio, mas caso faça algo, perde todos eles. Apenas pense nisso.- ele diz e sai de vez.

Eu balanço a cabeça e sorrio.

- Quem disse que eu tenho que seguir regras, de um bando de pau no cu?- falei sorrindo e os caras riram.

- Andrew? O que pensa em fazer?- pergunta Ryan.

- Ainda não sei Ry, mas aqui esse cara não manda. Vancouver é minha, é nossa e nenhum americano cuzão vai mandar naquela porra e isso eu garanto.- falei ao beber o restante da vodca, para sair logo daquele maldito daquele lugar.

Esse cara não vai mandar em porra nenhuma aqui, ou eu não me chamo Andrew Reid Murphy.

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