Olá, leitores! ❤️
Sou Diene Médicci, autora desde 2017, com mais de 60 livros publicados, explorando diferentes gêneros e histórias.
Espero de coração que você goste deste livro e aproveite cada capítulo. 📚✨
Enquanto estiver lendo, deixe seus comentários e compartilhe suas opiniões, teorias, surtos e impressões sobre a história. Adoro acompanhar o que vocês estão achando, saber quais personagens estão conquistando ou irritando vocês 😂 e conversar durante a leitura.
Quando chegar ao final, não se esqueça de deixar sua avaliação sincera. Ela é muito importante para mim e também ajuda outras pessoas a conhecerem meu trabalho.
Obrigada por escolher uma das minhas histórias. ❤️
Boa leitura!
ATENÇÃO! ESSE É O SEGUNO LIVRO DA SÉRIE, DONOS DO ASFALTO. SE VOCÊ NÃO ACABOU O 1 E 2, NÃO LEIA ESSE.
LIVRO UM: Dark Paradise 1
LIVRO DOIS: Dark Paradise 2
Capítulo 1
Após a Rebeca conseguir o que queria, se impondo e mostrando que não estava lá à toa, ela foi esticar a noite com o Pablo e os amigos dele, deixou todos para trás sem entenderem muito bem o que estava acontecendo, incluindo o Ramon, que só queria tirar ela de lá e conversar melhor, como se fosse fácil, ela apenas aceitar e confiar.
Ele voltou para junto dos outros, disse revoltado que ia embora e que não queria saber de nada daquilo. A Lara falou irônica:
- Deixa eu adivinhar, seu plano do anel deu errado? Por que vocês, homens, são tão previsíveis?
Ele disse, encarando o Noah profundamente nos olhos:
- É, eu só quero saber qual a m.e.r.d.a que está acontecendo aqui. Vocês dois eu até entendo, não é surpresa pra ninguém, mas ela? Isso não encaixa!
A Kim falou que eles tinham se entendido, relevando o mal entendido que o Noah causou. O Levi respondeu irônico:
- E por isso ela só te olhou com desprezo, como se você fosse uma laranjinha podre vertendo vermes a noite toda? Ahhhh, querida, essa história está muito mal contada!
O Noah falou, interrompendo:
- Eiii, deixa ela. Eu já falei com vocês, a Rebeca é da família e ela só precisa de um tempo, porque realmente não é como nós e erramos com ela. Muito!
- Todos aqui nesse clã, temos culpa, Estela, Lara, Ramon, Levi, nós dois também. Já passamos por muitas coisas juntos e eu nunca abandonei ninguém!
- Agora nós precisamos de vocês, da nossa equipe, somos família. É aí que a nossa história começa!
A Lara falou rindo:
- Não, desculpa, é que, se ela é família, tá rolando muito i.n.c.e.s.t.o! Eu vou embora, pra mim já deu, é um po.rre aguentar vocês sóbria! Ramon, vamos?
Ele disse sério:
- Já faz um tempo que não somos como uma família, tô fora! É pra valer.
Ele se aproximou da Kim, acariciando a barriga, falou:
- Você sabe que pode contar comigo, né? Sempre. Me dá notícias e se cuida!
Eles se despediram com um abraço, foram embora metade deles. A Kim falou que queria ir também, a Estela e o Ayres foram com ela. O Noah ficou sozinho com o Armando, bebendo, começaram a conversar e, cheio de curiosidade, o Armando fez perguntas, queria entender o porquê de a Rebeca estar lá de volta, como se fosse importante.
O Noah desconversou, disse que tudo aquilo que aconteceu antes foi um mal-entendido, coisa da Kim. Os dois foram pra outro lugar juntos, uma festa, a Kiara tinha ido embora e o Armando sempre ficava mesmo no hotel.
O Tato, após a morte da Julie, se aproximou muito da Rebeca, ele era meio solitário, assim como ela, e os dois eram duas pessoas tachadas de esquisitas, fora dos padrões. Foram pra uma balada e ficaram no camarote. Todo o tempo, o Pablo estava cercando a Rebeca, tentando agradar, conversando, pegando nela sendo afetuoso.
Ela não estava agindo como antes e disse, assim que chegaram na festa, que não iria mais ficar com ele, por causa do que ele fez ficando com outra. Ele disse que até era culpado, mas que nem tanto, pediu uma oportunidade para se redimir. Ela respondeu rindo:
- Talvez, como seria isso? Eu fiquei bem magoada, muitoooo!
Eles estavam em pé, conversando, encostados na sacada da área de fumantes. Lá embaixo, no estacionamento, o Noah estava chegando com o Armando e ficou olhando de longe. O Pablo respondeu, chegando mais perto dela, olhando no olho:
- Eu vou começar me desculpando, sinto muito por ter magoado você, eu errei. Te dei um presente, mas não é para te comprar, de forma alguma. Porque você não está à venda e, se estivesse, valeria muito mais!
Ela disse rindo, jogando o cabelo, fazendo charme:
- Entendi, muito mais. E aí?
Ele manteve o olhar fixo, foi acariciando sutilmente a coxa dela, subindo, passando pelo quadril, cintura, a segurou com firmeza, a virou de costas pra ele e continuou falando a puxando contra si:
- Quero ver você usando só o colar, e mais nada. Vou te dar um banho de hidromassagem, eu tô ligado que você gosta!
- Vamos tomar aquele champanhe rosé que você curtiu e depois, se você ainda não quiser fazer amor comigo, vou te levar pra jantar fora e te tocar por baixo da mesa, mas isso não seria um problema, suponho?
- Já que você gosta de ir devagar, e é assim que eu vou te tocar.
Ele estava com a mão na barriga dela, acariciando, abraçado por trás. Ela mordeu os lábios, estava imaginando aquilo tudo, foi ficando excit.ada, suspirando, fechou os olhos quando ele começou a falar no ouvido, dando beijinhos no pescoço.
Ele tirou as mãos dela, colocou na sacada, prendendo-a entre seus braços, deu uma risadinha saffada, olhou para os lados, continuou falando, prendendo-a, mas sem encostar:
- Vou deslizar minhas mãos por baixo do vestido, enquanto esperamos a bebida, só vou tocar suas pernas e te sentir arrepiada, você vai ter que conversar comigo porque não podemos ficar em silêncio, é claro, pode me contar sobre um filme ou sobre seus treinos, tanto faz, mas você não pode silenciar.
- Quando as bebidas chegarem, vou tomar um pouco e puxar sua calcinha para o lado, com certeza não será difícil, já que ela é sempre pequena e, particularmente, uma tentação pra mim.
- Vou te tocar com carinho, sutilmente, e não vou te penetrar, vamos sem pressa, né?
- Mas, se perder a fala ou der um mínimo gem.ido que seja, vou colocar meus dedos em você e te fazer ficar tão molhada que vai ser difícil terminar o jantar.
- Vou te dar um beijo e, se você g.o.z.a.r, vamos para o carro, no estacionamento mesmo, e vou te pegar lá.
Ela se virou, disse encarando ele, rindo, toda vermelha, constrangida:
- Para com isso! Não vai rolar. Quanta bobagem!
Ele deu risada e falou, quase beijando:
- Aposto que você está molhada, não é?
Ela se virou de costas, rindo, disse que talvez. Ele falou:
- Meu carro tá logo ali, se precisar de uma mão pra resolver isso, eu tô aqui.
Ela disse que ia voltar para dentro e falou debochada:
- Tenho duas mãos, eu posso me virar sozinha.
Ele respondeu, segurando ela pelo braço:
- Não, espera, olha o jeito que você me deixou, c.a.r.a.m.b.a, você é f.o.d.a. Dá um tempo aí. Tô durão.
Ela disse irônica, encostando ao lado dele:
- Hummmm, p.e.r.v.e.r.t.i.d.o! Que menino levado você é.
Ele deu risada, disse que ia levar ela pra sair no dia seguinte, só como amigos. Conversaram mais um pouco sem falar de s.e.x.o, marcaram de se encontrar depois do almoço no dia seguinte. Ele garantiu que faria uma surpresa, algo que ela nunca fez e nem era besteira, mas talvez perigoso.
Os dois voltaram pra junto dos outros, começaram a conversar com o Tato sobre motos. O Noah estava olhando de longe, encarando muito. Quando a Rebeca viu ele, falou para o Tato que queria ir embora. Ele também já queria ir, disse que ficou bolado de encontrar o Levi.
O Pablo chamou o motorista pra eles e tentou roubar um beijo na despedida. Ela disse séria que não estava mais interessada e que, se ele continuasse, nem amigos seriam.
Ao chegarem na casa da Kim, foram fumar mac onha no quintal, perto da piscina. Rebeca tirou os sapatos e deitou no chão, ainda com a roupa de festa. O Tato ficou deitado também, olhando o céu, comentou com ela que estava chateado por causa do Levi. Ela falou irônica:
- Aí, que triste, os dois querem se pegar e o que impede? Se você quer, eu lavo as minhas mãos. Não quero mais a amizade dele, e de ninguém. São muito mentirosos!
Ele disse pensativo:
- O Ramon está muito a fim de você e esse anel, será que foi um pedido de casamento? Namoro? O que ele disse quando te deu?
Ela falou rindo:
- Cara, eu tô ficando muito chapada, tá vendo aquelas estrelas ali? Mais pra direita? Não parece uma mulher grávida?
Ele disse que talvez, a gostosa da Kim, a rainha do Nilo. O Tato sempre elogiava a Kim para a Rebeca. Ela falou séria, revirando os olhos:
- O que ela tem de bonita, tem de ruim. Você sabia que pessoas bonitas demais saem impunes mais vezes? Das maldades que fazem?
- O Ramon é um deles, porque só faz m.e.r.d.a e eu me sinto péssima, mas aí eu lembro do quanto ele é gostoso e eu quero logo dar. E o Pablo, aquela bocaaaaa, e as coisas que ele fala, o beijo dele é tipo muito, muito bom!
Eles começaram a rir. O Tato falou:
- O quê? Vocês realmente se pegam? Você precisa me contar melhor as coisas, v.a.d.i.a! Até eu ia querer dar pra um homem daqueles, o Ramon, claro, porque o Pablo, não sei, tem alguma coisa que eu não gosto nele.
Ela falou curiosa:
- Como é? O s.e.x.o de vocês, homens com homens?
Ele disse que era muito de curtir o que vinha antes, os beijos, a pegação, o s.e.x.o oral e depois a p.e.n.e.t.r.a.ç.ã.o a.n.a.l, e que ele só gostava de homem que gostava de dar e comer também. Ela perguntou como se sabia que estava chupando bem. Ele falou:
- Você nunca pagou um b.o.q.u.e.t.e pra ninguém? Chupeta? P.u.n.h.e.t.a? Com quinze eu já tinha perdido a conta e eu pegava muita mulher também!
Ela disse frustrada:
- Nãoooooo, eu não sei fazer essas coisas, não faz nem um ano que perdi a virg.indade e dá pra contar nos dedos de uma mão quantas vezes fiz algo. Sei lá, a primeira vez conta?
- Com o Neto umas três vezes, uma com o Bento, traumática, horrível, e outra com o Ramon. Como que conta? Os dias, ou a pessoa, ou quantas vezes com cada pessoa? Tô confusa!
Eles estavam rindo muito, falando um pouco alto, e a Kim ouvindo tudo escondida da varanda. O Tato falou:
- Você pegou o Bento? Cara, por que acha que a Cacá ficou no meu pé? Ele era meio vir.gem, sei lá, ela queria me dar todo dia, não quero falar disso.
A Rebeca respondeu, se levantando pra tirar o vestido:
- Não vamos falar de coisas ruins. O que é ménage? Você já fez isso? Como é?
Ela entrou na piscina de calcinha e sutiã. Ele falou:
- Ahhhh, é tipo três pessoas, o Levi, eu, a Julie. Falando assim parece bem constrangedor, olha só, vou simplificar, mulheres têm dois lugares pra fazer e homem um, e a boca, poxa, mulher tem três, sortudas. A gente chupa, se toca e dá pra fazer DP!
Ela ficou quieta, prestando atenção, levantou os ombros, tipo "não sei". Ele foi sentar mais perto e continuou falando:
- Dupla penetração, você é muito devagar, vai no Google, eu não vou te ensinar o ABC da p.u.t.a.r.i.a!
Ela começou a rir, disse que não estava entendendo nada mesmo. Ele comentou:
- Você devia ter ido aquele dia para a nossa festinha, a Lara e a Julie ficaram com aquele cara, o Ken do terno branco, casado com a Barbie grávida. Acho que a Julie queria me fazer ciúmes, sinto tanto a falta dela!
A Rebeca falou com espanto:
- Pera, a Lara e o Armando?
Ele disse que queria voltar no tempo e namorar a praga da Julie, que faria qualquer coisa pra ter ela de volta. Os dois estavam chapados. A Rebeca saiu da água, falou, deitando na beirada da piscina:
- Tá bom, eu também sinto falta dela e você foi um pouco b.a.b.a.c.a, mas você é homem, nem me surpreende. A Lara saiu com o Armando? Você viu?
Ele disse sério:
- Eu ouvi, de longe, a Julie que viu e participou, acho que eu não devia estar te contando isso. Deleta da sua memória de menina inocente!
- A Lara chupou a Julie, enquanto dava pro Ken.
Ela respondeu perplexa:
- Eu não gosto dele, as coisas que ele me fala quando não tem ninguém perto, é noj.ento, intimidador. Eu tenho aversão a ele! Sabe quando eu fiquei muito louca e quase me afoguei? Todo mundo acha que eu usei as d.r.o.g.a.s que você me arrumou.
Ele falou surpreso:
- Eu não te dei nada nunca, não sozinha, você disse isso pra eles? Agora entendi por que o Levi falou que não era pra ficar te chamando pra usar nada.
Ela respondeu rindo:
- Não, seu bobo, até crianças de cinco anos sabem que não se pode dedurar. Eu nunca disse e ninguém me perguntou, eles acharam mais fácil só me culpar.
- O Armando me deu um comprimido, eu nem sei o que era, disse que eu ia ficar relaxada, ele estava fazendo os drinks e deu escondido. Pelo que entendi, o médico disse que eu usei muito, vários comprimidos, sei lá, mas eu só tomei um!
O Tato falou com espanto:
- Ele deve ter colocado na sua bebida, você precisa ficar longe desse cara. O que ele ia ganhar fazendo isso com você?
Ela disse que também não sabia. Ele respondeu:
- Não, na verdade é bem óbvio, ele queria fazer algo, sabe, ficar com você. Em festas usam essas coisas pra pegar meninas à força, isso é muito comum em balada, toda festa que eu toco acontecem coisas assim. Beca, você não pode aceitar bebida da mão de qualquer um, é muito perigoso!
Ela disse chateada:
- Ninguém nunca me disse isso, você não entende, eu nunca vivi essas coisas, Tato, eu não sou como vocês, eu cresci presa no meio do mato.
- Com quinze eu mal entendia o que era esse negócio de ficar, eu tinha nojjo de imaginar ser beijada e s.e.x.o então piorou, até os dezessete eu achava que as pessoas só se encostavam e já era t.r.a.n.s.a.r, tem coisas, os palavrões, eu não sei o que significam.
- Eu nem sabia que tinha um lugar específico no corpo para t.r.a.n.s.a.r até ver um vídeo com a Aisha, e os bebês saem de lá, isso eu vi na escola, foi bem horrível, aliás.
Ele começou a rir muito, perguntou se ela acreditava em cegonha, Papai Noel. Ela falou irritada:
- Para de me zoar, seu b.e.s.t.a, isso é triste, tá? Eu fui criada por um homem, ao lado de outro homem e um menino.
- Eu usava cabelo muito curto, cortado em uma barbearia, até chegar no colegial e eu era tipo muito desajustada! Nem você, que é esquisito, ia querer ser meu amigo na outra escola.
Ele começou a elogiar ela, disse que era o oposto de desajustada agora. Ela disse irônica:
- Claro, com o tanto que a primeira-dama pega no meu pé querendo me moldar pra ser como ela, alguma coisa boa eu tirei disso. Ela gosta de mandar em todo mundo, quando eu ia no salão com ela pra fazer companhia, ela meio que me forçava a fazer as coisas.
Ele falou indignado:
- E é ruim ter vida boa por acaso? Fazer unha, cabelo, maquiagem?
Ela disse chateada:
- Às vezes é bom, mas não é a minha praia, por isso eu digo que vocês não entendem, eu não fico falando de mim com ninguém, porque eu sempre saio como errada, independentemente do que eu faça e do quanto me esforce pra fazer a coisa certa.
- Eu fazia várias coisas só pra agradar ela e parecer grata por tudo, pela amizade ótimaaaaaa. Sinto falta da minha vida, de antes, quando eu tinha meu pai e meu maior problema eram as pirraças do Neto.
Ela estava chateada, deitada no chão de lingerie. O Tato se levantou e foi tirando a roupa, falando:
- Essa devia estar vencida porque deu uma brisa muito ruim, eu tô me sentindo péssimo, vamos nadar. Talvez você devesse parar de tentar agradar aos outros, porque acha que as pessoas não vão gostar de você sendo quem é de verdade?
Ela disse irônica:
- E vão? Claro que não. Ninguém nunca pediu pra ficar comigo antes, nunca, e agora até assediada eu sou, eu não sou i.d.i.o.t.a, sei que caras como eles não teriam interesse em mim se eu fosse como era antes. Ramon, Armando, Pablo, só o Noah que é diferente e eu o.d.e.i.o isso.
O Tato estava na água e ela sentada fora da piscina. Ele falou:
- Vocês estão tendo alguma coisa? Eu não entendo, por que você mora com eles e briga com ela e com todo mundo? O que você tem que eles te querem aqui mesmo brigada? Vocês são um trisal?
Ela respondeu:
- Eu nem sei o significado disso, não aconteceu nada, só um beijo um dia, mas o que me irrita é que ele gostava de mim antes de eu vir pra cá, não gostar de gostar, tipo, a gente já tinha conversado e ele fazia pirraça às vezes, também era legal comigo, gentil e tentava me intimidar às vezes, ele me enxergava, sabe?
- E eu o achava tipo muito maneiro. Mas ele mudou! Eu admirava ele, e tinha um viço, um brilho especial, os olhos castanhos que sorriam.
- Hoje ele não é mais assim. Vive sério, e briga comigo, as vezes parece que me odeia, mas também cuida de mim. Confio nele, e é estranho.
O Tato perguntou confuso:
- Ele mudou ou você que tá vendo ele com outros olhos porque você é outra? Está mais esperta!
Ela disse séria:
- Deve ser, ele não é tão bom e às vezes parece que não importa, ele me magoa, briga, grita comigo, e eu não deixo de gostar dele, como um amigo, um irmão mais velho, claro que eu acho ele bonito e sinto vontade às vezes de ficar.
- Ele gosta de provocar e fica com uns joguinhos, uns olhares, nós somos iguais, pronto. É isso que me irrita!
- Damos risada das mesmas coisas, julgamos os outros igualmente, até o mal humor as vezes.
O Tato perguntou se a Kim sabia de tudo aquilo. Ela falou chateada:
- Tato, você não pode contar isso pra ninguém, tá ouvindo? Ninguém. Jura pra mim, me promete!
- Ela já me odeia, me tratou feito um lixo, só de suspeitar que algo tinha acontecido. E eu tola, iludida, amando ter ela na minha vida.
- Me sentindo especial, porque ela me dava carinho. Se ela realmente gostasse de mim. Não teria me ofendido tanto.
Ele prometeu, curioso, apreensivo que não contaria. Ela falou pensativa:
- Teve um dia na boate que o Noah brigou comigo, a semana toda a gente estava discutindo, eu comecei a provocar ele ficando com graça com os clientes, porque ele estava reclamando das minhas roupas.
- A gente discutiu no escritório e ele ameaçou me agarrar, sabe? Faltou pouco! E eu fiquei tipo parada, quieta. Eu ia deixar, eu queria aquilo e isso faz eu me sentir uma péssima pessoa!
- Faz eu ter nojjo, raiva de mim. Me sinto uma vagabund4, que merece mais é se fo.der muito na vida.
- Minha vontade é de sumir no mundo, queria dormir e não acordar. Porque sinto que não tem lugar pra mim. Em canto nenhum.
- Quando parece que as coisas vão dar certo, tudo muda. Eu faço algo errado.
Ela começou a chorar contando. Ele saiu da água, abraçou ela e falou com pena:
- Beca, você não é uma má pessoa por isso, essas coisas são normais, sentir desejjo e ele é bem mais velho, experiente, com certeza não deveria ter esse tipo de comportamento. Ele não tem responsabilidade afetiva.
- Acho que você não deveria ficar morando com eles, ela sabe, né? Por isso vocês estão brigadas?
Ela levantou, começou a se vestir e respondeu chorando muito:
- Ela viu a porcaria do vídeo, você entende o quanto isso é sério? E humilhante? O Ramon mostrou pra ela, ele nem se preocupou em como eu iria me sentir com isso!
- Esse bando de doentes tem câmeras em vários lugares. Ela brigou comigo, me humilhou, ofendeu bastante e depois se arrependeu, mas não importa, nada vai mudar o que já aconteceu. Eu só vou ficar um tempo aqui e vou embora, se você for bonzinho, eu te levo comigo. Vamos entrar?