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De Esposa Estéril À Rainha do Don

De Esposa Estéril À Rainha do Don

Autor:: Amelia
Gênero: Moderno
Eu estava revisando as contas de lavagem de dinheiro quando meu marido pediu cem mil reais para a babá. Levei três segundos para perceber que a mulher que ele estava tentando pagar usava meus brincos Chanel vintage desaparecidos. Daniel me olhou nos olhos, usando sua melhor voz de médico. "Ela está passando por dificuldades, Alana. Ela tem cinco filhos para alimentar." Quando Cássia entrou, não usava uniforme. Usava minhas joias e olhava para meu marido com uma familiaridade íntima. Em vez de se desculpar quando os confrontei, Daniel a protegeu. Ele me olhou com uma mistura de pena e nojo. "Ela é uma boa mãe", ele zombou. "Algo que você não entenderia." Ele usou a infertilidade, que eu gastei milhões tentando curar, como uma arma contra mim. Ele não sabia que eu tinha acabado de receber o dossiê do investigador. O dossiê que provava que aqueles cinco meninos eram dele. O dossiê que provava que ele tinha feito uma vasectomia secreta seis meses antes de começarmos a tentar ter um bebê. Ele me deixou suportar anos de procedimentos dolorosos, hormônios e vergonha, tudo isso enquanto financiava sua família secreta com o dinheiro do meu pai. Olhei para o homem que eu protegi da violência do meu mundo para que ele pudesse brincar de deus com um jaleco branco. Eu não gritei. Eu sou uma Ferraz. Nós executamos. Peguei meu celular e disquei para meu braço direito. "Eu o quero arruinado. Quero que ele não tenha nada. Quero que ele deseje estar morto."

Capítulo 1

Eu estava revisando as contas de lavagem de dinheiro quando meu marido pediu cem mil reais para a babá.

Levei três segundos para perceber que a mulher que ele estava tentando pagar usava meus brincos Chanel vintage desaparecidos.

Daniel me olhou nos olhos, usando sua melhor voz de médico.

"Ela está passando por dificuldades, Alana. Ela tem cinco filhos para alimentar."

Quando Cássia entrou, não usava uniforme. Usava minhas joias e olhava para meu marido com uma familiaridade íntima.

Em vez de se desculpar quando os confrontei, Daniel a protegeu. Ele me olhou com uma mistura de pena e nojo.

"Ela é uma boa mãe", ele zombou. "Algo que você não entenderia."

Ele usou a infertilidade, que eu gastei milhões tentando curar, como uma arma contra mim.

Ele não sabia que eu tinha acabado de receber o dossiê do investigador.

O dossiê que provava que aqueles cinco meninos eram dele.

O dossiê que provava que ele tinha feito uma vasectomia secreta seis meses antes de começarmos a tentar ter um bebê.

Ele me deixou suportar anos de procedimentos dolorosos, hormônios e vergonha, tudo isso enquanto financiava sua família secreta com o dinheiro do meu pai.

Olhei para o homem que eu protegi da violência do meu mundo para que ele pudesse brincar de deus com um jaleco branco.

Eu não gritei. Eu sou uma Ferraz. Nós executamos.

Peguei meu celular e disquei para meu braço direito.

"Eu o quero arruinado. Quero que ele não tenha nada. Quero que ele deseje estar morto."

Capítulo 1

Ponto de Vista: Alana

Eu estava revisando as contas de lavagem de dinheiro das operações na Zona Oeste quando meu marido pediu cem mil reais para garantir a lealdade de uma mulher que já usava meus brincos Chanel desaparecidos.

Levei três segundos para o pedido registrar no meu cérebro.

Três segundos em que o único som na sala de jantar era o arranhar agressivo da minha caneta contra o papel encorpado de um livro-caixa que tecnicamente não existia.

Eu levantei o olhar.

Daniel estava na cabeceira da mesa.

Ele parecia em cada detalhe o Chefe de Cirurgia que eu paguei milhões para criar. Seu terno era de lã italiana sob medida; suas mãos estavam impecavelmente limpas - as mãos de um curador.

Mas seus olhos se moviam, disparando nervosamente em direção à porta da cozinha, onde Cássia sem dúvida estava ouvindo.

Pousei minha caneta. Fez um clique seco contra o mogno.

"Você quer dobrar o salário da babá", eu disse.

Minha voz era fria. Era o tom preciso que meu pai usava momentos antes de ordenar uma execução.

Daniel ajeitou a gravata, um tique nervoso que ele desenvolveu sempre que precisava me pedir dinheiro das contas da Família.

"Ela está passando por dificuldades, Alana", ele disse.

Ele usou sua melhor voz de consultório - o tom solene e praticado que usava para dizer às famílias que seus entes queridos não passariam da noite. "Ela tem cinco filhos para alimentar."

Recostei-me na cadeira. O couro rangeu sob mim.

Eu o olhei. Eu realmente o estudei.

Vi o homem por quem desafiei os chefões. O homem que eu protegi do sangue e da violência do meu mundo para que ele pudesse brincar de deus em um jaleco branco estéril.

E então olhei para a porta da cozinha.

Cássia a empurrou com o quadril.

Ela carregava uma bandeja de café. Não usava uniforme. Em vez disso, vestia um suéter de caxemira justo que se esticava contra seu peito e um jeans que parecia pintado no corpo.

E ali, pendurados em suas orelhas, estavam os brincos vintage da Chanel que meu pai me deu no meu aniversário de vinte e um anos.

Eu não pisquei.

Eu não gritei.

Eu sou uma Ferraz. Nós não gritamos. Nós executamos.

Virei meu olhar de volta para Daniel.

"Você quer dar a uma babá civil um salário que rivaliza com o dos meus principais tenentes", eu disse, minha voz perigosamente calma. "E você quer fornecer cobertura médica completa para toda a ninhada dela através do hospital."

Daniel assentiu avidamente.

"É a coisa certa a fazer", disse ele. "Nós temos tanto, Alana. Por que você é sempre tão fria?"

Ele se aproximou, apoiando as mãos na mesa.

"É só dinheiro. Dinheiro sujo, ainda por cima."

A temperatura na sala caiu dez graus.

Ele tinha dito a parte silenciosa em voz alta. Ele ficava feliz em gastar o dinheiro de sangue, mas odiava a fonte.

Cássia pousou o café. Ela demorou-se.

Ela colocou a mão no ombro de Daniel, um gesto casual e íntimo que revirou meu estômago. Vi o jeito que Daniel se inclinou para o toque dela.

Foi sutil. Imperceptível para quem não passou cinco anos memorizando sua linguagem corporal.

Mas eu vi.

Olhei para Cássia.

"Belos brincos", eu disse.

Ela os tocou, seus dedos tremulando. "Ah, obrigada, Sra. Arruda. Daniel me deu. Ele disse que eram apenas bijuterias que estavam por aí."

O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor.

Daniel empalideceu. Ele me olhou, o terror faiscando em seus olhos.

Ele sabia.

Ele sabia que roubar de um Ferraz era uma sentença de morte. Mas ele se acomodou. Ele havia esquecido que a mulher sentada à sua frente não era apenas sua esposa; eu era a filha do Don.

Eu me levantei.

"Demita-a", eu disse.

Daniel se endireitou.

"Não."

A palavra pairou no ar.

Ele nunca tinha dito não para mim antes. Não quando importava.

"Ela fica", disse ele, a voz tremendo com uma falsa bravata. "Ela precisa de nós. Eu preciso da ajuda dela com a casa. Você nunca está aqui, Alana. Você está sempre com seu pai. Você está sempre com os negócios."

Ele estava projetando. Estava tentando reescrever a narrativa, me pintando como a vilã para justificar seus próprios pecados.

Andei ao redor da mesa. Meus saltos clicavam ritmicamente no piso de mármore.

Parei a centímetros dele.

Eu podia sentir o cheiro do perfume barato de baunilha dela em seu colarinho. Misturava-se com a colônia cara que comprei para ele, criando um aroma que cheirava a traição.

"Isso é sobre os filhos dela?", perguntei.

Minha voz era um sussurro.

Daniel se encolheu.

"Você quer bancar o pai para a linhagem de outro homem porque não pode dar um herdeiro à Família?"

Seu rosto perdeu a cor.

Ele agarrou meu braço. Seu aperto era forte. Forte demais.

"Não se atreva", ele sibilou. "Não fale sobre isso."

Ele olhou para Cássia, aterrorizado que ela ouvisse a verdade sobre seu corpo falho. Sobre a vergonha que o mantinha acordado à noite.

Olhei para a mão dele em meu braço.

Então olhei em seus olhos.

"Você tem cinco segundos para me soltar, Daniel. Ou eu vou te lembrar exatamente de qual sangue corre nas minhas veias."

Capítulo 2

Ponto de Vista: Alana

Ele me soltou como se minha pele estivesse marcada com carvão em brasa.

Alisei a seda da minha blusa onde seus dedos haviam cravado. O tecido estava amassado. Assim como meu casamento. Assim como a mentira que vivíamos há cinco anos.

Dei um passo para trás, colocando distância entre nós. O ar na sala de jantar parecia pesado, sufocante.

Cássia ainda estava lá. Ela olhava entre nós, seus olhos arregalados com uma inocência fingida. Parecia um cervo pego pelos faróis - se esse cervo estivesse coberto de joias roubadas e planejando um golpe na casa do caçador.

"Eu não sou estéril", Daniel murmurou.

Ele falava para o chão. Não conseguia me olhar nos olhos. Não conseguia encarar a mulher que o arrastou para todos os especialistas na Suíça. A mulher que suportou centenas de agulhas, exames invasivos e decepções esmagadoras, tudo para proteger seu ego frágil.

"Nós gastamos milhões, Daniel", eu disse, forçando minha voz a permanecer firme. "Tentamos de tudo. Não era eu."

Cássia soltou uma risada curta e aguda. Ela cobriu a boca instantaneamente, mas o som já havia escapado.

"Desculpe", disse ela. "É que... eu tenho o problema oposto. Só preciso olhar para um homem e engravido. Meus meninos são a prova disso. 'Superfertilidade', os médicos chamam."

A fúria que explodiu em meu peito era incandescente. Não era ciúme. Era nojo. Ela estava zombando da única coisa que eu não podia comprar. A única coisa que o poder do meu pai não podia garantir.

Olhei para Daniel. Esperava que ele ficasse com raiva. Esperava que ele defendesse sua esposa contra esse insulto.

Mas ele não estava olhando para mim. Ele estava olhando para ela.

E a expressão em seu rosto não era de raiva. Era de desejo. Era uma adoração faminta, desesperada. Ele a olhava como se ela fosse um milagre. E me olhava como se eu fosse um campo estéril.

"Alana, por favor", disse Daniel.

Ele deu um passo em direção a Cássia, colocando-se entre nós. Como se eu fosse a ameaça. Como se eu fosse o monstro.

"Seja gentil."

"Gentileza", repeti. A palavra tinha gosto de cinzas. "Você quer gentileza enquanto desfila com sua amante na minha casa? Enquanto a deixa usar minhas joias? Enquanto a deixa zombar da minha dor?"

A mandíbula de Daniel se contraiu. "Ela não é minha amante", ele mentiu. "Ela é a babá. E é uma boa mãe. Algo que você não entenderia."

Não foi um tapa físico, mas suas palavras atingiram mais forte que um punho.

Ele estava usando minha infertilidade como arma. Estava me culpando. Depois de tudo que fiz para acobertá-lo. Depois de mentir para meu pai, dizendo ao Don que era eu quem não podia conceber, apenas para salvar Daniel da vergonha de ser menos homem aos olhos da Família.

"Fora", eu disse.

Minha voz tremeu. Não de medo, mas do esforço de conter a violência que estava codificada no meu DNA.

"Vocês dois. Fora da minha casa."

Daniel riu. Foi um som frio e amargo.

"Sua casa?", ele zombou. "Eu sou o homem desta casa, Alana. Eu conquistei isso. Eu sou o Chefe de Cirurgia. Você não passa de uma princesinha mimada vivendo do dinheiro de sangue do papai."

Ele pegou a mão de Cássia. Entrelaçou seus dedos. Apertou com força.

"Nós não vamos a lugar nenhum", disse ele.

Cássia sorriu de canto. Ela me olhou por cima do ombro dele. Era um olhar de triunfo. Ela achava que tinha vencido. Achava que, por poder lhe dar filhos, ela o possuía.

Ela não percebia que Daniel não possuía nada. Nem esta casa. Nem seu emprego. Nem mesmo as roupas do corpo.

Eu o possuía. E estava prestes a executar a hipoteca.

Fui até o aparador. Havia um vaso de cristal ali. Um presente de casamento do chefão das famílias de São Paulo. Pesado. Caro. Substituível.

Eu o peguei.

Os olhos de Daniel se arregalaram. "Alana, não seja louca", disse ele. Ele deu um passo para trás, puxando Cássia com ele.

Eu não disse uma palavra. Não precisei.

Arremessei o vaso pela sala.

Não foi mirando neles. Foi um tiro de aviso. Ele se espatifou na parede a centímetros da cabeça de Daniel. Cacos de cristal explodiram para fora como estilhaços.

Daniel gritou. Ele levantou os braços para cobrir o rosto. Mas não se cobriu. Ele virou o corpo. Ele protegeu Cássia.

Ele levou o vidro por ela.

Um caco cortou sua bochecha. O sangue brotou, vermelho vivo contra sua pele pálida. Ele não verificou seu ferimento. Ele agarrou o rosto de Cássia, procurando por arranhões.

"Você está bem?", ele perguntou freneticamente. "Ela te machucou?"

Ele me olhou com puro ódio. "Você está louca", ele gritou. "Você é igual ao seu pai. Um animal violento."

Eu fiquei em meio aos destroços do vaso. Observei o sangue escorrer pelo seu rosto.

E senti meu coração virar pedra.

Capítulo 3

Ponto de Vista: Alana

Ele estava sangrando, mas não se importava.

Uma linha distinta de carmesim descia por sua bochecha, pingando no colarinho imaculado de sua camisa branca, manchando o tecido como um pecado.

Suas mãos estavam frenéticas, percorrendo os braços de Cássia, verificando-a em busca de feridas imaginárias com um desespero obsessivo.

"Você poderia tê-la matado!", Daniel gritou, sua voz falhando sob o peso de sua histeria.

"Ela é uma mulher inocente, Alana! Ela é uma civil!"

Passei direto por eles.

Não olhei para o sangue. Não olhei para as lágrimas de crocodilo que Cássia forçava a sair de seus olhos para ganhar simpatia.

Entrei direto em seu escritório.

Este era seu santuário. O cômodo pelo qual paguei a um designer cinquenta mil reais para decorar.

Prateleiras de mogno. Poltronas de couro importado. E por toda parte, sinais do menino com quem me casei, escondido dentro do homem que ele fingia ser.

Action figures de animes alinhavam as prateleiras superiores, vergonhosamente escondidos atrás de pesados livros de medicina. Almofadas estampadas com personagens de desenhos animados estavam amontoadas no canto, fora de vista.

Ele não passava de uma criança brincando de se vestir em um mundo de homens.

Peguei uma das almofadas. Era macia, estampada com algum personagem de olhos grandes pelo qual ele era obcecado.

Eu a rasguei.

O enchimento voou pelo ar como neve sintética, pousando no tapete caro.

Daniel correu para o quarto. Cássia estava logo atrás dele, agarrando seu braço como uma tábua de salvação.

"Pare com isso!", ele gritou. "O que você está fazendo?"

Peguei um troféu pesado de sua mesa. "Cirurgião do Ano". Um prêmio que meu pai comprou para a gala do hospital para inflar o ego de Daniel.

Joguei-o na parede.

Amassou o gesso com um estrondo violento e caiu no chão com um baque oco.

"Estou te despejando, Daniel", eu disse, virando-me para encará-lo.

"Estou tomando de volta cada coisa que já te dei."

Daniel deu um passo à frente, seu peito arfando.

"Você não pode fazer isso", ele cuspiu. "Somos casados. Metade disso é meu. Vou te processar. Vou tirar tudo o que você tem."

Eu ri. Foi um som seco e quebradiço.

"Você acha que a lei se aplica a nós?", perguntei suavemente. "Você acha que um pedaço de papel te protege da família Ferraz?"

Antes que ele pudesse responder, o celular de Cássia tocou.

Uma melodia alegre e dissonante cortou a tensão sufocante.

Ela olhou para a tela e seu rosto se contorceu.

"É da escola", ela soluçou. "O Joca está doente. Ele está com febre."

A raiva de Daniel desapareceu instantaneamente.

Ele se transformou. Não era mais o marido traidor. Era o pai preocupado.

"Temos que ir", disse ele, sua voz baixando para um registro calmante.

Ele colocou um braço protetor em volta da cintura dela. "Eu te levo. Vamos levá-lo para o hospital. Eu mesmo o examinarei."

Ele me deu as costas.

Ele deu as costas para a esposa que jurou honrar. Ele deu as costas para a mulher que detinha as chaves de toda a sua existência.

Ele acompanhou Cássia para fora do quarto sem olhar para trás.

Ouvi a porta da frente bater.

O som ecoou pela casa vazia como um tiro.

Fiquei ali por um longo tempo.

Olhei para a almofada rasgada. Olhei para a parede amassada.

Pensei no jeito como ele a olhou. No jeito como entrou em pânico por causa do filho dela.

Joca.

Um dos cinco meninos. Os meninos que ele alegava não serem seus.

Mas ele agia como se fossem. Ele os protegia como se fossem.

Um nó frio e nauseante se formou em meu estômago.

E se eles fossem?

E se a infertilidade fosse uma mentira? E se ele estivesse roubando meu dinheiro para criar uma família secreta enquanto eu chorava por testes de gravidez negativos?

Minha mão tremeu quando alcancei meu bolso.

Tirei meu celular e disquei um número que conhecia de cor.

Guilherme atendeu no primeiro toque.

"Onde você está?", ele perguntou.

Sua voz era um rugido baixo - perigosa, firme, letal.

"Estou em casa", eu disse. "Preciso de um favor."

Guilherme fez uma pausa. Ao fundo, eu podia ouvir o baque rítmico de um saco de pancadas sendo golpeado.

"Peça, Princesa."

"Preciso de olhos no Daniel", eu disse, minha voz endurecendo. "E na garota. Cássia Valdez."

"Quero saber tudo. De onde ela veio. Quem é o pai daqueles meninos. Cada mensagem. Cada transferência bancária. Cada mentira."

O som dos golpes parou.

O silêncio na linha era pesado.

"Ele te machucou?", Guilherme perguntou, sua voz baixando uma oitava.

"Se ele tocou em você, Alana, eu vou arrancar a pele dele."

"Ainda não", eu disse.

Olhei para o sangue no chão onde Daniel esteve.

"Eu não o quero morto, Guilherme. Ainda não."

"Eu o quero arruinado. Quero que ele não tenha nada. Quero que ele deseje estar morto."

"Entendido", disse Guilherme. "Vou colocar os soldados nisso. Me dê vinte e quatro horas."

Eu desliguei.

Fui até a janela e observei a chuva começar a cair contra o vidro, borrando o mundo lá fora.

Mas por dentro, tudo estava cristalino.

O casamento acabou.

A Vingança havia começado.

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